sexta-feira, 29 de abril de 2011

Encontro Nacional dos Povos Indígenas em defesa da Terra e da Vida

Teve início hoje, dia 29 de abril, o Encontro Nacional dos Povos Indígenas em Defesa da Terra e da Vida. O evento, que tem como lema Vida e Liberdade para os povos indígenas – Povos Indígenas construindo o Bem Viver, acontece até dia 1º de maio no Centro de Formação Vicente Cañas, em Luziânia (GO).

Durante os três dias do encontro, que é organizado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), mais de 200 pessoas, 180 das quais lideranças indígenas vindas de diversas regiões do país, colocarão em pauta os impactos gerados pelas grandes obras do governo federal em terras indígenas.

O encontro será norteado por três grandes eixos: luta pela reconquista e garantia dos territórios; luta contra o processo de criminalização das lutas e das lideranças; e enfrentamento aos grandes projetos que afetam as comunidades. A partir dessas discussões, serão traçadas soluções conjuntas para o enfrentamento destes desafios, bem como a proposta de unificação das lutas dos povos indígenas pela demarcação de seus territórios e contra o crescente processo de criminalização das lutas e lideranças indígenas.

Lideranças vindas de diversas regiões do país, cujas comunidades foram ou serão impactadas pelas grandes obras do governo federal, também participarão do encontro. Entre elas, lideranças dos povos Kaiapó, Arara e Juruna, que poderão sofrer os impactos da construção da hidrelétrica de Belo Monte; Truká, Xukuru, Pankararu e Pipipã, entre outros, ameaçados pela transposição do rio São Francisco.

O Encontro Nacional dos Povos Indígenas em Defesa da Terra e da Vida acontece entre os dias 29 de abril e 1º de maio no Centro de Formação Vicente Cañas, em Luziânia (GO).  O evento tem como lema “Vida e Liberdade para os povos indígenas – Povos Indígenas construindo o Bem Viver”. Sob a organização do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), o encontro contará com a presença de cerca de 180 lideranças indígenas, de missionários e de parceiros da entidade.

Os participantes nortearão suas discussões com base em três grandes eixos: luta pela reconquista e garantia dos territórios; luta contra o processo de criminalização das  lutas e das lideranças; e enfrentamento aos grandes projetos que afetam as comunidades.

Por isso, o encontro tem por objetivo, aprofundar em nível nacional essas questões, bem como buscar soluções conjuntas para o enfrentamento destes desafios e propor uma articulação e unificação das lutas dos povos indígenas pela demarcação de seus territórios tradicionais e contra o crescente processo de criminalização das lutas e lideranças indígenas.

Fonte: CNBB

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Encontro Nacional dos Povos Indígenas em defesa da Terra e da Vida acontece em Luziânia

O Encontro Nacional dos Povos Indígenas em Defesa da Terra e da Vida acontece entre os dias 29 de abril e 1º de maio no Centro de Formação Vicente Cañas, em Luziânia (GO).  O evento tem como lema “Vida e Liberdade para os povos indígenas – Povos Indígenas construindo o Bem Viver”. Sob a organização do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), o encontro contará com a presença de cerca de 180 lideranças indígenas, de missionários e de parceiros da entidade.

Durante os três dias do encontro, os participantes nortearão suas discussões com base em três grandes eixos: luta pela reconquista e garantia dos territórios; luta contra o processo de criminalização das  lutas e das lideranças; e enfrentamento aos grandes projetos que afetam as comunidades.

Por isso, o encontro tem por objetivo, aprofundar em nível nacional essas questões, bem como buscar soluções conjuntas para o enfrentamento destes desafios e propor uma articulação e unificação das lutas dos povos indígenas pela demarcação de seus territórios tradicionais e contra o crescente processo de criminalização das lutas e lideranças indígenas.
Fonte: CNBB

Curta-Metragem Salesiano no Festival de Cannes

Um curta-metragem maltês produzido pelos Salesianos será apresentado no Festival de Cinema de Cannes, no próximo mês de maio.

Depois de escolhida como um dos três melhores programas sócio-religiosos transmitidos pela TV maltesa, a obra prima “Stembah!” - dos jovens do centro de produção “BOSCOcrew” de Malta – participará da 64ª edição de um dos eventos cinematográficos mais relevantes do ano.
Rodado no “Mount Carmel Hospital” de Senglea e em residências particulares, o curta teve a colaboração dos Salesianos de Turim, que emprestaram parte do equipamento profissional. O filme é o primeiro de James Spiteri, 21 anos, integrado na instituição salesiana “BOSCOcrew” que oferece a jovens a possibilidade de amadurecer e aperfeiçoar suas habilidades no mundo da cinematografia.
“Stembah!” deve ser projetado em escolas para favorecer o debate sobre temas como a solidão infantil em famílias que convivem com pessoas mentalmente perturbadas. Pe. Eric Cachia, Responsável da entidade, explica que “é natural que una pessoa que vive divisões na família possa ter problemas emotivos e psicológicos”.
A inclusão do filme no concurso de Cannes aumenta significativamente a chance de que seja selecionado para outros festivais, e ao mesmo tempo, expõe o talento e as ideias dos jovens da instituição a novos benfeitores.

Fonte: Rádio Vaticano
Local:La Valletta

JPI: jovens Nicaraguenses unidos em vigília

Mais de 10.000 jovens católicos de diferentes paróquias da Diocese de Granada, no sudeste da Nicarágua, devem participar da vigília da beatificação do Papa João Paulo II no próximo sábado – segundo fontes eclesiásticas.

A vigília vai começar às 18h do dia 30, e se concluirá na madrugada de 1º de maio, na Praça da Independência da cidade colonial.

O lema será o mesmo utilizado por JPII em sua primeira visita à Nicarágua: “Não tenham medo, abram as portas a Cristo” – informou o bispo de Granada, Dom Jorge Solórzano. Ele disse à imprensa que Karol Wojtyla amou muito a Nicarágua e por isso a visitou duas vezes, tendo sempre rezado muito pelo país centro-americano.

A segunda vez que o Sumo Pontífice visitou a nação foi em 1996, durante o governo da ex-Presidenta Violeta Chamorro (1990-1997).

“Creio que amor com amor se paga; por esta razão, promovemos este evento transcendental para a nossa Igreja: elevar a beato este papa missionário, que veio trazer esperança ao povo nicaraguense em tempos difíceis para a Igreja” – acrescentou Dom Solórzano.

Depois das laudes e cantos da madrugada, às 10h de 1º de maio Dom Solórzano presidirá uma missa ao ar livre na Praça da Independência de Granada para celebrar a beatificação do Papa João Paulo II.

Além da adesão de todos os sacerdotes da diocese de Granada, está sendo esperado também o Núncio Apostólico na Nicarágua, Dom Henryk Josep Nowacki.
 

Fonte: Rádio Vaticano
Local: Manágua

A espetacularização da violência juvenil

"O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediada por imagens”. (DEBORD, 1997).

Notícia nos meios de comunicação social sobre a violência juvenil tem sido uma constante. Violências cometidas contra e por adolescentes e jovens pautam o debate midiático nas manchetes mais recentes. Essas informações, muitas vezes somente veiculadas de forma rápida e sem quaisquer problematização acerca dos tais acontecimentos, minimizam e muito nossa capacidade de absorver e posteriormente refletir com a capacidade madura do raciocínio sobre tais eventos.

Uma das perguntas com as quais nós, indivíduos-sociais, deveríamos nos fazer é: por que a violência juvenil tem feito parte das grandes manchetes ou coberturas midiáticas? O que há, nesse fenômeno, que valha a pena sua cobertura nos noticiários de "horários nobres” ou nas reportagens de capas dos jornais de circulação nacional?
 
Essas indagações nos permitem a pensar a questão da violência juvenil e suas imagens a partir das contribuições de Guy Debord, que escreveu na década de 60 do séc. passado sua obra A sociedade do espetáculo. "O espetáculo, compreendido na sua totalidade, é ao mesmo tempo o resultado e o projeto do modo de produção existente” (DEBORD, 1997). Debord vai trabalhar a idéia de imagem numa dimensão de reflexão da totalidade social, ou seja, como característica do desenvolvimento da própria sociedade capitalista.
 
