terça-feira, 30 de novembro de 2010

Comissão para a Caridade, Justiça e a Paz aponta ações de destaque no quadriênio

A Comissão Episcopal para o Serviço da Justiça, da Caridade e da Paz da CNBB passou esta segunda-feira, 29, em reunião no Centro Cultural Missionário (CCM), em Brasília (DF), para avaliar as atividades realizadas no quadriênio iniciado em 2007 e que termina em maio de 2011. A Comissão é responsável pelo acompanhamento das Pastorais Sociais da CNBB e pelo diálogo com os Movimentos Sociais.

Segundo o presidente da Comissão, dom Pedro Luiz Stringhini, o quadriênio que termina daqui a seis meses foi marcado pela discussão de temas relevantes para a vida do país.

“Promovemos a discussão sobre as reformas estruturais como a tributária e a da previdência, seja para ajudar a andar ou para barrar aquilo que não atende ao interesse do povo”, disse dom Pedro.

Ele destacou também o diálogo das pastorais sociais com os movimentos sociais e gestos concretos junto a órgãos do Governo como a parceria feita entre a Pastoral da Aids e o Ministério da Saúde para a realização do teste precoce do vírus HIV.

Outros temas que mereceram destaque da Comissão, de acordo com dom Pedro, foram a reflexão sobre mudanças climáticas, “que culminou com a Campanha da Fraternidade do próximo ano”, e a questão agrária, que resultou no documento Estudos da CNBB 99. A Comissão destacou, ainda, sua participação na aprovação da Lei da Ficha Limpa e ações de combate ao trabalho escravo e ao tráfico de pessoas.

A assessora da Comissão, Ir. Delci Franzen, ressalta o trabalho de fortalecimento da missão e espiritualidade das Pastorais Sociais feito pela Comissão, além de uma “reflexão crítica sobre políticas públicas e fundos solidários para ações sociais”.

Dom Pedro reconhece que o trabalho das Pastorais Sociais é exigente e a elas cabe organizar a caridade com os pobres. “As Pastorais Sociais têm esta teimosia de insistir nestas questões [políticas e sociais]. É a caridade para fora. Não somos os únicos, mas somos expressão forte da caridade organizada para os pobres”, explica.

“Às vezes as Pastorais Sociais vão em direção que causa perplexidade como, por exemplo, o Grito dos Excluídos, algum plebiscito. Isso é para o bem da Igreja, que deve olhar para a realidade do mundo e dos pobres”, completa o bispo.
Novos projetos

“No próximo quadriênio, a Comissão deve dar maior atenção às políticas sociais como a questão agrária; à sustentabilidade das pastorais; às políticas públicas, especialmente em relação às criança e adolescentes e à população de rua, tráfico de pessoas”, disse a Ir. Delci.

Dom Pedro acrescenta também a questão do solo urbano, “porque está estreitamente relacionada com a questão agrária”. “A falta de uma política fundiária reflete no desordenamento do solo urbano”, explica dom Pedro ao recordar que 80% da população, hoje, reside na cidade.

Para 2011, Comissão já tem como projeto a discussão da 5ª Semana Social Brasileira (SSB). Um Grupo de Trabalho já foi formado para iniciar as discussões que deverão ser apresentadas aos Conselhos da CNBB e à sua assembleia de maio.

Segundo dom Pedro, outra novidade deverá ser a integração Movimento de Educação de Base (MEB) à Comissão, que já deu seu aval. O pedido será apresentado ao Conselho Episcopal de Pastoral (Consep) e ao Conselho Permanente no início do próximo ano.

Fonte: CNBB

Fundação Ratzinger criará “prêmio Nobel de Teologia”

A fundação vaticana Joseph Ratzinger-Bento XVI anunciou, na última sexta-feira, a criação do "Prêmio Ratzinger", um "prêmio Nobel de Teologia". O anúncio foi feito pelo presidente do comitê científico da fundação, o cardeal Camillo Ruini, antigo bispo vigário da diocese de Roma.

Este organismo foi apresentado numa conferência de imprensa na Santa Sé. Participaram do evento, além de Dom Ruini, Dom Giuseppe Antonio Scotti, presidente da fundação, e o Pe. Stephan Otto Horn, S.D.S, presidente de uma fundação análoga que atua de maneira autônoma em Munique, desde 2004.

A Fundação Vaticana Joseph Ratzinger, cuja sede se encontra na via da Conciliação, número 5, junto ao recém criado Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, irá promover a pesquisa e o estudo do pensamento do professor Joseph Ratzinger, além de organizar congressos científicos e premiar estudiosos destacados por sua investigação teológica.

Além do cardeal Ruini, formam o comitê o secretário de estado vaticano, cardeal Tarcisio Bertone; o prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, cardeal Angelo Amato; Dom Jean-Louis Bruguès, secretário da Congregação para a Educação Católica e Dom Luis Francisco Ladaria, secretário da Congregação para a Doutrina da fé.

Para Dom Scotti, presidente da fundação, é necessário que os especialistas em Teologia tenham "a humildade de escutar as respostas que nos dá a fé cristã", além "da humildade de perceber a racionalidade destas respostas e torná-las acessíveis a nosso tempo e a cada um de nós".

"Assim, não somente se constitui a universidade mas também se ajuda a humanidade a viver", observou o prelado.

Já o cardeal Ruini assegurou que a fundação não pretende ser "um órgão de governo", mas sim "de direção": "orientar as atividades da fundação a níveis absolutos de excelência".

Este novo organismo trabalha em colaboração estreita com a "Joseph Ratzinger Papst Benedikt XVI. - Stiftung", criada em 2004 na Alemanha, e que busca organizar iniciativas de valor cultural e científico.

Outras instituições que manifestaram interesse em colaborar com esta nova iniciativa são o instituto Bento XVI, de Ratisbona, cujo fim é editar todos os escritos de Ratzinger; e a fundação Heimathaus, de Marktl.

Fonte: Zenit
 

Domingo turbulento de eleições no Haiti

12 dos 19 candidatos à presidência do Haiti pediram hoje a anulação das eleições presidenciais e legislativas realizadas neste domingo, 28 de novembro, por suspeita de "fraude generalizada" em favor da candidata da situação, Jude Celestin. O órgão correspondente ao Tribunal Eleitoral negou a anulação das eleições, e isso deu início a uma série de novas denúncias, que foram aumentando ao longo do dia.

A candidata apontada pelas pesquisas como favorita, Mirlande Manigat, esteve à frente das denúncias. Segundo ela, havia urnas já "cheias" antes de começar as eleições e representantes do partido do governo dormiram nos centros de votação de sábado para domingo.

Segundo a agência EFE, um grupo de 10 a 12 pessoas foram a diferentes zonas eleitorais e depositaram vários votos nas urnas, diante da surpresa e da complacência dos mesários. Os meios de comunicação haitianos denunciaram ainda o voto feito através do uso de carteiras de identidades de pessoas mortas no terremoto.

A candidata da situação, Jude Celestin, pediu calma aos seus simpatizantes, não considerou as denúncias e declarou que o dia das eleições transcorreu normalmente.

O fechamento dos colégios eleitorais coincidiu com uma série de manifestações contra o atual presidente, René Préval, e Jude Celestin em diferentes pontos da capital Porto Príncipe e de outras cidades. Seis pessoas foram presas e uma foi morta.
 
Fonte: Rádio Vaticano
Local:Porto Príncipe    

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Aparecida - O Milagre estreia dia 17 de dezembro nos cinemas

Um empresário em crise e desesperado com um grave acidente do filho é tocado pela graça de um milagre de Nossa Senhora Aparecida que lhe restitui a fé e a possibilidade de  um acerto de contas com o passado, com a família e, sobretudo, consigo mesmo. Desesperado diante da perda, Marcos – interpretado por Murilo Rosa - revive também a história do surgimento da Padroeira do Brasil. A partir desse encontro, sua conversão terá conseqüências surpreendentes e emocionantes. Com direção de Tizuka Yamasaki, Aparecida - o Milagre, será lançado dia 17 de dezembro. Filmado ao longo de seis semanas em São José dos Campos e em Aparecida, o filme tem cenas no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, que recebe a visita de nove milhões de devotos por ano.

  Acompanhe e se emocione com o making of do filme


No elenco: Murilo Rosa, Maria Fernanda Cândido, Leona Cavalli, Bete Mendes, Rodrigo Veronese, Janaina Prado, Dandara Marian e Jonatas Faro, em sua estreia no cinema, como o jovem Lucas,  e apresentando Vinicius Franco, como Marcos menino. O longa tem produção de Gláucia Camargos e Paulo Thiago através Vitória Produções. O roteiro é assinado por Marco Schiavon, também autor do argumento, Carlos Gregório,  Pedro Antonio e Paulo Halm.  Aparecida- o Milagre tem fotografia de  Luis Abramo, direção de arte de Yurika Yamasaki e trilha sonora original de Paulo Francisco Paes.
 

Fonte: Julia Ribeiro - Católica Net
Local: Aparecida

Por Cristo Vou

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Lançado em Santarém o projeto 1 milhão de bíblias

O lançamento ocorreu na quinta-feira,18, nas comunidades São Joaquim do Tapará, zona rural (região do rio Amazonas), e na comunidade Santíssimo Sacramento, zona urbana da diocese, através de visitas às comunidades e celebrações eucarísticas.

O evento contou com a presença do Secretário Geral do CNBB, dom Dimas Lara Barbosa e da assessora para Projetos Institucionais e coordenadora da Campanha Nacional de Doação de 1 Milhão de Bíblias, Sônia Minder.

