quarta-feira, 29 de junho de 2011

PJ da arquidiocese de Mariana discute “Caminho e Missão” durante Assembleia

Análise da conjuntura, realidade da juventude latino-americana, Projeto Arquidiocesano de Evangelização, Conferência Nacional de Juventude. Estes foram alguns dos assuntos que estiveram na pauta da 9ª Assembleia da Pastoral da Juventude da arquidiocese de Mariana (MG), na semana passada, dias 23 a 26, na cidade de Senhora dos Remédios (MG).

Com o tema “PJ: Caminho e Missão” e o lema “Recalculando rotas, tocando em frente”, a assembleia reuniu 50 jovens e contou com a presença do arcebispo de Mariana, dom Geraldo Lyrio Rocha.

“O arcebispo foi recebido com muita alegria pela juventude, já que a 9ª Assembleia foi o primeiro evento oficial da Pastoral a contar com a sua participação”, conta Gilberto Mendes, da equipe de comunicação da PJ.

A assembleia definiu as atividades da PJ para os próximos três anos a partir de seis eixos ou frentes de intervenção: Formação, Participação Sociopolítica, Articulação, Comunicação, Assessoria e Nucleação.

Equipe Central

Os jovens definiram também a nova estrutura da coordenação arquidiocesana da PJ, chamada de Equipe Central. Será composta por um secretário, um articulador arquidiocesano, um assessor religioso, um assessor leigo, um representante de cada região pastoral da arquidiocese e um coordenador de cada frente de intervenção.

Para secretário, a assembleia elegeu Diego Nogueira, da cidade de Viçosa. Já para articuladora arquidiocesana foi escolhida a jovem Bruna Monalisa, de Ouro Preto.

Segundo Gilberto, um dos destaques da assembleia foi sua repercussão nas redes sociais. “Pelo twitter e orkut os comentários sobre a 9ª Assembleia não cessaram desde domingo. Aliás, um dos destaques da assembleia foi a cobertura realizada pela equipe Teias Marianas, que é responsável pela comunicação da PJ na arquidiocese. A equipe produziu três edições do telejornal Nona News disponíveis no youtube”, conta.


Fonte: CNBB

Jovens missionários visitam cinco mil famílias em Navegantes

A terceira edição da Missão Jovem, promovida pela Pastoral da Juventude (PJ) de Santa Catarina, visitou cerca de cinco mil casas, em cinco bairros de Navegantes (SC), durante o feriadão de Corpus Christi. Os 250 missionários visitaram as famílias para dialogar e rezar. Além disso, organizaram eventos comunitários para jovens, crianças e seus pais.

Na quinta-feira, 23, foi declarada aberta a Missão Jovem na paróquia São Domingos de Gusmão. Após as orientações propostas pelos líderes missionários, os jovens foram enviados para as cinco comunidades da paróquia, aonde realizaram as celebrações de abertura em cada uma delas.

As crianças foram recebidas nos centros comunitários por palhaços, com balões, canções e brincadeiras. Cerca de 600 crianças participaram das atividades, 350 apenas na comunidade São Paulo. A secretária Maristela Zimmermann, 22, ajudou a divertir as crianças, motivada pelo desejo de melhorar a comunidade. “As lideranças estão muito envolvidas. O grupo de jovens está novamente motivado, a maioria das famílias está acolhendo os missionários, o clima de amizade está muito forte. As missões realmente valem à pena”, disse.

Na comunidade Nossa Senhora do Rosário, o encontro com as famílias reuniu mais de 100 mães, pais e avós. A equipe de missionários apresentou uma dramatização em uma mãe lutava manter a família unida, diante da jornada de trabalho excessiva do marido, os vícios da filha mais nova e a frustração escolar do filho mais velho. No entanto, estes perceberam isto apenas depois da sua morte. No fim, os missionários destacaram a necessidade do amor como fundamento para a manutenção da família.

Uma missa, presidida pelo bispo de Blumenau (SC), dom José Negri encerrou oficialmente a 3ª Missão Jovem Regional no domingo. Depois do encerramento, os jovens participaram da Marcha Estadual Contra Violência e o Extermínio de Jovens.
 

Fonte: CNBB

Setor Juventude do NE 2 estuda tema da Jornada Mundial da Juventude

O Setor Juventude do Regional Nordeste 2 da CNBB (Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Alagoas) realiza, a partir de amanhã, 30, encontro regional para estudar o tema da Jornada Mundial da Juventude, “Enraizados e Edificados em Cristo, firmes na fé”. A Jornada acontece no mês de agosto, em Madrid, Espanha, e terá a participação de mais de dez mil jovens brasileiros.

O encontro terá a assessoria do Bispo Referencial da Juventude no Nordeste 2, dom Beranrdino Marchió, que falará sobre a evangelização da juventude. A Secretária do Setor Juventude da arquidiocese de Natal, Daniely Barbosa, falará sobre a Jornada Mundial da Juventude. Já o Secretário Regional do Setor, Luiz Adriano, juntamente com Daniely, abordará a questão da Comunicação no Setor Juventude.

Os jovens participarão no sábado, 2, da marcha contra a violência e o extermínio de Jovens, realizada no município de Monte Alegre (RN). O encontro termina no domingo, 3.

Fonte: CNBB

Relatório aponta números da violência contra indígenas

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi), organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), lança amanhã, 30, às 15h, na sede da CNBB, o Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil, referente ao ano de 2010. O secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, confirmou presença no evento, juntamente com o presidente do Cimi, dom Erwin Kräutler, além da coordenadora da pesquisa, Lúcia Helena Rangel.

Segundo o relatório, no ano passado, 92 crianças indígenas morreram por falta de cuidados médicos ou condições adequadas de saúde da mãe na hora do parto; 60 indígenas foram assassinados e outros 152 ameaçados de morte. Foram registrados 33 casos de invasões possessórias e exploração ilegal de recursos naturais disponíveis em terras indígenas.

Pelo terceiro ano consecutivo, o número de assassinatos registrado chega a 60. O Mato Grosso do Sul é campeão com 34 casos, o que representa 56% do total. O Estado possui a segunda maior população indígena do país.

Os índices de mortalidade infantil aumentaram 513% se comparados a 2009, quando foram registrados 15 casos, com 15 vítimas. Só o povo Xavante de Mato Grosso perdeu 60 crianças das 100 nascidas vivas. Todas vítimas de desnutrição, doenças respiratórias e doenças infecciosas.

“Tudo continua igual. Algumas ocorrências aumentam, outras diminuem ou permanecem iguais, mas o cenário é o mesmo e os fatores de violência mantêm-se, reproduzindo os mesmos problemas”, avalia a antropóloga, Lúcia Helena Rangel, coordenadora da pesquisa.

“Os indígenas continuam pregados na cruz, violentados e assassinadas, expulsos ou fraudados de suas terras ancestrais, reduzidos a párias da sociedade, enxotados como animais, tratados como vagabundos de beira de estrada, ou então confinados em verdadeiros currais humanos, sem mínimas condições de sobrevivência física e muito menos cultural”, disse o presidente do Cimi, dom Erwin Kräutler

A pesquisa

A pesquisa tem como fonte a imprensa escrita e virtual, rádios e veículos alternativos das mais diferentes cidades, bem como os registros sistemáticos efetuados pelas equipes do Cimi espalhadas pelos 11 regionais da entidade. São utilizados também relatórios policiais e do Ministério Público Federal. De acordo com coordenadora da pesquisa, os registros reproduzidos não esgotam todas as ocorrências acontecidas, mas indicam a tendência e as características dos ataques e ameaças que pesam sobre essa população.
Violência contra os povos indígenas: Tudo continua igual!

Constatação faz parte da publicação Relatório de Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil, que será lançado pelo Cimi, na próxima quinta-feira. Dados são referentes a 2010

Somente em 2010, 92 crianças morreram por falta de cuidados médicos ou condições adequadas de saúde da mãe na hora do parto. 60 indígenas foram assassinados, outros 152 ameaçados de morte. Mais de 42 mil sofreram pela falta de assistência à saúde e à educação, entre outras. Foram registrados 33 casos de invasões possessórias e exploração ilegal de recursos naturais disponíveis em terras indígenas.

Os dados apresentados pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) no Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil -2010, comprovam que, entra governo, sai governo, a ocorrência de violências e violações de direitos contra os povos indígenas no Brasil continua igual. "Sim, tudo continua igual! Algumas ocorrências aumentam, outras diminuem ou permanecem iguais, mas o cenário é o mesmo e os fatores de violência mantém-se, reproduzindo os mesmos problemas", afirma a doutora em Antropologia pela PUC/SP, Lúcia Helena Rangel, coordenadora da pesquisa.