Assim, o que vemos na mídia em relação à violência juvenil, como assassinato em massa, chacinas, cenas de torturas, de abuso sexual, de maus-tratos, parecem num primeiro momento serem apenas conseqüências imediatas da ação dos próprios adolescentes e jovens ou de punição dos mesmos por parte de autoridades, sejam elas pais, escolas, corporações militares, instituições de educação a ações infratoras. Porém, o que necessita ser debatido é a própria espetacularização da violência física e psíquica dos sujeitos envolvidos como particularidade de um todo social, pois a violência seja ela em quais níveis forem, expressa uma faceta da dinâmica da sociedade.
 
É impossível ver a violência da e contra a juventude em si mesma, mas como uma realidade concreta expressa no conjunto das problemáticas sociais, enraizadas numa sociedade classista, produtora dos seus espetáculos. "Ao mesmo tempo, a realidade vivida é materialmente invadida pela contemplação do espetáculo, e retoma em si própria a ordem espetacular dando-lhe uma adesão positiva” (DEBORD, 1997).
 
A crítica exposta pelas teses de Debord nos auxilia no sentido de ver no conjunto das imagens produzidas socialmente, uma aparência dos fenômenos sociais em suas condições materiais de existência e sua negação na formulação das aparências. Assim, ao vermos as imagens da juventude estampadas nos meios de comunicação social, requer de nossa capacidade crítica perceber que por trás do fenômeno aparente: banalização da violência e a criminalização ou vitimização dos/as adolescentes e jovens.
 
Os efeitos ou causas da violência juvenil não podem ser elaborados pelos sujeitos sociais simplesmente como conseqüências das mazelas sociais, mas como construto histórico social das determinações sociais, dinamicamente elaborado pela determinação fundamental, o modo-de-produção.
 
Para Debord (1997), "O espetáculo submete a si os homens vivos, na medida em que a economia já os submeteu totalmente. Ele não é nada mais do que a economia desenvolvendo-se para si própria”. Portanto, as imagens da violência da e contra a juventude só podem mesmo ser explicadas, se a tomarmos como determinações da própria sociedade, pois ao explicar o fenômeno é fundamental relacionar as partes com o todo. Não basta sensibilizarmos diante das imagens da violência juvenil sem nos atermos às formações sociais e históricas das sociedades.
 
Ao tomarmos a realidade sofrível da juventude como uma imagem em si mesma, sem relação com a totalidade concreta dos acontecimentos históricos, fica evidente uma leitura ideologizada e fragmentária, podendo nós em nossas reflexões romantizar ou culpabilizar a própria juventude por suas ações. Esse reducionismo na análise impede que vejamos as ações de adolescentes e jovens numa relação social e não como produto de atitudes ou visões particulares desse mesmo grupo social.
Portanto, o importante nessa leitura debordiana é olhar para qualquer aspecto da vida da juventude, em especial, para o processo de institucionalização da violência na sociedade como um elemento no qual as práticas de violência não podem ser lidas isoladamente, em si mesmas, mas como aspectos das relações sociais na esfera social.

Referência Bibliográfica
DEBORD, Guy. Sociedade do Espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.


Fonte: Pastoral da Juventude



Núcleo Experimental de Artes Cênicas


Experiências de vida – Olhares sobre a atuação de Médicos Sem Fronteiras"


Prezado(a) Doador(a)

Temos o prazer de convidá-lo para a exposição "Experiências de vida – Olhares sobre a atuação de Médicos Sem Fronteiras", no INCOR - INSTITUTO DO CORAÇÃO DA USP, entre os dias 20 de abril e 12 de maio.

Fotos, depoimentos, vídeos e mapas interativos mostram como vivem e trabalham os brasileiros de Médicos Sem Fronteiras (MSF). Você vai conhecer melhor a realidade desses profissionais que fazem da causa humanitária um ideal de vida.

Situações de emergência marcam a história da humanidade. Médicos Sem Fronteiras marca a história das pessoas.

Fonte: MSF

terça-feira, 26 de abril de 2011

Livro sobre contos da tribo Makuxi é lançado em Roraima

A Igreja de Roraima (RR), comprometida há décadas com a causa indígena, dá agora mais um passo significativo no trabalho de revitalização das línguas indígenas com o lançamento do livro “Onças, Antas e Raposas”, do padre canadense radicado no Brasil, Ronaldo Mac Donnell.

O livro é uma edição trilingue – em Makuxi, Português e Inglês, de 30 mitos makuxis coletados pelo monge beneditino dom Alcuino Meyer, entre os anos 1926 e 1948. Esses mitos encontravam-se no acervo do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, e foram pesquisados pelo organizador da obra, padre Ronaldo Mac Donnell, missionário do Instituto Scarboro, doutor em linguística e assessor linguístico do Conselho Indígena Missionário (CIMI) do Regional Norte1 da CNBB (Norte do Amazonas e Roraima).

No dia 25 de abril, o bispo de Roraima, dom Roque Paloschi, presidiu a sessão de lançamento do livro em Boa Vista, na cúria diocesana. Além do organizador, encontrava-se presente sua equipe, composta por indígenas da etnia makuxi que revisaram os textos na língua original e incumbiram-se das ilustrações da obra.

O bispo enfatizou a relevância do trabalho do padre Ronaldo Mac Donnell, que além de disponibilizar, por escrito, os mitos da tradição oral do povo makuxi de Roraima, traduziu-os para o inglês, visando favorecer também os makuxis da Guiana.

A revitalização das línguas indígenas faz parte da orientação de valorizar as culturas autóctones (da região) e avançar a causa de uma evangelização inculturada.

Os livros, no valor de R$15,00, podem ser adquiridos na cúria de Roraima ou solicitados via internet:  diocesebv@yahoo.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.   ou pelo telefone (95) 3224 3741.

Fonte: CNBB

De vantagens em cooperar

“Aquele que alivia o fardo do mundo para o outro não é inútil neste mundo” (Charles Dickens)   

 A nossa civilização construiu um ideário de convivência social com base na competição. Somos impelidos a ver todas as vantagens em competir e nenhuma vantagem em cooperar, o que nos dá a falsa impressão de que cada um e cada uma se basta a si mesmo. Se cada um se basta a si mesmo, estamos liberados para ser, pensar e agir deliberadamente, sem medir quaisquer conseqüências que possam envolver ou atingir os outros. Deste modo, ao desaprendermos a cooperação, empobrecemos as nossas relações sociais e a nossa própria condição de humanidade, que se realiza a partir da interdependência com os outros. Ao abrirmos mãos da intrínseca relação entre o eu e o outro, perdemos a dimensão da construção social que é sempre coletiva; que nos faz humanidade em movimento.
Nossa cultura alimenta-se de ideários individualistas na medida em que estimula, ao máximo, a busca da superação pessoal, a partir de nossa autodeterminação. A máxima expressão do modo de levar a vida hoje, para muitos, foi cunhada pelos romanos: “se queres paz, prepara-te para a guerra”. Outra máxima: “minha liberdade termina onde começa a liberdade do outro”, propõe, igualmente, a construção de uma liberdade individualista, supondo haver uma linha limítrofe entre a minha ação e a ação dos outros. No entanto, a liberdade pressupõe um pacto de cooperação mútua para ambos alcança-la. Dito de outro jeito: somos sempre condição para a liberdade, nossa e dos outros.
Preocupa que, mesmo sem perceber, temos sido muito permissivos na construção de um modo de vida extremamente individualista, que prega o uso de todos os meios para a construção do sujeito social, inclusive o uso da violência, do deboche e da competição desmedida. Neste contexto, não há preocupação com a resolução dos conflitos, com os contextos e as condições em que vivem os outros; busca-se somente consolidar uma situação em que os vencedores se afirmam a partir do sufoco, superação ou “abafamento” dos vencidos. 