Na manhã de sexta-feira,19, dom Dimas e Sônia Minder concederam uma coletiva de imprensa sobre o assunto.

Durante o lançamento, dom Dimas destacou a necessidade de dinamizar a evangelização no Brasil, e o incentivo às famílias para leitura da Palavra de Deus faz parte do processo evangelizador.

Agradeceu aos mantenedores e aos milhares de doadores espalhados em todo o Brasil. Disse ainda, que o que a Igreja na Amazônia tem de mais valioso é o povo. "Pessoas que não medem esforços para levar a Boa Nova do Reino nos locais mais distantes da Amazônia com a alegria e a certeza de quem vive a experiência pessoal com Jesus".

O kit do material consta de uma bíblia, um livro Eu Creio - pequeno catecismo, um folheto “ABC de leitura bíblica” e o livro Deus fala a seus filhos para as crianças.

A diocese de Santarém receberá 20 mil kits. Em todo o Regional Norte II (14dioceses) serão 177 mil. Até agora já foram contempladas 22 dioceses do país com 231 mil kits entregues.

De acordo com a coordenadora do projeto, Sônia Minder, na medida em que os recursos forem captados, os kits serão doados.

A diocese de Santarém deverá incentivar a doação em dinheiro nas comunidades e paróquias para que outras famílias possam também ter a oportunidade de ter e ler a Palavra de Deus em casa.

Dom Dimas fez a entrega simbólica do material ao bispo diocesano, dom Esmeraldo de Farias, na reunião do Conselho de Pastoral da Diocese.

Fonte: PASCOM/Diocese de Santarém

Lei sobre tráfico de pessoas não criminaliza trabalho escravo

A Rede Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas recomendou ao Estado brasileiro que inclua na legislação penal o tráfico de pessoas para o trabalho análogo à escravidão e para o comércio de órgãos. Atualmente, somente o tráfico voltado para a prostituição é criminalizado.

As sugestões foram feitas durante um encontro nacional ocorrido no início do mês, em Minas Gerais. Elas deverão compor o II Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. Entre outras iniciativas, foi apontada a necessidade de fortalecimento do serviço de denúncias "Disque 100" e a inclusão do tema no currículo dos centros de formação de policiais.

Segundo estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), cada ser humano transportado ilegalmente de um país para outro rende aproximadamente US$ 30 mil para os criminosos. Mais de 83% das vítimas são mulheres, sendo que 48% são menores de 18 anos.

Na maioria das vezes as vítimas são enganadas com promessas de emprego, mas ao chegarrem no destino seus passaportes são confiscados e elas não podem retornar ao país de origem. De acordo com o Protocolo de Palermo, no qual diversos países se comprometem a combater o tráfico de seres humanos, o crime se caracteriza mesmo com o consentimento da vítima.

Fonte: Rádio Agência NP - Jorge Américo

Desenvolvimento Sustentável: É possível?

Marcus Eduardo de Oliveira *
Em seu mais recente livro "Cuidar da Terra , Proteger a Vida", Leonardo Boff assevera que: "Em 1961, precisávamos de metade da Terra para atender às demandas humanas. Em 1981, empatávamos: precisávamos de uma Terra inteira. Em 1995 ultrapassamos em 10% sua capacidade de reposição, mas era ainda suportável".

No entanto, os alarmes disparados continuaram anunciando a expansiva agressão sofrida pela Terra. O calendário marcava o dia 23 de setembro de 2008 vaticinado pelos estudiosos como o Earth Overshoot Day, ou seja, o dia da ultrapassagem da Terra. A partir dessa data constatou-se, em escala universal, que a Terra ultrapassou em 30% sua capacidade de suporte e reposição.

A partir disso, o que pensar, o que fazer? Continuar de forma desenfreada a exploração/dilapidação dos recursos naturais sem limites ou fazer a reversão de forma rápida? Continuar priorizando o mercado que exige mercadorias diversificadas a todo instante ou olhar com respeito e atenção redobrada para a qualidade de vida? Continuar com a prédica traçada desde os trabalhos seminais das ciências econômicas que pontuam que crescimento econômico é remédio eficaz para a cura dos males sociais ou fazer com que essa mesma ciência esteja submetida ao projeto de vida, cuja essência é a qualidade e não a quantidade?

Respostas a essas dúvidas estão soltas por aí, embora haja mais dissenso que consenso em matéria de se pensar a intrincada relação economia - natureza -recursos - desejos - produção - consumo.

Eric Hobsbawn, um dos maiores intelectuais do século XXI, a esse respeito já se posicionou: "Ou ingressamos num outro paradigma ou vamos de encontro à escuridão". Por outro paradigma, o renomado historiador quer dizer que não basta fazer mudanças no sistema, é preciso mudar o sistema.

Destruir a natureza em troca dos apelos da voracidade do mercado de consumo é, antes disso, destruir as teias que sustentam a vida. O mercado, assim como toda a economia, depende de algo que está acima de tudo isso: a natureza. A economia, como atividade produtiva, é apenas um subproduto do ambiente natural e depende escandalosamente dos mais variados recursos que a natureza emana. Nós, seres humanos, como todos os seres vivos, somos partes e não o todo desse ambiente natural que contempla a riqueza do viver.

É forçoso ressaltar que não estamos na Terra; somos a Terra. Não ocupamos a natureza como meros partícipes dela; somos a própria natureza a partir do fato de sermos feitos de poeira estelar. Dependemos da natureza, das terras agricultáveis, da água, do ar, do sol, da chuva, do fitoplâncton (algas microscópicas unicelulares) e dependemos das estrelas. Isso não é prosa nem verso; é fato! São as estrelas, com uma capacidade ímpar de brilhar e, por isso, com o poder de nos afastar o medo da noite, que convertem hidrogênio em hélio pela fusão nuclear e, dessa combinação, permite-se aflorar o potássio, o oxigênio, o carbono, o ferro que vão se localizar nos aminoácidos (unidades químicas que compõem as proteínas) e nas proteínas (que formam os músculos, os ligamentos, os tendões, as glândulas, enfim, que permitem o crescimento ósseo). Sem isso a vida não seria possível. Somos natureza ainda por razões filológicas (estudo científico de uma língua). Não por acaso, somos originários do Adão bíblico (Adam, em hebraico, significa "Filho da Terra"), ainda que isso seja puramente metafórico. Somos natureza quando nos damos conta ainda de que pelo aspecto filológico a palavra homem/humano vem de "húmus", cujo significado é "terra fértil".

Cada vez que percebemos avançar esses assuntos, mais ainda vamos aprofundando a importância do tema. As preocupações ecológicas, vistas num passado não muito distante como apenas retóricas românticas, hoje, para nossa felicidade, ocupam a agenda das principais lideranças governamentais.

Em certa medida, parece ser consenso que estamos falando de uma perspectiva que envolve, na essência, a manutenção da vida pelos íntimos laços que temos para com a mãe Terra, também chamada Gaia.

Isso é do interesse de todos e de todas, e não mais dos praticantes da militância verde - os primeiros a chamar a atenção para esses graves assuntos.
Nesse pormenor, é oportuno resgatarmos a argumentação do educador canadense Herbert M. McLuhan (1911-1980): "Na espaçonave Terra não há passageiros. Todos somos tripulantes".

A economia, sendo um espaço de conhecimento das ciências humanas, não pode prescindir de ajudar na disseminação de um discurso em prol da vida, e não a favor do deus mercado como tem sido freqüente desde o surgimento da Escola Clássica no século XVIII.

Discutir desenvolvimento pelas lentes das ciências econômicas é, antes de mais nada, pensar em aspectos qualitativos, e não na atual dimensão econômica dos projetos que apontam, unicamente, para o aspecto quantitativo. Perceber a economia apenas pela quantidade de coisas produzidas é um erro abissal que somente tem feito provocar ainda mais a cultura do desperdício e da falta de parcimônia em matéria de regular a atividade produtiva, ao passo que aprofunda o consumismo, essa chaga do sistema capitalista.

Ainda hoje, mesmo diante dos mais contundentes e acirrados discursos sobre a grave crise ambiental que se estabelece, apresenta-se como sendo uma boa política econômica aquela capaz de fazer o PIB subir, independente se esse crescimento se dará nas bases da exploração/destruição ambiental.

Esquecem ou ignoram os apedeutas que tudo que cresce muito, ou explode ou esparrama. Explodir, esparramar, significa, grosso modo, perdas, desperdícios. Crescer por crescer é a base das células cancerígenas. A economia não pode mais trilhar esse caminho. Isso leva à morte. Ora, isso não é solidificável; é altamente destrutível. O caminho de qualquer economia que apenas prioriza e faz de tudo para atender aos ditames do mercado que clama por mais produção e consumo, atingindo picos de crescimentos inimagináveis, é por todos conhecido: destruição, desmatamento, poluição, escassez, extinção das espécies.

É em nome desse modelo perverso e criminalmente responsável por mortes que o mercado é abastecido enquanto a natureza é descapitalizada, ao passo que a vida é posta em risco. Uma hora qualquer - e que não seja tarde demais - alguém irá perceber que as palavras do cacique Seatlle ditas ao governante norte-americano em 1854 estavam pontualmente certas: "(...) Eles vão perceber que não dá para comer dinheiro".

Para o bem de todos é necessário aludir que não se pode medir crescimento de uma economia quando se derruba uma árvore, se polui um rio, se contamina uma nascente. Isso tem outro nome: insanidade.

