quinta-feira, 16 de maio de 2013

"Dinheiro deve servir e não governar" - Papa Francisco durante a audiência a um grupo de novos embaixadores

Papa Francisco recebeu esta manhã quatro novos embaixadores: do Quirguistão, (Bolot Iskovic Otunbaev); de Luxemburgo, (Jean Paul Senniger); de Antigua e Barbuda, (David Showl) e de Botsuana, (Lameck Nthekela). Quatro países de continentes e realidades internas e eclesiais muito diferentes, mas nos quais os desafios e problemas são idênticos a todas as sociedades ‘globalizadas’: crise económica, tensões sociais, reações nacionalistas e egoístas e a tentação de fechamento e exclusão.
Assim, dirigindo-se aos embaixadores, o Papa Francisco afirmou que a humanidade vive neste momento 'um retorno à própria história', tendo em consideração os progressos registados em âmbitos como a saúde, a educação e a comunicação.
"No entanto, devemos reconhecer também que a maior parte dos homens e das mulheres do nosso tempo continuam a viver numa precariedade quotidiana com consequências funestas: o medo e o desespero arrebatam os corações de muitas pessoas, até mesmo nos países considerados ricos. A alegria de viver começa a diminuir; a indecência e a violência estão em aumento; a pobreza torna-se mais evidente. Deve-se lutar para viver e, muitas vezes, viver com pouca dignidade".

Para o Papa Francisco, uma das causas desta situação é a relação que temos com o dinheiro, ao aceitar o seu domínio sobre nós e sobre as nossas sociedades. Assim, a crise financeira, faz-nos esquecer sua origem primordial: a primazia do homem. Neste contexto, o Papa lamentou que a solidariedade, tesouro dos pobres, é muitas vezes, considerada contraproducente, contrária à racionalidade financeira e económica. Enquanto a renda de uma minoria aumenta de maneira exponencial, aquela da maioria enfraquece-se. Instaura-se uma nova tirania invisível, o endividamento e o crédito distanciam os cidadãos do seu poder de aquisição real. A isso, acrescentam-se uma corrupção tentadora e uma evasão fiscal egoísta, que assumiram dimensões mundiais. "O desejo de poder e de posse tornou-se ilimitado", destacou.
Em seguida, Papa Francisco abordou o tema da ética que conduz a Deus e que se aliena das categorias do mercado, permitindo criar um equilíbrio e uma ordem social mais humanos. E encorajou os peritos financeiros e os governantes dos seus países a refletirem sobre as palavras de São João Crisóstomo: «Não compartilhar com os pobres os próprios bens é roubá-los e tirar-lhes a vida. Os bens que possuímos não são nossos, mas deles».
O Santo Padre sugeriu aos embaixadores uma reforma financeira que seja ética e que produza uma reforma económica salutar para todos. E exortou os dirigentes políticos a enfrentarem este desafio com determinação e perspicácia, tendo em conta, naturalmente, a peculiaridade dos seus contextos. "O dinheiro deve servir e não governar!"
Ao garantir que o Papa ama todos, ricos e pobres; ele ressaltou o seu dever, em nome de Cristo, de recordar ao rico que deve ajudar o pobre, respeitá-lo, promovê-lo. O Papa exortou à solidariedade desinteressada e a um retorno da ética para o bem do homem, na sua realidade financeira e económica.
Dirigindo-se às autoridades financeiras, sugeriu: "Por que não dirigirem-se a Deus para inspirar seus desígnios?. Assim, poderia-se criar uma nova mentalidade política e económica, por forma a transformar a dicotomia absoluta que existe entre as esferas económica e social numa sã convivência".


Fonte: Rádio Vaticano

Juventude Missionária de São Paulo realiza encontro estadual e elege Coordenação

A Juventude Missionária (JM) do estado de São Paulo realizou nos, dias 10 a 12, mais um encontro de formação de lideranças para grupos. A reunião aconteceu na casa das Irmãs de Santa Catarina Regina Portman na cidade de Guarulhos (SP) com a participação de representantes das dioceses de Presidente Prudente, Franca, Caraguatatuba, São Miguel Paulista, Santo Amaro, Guarulhos e Arquidiocese de São Paulo (Região Santana).

Na abertura dos trabalhos, após a acolhida e a apresentação da programação, padre Marcelo Gualberto, secretário nacional da Pontifícia Obra da Propagação da Fé (POPF), responsável pela coordenação e articulação da JM falou sobre a realidade da missão no Brasil, sua organização e projetos de missão no país e além-fronteiras. Em outro momento de formação, padre Marcelo apresentou também o carisma e as atividades da Pontifícia Obra da Propagação da Fé que, além de trabalhar com a JM, acompanha as Famílias, Idosos e Enfermos Missionários, bem como os Grupos de Animação Missionária. Sobre a JM, o secretário nacional explicou como essa atividade surgiu no mundo e no Brasil, seu carisma, perfil, identidade e metodologia. Destacou o perfil do assessor e do coordenador, suas responsabilidades e critérios para escolha de ambos.

Após a recitação do Terço Missionário, na intenção de todos os povos do mundo, no sábado à noite, foi eleita a nova Equipe de coordenação da JM no estado de São Paulo, que ficou assim constituída: Diego Ferreira Coelho, de São Miguel Paulista (Coordenador); Diego Raposo, de Guarulhos (vice-coordenador e responsável pela comunicação) e Peterson Silva Novais, de Guarulhos (secretário). Integram a Equipe ainda, Derek Lessa Silva, de Guarulhos, Ricardo Aparecido Beletate, de Franca, Alexandre Paulino Garcia e Mayara Garcia de Souza, ambos de Santo Amaro.