O que caracteriza nossos tempos é que refinamos cada vez mais nossos instintos competitivos, dando-lhes uma forma e um conteúdo mais definido. Além de estar mais claro, este ideário está agora disponível às novas gerações. E em tempos em que tudo o que é assimilado deve ser aplicado, muitos desejam colocá-lo em prática, sem escrúpulos, sem reflexão. Afirmam-se pela arrogância de vencedores.

E a cooperação? Bem, a cooperação parece não trazer vantagens suficientemente consistentes para inspirar um ideário ou um modo de vida. É geralmente tratada como solução em situações limites da vida como os conflitos interpessoais, as relações de médico-paciente, as situações que envolvem assaltos e roubos, na ajuda humanitária e solidária a pessoas em iminente risco de vida.
As vantagens da cooperação estão em promover a vida na dignidade, em qualificar as nossas relações sociais. A cooperação é uma ferramenta para nos fazermos gente, em comunidade. É a possibilidade de vivermos em condições menos estressantes, capazes de reconhecimento mútuo e recíproco, capazes de aceitar que ninguém se basta a si mesmo. Quem pensa assim, nos acompanhe!

Nei Alberto Pies, professor e ativista de direitos humanos.    


Sagrar - Clipe da música RECOMEÇAR

Sagrar - Clipe da música RECOMEÇAR

Amigos,

Se vocês ainda não assistiram ao novo clipe da Banda Sagrar, assistam agora e nos ajudem a levá-lo ao máximo de pessoas possíveis... Assim, nos ajudará na evangelização. Essa é a nossa meta.

Um grande abraço a todos e que Deus nos abençoe.

http://www.youtube.com/watch?v=Jsx-leduU7o


Lucas
Banda Sagrar

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Campanha de rádio divulga o Dia Nacional das Trabalhadoras Domésticas

Data é comemorada no dia 27 de abril. No Brasil, a profissão é exercida por 7,2 milhões de pessoas
Brasília, 25 de abril de 2011 - A campanha de rádio “Respeito e dignidade para as trabalhadoras domésticas: uma profissão como todas as outras” começou a ser divulgada no dia 18 de abril para emissoras comerciais, comunitárias, universitárias, sindicais, entre outras, de todo o Brasil. A iniciativa tem o objetivo de divulgar os direitos das trabalhadoras domésticas e valorizar o trabalho doméstico. São três spots de 60 segundos, em média, gravados com: a presidente da Fenatrad – Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas, um empregador e uma trabalhadora doméstica.
 
A iniciativa é assinada pela OIT – Organização Internacional do Trabalho, ONU Mulheres (antes UNIFEM) e Fenatrad, com o apoio da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) e Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). O relançamento da campanha de rádio “Respeito e dignidade para as trabalhadoras domésticas: uma profissão como todas as outras” é uma das estratégias para dar visibilidade ao trabalho doméstico, por ocasião do Dia Nacional das Trabalhadoras Domésticas, comemorado em 27 de abril. Em 2010, a campanha ganhou a adesão da Abert – Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão e foi veiculada em centenas de emissoras de rádio de todo o Brasil.

Trabalho doméstico: desigualdades de gênero e raça

Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE, em 2008, a categoria das trabalhadoras domésticas representava 15,8% do total da ocupação feminina, o que correspondia, em termos numéricos, a 7,2 milhões de pessoas. Entre as mulheres negras, 20,1% das ocupadas eram trabalhadoras domésticas. Dentre as mulheres brancas, amarelas e indígenas ocupadas, o trabalho doméstico correspondia a cerca de 12% do total da sua ocupação.

Embora agregue um número significativo de mulheres, o trabalho doméstico é marcado por condições precárias. Somente 26,8% da categoria têm carteira assinada. Entre aquelas que não têm carteira assinada, as mulheres negras eram a maioria (59,2%). Os baixos rendimentos também são uma característica desta ocupação: entre as trabalhadoras com carteira assinada, o rendimento médio mensal era de R$ 523,50, ao passo que entre aquelas sem carteira, esta média caia para R$ 303,00. As trabalhadoras negras, particularmente, recebiam, em média, apenas R$ 280,00.
 
Direitos a serem conquistados

O trabalho doméstico é uma atividade laboral essencial não apenas para o funcionamento dos lares (domicílios), como também para a sociedade e para as economias. Atualmente, a demanda pelo trabalho doméstico remunerado tem crescido em todas as partes do mundo. As características peculiares do trabalho doméstico e sua complexidade colocam grandes desafios do ponto de vista da ação pública e da organização de atores sociais para a superação das discriminações de gênero e raça e para a promoção de direitos.

Apesar do reconhecimento oficial como ocupação e dos direitos assegurados em lei, o trabalho doméstico é um trabalho desvalorizado e invisibilizado, pouco regulamentado e cujas características se afastam da noção de trabalho decente. É marcado pela informalidade, pouco cobertura da proteção social e baixa remuneração. As trabalhadoras domésticas sofrem com o desrespeito sistemático de seus direitos humanos e dos direitos fundamentais no trabalho. É uma ocupação na qual as discriminações de gênero e raça se entrelaçam e se fortalecem mutuamente. A desvalorização do trabalho dos cuidados, tradicionalmente realizado pelas mulheres, e a associação com atividades realizadas em regime de servidão e escravidão estão na base do não reconhecimento do trabalho doméstico como uma profissão como todas as outras.

Presidente da Fenatrad - Creuza de Oliveira
Empresário - Carlos Roque
Trabalhadora Doméstica - Dinalva Mendes de Oliveiras
Contatos:
Assessoria de Comunicação
ONU Mulheres Brasil e Cone Sul
Isabel Clavelin
Isabel.clavelin@unwomen.org
(61) 3038.9287 / 8175.6315

Ressuscitado!

 Diante de mim, a face e o sorriso tão harmônicos na serenidade e firmeza da Irmã Dorothy Mae Stang, covardemente assassinada porque ousou dedicar-se a resgatar irmãs e irmãos da exploração cotidiana, estimulando-os a traçar o caminho comum, a construir a própria história, a viver com dignidade.


 Angustio-me porque passados já seis ( 6 ) anos, o mandante de seu hediondo homicídio, cuja alcunha é “Taradão”, caminha livre, sobrepairando à justiça dos homens.

 
Meus olhos vão e voltam, no percurso incessante dos dias, às cinco ( 5 ) frases, extraídas do Salmo nº 1, postas abaixo da face e do sorriso de Dorothy Mae Stang:

“Feliz quem confia no Senhor!

Ela é como uma árvore

Plantada junto ao rio

Suas folhas são sempre verdes

Ela dá seus frutos no tempo certo.”

 Meu pensamento escapa, e deparo-me com o desvario de Realengo: vidas juvenis abortadas.

 

  Tanta solidão e desencanto nas mãos assassinas.

 
Tanto cinismo e frieza nos que, magoados e feridos de outrora, escondem-se de si mesmos e, portanto, da própria verdade, homiziando-se no tudo relativizar, até a própria constituição natural, sob o viés manipulador do mero sentimento, transitório e fugaz, afeiçoado como razão de ser.

 
Por essa vida vivida, tenho dito sempre que: “a única certeza que tenho é a morte; não sei o que me reserva o dia de amanhã.”

 

Considero por essa vida, que vivo, e por Dorothy Mae Stang, pelos adolescentes de Realengo, e por tantas e tantos, que “a única certeza que tenho, é a vida.”
 
 A morte é só um episódio e, porque episódio, jamais definitivo, ainda que muito sofrido.

  Afinal: “a árvore plantada à beira de um riacho sempre dá fruto no devido tempo, e suas folhas nunca murcham.”
 
Isso é a ressureição: não estancar na aridez da decepção; não temer testemunhar valores diante de quem quer que os queira travesti-los; experimentar no finito, o infinito.