Não há economia que prospere sustentavelmente nas bases dessa patologia. Para atenuar esse discurso, os economistas modernos criaram a expressão desenvolvimento sustentável. No entanto, não são poucos os que cometem outro equívoco na vã esperança de que essa palavra mágica (sustentável) seja de fato algo aplicável.

Todavia, resta-nos indagar: sustentável para quem? Como? Quando? Onde? A continuar a exploração desenfreada, não é possível sustentar esse crescimento. Logo, a expressão é, por si, falaciosa. Num projeto de desenvolvimento que se pauta pelas linhas mestras da competição, não é factível que seja algo sustentável, uma vez que essa competição, feita pelos mecanismos conhecidos, apenas produz exclusão à medida que uns poucos ganham e triunfam sobre a derrota de centenas de milhões de pessoas.

Se milhares são (e serão cada vez mais) os que engrossam (e vão engrossar) as fileiras da miséria e da penúria, como é possível afirmar se tratar de desenvolvimento sustentável? Só há sustentabilidade quando todos/todas participam, sem exclusão. Exclusão é conceito que não combina com a abrangência do termo sustentabilidade.

Ademais, argumenta-se, insistentemente, que o desenvolvimento sustentável é exeqüível, pois, um belo dia, a natureza irá responder pelas demandas dos recursos renováveis. Esquecem-se os que assim argumentam que o universo é finito; não aumentará de tamanho. Os recursos, muitos deles, vão acabar; muitos não são renováveis.

Assim, uma vez mais é oportuno chamar a atenção de que o termo "sustentável" é pouco confiável. L. Boff refletindo sobre isso no livro citado no início dessas palavras pondera que "(...) sustentabilidade deve ser garantida, primeiramente, à Terra, à humanidade como um todo, à sociedade e a cada pessoa". A economia (ciência) em seus poucos mais de 230 anos precisará avançar muito ainda para englobar com primazia esse termo em seus predicados. Exclusivamente pelas raias da competição nada se conseguirá.

De toda sorte, a escala de valores que deve predominar então, caso queiramos priorizar a vida, deve incluir a cooperação, a partilha, a solidariedade, a comunhão, o compartilhamento. Definitivamente, o projeto econômico precisa estar à serviço da vida em suas dimensões, incluindo, principalmente, a perspectiva ecológica. Urge pensarmos na perspectiva de que o modelo aí posto está errado e já passou da hora de propor alternativa. A vida tem pressa e o relógio do tempo passa rápido demais.

* Economista brasileiro. Especialista em Política Internacional e Mestre em Integração da América Latina (USP). Professor de economia da FAC-FITO e do UNIFIEO, em São Paulo. Articulista do Portal EcoDebate e da Agência Zwela de Notícias (Angola) e do jornal Diário Liberdade (Galiza).
prof.marcuseduardo@bol.com.br
twitter.com/marcuseduoliv
http://blogdoprofmarcuseduardo.blogspot.com

Fonte: http://blogdoprofmarcuseduardo.blogspot.com

Violência contra mulheres aumenta risco de HIV

"Minha mãe me batia, me trancava e depois começou a me acorrentar à mesa", conta Elizabeth. Teresa estava grávida de sete meses quando seu marido a agarrou pelos cabelos, a jogou no chão e começou a pisar nela. Estes são testemunhos de mulheres vivendo com HIV/aids publicados em um informe divulgado ontem em Buenos Aires, que revela as diferentes formas de violência que sofrem a maioria destas mulheres ao longo de sua história.

A pesquisa "Duas faces de uma mesma realidade. Violência contra as mulheres e o HIV/aids em Argentina, Brasil, Chile e Uruguai" afirma que 78% das entrevistadas nos quatro países sofreram algum tipo de violência em sua vida. Quando as mulheres contraíram o HVI, muitas já traziam uma longa história de abuso e violência de gênero que as deixou mais vulneráveis, diz o estudo.

Foram entrevistadas 399 mulheres com o vírus nesses países, e 70% disseram ter sofrido violência psicológica, a mais citada, que se manifesta em humilhações, insultos, piadas e desprezo. Além disso, 55,6% sofreram violência física por parte de pais, padrastos, cuidadores e cônjuges, como empurrões, tapas, socos com os punhos e objetos, surras, chutes, queimaduras e enforcamento.

As entrevistas foram feitas em pares. Na Argentina, participaram dez mulheres da Rede Bonarense de Pessoas Vivendo e Convivendo com HIV/aids. Uma delas, Caty Castillo, contou à IPS que as mulheres não consideravam os fatos de violência sofridos como algo mau. "Inclusive isso aconteceu conosco, entrevistadoras. Quando fizemos o questionário primeiro entre nós mesmas, nos demos conta de que muitas havíamos passado por situações de violência e abuso e não havíamos considerado isso algo ruim", admitiu.

As mulheres foram citadas apenas pelo primeiro nome. Assim, Griselda, do Uruguai, conta: "Meu pai gostava de bater muito em mim. Não sei o motivo. Não eram palmadas ou uma surra. Me amordaçava, colocava esponja na minha boca". Quase 60% das entrevistadas viram a mãe sofrer agressões de seus companheiros, e depois elas sofreram ataques de seus companheiros. "Colocou uma faca no meu pescoço, cortou meus punhos, me batia por ciúmes", contou Florencia, também do Uruguai.

O estudo, compilado pela médica Mabel Bianco e pela socióloga Andrea Mariño, da Argentina, diz que "a família, suposto resguardo do mundo afetivo, não parece ser o meio mais seguro para muitas destas mulheres". As especialistas pertencem à Fundação para Estudo e Pesquisa da Mulher da Argentina, que trabalhou nas entrevistas junto com a organização brasileira Gestos, a chilena Fundação Educação Popular em Saúde e a uruguaia Mulheres e Saúde.

Andrea explicou à IPS que "as mulheres que sofreram violência ao longo de suas vidas são mais vulneráveis à infecção porque, em geral, perdem autonomia, autoestima e também capacidade de negociar o uso do preservativo". Por exemplo, as entrevistadas confessam que foram vítimas de violência sexual em alta porcentagem (36,3%), quase sempre cometidas por seus companheiros, e também abuso sexual em grandes proporções (32,8%) na infância e adolescência.

"Há uma naturalização da violência na vida de muitas destas mulheres desde a infância. Não têm registro de que isso não é normal, que é um crime", ressaltou Andrea. Sobre violência sexual há diversos testemunhos. "Eu não queria quando ele estava drogado", conta Sandra, do Uruguai. "Se queria fazer, me obrigava, me pegava, e eu tinha de fazer porque era o pai de meus filhos", contou. Muitas das mulheres entrevistadas também recordaram episódios de abuso sexual na infância, e não apenas toques. "Ele (seu pai) quando eu tinha cinco anos me violentou até os sete, oito anos, e foi uma experiência muito ruim", assegurou a chilena Iris.

A entrevistadora Castillo, concordou que a maioria, das que admitiram ter sofrido abuso, o considerou algo "normal" porque os responsáveis eram familiares próximos. Apesar da evidente ligação entre violência de gênero e HIV, o estudo alerta para uma "preocupante limitação de dados oficiais" nos quatro países, o que impede "dimensionar a magnitude do problema". A pesquisa também traça um panorama sobre as características da epidemia na sub-região e destaca alguns avanços, como universalização dos tratamentos para combater o vírus e as leis contra a violência.

"Não há programas governamentais nacionais que articulem estratégias para mitigar as duas pandemias", diz o informe, com exceção do Brasil, onde existe um plano nesse sentido, mas que ainda não foi implementado. Quando conhecem o diagnóstico, na maioria das vezes as mulheres reagem com surpresa porque não se consideram um grupo de risco por terem um companheiro estável e heterossexual. "Pensava que isso nunca aconteceria comigo", disse uma delas.

Segundo o informe, falta uma boa articulação entre as políticas para enfrentar a violência contra as mulheres e os temas de saúde, fato que dá lugar, reiteradamente, à violência institucional. Uma das entrevistadas na Argentina contou que quando seu ginecologista ficou sabendo que ela tinha o vírus causador da aids não quis mais atendê-la. "Falou que não atendia pessoas com HIV", disse. Outra, do Uruguai, que tinha consigo uma Bíblia, contou que quando a médica a informou sobre o diagnóstico também disse: "Lê muito a Bíblia, mas não é nenhuma santa". Por isso decidiu abandonar o tratamento.

Diante desta realidade, as pesquisadoras fazem 20 recomendações. Entre elas, promover políticas públicas integrais que articulem a prevenção e a atenção das duas pandemias a partir de uma perspectiva de gênero.

Fonte: Marcela Valente, da IPS - Envolverde

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Seminário do Cimi discute mudanças climáticas

Termina amanhã o 3º Seminário Nacional de Formação do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), que acontece em Luziânia (GO) desde segunda-feira, 22, com o tema “Mudanças Climáticas e Grandes Projetos”. Nesta terça-feira, 23, o economista e professor da Universidade Católica do Equador, Pablo Dávalos, falou sobre a ruptura que consiste o bem viver, “frente a uma sociedade capitalista de processos de acumulação violentos”. “O liberalismo não compreende o bem viver. O marxismo também é insuficiente para entender este conceito”, disse o professor.