A publicação será lançada na próxima quinta-feira, 30 de junho, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), às 15h, com a presença do secretário geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner, da coordenadora da pesquisa, Lúcia Helena Rangel, do presidente e vice-presidente do Cimi, dom Erwin Kräutler e Roberto Antônio Liebgott, respectivamente, do conselho da entidade, e do colaborador Egydio Schwade, que durante muitos anos atuou junto ao povo Waimiri-Atroari, no Amazonas.

Tudo continua igual!

As ocorrências de violências e violações de direitos contra os povos indígenas não cessam. Mais uma vez, e pelo terceiro ano consecutivo, o número de assassinatos registrado chega a 60. A maioria ocorreu no Mato Grosso do Sul, com 34 casos, o que representa 56% do total. No estado, onde vive a segunda maior população indígena do país, mais de 53 mil pessoas, os direitos constitucionais desses povos são mais que ignorados.

Já no ano passado, por ocasião do lançamento deste mesmo relatório, só que com dados de 2009, a doutora em Educação Iara Tatiana Bonin, caracterizou a situação no MS como racismo institucional. Lúcia Helena Rangel aponta como genocídio, pois além de emplacar o maior número de assassinatos, o estado também registra a maior percentagem de tentativas de assassinatos e demais violações de direitos, como ameaças várias e lesões corporais dolosas.

Os 92 casos de violência contra o patrimônio deixam claro que a situação conflituosa vivida pelos indígenas brasileiros está intimamente ligada ao modelo desenvolvimentista adotado pelo país e a falta de acesso a terra. "Mais uma vez é preciso afirmar que o pano de fundo das violências cometidas contra os povos indígenas, bem como a violação de seus direitos, é o desrespeito à demarcação de suas terras. Morosidade na regularização de terras, áreas super povoadas, populações confinadas são, entre outras, as principais fontes de conflitos, mortes e desesperança", afirma Lúcia.

Os índices de mortalidade infantil também são alarmantes. Somente em 2010, 92 crianças menores de cinco anos morreram vítimas de doenças facilmente tratáveis. Um aumento de 513% se comparado a 2009, quando foram registrados 15 casos, com 15 vítimas. Entre os casos, um triste destaque para a situação desoladora do povo Xavante de Mato Grosso, que perderam 60 crianças das 100 nascidas vivas. Todas vítimas de desnutrição, doenças respiratórias e doenças infecciosas.

Por tudo isso, vale afirmar que a situação de violência contra os indígenas no país continua igual. "Continuam pregados na cruz os indígenas: violentados e assassinadas, expulsos ou fraudados de suas terras ancestrais, reduzidos a párias da sociedade, enxotados como animais, tratados como vagabundos de beira de estrada, ou então confinados em verdadeiros currais humanos, sem mínimas condições de sobrevivência física e muito menos cultural!, afirma dom Erwin.

Metodologia e propósito

A metodologia de pesquisa empregada é a mesma utilizada nos anos anteriores: toma-se como fonte a imprensa escrita e virtual, rádios e veículos alternativos das mais diferentes cidades, bem como os registros sistemáticos efetuados pelas equipes do Cimi espalhadas pelos 11 regionais da entidade. Além disso, as informações provêm de relatórios policiais e do Ministério Público Federal. De acordo com Lúcia, os registros reproduzidos não esgotam todas as ocorrências acontecidas, mas indicam a tendência e as características dos ataques e ameaças que pesam sobre essa população.

Assim, para evitar que a realidade de violência contra estes povos se torne algo banal, o Cimi explicita tais agressões para a população, aos organismos de defesa de direitos humanos - nacionais e internacionais - legisladores, juízes, autoridades. E, como afirma dom Erwin Kräutler, com este relatório o Conselho Indigenista Missionário quer mais uma vez afirmar seu compromisso com os povos indígenas no Brasil, na defesa de sua dignidade e de seus direitos inalienáveis e sagrados.
Serviço:

Lançamento Relatório de Violência contra Povos Indígenas no Brasil - 2010

Quando: 30 de junho, às 15h

Onde: Sede da CNBB - Setor de Embaixadas Sul Qd. 801 Conjunto B - Brasília/DF

Informações: Cleymenne Cerqueira - 61. 2106-1667 ou 61. 9979-7059

Contato para imprensa internacional: Paul Wolters - 61. 2106-1666 ou 61. 9953-8959.


Fonte: CNBB

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Movimentos sociais se mobilizam em defesa da água no Brasil

O processo de privatização da água é uma realidade nas cidades brasileiras de grande e médio porte. Atento a esta situação, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) organiza o Seminário Internacional: Panorama político sobre a questão da água. O evento será realizado na Escola de Educação Física e Desportos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), nos dias 20 e 21 de julho.

Durante o evento, os participantes irão debater sobre os atuais projetos que visam a mercantilização e privatização da água em diferentes países, como Itália, Chile, Bolívia e Peru, além do Brasil, e diversos setores, como na mineração, agricultura, saneamento, entre outros. Outro objetivo do seminário é proporcionar um espaço de troca de experiências acerca das lutas contra a privatização da água, fortalecendo assim articulação entre as organizações participantes para a mobilização em defesa da água como um bem público.

Participarão do seminário movimentos sociais, redes de articulação, representantes de universidades e convidados do Brasil e de outros países da América Latina, Europa e África. Para as lideranças do MAB, é necessário que os temas ligados à água sejam cada vez mais públicos e de conhecimento da classe trabalhadora. Esta preocupação nasce da constatação de que as empresas que estão entrando no processo de privatização da água são as mesmas que controlam o setor elétrico, como por exemplo a Odebrecht e Suez.

"Devemos entender o tema da água hoje num contexto internacional, onde o processo de privatização avança a passos largos. A iniciativa privada, através das grandes corporações, está se apropriando dos rios através de barragens e do hidronegócio e do transporte fluvial, das fontes de água para engarrafamento, e do abastecimento urbano, através do saneamento", afirmou Gilberto Cervinski, da coordenação nacional do Movimento.

O Seminário Internacional: Panorama político sobre a questão da água antecede a 3ª etapa do Curso Energia e Sociedade no Capitalismo Contemporâneo, um convênio entre o MAB e o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR), da UFRJ.

Fonte: Agecon

Começa 3ª Missão Jovem da PJ de Santa Catarina

A paróquia São Domingos de Gusmão da cidade de Navegantes (SC) recebeu nesta quinta-feira (23) mais de 250 jovens vindos das 10 dioceses do estado de Santa Catarina, Regional Sul 4 da CNBB, com o propósito de fazer acontecer a 3ª Missão Jovem Regional, promovida pela Pastoral da Juventude.

Na manhã da quinta-feira, os jovens foram recepcionados na Igreja matriz pela comunidade paroquial com muita animação.No início da tarde foi aberta a Missão Jovem.

- Queremos que a Igreja nos envie para que, especialmente, nos próximos dias, possamos ser sinais e portadores do amor de Cristo e assim levar toda a beleza de ser uma Igreja com rosto jovem. Queremos ser enviados para sermos missionários da vida, protagonistas de um mundo novo, lutadores de um novo amanhã e de um novo hoje - falaram os jovens da Diocese de Joinville na abertura da Missão.

Após as orientações propostas pelos líderes missionários, os jovens foram enviados para as 5 comunidades da paróquia, onde realizaram as celebrações de abertura em cada uma delas.

Durante a sexta-feira, os jovens realizarão visitas às casas para escuta, conversa, conhecimento da realidade, orações, bênçãos e convite para os encontros com jovens, crianças, casais, idosos, etc. A Missão Jovem acontecerá até o dia de domingo (26).

Fonte: Jovens conectados

Corpus Christi e os santos: saiba mais sobre essa relação

A Solenidade de Corpus Christi, Corpo de Cristo, que manifesta a fé da Igreja na presença real de Jesus na Eucaristia, foi instituída pelo Papa Urbano IV em 11 de agosto de 1264, através da Bula Transiturus de hoc mundo.

Há dois santos que possuem especiais vínculos com essa Solenidade: o dominicano São Tomás de Aquino e a monja agostiniana Santa Juliana de Cornillon. A seu modo, cada um desempenhou papel fundamental no processo de instituição desse ato litúrgico de profunda fé com relação à Eucaristia, "o mais precioso tesouro da Igreja e da humanidade", como define o Papa Bento XVI.

São Tomás foi incumbido pelo Papa Urbano IV da missão de compor os textos do ofício litúrgico dessa grande festa. Já Santa Juliana foi quem teve as visões místicas que, mais tarde, dariam origem à celebração.

Nesta reportagem especial, confira entrevistas com membros das mesmas famílias religiosas a que pertenceram esses dois santos e saiba mais sobre seus ensinamentos.

Santa Juliana de Cornillon
A freira contribuiu para a instituição dessa solenidade litúrgica que é a "mais importante do ano", conforme indicou o Pontífice na Catequese dedicada a Santa Juliana em 17 de novembro de 2010.