 

Fonte: Claudio Fonteles


 

Jornada da Juventude na arquidiocese de Santa Maria

A arquidiocese de Santa Maria realizou sua 1ª Jornada da Juventude, no domingo de Ramos, 17. Com o mesmo tema da Jornada Mundial da Juventude (JMJ-2011) que acontecerá em Madri, Espanha, em agosto, “Enraizados e consolidados em Cristo, firmes na fé”, o evento foi coordenado pelo Setor de Juventude da diocese e reuniu os grupos de jovens das paróquias, movimentos e congregações religiosas.

Acompanharam os jovens adultos leigos, assim como religiosos, padres e o arcebispo, dom Hélio Adelar Rubert. Nos palavras do bispo a “Juventude é um gigante adormecido que está acordando”. O dia foi de muita oração, celebração, formação e convívio entre os jovens presentes. Na parte da manhã houve momentos de formação seguindo o esquema: o jovem e Jesus Cristo, o jovem e a Igreja e o jovem e a Sociedade. Na parte da tarde, mesmo com chuva, os jovens com os ramos abençoados nas mãos, seguiram em caminhada até o Santuário da Medianeira, onde foi celebrada a Eucaristia.

A realização de Jornadas Diocesanas está em consonância com o espírito da Jornada Mundial da Juventude que pretende mobilizar maior número possível de jovens em todo mundo.


Mais uma bolsa. Agora é o Financial Times que convida o jornalista interessado em economia para estagiar em Londres: http://bit.ly/fhCMbL

Fonte: CNBB

Um certo Galileu (versão ampliada)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Uma bonita e alegre Páscoa

Antes de uma grande festa é preciso ter uma boa preparação. Para nós cristãos isto não é diferente. Estamos, nos preparando para a maior festa cristã, a Páscoa, o caminho de Jesus da morte para a vida, a sua Ressurreição.

Durante os dias da quaresma, tivemos a oportunidade de ver Jesus como o maior de todos os homens, isto, porque Ele foi o maior servidor do ser humano, sempre cheio de perdão e de misericórdia, de ajuda, de esperança e de amor com todos aqueles que chegavam até si.
Sua atitude de servidor e de amparar os mais fracos foi e continua sendo sem limites, assim quis ele nos aproximar de seu amor, um amor verdadeiro, um amor de amigo, como ele mesmo disse: “Ninguém tem maior amor do que aquele que da a vida por seus amigos” (Jô 15,13). Jesus usou de sua livre liberdade para entregar-se na cruz, trocou sua vida por nossa salvação, sem duvida nenhuma, é a maior prova que ele pode dar a todos que crêem e confiam em suas palavras. Ele soube ser o maior amigo da humanidade.
 
Nestes 40 dias vividos de Quaresmas, vimos como Jesus ajudou e salvou os que dele se aproximavam em busca de cura, perdão e ajuda. Usou de tanto amor misericordioso que levantou a ira daqueles de coração duro, teve que enfrentar as oposições, as dificuldades de anunciar sua Boa nova. Ele enfrentou os ciúmes dos sumos “sacerdotes”, as hipocrisias dos “sábios”, as falsas devoções dos “perfeitos” que não tiveram vitória em seus atos contra Jesus, pois, o homem que eles viram morto e pregado na cruz voltou à vida, venceu a morte. Tanto foi a grandeza que ele não julgou ou condenou seus adversários, dizendo: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23,34).
 
A palavra Páscoa, em hebraico, significa passagem; a Páscoa de Cristo nos remete a uma dupla passagem “a passagem da vida para a morte e a passagem da morte para a vida eterna”.
 
Páscoa significa também a vitória suprema da vida sobre a morte, isto é, a Ressurreição de Jesus Cristo. Percebemos que “se o Pai, com o Espirito Santo, quis que seu Filho se tornasse homem e desse sua vida em favor do ser humano, carente de salvação, com o Espirito Santo. Ele também quis que seu filho, morto na cruz e sepultado, ressurgisse vitorioso e fosse vencedor eterno da morte”.
 
A Ressurreição de Cristo é promessa e penhor da nossa ressurreição, pois o ressuscitado quer ser também o nosso ressuscitador, isto é, quer que participemos da sua ressurreição. Quer que sua Páscoa seja também a nossa Páscoa, nossa passagem da morte para a vida.
 
Neste tempo de preparação pascal, demos a Jesus Cristo a alegria de perdoar-nos, curar-nos e transformar-nos, tornar-nos semelhantes a ele, nas nossas relações com o Pai do céu, com Maria, com nossos irmãos e irmãs, com a própria natureza e conosco mesmos. Deixemo-nos perdoar e abençoar com o seu Espirito, para sermos mais felizes como seus filhos e irmãos de todos.
 
Deus nos abençoa e nos ajuda quando desejamos e queremos ser abençoados. Aproveitemos, pois, este tempo para examinar como estamos com Deus, com os irmãos e conosco. E, ao descobrirmos a necessidade do perdão e da misericórdia de Deus, com confiança e alegria confessemos ao sacerdote nossos pecados, pois, eles em nome de Jesus e por meio do Espírito Santo, querem perdoar-nos e abençoar-nos e, perdoados e abençoados, teremos todos uma bonita e alegre Páscoa!


Fonte: Deivid Barros, Noviço Palotino, Cornélio Procópio-Pr. Acadêmico do Curso de Filosofia-FAPAS.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Abril Indígena: APIB realiza o Fórum Nacional de Lideranças Indígenas e se reúne com Ministros

Na semana em que se comemora o dia do índio (19 de abril), a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) realiza, entre os dias 17 e 20, o Fórum Nacional de Lideranças Indígenas (FNLI). O encontro, que reúne os dirigentes de organizações regionais indígenas de todo o país, irá discutir as principais demandas, perspectivas e estratégias do Movimento Indígena. O fórum acontece a cada seis meses e é a principal instância de deliberação da APIB.

A primeira reunião de 2011 também vai tratar dos preparativos para o Acampamento Terra Livre (ATL), maior mobilização indígena do Brasil, que anualmente traz para Esplanada dos Ministérios, em Brasília, mais de mil lideranças, que trasformam a capital em uma grande aldeia.

Na pauta do FNLI está a discussão de ações junto ao governo e à sociedade com o intuito de viabilizar soluções para os problemas enfrentados pelos Povos Indígenas. As reivindicações do Movimento Indígena foram apresentadas ao Governo Federal em carta endereçada à Presidente Dilma Rousseff, e entregue ao Ministro da Justiça na última reunião da Comissão Nacional de Política Indigenista (CNPI). A carta aborda a necessidade de agilizar a demarcação e desintrusão de terras, e critica a crescente criminalização de lideranças indígenas, principalmente no Nordeste e no estado de Mato Grosso do Sul. Também pede, com urgência, a implementação da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) e a votação no Congresso Nacional dos projetos relacionados ao Estatuto dos Povos Indígenas e ao Conselho Nacional de Política Indigenista, entre outros temas de igual relevância. Clique aqui para ler a íntegra do texto.

Reunião ministerial e audiências
Além das discussões e debates, os participantes do FNLI terão uma extensa agenda de reuniões com parlamentares e autoridades governamentais. Durante toda a semana, estão previstas de audiências nos ministérios da Justiça, Saúde, Meio Ambiente, Cultura e com o Presidente da FUNAI. Até o momento, está confirmada para o dia 19 audiência com o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. No mesmo dia, ainda no período da manhã, haverá Audiência Pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado e sessão solene na Câmara dos Deputados. A partir das 17 horas, também na Câmara, haverá o lançamento da Frente Parlamentar em defesa dos Povos Indígenas.

O Fórum Nacional de Lideranças Indígenas acontece no Centro Cultural Missionário (CCM), SGAN 905 - Conjunto C - Asa Norte Brasília.

 

Fonte:CIMI

Participantes do Seminário da Pastoral dos Migrantes divulgam documento final do encontro

Os participantes do 4º Seminário da Pastoral dos Migrantes, que aconteceu nos dias 16 e 17, em Jundiaí (SP), divulgaram o documento final do encontro, após debater sobre os atuais rostos da migração, as características e tendências da migração e a missão da família scalabriniana neste contexto.