Segundo o professor, o conceito de bem viver não é sociológico, e sim político. “É uma ruptura radical ao capitalismo, porque diz não à mercantilização da natureza e do ser humano”, acentuou. Dávalos comparou o neoliberalismo com o pós-neoliberalismo, afirmando que, no primeiro, há privatização e acumulação monetária, enquanto no segundo, há uma sede em tomar os territórios, a soberania das populações e seu meio ambiente.

Na América Latina, o que acontece atualmente, de acordo com Dávalos, é a criminalização de quem defende sua terra, seu espaço. Segundo o professor, a situação se repete em vários países, como México, Equador, Bolívia, Guatemala e Brasil.

A segunda palestra do dia foi ministrada pelo engenheiro florestal e membro da Via Campesina, Luiz Zarref, que discorreu sobre as origens e causas da questão ambiental e as crises pelas quais o mundo está passando, além do impacto do ser humano na natureza. “É fundamental ter a clareza de que é o capitalismo que leva à crise ambiental que vivemos”, disse Zarref.

O engenheiro destacou que a sociedade por uma grande crise do modelo de produção hegemônico, que se divide em várias crises pontuais: crise alimentar, energética, política, ambiental. “É uma crise sistêmica”, apontou Zarref.  Para o engenheiro, a discussão sobre os impactos do ser humano já existe há mais de dois séculos, com o início da Revolução Industrial. “O planeta sempre estará gritando contra o capitalismo!”, ressaltou.

De acordo com Zarref, o termo mudanças climáticas ainda não é algo muito preciso para a maioria da sociedade. Segundo disse, no próprio meio científico ainda há discussões, visto que é um conceito novo, criado nos últimos dez anos. Zarref apresentou como exemplos das mudanças que afetam o clima as secas na Amazônia e o aumento da temperatura dos oceanos.

“Os impactos são muito fortes e o capitalismo vem tentando apresentar propostas para diminuir estes problemas, mas na verdade são falsas soluções”, afirmou Zarref. “O capital propõe mudanças na matriz energética, mas não propõe a discussão sobre aonde vão as energias. Sugerem a fabricação de carros ecológicos, mas não discutem o transporte coletivo”, sublinhou.

A Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD) é, segundo Zarref, “mais uma forma de enganar que o capitalismo criou”, pois os países não querem discutir redução da emissão de gases. “O REDD não é dinheiro fácil, eles não querem que o desmatamento acabe, e sim os grandes territórios, como as terras indígenas”, afirmou.

A solução para esses problemas, na visão do engenheiro, é pensar a autonomia dos povos e a auto-sustentação. “É preciso conhecer experiências de enfrentamento pelo mundo, conhecer os termos utilizados nas discussões da problemática”, destacou.

Mais informações no site do Cimi.

CNBB/CIMI

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Diocese de Jataí dá continuidade ao Projeto "Juventude em Missão. Aqui tem PJ!

A Pastoral da Juventude (PJ) da diocese de Jataí (GO) realizou no domingo, 21, mais uma etapa do projeto “Juventude em Missão. Aqui tem PJ”, que vem sendo realizado desde o início do ano e seguirá até agosto de 2011. Desta vez, a PJ esteve em Chapadão do Céu,  interior de Goiás.

Jjovens e assessores da coordenação e assessoria da PJ da diocese de Jataí (GO) se reuniram com o pároco de Chapadão do Ceú, padre Jacó, e com o Grupo de Jovens Unidos no Amor de Cristo (JUAC), para um momento de oração e conversa sobre a realidade da juventude e do grupo de jovens na cidade.

“Assim como o coração dos discípulos de Emaús arderam quando eles caminharam com Jesus e o reconheceram no partir o pão, nosso coração ardeu na realização de mais uma visita dentro do Projeto ‘Juventude em Missão. Aqui tem PJ!’, aqui em Chapadão do Céu, onde mais uma vez vislumbramos o Divino que faz morada na Juventude”, disse o jovem Luis Duarte, participante do projeto.

Fonte: CNBB

Missa encerra 1º Congresso de Leigos da arquidiocese de São Paulo

A arquidiocese de São Paulo reuniu, no domingo, 21, mais de seis mil pessoas no Ginásio Mauro Pinheiro, no Ibirapuera, para a missa de encerramento do seu 1º Congresso de Leigos. A celebração, que festejou Cristo Rei e comemorou o Dia Nacional dos Cristãos Leigos, foi presidida pelo bispo auxiliar da arquidiocese, dom Tomé Ferreira da Silva, e concelebrada pelos demais bispos auxiliares. "O que qualifica o fiel não é o que ele faz na Igreja, mas o que dela recebe e transforma
   
em fonte de vida ao mundo", disse dom Tomé, que responsável pelo acompanhamento do Congresso.

De Roma, onde participava da cerimônia de criação dos novos cardeais, o arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Pedro Scherer, enviou mensagem saudando os leigos de sua arquidiocese.

"Vocês, mais que ninguém, são os apóstolos do Evangelho no meio do mundo; cabe-lhes, pois, iluminar e ordenar de tal modo todas as coisas temporais, às quais estão intimamente ligados pela vida e pelo seu trabalho, que nelas o reino de Deus apareça e Deus seja glorificado. A participação ativa e dinâmica dos leigos na vida e missão da Igreja decorre da sua própria vocação cristã e não poderia nunca faltar", disse dom o cardeal.
O Congresso

O Congresso, encerrado no domingo, foi realizado em três etapas ao longo de 2010 e discutiu o tema "Cristãos leigos, discípulos e missionários de Jesus Cristo na cidade de São Paulo", orientado pelo lema "Vós sois o sal da terra; Vós sois a luz do mundo" (Mt 5,13-14).

Os delegados das regiões da arquidiocese, que se reuniram para a conclusão do Congresso, aprovaram 173 propostas de ação pastoral elaboradas durante o processo dos trabalhos. Os leigos aprovaram também uma carta em que manifestam sua disposição de trabalhar em comunhão com toda a arquidiocese.

"Em comunhão com os ministros ordenados - bispos, padres e diáconos - e com os religiosos presentes na cidade, nós leigos nos mobilizamos para executar as muitas atividades que compunham todo o Congresso e que procuraram envolver todos os âmbitos da vida da Igreja em São Paulo", diz a carta.

O assessor teológico que acompanhou Congresso em todas as suas etapas, cônego Antônio Manzatto, destacou que ao longo do evento foi possível perceber alguns frutos, como a retomada da teologia do Concílio Vaticano 2º. "Já na primeira fase, [realizada] nas bases, se percebia uma retomada da compreensão da Igreja como Povo de Deus", disse.

De acordo com o teólogo, a segunda fase, nas regiões episcopais, continuou a refletir a teologia do Vaticano II à luz dos diversos temas abordados pelas oficinas.

"Na segunda fase do congresso, cristãos de realidades diferentes colocaram em comum suas experiências, formando uma comunidade de comunidades", explicou. "Somos uma Igreja particular que precisa construir pontes entre as pessoas. A missão na cidade é a principal referência da Igreja", concluiu o teólogo.


Fonte: CNBB - Foto: Luciney Martins
Local: Brasil

População vai pagar caro por água da transposição do Rio São Francisco

A população dos estados do Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará vai pagar a água mais cara do país após a concretização das obras de transposição do Rio São Francisco. O valor por mil litros da água será de aproximadamente R$ 0,13. A informação foi publicada portal Folha.com. O valor será recebido pela estatal Agnes. Aproximadamente 12 milhões de pessoas serão beneficiadas.

O valor elevado, segundo a estatal, está relacionado "à complexidade do projeto". Os obstáculos naturais, como a Serra da Borborema é um dos fatores que explicaria o valor elevado para transportar a água no semiárido nordestino. O valor cobrado em outras bacias hidrográficas no Brasil é de aproximadamente R$ 0,01 a R$ 0,02 por mil litros.

De acordo com o governo, as obras do São Francisco devem beneficiar os pequenos agricultores das terras secas do sertão e do agreste nordestinos. O projeto vem gerando muita polêmica. Os movimentos sociais criticam os argumentos do governo de que a transposição do São Francisco é importante para acabar com a seca no Nordeste Setentrional. O próprio governo admite que apenas 5% da população do semiárido será favorecida pelo projeto, sendo que 70% da água será utilizada em irrigações e para a criação de camarão.

Fonte: Rádio Agência NP - Danilo Augusto

Campanha de sensibilização sobre a AIDS

Celebra-se no dia 1° de dezembro próximo, o Dia Mundial de Luta contra a AIDS.

Em vista desse evento, o Conselho das Igrejas na Índia (NCCI) lançou uma campanha para sensibilizar as pessoas sobre os direitos dos portadores do vírus HIV. A campanha pretende também favorecer o reconhecimento do direito de acesso à prevenção, assistência médica e ajuda a essas pessoas.

O tema da edição deste ano é "Acesso universal e direitos humanos". O NCCI convida os cristãos a celebrarem o Dia Mundial de Luta contra a AIDS participando de encontros comunitários de oração e acendendo uma vela como gesto de solidariedade.

"O Advento é um Tempo de esperança e espera, mas esta alegria contrasta com os sofrimentos de quem sofre por causa do vírus HIV" - ressaltou o secretário da Comissão para a Justiça do NCCI, Rev. Christopher Rajkumar.

Segundo o pastor, refletir sobre os direitos dos portadores do vírus da AIDS fará com que os cristãos vivam um Natal mais autêntico. "Como cristãos, somos chamados a dar exemplo mostrando amor, compaixão, solidariedade e ajuda a todas as pessoas que necessitam" - frisou o Rev. Rajkumar.