Tiago Scalco que coordenou a JM no estado nos últimos seis anos aponta como um dos desafios as dimensões geográficas. "Com uma equipe vai facilitar a articulação. Até agora sempre tive ajudas mais nunca uma equipe", comenta. "Vejo que o trabalho em São Paulo tem muito para crescer e se expandir. A nova equipe mescla experiência e novos parceiros. Avalio positivamente a caminhada feita até agora e confio muito os nomes que entraram na nova coordenação. Agradeço às POM e a Conselho Missionário Regional Sul 1, pela confiança e parceria. Esses anos me fizeram muito mais humano e apaixonado pela JM e sua missão", destaca Tiago.

As atividades do domingo, dia da Ascensão do Senhor, Dia Mundial das Comunicações Sociais e Dia das Mães, começaram com a missa comemorativa à essas datas. Na sequência, foram abordados temas como a Campanha da Fraternidade 2013 e a Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio 2013). Durante a JMJ, as Pontifícias Obras Missionárias terão sua sede na cidade de Niterói com uma programação especial, que inclui, Exposição de imagens de Nossa Senhora vindas de todo mundo, Exposição dos trabalhos das POM, Adoração Eucarística e, no dia 23 de julho, o Encontro Internacional da Juventude Missionária. As POM terão também um estande na Feira Vocacional.

O encontro encerrou no domingo, dia 12, quando os jovens foram enviados em missão à suas dioceses. "Espera-se que esse ardor, essa animação vistas no encontro estadual contagie toda a juventude e anime cada vez mais a missão local, estadual e nacional. Que Deus abençoe essa nova etapa na vida de cada jovem presente e na vida da Juventude Missionária a partir de agora", afirmou Diego Raposo.

Participaram do encontro ainda, o padre Antônio Maria, da diocese de Caraguatatuba e a Irmã Dores da Veiga Mendes, missionárias de São Pedro Claver, da Região Santana na arquidiocese de São Paulo. Padre Mário de Carli, IMC, padre Salvador Rodrigues, padre Paulo de Coppi, PIME, o seminarista Hechilly de Brito e a senhora Helena, do Comidi de Guarulhos marcaram presença.

Colaborou Diego Raposo, Comunicação JM Regional Sul 1.

Fonte: Jaime C. Patias - www.pom.org.br

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Arquidiocese do Rio recebe doação de 50 mil exemplares do Youcat para a juventude

Uma doação de 50 mil livros do Catecismo Jovem – Youcat, feita pela Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), chegou à arquidiocese do Rio no início deste mês de maio. Segundo o diretor executivo do Setor Atos Centrais do Comitê Organizador Local (COL) da Jornada Mundial da Juventude Rio2013, padre Renato Martins, é preciso que as paróquias entrem em contato com o COL e venham buscar os livros.

“Cada caixa tem 100 exemplares e a distribuição será de acordo com a necessidade de cada paróquia. Não há limites, nós queremos que cada jovem tenha um exemplar do Youcat. Acredito que a quantidade que ganhamos vai suprir a necessidade do Rio, mas se for necessário pediremos mais”, garantiu padre Renato.

O sacerdote disse que, no ano passado, a arquidiocese ganhou cinco mil exemplares e, diante da grande procura, o arcebispo do Rio, dom Orani João Tempesta, pediu mais. Padre Renato afirmou que os exemplares já começaram a ser distribuídos e destacou a importância do Youcat como um grande instrumento de evangelização, em preparação para a JMJ.

“Queremos incentivar a juventude a mergulhar no estudo da doutrina da Igreja, através desse instrumento que consegue estar bem próximo da realidade dos jovens. Ser discípulo significa primeiramente conhecer a Igreja e ter consciência da fé para poder anunciá-la. Dentro dos Atos Centrais da JMJ teremos momentos para estimular os jovens a conhecerem mais esse grande projeto da Igreja”, afirmou.

O coordenador no Brasil do Projeto Catecismo Jovem, Jerônimo Laurício, destacou que o Youcat é uma ferramenta que possibilita fornecer uma formação continuada ao jovem. Sobre o efeito de multiplicação da fé, ele destacou a frase do Papa Paulo VI: “O apóstolo do jovem é o próprio jovem”.

“ Graças a AIS, o Brasil tem conseguido responder ao pedido do Papa emérito Bento XVI para o estudo do catecismo jovem, para que a juventude possa viver e compartilhar a fé, e alcance um maior número de pessoas a partir de uma linguagem jovem, traduzida no Youcat,” disse.

Jerônimo reforçou que a doação é importante porque na arquidiocese do Rio está o coração da JMJ Rio2013, enquanto sede e cidade da fé, uma vez que todas as paróquias são chamadas a se envolver e preparar para a Jornada.

De acordo com o coordenador na Alemanha do YouCat Internacional, Johannes Hñgel, a ideia é alcançar o coração da juventude. “Os jovens têm muitas perguntas, e o catecismo jovem procura respondê-las”, resumiu.

Os interessados podem buscar os livros no Setor de Atos Centrais do COL, no Edifício João Paulo II, na Rua Benjamim Constant, 23, no 7º andar. Informações: 3177-2013.