O documento destaca os aspectos significativos, os desafios e as perspectivas que emergiram deste seminário. Um dos aspectos tratados foi o da migração na América Latina, onde se estima que 26 milhões de pessoas vivam fora de seus países.

Leia abaixo a integra do documento final:

DOCUMENTO FINAL

1.    INTRODUÇÃO

“Conscientes da complexidade do fenômeno migratório, é necessário que todas as dioceses interessadas se mobilizem para que os movimentos migratórios sejam considerados também como ocasião para descobrir novas modalidades de presença e de anúncio, segundo as próprias possibilidades, a um condigno acolhimento e animação destes nossos irmãos para que, tocados pela Boa Nova, se façam eles mesmos anunciadores da Palavra de Deus e testemunhas do Senhor Ressuscitado, esperança do mundo.” (EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL VERBUM DOMINI DO SANTO PADRE, O PAPA BENTO XVI).

Os fatos, os rostos, as situações vividas pelos migrantes e refugiados e a diversidade de processos migratórios, presentes no cenário nacional  e internacional, nos dias de hoje, foram contemplados no IV Seminário de Pastoral dos Migrantes promovido pela Província Nossa Senhora Aparecida da Congregação das Irmãs Missionárias Scalabrinianas, envolvendo a ação missionária scalabriniana de Irmãs, formandas e leigos Missionários Scalabrinianos.

2.    CONTEXTUALIZAÇÃO

O IV Seminário Provincial de Pastoral das Migrações faz parte da programação em preparação ao IV Seminário Congregacional de Pastoral dos Migrantes que será realizado em Caxias do Sul, no período de 24 a 29 de novembro de 2011.  O tema central do Seminário “Rostos da migração, um sinal dos tempos”; lema “Como cantar um canto novo em terra estrangeira.” Sl 136,4  com o objetivo de fortalecer a identidade scalabriniana MSCS no ser migrante com os migrantes para responder com fidelidade criativa aos desafios atuais da migração.

Participaram deste acontecimento Irmãs Scalabrinianas da Província Nossa Senhora Aparecida e formandas, leigos e leigas Scalabrinianos.

O seminário foi constituído pela exposição de dois temas iluminadores e pela apresentação de experiências pastorais focalizando diferentes rostos da migração. Os temas apresentados foram “Migrações contemporâneas, características e tendências” assessorado por Ir. Rosita Milesi, mscs  e “ A Identidade e Carisma Scalabriniano a partir do testemunho de Madre Assunta Marchetti” assessorado por Ir. Sônia Delforno, mscs.  As experiências partilhadas foram as seguintes: O Rosto do Migrante e a Saúde – Ir. Luiza Salles; O Rosto do Migrante na Proposta Educativa Scalabriniana – Ir. Maria do Carmo Gandra; O Rosto de crianças filhos de migrantes e refugiados – Ir. Joana da Silva – (Ibarra – Equador); O Rosto do Migrante na visão do LMS – Sra Adelaide Macedo Santana Jacinto; O Rosto da família Migrante – Ir. Luciana Rodrigues; O Rosto do Migrante desde uma visão intercultural – Jenie Patricia Acosta Pereira; O Rosto do Migrante Deportado – Ir. Teresinha Monteiro (Honduras); O Rosto do Migrante Urbano – Ir. Renilda Teixeira Pereira; O Rosto do Migrante e seu Protagonismo – Ir. Maria de Fátima Pereira; o Rosto do Migrante Sazonal – Ir. Inês Facioli.

3.    Aspectos significativos emersos do IV Seminário

As Diretrizes Gerais do Apostolado MSCS nos recordam que o protagonismo do migrante é um valor imprescindível no apostolado da Irmã MSCS e deve se concretizar nas diferentes formas de atuação.

Os rostos de migrantes são para nós expressão teológica, ou seja, revelam a ação de Deus na nossa vida e missão, sempre nos convocando a um protagonismo carismático.

A contextualização teórica sobre a visão da mobilidade no mundo e a partilha das experiências pastorais junto aos migrantes realizadas pelas irmãs, formandas e leigos scalabrinianos.

A migração não é um problema, mas um fato social. O migrante é um ser humano e não deve ser tratado como problema. A migração faz parte da dinâmica da vida e é um grande recurso para a integração da humanidade.

A solidariedade scalabriniana se manifesta pela capacidade de ir ao encontro do migrante e procurar orientar, ajudar, esclarecer, confortar, animar, ser esperança no sofrimento, partilhando a vida com ele.

Madre Assunta expressou e transmitiu o carisma com a vida. Encarnou e testemunhou com sabedoria divina. Por isto continua sendo modelo para nossos tempos.

A vocação leiga scalabriniana exige um novo jeito de olhar para o migrante e atuar em diferentes pastorais.

As distancias para o migrante, muitas vezes não tem a ver com o espaço geográfico. As distancias são questões culturais. É preciso interpretar a realidade e agir conforme os aspectos culturais que a envolvem.

Rostos de migrantes urbanos muitas vezes escondidos nas periferias por medo de se mostrarem porque foram feridos de forma profunda pela exclusão. É preciso ir ao encontro deles e ser estímulo na reconstrução da vida.

A força que move o migrante é a esperança. A migração traz consigo novos valores, sementes de comunhão e testemunho da dimensão peregrina da humanidade.

O início da nossa Congregação se deu com o atendimento e a acolhida às crianças migrantes órfãs. Hoje, raramente se fala em órfãos. Não seriam as crianças desacompanhadas de hoje, os órfãos que no principio foram atendidos pela congregação?
Abertura da Escola Pe. José Marchetti de Santo André para atender crianças menos favorecidas, como sinal solidário e profético da Rede ESI.

4.    Desafios e perspectivas para a Missionariedade Scalabriniana:

4.1. Desafios

Com o continuo crescimento dos movimentos migratórios crescem também os desafios para a Pastoral dos Migrantes.

Migrações por questões de desastres ambientais e guerras.

Aprofundar conhecimentos sobre as diferentes realidades migratórias, para ter uma visão mais globalizada e dessa maneira criar estratégias de atuação, para uma missão mais concreta.

Definição de prioridades missionárias e pastorais.

Aumento da violação dos direitos humanos, econômicos e sociais dos migrantes, por isso, nossa intervenção é mais que necessária.

Resgatar a força evangelizadora e missionária do migrante como protagonista.

Crianças, adolescentes e jovens migrantes ameaçados pelas drogas, abuso sexual e trafico humano.

4.2.    PERSPECTIVAS:

A interação sócio-pastoral do migrante reduz os fatores psico-sociais que influenciam na precariedade de suas condições de vida, favorecendo-lhe novos espaços de convivência, resgate da auto estima e cidadania.

Melhor articulação entre nossas presenças missionárias.

5.    COMPROMISSOS A SEREM ASSUMIDOS EM ÂMBITO DE PROVINCIA

Continuar a reestruturação de nossas obras, presenças e atividades com coragem, agilidade em desmontarmos nossas tendas e armá-las onde estão os novos movimentos migratórios.

Manter o Cultivo da identidade congregacional, preservando a unidade e continuidade do carisma Scalabriniano.

Dar prioridade ao trabalho com as mulheres migrantes e menores desacompanhados.

Fortalecer a Pastoral dos Migrantes e articular com as demais pastorais, unindo forças para responder às novas tendências migratórias.

Dar a conhecer os elementos contidos no documento elaborado pelas observadores do Seminário nos aspectos: a) visibilidade da identidade, espiritualidade e vida missionária Scalabriniana; b) Incidência da atividade missionária na Igreja, nas políticas publicas e na sociedade; c) Metodologia na atividade pastoral com os migrantes e o protagonismo dos migrantes.

Ser presença de fé, alegria e esperança junto aos migrantes nas situações de desumanização, violência, xenofobia, discriminação e violação dos direitos humanos, denunciando, questionando, articulando parcerias e cobrando a implementação de políticas públicas.

6.    CONSIDERAÇÕES FINAIS


Assim como a migração, o IV Seminário Provincial aconteceu de forma dinâmica, permeado de muita alegria e esperança, sentimentos estes que caracterizam a vida e missão das Irmãs, formandas e Leigos Scalabrinianos.