Também conhecida como Juliana de Liège, nasceu entre 1191 e 1192 . Órfã aos cinco anos, foi confiada aos cuidados das monjas agostinianas do convento-leprosário de Mont-Cornillon. "Aos 16 anos teve a primeira visão, que após repetiu-se mais vezes nas suas adorações eucarísticas. A visão apresentava a lua no seu pleno esplendor, com uma faixa escura que a atravessava diametralmente. O Senhor a fez compreender o significado disso que lhe havia aparecido. A lua simbolizava a vida da Igreja sobre a terra, a linha opaca representava, por sua vez, a ausência de uma festa litúrgica, para a instituição da qual era pedido a Juliana que trabalhasse de modo eficaz: uma festa, isto é, na qual os fiéis pudessem adorar a Eucaristia para aumentar a fé, avançar na prática das virtudes e reparar as ofensas ao Santíssimo Sacramento", explicou Bento XVI na ocasião.

O frei agostiniano Felipe da Cruz lembra que a Solenidade busca ser um aumento da fé, avanço na prática das virtudes e meio de reparação às ofensas ao Santíssimo Sacramento.

As visões de Juliana permaneceram em segredo por mais de 20 anos, até que a santa compartilhou-as com outras duas religiosas e buscou auxílio junto a um padre, ao qual pediu que consultasse teólogos e eclesiásticos sobre o que elas traziam em seus corações. Dessa forma, Santa Juliana apresenta-se como exemplo do desejo de permanecer vinculada fielmente ao que ensina o Magistério.

"Ela tinha o desejo de permanecer fiel à fé da Igreja, que o Magistério defende. Essa fé, por sua vez, é medida pelo Evangelho. Por isso, é saudável que meçamos as nossas inspirações e vida de fé de acordo com a fé da Igreja e no Evangelho. É bom que cristão se pergunte: 'Isso que sinto, o que tem a ver com a fé da Igreja, com o Evangelho?'. Se a inspiração vier de Deus, jamais irá contra esses dois elementos", explica frei Felipe.

No decorrer de sua busca por concretizar a inspiração que tinha em suas visões, Santa Juliana teve que passar por duas provas e incompreensões por membros da própria Igreja. Nessa perspectiva, Santa Juliana recorda que o cristão deve viver a realidade da provação como trampolim para a vida de fé, e não causa de queda.

"Os cristãos precisam livrar-se da tentação muito comum de imaginar que Deus se alegra com nossas provações, como se isso desse a Deus algum certo prazer, ou se ele estivesse cobrando provas de nossa fé e amor. Ele nos ama gratuitamente. Provações e sofrimento acompanham condição humana e nossa convivência social. Isso exige que demonstremos o que supera aquilo que é simplesmente humano – temos oportunidade ímpar de testemunhar aquilo que cremos. Isso não significa que devemos ser passivos diante das situações: pelo contrário, é escolha de viver o que é condizente com nossa fé".

Para a família agostiniana, ter uma filha tão ilustra é sinal de responsabilidade. "Os santos de nossa ordem são grande convite para reconhecer a bondade de Deus em nossa história. Também convidam a reconhecer a imensa misericórdia de Nosso Senhor e nos enchem de responsabilidade, a de aumentar o número de pessoas dispostas a doar a vida pelo Reino e a ter o coração sempre aberto e pronto à ação de Deus, do Espírito".

São Tomás de Aquino

O frei dominicano e doutor em Teologia Moral, Carlos Josaphat Pinto de Oliveira, relata que São Tomás compôs os textos da Missa da Solenidade e da Liturgia das Horas (comumente recitados pelos religiosos), ressaltando-se os hinos Lauda Sion e Adoro Te Devote.

"De forma extraordinária, como grande teólogo e grande poeta, São Tomás escolheu muito bem os textos da Sagrada Escritura que falam sobre a Eucaristia, tanto no Novo quanto no Antigo Testamento, onde esse Sacramento aparece em prefigurações. É fonte de grande riqueza de informação por situar a Eucaristia no plano de Deus e a beleza dos textos ajuda na devoção, pois reúnem simplicidade, cultura, teologia e poesia. Convém muito meditar esses textos", explica.

O santo dominicano compila três pontos básicos em seus escritos para a Solenidade: a lembrança da Paixão do Senhor; a graça santificante que brota do Sacramento e o impulso a fazer olhar para a glória eterna e encher o fiel de esperança.

Nesse sentido, as intuições de São Tomás expressas nesse Ofício podem servir de auxílio para os fiéis do século XXI retomarem a vivência e a contemplação eucarística. "O lema de São Tomás – bem como de todos os dominicanos – é contemplar e levar os outros à contemplação. Ele realizou isso de modo muito particular nesse Ofício. Há um fraseado muito bonito enquanto doutrina e expressão poética. Somos convidados, com toda a nossa imaginação, sensibilidade, inteligência e coração, a meditar sobre o amor extraordinário de Deus que nos dá a Eucaristia. Auxiliam na atitude de oração mais perfeita: como que fechar os olhos do corpo e abrir os olhos e faculdades da alma para unir-se a Deus com toda intensidade e com todo o amor", afirma frei Josaphat.

Repletos de súplicas, os textos de São Tomás tornam-se convite a lembrar que Deus é sempre o protagonista, ainda que a participação humana seja crucial. Dessa forma, ajudam a redescobrir que celebrar Corpus Christi também é tirar do centro tanto os feitos humanos, abrindo espaço à realidade de que Deus é quem tudo faz.

"Uma especialidade de São Tomás é ressaltar que Deus, nos ajudando, não diminui a nossa liberdade. Ele como que anima a nossa liberdade por dentro, de modo que quanto mais Deus age em mim, mais sou livre. Nós perdemos a liberdade quando não temos a capacidade de fazer o bem, o que ocorre por estarmos afastados de Deus. É a doutrina da natureza e da graça, da liberdade e da ação divina em nós – as quais São Tomás vê sempre em harmonia. Ao dizermos 'Somos criaturas de Deus', estamos dizendo que Deus nos valoriza. É expressão que me valoriza, pois Ele é meu pai, me dá Sua graça, me encaminha. Está muito presente em mim pelo seu amor, que valoriza a minha liberdade. Dizer a Ele 'Ajudai-me, vinde!' é um ponto muito importante da doutrina cristã e da teologia. Estávamos fracos em nossa liberdade e Deus vem e a fortalece", ensina frei Josaphat.

Fonte: Leonardo Meira,  Canção Nova Notícias

Secretário da Juventude Missionária fala da CF2013 sobre a juventude

O secretário nacional da Pontifícia Obra da Propagação da Fé e Juventude Missionária, padre Marcelo Gualberto, comentou a seleção do tema da Campanha da Fraternidade de 2013, “Fraternidade e Juventude”, escolhida no último dia 15, durante a reunião do Conselho Episcopal de Pastoral, reunido na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília.

“Como toda sociedade, percebemos a importância da juventude ser colocada em pauta, diante das mais diversas realidades nas quais estamos vivendo e que urge uma reflexão de todos os âmbitos da sociedade”, afirmou o secretário sobre a escolha.

Esta será a segunda vez que a Juventude estará na pauta de discussões de uma Campanha da Fraternidade. A primeira aconteceu em 1992, quando o tema da Campanha foi “Juventude, caminho aberto”. O objetivo geral da Campanha era: “Que a Igreja e as pessoas de boa vontade se comprometam com a juventude, como agente de uma nova evangelização e como força transformadora da Igreja e da sociedade”.

De acordo com Gualberto, 19 anos depois, quando a Juventude volta a entravar uma campanha tão importante como a da Fraternidade, as discussões deverão ocupar outra ordem. “Os jovens não são mais arrebatados por grandes questões de ordem, na linha capitalismo versus comunismo ou rebeldia versus caretice”, afirmou. Segundo ele, de olho no futuro, os jovens “estão mais interessados naquilo que pode afetar sua felicidade de forma concreta. Não à toa, acham que a educação é muito importante. E preocupam-se com os fatores que podem ameaçar seus sonhos: a violência, da qual são as maiores vítimas, e o desemprego, capaz de minar a conquista da autonomia”, justificou padre Marcelo.

A Igreja, de modo particular no Brasil, tem reconhecido o protagonismo da juventude, afirmou ainda. Para ele, não foi a partir de agora que a Igreja passou a olhar para os jovens, mas vem de longa data e ganhou força com figuras como o beato João Paulo II e a confiança depositada neles.

“A figura de grandes santos modernos como o beato João Paulo II contribuiu para aproximar a juventude da Igreja. Podemos dizer que os jovens têm o seu jeito diferente de ser e agir e que na maioria são abertos em aceitar a Palavra de Deus, da Igreja e dos sacerdotes, basta ganhar a confiança deles”, destacou.