Fonte: CNBB

“A República Centro-africana corre o risco de se tornar uma sede da Al Qaeda” diz um missionário

 “A República Centro-africana pode se tornar uma sede da Al Qaeda”. É o alarme lançado à Fides por pe. Anastasio Roggero, missionário carmelita que retornou no dia 2 de maio da República Centro-africana. “Fiquei apenas poucos dias, mas trabalho no país desde 1975 e posso dizer que o conheço bem”. Desde que a aliança rebelde Seleka expulsou o Presidente François Bozizé e seu líder Michel Djotodia se autoproclamou Presidente, a República Centro-africana vive no caos. “Meu temor – explica pe. Anastasio - nasce do fato que é um país do tamanho da França, com apenas 5 milhões de habitantes. Agora que a pouca administração estatal foi completamente destruída, quem pode controlá-lo? Estamos no coração da África e o perigo que aqui se instaure uma central do terrorismo é real, segundo meu modesto parecer”. O perigo aumenta com o fato que os homens da Seleka têm um comportamento hostil com os cristãos, o que aparentemente não tem precedentes na história do país, como confirma pe. Anastasio. “Vivi amotinamentos do exército em 1996, 1997 e 1998 e as rebeliões de 2001 e de 2002-2003, mas o que está acontecendo agora supera outras crises vividas na República Centro-africana”, diz o missionário. Pe. Anastasio cita como exemplo sobre o tratamento reservado aos missionários “aquilo que Pe. Valentino, missionário capuchinho que estava comigo no avião de volta para a Itália, me contou”. “Sua missão em Gofo, no norte, confim com o Chade, foi completamente destruída. Os rebeldes chegaram atirando em todos e pe. Valentino e seus irmãos tiveram que se esconder de baixo das camas para se proteger. Depois, graças à intervenção do pouco que sobrou das forças da ordem, foram acompanhados a uma aldeia de 800 km até Bangui”. Pe. Anastasio acrescenta que “Pe. Valentino, que tem 78 anos, 52 dos quais passados na África, não desanimou e encerrou exclamando: ressurgiremos!”. Pe. Anastasio prossegue: “Em Bangui está agora sendo feito algo para melhorar a segurança, tanto é que acabou de ser reaberta a escola “Charles De Gaulle”. Em outras áreas do país a situação permanece extremamente precária. Os rebeldes, que em sua maioria são sudaneses e chadianos, pedem dinheiro aos pobres, que não têm nada. Então, roubam as míseras casas da população, e até suas poucas roupas. A República Centro-africana é o seu ‘tesouro’ de guerra, que vai diretamente para o Chade. Mais do que guerrilheiros, são mercenários pagos com o saque dos bens dos centro-africanos”. Pe. Anastasio, diante da dimensão da destruição cometida pela Seleka (entre outros, foram destruídos sistematicamente arquivos municipais e paroquiais), comenta: “Parece que tudo foi destruído para instaurar o Islã”. “Os homens da Seleka destruíram todas as estruturas estatais: escolas, edifícios públicos e de saúde. Como se pode pensar em recuperar a administração estatal nestas condições?”, conclui o missionário.

Fonte: Agência Fides
Local: Bangui - África

terça-feira, 14 de maio de 2013

Papa Francisco: "Temos necessidade de um coração largo que seja capaz de amar"

Na missa do dia de hoje, 14 de Maio, o Papa Francisco afirmou na sua homilia que nós temos necessidade de um coração largo que seja capaz de amar. Se queremos mesmo seguir Jesus devemos viver a vida como um dom que se dá aos outros e não um dom para se conservar. Jesus ama sempre e dá-se sempre. E este seu dom do amor leva-nos a amar para dar fruto, porque o fruto permanece. E invocou o Espírito Santo:

"Nestes útimos dias em que aguardamos pela festa do Espírito Santo pedimos: Vem Espírito Santo, vem e dá-me este coração largo, este coração que seja capaz de amar com humildade, com suavidade mas sempre este coração grande que seja capaz de amar. E pedimos esta graça ao Espírito Santo para que nos livre sempre do outro caminho, aquele do egoísmo, que acaba por terminar mal. Peçamos esta graça".

Recordemos que na eucaristia matinal de hoje estiveram presentes um grupo de trabalhadores dos Museus Vaticanos e alunos do Colégio Pontifício Português. A celebração foi concelebrada pelo Arcebispo de Medellín Ricardo Restrepo.
Já no dia de ontem o Papa tinha invocado o Espírito Santo em jeito de preparação para a Festa do Pentecostes do proximo domingo 19 disse o Santo Padre que "o Espírito Santo permite que o cristão tenha ‘memória’ da história e dos dons recebidos de Deus. Sem esta graça, há o risco de se cair na idolatria”.

“Hoje, muitos cristãos não sabem quem é o Espírito Santo, como ele é. E algumas vezes, ouve-se dizer: Mas eu arranjo-me com o Pai e o Filho: rezo o Pai Nosso ao Pai, faço a comunhão com o Filho, mas com o Espírito Santo... não sei o que fazer’. Ou então diz-se: O Espírito Santo é a pomba, aquele que nos dá sete dons... Mas assim, o pobre Espírito Santo fica sempre no fim e não encontra um bom lugar nas nossas vidas”.