Atualmente na Índia, existem mais de 2 milhões e 500 mil pessoas afetadas pelo vírus. A Igreja indiana está há vários anos engajada com programas de prevenção e assistência, mas também contra as discriminações das pessoas soropositivas. Quase 80% dos centros que cuidam dos soropositivos no país, são administrados pela Igreja Católica.

Junto com cinco hospitais universitários, a rede de assistência católica se desenvolveu também nas áreas mais distantes, para garantir assistência a um número maior de pessoas. Além disso, alguns projetos são financiados junto com Fundo Global a ONU de luta contra a AIDS.
 

Fonte: Rádio Vaticano
Local: Nova Délhi - Índia

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Faculdade Diocesana de Mossoró abre inscrições para vestibular de Teologia

Nesta segunda-feira, 22, a Faculdade Diocesana de Mossoró (FDM) abre as inscrições para o vestibular do curso de Teologia – bacharelado. São 80 vagas para o turno noturno. A faculdade localiza-se em Mossoró (RN).

A taxa de inscrição para o vestibular custa R$ 50,00, e os candidatos devem ter concluído o ensino médio. Serão realizadas provas que abrangerão as áreas de conhecimentos de Códigos e Linguagens e Ciências Humanas. As matrículas para os aprovados acontecerão de 28 a 31 de janeiro de 2011. O curso tem duração de semestres e carga horária de horas/aula.

As inscrições se encerram no dia 10 de dezembro.

Para maiores informações, ligue (84) 3318-7648.

Fonte: CNBB

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Atividades de verão


Fonte: Achietanum

Anchietanum convida: 27º Acampamento amigos do senhor

Documento final do III Encontro Continental do Povo Guarani

Nós, representantes de diferentes organizações indígenas da Nação Guarani na Argentina, Bolívia, Brasil e Paraguai, nos reunimos na cidade de Assunção, Paraguai durante o III Encontro Continental do Povo Guarani dando continuidade ao I Encontro Continental realizado em São Gabriel/RS Brasil, em 2006 e do II Encontro Continental que aconteceu na cidade de Porto Alegre/RS Brasil em 2007. Hoje, sob o tema Terra-Território, Autonomia e Governabilidade, animando permanentemente nossos corações pelas palavras sábias de nossos anciões e anciãs, buscando compreender a partir das coincidências em longos debates e profundas reflexões realizadas sempre de acordo com os princípios de respeito e consensos, tradicionais em nossas culturas, queremos fazer chegar ao mais profundo do espírito das autoridades, nacionais e internacionais e a todos os cidadãos dos lugares que habitam nosso pensamento nestas palavras.

CONSIDERANDO

- Que a Nação Guarani sempre teve um espaço territorial próprio o "Yvy maraê´y" ou Terra Sem Mal que extrapola fronteiras.

- Que desde a cosmovisão da Nação Guarani, parte de nossas milenárias culturas: o fogo, o ar, a terra e a água, constituem uma unidade e são elementos vitais para a vida; a terra sagrada é a vida para nossos povos.

- Que a Nação Guarani a partir da sua cosmovisão sempre buscou evitar confrontações com os que se apropriaram de seu território, de forma violenta na maioria das vezes.

- Que desde a demarcação das fronteiras nacionais a Nação Guarani ficou fragmentada e dividida geopoliticamente em etnias, comunidades, aldeias, famílias, condição esta que enfraqueceu significativamente seu projeto espiritual, cultural e linguístico como Nação.

- As transnacionais e/ou multinacionais, com o apoio dos diferentes governos no poder não respeitam os direitos consuetudinários e coletivos da Nação Guarani, destruindo territórios, expulsando comunidades.

- Os diversos governos não atendem as demandas da Nação Guarani apesar da existência de normas nacionais e internacionais que protegem e promovem os direitos dos povos indígenas; como o Convenção 169 da OIT, a Declaração das Nações Unidas e as leis nacionais, Constituições e Leis dos Estados.

- São exemplos do afirmado acima que o Poder Judiciários brasileiro autoriza despejos de comunidades da Nação Guarani de seus territórios, contra as leis e os protegem.

- O não cumprimento, pelo governo brasileiro, do art. 231 da sua Constituição Federal, sobre a demarcação das terras; da mesma forma o governo argentino não cumpre a lei 26.160 "de Emergencia de la tierra comunitaria indígena" para a demarcação territorial.

- Na Argentina se pretende vender o Lote 08 da reserva da Biosfera Yaboti, declarada pela UNESCO em 1992, a uma Fundação com fundos europeus, quando ali vivem ancestralmente duas comunidades da Nação Guarani

- A Nação Guarani no Paraguai sofre uma perda constante de seu território ancestral fruto de uma carência de políticas efetivas orientadas em defesa do mesmo

- Existem inúmeras comunidades que vivem em condição subumanas, sem as mínimas condições de segurança física, de saúde e alimentação.

- Na Bolívia a demanda de Território pela Nação Guarani ainda não resultou em total titulação das terras que ocupam.

- Que a destruição massiva e constante dos recursos naturais, por parte das empresas transnacionais, está deteriorando os bens florestais indiscriminadamente no território Guarani na Argentina, Bolívia, Brasil e Paraguai, gerando danos irreparáveis, fezendo-os sofrer os efeitos das mudanças climáticas, das quais não são os responsáveis.

- Que a construção das Hidrelétricas Binacionais (Itaipu e Yaceretá) no território Guarani, sem consulta a nossa Nação, produziu não apenas irreparáveis danos ambientais, como também violação dos direitos territoriais, culturais e religiosos da Nação Guarani.

EXIGIMOS:

1. Dos governos da Argentina, Bolívia, Brasil e Paraguai o reconhecimento como Nação Guarani e sua condição de Transterritoriais e Transfronteiriços e que por esta razão devem ter os mesmos direitos de saúde, educação e trabalho nos quatro países.

2. Dos governos da Argentina, Bolívia, Brasil e Paraguai dêem reconhecimento constitucional a Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas e a Convenção 169 da OIT.

3. Que deixem de entregar às empresas transnacionais, multinacionais e nacionais territórios da Nação Guarani para sua exploração e devastação, transgredindo os direitos coletivos que os protegem.

4. Do governo da província de Misiones - Argentina - a não autorização da venda do Lote 08 - território Guarani - na reserva da biosfera Yaboti.

5. A demarcação imediata de todas as terras e territórios Guarani. Cumprimeto da lei 26.160 da Argentina e que no Brasil o Supremo Tribunal Federal julgue imediatemente todos os processos de demarcação no estado do Mato Grosso do Sul, respeitando o artigo 231 da Constituição Federal de 1988.

6. A não instalação de novos mega-represas comprometendo territórios Guarani e que tanto as Binacionais Itaipu e Yaceretá reconheçam o dano causado as comunidades, restituindo seus territórios.

7. Do governo Boliviano o cumprimento das exigências de maiores extensões de terra à Nação Guarani.

8. Que os espaços políticos internacional impeçam a criminalização das exigências da Nação Guarani.

9. Punição aos que cometeram crimes que afetaram indígenas na luta pelos seus direitos.

10. Que sejam respeitados aos avanços conquistados pela Nação Guarani nos espaços políticos nacionais e internacionais.

11. Que as empresas transnacionais respeitem as normas ambientais, que evitem a destruição massiva e constante dos recursos naturais por parte das mesmas.

12, Que todos os países sobre os quais incide o território da Nação Guarani compreendam e tomem consciência que os direitos sobre a Terra e o Território são inalienáveis e imprescritíveis.

RESOLVEMOS:

PRIMEIRO - A terra e o território são direitos inalienáveis da Nação Guarani, são a vida de nossas cosmovisões; condição que nos permite ser livres e autônomos "IYAMBAE".

SEGUNDO - Consolidar nossa organização em cada um dos países com presença Guarani a fim de efetivar nossas demandas como Nação Guarani.

TERCEIRO - Constituiu-se um Conselho Continental da Nação Guarani para a articulação com Argentina, Bolívia, Brasil e Paraguai em suas demandas reivindicatórias, e com ele fortalecer nosso desenvolvimento econômico, social e político.

QUARTO - Participar em todas as instancias democráticas do Argentina, Brasil e Paraguai segundo nossos usos e costumes como Nação Guarani conseguindo desta maneira fazer chegar as nossas demandas as máximas instâncias de decisão política.

QUINTO - Exortamos a todos a somarem-se a essa luta, aqueles que fazem parte do pensamento e sentimento da Nação Guarani - organizamos nacionais e internacionais, ONGs, Movimentos Sociais e outros - para apoiar com propostas e projetos orientados a partir da reivindicação dos direitos consuetudinários e etno-culturais dos Guarani.

SEXTO - Nos declaramos em permanente resistência ante as violações e subjugações ocorridas em toda a extensão de nosso território como Nação Guarani.

SETIMO - Nos unimos na defesa de nossa mãe terra ante a contaminação progressiva do ambiente provocado pelas atividades de exploração do subsolo e hidrelétricas que vulneram os direitos a culta e participação da Nação Guarani.

É o que pensamos, sentimos e dizemos sobre nossos direitos coletivos e as obrigação que tem com a Nação Guarani os países que hoje ocupam nosso território, na esperança de poder conviver na harmonia e liberdade como foi o pensamento de nossos herois ancestrais.

Território Guarani - Assunção, 19 de Novembro de 2010.


