quinta-feira, 30 de maio de 2013

"Não podemos ter medo da solidariedade" - o Papa Francisco na Eucaristia da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo

No final da tarde ontem o Papa Francisco celebrou a Eucaristia da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo Corpus Christi na Basílica de São João de Latrão.
Na sua homilia, o Santo Padre partiu da frase evangélica da liturgia de ontem: "Dai-lhes vós mesmos de comer”. Sobre esta expressão apresentou três palavras-chave: seguimento, comunhão e partilha. E perguntou:

“Mas, dar de comer a quem? A resposta encontrámo-la na passagem do evangelho: à enorme multidão."

"O povo segue-O, escuta-O, porque Jesus fala e age de modo novo com a autoridade de quem é autêntico e coerente, de quem age na verdade, de quem transmite a esperança que vem de Deus, de quem revela o rosto de um Deus que é Amor. Por isso, o povo dá graças a Deus!”
Hoje, disse o Papa Francisco aos fiéis presentes, também nós viemos aqui para seguir a Jesus, ouvi-lo, acompanhá-lo e entrar em comunhão com Ele na Eucaristia. Jesus fala-nos através do silêncio do Mistério da Eucaristia. Eis porque Jesus pede aos discípulos para dar de comer à multidão. E acrescentou:

“Esta noite, também nós estamos em torno da mesa do Senhor, da mesa do Sacrifício Eucarístico, durante o qual Ele nos dá, mais uma vez, o seu corpo, tornando presente o único sacrifício da Cruz. A Eucaristia é o Sacramento da comunhão, que nos faz sair do nosso individualismo para passarmos à sequela e à fé no Senhor”.

Assim, depois de explicar dois aspectos da sua homilia, seguimento e comunhão, o Santo Padre passou ao terceiro: a partilha ou solidariedade, que nasce da distribuição dos pães e dos peixes à multidão, ou seja, colocar o que temos e as nossas humildes capacidades à disposição de Deus e dos irmãos. E o Papa concluiu:

“Esta noite, mais uma vez, o Senhor, distribuiu entre nós o pão, que é seu corpo e se torna dom. Por isso, também nós experimentamos a solidariedade de Deus para com o homem, uma solidariedade que nunca se esgota e nunca deixa de nos maravilhar. Na Eucaristia o Senhor nos faz percorrer o seu caminho, que é serviço, partilha e dom”.

Desta forma, seguimento, comunhão e partilha. O Papa pediu a Deus para que a Eucaristia nos provoque sempre a seguir o Senhor, a ser instrumentos de comunhão, a partilhar com Ele e com os nossos irmãos o que temos e o que somos. Somente assim a nossa existência será fecunda.

No final da celebração Eucarística, o Santo Padre presidiu à procissão do Corpus Christi, da qual participaram o clero e os muitos fiéis presentes. No final, o Papa Francisco concedeu a todos a bênção Eucarística e regressou ao Vaticano.

Fonte: Rádio Vaticano

Corpus Christi em Araranguá (SC) reúne multidão de fiéis em missa celebrada pela secretário geral da CNBB

Milhares de fiéis participaram na quinta-feira, 30 de maio, da Procissão de Corpus Christi pelas ruas de Araranguá (SC) até a matriz da Paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens, onde foi celebrada missa presidida pelo secretário geral da CNBB e bispo auxiliar de Brasília, dom Leonardo Ulrich Steiner. Concelebraram os padres Antônio Madeira, Éder Carminatti, Vilcionei Baggio e Oscar Pietsch.
 

Durante a homilia, dom Leonardo refletiu a importância de partilhar, seguindo o exemplo do menino que tinha cinco pães e dois peixes e, a partir deste gesto de doação, Jesus realizou o milagre da multiplicação, alimentando cinco mil homens. O bispo lembrou que “no coração de quem partilha, Deus faz sobrar muitas bênçãos para ele e para a comunidade”.

Ainda em sua reflexão, dom Leonardo enfatizou o papel das comunidades na vida da Igreja. “Igreja é vida em comunidade. Se não existe comunidade, não existe Igreja. As primeiras comunidades cristãs eram pequenas comunidades que procuravam se encontrar. As grandes manifestações da Igreja Católica têm sentido na medida em que expressam esta vida em comunidade, a vida de Igreja, de fé, e da vivência do Evangelho”

Fonte: CNBB

quarta-feira, 29 de maio de 2013

"... é a Igreja que nos leva a Cristo" - o Papa Francisco na audiência geral onde afirmou a Igreja como a grande família de Deus

O Papa Francisco foi acolhido esta manhã por mais de 90 mil peregrinos na Praça de São Pedro para a audiência geral desta quarta-feira:

"Queridos irmãos e irmãs,

Na quarta-feira passada sublinhei a ligação profunda entre o Espírito Santo e a Igreja. Hoje gostaria de iniciar algumas catequeses sobre o mistério da igreja, mistério que todos nós vivemos e do qual somos parte. Gostaria de o fazer com expressões bem presentes dos textos do Concílio Ecumênico Vaticano II.
Hoje a primeira: a Igreja como família de Deus."

Com estas palavras iniciou o Santo Padre a sua catequese de hoje, anunciando a intenção de falar sobre a Igreja a partir nas próximas semanas. E começou, desde logo, com uma parábola que tem citado nos últimos tempos:

"Nestes meses, mais do que uma vez tenho feito referência à parábola do filho pródigo, ou melhor do Pai Misericordioso. O filho menor deixa a casa do pai, gasta tudo e decide voltar porque percebe que errou, mas acha que não é digno de ser recebido como filho e pede para ser servo. O pai vai ao seu encontro, abraça-o e restitui-lhe a dignidade de filho e faz uma festa. Esta parábola, como outras no Evangelho, indica bem o desenho de Deus sobre a humanidade."

Este é o projecto de Deus, o de fazer uma única família dos seus filhos. Assim, a Igreja tem a sua raiz no desejo de Deus de chamar todos os homens à comunhão consigo, no desígnio de fazer da humanidade a única família dos seus filhos. Na plenitude dos tempos, Deus mandou o Seu Filho, Jesus Cristo, para nos comunicar a vida divina.

"Quando lemos os Evangelhos, vemos que Jesus reune à sua volta uma comunidade que acolhe a sua palavra, partilha o seu caminho, esta transforma-se na sua família e com esta comunidade Ele prepara e constrói a sua Igreja. De onde nasce então a Igreja? Nasce do gesto supremo de Jesus na Cruz do lado aberto de Cristo de onde jorraram sangue e água, símbolos dos Sacramentos da Eucaristia e do Batismo."

E foi assim da Cruz e do Amor de Deus que a Igreja nasceu e foi no dia de Pentecostes, recebendo o dom do Espírito Santo, que Ela se manifestou ao mundo, anunciando o Evangelho e difundindo o amor de Deus. Portanto, não tem sentido dizer que se aceita Cristo e não a Igreja, pois é somente por meio da Igreja que podemos entrar em comunhão com Cristo e com Deus.

"Ainda se ouve pessoas que dizem: Cristo sim, Igreja não. Jesus sim , padres não. Mas é precisamente a Igreja que nos faz conhecer Jesus e que nos leva a Deus."

E no final o Santo Padre deixou algumas questões para reflexão dos fieis:

"Perguntemo-nos hoje: Quanto é que eu amo a Igreja? Rezo por Ela? Sinto-me parte da família da Igreja? O que é que eu faço para que seja uma comunidade em que cada um se sinta acolhido e compreendido, sinta a misericórdia e o amor de Deus que renova a vida?"

No final da audiência o Papa Francisco saudou os milhares de fieis presentes. Ouçamos a saudação aos peregrinos de língua portuguesa:

"Queridos peregrinos lusófonos do Estoril e de Lisboa, em Portugal, bem como do Brasil: sejam bem-vindos! Saúdo-vos como membros desta família que é a Igreja, pedindo-vos que renoveis o vosso compromisso para que as vossas comunidades sejam lugares sempre mais acolhedores, onde se faz experiência da misericórdia e do amor de Deus. Que o Senhor vos abençoe a todos!" (RS)

Fonte: Rádio Vaticano

quinta-feira, 23 de maio de 2013

CNBB promove coleta nacional em prol da JMJ Rio2013 no próximo final de semana

Nos dias 25 e 26 de maio, a coleta de todas as missas e celebrações realizadas nas comunidades católicas de todo o país terá uma destinação especial. Por decisão da última Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, será realizada uma coleta especial para ajudar nos custos da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013.

A seguir, leia a íntegra da carta enviada pela Presidência da CNBB ao episcopado brasileiro:

Brasília, 03 de maio de 2013
P – C. Nº 0228/13

COLETA PARA A JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE
SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE

25 e 26 de maio de 2013

“Ide e fazei discípulos entre todas as nações!” (cf. Mt 28,19)

Caros irmãos no Episcopado,
Graça e Paz!

A 51ª Assembleia Geral da nossa Conferência Episcopal, em Aparecida – SP, de 10 a 19 de abril de 2013 contemplou, com especial atenção, o tema da Jornada Mundial da Juventude que acontecerá nos dias 23 a 28 de julho no Rio de Janeiro, com a presença do Papa Francisco e de milhares de Jovens do Brasil e de todo o mundo.

O Papa Bento XVI, na missa de encerramento da JMJ em Madri 2011, confiou-nos o cuidado da Cruz Peregrina e do Ícone de Nossa Senhora, para serem levados pelos jovens às nossas igrejas particulares como um grande convite à conversão. São muito edificantes os testemunhos advindos de todos os lugares que acolheram essa peregrinação. O próximo acontecimento será a Semana Missionária que antecede imediatamente a Jornada.

Para ajudar a fazer frente às despesas das Dioceses, Prelazias, da CNBB e da Arquidiocese do Rio de Janeiro, aprovamos, no dia 17 de abril de 2013 (cf. Ata nº 07), uma coleta nacional, a realizar-se em todas as missas e celebrações nos dias 25 e 26 de maio, Solenidade da Santíssima Trindade. O valor arrecadado será assim distribuído: 50% para a Arquidiocese do Rio de Janeiro; 30% para as Dioceses e Prelazias; 10% para o encontro Mundial dos Jovens Universitários que acontecerá em Belo Horizonte - MG e 10% para a nossa Conferência para cobrir os gastos com a Peregrinação da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora.

Para enviar a doação:
Depósito identificado na Caixa Econômica Federal Ag: 2220
OP: 03 – CONTA CORRENTE: 200-0

As Dioceses e Prelazias que desejarem fazer envelopes e distribuí-los ao povo, podem entrar no site da CNBB (www.cnbb.org.br) e baixar o arquivo com a arte do envelope. Estão disponíveis também duas artes de “Banners” para serem colocados em lugar visível nas paróquias.

Deus lhes pague, caros irmãos, pela imprescindível colaboração.