Prosseguindo, o Papa Francisco, ressaltou que o Espírito Santo é um “Deus ativo entre nós”, que nos faz lembrar, que desperta a nossa memória. O próprio Jesus explicou aos Apóstolos, antes do Pentecostes, que o Espírito lhes recordaria tudo o que ele havia dito. Ter memória – especificou - significa também recordar as próprias misérias, que nos escravizam e recordar a graça de Deus, que destas misérias nos redime.O Papa Francisco concluiu com um convite aos cristãos para que peçam a graça da memória, para serem pessoas que não se esquecem do caminho percorrido, não se esquecem das graças recebidas e que não se esquecem do perdão dos pecados e nem que foram escravos e que o Senhor as salvou.

Fonte: Rádio vaticano

sexta-feira, 10 de maio de 2013

CCM prepara curso de formação missionária com enfoque na Amazônia

Estão abertas as inscrições para o Curso de Formação Missionária com enfoque na Amazônia que acontece no Centro Cultural Missionário (CCM) em Brasília (DF) entre os dias 2 e 27 de junho. O curso é promovido pelo CCM, organismo vinculado à CNBB, em parceria com a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), a Comissão Episcopal para Amazônia e o Instituto Superior de Filosofia Berthier (IFIBE), de Passo Fundo, (RS), instituição mantida pelos Missionários da Sagrada Família da Província Brasil Meridional. Essa iniciativa visa oferecer uma formação especifica a agentes de pastoral que atuam no Brasil, com enfoque na missão na Amazônia.

A formação dos missionários é um fator básico para o desenvolvimento das atividades. Há algum tempo vem se afirmando, nos institutos missionários e nas escolas de missiologia, que o primeiro problema da missão é o próprio missionário. Por isso, é necessário convidar as pessoas a reservar, antes de tudo, um tempo para si, de aprofundamento, de aplicação, de estudo e de oração. É preciso capacitá-las e qualificá-las recorrendo a uma formação missionária específica que ajude a enfocar adequadamente questões relevantes de ordem humana, teológica, pastoral e espiritual.

Os objetivos desse Curso são:
1.Aprofundar as motivações pessoais, a própria compreensão da missão, a visão dos desafios missionários, os fundamentos bíblicos e teológicos;
2.Fornecer aos participantes referenciais teóricos e práticos para a ação missionária, recorrendo a vários tipos de mediações inter-disciplinares;
3.Proporcionar, através do estudo, da reflexão e do debate, momentos de discernimento participativo, de revigoramento espiritual e de atualização sobre os caminhos missionários da Igreja no Brasil.

Realizado em regime de internato, o curso abordará nove dimensões da missão: humano-afetiva, bíblica, teológica, geográfica, histórica, antropológica, socioambiental, ecumênica e espiritual. A todos os participantes será entregue no final do curso um certificado de extensão universitária reconhecido pelo MEC.

O curso é indicado para:
•missionárias e missionários prestes a serem enviados à Amazônia ou a outras situações missionárias do país, o que já estão atuando nelas;
•missionários e missionárias que vêm do exterior e que necessitam de uma formação para uma inserção ou uma re-inserção no contexto brasileiro;
•presbíteros e diáconos, religiosos e religiosas, leigos e leigas, que estão na labuta há anos, e que procuram um momento significativo de atualização e avaliação pessoal sobre alguns conteúdos e sobre sua própria experiência missionária.

A inscrição é feita pelo site: www.ccm.org.br

“Como entramos de maneira pacífica, decidimos sair de maneira pacífica”, disse grupo de indígenas ao desocupar canteiro

Com um prazo de 24 horas dado pela desembargadora Selene de Almeida, do TRF-1, Brasília (DF), os cerca de 180 indígenas de nove povos dos rios Teles Pires, Tapajós e Xingu, afetados por projetos hidrelétricos, decidiram se retirar do principal canteiro de obras da UHE Belo Monte, às margens da Transamazônica, no Pará, no início da noite desta quinta-feira, 9.

"Como entramos de maneira pacífica, decidimos sair de maneira pacífica. Mostramos que não somos bandidos e respeitamos a decisão da Justiça. Esperamos que a nossa atitude mostre que isso é estar aberto ao diálogo", explicou Valdenir Munduruku em entrevista coletiva aos jornalistas às portas do canteiro.

Ao redor da liderança indígena, a mais de uma centena de indígenas, que durante uma semana ocuparam o canteiro, num dos mais contundentes protestos contra a usina, pediam pela consulta às comunidades afetadas pelas usinas hidrelétricas que o governo federal pretende construir na Amazônia - parte da pauta que motivou a ocupação. Contrariando a Convenção 169 da OIT e a Constituição Federal, o governo Lula e Dilma passaram a executar grandes obras sem consultar as comunidades afetadas.

"Não estamos saindo por conta de nenhum acordo. Nós vamos sair daqui porque desde quando chegamos o ministro não veio conversar conosco. (Ao contrário) Escreveu muita mentira na internet sobre a gente", afirmou Cândido Munduruku, presidente da Associação Pusuru. Os indígenas deixaram claro que não vão abandonar a agenda de luta contra as hidrelétricas na Amazônia e pela consulta prévia.

Valdenir e Cândido ressaltaram que o grupo sai "revoltado com o governo federal", que ao invés de enviar o ministro Gilberto Carvalho para dialogar mandou a Força Nacional e a Polícia Federal. Os indígenas foram cerceados e impedidos de fazer contato com seus advogados, com a imprensa; agentes da Força Nacional chegaram a impedir a entrada de comida.

No final da noite de ontem, quarta, 8, a desembargadora Selene deferiu pedido de reintegração de posse feito por dez advogados da Norte Energia S A. Hoje, o Ministério Público Federal (MPF) do Pará pediu a suspensão da reintegração. Selene manteve a reintegração, mas reconheceu o movimento como pacífico e despachou um prazo de 24 horas para os indígenas abandonarem a ocupação.