Podemos afirmar que a grande interrogação de Scalabrini na Estação de Milão, mediante o drama e o sofrimento dos migrantes “O que posso fazer?” vem sendo atualizada, vivida e traduzida através das ações missionárias em diferentes frentes migratórias, visibilizando dessa forma o carisma scalabriniano.

Com os migrantes, construtores da fraternidade universal, esperamos novos céus e nova terra, pois, a presença deles quando acolhida e estimada pode tornar-se uma riqueza para todos.

Jundiaí, 17 de abril de 2011


Fonte: CNBB

Alemanha: Campanha pelos jovens

Teve início ontem na Alemanha, a campanha "Restlos leben" (“Viver plenamente”), uma iniciativa de oração em preparação para a Jornada Mundial da Juventude de Madri, que se realizará em agosto próximo. O evento envolve todas as dioceses alemãs e coincidiu com a Jornada diocesana, que os episcopados celebram tradicionalmente no domingo antes da Páscoa com missas, concertos e festas.

Segundo a agência Sir, o “Restlos leben” vai durar nove semanas, cada uma dedicada a um tema específico, a partir de diversas perspectivas (Bíblia, a história da igreja, a abordagem, anti-consumismo, etc.) com ênfase particular na sustentabilidade e na proteção da criação.

A iniciativa está ligada a um site que contém materiais e informações que já estão disponíveis. “Restlos leben” é organizada pelo Setor da Pastoral Juvenil (AFJ) da Conferência Episcopal Alemã, em colaboração com o Instituto de Zoologia teológica de Münster, da Federação dos jovens católicos alemães (BDKJ) e Bonifatiuswerk (Obras de São Bonifácio).
 

Fonte: Rádio Vaticano
Local: Munique    

Pastorais da Juventude discutem políticas públicas de juventude no Brasil com Secretaria Nacional de Juventude

Representantes das Pastorais da Juventude (PJ) se reuniram no dia 15, em Brasília, com a nova secretária nacional de Juventude do Governo Federal, Severine Macedo. No encontro foram discutidas as perspectivas das políticas públicas de juventude no Brasil.

Participaram militantes da Pastoral da Juventude, Pastoral da Juventude do Meio Popular, Pastoral da Juventude Estudantil e Pastoral da Juventude Rural discutindo os temas centrais da política pública de juventude e apresentando uma plataforma para o trabalho da Secretaria e do Conselho Nacional de Juventude.

Segundo os participantes a reunião foi um primeiro contato com a Secretaria e representa mais um esforço de acompanhar o debate sobre políticas públicas de juventude no Brasil. “Ficamos felizes pela posse da companheira Severine, ex-militante da Pastoral da Juventude, como secretária nacional. Sem dúvida, esta reunião inaugura um novo período no debate das PJs com o governo federal”, afirmou Eric Moura, membro da coordenação nacional da Pastoral da Juventude do Meio Popular.

Além da apresentação, da estrutura e dos objetivos da Secretaria Nacional de Juventude, nesta nova gestão, Severine ressaltou a importância das Pastorais da Juventude como espaço de formação, de tomada de consciência política, destacando a participação da PJ no Conselho Nacional de Juventude e a Campanha Nacional contra a Violência o Extermínio de Jovens, desenvolvida pelas PJs desde 2009. “As Pastorais da Juventude têm muito a colaborar neste campo das políticas públicas de juventude, por isso, estamos convidando-as para dialogar e trocar experiências”, afirmou a secretária.

Na reunião, as Pastorais da Juventude entregaram um Manifesto referente à violência e ao extermínio de jovens no estado de Goiás pedindo que a SNJ colabore nas investigações e acione a Secretaria Especial de Direitos Humanos e o Ministério da Justiça na perspectiva de resolução para o caso e punição para os responsáveis.

O Manifesto, composto por mais de 360 assinaturas de lideranças dos mais variados campos da sociedade civil e do poder legislativo, defende a vida e os direitos da juventude e exige uma rápida ação para o caso com “medidas rápidas na perspectiva de proteger os que estão ameaçados, e, o mais importante, a adoção de políticas sérias que coíbam a violência e promovam a formação, a fiscalização e a valorização das carreiras da polícia civil e militar.” afirma o manifesto.

Fonte: CNBB

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Arquidiocese realiza caminhada contra a violência e o extermínio de jovens

O Setor Juventude da arquidiocese de Olinda e Recife (PE) realizará no próximo dia 1º de maio uma caminhada contra a violência e o extermínio de jovens. O evento tem como objetivo levar a toda sociedade o debate sobre as diversas formas de violência contra a juventude. O arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, presidirá a missa no final da marcha.

De acordo com a arquidiocese, a caminhada é uma das atividades da Jornada Diocesana da Juventude (JDJ), que terá concentração na Praça Maciel Pinheiro, na Boa Vista, Centro do Recife. Em seguida os jovens sairão em marcha para o Colégio São José, onde ocorrerá apresentações e a missa.

Fonte: CNBB

sexta-feira, 15 de abril de 2011

YouCat’, subsídio que responde perguntas dos jovens

Apresentado Catecismo para participantes da JMJ de Madri

Uma espécie de introdução para o Catecismo da Igreja Católica e para o seu Compêndio e um instrumento eficaz para a nova evangelização: foi assim que o cardeal Stanislaw Ryłko, presidente do Conselho Pontifício para os Leigos, definiu o ‘YouCat', o subsídio para os jovens do qual serão distribuídas 700 mil cópias aos participantes da 26ª Jornada Mundial da Juventude de Madri.

O texto, apresentado ontem em Roma, busca expor a fé católica em seu conjunto, como está contida no Catecismo da Igreja Católica de 1997, com uma linguagem adaptada aos jovens.

Publicado em 17 idiomas, incluindo o chinês, ‘YouCat' foi escrito por um grupo de teólogos, sacerdotes e religiosos professores de língua alemã, sob a responsabilidade da Conferência Episcopal Austríaca, e tem a aprovação da Conferência dos Bispos alemães e suíços. Para cada país está previsto um supervisor.

Por que este subsídio? "A urgência - disse em coletiva de imprensa o cardeal Christoph Schönborn, arcebispo de Viena - decorre do fato de que os jovens protagonistas deste texto já pertencem a uma geração para a qual ser cristão é uma escolha consciente."

Eles vivem, de fato, "num contexto em que são uma minoria e, portanto, têm uma aproximação da fé muito diferente das nossas gerações, para as quais era normal participar da Missa dominical".

‘YouCat" está estruturado em 527 perguntas e respostas; no final de cada resposta, os números se referem a exposições mais detalhadas do Catecismo da Igreja Católica. "Uma decisão acertada - comentou Dom Rino Fisichella, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização -, principalmente porque pedagogicamente permite compor uma melhor síntese, necessária para manter os conteúdos de forma breve e concisa."

Na elaboração do texto, contou-se com a colaboração de 50 jovens, escolhidos de forma que fosse um grupo o mais representativo possível da realidade da juventude.

"O texto - explicou Nikolaus Magnis, seminarista da diocese de Limburg, um jovem que colaborou no ‘YouCat' - não está escrito em uma linguagem puramente teológica, compreensível apenas para aqueles que estudaram teologia, mas tampouco em um dialeto juvenil."

Os jovens colaboraram na discussão e formulação das perguntas: "Eu achava que ficaria entediada - disse Elizabeth Meuser, estudante de violino na ‘Royal Academy' de Londres, que transcreveu o resultado das discussões; no entanto, foi muito interessante: cada um contribuiu de acordo com sua especialização e o resultado foi surpreendente."

Uma das vicissitudes do projeto foi a tradução italiana do texto, que tinha um erro no número 420, sobre os métodos de regulação da fecundidade, e não "métodos anticoncepcionais", como foi escrito; ontem, o subsídio foi apresentado à imprensa, porém, com a inclusão de uma nota de esclarecimento.