Pontifícias Obras Missionárias e CF-2013

Como a Campanha Missionária de cada ano, desenvolvida pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) do Brasil sempre dá uma transversalidade missionária ao tema abordado pela CF, em 2013, segundo Gualberto, as POM deverão também aproveitar “para conscientizar todos os jovens, não só da juventude missionária animada pelas POM, em abraçar sua missão, não só a missão local, na comunidade, paróquia ou diocese, mas a missão universal”. Ele ressaltou que a JM poderá contribuir e muito com desenvolvimento da CF-2013, por meio do “compromisso com as realidades sofredoras de outros jovens espalhados pelo mundo”.

Leia entrevista na íntegra, abaixo:

Foi escolhida a temática da Campanha da Fraternidade de 2013, “Fraternidade e Juventude”. Como secretário nacional da Pontifícia Obra da Propagação da Fé e Juventude Missionária, o que o senhor achou da escolha?

Com certeza enquanto juventude missionária do Brasil, acolhemos com muita alegria e disposição. Sem sombra de dúvida temos muitos temas pertinentes em nossa sociedade que deveriam ser também contemplados com uma campanha da fraternidade, que mexe não só com a Igreja, mas com toda sociedade, mas percebemos a importância da juventude ser colocada em pauta, diante das mais diversas realidades nas quais estamos vivendo e que urge uma reflexão de todos os âmbitos da sociedade.

É-nos notório, que nas drogas, nas violências, prostituição, desemprego, Tráfico de pessoas e outras realidades sociais, mais da metade das pessoas envolvidas estão na faixa de 15 a 24 anos, considerados a faixa Jovem para as Nações Unidas.

Algo que reforça ainda a escolha desta Campanha é que no Brasil nos próximos 5 anos teremos dois grandes eventos que envolvem uma grande massa juvenil, a Copa do Mundo de futebol de 2014 e as Olimpíadas de 2016 podendo até ter um terceiro, a Jornada Mundial da Juventude.

Assim esta CF 2013 nos ajudará refletir o tema da juventude e como toda campanha da Fraternidade nos apontará meios para melhorar esta realidade.

Na mudança de época em que vivemos o que é mais importante discutir hoje sobre juventude?

Tudo, claro que generalizar não se responde, mas vejo uma crescente mudança em todos os âmbitos, algumas boas e outras ruins e isso penetra no jovem de toda sociedade uma vez que, o jovem é uma constante da sociedade brasileira.

Talvez tem alguns assuntos que não poderiam ficar de fora e que estariam voltados ao protagonismo juvenil aí deve se trabalhar, penso eu, temas como políticas públicas para os jovens, porque aqui entraria todo o âmbito social do jovem, meios de comunicação que hoje mais da metade da população juvenil tem acesso entre outros temas e claro a relação do jovem com Deus nesta pós-modernidade.

O senhor acredita que a escolha da temática Juventude se deve em parte pela articulação dos jovens no Brasil que recolheram mais de 300 mil assinaturas pedindo a discussão do tema numa Campanha da Fraternidade?

Claro que tem o seu valor, mas se teve esta mobilização, e aqui deve ser ressaltado foi quase que simplesmente articulado via redes sociais, é porque há um interesse comum da sociedade, então não é uma escolha de A, B ou C, mas de uma grande parcela que vê na campanha com o tema juventude uma oportunidade de reflexão para melhores ações diante de uma realidade muitas vezes sofrida e desafiadora que nossos jovens vem vivendo.

Em 1992, quando a Campanha da Fraternidade teve como temática ‘Juventude, caminho aberto’, o objetivo geral da Campanha era: “Que a Igreja e as pessoas de boa vontade se comprometam com a juventude, como agente de uma nova evangelização e como força transformadora da Igreja e da sociedade”. Hoje, numa época totalmente diferente, o que o senhor acredita que deve ser priorizado no desenvolvimento da Campanha?

Os jovens brasileiros têm fé em seu potencial de mudar o mundo. Nada menos que 58% deles acreditam, e muito, nesse ideal – é o que mostra uma pesquisa recém-concluída com 3.500 pessoas de 15 a 24 anos de 198 cidades. Patrocinado por várias instituições, tendo à frente o Instituto Cidadania, o estudo Perfil da Juventude Brasileira radiografa o modo de vida e as expectativas dos mais de 50 milhões de cidadãos do país nessa faixa etária. Os dados, contudo, revelam que as mudanças almejadas pelo jovem de hoje são diferentes daquelas pelas quais as gerações passadas lutaram.

Enquanto seus pais queriam revolucionar a política e os costumes, a juventude de agora já não precisa combater a ditadura nem se sente sufocada pela família. Ela está mais à vontade com os códigos sociais e as tradições à sua volta: 99% acreditam em Deus e 60% nem pensam em sair da casa paterna. Seriam esses sinais de que se trata de uma geração conservadora? Os pesquisadores discordam. "Os rebeldes de todas as épocas são uma minoria. Se fosse feita uma comparação com a média dos jovens de épocas passadas, descobriríamos provavelmente que os de hoje têm a cabeça mais aberta", diz o cientista político Gustavo Venturi, coordenador da pesquisa. O que se pode afirmar com certeza é que se está diante de uma geração que trocou a utopia pelo pragmatismo. Os jovens não são mais arrebatados por grandes questões de ordem, na linha capitalismo versus comunismo ou rebeldia versus caretice. De olho no futuro, estão mais interessados naquilo que pode afetar sua felicidade de forma concreta. Não à toa, acham que a educação é muito importante. E preocupam-se com os fatores que podem ameaçar seus sonhos: a violência, da qual são as maiores vítimas, e o desemprego, capaz de minar a conquista da autonomia.

O fantasma que mais assusta é mesmo a violência. Segundo a pesquisa, quase a metade dos jovens do país perdeu pessoas de sua convivência em razão dela – na maioria das vezes, foram amigos vítimas de assassinato. Não só isso: 20% deles já sofreram assaltos e 42% manusearam armas de fogo. Esse quadro periclitante corrobora as estatísticas: os jovens estão mais expostos à violência que qualquer outro estrato social. De acordo com um mapeamento da violência no país recém-lançado pela Unesco, os homicídios respondem por 40% dos óbitos entre os jovens de 15 a 24 anos, enquanto no restante da população essa taxa é de 3,3%. Representam, de longe, a maior causa de mortes na juventude. O problema atinge principalmente os garotos.

Neste trecho de uma pesquisa se mostra um pouco por onde deveremos caminhar não podemos nos esquivar da realidade.

Como a Juventude Missionária do Brasil pode se articular para contribuir com o desenvolvimento da Campanha da Fraternidade de 2013?

Com certeza a Juventude Missionária quer somar com as outras expressões juvenis que compõem a Comissão Episcopal para Juventude. Sabemos que esta Comissão será responsável de uma grande parte na articulação para fazer a Campanha acontecer, claro que não é a Campanha da Comissão da Juventude, mas a Campanha é de toda a Igreja que escolheu o tema juventude, e como Igreja nós Juventude Missionária iremos abraçar com entusiasmo juvenil esta Campanha assim como temos abraçado as outras Campanhas da Fraternidade e, se nossa experiência puder somar para que a CF 2013 produza mais frutos, com certeza nos colocamos à inteira disposição.

Com a temática para a Juventude, as Pontifícias Obras Missionárias (POM) poderão desenvolver a Campanha Missionária do mesmo ano para a Juventude ou Juventude Missionária?


A Campanha Missionária que é promovida pelas Pontifícias Obras Missionária sempre vem dar uma transversalidade missionária ao tema abordado pela Campanha da Fraternidade, assim com certeza queremos aproveitar desta oportunidade para conscientizar todos os jovens, não só da juventude missionária animada pelas POM, em abraçar sua missão, não só a missão local, na comunidade, paróquia ou diocese, mas a missão universal, levar os jovens a perceber e se comprometerem com as realidades sofredoras de outros jovens espalhados pelo mundo. Assim, a experiência da Juventude Missionária poderá contribuir para que possamos alcançar o objetivo.

Na sua 49ª AG a CNBB transformou o Setor Juventude em Comissão Episcopal para a Juventude e, pouco mais de um mês depois, escolheu a Juventude como temática de uma Campanha da Fraternidade. Para a JMJ-2011, em Madri, a Igreja tem se esforçado para levar a sua maior delegação da história numa Jornada da Juventude com o papa, com  mais de 12 mil inscritos. Significa que a Igreja no Brasil tem a juventude como prioridade? O que quer dizer?

A Igreja sempre demonstrou um grande apreço pela juventude, tudo bem que às vezes isso ficava muito nos documentos e nas cartas pastorais, mas se pode crer que já algum tempo tem sim buscado sentir os jovens, e a partir daí fazer com que eles realmente entrem na barca e se tornem também protagonistas de um nova evangelização.

A figura de grandes santos modernos como o Beato João Paulo II contribuiu para aproximar a juventude da Igreja.