Militarização e relações perigosas

Entre 80 e 100 policias da Força Nacional estiveram presentes no canteiro ocupado pelos indígenas. No final da tarde desta quinta, a procuradora Federal Thais Santi chegou ao canteiro e constatou que só ocorreria violência no local caso a reintegração ocorresse.

De acordo com relatório feito pela chefe da Polícia Federal em Altamira (PA), os indígenas estariam ameaçando cerca de 3 mil trabalhadores, o que justificaria a reintegração. Porém, em contradição, a imprensa noticiou atos de solidariedade dos funcionários da usina com o movimento dos indígenas.

Em nota, o MPF/PA mostrou preocupação com a condução da operação de reintegração de posse, "já que a chefe da PF em Altamira, responsável pelo relatório feito à Justiça, é casada com o advogado da Norte Energia S.A Felipe Callegaro Pereira Fortes, autor do pedido de reintegração de posse. No agravo feito ao TRF1, o advogado chega a citar o relatório da PF, assinado pela sua esposa", diz a nota.

Fonte: www.cimi.org.br - Vitória do Xingu

Pastoral da Juventude reafirma luta contra a violência em Seminário Nacional

Lideranças juvenis de todas as regiões do país estiveram em Brasília para atividade sobre a Campanha Nacional contra a Violência e Extermínio de Jovens

"Não à redução da maioridade penal e sim a favor da vida das juventudes". Esse foi o grito dos mais de 150 participantes do Seminário da Campanha Nacional contra a Violência e Extermínio de Jovens ao encerrarem a atividade realizada, em Taguatinga (DF), entre os dias 03 a 05 de maio.

O evento reuniu pessoas de todo país. Jovens e adultos, religiosos, leigos, que aprofundaram os caminhos para fortalecer a pauta sobre a defesa da vida da juventude e garantia de seus direitos. "A Campanha já se estabeleceu, mas ela precisa ter uma continuidade. Agora temos um olhar de onde a gente está e para onde a gente vai", afirmou a jovem Elisangela Hahn, da Arquidiocese de Curitiba no Paraná, ao avaliar a importância da atividade.

Em sintonia com a Campanha foram abordados seis temas centrais: violência e extermínio; tráfico humano (prostituição e trabalho escravo); violência e uso de drogas; redução da maioridade penal; aprisionamento e cárcere; e segurança pública, educação e trabalho. Para a assessora Arleth Gonçalves, da Arquidiocese de Belém do Pará, o extermínio da juventude não pode continuar invisível para a sociedade. "Por isso, os jovens do Brasil se reuniram para dar horizonte à Campanha, levando de volta para os seus estados a esperança que muitas vezes é perdida devido a tantas forças contrárias à nossa causa", frisou a assessora.

Não só a análise e o debate sobre os rumos da Campanha estiveram em pauta. A avaliação das ações e das conquistas já realizadas ao longo dos quatro anos da iniciativa, também estiveram presente. O jovem Felipe Freitas, que coordena o projeto "Juventude Viva" do governo federal, enfatizou que a Campanha foi a principal ação para pautar o tema na sociedade e motivar a criação dessa e de outras políticas públicas.

A participação de representantes do poder público e de diversas organizações juvenis foi acompanhada de diálogos e conversas a respeito do posicionamento da Pastoral da Juventude contra a redução da maioridade penal. "Dizemos não por acreditar que a redução trata o efeito e não a causa. Além disso, o sistema prisional não reinsere ninguém na sociedade", esclareceu o jovem Gil Kairós, da Pastoral da Juventude do Piauí.

O evento contou com a parceria da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), Província Marista Brasil Centro-Norte (PMBCN), Coordenadoria de Juventude do Distrito Federal, Cáritas Brasileira e o apoio da Rede Brasileira de Centros e Institutos de Juventude, Adveniat e DKA Áustria. A atividade contou também com a assessoria de Carmem Lúcia Teixeira, do CAJUEIRO: Centro de Formação, Assessoria e Pesquisa em juventude.

Segundo Fr. Rubens Nunes, assessor da CRB Nacional na área de juventude, "o Seminário Nacional revelou a capacidade das lideranças da Pastoral da Juventude de organização e consciência social e ao mesmo tempo nos alertou para a emergência sobre o risco da redução da maioridade penal", sublinhou o religioso.

Destaca-se, ainda, a memória feita ao longo do Seminário, sobre as pessoas que doaram suas vidas em favor dos empobrecidos, em especial das juventudes. Como gesto concreto desta memória, foi entregue a cada participante um pouco da terra do local onde foi assassinado (2009) padre Gisley Azevedo Gomes, então assessor do Setor Juventude da CNBB. O símbolo foi utilizado como envio aos jovens que levarão as discussões e assuntos para os grupos de base de todo o Brasil.

A Campanha

Campanha Nacional contra a Violência e Extermínio de Jovens teve início, no ano de 2008, em ação articulada das Pastorais da Juventude do Brasil e de diversas organizações. A ação busca fomentar e provocar toda sociedade para o debate sobre as diversas formas de violência contra a juventude, especialmente, o extermínio de milhares de jovens no Brasil. Com isso, a Campanha objetiva avançar na conscientização e desencadear ações que possam mudar essa realidade de morte juvenil.