Com afeto e gratidão,

Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida – SP
Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília – DF
Secretário Geral da CNBB

Papa Francisco receberá dom Orani Tempesta durante audiência nesta sexta-feira

O Papa Francisco vai receber em audiência na sexta-feira, 24 de maio, o Arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, e membros do Comitê Organizador Local (COL) da Jornada Mundial da Juventude.

Durante entrevista à Rádio Vaticano nesta quinta-feira, dDom Orani falou dos últimos preparativos para a Jornada, que terá início exatamente daqui dois meses: “Nós tínhamos já pensado em trazer para o Papa Francisco alguns símbolos da Jornada, por exemplo, o kit e a mochila, para colocá-lo dentro do clima da Jornada Mundial da Juventude. Conversar um pouco sobre aquilo que vai acontecer e como está a juventude do mundo, na expectativa do encontro com o Santo Padre no Rio de Janeiro. Também, trazer o abraço do Rio de Janeiro, do COL, das pessoas do Rio ao Santo Padre, dizendo o calor humano com o qual nós queremos recebê-lo e da alegria por presidir a JMJ – a primeira que ele preside – e a segunda na América Latina. Trouxemos também uma réplica da imagem do Cristo Redentor – que não podia deixar de trazer – para que o Papa possa estar cada vez mais próximo de nós, do Rio de Janeiro, do Brasil e dos jovens.”

Fonte: CNBB

Coordenadores de pastoral refletem sobre Missão permanente e Igreja local

Colocar a “Igreja em estado permanente de Missão”: uma das cinco urgências das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora para a Igreja no Brasil (2011-2015) é a pauta de um curso, realizado na sede das Pontifícias Obras Missionárias (POM) em Brasília (DF), desde a última segunda-feira, 20 de maio. Participam coordenadores diocesanos de pastoral de todo o país.

A iniciativa é da Comissão Episcopal para a Missão Continental em parceria com o Centro Cultural Missionário (CCM). O primeiro tema de estudo, na manhã da terça, 21 de maio, dom Esmeraldo Barreto de Farias, arcebispo de Porto Velho (RO) refletiu sobre os desafios e dificuldades que as dioceses enfrentam no trabalho de coordenação pastoral. Em sua exposição, o bispo partiu da pessoa e da missão do coordenador de pastoral.

Dom Esmeraldo esclareceu que a Missão é a alma de tudo. “Precisamos estimular e conduzir uma ação pastoral para que a diocese faça um caminho missionário. Se o coordenador não tiver um espírito missionário não vai conseguir ajudar as paróquias e comunidades a serem missionárias”.

Os participantes, reunidos em grupos, elencaram desafios e limitações enfrentadas pelos coordenadores de pastoral. O conteúdo serve de base para aprofundar a reflexão. Um dos primeiros desafios apontados é visão de Igreja. Para dom Esmeraldo, isso diz respeito à visão de fé e de como entendemos a mensagem de Jesus Cristo. A pluralidade na pastoral, como trabalhar a unidade na pluralidade, a visão missionária e o reencantamento dos presbíteros diocesanos e religiosos, foram outros desafios destacados pelos grupos.

padresidnei23052013Para o assessor da Comissão Episcopal para a Missão Continental, padre Sidnei Marco Dornelas, o coordenador de pastoral é uma pessoa chave na missão da Igreja local. Por isso o curso trabalha o tema em três níveis: “a pessoa do coordenador, a diocese como unidade pastoral da missão permanente e a sua capacidade de articulação no plano da Igreja local, porque é nela que se realiza e se orienta toda a ação evangelizadora”, argumenta padre Sidnei.

O tema “Diocese: unidade pastoral da missão permanente” foi o tema da palestra do padre Sidnei. Partindo da definição de diocese, o expositor destacou que cada igreja local é a Igreja inteira e tem como elemento essencial de sua eclesialidade a comunhão com as outras igrejas locais.

A programação segue nesta quinta-feira, 23, com uma reflexão sobre a Missão numa sociedade fragmentada, tema apresentado pelo padre Estêvão Raschietti, diretor do CCM. O encontro conta com a participação de 45 pessoas envolvidas na coordenação pastoral de diversas dioceses do Brasil e se estende até sexta-feira, dia 24. Os organizadores projetam uma segunda edição para o mês de novembro.

Fonte: CNBB

Encontro dos Bispos da Guiné-Bissau

Comunicado às Paroquias e Missões das dioceses de Bissau e Bafatá
 
Os Bispos da Guiné-Bissau, Dom José Câmnate Na Bissign, Dom Pedro Carlos Zilli e Dom José Lampra Cá, para aprofundar a reflexão sobre o caminho da Igreja da Guiné-Bissau no seu serviço ao povo deste Pais, como também atender as orientações da Nunciatura Apostólica e da Conferencia Episcopal, da qual fazem parte, reuniram-se, no Centro de Espiritualidade de N’Dame nos dias 21 e 22 de Maio. Na tarde dia 21, depois dos funerais do Sr. Henrique Pereira Rosa, iniciaram os trabalhos. As perguntas “como evangelizar hoje a Guiné-Bissau?” e “quais são os desafios no nosso caminho de evangelização?”, motivaram a reflexão dos Bispos. Manifestaram todo o seu regozijo e agradecimento a Deus pelo aumento de batizados, de comunidades cristãs que crescem continuamente, dos jovens e adultos que se casam pela Igreja, do aumento os sacerdotes locais, dos consagrados, das consagradas. Sublinharam que as igrejas são cada vez mais insuficientes para conter tão grande número de participantes nas celebrações. Ao mesmo tempo, mostraram-se preocupados pela urgente necessidade do aprofundamento da fé em Jesus Cristo “único Salvador do mundo”(Porta Fidei); a necessidade de uma fé alimentada pela Palavra de Deus lida e meditada; a necessidade de uma fé que leve a um maior empenho eclesial, social e politico; a necessidade de interiorizar o sentido de pertença à Igreja, despertar e fortalecer a dimensão missionária da fé de cada cristão.
Os Bispos enfatizaram a importância da formação sempre mais intensa dos sacerdotes diocesanos, através de alguns documentos eclesiais específico para que continuem a aprofundar sua identidade, espiritualidade e missão.

Reiteraram a importância da Pastoral do Dizimo; regozijaram-se com os trabalhos já realizados, neste âmbito, que demonstram a fé no Deus providente, o sentido de pertença eclesial e o desejo de não suspender atividades pastorais por falta de meios financeiros.

Manifestaram a vontade de ver nossa Igreja sempre mais apta a servir-se dos meios de comunicação social para anunciar o Evangelho e difundir a Doutrina Social da Igreja, propondo a descoberta contínua dos verdadeiros valores que dignificam uma pessoa, um povo, uma Nação.
Sublinharam que a Guiné-Bissau está a passar por momentos muito difíceis marcados por crises profundas. Realçaram que a Igreja da Guiné-Bissau tem o dever moral de empenhar-se em dar à sociedade quadros que, fundados nos valores evangélicos, sejam qualificados para a gestão da coisa pública, de maneira a encontrarem soluções para o Pais. É neste contexto que se inserem os esforços para a criação da Universidade Católica.

Falaram da viagem de Dom Pedro Zilli e Dom José Lampra Cá para a JMJ 2013 e dos contatos já programados com a CNBB (Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil), Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e algumas dioceses de Brasil com as quais já existem experiencias de colaboração. Os objetivos destes contactos é estabelecer parcerias relativamente à Universidade Católica, intensificar a vinda de professores para o Seminário Maior, pedir bolsas de estudos para sacerdotes guineenses e solicitar sacerdotes Fidei Donum para a Guiné-Bissau.

No contexto do Ano da Fé, o encontro foi permeado pelos momentos de oração e da celebração da Santa Eucaristia. Os Bispos agradeceram a Deus pela oportunidade de se encontrarem e partilhar preocupações sobre a vida da Igreja e do Pais. Invocaram as bênçãos de Deus para que nossa Igreja possa continuar a ser fiel à sua missão, particularmente na tarefa da reconciliação, da justiça e da paz. Nas suas orações, os Bispos pediram ao Senhor para que aumente em todos nós, cristãos, a fé. Os Bispos agradeceram a Deus pelos sacerdotes, consagrados/as, catequistas e demais agentes de Pastoral que não poupam esforços para a edificação do Reino de Deus.

Agradeceram ao Senhor pela ordenação do novo Bispo de Thiés, Senegal, Dom André Gueye, dia 25 de Maio (novo membro da Conferencia Episcopal Inter-territorial do Senegal, Mauritânia, Cabo Verde e Guiné-Bissau) e pela nomeação de Dom Manuel Clemente, Bispo do Porto, para Patriarca de Lisboa, Igreja Lusófona irmã. Que o Senhor os abençoe nesta nova missão que lhes é confiada.
. No fim dos trabalhos, agradeceram ao Centro de Espiritualidade de N’Dame pelo bom acolhimento a eles reservado e por tudo aquilo que, há anos, faz pelo rejuvenescimento espiritual da Igreja da Guiné.

Pelos Bispos, Dom Pedro Zilli

N’Dame, 22 de Maio de 2013

Fonte: Rádio Vaticano

A oração do Papa pelos católicos na China na memória da Nossa Senhora de Sheshan em Xangai

Na audiência geral de ontem o Papa Francisco recordou que na sexta-feira, 24, é o dia dedicado à memoria litúrgica da Beata Virgem Maria, Auxílio dos Cristãos, venerada com grande devoção no Santuário de Sheshan em Xangai:
“Convido todos os católicos no mundo a unirem-se em oração com os irmãos e as irmãs que estão na China, para implorar a Deus a graça de anunciar com humildade e com alegria em Cristo morto e ressuscitado, de ser fiel à sua Igreja e ao Sucessor de Pedro, e de viver o dia-a-dia no serviço ao seu país e aos seus compatriotas de modo coerente com a fé que professam.”
O Santo Padre pediu a intercessão de Maria para que ampare os católicos chineses que, no meio dos problemas do quotidiano continuem a crer, a esperar, a amar, e a fazer crescer o afeto e a participação da Igreja que está na China sem temor de falar de Jesus ao mundo.

Fonte: Rádio Vaticano

Sem o sal de Jesus somos...cristãos insípidos - o Papa Francisco na missa da manhã

O Papa Francisco celebrou como habitualmente a sua missa matinal na Capela da Casa de Santa Marta. Na sua homilia o Santo Padre colocou em destaque a missão dos cristãos de difundirem o sal da fé, da esperança e da caridade. Numa missa que foi concelebrada pelos cardeais Angelo Sodano e Leonardo Sandri e o Arcebispo de La Paz Edmundo Montero e onde estiveram presentes sacerdotes e leigos colaboradores da Congregação para as Igrejas Orientais, o Papa Francisco falou do sabor dos cristãos…

“O sal tem sentido quando se dá para dar condimento às coisas. Penso mesmo que o sal conservado no frasco, com a humidade, perde força e não serve. O sal que nós recebemos é para ser dado, é para temperar é para ser oferecido. Pelo contrário torna-se insipido e não serve. Devemos pedir ao Senhor que não nos tornemos cristãos de sal insipido, como o sal fechado no frasco. Mas o sal tem também uma outra particularidade: quando o sal se usa bem, não se sente o gosto do sal, o sabor do sal…não se sente! Sente-se o sabor de cada refeição: o sal ajuda a que o sabor daquela refeição seja melhor, seja mais conservado mas melhor, mais saboroso. Esta é a originalidade cristã!”