Fonte: III Encontro Continental do Povo Guarani
Local: São Paulo - SP

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Igreja quer aproximar os jovens às suas paróquias

Escutar os jovens, dialogar com eles, provocar questionamentos e sugerir experiências positivas através do exemplo de quem encontrou na fé cristã uma proposta humana melhor do que aquela encontrada na sociedade de consumo. Esse é, em síntese, o significado da iniciativa lançada ontem, na Irlanda, pela arquidiocese de Dublin, intitulada Prêmio João Paulo II.

O arcebispo de Dublin, primaz da Irlanda e vice-presidente da Conferência Episcopal Irlandesa, Dom Diarmuid Martin, apresentou a iniciativa ao público, juntamente com o astro local do futebol, Alan Brogan. Segundo ele, há a necessidade de uma renovação nas paróquias, bem como do cultivo da generosidade e dos ideais para os jovens.

O arcebispo explicou que o prêmio dedicado a João Paulo II, que foi o idealizador da Jornada Mundial da Juventude, é um estimulo para tais mudanças. Ele expressa ainda a sua preocupação com a falta de interação entre Igreja e jovens, à qual atribui à falta de tempo dos jovens – que se dedicam inteiramente aos estudos e às atividades esportivas, ou "são as nossas igrejas e as nossas celebrações – pondera ele – que não são atraentes para os jovens".
 

Fonte: Rádio Vaticano
Local: Dublin - Irlanda

Pastoral da Criança celebra Dia Mundial de Oração e Ação pela Criança

A Pastoral da Criança em parceria com a Rede Global de Religiões pelas Crianças (GNRC) vai celebrar no próximo sábado, 20, em quatro capitais brasileiras: Brasília, São Paulo, Porto Alegre e Belém, o Dia Mundial de Oração e Ação pela Criança.
O tema no Brasil este ano será "Reduzir a violência, a pobreza, e construir a paz".  A Pastoral da Criança, que integra a GNRC, mobilizou a sua rede de mais de 260 mil voluntários e 1,4 milhão de famílias brasileiras acompanhadas em todos os estados brasileiros. Para isso, foi impressa a oração em folhetos e cartazes e, também impressa no Jornal da Pastoral da Criança no mês de novembro, que será rezada nas 1,4 milhão de visitas domiciliares realizadas pelos voluntários da Pastoral da Criança, no mês de novembro, e também nas 42 mil Celebrações da Vida, dia em que as crianças são pesadas nas comunidades.

A data foi instituída durante o 3º Fórum da GNRC realizado em Hiroshima, no Japão, em maio de 2008. A proposta é direcionar, neste dia, todos os anos, orações e ações, sejam elas pessoais ou em grupos inter-religiosos para a proteção dos direitos e a promoção do bem-estar das crianças.
O dia 20 de novembro foi escolhido por ser o Dia Internacional da Infância, data em que foi
   
proclamada a Convenção sobre os Direitos da Criança pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Confira a programação nas cidades

Fonte: CNBB
Local: Brasília

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Pastoral da Criança celebra Dia Mundial de Oração e Ação pela Criança

A Pastoral da Criança em parceria com a Rede Global de Religiões pelas Crianças (GNRC) vai celebrar no próximo sábado, 20, em quatro capitais brasileiras: Brasília, São Paulo, Porto Alegre e Belém, o Dia Mundial de Oração e Ação pela Criança.

O tema no Brasil este ano será “Reduzir a violência, a pobreza, e construir a paz”.  A Pastoral da Criança, que integra a GNRC, mobilizou a sua rede de mais de 260 mil voluntários e 1,4 milhão de famílias brasileiras acompanhadas em todos os estados brasileiros. Para isso, foi impressa a oração em folhetos e cartazes e, também impressa no Jornal da Pastoral da Criança no mês de novembro, que será rezada nas 1,4 milhão de visitas domiciliares realizadas pelos voluntários da Pastoral da Criança, no mês de novembro, e também nas 42 mil Celebrações da Vida, dia em que as crianças são pesadas nas comunidades.

A data foi instituída durante o 3º Fórum da GNRC realizado em Hiroshima, no Japão, em maio de 2008. A proposta é direcionar, neste dia, todos os anos, orações e ações, sejam elas pessoais ou em grupos inter-religiosos para a proteção dos direitos e a promoção do bem-estar das crianças. O dia 20 de novembro foi escolhido por ser o Dia Internacional da Infância, data em que foi proclamada a Convenção sobre os Direitos da Criança pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Confira a programação nas cidades

Fonte: CNBB
Local: Brasília    

“Há tentativas de conversão forçada de jovens cristãs ao Islã” - diz o Bispo de Luxor

“Este episódio entre dois jovens foi enfatizado para prejudicar a imagem dos cristãos” – diz à Fides Dom Joannes Zakaria, Bispo dos Coptas Católicos de Luxor, no Egito, cuja diocese compreende a aldeia de al-Nawahid in Qena, na província de Qena (Egito meridional). 

Nesta localidade, extremistas muçulmanos incendiaram casas e atividades comerciais de cristãos coptas depois que circularam boatos sobre o namoro entre um cristão e uma jovem muçulmana. “Felizmente, neste caso, a polícia interveio rapidamente e impôs imediatamente o toque de recolher, impedindo que os incidentes provocassem danos mais graves” – diz Dom Zakaria.
“Foi um episódio entre jovens transformado em pretexto para atingir os cristãos. 

Temos razões para crer num projeto calculado para converter à força os cristãos, especialmente as moças, que são as mais vulneráveis” – continua Dom Zakaria. “Sabemos de diversos episódios de jovens muçulmanos que tentam seqüestrar jovens cristãs para convertê-las ao islã” – diz o Bispo de Luxor. 

“Episódios semelhantes se verificaram de Alexandria a Assuan”. “Como cristãos do Egito nos sentimos muito próximos de nossos irmãos de fé perseguidos no Iraque. Domingo, 14 de novembro, celebrei aqui em Luxor uma Missa de sufrágio para as pessoas mortas em 31 de outubro na invasão da Igreja sírio-católica de Nossa Senhora da Salvação, em Bagdá. Muitos fiéis participaram” – diz ainda Dom Zakaria.
“ Com a dor em nossos corações, carregamos esta cruz com serenidade porque nos permite compartilhar os sofrimentos de Cristo Redentor” – conclui o Bispo de Luxor. 

Fonte: Agência Fides

Igreja hoje: Chiara Badano: Jovem, moderna e santa

No dia 25 de setembro, em Roma, aconteceu a beatificação de Chiara Luce Badano, uma jovem italiana que morreu há 20 anos, no dia 7 de outubro de 1990. Filha única de um casal que a esperou durante 11 anos, nasceu em Sassello, norte da Itália, no dia 29 de outubro de 1971. Com nove anos, entrou em contato com o Movimento dos Focolares, ao participar, juntamente com seus pais, de um encontro de espiritualidade em Roma, fato que modificou radicalmente a vida dos três membros da pequena família.

Voltou para casa renovada e irradiante. Uma intensa luz interior, que se transformou numa profunda alegria, a fez entender que Deus a amava acima de qualquer expectativa. Suas fraquezas e incoerências, que até então a humilhavam e pareciam impedir sua intimidade com ele, passaram a ser vistas como um poderoso ímã, que atraía a misericórdia divina. Sentindo-se amada gratuitamente – independentemente de seus méritos reais ou fictícios – passou a gozar de uma liberdade jamais antes imaginada, que a impelia a amar a todos. Como São João, ela não cansava de repetir: “Conheço o amor que Deus tem por mim e nele acredito!” (1Jo 4,16.)

Contudo, para ser fiel ao ideal que abraçara, diferentemente de sua homônima, Santa Clara de Assis, ela não se retirou para um convento nem abandonou a família e os numerosos amigos que sua simpatia cativava. Nem começou a passar longas horas na igreja... Pelo contrário, o seu novo estilo de vida reforçou mais ainda a graça que brilhava em todo o seu agir. Para ela, santidade era fazer a vontade de Deus. E a vontade de Deus é uma só: amar! Por isso, dedicava-se com intensidade e desapego tanto aos estudos e aos pequenos trabalhos domésticos, como aos esportes, à dança, ao canto e aos encontros de formação com os colegas que a cercavam.

Em suma, uma jovem cheia de vida, de alegria e... de projetos para o futuro, não excluído o casamento. Contudo, em 1988, quando mal completara 17 anos, durante uma partida de tênis, sentiu uma aguda dor nas costas. Os exames médicos lhe deram a pior de todas as notícias: câncer nos ossos.

Foi um baque que a jogou nas trevas mais espessas. As dúvidas e as interrogações se sucederam num ritmo crescente: “Por que isso acontece justamente comigo, que tanto luto para fazer o bem a todos? Por que Deus, que é amor, permite uma coisa dessas? Mas, se ele é todo-poderoso, por que não faz um milagre?” Pediu à mãe que a deixasse sozinha em seu quarto por quinze minutos. Em seguida, abriu a porta e, com o rosto brilhando entre as lágrimas, exclamou: “Por ti, Jesus! Se tu o queres, eu também o quero!”

As dores e provas passaram a suceder-se num ritmo crescente. Mas, diante de cada uma delas, repetia o seu sim, “sempre, logo e com alegria” – como aprendera de sua mestra, Chiara Lubich. Foi tão grande o progresso alcançado nos dois anos de doença, que disse a uma amiga: “Se tivesse de escolher entre caminhar novamente ou ir ao Paraíso, eu não teria dúvida: escolheria o Paraíso. Nessa altura, somente ele me interessa”.