"Houve problemas também com a edição francesa - disse Schönborn -, que sairá com atraso devido a um erro sobre a relação com as religiões." Isso não é incomum: "Também com o texto do Catecismo da Igreja Católica, foi preciso fazer muitas correções - acrescentou o Cardeal Schönborn; a Congregação para a Doutrina da Fé fará uma lista dos elementos apontados, pouco a pouco, e as correções serão inseridas nas próximas edições".

Ele também corrige a referência à "eutanásia passiva" (n. 382), relatada por jornalistas na Sala de Imprensa: "eutanásia passiva e eutanásia ativa - disse Dom Fisichella - são termos obsoletos. Já não se usam e não deveriam ser usados novamente. É preciso ser muito precisos para evitar mal-entendidos em assuntos tão delicados".
 
Fonte: Chiara Santomiero

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Vencedora do Concurso da bolsa da comunidade Lahú de Miannar!Parabéns


Não obstante centenas de mortos e mais de um milhão de deslocados os missionários não deixam o país

 O conflito na Costa do Marfim até agora causou danos irreparáveis tanto na economia do país quanto na vida da população, além de centenas de mortos e mais de um milhão de deslocados. Segundo as notícias difundidas pelos meios de comunicação, os cidadãos espanhóis que pedem são repatriados, mas muitos, não obstante o clima de violência permanece no país. Entre eles estão os missionário. “Não pensamos de abandonar a Costa do Marfim” – comenta uma religiosa das Dominicanas da Anunciada, numa nota difundida pela ONG católica "Manos Unidas". Todos os religiosos de várias ordens presentes no país africano continuam o seu trabalho. Não constam ataques nem ameaças, mas eles certamente estão com medo. Muitos deslocados são acolhidos em suas casas. "Manos Unidas" está engajada há anos na Costa do Marfim com os missionários e colaboradores locais, com particular atenção ao setor educacional e sanitário, sobretudo nas áreas mais atingidas pelo conflito e excluídas pelo governo: o norte e o noroeste do país.

Fonte: Agência Fides

“Devemos ouvir os jovens para obter a paz” disse Dom Martinelli de Trípoli

“Estamos vendo como isso irá terminar. Infelizmente, não se vê nada de concreto” – disse à Agência Fides Dom Giovanni Innocenzo Martinelli, Vigário Apostólico de Trípoli, depois do Conselho Nacional transitório, constituído pelos rebeldes, em Bengasi, ter rejeitado a proposta de cessar-fogo delineada pela União Africana, porque “não prevê a saída da cena política de Muhamar Kadafi e seus filhos”. Dom Martinelli, mesmo triste, acredita ainda na possibilidade de um diálogo entre as partes, um conceito que reiterou a um jornalista líbio. “Fui entrevistado por Oea, um jornal líbio aberto ao diálogo” – explica o Vigário Apostólico de Trípoli. Oea (do antigo nome fenício de Trípoli) é um jornal considerado próximo a um dos filhos de Muhamar Kadafi, Seif Al Islam. “Discutimos quais são as perspectivas para a paz. Disse que se querelo a paz, devemos dialogar, e para dialogar é preciso escutar uns aos outros. Devemos ouvir sobretudo os jovens” – disse Dom Martinelli. “Os jovens - prossegue o Vigário Apostólico – são o nosso futuro e devemos fazer com que as perspectivas de paz passem através dos jovens. Depois recordei que existem várias organizações que estão dispostas a ajudar a Líbia. Existem muitos projetos que podem ser realizados na Líbia para dar trabalho e uma perspectiva de vida aos jovens” – conclui Dom Martinelli.

Fonte: Trípoli - Líbia

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Encontro Regional da Juventude e Adolescência Missionária desperta diocese de Tocantinópolis

"Foi um evento que despertou nossa Igreja e animou as pessoas da cidade de Araguaína; há muito tempo não se via um evento tão animado pelo espírito missionário e juvenil aqui na diocese de Tocantinópolis". Foi a avaliação que o bispo da diocese de Tocantinópolis (TO), dom Giovane Pereira Melo, fez após o 8º Encontro Regional da Juventude e Adolescência Missionária (8º Erjam), que aconteceu em Araguaína (TO), entre os dias 8 e 10 de abril.

O evento reuniu mais de 300 jovens do Regional Centro-Oeste da CNBB (Distrito Federal, Goiás e Tocantins) e discutiu o lema da Campanha da Fraternidade 2011, "A criação geme em dores de parto", (Rm 8,22) e o lema do próprio encontro. "Conhecer Jesus Cristo é nossa alegria, segui-lo é uma graça, anunciá-lo é nossa missão (DAp 18)".

Dom Giovane, que participou do encontro durante todo o fim de semana, elogiou a disposição e alegria dos jovens que, apesar de muitos viajarem mais de 1.200 quilômetros de ônibus, para participar do encontro, demonstraram o espírito missionário no evento. "Foi uma graça para nossa diocese receber tantos jovens de fora e poder ver no rosto de cada um o espírito missionário e a abnegação; a diocese de Tocantinópolis vivenciou um momento rico que fortaleceu nossas pastorais, principalmente o Setor Juventude", disse, contente, o prelado.O secretário nacional da Juventude Missionária, padre Marcelo Gualberto, também avaliou positivamente o encontro. Ele destacou a integração entre os jovens e a disposição das comunidades acolhedoras. "Os jovens realmente abraçaram o espírito missionário durante o encontro, pois, mesmo longe de casa, eles souberam participar e vivenciar o momento com outros jovens e com as comunidades; eles mostraram desapego e humildade para participar do evento. As comunidades acolhedoras também estão de parabéns por ter nos recebido tão bem no Erjam", sublinhou o secretário.

Para a anfitriã do encontro, a assessora da Juventude Missionária na diocese de Tocantinópolis, Dores Lúcia, este foi o melhor Erjam que já aconteceu até hoje. "A cada ano o evento fica mais rico e este, sem dúvida, foi o melhor. A Igreja de Tocantinópolis ainda não tinha visto um encontro como esse da Juventude Missionária e foi bom porque pudemos aproveitar para lançar o espírito missionário em nossa Igreja particular e a JM, apesar de ser pouco conhecida na diocese, agora foi muito bem divulgada e as pessoas sabem quem nós somos", destacou Lúcia. A jovem frisou ainda que um passo importante foi dado na diocese de Tocantinópolis para desenvolver o espírito da Juventude Missionária na Igreja local. "A criação de grupos da Juventude Missionária em todas as paróquias da diocese já está presente no Plano de Pastoral 2011 e isso é muito bom porque vamos crescer a partir de agora", comemorou a coordenadora.
A jovem Eline da Conceição, 17, do município de Araguaína, pela primeira vez na organização do encontro regional, disse que a experiência foi única e que os objetivos esperados foram alcançados. "Pela primeira vez participei da equipe organizadora do Erjam e foi uma experiência muito interessante que alcançou seus objetivos porque conseguimos fazer aquilo que prevíamos: trocar experiências, visitar as comunidades, e discutir temas de importância universal como o meio ambiente", avaliou a jovem.

Os visitantes Thais Duarte Queiroz, 22, coordenadora da JM de Brasília; e o jovem Antônio Carlos Gomes, coordenador da Juventude Missionária de Goiânia, também gostaram do 8º Erjam de Araguaína. "Foi um aprendizado rico e a troca de experiências, mais uma vez, foi um dos pontos fortes do evento. Eu destaco também o tema da CF-2011, que, sem dúvida, despertou os jovens para a conscientização ambiental", avaliou Antônio. "Foi muito bom conviver aqueles dias em Araguaína. Eu fiquei com minha comunidade num bairro simples do município, mas muito acolhedor que me fez sentir muito bem. O tema da Campanha da Fraternidade também foi importante porque fez os jovens pensarem que não somente as empresas, mas todas as pessoas devem cuidar do planeta", completou a brasiliense Thais.