Fonte: Rádio Vaticano

quarta-feira, 22 de maio de 2013

"O Espírito Santo é o verdadeiro motor da evangelização" - o Papa Francisco na audiência geral

Hoje quarta-feira é dia de Audiência Geral na Praça de São Pedro. Uma Praça repleta de fieis para saudar o Papa Francisco que na sua catequese de hoje abordou o tema do Espirito Santo e da missão evangelizadora da Igreja:

"No Credo, logo a seguir a termos professado a fé no Espírito Santo, dizemos: creio na Igreja una, santa, católica e apostólica»: Há uma profunda ligação entre estas duas realidades da fé, porque é o Espírito Santo que dá a vida à Igreja e que a guia os seus passos."

Com estas palavras o Santo Padre coloca em destaque uma verdade concreta que é a de que sem a presença e a acção incessante do Espírito Santo, a Igreja não poderia viver e não poderia realizar a missão que Jesus Ressuscitado lhe confiou de ir por todo o mundo fazendo discípulos em todos os povos. Evangelizar é pois a missão da Igreja e não só de alguns mas de todos. E o grande motor da evangelização é o Espírito Santo. É preciso abrir-se à acção do Espírito Santo. São sinais da sua intervenção: primeiro, a unidade e a comunhão, como se viu no dia de Pentecostes, quando cada um dos presentes conseguia ouvir os Apóstolos na sua própria língua. É que todos falavam uma língua nova: a língua do amor que o Espírito derrama nos nossos corações.

"A língua do Espírito Santo, a língua do Evangelho é a língua da comunhão, que convida a superar o fechamento e a indiferença, divisões e contraposições. Devemos perguntar-nos todos: como é que me deixo guiar pelo Espírito Santo por forma a que o meu testemunho de fé seja de unidade e de comunhão? Levo a palavra de reconciliação e de amor que é o Evangelho nos ambientes em que vivo? Ás vezes parece que se repita hoje aquilo que aconteceu em Babel: divisões, incapacidade de compreenderem-se, rivalidades, invejas, egoismo. Levar o Evangelho é anunciar e vivermos nós em primeiro lugar a reconciliação, o perdão, a paz, a unidade, o amor que o Espíto Santo nos dá."

O segundo sinal é a coragem humilde que o Espírito dá ao mensageiro do Evangelho, fazendo brotar sempre novas energias, novos caminhos e nova audácia para a missão.

"Eis um outro efeito da acção do Espírito Santo: a coragem de anunciar a novidade do Evangelho de Jesus a todos, com franqueza, em voz alta, em cada momento e em cada lugar. E isto acontece também hoje para a Igreja e para cada um de nós: do fogo do Pentecostes, da acção do Espírito Santo, libertam-se sempre novas energias de missão, novos caminhos por onde anunciar a mensagem da salvação, nova coragem para evangelizar."

Um terceiro elemento é aquele da oração. Para uma nova evangelização é necessário partir da oração de um encontro profundo e íntimo com o Senhor...

"Uma nova evangelização, uma Igreja que evangeliza deve partir sempre da oração, da prece, como os Apóstolos no Cenáculo, o fogo do Espírito Santo... "

"Sem a oração o nosso agir torna-se vazio e o nosso anunciar não tem alma, não é animado pelo Espírito."

O Papa Francisco saudou ainda os peregrinos presentes nas diferentes línguas. Eis a saudação aos peregrinos de língua portuguesa:

"Com íntimo afecto saúdo os grupos de fiéis vindos da diocese de Benguela (Angola), de Brasília e Carcavelos e todos os demais peregrinos de língua portuguesa, recordando a cada um a sua própria missão de ser evangelizador. O Espírito Santo tornar-vos-á capazes de viver e testemunhar a vossa fé e iluminará o coração das pessoas que encontrardes. Deixai-vos guiar por Ele, sem medo daquilo que vos peça ou aonde vos mande. O Senhor vos abençoe, para serdes em toda a parte farol de luz do Evangelho para todos. Nossa Senhora acompanhe e proteja a vós todos e aos vossos entes queridos."

Aquando da saudação aos peregrinos de língua inglesa o Santo Padre saudou calorosamente as vítimas e as famílias atingidas pelo tornado que se abateu sobre a região de Oklahoma nos Estados Unidos.

Fonte: Rádio Vaticano

Simpatia do Papa Francisco muda ambiente na Praça de São Pedro

A praça de São Pedro não é mais a mesma. Na manhã desta quarta-feira, 22 de maio, uma multidão animadíssima acompanhou o Papa Francisco na audiência geral que ele concede todas as semanas.

“O Papa Francisco trouxe vida e alegria para esta cidade”, disse Antonello Franci, 42 anos, taxista. Ele conta que a esposa é membro da Ação Católica e que o Papa não é um homem de apenas palavras bonitas, mas “uma pessoa que tem sempre o objetivo de iluminar a prática das pessoas”.

O tráfego nas imediações do Vaticano fica caótico nas primeiras horas da manhã e quem quer ficar próximo dos corredores por onde Francisco passa chegam à praça antes das 7 da manhã. O Papa chega pontualmente as 10.30hs e percorre, sorridente, longos percursos para ver as pessoas, beijar as crianças e levantar os braços para o povo. “Ele é muito simpático”, diz uma senhora italiana de cabelos brancos que acompanha crianças da sua escola.

Antes da chegada do Papa, pessoas informavam ao microfone o nome das escolas que enviaram alunos. Eram muitas escolas públicas e católicas. Um jovem  passa enrolado numa bandeira brasileira, conversa com uma senhora de um grupo de Brasília e faz pose para ser fotografado. No final, a senhora sugere: “se quiser, passo a foto para você por e-mail”. Ele concorda com um sorriso largo.

O clima de gentileza e de cuidado toma conta da praça. O Papa começa a falar. Aplausos. Ele, visivelmente desconfortável em ler também porque o vento da manhã ensolarada atrapalhava, levanta os olhos, faz gestos e diz: “o egoísmo nos leva para baixo e traz a tristeza. O Espírito Santo nos leva para o alto e nos presenteia com alegria”. Aplausos.

“Francesco envia comentários breves que ficam na cabeça das pessoas”, diz um padre baiano que faz mestrado numa faculdade de Roma. “Ele tem escolhido mensagens curtas, conteúdo forte e plenos de ternura”, continua o padre. “Essa postura tem conquistado as pessoas e transformado essa praça num lugar melhor a cada semana”, conclui. Logo depois, da audiência, chove forte.

Fonte: CNBB

Coordenadores de pastoral refletem sobre unidade e pluralidade na missão

Os participantes da Semana de Formação Missionária para coordenadores diocesanos de pastoral que acontece em Brasília (DF) acompanharam, nesta quarta-feira, 22, a exposição do padre Sidnei Marco Dornelas, assessor da Comissão Episcopal para a Missão Continental, sobre o tema “Diocese: unidade pastoral da missão permanente”.

Partindo da definição de diocese o expositor destacou que cada igreja local é a Igreja inteira e tem como elemento essencial de sua eclesialidade a comunhão com as outras igrejas locais.

Padre Sidnei abordou também a tarefa do bispo, “percebido e atuante, a quem cabe conduzir o povo de Deus por meio de um trabalho integral e integrado”. E ressaltou o papel fundamental que tem a Cúria para essa integridade e integração, bem como a importância da consciência que devem ter os sacerdotes de pertença ao presbitério diocesano.

Os debates nos grupos de trabalho, no período da tarde, tiveram por base as partilhas dos participantes em torno dos planos de pastoral de suas dioceses, abordando não apenas seu processo de construção, mas também como estão sendo colocados em prática. Outro ponto de reflexão colocado para os grupos foi em que medida os planos de pastoral refletem uma eclesiologia de comunhão, bem como em que medida ajudam sua igreja local a se colocar em estado permanente de missão.

Na apreciação das reflexões apresentadas pelos grupos de trabalho, um dos aspectos mais importantes que foi levantado refere-se ao reconhecimento de que nem sempre a prioridade regional é a prioridade da diocese. Da mesma forma, nem sempre a prioridade da paróquia é a mesma da diocese, devendo ser observadas essas peculiaridades para que o planejamento da ação missionária se concretize efetivamente.

Participam da formação 45 pessoas envolvidas na coordenação pastoral de várias dioceses do Brasil. A programação segue nesta quinta-feira, 23, com uma reflexão sobre a Missão numa sociedade fragmentada, tema apresentado pelo padre Estêvão Raschietti, diretor do Centro Cultural Missionário (CCM) que em parceria com a Comissão Episcopal para a Missão Continental promove o curso.

Fonte: Edson Lustosa 
 
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Coordenadores de pastoral refletem sobre Missão permanente e Igreja local

Colocar a “Igreja em estado permanente de Missão”. Com esse objetivo teve início na noite desta segunda, 20, na sede das Pontifícias Obras Missionárias (POM) em Brasília (DF), mais um curso para coordenadores diocesanos de pastoral.

A iniciativa é da Comissão Episcopal para a Missão Continental em parceria com o Centro Cultural Missionário (CCM). O objetivo é subsidiar os coordenadores diocesanos de pastoral com elementos que ajudem as Igrejas locais a realizarem a primeira urgência das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da CNBB (DGAE 2011 – 2015), colocar a “Igreja em estado permanente de missão”, respondendo ao apelo da Conferência de Aparecida.

Como primeiro tema de estudo, na manhã desta terça, 21, dom Esmeraldo Barreto de Farias, arcebispo de Porto Velho (RO) refletiu sobre os desafios e dificuldades que as dioceses enfrentam no trabalho de coordenação pastoral. Em sua exposição, o bispo partiu da pessoa e da missão do coordenador de pastoral. Para recordar o significado de coordenar, recorreu ao dicionário Aurélio. “Dispor segundo certa ordem e método: organizar, dirigir dando orientações, ligar e interligar, coordenar teoria com a prática coerentemente”. Tudo isso, “diz respeito à pastoral orgânica e de conjunto”, afirmou dom Esmeraldo. Segundo ele, para obter êxito no trabalho de coordenar é preciso “clareza sobre a Missão, o Plano de Pastoral com diretrizes, prioridades, projetos e atividades e saber em quais bases foi construído”. Coordenação seria estabelecer “ralação entre elementos que funcionam de modo articulado dentro de uma totalidade ordenada, dar coordenadas, diretrizes”, sublinhou.