Fonte: www.pj.org.br - Assessoria de Comunicação da PJ

“Não nos afastemos do Vosso amor, da nossa fé em Vós”, rezou o cardeal Bechara Boutros

Na noite da quarta-feira, 08 de maio, o Patriarca de Antioquia dos Maronitas, cardeal Bechara Boutros Raï, presidiu a missa da Festa de São Charbel, na Catedral Metropolitana de Brasília (DF). A celebração contou com a presença do arcebispo, dom Sérgio da Rocha, dos bispos auxiliares, dom Leonardo Ulrich Steiner - secretário geral da CNBB, e dom Valdir Mamede. O cardeal realiza visita pastoral pela América Latina e está no Brasil desde o dia 28 de abril.

A missa contou com a participação de membros da comunidade maronita, sacerdotes e diáconos do rito oriental. No início da celebração, o cardeal Béchera foi acolhido pelo arcebispo de Brasília, dom Sérgio da Rocha, que manifestou gratidão pela visita do patriarca na Arquidiocese. A celebração seguiu o rito próprio, rezada em siríaco. “Nós vos pedimos, ó Cristo, nosso Senhor, pela intercessão de São Charbel, que reveleis a cada um de nós o caminho da santidade e nos deis um rosto iluminado e um coração puro. Assim, não nos afastemos do Vosso amor, da nossa fé em vós”, rezou o cardeal Béchera, durante a missa.IMG 5773

Ainda, na capital federal, o Patriarca foi recebido pelo vice-presidente da República, Michel Temer, e visitou a Embaixada do Líbano. Também houve um encontro com o Núncio Apostólico no Brasil, dom Giovanni d’Aniello. Após a celebração da eucaristia na Catedral, foi realizado um encontro fraterno com a comunidade maronita no Clube Monte Líbano. A passagem do cardeal Béchara Boutros pelo Brasil deve se estender até o dia 11 de maio, no Rio de Janeiro, de onde partirá para a Venezuela.

Fonte: CNBB

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Comissão para a Vida e Família disponibiliza Guia de Oração para o 3º Simpósio e 5ª Peregrinação Nacional da Família


O Setor Família da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB elaborou um Guia de oração para o 3º Simpósio e 5ª Peregrinação Nacional da Família. Os eventos serão realizados respectivamente nos dias 25 e 26 de maio, na Canção Nova e no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. Veja o material.

Fonte: CNBB

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Lideranças da PJ visitam CNBB e mostram ações contra a violência e o extermínio da juventude brasileira

Na manhã da terça-feira, 07/05, o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, recebeu na sede da instituição em Brasília (DF) a coordenação da Pastoral da Juventude (PJ), representada pelos jovens Thiesco Crisóstomo, secretário nacional, e Joaquim Alberto Silva, da Comissão Nacional de Assessores da PJ.

O encontro teve como pauta apresentar o diálogo que a PJ tem construído no que diz respeito à violência e extermínio da juventude brasileira, inclusive o debate em torno da redução da maioridade penal. Thiesco partilhou a realização do Seminário da Campanha Nacional contra a violência e extermínio de jovens, realizado de 3 a 5 de maio, e enfatizou o clamor da juventude presente na atividade para que, como cristãos,  “possamos lutar pela vida da juventude e que a redução da maioridade penal não é a solução para a questão violência que assola no país e, sim, uma maneira de criminalizar a juventude”, afirmou o jovem.

“Com a realização da Campanha Nacional contra a violência e extermínio de jovens a Pastoral da Juventude reafirma a sua luta pela vida, com destaque para que adolescentes e jovens sejam reconhecidos como sujeitos de direitos e tenham vida em abundância”, afirmou Joaquim Alberto.

Dom Leonardo, destacou a necessidade de que as dioceses possam dialogar localmente sobre a pauta da redução da maioridade penal, fortalecendo o posicionamento da Igreja do Brasil de que a proposta esta proposta não soluciona o problema, mas violenta e penaliza ainda mais adolescentes e jovens, sobretudo os mais pobres, negros e moradores de periferias. A CNBB já tem esta posição sobre o assunto, publicada em nota no ano de 2009.

Ao final do encontro, foi entregue a dom Leonardo o subsídio de estudo da PJ, materiais da Campanha Nacional contra a violência e extermínio de jovens e da celebração dos 40 anos da PJ no Brasil.

Fonte: CNBB

Juventudes reafirmam luta contra a violência em Seminário Nacional

“Não à redução da maioridade penal e sim a favor da vida das juventudes”. Esse foi o grito dos mais de 150 participantes do Seminário Nacional da Campanha contra a Violência e Extermínio de Jovens ao encerrarem a atividade realizada no Colégio Marista de Taguatinga (DF) de 03 a 05 de maio.

“A Campanha já se estabeleceu, mas ela precisa ter uma continuidade. Agora temos um olhar de onde a gente está e para onde a gente vai”, afirmou a jovem Elisangela Hahn da arquidiocese de Curitiba (PR) ao avaliar a importância do evento. Para se estabelecer os caminhos para a campanha foram abordados seis temas centrais: juventude e extermínio; tráfico humano; violência e uso de drogas; a não redução da maioridade penal; juventude e violência e juventude, educação e trabalho.