Muitas vezes os jovens eram taxados que gostavam só do “oba – oba”, e que na hora de pegar firme na fé escapavam lentamente, mas se foi percebendo que era preciso ter metodologias diferentes se quisessem atrair os jovens; a Igreja reconheceu isso, incentivou e, por consequência, vemos sim o comprometimento dos jovens quando a Igreja confia trabalhos a eles, e que fazem com tanta dedicação.

Portanto, podemos dizer que os jovens têm o seu jeito diferente de ser e agir e que na maioria são abertos em aceitar a palavra de Deus, da Igreja e dos sacerdotes, basta ganhar a confiança deles, assim se tornam verdadeiros discípulos e missionários de Jesus.

Fonte: Fúlvio Costa, assessor de imprensa das Pontifícias Obras Missionárias (POM).

Setor Juventude é tema de encontro em Londrina

Cerca de 200  jovens da arquidiocese de Londrina (PR) se reuniram no último domingo,19, par estudar o Documento 85 da CNBB, que trata da evangelização da juventude. O assessor da Comissão Episcopal para a Juventude da CNBB, padre Carlos Sávio da Costa Ribeiro, participou do encontro.

A reestruturação do Setor Juventude na arquidiocese foi outro tema discutido pelos jovens, além da Jornada Mundial da Juventude, que acontece no próximo mês de agosto, em Madri, na Espanha.

Segundo padre Sávio, o Setor Juventude não é uma estrutura, “mas um espaço para discussão e reflexão sobre a realidade juvenil dentro da Igreja e na sociedade”.

Em Londrina, o Setor Juventude já existe desde 2006. “Os participantes conversaram com padre Sávio sobre a reestruturação do Setor e sobre um novo projeto que abarque o âmbito espiritual, missionário, social, político e de integração entre as juventudes”, explicam Fábio Luporini e Pauline Almeida, do Setor Juventude de Londrina.


Fonte: CNBB

Divulgado o programa de viagem do papa Bento XVI durante a Jornada Mundial da Juventude

A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou hoje, 27, o programa oficial da viagem do papa Bento XVI a Madri (Espanha), por ocasião da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que acontecerá na capital espanhola, de 16 a 21 de agosto. Uma das novidades do programa será a confissão de alguns jovens com o papa. Bento XVI chegará à capital espanhola na quinta-feira, 18 de agosto. Ali fará o seu primeiro discurso no aeroporto internacional de Barajas.

Às 19h30, do dia 18, presidirá a celebração de acolhida dos jovens na Praça de Cibeles onde fará o seu segundo discurso em território espanhol.

Na sexta-feira, 19, Bento XVI iniciará seus trabalhos às 7h30 com uma missa privativa, na Capela da Nunciatura Apostólica em Madri. Às 10h, realizará uma visita de cortesia aos Reis da Espanha, no Palácio de La Zarzuela, de Madri. Às 11h30 presidirá um encontro com jovens religiosas no “Patio de los Reyes de El Escorial”.

Às 12h o papa presidirá um encontro com os jovens professores universitários na Basílica de San Lorenzo del Escorial. Às 13h45 almoçará com um grupo de jovens no Salão dos Embaixadores da Nunciatura.

Às 17h o Santo Padre participará de um encontro oficial com o presidente espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, na Nunciatura. Logo em seguida, às 19h30 presidirá a Via Sacra com os jovens na Praça de Cibeles.

Para o sábado, 20, está programada a confissão de alguns jovens da JMJ, nos Jardins del Buen Retíro. Às 10h presidirá uma missa com os seminaristas na Catedral de Santa María la Real de la Almudena de Madri.

Às 12h45 almoçará com os cardeais da Espanha, os bispos da província de Madri e o séquito papal na residência do arcebispo de Madri e presidente da Conferência Episcopal Espanhola, cardeal Antônio Maria Rouco Varela.

Às 17h o papa se encontrará com os membros do Comitê Organizador da JMJ Madri 2011, na Nunciatura. Às 19h40 visitará a Fundação Instituto San José de Madri onde pronunciará um discurso.

Às 20h30 presidirá a Vigília de Oração com os Jovens no Aeródromo de Quatro Ventos em Madri aonde pronunciará um discurso.

No domingo 21 de agosto, o papa Bento XVI presidirá a missa de encerramento da 26ª Jornada Mundial da Juventude, às 9h30, no Aeródromo de Quatro Ventos, logo depois rezará com os presentes a Oração Mariana do Angelus.

Às 12h45 o papa almoçará com os cardeais da Espanha. Às 17h00 se despedirá dos presentes e, às 17h30, presidirá um Encontro com os voluntários da JMJ no Pavilhão 9 do novo centro de exposições Madrid.

Às 18h30 a cerimônia de despedida no Aeroporto Internacional de Barajas, de Madri, onde fará seu último discurso em solo espanhol. Seu avião deverá decolar às 19h em direção a Roma.

Fonte: CNBB

Um dia ouvi a lua


6º Mostra mundo árabe de cinema - ùltimos dias


A beatificação de padre Clemente Vismara, missionário do PIME, em nome da sobriedade e da solidariedade

No domingo, 26 de junho, na Praça da Catedral, em Milão, o padre Clemente Vismara (1897-1988), missionário do PIME (Pontifício Instituto das Missões Exteriores), conhecido como o "Patriarca da Birmânia" por ter passado 65 anos de intensa vida missionária, será inscrito no livro dos bem-aventurados, juntamente com outros dois filhos da terra ambrosiana: Pe. Serafino Morazzone e Enrichetta Alfieri.
 
A comunidade de Agrate Brianza, sua terra natal, a diocese de Milão e o PIME - promotores da causa de beatificação - decidiram celebrar a beatificação de Padre Vismara em nome da sobriedade e solidariedade. Um exemplo nos é dado pelas bolsas birmanesas preparadas para os peregrinos. "Cada grupo étnico em Mianmar tem a sua bolsa, é quase um sinal distintivo – explica Pe. Paolo Ceruti, jovem missionário do PIME, membro da comissão organizadora da beatificação. Também Clemente em suas numerosas incansáveis viagens, tinha sempre consigo uma inseparável bolsa. Daqui nasce a idéia de oferecer aos peregrinos em 26 de junho uma bolsa feita em Mianmar, como um sinal de atenção para a população local". Um particular: "Estas bolsas não identificam nenhum grupo étnico particular, mas querem representar de forma genérica o Mianmar, como sinal de unidade do povo em torno dele daquele que a Igreja local, poucos anos atrás, proclamou ‘patriarca’ da Birmânia"
 
A comunidade do Agrate e o PIME, além disso, se encarregaram da hospitalidade à delegação proveniente de Mianmar, que inclui quinze pessoas entre sacerdote e bispos (bem como a Joseph Tayasoe, jovem que em 1998 foi beneficiado pelo milagre de Padre Clemente) e várias irmãs. Também em sinal de solidariedade, o PIME lançou um apelo para a reconstrução do orfanato de Monglin. A primeira missão onde Pe. Vismara trabalhou foi duramente atingida pelo recente terremoto, em março passado, que afetou a parte norte de Mianmar e Tailândia, deixando cerca de setenta mortos e milhares de desabrigados.

Por ocasião da beatificação, o Centro Missionário PIME de Milão e a Paróquia de Agrate criaram uma série de instrumentos para fazer conhecer a figura e a mensagem de Pe. Vismara: um especial mensal "Mondo e Missione", com testemunhos da Itália e de Mianmar; uma revista e um jogo para crianças intitulado "A vida é feita para explodir, para ir mais longe", retomando as palavras de Pe. Vismara; o "Vismara Game" para os oratórios de verão: laboratórios e atividades relacionadas aos valores e ao testemunho missionário de Pe. Vismara; o DVD sobre o "patriarca da Birmânia", intitulado "Uma vida não basta"; uma exposição fotográfica. 

Fonte: Agência Fides

TV Aparecida agora em São Paulo com sinal digital

No próximo mês de julho, a TV de Nossa Senhora chegará aos lares paulistanos através do canal digital 41 UHF.

Nesta semana, os telespectadores puderam acompanhar a programação da REDE APARECIDA em São Paulo, que está em fase de teste.

A inauguração do canal digital 41 UHF para toda cidade de São Paulo marca o início do processo de evolução do sistema de transmissão do sinal da REDE APARECIDA do analógico para o digital.

Este processo de evolução deverá alcançar outras cidades brasileiras. O sinal digital irá proporcionar aos devotos da Mãe Aparecida imagem e som de qualidade, sem ruídos e interferências.

Uma das vantagens deste novo sistema de transmissão é a disponibilidade, mobilidade e interatividade ao telespectador, que poderá sintonizar agora TV Aparecida em aparelhos celulares, Tvs portáteis e outros dispositivos móveis com acesso ao sinal digital.