Para que um Plano de Pastoral tenha efeito convém envolver todas as forças vivas da diocese, os ministérios e pastorais num trabalho de comunhão. “Um Plano de Pastoral por mais bem preparado e elaborado que seja, por si só não surtirá muito efeito. O objetivo fundamental é o anúncio de Cristo, a formação de missionários e o testemunho dos cristãos, aspectos fundamentais para o projeto de colocar a Igreja em estado permanente de missão”. Daí, a necessidade de uma equipe, com o seu coordenador, trabalhar para que os objetivos sejam realizados, juntamente com as diretrizes, prioridades, projetos e atividades.

Dom Esmeraldo esclareceu que a Missão é a alma de tudo. “Precisamos estimular e conduzir uma ação pastoral para que a diocese faça um caminho missionário. Se o coordenador não tiver um espírito missionário não vai conseguir ajudar as paróquias e comunidades a serem missionárias”.

Os participantes, reunidos em grupos, elencaram desafios e limitações enfrentadas pelos coordenadores de pastoral. O conteúdo serve de base para aprofundar a reflexão. Um dos primeiros desafios apontados é visão de Igreja. Para dom Esmeraldo, isso diz respeito à visão de fé e de como entendemos a mensagem de Jesus Cristo. A pluralidade na pastoral, como trabalhar a unidade na pluralidade, a visão missionária e o reencantamento dos presbíteros diocesanos e religiosos, foram outros desafios destacados pelos grupos.

Na opinião do assessor da Comissão Episcopal para a Missão Continental, padre Sidnei Marco Dornelas, o coordenador de pastoral é uma pessoa chave na missão da Igreja local. Por isso o curso trabalha o tema em três níveis: “a pessoa do coordenador, a diocese como unidade pastoral da missão permanente e a sua capacidade de articulação no plano da Igreja local, porque é nela que se realiza e se orienta toda a ação evangelizadora”, argumenta padre Sidnei.

O encontro em sua primeira edição, conta com a participação de 45 pessoas envolvidas na coordenação pastoral de diversas dioceses do Brasil e se estende até sexta-feira, dia 24. Os organizadores projetam uma segunda edição para o mês de novembro.

Fonte: Jaime C. Patias  

terça-feira, 21 de maio de 2013

O Papa lança “Missio”, um aplicativo para smartphone com as notícias da Agência Fides

As notícias da Agência Fides agora também estão disponíveis, em oito línguas, num aplicativo para smartphones chamado “Missio”, que pode ser baixado gratuitamente.

O serviço foi inaugurado pelo Papa Francisco durante a audiência, no Vaticano, com os Diretores Nacionais das Pontifícias Obras Missionárias e com os funcionários da Agência Fides, na última sexta-feira, 17 de maio.

O Papa Francisco clicou num iPad, lançando o aplicativo desenvolvido por Pe. Andrew Small, OMI, Diretor Nacional das Pontifícias Obras Missionárias nos Estados Unidos.

“Missio” contém as notícias publicadas no site “news.va”, fotos, vídeos e homilias do Papa, as notícias da Igreja no mundo através do serviço em oito línguas da Agência Fides.

“Santo Padre, queremos colocar o Evangelho no bolso de todos os jovens do mundo”, disse o Pe. Small ao Pontífice, que tocou uma tecla em que estava escrito “Evangelizantur”, que em latim significa “Sejam evangelizados”.

No primeiro dia, o aplicativo foi baixado por 1.140 pessoas em 27 países. “Nossa finalidade é ajudar as pessoas a olharem o mundo através dos olhos da fé”, explicou Pe. Small.

O App foi ser baixado gratuitamente no iTunes, App Store e no Google Play. Está disponível em oito línguas: inglês, espanhol, italiano, alemão, francês, português, chinês e árabe.

Fonte: Agência Fides

segunda-feira, 20 de maio de 2013

"Tudo é possível a quem acredita!" - o Papa Francisco na homilia da missa desta manhã.

Como garante Jesus no Evangelho, é verdade que “tudo é possível a quem crê”: assegurou o Papa Francisco, nesta segunda-feira de manhã, na homilia da missa celebrada na capela da Casa de Santa Marta, com um numeroso grupo de jornalistas da Rádio Vaticano, incluindo os do nosso programa de língua portuguesa.

O Papa comentava o Evangelho do dia, com o caso de um jovem há muito anos em situação de grave mal-estar atribuído à possessão diabólica. O pai suplica a Jesus que intervenha: “Se podes fazer alguma coisa, tem piedade de nós e ajuda-nos!” “Tudo é possível a quem acredita” – responde Jesus. “Eu creio, ajuda a minha pouca fé” – responde, “em altos brados”, o pai. E o Senhor intervém, entregando-lhe o filho são e salvo. À parte, os discípulos interpelam Jesus: por que é que nós não tínhamos conseguido expulsar este espírito maligno, e tu sim? Só com a oração é que se consegue – adverte Jesus.

Papa Francisco convidou pois a uma oração confiante, cheia de fé. E sugeriu que peçamos a Jesus, repetidamente, ao longo do dia, como o pai de que fala o Evangelho: “Eu creio, Senhor, mas ajuda a minha pouca fé”.

Como exemplo de uma situação semelhante, no nosso tempo, o Papa Francisco contou a história de um casal argentino que tinha uma filha de sete anos que os médicos tinham declarado um caso perdido, com apenas algumas horas de vida. Aflito, o pai deixou o hospital e apanhou uma camioneta para o santuário de Nossa Senhora de Luján, a mais de duas horas de viagem. Quando ali chegou, encontrou tudo fechado, mas ficou horas e horas, toda a noite, agarrado às grades do santuário, gritando a sua dor e invocando a intervenção do céu para a filha que estava a morrer.

Aquele homem, cheio de fé, “combateu com Deus”, com a sua oração insistente – comentou Papa Francisco. De manhã, voltou à cidade e encontrou a esposa banhada em lágrimas, no hospital. “Não entendo nada!” – dizia-lhe ela. Contrariamente à sentença dos médicos, a filha não tinha morrido, mas encontrava-se - inexplicavelmente - curada. Ainda hoje há milagres – comentou, a concluir, o Papa. Rezemos com fé. E peçamos ao Senhor que aumente a nossa pouca fé.

Fonte: Rádio Vaticano

domingo, 19 de maio de 2013

170 anos da Infância e Adolescência Missionária: mensagem de dom Sérgio Braschi

Neste domingo, dia 19 de maio, Solenidade de Pentecostes, a Obra da Infância e Adolescência Missionária (IAM) completou 170 anos de fundação. Para celebrar essa data, no Brasil, a Obra realizará no dia 26 de maio, último domingo do mês, uma Jornada Nacional em todas as dioceses. A Jornada abre o Ano da IAM no Brasil que se estenderá até maio de 2014, quando será realizado o 1º Congresso Continental da Obra, em Aparecida (SP). 

Confira a seguir a mensagem enviada pelo presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB, dom Sérgio Braschi, por ocasião do aniversário da IAM:

A bela intuição do bispo Francês, dom Carlos Forbín-Janson, encontra hoje realização em centenas de milhares de grupos de Infância e Adolescência Missionária (IAM) em toda a Igreja, e no nosso Brasil.

Venho, como Presidente da Comissão Missionária da CNBB, apresentar meus efusivos parabéns e bênção ao Secretariado desta Pontifícia Obra Missionária, como também a todas as crianças e adolescentes, coordenadores mirins e assessores dos grupos.

Que Jesus Missionário e Maria, Rainha das Missões, derramem sobre toda a nossa IAM as mais abundantes graças.

Possa a celebração do Ano Jubilar, motivar e animar a Infância e Adolescência Missionária para que leve a Igreja no Brasil a se tornar mais aberta à missão além-fronteiras, mais discípula missionária.

Viva dom Carlos Forbín-Janson!
Viva São Francisco Xavier!
Viva Santa Teresinha do Menino Jesus!
Viva a Infância e Adolescência Missionária!

Com as bênçãos de,

Dom Sérgio Braschi
Bispo de Ponta Grossa (PR)
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral
para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB

Fonte: CNBB

Novidade, harmonia e missão: Papa Francisco na homilia da Eucaristia de Pentecostes na Praça de São Pedro

Imensa a multidão participa, neste domingo de Pentecostes, na Praça de São Pedro, a Missa presidida pelo Papa Francisco, com mais de 200 mil peregrinos de variados movimentos e realidades eclesiais, provenientes de tantos países do mundo. Uma grande diversidade de línguas, povos e nações, irmanados na unidade da fé da Igreja. A iniciativa deste encontro partiu do Conselho Pontifício para a Nova Evangelização, no âmbito do Ano da Fé, desejado por Bento XVI.
Novidade, harmonia e missão foram os três aspectos da acção do Espírito sublinhados pelo Papa na homilia.
“A novidade causa sempre um pouco de medo, porque nos sentimos mais seguros se temos tudo sob controle, se somos nós a construir, programar, projectar a nossa vida de acordo com os nossos esquemas, as nossas seguranças, os nossos gostos. E isto verifica-se também quando se trata de Deus.”
Muitas vezes – sublinhou o Papa - seguimos e acolhemos Deus só até certo ponto; sentimos dificuldade em abandonar-nos a Ele com plena confiança, deixando que o Espírito Santo seja a alma, o guia da nossa vida, em todas as decisões. “Temos medo que Deus nos faça seguir novas estradas, faça sair do nosso horizonte frequentemente limitado, fechado, egoísta, para nos abrir aos seus horizontes. Mas, em toda a história da salvação, quando Deus Se revela traz novidade, transforma e pede para confiar totalmente n’Ele”.
Não se trata – esclareceu o Papa - de seguir a novidade pela novidade, a busca de coisas novas para se vencer o tédio, como sucede muitas vezes no nosso tempo. A novidade que Deus traz à nossa vida é verdadeiramente o que nos realiza, o que nos dá a verdadeira alegria, a verdadeira serenidade, porque Deus nos ama e quer apenas o nosso bem. Perguntemo-nos a nós mesmos: “Permanecemos abertos às «surpresas de Deus»? Ou fechamo-nos, com medo, à novidade do Espírito Santo? Mostramo-nos corajosos para seguir as novas estradas que a novidade de Deus nos oferece, ou pomo-nos à defesa fechando-nos em estruturas caducas que perderam a capacidade de acolhimento?”
Passando ao segundo ponto – a harmonia, o Papa Francisco observou que “à primeira vista o Espírito Santo parece criar desordem na Igreja, porque traz a diversidade dos carismas, dos dons. Mas não. Sob a sua acção, tudo isso é uma grande riqueza, porque o Espírito Santo é o Espírito de unidade, que não significa uniformidade, mas a recondução do todo à harmonia. Quem faz a harmonia na Igreja é o Espírito Santo… Só Ele pode suscitar a diversidade, a pluralidade, a multiplicidade e, ao mesmo tempo, realizar a unidade.”
“Quando somos nós a querer fazer a diversidade fechando-nos nos nossos particularismos, nos nossos exclusivismos (observou o Papa), trazemos a divisão; e quando somos nós a querer fazer a unidade segundo os nossos desígnios humanos, acabamos por trazer a uniformidade, a homogeneização. Se, pelo contrário, nos deixamos guiar pelo Espírito, a riqueza, a variedade, a diversidade nunca dão origem ao conflito, porque Ele nos impele a viver a variedade na comunhão da Igreja”. E aqui o Papa deixou uma advertência contra o risco de abandonar a comunidade eclesial para seguir “caminhos paralelos”: “O caminhar juntos na Igreja, guiados pelos Pastores – que para isso têm um carisma e ministério especial – é sinal da acção do Espírito Santo; uma característica fundamental para cada cristão, cada comunidade, cada movimento é a eclesialidade”.
Finalmente, sobre a missão, Francisco recordou que “os teólogos antigos diziam: a alma é uma espécie de barca à vela; o Espírito Santo é o vento que sopra na vela, impelindo-a para a frente; os impulsos e incentivos do vento são os dons do Espírito. Sem o seu incentivo, sem a sua graça, não vamos para a frente. O Espírito Santo – insistiu - faz-nos entrar no mistério do Deus vivo e salva-nos do perigo de uma Igreja gnóstica e de uma Igreja auto-referencial, fechada no seu recinto; impele-nos a abrir as portas e sair para anunciar e testemunhar a vida boa do Evangelho, para comunicar a alegria da fé, do encontro com Cristo.” “O Espírito Santo é a alma da missão. O sucedido em Jerusalém, há quase dois mil anos, não é um facto distante de nós, mas um facto que nos alcança e se torna experiência viva em cada um de nós… É o Espírito Paráclito, o «Consolador», que dá a coragem de levar o Evangelho pelas estradas do mundo! O Espírito Santo ergue o nosso olhar para o horizonte e impele-nos para as periferias da existência a fim de anunciar a vida de Jesus Cristo. Perguntemo-nos, se tendemos a fechar-nos em nós mesmos, no nosso grupo, ou se deixamos que o Espírito Santo nos abra à missão.”No final da Eucaristia do Domingo de Pentecostes o Papa Francisco recitou a oração do Regina Caeli e dirigiu-se a todos os Movimentos, Associações e Comunidades eclesiais que durantes os dias de Sábado e Domingo celebraram na Praça de São Pedro a Festa do Pentecostes. O Santo Padre referiu-se mesmo a um Cenáculo ao ar livre que reviveu a experiência da Igreja nascente em oração com Maria Mãe de Jesus, também na diversidade dos carismas.