Alessandra Miranda, assessora nacional de Direitos Humanos da Cáritas Brasileira, destacou os índices de extermínio de jovens no Brasil. “Os adolescentes e jovens têm o direito da ousadia de pensar em horizontes. Da importância de pensar na violência em todas as suas dimensões e que o extermínio de jovens aponta um índice de cenário de guerra no Brasil. Não podemos normatizar o genocídio da juventude empobrecida e negra nesse país. São pessoas, com histórias, famílias, sonhos. Precisamos com inteligência assumir que temos uma política de extermínio dos empobrecidos e agir para a superação dessa realidade.”

Não só a análise e o debate sobre os rumos da Campanha estiveram em pauta. A avaliação das ações já realizadas e das conquistas também esteve presente. O jovem Felipe Freitas, que coordena o projeto “Juventude Viva” do Governo Federal, afirmou que a Campanha contra a Violência e Extermínio de Jovens foi a principal ação para pautar o tema na sociedade e motivar a criação dessa e de outras políticas públicas.

A participação de representantes do poder público foi acompanhada de diálogos e conversas a respeito do posicionamento da Pastoral da Juventude contra a redução da maioridade penal. “Dizemos não por acreditar que a redução trata o efeito e não a causa. Além disso, o sistema prisional não reinsere ninguém na sociedade”, esclarece o jovem Gil Kairós do estado do Piauí. O posicionamento é partilhado pela Igreja do Brasil em nota já emitida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB.

A Campanha Nacional contra a Violência e Extermínio de Jovens teve início no ano de 2008 em uma ação articulada das Pastorais da Juventude do Brasil. O Seminário foi realizado pelo projeto “A Juventude Quer Viver” em parceria com toda a PJ e parceiros.

Fonte: CNBB

terça-feira, 7 de maio de 2013

Um bom cristão não se lamenta, enfrenta a dor com alegria em Cristo - Papa na missa desta manhã em Santa Marta

Um bom cristão não se lamenta, ma enfrenta a dor com alegria em Cristo, mesmo no meio de tribulações. Palavras do Papa Francisco na homilia da missa desta manhã em Santa Marta, missa concelebrada com os cardeais Ângelo Commastri e Jorge Mejía, e em que participou um outro grupo de trabalhadores da Fabrica de São Pedro.
O Papa prosseguiu a sua homilia pondo a tónica na alegria de Paulo e Sila, chamados a enfrentar a prisão e persecuções para transmitir o Evangelho. Estavam alegres – disse – porque seguiam Cristo no caminho da sua Paixão. Um caminho que o Senhor percorre com paciência… E esse é o caminho que Jesus ensina aos cristãos. Espírito de paciência, o que não quer dizer tristeza, não!

“Quer dizer suportar sobre os ombros o peso das dificuldades, o peso das contradições, das tribulações, suportar a vida de todos os dias. (…) Jesus suportou-as com paciência (…). Um processo de maturidade cristã, através do caminho da paciência. Um processo que não se faz de uma dia para outro, mas durante toda a vida para se chegar à maturidade cristã. É come o bom vinho”

O Papa recordou depois que muitos mártires sentiam-se felizes, como por exemplo os mártires de Nagazaki que se ajudavam mutuamente, “esperando o momento da morte”. Aliás, diz-se, em relação a alguns mártires – salientou o Papa – que iam ao patíbulo como se vai a uma festa de casamento. Esta atitude do suportar – acrescentou – é a atitude normal do cristão, mas não é uma atitude masoquista. Antes pelo contrário, é uma atitude que os põe “no caminho de Jesus”:

“Quando surgem dificuldades, chegam também muitas tentações. Por exemplo, a lamentação: “viste o que me aconteceu… uma lamentação. E um cristão que se lamenta em continuação deixa de ser um bom cristão: é o senhor ou a senhora das lamentações, não é? (…) silêncio no suportar, silencio paciente. Aquele silencio de Jesus que na sua paixão e morte não falou… apenas duas ou três palavras necessária… O silêncio da suportação da Cruz não é um silencio triste. É doloroso, por vezes muito doloroso, mas não é triste. O coração está em paz. Paulo e Sila, rezavam em paz. Tinha dores, chagas, mas suportavam em paz. Este caminho da suportação permite-nos aprofundar a paz cristã, torna-nos fortes em Jesus” .

O Papa concluiu recordando os anciãos nas Casas de Repouso e que ao longo da sua vida suportaram muita coisa; conservam, no entanto, um olhar jovem. A isto – disse – nos convida o Senhor: a uma renovada juventude pascal no caminho do amor, da paciência, do suportar as tribulações e de nos suportar uns aos outros. E devemos fazê-lo com caridade e amor, com a renovada juventude pascal do espírito.

Fonte: Rádio Vaticano

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Papa chama de cabeçudos os que buscam uma vida eclesial pré-conciliar

Papa Francisco celebrou a missa nesta manhã, dia 16 de abril, pela intenção de Bento XVI que celebra os seus 86 anos. "O Concílio foi uma obra do Espírito Santo. Mas, nestes 50 anos do Concílio realizamos tudo o que foi decidido sob o impulso do Espírito Santo?

Quanto é que o Concílio ajudou a igreja a ser mais forte? Forma estas as perguntas que o papa expressou na sua homilia. O Concílio foi "obra do Espírito Santo, mas passados 50 anos podemos ver que nem todos deram "continuidade como membros da igreja" e encontramos alguns "cabeçudos" que procuram voltar atrás e "tornar o Espírito Santo prata da casa".

O papa partiu do texto da primeira leitura da missa tirada dos Atos dos Apóstolos onde Estevão denomina aqueles que o apedrejam de "cabeçudos" porque se opõem ao Espírito Santo e não reconhecem sua presença.