Segundo o diretor de programação da TV Aparecida, o Missionário Redentorista, padre Josafá de Jesus Moraes, a chegada do sinal digital em São Paulo é motivo de celebração para a equipe e para todos os que contribuem com Campanha dos Devotos. 

“É mais uma conquista da REDE APARECIDA, que tem como meta e desafio expandir o sinal da TV para todo o Brasil, com qualidade e sem custo aos telespectadores”, disse padre Josafá.

Cobertura: Hoje a TV Aparecida pode ser sintonizada em todo o Brasil através das parabólicas (TVA Canal 166 e Telefônica 231). Nos canais abertos pode ser sintonizada em 17 estados, 15 capitais e 174 cidades.

 Para tirar dúvidas sobre o sinal digital da TV Aparecida, o telespectador tem acesso através do link: http://www.a12.com/noticias/noticia.asp?ntc=tire_suas_duvidas_sobre_o_sinal_digital_da_tv_aparecida_.html  

Fonte: Assessoria de Imprensa do Santuário de Aparecida
Local:Aparecida (SP)

Última vigília em Madri antes da JMJ

Movimentos leigos repetirão a consagração ao Coração de Jesus

Um grupo de movimentos leigos convoca a última vigília de oração pela Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no emblemático monumento ao Coração de Jesus, que se alça no Cerro de los Ángeles, Getafe, na entrada de Madri.

Convocam para esta vigília de oração: Regnum Christi, Schoenstatt, Renovação Carismática, Franciscanos de Maria, Jovens pelo Reino de Cristo, Orantes pela Paz, Congregação Mariana da Assunção, Cursilhos da Cristandade, Milícia de Santa Maria, Focolares, Comunidade Jerusalém e Festival Anúncio.

Em outubro de 2009, vários movimentos de Madri decidiram criar este espaço de encontro para orar, todos juntos, pela próxima JMJ de Madri. Cada mês, um dos movimentos se encarregou de organizar a adoração, de forma que puderam compartilhar e experimentar a riqueza da Igreja em seus diversos carismas.

A adoração de junho será especial, pois acontecerá no Cerro de los Ángeles, como nos encontros de junho dos dois últimos anos, e será a última antes da JMJ; por isso, “nos ajudará a preparar o coração para dirigir nosso olhar confiado a Jesus Cristo e viver a JMJ 'arraigados e edificados em Cristo, firmes na fé'”, dizem os organizadores.

O Papa Bento XVI dirigia estas palavras há alguns meses: “A qualidade do nosso encontro dependerá da preparação espiritual”. Por isso, convidam todos a participar desta noite de adoração.

Consagração ao Sagrado Coração

Para quem não puder assistir fisicamente, este é o texto da oração de consagração: “Bom Jesus, Redentor do mundo, dirigi vosso olhar a nós, humildemente prostrados diante do vosso altar: somos vossos e vossos queremos ser; e, a fim de viver mais intimamente unidos a vós, todos e cada um de nós nos consagramos neste dia ao vosso Sagrado Coração.

Muitos, infelizmente, jamais vos conheceram; muitos, desprezando vossos mandamentos, vos rejeitaram. Jesus misericordioso, compadecei-vos de uns e outros, e atraí todos ao vosso Coração.

Senhor, sede Rei, não somente dos filhos fiéis, que jamais se afastaram de vós, mas também dos pródigos, que vos abandonaram; fazei que voltem logo à casa paterna, para que não pereçam de fome e de miséria. Sede rei daqueles que, por sedução do erro ou por espírito de discórdia, vivem separados de vós: devolvei-os ao porto da verdade e da unidade na fé, para que em breve se forme um só rebanho, sob um só pastor.

Concedei liberdade à vossa Igreja, Senhor; outorgai a todos os povos a paz na ordem; fazei que, de um extremo ao outro da terra, não ressoe outra voz senão esta: 'Bendito seja o Coração que é causa da nossa salvação! A Ele entoem cânticos de honra e de glória pelos séculos dos séculos!' Amém.”

Fonte: Zenit

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Jovem bispo autografa livros em Madri

Dom Xavier Novell escreve “Carta aos jovens”, em preparação para a JMJ

 “A melhor coisa que pode lhe acontecer é que o Senhor intervenha na sua vida”; “Tenho certeza de que somente a fé em Cristo e a relação com Ele podem transformar a sua vida”; “Se você tem em seu coração a vontade de viver de outro jeito, venha para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ)”.

Estas são algumas das mensagens diretas que o bispo de Solsona, Dom Xavier Novel, de apenas 42 anos de idade, dirige em seu livro “Cartas a los jóvenes”, apresentado por ele mesmo na Feira do Livro de Madri no sábado, 4 de junho.

Todo o livro – uma proposta da Editora Espasa ao bispo por ocasião da JMJ – é um convite aos jovens a conhecer Jesus Cristo. Está escrito em forma de epistolário dirigido a um jovem, com uma linguagem simples e próxima.

A obra está estruturada em 4 partes. A primeira se refere ao início do caminho da fé, à surpresa de ouvir falar de Jesus; a segunda parte fala dos primeiros passos para construir uma fé sólida e, por conseguinte, uma relação profunda com o Senhor.

A terceira parte trata do convite de Jesus a viver a vida em santidade e em um estado concreto; e a quarta e última parte oferece uma proposta de vida cristã atual e jovem.

Dom Novell acaba cada capítulo com um escrito sobre sua experiência pastoral relacionada ao tema tratado, mostrando que a fé e a vida cristã não são uma teoria, mas uma experiência.

Fonte: Zenit

terça-feira, 21 de junho de 2011

150 jovens Iraquianos na JMJ

O Bispo Auxiliar Caldeu de Bagdá, Dom Shlemon Warduni, anunciou que 150 jovens iraquianos participarão da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em Madri, na Espanha, em agosto próximo. A delegação de jovens será acompanhada pelo prelado.

Dom Warduni ressaltou que fará três catequeses em língua árabe sobre os seguintes temas: "Arraigados em Cristo", "Firmes na Fé" e "Testemunhas de Cristo no mundo".

O caminho de preparação para a JMJ está sendo intenso. Os organizadores iraquianos promoveram dois encontros na Igreja de São José, em Bagdá, que envolveram muitos jovens que mobilizaram suas paróquias a angariar fundos para financiar as passagens e as inscrições dos jovens na JMJ.

"Isto é muito significativo e mostra uma Igreja local muito viva, não obstante permaneça tensa a situação no país" – frisou Dom Warduni.

"No âmbito político, não existe acordo entre os líderes políticos e isso não ajuda na estabilização do país" - ressaltou ainda o prelado.

"A reconstrução procede lentamente, o mercado oferece o necessário, mas o que realmente falta é a unidade. Por isso, os cristãos continuam migrando. Agora que as aulas terminaram, muitas famílias abandonarão o país. Um novo êxodo está às portas" – concluiu o Bispo Auxiliar Caldeu de Bagdá.


Fonte: Rádio Vaticano
Local:Bagdá

JMJ: Papa consagrará jovens ao coração de Jesus

Religiosas em Nova Iorque bordam ornamentos para as celebrações

Faltam apenas dois meses para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Madri e os preparativos continuam avançando: os músicos afinam seus instrumentos, as imagens da via sacra são preparadas para viajar à capital, a cruz e o ícone continuam sua peregrinação pela geografia eclesial hispana e se anuncia que Bento XVI, dentro de dois meses exatamente, consagrará os jovens ao coração de Jesus, durante a vigília de Cuatro Vientos.

Nesta quinta-feira, 23 de junho, a música de Mozart, Bach e Haendel sonará no quarto e último concerto que despede o ciclo solidário JMJ-Fundação Excelentia. Esta iniciativa começou em setembro, para preparar e difundir a JMJ e colaborar no financiamento do Fundo de Solidariedade. O Fundo permite que jovens de países menos favorecidos realizem seu sonho de participar da JMJ.

No concerto, que se realizará às 19h30, na sala sinfônica do Auditório Nacional, será apresentado um repertório de música sacra com grandes obras dos compositores clássicos citados, interpretadas pela orquestra de câmaraEuropean Royal Ensemble.

O especialista em música barroca Stephen Layton, atual diretor da City of London Sinfonia, dirigirá o concerto, que contará com a participação da Excelentia Choral Academy – um coral estável de 50 vozes, formado pela Fundação Excelentia – e do coral da JORCAM (Jovem Orquestra e Coral da Comunidade de Madri).

Javier Martí, presidente da Fundação Excelentia, convida todos os amantes da música a assistir a este recital: “O público deve assistir a este último concerto, não somente para desfrutar da grande música de Bach, Haendel e Mozart, mas para que, apenas a algumas semanas da realização da JMJ, nós nos unamos a ela: que o concerto sirva como prelúdio desta grande festa”.