" Revivemos a experiência da Igreja nascente, em oração com Maria, Mãe de Jesus. Também nós, na variedade dos carismas, experimentamos a belezaz da unidade, de ser uma coisa só. E isto é obra do Espirito Santo, que cria sempre de novo a unidade da Igreja."

O Santo Padre agradeceu a todos os que participaram nas celebrações do fim-de-semana, Vigília e Eucaristia, agradecendo sobretudo aqueles que que vieram a Roma vindos de tantas partes do mundo. "Levai a força do Evangelho! Tende sempre a alegria e a paixão pela comunhão na Igreja! Que o Senhor esteja sempre convosco e que a Nossa Senhora vos proteja!"

O Papa Francisco recordou ainda duas intenções especiais da sua oração:
" Recordemos em oração as populações da Emilia-Romagn que no dia 20 de Maio do ano passado foram atingidas pelo terramoto. Rezo também pela Federação Italiana das Associações de Voluntariado em Oncologia."

Fonte: Rádio Vaticano

Juventude da arquidiocese celebra Pentecostes

A juventude da Arquidiocese de São Paulo lotou a Catedral da Sé, na tarde deste domingo, 19, para a celebração de Pentecostes.  A missa foi presidida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, e concelebrada pelos bispos auxiliares, dom Julio Endi Akamine, dom Sérgio de Deus Borges, dom Edmar Peron, dom Tarcísio Scaramussa. Representando o bispo da Região Episcopal Brasilândia, dom Milton Kenan Junior, estava o padre Márcio Príncipe e representando a Região Ipiranga o padre Everton Fernandes de Moraes.

Logo no inicio da celebração, o cardeal acolheu os jovens chamando pelo nome as seis Regiões Episcopais da Arquidiocese. O arcebispo manifestou sua alegria com a presença dos jovens, e destacou que os jovens possam ser o rosto jovem da Igreja, e que, quando estejam na Igreja, sintam-se em casa.

Na homilia, dom Odilo recordou a importância do domingo, um dia muito importante, nas palavras do arcebispo dia de ir à missa, e não uma vez ou outra, mas sempre. A celebração de Pentecostes recorda o nascimento da Igreja.

O arcebispo destacou que este ano é a chance de que os jovens do Brasil tenha um encontro com Jesus. “Esse ano, nós aqui no Brasil, temos uma chance extraordinária com a Jornada Mundial e a Semana Missionária” e concluiu afirmando “essa JMJ é a grande chance da juventude do Brasil de fazer este grande encontro. Dos jovens com o Papa? Sim, mas antes com Jesus Cristo”. 

O bispo referencial para a juventude, dom Tarcísio Scaramussa, agradeceu a presença de todos os jovens e a doação das equipes na preparação da celebração. O bispo chamou a Semana Missionária de “virada espiritual”, comparando com a “Virada Cultural” que aconteceu na cidade neste final de semana, e contou que já se escreveram para a Semana Missionária jovens de mais de 60 países.

Dom Odilo abençoou e enviou os jovens entregando para alguns a cruz símbolo do ‘Bote Fé’. O padre Messias de Moraes, responsável pela Pastoral Vocacional, convidou os jovens a refletirem sobre sua vocação e o chamado de Deus em suas vidas.

Fonte: Arquidiocese de São Paulo

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Equipe Executiva do Comina reflete sobre a renovação da Paróquia

A Equipe Executiva do Conselho Missionário Nacional (Comina), organismo instituído pela CNBB, para articular as forças missionárias da Igreja no Brasil, reunida nos dias 16 e 17, em Brasília (DF), refletiu sobre temas relacionados à Missão, em especial, a renovação da Paróquia.

Na ocasião, a Equipe se debruçou sobre o tema: "Comunidade de comunidades: uma nova Paróquia", discutido na 51ª Assembleia geral da CNBB realizada em Aparecida (SP) no mês de abril, agora documento de estudo (Edições CNBB, 104). Irmã Maria Eugenia Lloris Aguado, religiosa da Fraternidade Missionária Verbum Dei e membro da equipe de assessores do tema central da Assembleia da CNBB, apresentou o documento debatido pelos bispos e explicou que a finalidade é "suscitar reflexões, debates e revisões da prática pastoral" no intuito de iniciar um processo de construção da nova paróquia. "Mais do que elaborar um texto é preciso fazer uma verdadeira conversão pastoral o que implica sermos discípulos missionários, não para manter estruturas, mas para viver o Evangelho", defendeu a assessora. "Trata-se de acreditar na proposta para que ela nos convença", reforçou.

O documento, em sua segunda versão, recebe agora contribuições. Para a Equipe Executiva do Comina é importante trabalhar a dimensão missionária como um elemento constitutivo da comunidade. Após várias intervenções foram elaboradas perguntas que poderiam ajudar no debate. Onde estão os problemas da paróquia? Quais são as estruturas ultrapassadas que já não favorecem a transmissão da fé? O que seria essa nova paróquia?

Padre Paulo Suess, assessor do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), defende que o texto não precisaria repetir as análises, mas mergulhar na realidade e ouvir as bases. Para o teólogo, o desafio é deixar as comunidades falarem sobre as estruturas "caducas" e sonhar com a nova paróquia. "A novidade da paróquia será a sua missionariedade como paróquia samaritana e advogada da justiça dos pobres. Essa missionariedade perpassa todos os planos pastorais, o livro caixa e a formação dos agentes", destaca.

Confira artigo de Paulo Suess: Não tenhais medo! Da dificuldade de construir a “nova paróquia”
A formulação de um Diretório para a animação missionária da Igreja no Brasil foi outro tema discutido. O Comina decidiu elaborar um documento de trabalho a ser encaminhado aos regionais. O objetivo é reunir contribuições quanto à teologia da missão, o papel dos animadores, sua organização e articulação.

Na avaliação de dom Sérgio Braschi, presidente da Comissão para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB e do Comina, "as reuniões do da Equipe Executiva são instrumentos de comunhão e reflexão. Iniciamos a nossa contribuição ao tema solicitado pela CNBB e partilhamos sobre vários acontecimentos missionários e compromissos futuros. Cada reunião do Comina nos enriquece mais para crescermos na comunhão entre os organismos que trabalham com a missão no Brasil".

Dentre as partilhas, duas mereceram destaque. Irmã Antônia Mendes, da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), relatou sua recente visita ao Haiti, onde a CRB em parceria com a CNBB e a Caritas, mantém uma equipe de missionárias. A situação do país está mudando e a equipe intercongregacional receberá novas missionárias. "A economia solidária é o principal foco do Projeto Espaço da Cidadania coordenado pelas irmãs no Haiti", explicou Irmã Antônia.

A vice-presidente do Cimi, Irmã Emília Altini, destacou algumas ações do Abril Indígena. "Vivenciar com os indígenas as alegrias, tristezas e esperanças significa caminhar com eles e assumir a profecia", disse a religiosa e recordou que, numa das ações, lideranças indígenas ocuparam o Plenário da Câmara dos Deputados, o que resultou na paralisação do Projeto de Emenda Constitucional (PEC 215) e na criação de uma Comissão integrada por 10 deputados e 10 indígenas, para discutir todos os projetos que ferem seus direitos. Recentemente, os povos indígenas do Pará ocuparam, por uma semana, os canteiros de obras da Hidrelétrica de Belo Monte. Segundo a missionária do Cimi, "esse é o momento de nos unirmos diante dos ataques e dar visibilidade às causas indígenas. A espiritualidade é a força que os sustentam. A resistência histórica dos povos indígenas nos contagia e, da mesma forma, a nossa força missionária deve contagiá-los", completou Irmã Emília.

Os trabalhos encerraram com um momento de prece em sintonia com o tema da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos: "O que Deus exige de nós?".

Fonte: Jaime C. Patias - www.pom.org.br

quinta-feira, 16 de maio de 2013

"Dinheiro deve servir e não governar" - Papa Francisco durante a audiência a um grupo de novos embaixadores

Papa Francisco recebeu esta manhã quatro novos embaixadores: do Quirguistão, (Bolot Iskovic Otunbaev); de Luxemburgo, (Jean Paul Senniger); de Antigua e Barbuda, (David Showl) e de Botsuana, (Lameck Nthekela). Quatro países de continentes e realidades internas e eclesiais muito diferentes, mas nos quais os desafios e problemas são idênticos a todas as sociedades ‘globalizadas’: crise económica, tensões sociais, reações nacionalistas e egoístas e a tentação de fechamento e exclusão.
Assim, dirigindo-se aos embaixadores, o Papa Francisco afirmou que a humanidade vive neste momento 'um retorno à própria história', tendo em consideração os progressos registados em âmbitos como a saúde, a educação e a comunicação.
"No entanto, devemos reconhecer também que a maior parte dos homens e das mulheres do nosso tempo continuam a viver numa precariedade quotidiana com consequências funestas: o medo e o desespero arrebatam os corações de muitas pessoas, até mesmo nos países considerados ricos. A alegria de viver começa a diminuir; a indecência e a violência estão em aumento; a pobreza torna-se mais evidente. Deve-se lutar para viver e, muitas vezes, viver com pouca dignidade".