No dia 19 de julho de 1990, ela escrevia a Chiara Lubich: “A medicina não tem mais nada a fazer. Ao interromper o tratamento, as dores na coluna aumentaram muito. Quase não consigo me mexer. Sinto-me tão pequena, e o caminho que devo percorrer, tão duro... Frequentemente tenho a impressão de ser sufocada pela dor. É Jesus, o Esposo, que vem ao meu encontro, não é mesmo? Sim, eu repito com você: ‘Se tu queres, eu também quero!’. Com você e com ele, tenho certeza que conquistaremos o mundo!”

De Chiara Lubich, Chiara Badano recebeu o sobrenome de “Luce”, pela luz que irradiava o seu ser e contagiava os que dela se aproximavam. Passou os últimos dias de vida preparando o que julgava necessário para o funeral, que denominou “festa de seu casamento”: os cânticos, as flores e o vestido branco. As últimas palavras que dirigiu à mãe revelam a maturidade alcançada por uma jovem que acreditou no amor: “Seja feliz, assim como eu o sou!”


Fonte: O Lutador - Dom Redovino Rizzardo
Local:Dourados, MS

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Temas e lemas das Atividades Permanentes das Pastorais da Juventude

Atividades Permanentes das PJs refletem sobre segmentos mais vulneráveis as mazelas
As atividades permanentes das PJs sempre trazem em si reflexões sobre a vida da juventude, seus direitos e também sua luta.

A Semana da Cidadania que normalmente se realiza de 14 a 21 de abril ano que vem terá o tema: Juventude, terra viva. Vamos refletir a questão da Terra que mata tantos e tantas, mas também a juventude que é essa terra boa de que nasce grandes árvores que dão tantos frutos pra sociedade. O Lema: Da mãe terra, esperança e resistência, nos leva a repensar os modelos de desenvolvimento ao interior, ao campo, às comunidades ribeirinhas que tanto clamam pelos seus direitos e uma vida digna. A Parábola do semeador Mt 13, nos iluminará para vermos as terras em que cai a semente.

A Semana do Estudante que compreende o dia do estudante 11 de agosto, esse ano de ser de 8 a 14 de agosto, será iluminada pela Multiplicação dos Pães em Mc 6, 39-44, que iluminará a resistência e a perseverança dos jovens indígenas e negros que tanto sofrem desde a colonização desta Terra. O tema é: Juventude negra e indígena: comunidades de resistência. No Lema: Dos tambores e cirandas, à luta pela vida  traremos tantos elementos da cultura destes povos dos quais o Brasil tem uma grande dívida social.

Encerrando nosso ciclo de atividades em 30 de Outubro de 2011 o Dia Nacional da Juventude traz um tema muito antigo, mas que tem ganhado cada vez mais força nos temos atuais. Vamos Valorizar a Mulher com o Tema: Juventude e protagonismo feminino. Assim, daremos mais visibilidade a tantas jovens que doam suas vidas nos grupos de base, nos movimentos populares e sociais, nas ONGs, nas cordenações das Pastorais e na sociedade Brasileira. Com sua energia, beleza e resistência construirá nosso Lema: Jovens mulheres tecendo relações de vida. Tudo isso iluminado pela Mulher samaritana Jo 4,1-42.

Ano de 2011, ano de muita mística, muita luta, muita resistência em favor desses setores da juventude que são os mais atingindos pelas desisgualdades sociais.

Fonte: Anchietanum - Edney Santos Mendonça - Representante da PJ no CONJUVE

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Brasil convoca à presidência rotativa do conselho de segurança

O Brasil é convocado a assumir a presidência rotativa do Conselho de Segurança das Nações Unidas em fevereiro de 2011. Durante o período, o país fica encarregado de presidir todos os trabalhos do Conselho, além de convocar as sessões extraordinárias. O órgão é dirigido, a cada mês, por um de seus 15 países-membros.

A presidência brasileira será ocupada pela embaixadora brasileira junto às Nações Unidas, Maria Luiza Ribeiro Viotti. Em entrevista à Rádio ONU, ela disse que, no período de presidência rotativa, será feita a renovação do mandato da operação de paz no Timor-Leste, assunto de grande importância para o Brasil e para os países de língua portuguesa.

Conforme a Organização, analistas dizem que fevereiro poderá ser um mês importante para os trabalhos do Conselho de Segurança, devido à situação no Sudão, país que está realizando dois referendos sobre o futuro da sua porção sul e da província central de Abiey, rica em recursos naturais


Fonte: Rádio Vaticano
Local:Nova York    

Setor Universidades prepara participação de jovens brasileiros na JMJ-2011

O Setor Universidades e o Setor Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) estiveram, na semana passada, em reuniões na Espanha para organizar a participação de uma delegação oficial de jovens brasileiros na próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ). O evento dos jovens com o papa acontecerá de 15 a 21 de agosto de 2011 em Madri, Espanha.

Esta é a primeira vez que a CNBB organiza uma delegação oficial para participar da JMJ. Serão enviadas duas lideranças jovens por cada uma das 276 dioceses do país, além de jovens representantes de novas comunidades com relevância nacional e de outros ligados a institutos ou congregações religiosas. Ao total, a delegação será de, aproximadamente, 400 jovens. Cerca de 50 desses jovens irão pelo Setor Universidades. Para preparar a participação deles no encontro, a assessora do Setor Universidades, irmã Eugênia, visitou as dioceses de Granada e Ávila.

Na tarde desta sexta-feira, 5, a assessora se reuniu com o encarregado das universidades na Conferência Episcopal Espanhola, padre Agustín Del Agua. Os dois conversaram sobre as perspectivas para a pré-jornada dos universitários para traçar um caminho comum. "Esperemos que este seja o início da caminhada junto à América Latina, um desejo que tenho há muito tempo", afirmou Agustín.

"Buscamos nesta caminhada também um encontro em março do próximo ano, preparado conjuntamente", disse Eugênia. Ela sublinhou que a delegação da Pastoral em Granada se mostrou entusiasmada com a iniciativa.

Ainda de acordo com Eugênia, os delegados de Pastoral Universitária se reunirão nos dias 18 e 19 de novembro de 2011. Além disso, deverá haver um encontro de jovens universitários provavelmente no dia anterior à chegada do papa para a JMJ.

Os universitários brasileiros se encontrarão com outros representantes de diferentes países da América Latina e da Espanha em Granada na semana anterior à Jornada. "Está confirmada a presença da Pastoral Universitária da Venezuela e mandamos convites para as outras delegações das conferências da América Latina", disse a assessora. Segundo ela, foi criado um grupo virtual para aproximação e comunhão das Pastorais Universitárias da America Latina.

Mais informações sobre o Congresso mundial de Ávila podem ser encontradas no site www.ucavila.es/wccu.

Fonte:CNBB

Três mil jovens anunciam o Evangelho de “porta a porta” no encerramento do mês missionário

 O bispo de Granada, Dom Jorge Solórzano, Núncio Apostólico Henryk Józef Nowacki, o clero de Granada, de Rivas e Boaco, estarão reunidos no dia 30 de outubro, junto com milhares de jovens da Diocese de Granada, para celebrar a conclusão do Mês Missionário e renovar o compromisso de anunciar o Evangelho.

O programa do dia de encerramento do Mês das Missões, enviado à Agência Fides, que se realizará na cidade de Diria, prevê o encontro no Instituto Diriagen com cerca de três mil jovens que trabalham na Diocese de Granada, a fim de trabalharem ainda mais para a evangelização.

Dom Solorzano sublinhou que "o primeiro missionário que deve bater de porta em porta é o Bispo, em seguida, todo o sacerdote em sua paróquia". "A Igreja deve ser missionária para levar a palavra de encorajamento e esperança a todas as pessoas, junto com os leigos. Não obstante façamos também um trabalho social, a nossa principal missão é evangelizar", disse o bispo.

Dom Solorzano recordou o documento de Aparecida, publicado no final do encontro dos Bispos latino-americanos, onde se afirma que "o encontro com Cristo deve dar a alegria de ser discípulos do Senhor e ter sido enviado com o tesouro do Evangelho. Ser cristão não é um peso, mas um dom: Deus Pai nos abençoou em Jesus Cristo, seu Filho, o Salvador do mundo".

Nas paróquias e igrejas, nas capelas como nos grupos e movimentos católicos, o encerramento do Mês Missionário renova o compromisso de todo cristão de anunciar o Evangelho de "porta a porta" para todas as pessoas em sua região eclesiástica.

Fonte: Agência Fides

Espaços humanitários entre a Segurança Pública e a Legalidade

Frequentemente ouvimos falar sobre situações de violência armada, desigualdade social e carência de serviços públicos em inúmeras cidades do Brasil, entre elas uma merece destaque, principalmente pelos mais altos níveis de violência, comparados com outras regiões: Rio de Janeiro, a segunda maior cidade do país.  Com suas praias estampadas em cartões postais, esconde uma mistura de riqueza e pobreza, abundância, e ao mesmo tempo, miséria.

Nesse contexto a população exige dos Estados e de suas Instituições e funcionários aprimoramento referente a serviços públicos, segurança, saúde, educação entre outros.
Com o aumento de bairros periféricos, adensados, conhecidos como favelas, o controle sobre ações que favoreçam os moradores é ainda mais escasso. Nas Organizações Não Governamentais (ONGs) e institutos surgem respostas para solucionar ou minimizar os problemas de tais comunidades.