Martí avalia positivamente o desenvolvimento deste projeto solidário: “A experiência do ciclo foi extraordinária. A Fundação Excelentia deu a conhecer a JMJ através da música clássica, que é considerada a linguagem universal. Oferecemos concertos de altíssimo nível, o que significou alcançar este duplo objetivo”.

Tradicionalmente, o mês de junho é dedicado ao Sagrado Coração. Por isso, os organizadores da JMJ adiantaram uma notícia: durante a vigília em Cuatro Vientos, no dia 20 de agosto, Bento XVI consagrará todos os jovens ao Sagrado Coração de Jesus. “Então, comecem desde agora a pedir a Jesus torne nosso coração – e o de todos os jovens que virão conosco à JMJ – semelhante ao seu, nestes dois meses que nos restam”, convidam os organizadores.

Do Brooklyn com amor

Esta JMJ está sendo bordada com muito carinho. Em um mosteiro do Brooklyn, em Nova Iorque, uma comunidade monástica se dedica a preparar parte dos ornamentos para as cerimônias com o Papa.

A comunidade Monástica Edith Stein quis participar oferecendo seu grão de areia à JMJ. Chegou aos seus ouvidos a iniciativa “Costurar e cantar”, que está dando a muitas pessoas a oportunidade de ajudar a JMJ, confeccionando as telas para as cerimônias com o Papa, e não hesitaram em colaborar.

As servidoras do Senhor e de Nossa Senhora de Matará, fundação argentina, confeccionaram 25 estolas roxas: “Sabemos que serão usadas não somente durante os dias da Jornada, mas que depois serão entregues às missões mais necessitadas”, comentaram.

Ao lançar-se para pagar os gastos, confiaram na Providência, sem saber como iriam assumir o custo de todo o material. Sua confiança obteve resposta e até o envio aos Estados Unidos foi possível graças a doações.

De toda esta iniciativa, a comunidade destaca o fato de ter experimentado de maneira muito prática o que significa pertencer à grande família da Igreja: “Certamente podemos dizer que estamos participando das JMJ, não somente com aquilo que é próprio nosso, a oração, mas também com o nosso trabalho manual, a confecção de ornamentos para o culto a Deus”. 


Fonte: Zenit

Massacre da Juventude

"Tá lá o corpo estendido no chão, em vez de rosto, uma foto de um gol; Em vez de reza, uma praga de alguém, e um silêncio servindo de amém".
 
O bar mais perto depressa lotou, malandro junto com trabalhador; Um homem subiu na mesa do bar e fez um discurso para vereador.
 
Veio um camelô vender anel, cordão, perfume barato,
E a baiana pra fazer pastel e um bom churrasco de gato.
 
Quatro horas da manhã baixou o santo na porta-bandeira,

E a moçada resolveu parar e então... tá lá o corpo estendido no chão.

Sem pressa foi cada um pro seu lado, pensando numa mulher ou num time; Olhei o corpo no chão e fechei minha janela de frente pro crime".  (João Bosco, De frente pro crime)

A canção de João Bosco sugere uma leitura, ao mesmo tempo, polifônica e polissêmica da violência no universo urbano. Polifônica, na medida em que estão em jogo linguagens sobrepostas, tais como ao do malandro mesclada com a do trabalhador, a do candidato a vereador, a do camelô, a da baiana do pastel, a da moçada, como também a dos curiosos que vão se juntado no bar e na rua. Polissêmica, porque os símbolos expressam significados e enfoques diversos, de acordo com o olhar de cada protagonista: o comerciante, o político, o observador à janela, a multidão de transeuntes. O silêncio, por exemplo, nos remete tanto ao "amém" coletivo da oração quanto à indiferença individual de quem se dispersa "pensando numa mulher ou num time" ou de quem "fecha a janela de frente pro crime".

Corpos estendidos no chão, círculo de curiosos e de policiais, sirenes de ambulância, comentários diversificados e contraditórios, holofotes e câmeras, repórteres e microfones, familiares em cabisbaixos, mães em desespero, peritos da criminologia... Tudo isso forma um cenário bem conhecido não apenas de São Paulo e Rio de Janeiro, mas também, atualmente, de todas as capitais brasileiras e de não poucas cidades médias e até pequenas. Isso para nos limitarmos ao mundo urbano, pois a zona rural brasileira não é menos pródiga em cadáveres expostos, resultado dos conflitos pela posse da terra.

Mas as estatísticas costumam ter uma visão mais aguçada do que o olhar nu. Ou seja, ao somar, multiplicar e comparar, os estudiosos tiram conclusões que o olho humano não é capaz de enxergar. Uma dessas conclusões, talvez a mais imediata, é que grande parte dos corpos estendidos pelo chão pertencem a pessoas entre os 15 e 25 anos, ou seja, são adolescentes e jovens. Acrescente-se a isso o fato de boa quantidade deles ter sido executada pelos próprios comparsas nas disputas pelo mercado clandestino do narcotráfico ou, mais grave ainda, por grupos para-militares constituídos para esse fim. E não podemos esquecer que uma porcentagem nada desprezível jamais havia passado pela policia, ou se envolvido contato com o crime e a droga. Que o digam as centenas de mães, pais, irmãos e famílias, órfãs de seus filhos, muitos dos quais trabalhadores assíduos e sem ficha criminal.

Quanto aos que são assassinados no confronto direto com as forças policiais, ou por estas eliminados antes de chegar à delegacia, uma série de perguntas se levantam. Por que são tão facilmente aliciados para a violência, o narcotráfico, o crime e o consumo de drogas? Boa parte estaria na escola, se as famílias de onde se originam não vivessem em condições tão precárias. Outros, concluídos os estudos e devidamente capacitados, poderiam já estar empregados, não fossem as empresas tão rígidas quanto à necessidade de experiência prévia. De uma forma ou de outra, um fundo de exclusão social explica os males da superfície.

Há, entretanto, uma pergunta mais inquietante: por que tantos jovens de classe média ou média baixa, com todas as condições de se capacitarem, formam gangues com o objetivo puro e simples da violência? Não são raros os casos de grupos racistas, fundamentalistas ou neofacistas perpetrarem uma série de agressões ao povo da rua, aos travestis e às mulheres prostituídas, como também às minorias étnicas em geral. Inclui-se aqui, por exemplo, os ataques a nordestinos, imigrantes, negros e indígenas. Os grupos extremistas e extremamente violentos de funk e skinheads semeiam o medo e às vezes a morte para aqueles que se aventuram pela vida noturna das cidades.

De onde vem semelhante comportamento agressivo? A verdade é que a sociedade moderna ou pós-moderna retirou da família o direito e o dever de impor limites às crianças, adolescentes e jovens. Instituições como a escola, as igrejas, os diversos tipos de esporte, as associações e movimentos sociais não conseguem tomar a si essa tarefa. Sobra para a polícia impor limites, mas aí já é tarde demais! No fundo, o conceito de liberdade se reduz a fazer o que se quer, não o que constrói. Some-se agora, de um lado, a vulnerabilidade de grande parte da população, o desemprego e subemprego, a dificuldade de estabelecer limites no processo formativo e, de outro lado, a facilidade de acesso às armas e drogas, os apelos e a permissividade solta, resulta o fácil aliciamento para o crime organizado. Numa palavra, por que estudar e trabalhar se há vias mais curtas para a riqueza e o sucesso? Por que seguir pela estrada legítima se os atalhos encurtam caminho? Para usar uma expressão cara a Galimberti, o "futuro-promessa" tornou-se "futuro-ameaça" (GALIMBERTI, Umberto, in L'ospite inquietante, Il nichilismo e i giovani, Ed. Feltrinelli, Roma, 2007).

Os analistas sociais, porém, não param por aí. Confirmam com suas estatísticas aquilo que nós intuímos no dia-a-dia. Uma porcentagem maior de negros faz parte do número de "corpos estendidos no chão". Estigmatizados desde os tempos da escravidão, seguem sendo as principais vítimas do extermínio diário. Razões não faltam para isso. Originários de famílias historicamente mais vulneráveis, exibem imensas dificuldades de acesso à escola, em particular aos estudos superiores. Tendo uma qualificação profissional relativamente inferior, encontram maiores dificuldades de empregos bem remunerados, o que agrava ainda mais a situação precária da família. E assim se fecha o círculo vicioso.

Convém sublinhar que, nesse fator de exclusão, pesa igualmente o racismo implícito ou explicito da sociedade brasileira. O texto da Lei Áurea, assinado pela Princesa Isabel a 13 de maio de 1888 - abolição da escravatura - deixava à população negra um legado de liberdade mesclada com miséria e falta de reais oportunidades. Mais do que os negros, foram os senhores escravagistas que se livraram de uma mão-de-obra custosa para adotar a compra e venda do trabalho assalariado, característica da economia capitalista (MARTINS, Jose de Souza, in O Cativeiro da Terra). Fechados os caminhos largos do trabalho e do emprego decente, sobra em geral para os afro-brasileiros os serviços mais pesados e perigosos, mais sujos e mal remunerados. Igual sina sofrem, aliás, os imigrantes em situação irregular.