O 9º Encontro Regional da Juventude Missionária (9º Erjam) está marcado abril de 2012 (após a Páscoa). O evento vai ser realizado na diocese de Luziânia (GO). Os jovens da diocese já levaram a bandeira do Erjam para a sua cidade. A partir de agora eles dão início aos preparativos do encontro.

Fonte: Fúlvio Costa - POM

Em comunhão com a JMJ, Setor Juventude da diocese de Barretos realiza a 2ª Vigília da Juventude

O Setor Juventude da diocese de Barretos (SP) realiza no dia 16, a 2ª Vigília Diocesana da Juventude, que acontecerá na Catedral do Divino Espírito Santo, na cidade de Barretos. O evento será animado pelo Ministério de Música Cantandum Vita, da paróquia Santa Ana e São Joaquim e a programação consta apresentações teatrais, musicais, reflexão sobre a mensagem do papa Bento XVI para a Jornada Mundial da Juventude, terminando com Adoração ao Santíssimo Sacramento.

Participarão jovens dos diversos seguimentos juvenis da diocese, como da Renovação Carismática Católica (RCC), Pastoral da Juventude (PJ), Vicentinos, jovens de congregações religiosas e crismandos presentes nas 23 paróquias da diocese de Barretos. Serão apresentados ainda os jovens que representarão a diocese na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que acontece em Madri, Espanha, de 16 a 21 de agosto.

As Vigílias da Juventude acontecem em diversas dioceses de várias partes do globo, sempre na véspera do Domingo de Ramos, dia em que se comemora o Dia Mundial da Juventude.

Fonte: CNBB

O Ano dos Jovens, com o olhar na JMJ de Madri

A Igreja na Papua Nova Guiné está celebrando “o Ano dos Jovens”, que quer dedicar atenção especial à pastoral juvenil nesta nação em que os jovens menores de 20 anos representam cerca de 50% da população total. Estão em programa muitas atividades de oração e sensibilização, que constituem um caminho de preparação espiritual e pastoral para a Jornada Mundial da Juventude que terá lugar em Madri, em agosto de 2011, evento ao qual muitos jovens da Papua desejam participar.

Nos dias passados, por exemplo, na Diocese de Vanimo realizou-se uma longa Via Sacra preparada pelos jovens das cinco paróquias do litoral. Mais de 400 jovens viveram uma Vigília de oração antes de iniciar os 5 km de Via Sacra que durou 4 horas e se encerrou com a concelebração da Santa Missa, presidida pelo Vigário Geral, Pe. Tommy Thomas, no santuário do Coração Imaculado de Maria. A preparação espiritual conta também com especiais dias de retorno: um grupo de cerca de 60 jovens da paróquia de São José, na própria Diocese de Vanimo, passou um dia de meditação ouvindo a catequese do missionário italiano pe. Saverio Taffari (na Papua desde 1997), sobre o Evangelho de Jesus no poço com a Samaritana. 

O missionário disse à Fides que os jovens descobriram “como é grande a sede que Jesus tem de todos os pecadores” e são chamados a “se render e se abrir a Ele para aliviar a grande sede de amor de Deus”. A Igreja na Papua Nova Guiné está na linha de frente da educação dos jovens e em atividades pastorais úteis à prevenção de problemas como a droga, a violência e a criminalidade.

Fonte: Agência Fides
Local: Vanimo - Papua Nova Guiné - Oceania

terça-feira, 12 de abril de 2011

Jesuítas: no sul da Ásia a presença mais numerosa, na África a mais jovem

 Segundo os dados enviados à Agência Fides pela Cúria Generalícia da Companhia de Jesus, em 1° de janeiro de 2011 o número total de jesuítas era 17.906 unidade, com uma diminuição global de 341 membros em relação ao ano precedente, confirmando a diminuição constante verificada nos últimos anos. Os jesuítas possuem hoje 12.737 sacerdotes, 1.535 irmãos, 2.850 estudantes e 784 noviços. Estão espalhados pelo mundo em 85 Províncias, 5 regiões independentes, 10 regiões dependentes, 1 missão.

A idade média dos jesuítas é de 57,49 anos: 64,29 para os sacerdotes, 68,26 para os irmãos e 29,03 para os estudantes. Em 1° de janeiro de 2011 a região mais numerosa da Companhia de Jesus era o sul da Ásia, com 4.018 jesuítas, seguindo a dos Estados Unidos (2.619), do sul da Europa (2.133), da Europa ocidental (1.726), da Europa central e oriental (1.706), da Ásia-Pacífico (1.649), da África (1.481), do sul da América Latina (1.312) e do norte da América Latina (1.262). Em relação à média, os jesuítas mais jovens estão na África (46,14) e a seguir no sul da Ásia (47,70) e da Ásia-Pacífico (54,11). Do outro lado, os Estados Unidos (65,25), a Europa ocidental (68,41) e o sul da Europa (68,53).


Fonte: Agência Fides

Cabo Verde: Novo bispo do Mindelo dá prioridade à família, juventude, pobreza, mobilidade e cultura

Família, juventude, mobilidade, pobreza e cultura constituem as prioridades do novo bispo de Mindelo, Ildo Fortes, que tomou posse este domingo em celebração realizada na ilha de São Vicente, sede daquela diocese cabo-verdiana.

"Trago no meu coração, de maneira muito especial, a preocupação e o cuidado das famílias", afirmou o prelado na homilia a que a Agência ECCLESIA teve acesso, na qual também salientou a aposta na juventude: "Durante muito tempo a minha pastoral foi feita no meio dos jovens. Foi assim que comecei a ser padre".

A realidade social, marcada pelos "grandes problemas que afligem a sociedade", é também um setor primordial para Ildo Fortes, de 46 anos: "Uma Igreja que não esteja atenta aos problemas, dificuldades e carências dos homens de hoje não presta um bom serviço", vincou o prelado, que recordou a "opção preferencial pelos pobres".

Referindo-se à principal leitura bíblica da missa a que presidiu, onde se relata que Jesus deu vida a um morto, o bispo do Mindelo afirmou que a sociedade civil é, "às vezes", semelhante a um defunto "que já cheira mal", e onde parece "não haver "mais razões para a esperança".

Ildo Fortes aposta também na pastoral da mobilidade, associada ao turismo e às deslocações entre as cinco ilhas da diocese, ao mesmo tempo que defende uma Igreja "ao serviço da cultura".

O bispo formado no Patriarcado de Lisboa quer uma Igreja aberta à colaboração com outras instituições, que "não se feche sobre si mesma e seja capaz de dialogar com todos", independentemente das suas "confissões, sensibilidades e ideias".

Na homilia, Ildo Fortes anunciou que se avista hoje com os padres da diocese criada em 2003 pelo Papa João Paulo II, reunião que será seguida de outras com religiosos e fiéis "chamados a uma maior participação".

"Não entendo o ministério de um bispo na Igreja como alguém que, isoladamente, vai traçando e ditando rumos e caminhos", afirmou, acrescentando que "o bom desempenho" da sua missão terá de passar necessariamente por contar com todos".

"Não vamos inventar coisas novas", afirmou o prelado nascido em Cabo Verde, depois de sublinhar que o programa da Igreja, que conta com "dois mil anos", deve "sintonizar-se" e "adaptar-se" a cada "tempo" e "circunstância", como vai acontecer com as ilhas da diocese, que reclamam uma "pastoral específica".

O prelado considerou que a Igreja "precisa de ser reanimada em muitos aspetos", embora a orientação a dar à diocese passe pela "continuidade" da ação realizada pelo seu antecessor, Arlindo Gomes, primeiro bispo de Mindelo e atual prelado de Santiago de Cabo Verde.

"O meu amor pela Igreja está na origem da minha vocação desde jovem", recordou o prelado, realçando que a "paixão" por servi-la foi decisiva para aceitar o convite do Papa para ser bispo.

Na abertura da alocução, Ildo Fortes saudou o presidente da Assembleia da República, primeiro-ministro e outros membros do Governo, bem como Paulino do Livramento Évora, prelado emérito de Santiago, e José Câmnate, bispo de Bissau (Guiné).

 

Fonte: Agência Ecclesia