Para o Papa Francisco, uma das causas desta situação é a relação que temos com o dinheiro, ao aceitar o seu domínio sobre nós e sobre as nossas sociedades. Assim, a crise financeira, faz-nos esquecer sua origem primordial: a primazia do homem. Neste contexto, o Papa lamentou que a solidariedade, tesouro dos pobres, é muitas vezes, considerada contraproducente, contrária à racionalidade financeira e económica. Enquanto a renda de uma minoria aumenta de maneira exponencial, aquela da maioria enfraquece-se. Instaura-se uma nova tirania invisível, o endividamento e o crédito distanciam os cidadãos do seu poder de aquisição real. A isso, acrescentam-se uma corrupção tentadora e uma evasão fiscal egoísta, que assumiram dimensões mundiais. "O desejo de poder e de posse tornou-se ilimitado", destacou.
Em seguida, Papa Francisco abordou o tema da ética que conduz a Deus e que se aliena das categorias do mercado, permitindo criar um equilíbrio e uma ordem social mais humanos. E encorajou os peritos financeiros e os governantes dos seus países a refletirem sobre as palavras de São João Crisóstomo: «Não compartilhar com os pobres os próprios bens é roubá-los e tirar-lhes a vida. Os bens que possuímos não são nossos, mas deles».
O Santo Padre sugeriu aos embaixadores uma reforma financeira que seja ética e que produza uma reforma económica salutar para todos. E exortou os dirigentes políticos a enfrentarem este desafio com determinação e perspicácia, tendo em conta, naturalmente, a peculiaridade dos seus contextos. "O dinheiro deve servir e não governar!"
Ao garantir que o Papa ama todos, ricos e pobres; ele ressaltou o seu dever, em nome de Cristo, de recordar ao rico que deve ajudar o pobre, respeitá-lo, promovê-lo. O Papa exortou à solidariedade desinteressada e a um retorno da ética para o bem do homem, na sua realidade financeira e económica.
Dirigindo-se às autoridades financeiras, sugeriu: "Por que não dirigirem-se a Deus para inspirar seus desígnios?. Assim, poderia-se criar uma nova mentalidade política e económica, por forma a transformar a dicotomia absoluta que existe entre as esferas económica e social numa sã convivência".


Fonte: Rádio Vaticano

Juventude Missionária de São Paulo realiza encontro estadual e elege Coordenação

A Juventude Missionária (JM) do estado de São Paulo realizou nos, dias 10 a 12, mais um encontro de formação de lideranças para grupos. A reunião aconteceu na casa das Irmãs de Santa Catarina Regina Portman na cidade de Guarulhos (SP) com a participação de representantes das dioceses de Presidente Prudente, Franca, Caraguatatuba, São Miguel Paulista, Santo Amaro, Guarulhos e Arquidiocese de São Paulo (Região Santana).

Na abertura dos trabalhos, após a acolhida e a apresentação da programação, padre Marcelo Gualberto, secretário nacional da Pontifícia Obra da Propagação da Fé (POPF), responsável pela coordenação e articulação da JM falou sobre a realidade da missão no Brasil, sua organização e projetos de missão no país e além-fronteiras. Em outro momento de formação, padre Marcelo apresentou também o carisma e as atividades da Pontifícia Obra da Propagação da Fé que, além de trabalhar com a JM, acompanha as Famílias, Idosos e Enfermos Missionários, bem como os Grupos de Animação Missionária. Sobre a JM, o secretário nacional explicou como essa atividade surgiu no mundo e no Brasil, seu carisma, perfil, identidade e metodologia. Destacou o perfil do assessor e do coordenador, suas responsabilidades e critérios para escolha de ambos.

Após a recitação do Terço Missionário, na intenção de todos os povos do mundo, no sábado à noite, foi eleita a nova Equipe de coordenação da JM no estado de São Paulo, que ficou assim constituída: Diego Ferreira Coelho, de São Miguel Paulista (Coordenador); Diego Raposo, de Guarulhos (vice-coordenador e responsável pela comunicação) e Peterson Silva Novais, de Guarulhos (secretário). Integram a Equipe ainda, Derek Lessa Silva, de Guarulhos, Ricardo Aparecido Beletate, de Franca, Alexandre Paulino Garcia e Mayara Garcia de Souza, ambos de Santo Amaro.

Tiago Scalco que coordenou a JM no estado nos últimos seis anos aponta como um dos desafios as dimensões geográficas. "Com uma equipe vai facilitar a articulação. Até agora sempre tive ajudas mais nunca uma equipe", comenta. "Vejo que o trabalho em São Paulo tem muito para crescer e se expandir. A nova equipe mescla experiência e novos parceiros. Avalio positivamente a caminhada feita até agora e confio muito os nomes que entraram na nova coordenação. Agradeço às POM e a Conselho Missionário Regional Sul 1, pela confiança e parceria. Esses anos me fizeram muito mais humano e apaixonado pela JM e sua missão", destaca Tiago.

As atividades do domingo, dia da Ascensão do Senhor, Dia Mundial das Comunicações Sociais e Dia das Mães, começaram com a missa comemorativa à essas datas. Na sequência, foram abordados temas como a Campanha da Fraternidade 2013 e a Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio 2013). Durante a JMJ, as Pontifícias Obras Missionárias terão sua sede na cidade de Niterói com uma programação especial, que inclui, Exposição de imagens de Nossa Senhora vindas de todo mundo, Exposição dos trabalhos das POM, Adoração Eucarística e, no dia 23 de julho, o Encontro Internacional da Juventude Missionária. As POM terão também um estande na Feira Vocacional.

O encontro encerrou no domingo, dia 12, quando os jovens foram enviados em missão à suas dioceses. "Espera-se que esse ardor, essa animação vistas no encontro estadual contagie toda a juventude e anime cada vez mais a missão local, estadual e nacional. Que Deus abençoe essa nova etapa na vida de cada jovem presente e na vida da Juventude Missionária a partir de agora", afirmou Diego Raposo.

Participaram do encontro ainda, o padre Antônio Maria, da diocese de Caraguatatuba e a Irmã Dores da Veiga Mendes, missionárias de São Pedro Claver, da Região Santana na arquidiocese de São Paulo. Padre Mário de Carli, IMC, padre Salvador Rodrigues, padre Paulo de Coppi, PIME, o seminarista Hechilly de Brito e a senhora Helena, do Comidi de Guarulhos marcaram presença.

Colaborou Diego Raposo, Comunicação JM Regional Sul 1.

Fonte: Jaime C. Patias - www.pom.org.br

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Arquidiocese do Rio recebe doação de 50 mil exemplares do Youcat para a juventude

Uma doação de 50 mil livros do Catecismo Jovem – Youcat, feita pela Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), chegou à arquidiocese do Rio no início deste mês de maio. Segundo o diretor executivo do Setor Atos Centrais do Comitê Organizador Local (COL) da Jornada Mundial da Juventude Rio2013, padre Renato Martins, é preciso que as paróquias entrem em contato com o COL e venham buscar os livros.

“Cada caixa tem 100 exemplares e a distribuição será de acordo com a necessidade de cada paróquia. Não há limites, nós queremos que cada jovem tenha um exemplar do Youcat. Acredito que a quantidade que ganhamos vai suprir a necessidade do Rio, mas se for necessário pediremos mais”, garantiu padre Renato.

O sacerdote disse que, no ano passado, a arquidiocese ganhou cinco mil exemplares e, diante da grande procura, o arcebispo do Rio, dom Orani João Tempesta, pediu mais. Padre Renato afirmou que os exemplares já começaram a ser distribuídos e destacou a importância do Youcat como um grande instrumento de evangelização, em preparação para a JMJ.

“Queremos incentivar a juventude a mergulhar no estudo da doutrina da Igreja, através desse instrumento que consegue estar bem próximo da realidade dos jovens. Ser discípulo significa primeiramente conhecer a Igreja e ter consciência da fé para poder anunciá-la. Dentro dos Atos Centrais da JMJ teremos momentos para estimular os jovens a conhecerem mais esse grande projeto da Igreja”, afirmou.

O coordenador no Brasil do Projeto Catecismo Jovem, Jerônimo Laurício, destacou que o Youcat é uma ferramenta que possibilita fornecer uma formação continuada ao jovem. Sobre o efeito de multiplicação da fé, ele destacou a frase do Papa Paulo VI: “O apóstolo do jovem é o próprio jovem”.

“ Graças a AIS, o Brasil tem conseguido responder ao pedido do Papa emérito Bento XVI para o estudo do catecismo jovem, para que a juventude possa viver e compartilhar a fé, e alcance um maior número de pessoas a partir de uma linguagem jovem, traduzida no Youcat,” disse.

Jerônimo reforçou que a doação é importante porque na arquidiocese do Rio está o coração da JMJ Rio2013, enquanto sede e cidade da fé, uma vez que todas as paróquias são chamadas a se envolver e preparar para a Jornada.

De acordo com o coordenador na Alemanha do YouCat Internacional, Johannes Hñgel, a ideia é alcançar o coração da juventude. “Os jovens têm muitas perguntas, e o catecismo jovem procura respondê-las”, resumiu.

Os interessados podem buscar os livros no Setor de Atos Centrais do COL, no Edifício João Paulo II, na Rua Benjamim Constant, 23, no 7º andar. Informações: 3177-2013.