A canção de João Bosco traz à tona, ainda, a solidão e o anonimato da cidade. O corpo estendido no chão parece desfigurado, não tem rosto, não é identificado. Há uma única alusão à "foto de um gol", como se ali estivessem seus laços mais sagrados. Não há familiares para chorar e rezar sua partida tão repentina. Provavelmente será transladado para o Instituto Médico Legal (IML) e, em seguida, enterrado como indigente. Sobre o corpo, em lugar de mármore, flores e um respeitoso "aqui jaz", apenas um monte de terra com uma cruz e um número. Nem sequer um nome, tão somente um número na imensidão do mar urbano!

Conclui-se que questões de classe e de racismo se fundem para a eliminação precoce dos pobres e dos negros. Simultaneamente dentro e fora do cenário, os curiosos, os transeuntes, os malandros e trabalhadores do bar e o observador solitário - se afastam "cada um pro seu lado", já com o pensamento fixo "numa mulher ou num time"; ou então fechando "a janela de frente pro crime". O massacre contínuo da juventude, aos milhares e milhões por ano, cai numa indiferença generalizada. A mídia, qual bando de abutres, se debruça sobre cada vítima; a polícia, imune e impune, se utiliza da farda para atirar antes de pedir os documentos; os noticiários sensacionalistas expõem letras garrafais ou corpos crivados de bala. Espetacularizar alguns casos e o mesmo que legitimar a violência diária. Com efeito, os espetáculos exibem os extremos para cristalizar e naturalizar o cotidiano.

Enquanto isso, a multidão segue solitária e com pressa, formando rios humanos que desembocam nos terminais de ônibus, estações de metrô ou nas lojas, que fascinam e seduzem com seus artigos novos e reluzentes. Um transeunte transtornado solta gritos e lágrimas; um bêbado anônimo substitui a oração por uma praga; um terceiro se dá conta que isso é coisa diária... "Tá lá o corpo estendido no chão".

Fonte: Alfredo J. Gonçalves, CS, superior provincial dos missionários carlistas e assessor das pastorais sociais.  www.provinciasaopaulo.com

Delegação da Juventude Missionária do Brasil vai pela 2º vez à JMJ.


A Juventude Missionária do Brasil vai estar presente, pela segunda vez, numa Jornada Mundial da Juventude (JMJ). O evento, conhecido como o Encontro Mundial do papa com a Juventude, desta vez será em Madri, Espanha, de 16 a 21 de agosto. Trata-se de um grande encontro de espiritualidade e cultura de jovens do mundo inteiro promovido pela Igreja Católica, por iniciativa do papa.

A primeira participação de uma delegação oficial das Pontifícias Obras Missionárias (POM) do Brasil numa JMJ aconteceu em 2005, quando o evento foi sediado em Colônia, na Alemanha. Naquele ano foram enviados, como representantes da Juventude Missionária do Brasil, o então assessor teológico das POM, Pe. Elmo Heck e o jovem Luiz Gustavo Dalazen Fernandes, de Curitiba (PR). Na JMJ de Colônia, participaram 150 jovens, de 50 países, ligados às POM de todo o mundo.

Origens da Jornada Mundial da Juventude
Sua origem remonta ao Jubileu dos Jovens celebrado no Domingo de Ramos de 1984, durante o Ano Santo da Redenção, no 1950º aniversário da Ressurreição do Cristo, com a presença de 300 mil jovens de todo o mundo. Na ocasião, o papa João Paulo II, fundador do evento, deu aos jovens uma cruz de madeira, querendo simbolizar “o amor do Senhor Jesus pela humanidade e como anúncio de que só em Cristo morto e ressuscitado se encontra salvação e redenção”.

A ONU proclamou 1985 o Ano Internacional da Juventude. O papa, aproveitando a situação, resolveu repetir a experiência do ano precedente, convocando novamente os jovens de todo o mundo e instituindo oficialmente a Jornada Mundial da Juventude. Desde então, aquela cruz tem percorrido dezenas de países de todos os continentes, acompanhando as celebrações dessa Jornada Mundial.

O evento internacional é celebrado cada dois ou três anos, desde o Domingo de Ramos de 1986. A anterior, a décima JMJ, ocorreu em Sydney (Austrália), em julho de 2008, a segunda com o papa Bento XVI, com a participação de meio milhão de jovens. Nos anos intermediários, a Jornada é diocesana, sempre no Domingo de Ramos, em todas as dioceses do mundo, e também em Roma, com o papa.

Juventude Missionária na JMJ-2011
Desta vez, as POM do Brasil vai se fazer presente com sete jovens da JM do Ceará, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além do secretário nacional da Pontifícia Obra da Propagação da Fé e Juventude Missionária, padre Marcelo Gualberto. Eles seguirão para a Espanha juntamente com a delegação oficial brasileira organizada pela Comissão para a Juventude da CNBB. Ao todo, já se encontram inscritos 10 mil jovens brasileiros, mas a expectativa é que esse número cresça ainda mais nos próximos meses.

Toda a delegação oficial do Brasil estará envolvida nas dioceses, em cinco cidades específicas onde nos dias 10 a 15 de agosto irão fazer missões colhendo qual o impacto que a JMJ causa em cinco diferentes propostas [cidades].

O site oficial é apresentado em sete línguas, dentre as quais o português: http://www.jmjbrasil.com.br/jmj/

Fonte: Informátivo SIM - POM


Juventude Missionária do MA tem despertado para a universalidade missionária, aponta padre Marcelo Gualberto

Foi a vez de o Maranhão acolher o Encontro Estadual de Formação da Juventude Missionária (JM). Nos dias 17 a 19, o município de Bacabal sediou o evento no Centro Franciscano de Animação Missionária (Cefram) que contou com a participação 60 jovens, de cinco das 12 dioceses do Regional (Bacabal, São Luís, Brejo, Coroatá e Grajaú).

O objetivo do Encontro foi levar a Pontifícia Obra Propagação da Fé e Juventude Missionária ao conhecimento dos jovens, bem como articular sua implantação onde não há. O encontro foi assessorado pelo secretário nacional da Obra, padre Marcelo Gualberto.

“Os jovens do Maranhão estão animados. A JM no estado tem crescido muito, o que é um bom sinal. Uma coisa que pude perceber é que os jovens estão começando a criar esse sentido de universalidade missionária, pois eles têm consciência de que os grupos não devem ficar fechados em si, mas que deve ser voltado para o outro. Trata-se de um carisma próprio das Pontifícias Obras Missionárias está de fato se fixando naqueles que estão começando e é muito bom porque também é uma identidade, um carisma da JM”, destacou padre Gualberto.

Concorda com o secretário da JM, o jovem Paulo Renato, da diocese de Brejo. De acordo com ele, o carisma da Juventude Missionária tem por objetivo vivenciar a fé com os outros de maneira partilhada. "Atraiu-me na Juventude Missionária a abertura. Não é um grupo que se fecha em si, mas por meio dos outros vivencia o sentido universal, se alimenta e se torna uma fé vivenciada junto aos outros”, testemunhou o jovem.

O bispo de Bacabal, dom Armando Martin Gutierrez, acolhe a proposta da JM como atual e atraente para a juventude da atualidade. “É uma proposta bem concreta e atual para os jovens de nossa Igreja, hoje, principalmente no atual contexto da América Latina que procura vivenciar a Missão Continental”, sublinhou o bispo. Para ele, o descompromisso da juventude em viver mais o Evangelho e os ensinamentos de Cristo é em partes culpa da própria Igreja que não despertou em sua totalidade para projetos atraentes à juventude hoje.

“Os jovens ficam um pouco perdidos, mas é culpa nossa também que não temos proposta atraente e a JM vem dar uma resposta muito importante e atual”, disse. No Maranhão, ressaltou dom Armando, a Igreja está preocupada com o despertar da dimensão missionária. “Esses encontros, sobretudo da JM vem reforçar e animar esse desejo de viver o estado permanente de missão, sobretudo porque a juventude é a área mais carente para ser suscitada nesse sentido”. Há ainda, segundo ele, “uma discreta participação, mas temos melhorado com outras atividades missionárias como: Santas Missões Populares (SMP), Conselhos Missionários Regionais (Comires), e a observação da realidade da juventude que é muito carente”, concluiu o bispo de Bacabal.

Ainda no encontro houve bate-papo com os jovens, momento para que as dioceses se reunissem e se articularem para a agenda e encontros de fortalecimento da JM no Maranhão. Um arraial também organizado pelo Centro Franciscano Missionário possibilitou maior interação entre os participantes, bem como a partilha da cultura maranhense.

Fonte: POM