Na missa, o papa Francisco fez referência ao emérito Bento XVI, seu antecessor, "que o Senhor esteja com ele e o conforte com consolação em abundância. Depois, o papa lhe telefonou para dar-lhe as felicitações pelo seu aniversário, informa a Radio Vaticano.
Para explicar melhor o que significa ter cabeça dura, o papa citou outro texto dos atos quando se fala dos discípulos de Emaús: "cabeças duras e de coração duro para acreditar tudo aquilo que os profetas falaram!" E acrescenta dizendo que ainda hoje "entre nós se constata a resistência ao Espírito Santo".

"Para falar com toda clareza: o Espírito Santo nos incomoda, porque nos impulsiona, nos faz caminhar, empurra a igreja para ir mais adiante. E nós tomamos a atitude de Pedro na Transfiguração: "Ah! Como é bom ficarmos aqui, juntos!... aqui, nada nos incomoda.

Queremos que o Espírito Santo fique parado ... queremos ser donos do E. Santo. Por esse caminho não dá. Porque Ele é Deus, Ele é aquele vento que vai e vem e tu não sabes de onde nem para onde vai. Ele é a força de Deus, aquele que nos dá a consolação e a força para continuar. Mas, ir pra frente! Isto nos incomoda. A acomodação é coisa gostosa".

Hoje parece que estamos "todos muito contentes", mas isso "não é verdade". Para termos um exemplo peguemos novamente o Concílio: "O Concílio é uma obra maravilhosa do E. Santo. Pensai no papa João XXIII que mais se parece com um pároco bonzinho e no entanto ele foi obediente ao Espírito Santo e convocou o Concílio".

Do que o Concílio esperava, o que fizemos nestes 50 anos? Demos continuidade ao que se esperava? Não. Agora festejamos um aniversário, construímos um memorial, mas que Ele não nos incomode mais. Não queremos mudar as coisas. E mais ainda: há por aí vozes que se engrossam pregando o regresso (ao passado). A isto chamamos de "cabeças duras", isto significa querer encurralar o Espírito Santo, isto significa ser doidos e gente de coração duro". "Na nossa vida pessoal essas mesmas situações se repetem - diz o papa - quando o E. Santo nos empurra para seguir por uma estrada mais próxima do Evangelho e nós não queremos".


Para concluir ele disse: "é necessário não criar obstáculos ao E. Santo. É Ele que nos faz livres, mais próximos daquela liberdade de Jesus e própria dos filhos de Deus! Não coloquemos obstáculos ao E. Santo: esta é a graça que eu gostaria que todos pedissem ao E. Santo, aquele Espírito que vem até nós e nos faz caminhar na estrada da santidade, aquela santidade que caracteriza a igreja. Que Ele nos dê a graça da docilidade".

Fonte: www.asianews.org

“A Igreja precisa ir ao encontro dos pobres e ser pobre”, afirma cardeal Hummes

O arcebispo emérito de São Paulo, cardeal dom Cláudio Hummes, na coletiva de imprensa desta terça-feira, 16 de abril, explicou que os trabalhos da 51ª Assembleia Geral dos Bispos da CNBB em Aparecida (SP) vêm sendo realizados em clima de oração e na serenidade.

Além disso, o cardeal apontou que neste encontro dos bispos brasileiros, a Conferência "está enfrentando grandes desafios da vida da Igreja no Brasil".

Sobre o tema central da Assembleia que, este ano trata de "Comunidade de comunidades: uma nova paróquia", dom Cláudio Hummes acredita que as reflexões estão em unidade com o momento da Igreja no país. Para o cardeal o objetivo é "renovar as paróquias para que elas se tornem, verdadeiramente, missionárias e se abram para a missão e a evangelização". Por outro lado, o arcebispo chamou a atenção para o fato de que não basta, apenas, constituir novas comunidades, é necessária a presença de animadores e pessoas comprometidas para coordenarem esses grupos que estão nascendo.

"À medida que as pessoas acolhem a mensagem da Igreja, vão formando, assim, as novas comunidades. O Papa Francisco vem destacando a importância da proximidade com os fieis, num sentido de voltar para a casa com o cheiro das ovelhas", ressaltou dom Cláudio. Em se tratando da missão da Igreja no Brasil, o cardeal tomou, como exemplo, as atividades de evangelização na Amazônia que apresentam desafios, como a distância, o isolamento das comunidades e falta de padres e missionários. Porém, "a Igreja da Amazônia nos dá muitas alegrias. Lá os padres precisam suar a camisa. São missionários que voltam felizes para a casa depois de um dia de muito trabalho", disse dom Cláudio.

"A proposta que está sendo estudada é, justamente, sair das periferias e ali tornar presente a Igreja. Não apenas com a celebração de missas, mas uma presença permanente através de pequenas comunidades", explicou. As reflexões da Assembleia Geral estão convergindo, de acordo com o cardeal, na perspectiva de que a prioridade de evangelização "é as regiões mais pobres e de paróquias que têm suas periferias". Neste contexto, "a Igreja precisa ir ao encontro dos pobres e ser pobre em qualquer lugar e dar o exemplo", apontou o cardeal. Dom Cláudio lembrou que os bispos reunidos na Assembleia Geral enviaram mensagem ao Papa Francisco onde relataram os andamentos dos trabalhos e também emitiram uma saudação ao Sumo Pontífice no aguardo de sua viagem ao Brasil, no mês de julho, para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no Rio de Janeiro.

Fonte: CNBB