Fonte: CNBB

“A República Centro-africana corre o risco de se tornar uma sede da Al Qaeda” diz um missionário

 “A República Centro-africana pode se tornar uma sede da Al Qaeda”. É o alarme lançado à Fides por pe. Anastasio Roggero, missionário carmelita que retornou no dia 2 de maio da República Centro-africana. “Fiquei apenas poucos dias, mas trabalho no país desde 1975 e posso dizer que o conheço bem”. Desde que a aliança rebelde Seleka expulsou o Presidente François Bozizé e seu líder Michel Djotodia se autoproclamou Presidente, a República Centro-africana vive no caos. “Meu temor – explica pe. Anastasio - nasce do fato que é um país do tamanho da França, com apenas 5 milhões de habitantes. Agora que a pouca administração estatal foi completamente destruída, quem pode controlá-lo? Estamos no coração da África e o perigo que aqui se instaure uma central do terrorismo é real, segundo meu modesto parecer”. O perigo aumenta com o fato que os homens da Seleka têm um comportamento hostil com os cristãos, o que aparentemente não tem precedentes na história do país, como confirma pe. Anastasio. “Vivi amotinamentos do exército em 1996, 1997 e 1998 e as rebeliões de 2001 e de 2002-2003, mas o que está acontecendo agora supera outras crises vividas na República Centro-africana”, diz o missionário. Pe. Anastasio cita como exemplo sobre o tratamento reservado aos missionários “aquilo que Pe. Valentino, missionário capuchinho que estava comigo no avião de volta para a Itália, me contou”. “Sua missão em Gofo, no norte, confim com o Chade, foi completamente destruída. Os rebeldes chegaram atirando em todos e pe. Valentino e seus irmãos tiveram que se esconder de baixo das camas para se proteger. Depois, graças à intervenção do pouco que sobrou das forças da ordem, foram acompanhados a uma aldeia de 800 km até Bangui”. Pe. Anastasio acrescenta que “Pe. Valentino, que tem 78 anos, 52 dos quais passados na África, não desanimou e encerrou exclamando: ressurgiremos!”. Pe. Anastasio prossegue: “Em Bangui está agora sendo feito algo para melhorar a segurança, tanto é que acabou de ser reaberta a escola “Charles De Gaulle”. Em outras áreas do país a situação permanece extremamente precária. Os rebeldes, que em sua maioria são sudaneses e chadianos, pedem dinheiro aos pobres, que não têm nada. Então, roubam as míseras casas da população, e até suas poucas roupas. A República Centro-africana é o seu ‘tesouro’ de guerra, que vai diretamente para o Chade. Mais do que guerrilheiros, são mercenários pagos com o saque dos bens dos centro-africanos”. Pe. Anastasio, diante da dimensão da destruição cometida pela Seleka (entre outros, foram destruídos sistematicamente arquivos municipais e paroquiais), comenta: “Parece que tudo foi destruído para instaurar o Islã”. “Os homens da Seleka destruíram todas as estruturas estatais: escolas, edifícios públicos e de saúde. Como se pode pensar em recuperar a administração estatal nestas condições?”, conclui o missionário.

Fonte: Agência Fides
Local: Bangui - África

terça-feira, 14 de maio de 2013

Papa Francisco: "Temos necessidade de um coração largo que seja capaz de amar"

Na missa do dia de hoje, 14 de Maio, o Papa Francisco afirmou na sua homilia que nós temos necessidade de um coração largo que seja capaz de amar. Se queremos mesmo seguir Jesus devemos viver a vida como um dom que se dá aos outros e não um dom para se conservar. Jesus ama sempre e dá-se sempre. E este seu dom do amor leva-nos a amar para dar fruto, porque o fruto permanece. E invocou o Espírito Santo:

"Nestes útimos dias em que aguardamos pela festa do Espírito Santo pedimos: Vem Espírito Santo, vem e dá-me este coração largo, este coração que seja capaz de amar com humildade, com suavidade mas sempre este coração grande que seja capaz de amar. E pedimos esta graça ao Espírito Santo para que nos livre sempre do outro caminho, aquele do egoísmo, que acaba por terminar mal. Peçamos esta graça".

Recordemos que na eucaristia matinal de hoje estiveram presentes um grupo de trabalhadores dos Museus Vaticanos e alunos do Colégio Pontifício Português. A celebração foi concelebrada pelo Arcebispo de Medellín Ricardo Restrepo.
Já no dia de ontem o Papa tinha invocado o Espírito Santo em jeito de preparação para a Festa do Pentecostes do proximo domingo 19 disse o Santo Padre que "o Espírito Santo permite que o cristão tenha ‘memória’ da história e dos dons recebidos de Deus. Sem esta graça, há o risco de se cair na idolatria”.

“Hoje, muitos cristãos não sabem quem é o Espírito Santo, como ele é. E algumas vezes, ouve-se dizer: Mas eu arranjo-me com o Pai e o Filho: rezo o Pai Nosso ao Pai, faço a comunhão com o Filho, mas com o Espírito Santo... não sei o que fazer’. Ou então diz-se: O Espírito Santo é a pomba, aquele que nos dá sete dons... Mas assim, o pobre Espírito Santo fica sempre no fim e não encontra um bom lugar nas nossas vidas”.

Prosseguindo, o Papa Francisco, ressaltou que o Espírito Santo é um “Deus ativo entre nós”, que nos faz lembrar, que desperta a nossa memória. O próprio Jesus explicou aos Apóstolos, antes do Pentecostes, que o Espírito lhes recordaria tudo o que ele havia dito. Ter memória – especificou - significa também recordar as próprias misérias, que nos escravizam e recordar a graça de Deus, que destas misérias nos redime.O Papa Francisco concluiu com um convite aos cristãos para que peçam a graça da memória, para serem pessoas que não se esquecem do caminho percorrido, não se esquecem das graças recebidas e que não se esquecem do perdão dos pecados e nem que foram escravos e que o Senhor as salvou.

Fonte: Rádio vaticano

sexta-feira, 10 de maio de 2013

CCM prepara curso de formação missionária com enfoque na Amazônia

Estão abertas as inscrições para o Curso de Formação Missionária com enfoque na Amazônia que acontece no Centro Cultural Missionário (CCM) em Brasília (DF) entre os dias 2 e 27 de junho. O curso é promovido pelo CCM, organismo vinculado à CNBB, em parceria com a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), a Comissão Episcopal para Amazônia e o Instituto Superior de Filosofia Berthier (IFIBE), de Passo Fundo, (RS), instituição mantida pelos Missionários da Sagrada Família da Província Brasil Meridional. Essa iniciativa visa oferecer uma formação especifica a agentes de pastoral que atuam no Brasil, com enfoque na missão na Amazônia.

A formação dos missionários é um fator básico para o desenvolvimento das atividades. Há algum tempo vem se afirmando, nos institutos missionários e nas escolas de missiologia, que o primeiro problema da missão é o próprio missionário. Por isso, é necessário convidar as pessoas a reservar, antes de tudo, um tempo para si, de aprofundamento, de aplicação, de estudo e de oração. É preciso capacitá-las e qualificá-las recorrendo a uma formação missionária específica que ajude a enfocar adequadamente questões relevantes de ordem humana, teológica, pastoral e espiritual.

Os objetivos desse Curso são:
1.Aprofundar as motivações pessoais, a própria compreensão da missão, a visão dos desafios missionários, os fundamentos bíblicos e teológicos;
2.Fornecer aos participantes referenciais teóricos e práticos para a ação missionária, recorrendo a vários tipos de mediações inter-disciplinares;
3.Proporcionar, através do estudo, da reflexão e do debate, momentos de discernimento participativo, de revigoramento espiritual e de atualização sobre os caminhos missionários da Igreja no Brasil.

Realizado em regime de internato, o curso abordará nove dimensões da missão: humano-afetiva, bíblica, teológica, geográfica, histórica, antropológica, socioambiental, ecumênica e espiritual. A todos os participantes será entregue no final do curso um certificado de extensão universitária reconhecido pelo MEC.

O curso é indicado para:
•missionárias e missionários prestes a serem enviados à Amazônia ou a outras situações missionárias do país, o que já estão atuando nelas;
•missionários e missionárias que vêm do exterior e que necessitam de uma formação para uma inserção ou uma re-inserção no contexto brasileiro;
•presbíteros e diáconos, religiosos e religiosas, leigos e leigas, que estão na labuta há anos, e que procuram um momento significativo de atualização e avaliação pessoal sobre alguns conteúdos e sobre sua própria experiência missionária.

A inscrição é feita pelo site: www.ccm.org.br

“Como entramos de maneira pacífica, decidimos sair de maneira pacífica”, disse grupo de indígenas ao desocupar canteiro

Com um prazo de 24 horas dado pela desembargadora Selene de Almeida, do TRF-1, Brasília (DF), os cerca de 180 indígenas de nove povos dos rios Teles Pires, Tapajós e Xingu, afetados por projetos hidrelétricos, decidiram se retirar do principal canteiro de obras da UHE Belo Monte, às margens da Transamazônica, no Pará, no início da noite desta quinta-feira, 9.

"Como entramos de maneira pacífica, decidimos sair de maneira pacífica. Mostramos que não somos bandidos e respeitamos a decisão da Justiça. Esperamos que a nossa atitude mostre que isso é estar aberto ao diálogo", explicou Valdenir Munduruku em entrevista coletiva aos jornalistas às portas do canteiro.

Ao redor da liderança indígena, a mais de uma centena de indígenas, que durante uma semana ocuparam o canteiro, num dos mais contundentes protestos contra a usina, pediam pela consulta às comunidades afetadas pelas usinas hidrelétricas que o governo federal pretende construir na Amazônia - parte da pauta que motivou a ocupação. Contrariando a Convenção 169 da OIT e a Constituição Federal, o governo Lula e Dilma passaram a executar grandes obras sem consultar as comunidades afetadas.

"Não estamos saindo por conta de nenhum acordo. Nós vamos sair daqui porque desde quando chegamos o ministro não veio conversar conosco. (Ao contrário) Escreveu muita mentira na internet sobre a gente", afirmou Cândido Munduruku, presidente da Associação Pusuru. Os indígenas deixaram claro que não vão abandonar a agenda de luta contra as hidrelétricas na Amazônia e pela consulta prévia.

Valdenir e Cândido ressaltaram que o grupo sai "revoltado com o governo federal", que ao invés de enviar o ministro Gilberto Carvalho para dialogar mandou a Força Nacional e a Polícia Federal. Os indígenas foram cerceados e impedidos de fazer contato com seus advogados, com a imprensa; agentes da Força Nacional chegaram a impedir a entrada de comida.

No final da noite de ontem, quarta, 8, a desembargadora Selene deferiu pedido de reintegração de posse feito por dez advogados da Norte Energia S A. Hoje, o Ministério Público Federal (MPF) do Pará pediu a suspensão da reintegração. Selene manteve a reintegração, mas reconheceu o movimento como pacífico e despachou um prazo de 24 horas para os indígenas abandonarem a ocupação.

Militarização e relações perigosas

Entre 80 e 100 policias da Força Nacional estiveram presentes no canteiro ocupado pelos indígenas. No final da tarde desta quinta, a procuradora Federal Thais Santi chegou ao canteiro e constatou que só ocorreria violência no local caso a reintegração ocorresse.

De acordo com relatório feito pela chefe da Polícia Federal em Altamira (PA), os indígenas estariam ameaçando cerca de 3 mil trabalhadores, o que justificaria a reintegração. Porém, em contradição, a imprensa noticiou atos de solidariedade dos funcionários da usina com o movimento dos indígenas.

Em nota, o MPF/PA mostrou preocupação com a condução da operação de reintegração de posse, "já que a chefe da PF em Altamira, responsável pelo relatório feito à Justiça, é casada com o advogado da Norte Energia S.A Felipe Callegaro Pereira Fortes, autor do pedido de reintegração de posse. No agravo feito ao TRF1, o advogado chega a citar o relatório da PF, assinado pela sua esposa", diz a nota.