O Comitê Internacional da Cruz vermelha (CICV) desenvolve atividades de assistência aos moradores de regiões consideradas zonas de vulnerabilidade social, com o intuito de reduzir as conseqüências humanitárias e promover o diálogo sobre princípios humanos e respeito à dignidade.

O CICV é uma organização humanitária neutra, imparcial e independente, que tem o compromisso de proteger a vida e a dignidade das vítimas de conflitos armados e de outras situações de violência. O trabalho desenvolvido pelo Comitê no Rio de Janeiro tem a parceria da Cruz Vermelha Brasileira - Filial do Estado do Rio de Janeiro (CVB/FERJ) e da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro (SMSDC), que juntos promovem ações voltadas para a saúde e de primeiros socorros comunitários. Segundo informações do CICV, o objetivo é prestar assistência em saúde mental às pessoas afetadas pela violência, a fim de aliviar seu sofrimento emocional. A cooperação técnica com equipes, como o Programa Saúde da Família (PSF) busca integrar os atendimentos de saúde mental aos recursos comunitários, promovendo ações de apoio mútuo e aumentando a integração das pessoas afetadas na comunidade.

O jurista argentino Gabriel Valladares, assessor jurídico do CICV, afirma: "Para termos um mundo civilizado, todo ser humano é regido por um conjunto de regras. É preciso ter também regras de conduta nos conflitos. Para isso, o Direito Internacional Público irá reger um país". Dentro dessa legislação temos o Direito Internacional Humanitário (DIH) e o Direito Internacional dos Direitos humanos (DDHH).


Direito Internacional Humanitário e Direito Internacional dos Direitos Humanos

 Enquanto os DDHH são aplicados em todo tempo e lugar, os DIH só podem ser exercidos em situações de Conflito Armado.  Ambos se baseiam no Direito à Vida, na proibição de tortura, de tratos cruéis, humilhantes e degradantes, discriminação em razão de raça, cor, sexo e religião. O DIH só poderá ser aplicado em guerra declarada, conflito entre forças armadas, ocupação total ou parcial do território de um Estado.  O DIH não se aplica em situações de tensão ou distúrbios interiores.
No trabalho realizado no Rio de Janeiro, o jurista disse que é preciso dar assistência à população que está com dificuldades, capacitar os moradores em primeiros socorros e divulgar conhecimentos básicos. "Nas favelas que foram classificadas como as mais perigosas, não temos problemas com as milícias ou com o governo, pois o Estado é o único que autoriza o trabalho do CICV. A primeira preocupação do Comitê é sempre humanitária e jamais jurídica. Dessa forma, colocamos a vítima em primeiro lugar e compreendemos sua realidade."

Espaços humanitários foram abertos nas favelas do Complexo do Alemão, Complexo da Maré, de Vigário Geral e de Parada de Lucas. Nessas comunidades, com o apoio dos socorristas da filial do RJ, dezenas de moradores foram inseridos nas técnicas de primeiros socorros, ao longo de vários sábados. Com esse projeto, a organização espera que os alunos tenham condições de atender os feridos por situações de violência ou acidentes domésticas, além de disseminar os conhecimentos de saúde entre seus vizinhos. "Queremos que essas pessoas saibam salvar vidas, sem distinção de nenhum tipo", diz o representante do CICV para os países do Cone Sul e Brasil, o suíço Michel Minnig.

Armas de fogo

Segundo dados da ONG Viva Rio, divulgados em março de 2004 sobre a farta disponibilidade de armas de fogo no nosso país, de um total de oito milhões de armas que existem no Brasil, três milhões são ilegais. O número é relevante, já que 70% dos homicídios registrados nacionalmente acontecem com uso de armas ilegais. A cada doze minutos morre uma vítima de arma de fogo. É importante esclarecer que cerca de 65% dos assassinatos por armas de fogo no Brasil são cometidos por cidadãos sem antecedentes criminais e 70% ocorrem por motivos fúteis.
Pode-se considerar um erro acreditar que a proibição do comércio de armas resolverá o problema. No Plebiscito realizado em 2005, o qual previa a proibição do comércio de armas, a população decidiu que não queria o desarmamento. O Estatuto do Desarmamento prevê que o porte ilegal seja tratado como crime inafiançável e a pena poderá chegar a 12 anos de reclusão.
Muitos são os conflitos entre policiais e traficantes e, nesse meio, muitos inocentes pagam com a vida pelo uso abusivo das armas e de balas perdidas. Para o coronel André Vianna, da Reserva da Polícia Militar de São Paulo, o trabalho da polícia é a manutenção da ordem pública, a prestação de auxílio. No código de conduta da Organização das Nações Unidas (ONU), o profissional deve respeitar e proteger a dignidade humana, manter e apoiar os Direitos Humanos de todas as pessoas. Todos os policiais devem portar no bolso esquerdo uma carteirinha com o código de conduta. Isso é obrigatório.

Os códigos de conduta e o uso da Força

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o uso intencional da força física ou do poder real em ameaça contra si próprio, contra outra pessoa ou contra um grupo ou uma comunidade tem grande possibilidade de resultar em lesão, morte, dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação (OMS, 2002).
Muitas são as denúncias contra policiais, pois, aparentemente, o uso da força não tem limites nas regiões mais pobres. Para Willian, morador de uma favela da zona sul, chamada favela do arrebento, a polícia é abusiva: "Na maioria das vezes acontecem conflitos dentro da comunidade, eles chegam para resolver a situação e não veem quem é bandido ou não, chegam batendo em todo mundo, até em quem nada tem a ver com a história."

De acordo com dados oficiais do Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio de Janeiro, a polícia matou 1.137 pessoas em confrontos em 2008, nos chamados "autos de resistência". De janeiro a setembro do ano de 2009, os mortos pela polícia chegaram a 805, mantendo uma média de três por dia. Dados do ISP indicam que, nos últimos 10 anos, foram mais de 10 mil mortes cometidas pela polícia durante a chamada "política de enfrentamento".

Não basta fazer bem as coisas, o fundamental é fazê-las da forma correta.  O código de conduta para policiais diz o seguinte: "A forma como os funcionários efetuam o seu trabalho é tão importante como o trabalho em si. É fundamental que sua conduta seja íntegra e em conformidade com as leis e os regulamentos que regem as suas atividades. Notadamente, no que concerne a atividade da Polícia, esta questão deve ser tratada com especial distinção, pois seus Funcionários Encarregados de Aplicar a Lei (FEAL) possuem, com exclusividade, as faculdades profissionais para privar uma pessoa de liberdade ou, até mesmo, usar a força e arma de fogo contra um cidadão, somente para parar uma ação que compromete a vida de uma terceira pessoa."

Unidades de Polícia Pacificadora

Outra forma encontrada para amenizar a situação de violência nas favelas foi a criação das Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs), no Estado do Rio de Janeiro. A ideia é aproximar a população da polícia. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou o trabalho das UPPs: "A polícia não é para vir de quando em quando dar uns tiros e voltar. A polícia tem que vir e aprender a viver com a comunidade. O que o governo do Rio de Janeiro está fazendo é mostrar que é possível fazer com que a polícia conviva com a comunidade, que seja tratada como se fosse da comunidade e que trate a comunidade com respeito e dignidade".

O Cel. André Vianna disse também, que as UPPs são uma filosofia e que estão fazendo o papel do Estado, que está ausente. Quando questionado sobre como é feita a seleção para recrutamento dos policiais, o coronel disse que os recrutadores procuram pessoas que tenham valores próximos aos da polícia, que possam e estejam dispostos a aplicar os Direitos Humanos no dia a dia.
Em visita ao Brasil, em 2009, a Alta Comissária de Direitos Humanos da ONU, a sul-africana Navenethem Pillay, visitou o Morro Dona Marta, em Botafogo, na zona Sul do Rio de Janeiro. A representante da ONU foi a uma UPP, acompanhada pelo secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame e considerou que essas medidas estão tendo efeito. "Nessa favela, nós não encontramos os níveis inaceitáveis de violência e mortes que acontecem em outras favelas", disse Nabenethem aos moradores.

Alguns cidadãos como D. Eva, moradora de uma comunidade carente em São Paulo, dizem que essa iniciativa não resolve todos os problemas, mas já é uma forma de amenizar os altos níveis de violência dos bairros. Infelizmente, as UPPs só são instaladas em locais em que a comunidade tenha uma base, uma estrutura.
Ao ser questionado sobre o chamado "bico", o cel. Vianna diz que, em outros países, isso é normal, como na Argentina e em Estados dos EUA, como a Flórida. "Fora do turno isso é normal. O valor pago pelo trabalho, nesses países, é dividido da seguinte forma: 70% fica para o policial e 30% vai para a manutenção da polícia". No Brasil, o "bico" está ligado à falta de segurança reinante. Geralmente, o policial trabalha sozinho, 'sem armas' (legais), sem rádio. Trabalha em dois turnos, o que ocasiona desatenção e falta de controle, por não ter um horário mínimo definido para descanso. Ele até brincou: "Ninguém está satisfeito com o que tem. Essa é a verdade". E afirmou que, no Rio de Janeiro, não existe uma guerra, e que também não é necessário criar um Ministério de Segurança, pois a segurança é dever de todo o Estado, assim como não é necessário criar uma polícia cidadã, pois "toda polícia é de proteção do cidadão."

Sobre o CICV

Fundado em 1863, o CICV deu origem às Convenções de Genebra e ao Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente vermelho. A organização dirige e coordena as atividades internacionais que o movimento conduz nos conflitos armados e em outras situações de violência.

Fonte: Valesca Montenegro