Fonte: www.cimi.org.br - Vitória do Xingu

Pastoral da Juventude reafirma luta contra a violência em Seminário Nacional

Lideranças juvenis de todas as regiões do país estiveram em Brasília para atividade sobre a Campanha Nacional contra a Violência e Extermínio de Jovens

"Não à redução da maioridade penal e sim a favor da vida das juventudes". Esse foi o grito dos mais de 150 participantes do Seminário da Campanha Nacional contra a Violência e Extermínio de Jovens ao encerrarem a atividade realizada, em Taguatinga (DF), entre os dias 03 a 05 de maio.

O evento reuniu pessoas de todo país. Jovens e adultos, religiosos, leigos, que aprofundaram os caminhos para fortalecer a pauta sobre a defesa da vida da juventude e garantia de seus direitos. "A Campanha já se estabeleceu, mas ela precisa ter uma continuidade. Agora temos um olhar de onde a gente está e para onde a gente vai", afirmou a jovem Elisangela Hahn, da Arquidiocese de Curitiba no Paraná, ao avaliar a importância da atividade.

Em sintonia com a Campanha foram abordados seis temas centrais: violência e extermínio; tráfico humano (prostituição e trabalho escravo); violência e uso de drogas; redução da maioridade penal; aprisionamento e cárcere; e segurança pública, educação e trabalho. Para a assessora Arleth Gonçalves, da Arquidiocese de Belém do Pará, o extermínio da juventude não pode continuar invisível para a sociedade. "Por isso, os jovens do Brasil se reuniram para dar horizonte à Campanha, levando de volta para os seus estados a esperança que muitas vezes é perdida devido a tantas forças contrárias à nossa causa", frisou a assessora.

Não só a análise e o debate sobre os rumos da Campanha estiveram em pauta. A avaliação das ações e das conquistas já realizadas ao longo dos quatro anos da iniciativa, também estiveram presente. O jovem Felipe Freitas, que coordena o projeto "Juventude Viva" do governo federal, enfatizou que a Campanha foi a principal ação para pautar o tema na sociedade e motivar a criação dessa e de outras políticas públicas.

A participação de representantes do poder público e de diversas organizações juvenis foi acompanhada de diálogos e conversas a respeito do posicionamento da Pastoral da Juventude contra a redução da maioridade penal. "Dizemos não por acreditar que a redução trata o efeito e não a causa. Além disso, o sistema prisional não reinsere ninguém na sociedade", esclareceu o jovem Gil Kairós, da Pastoral da Juventude do Piauí.

O evento contou com a parceria da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), Província Marista Brasil Centro-Norte (PMBCN), Coordenadoria de Juventude do Distrito Federal, Cáritas Brasileira e o apoio da Rede Brasileira de Centros e Institutos de Juventude, Adveniat e DKA Áustria. A atividade contou também com a assessoria de Carmem Lúcia Teixeira, do CAJUEIRO: Centro de Formação, Assessoria e Pesquisa em juventude.

Segundo Fr. Rubens Nunes, assessor da CRB Nacional na área de juventude, "o Seminário Nacional revelou a capacidade das lideranças da Pastoral da Juventude de organização e consciência social e ao mesmo tempo nos alertou para a emergência sobre o risco da redução da maioridade penal", sublinhou o religioso.

Destaca-se, ainda, a memória feita ao longo do Seminário, sobre as pessoas que doaram suas vidas em favor dos empobrecidos, em especial das juventudes. Como gesto concreto desta memória, foi entregue a cada participante um pouco da terra do local onde foi assassinado (2009) padre Gisley Azevedo Gomes, então assessor do Setor Juventude da CNBB. O símbolo foi utilizado como envio aos jovens que levarão as discussões e assuntos para os grupos de base de todo o Brasil.

A Campanha

Campanha Nacional contra a Violência e Extermínio de Jovens teve início, no ano de 2008, em ação articulada das Pastorais da Juventude do Brasil e de diversas organizações. A ação busca fomentar e provocar toda sociedade para o debate sobre as diversas formas de violência contra a juventude, especialmente, o extermínio de milhares de jovens no Brasil. Com isso, a Campanha objetiva avançar na conscientização e desencadear ações que possam mudar essa realidade de morte juvenil.

Fonte: www.pj.org.br - Assessoria de Comunicação da PJ

“Não nos afastemos do Vosso amor, da nossa fé em Vós”, rezou o cardeal Bechara Boutros

Na noite da quarta-feira, 08 de maio, o Patriarca de Antioquia dos Maronitas, cardeal Bechara Boutros Raï, presidiu a missa da Festa de São Charbel, na Catedral Metropolitana de Brasília (DF). A celebração contou com a presença do arcebispo, dom Sérgio da Rocha, dos bispos auxiliares, dom Leonardo Ulrich Steiner - secretário geral da CNBB, e dom Valdir Mamede. O cardeal realiza visita pastoral pela América Latina e está no Brasil desde o dia 28 de abril.

A missa contou com a participação de membros da comunidade maronita, sacerdotes e diáconos do rito oriental. No início da celebração, o cardeal Béchera foi acolhido pelo arcebispo de Brasília, dom Sérgio da Rocha, que manifestou gratidão pela visita do patriarca na Arquidiocese. A celebração seguiu o rito próprio, rezada em siríaco. “Nós vos pedimos, ó Cristo, nosso Senhor, pela intercessão de São Charbel, que reveleis a cada um de nós o caminho da santidade e nos deis um rosto iluminado e um coração puro. Assim, não nos afastemos do Vosso amor, da nossa fé em vós”, rezou o cardeal Béchera, durante a missa.IMG 5773

Ainda, na capital federal, o Patriarca foi recebido pelo vice-presidente da República, Michel Temer, e visitou a Embaixada do Líbano. Também houve um encontro com o Núncio Apostólico no Brasil, dom Giovanni d’Aniello. Após a celebração da eucaristia na Catedral, foi realizado um encontro fraterno com a comunidade maronita no Clube Monte Líbano. A passagem do cardeal Béchara Boutros pelo Brasil deve se estender até o dia 11 de maio, no Rio de Janeiro, de onde partirá para a Venezuela.

Fonte: CNBB

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Comissão para a Vida e Família disponibiliza Guia de Oração para o 3º Simpósio e 5ª Peregrinação Nacional da Família


O Setor Família da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB elaborou um Guia de oração para o 3º Simpósio e 5ª Peregrinação Nacional da Família. Os eventos serão realizados respectivamente nos dias 25 e 26 de maio, na Canção Nova e no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. Veja o material.

Fonte: CNBB

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Lideranças da PJ visitam CNBB e mostram ações contra a violência e o extermínio da juventude brasileira

Na manhã da terça-feira, 07/05, o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, recebeu na sede da instituição em Brasília (DF) a coordenação da Pastoral da Juventude (PJ), representada pelos jovens Thiesco Crisóstomo, secretário nacional, e Joaquim Alberto Silva, da Comissão Nacional de Assessores da PJ.

O encontro teve como pauta apresentar o diálogo que a PJ tem construído no que diz respeito à violência e extermínio da juventude brasileira, inclusive o debate em torno da redução da maioridade penal. Thiesco partilhou a realização do Seminário da Campanha Nacional contra a violência e extermínio de jovens, realizado de 3 a 5 de maio, e enfatizou o clamor da juventude presente na atividade para que, como cristãos,  “possamos lutar pela vida da juventude e que a redução da maioridade penal não é a solução para a questão violência que assola no país e, sim, uma maneira de criminalizar a juventude”, afirmou o jovem.

“Com a realização da Campanha Nacional contra a violência e extermínio de jovens a Pastoral da Juventude reafirma a sua luta pela vida, com destaque para que adolescentes e jovens sejam reconhecidos como sujeitos de direitos e tenham vida em abundância”, afirmou Joaquim Alberto.

Dom Leonardo, destacou a necessidade de que as dioceses possam dialogar localmente sobre a pauta da redução da maioridade penal, fortalecendo o posicionamento da Igreja do Brasil de que a proposta esta proposta não soluciona o problema, mas violenta e penaliza ainda mais adolescentes e jovens, sobretudo os mais pobres, negros e moradores de periferias. A CNBB já tem esta posição sobre o assunto, publicada em nota no ano de 2009.

Ao final do encontro, foi entregue a dom Leonardo o subsídio de estudo da PJ, materiais da Campanha Nacional contra a violência e extermínio de jovens e da celebração dos 40 anos da PJ no Brasil.

Fonte: CNBB

Juventudes reafirmam luta contra a violência em Seminário Nacional

“Não à redução da maioridade penal e sim a favor da vida das juventudes”. Esse foi o grito dos mais de 150 participantes do Seminário Nacional da Campanha contra a Violência e Extermínio de Jovens ao encerrarem a atividade realizada no Colégio Marista de Taguatinga (DF) de 03 a 05 de maio.

“A Campanha já se estabeleceu, mas ela precisa ter uma continuidade. Agora temos um olhar de onde a gente está e para onde a gente vai”, afirmou a jovem Elisangela Hahn da arquidiocese de Curitiba (PR) ao avaliar a importância do evento. Para se estabelecer os caminhos para a campanha foram abordados seis temas centrais: juventude e extermínio; tráfico humano; violência e uso de drogas; a não redução da maioridade penal; juventude e violência e juventude, educação e trabalho.

Alessandra Miranda, assessora nacional de Direitos Humanos da Cáritas Brasileira, destacou os índices de extermínio de jovens no Brasil. “Os adolescentes e jovens têm o direito da ousadia de pensar em horizontes. Da importância de pensar na violência em todas as suas dimensões e que o extermínio de jovens aponta um índice de cenário de guerra no Brasil. Não podemos normatizar o genocídio da juventude empobrecida e negra nesse país. São pessoas, com histórias, famílias, sonhos. Precisamos com inteligência assumir que temos uma política de extermínio dos empobrecidos e agir para a superação dessa realidade.”

Não só a análise e o debate sobre os rumos da Campanha estiveram em pauta. A avaliação das ações já realizadas e das conquistas também esteve presente. O jovem Felipe Freitas, que coordena o projeto “Juventude Viva” do Governo Federal, afirmou que a Campanha contra a Violência e Extermínio de Jovens foi a principal ação para pautar o tema na sociedade e motivar a criação dessa e de outras políticas públicas.

A participação de representantes do poder público foi acompanhada de diálogos e conversas a respeito do posicionamento da Pastoral da Juventude contra a redução da maioridade penal. “Dizemos não por acreditar que a redução trata o efeito e não a causa. Além disso, o sistema prisional não reinsere ninguém na sociedade”, esclarece o jovem Gil Kairós do estado do Piauí. O posicionamento é partilhado pela Igreja do Brasil em nota já emitida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB.

A Campanha Nacional contra a Violência e Extermínio de Jovens teve início no ano de 2008 em uma ação articulada das Pastorais da Juventude do Brasil. O Seminário foi realizado pelo projeto “A Juventude Quer Viver” em parceria com toda a PJ e parceiros.

Fonte: CNBB