terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Dom Lorenzo Baldisseri fala da JMJ RIO2013 e suas expectativas

O novo Secretário da Congregação para os Bispos, dom Lorenzo Baldisseri, concedeu uma entrevista, na semana passada, para a Rádio Vaticano. Nesta entrevista, dom Lorenzo fala dos preparativos para a próxima Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá no Rio de Janeiro, em 2013, e de suas expectativas para o grande evento.

“Eu estive presente no momento de lançamento, no início da peregrinação dos Símbolos da JMJ pelo Brasil, que aconteceu em setembro de 2011, em São Paulo. Foi magnífico. Soube depois que, em poucos dias de peregrinação, mais de 500 mil pessoas haviam acolhido a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora, uma coisa extraordinária. Isso mostra o quanto o povo brasileiro está vivendo a preparação da a Jornada Mundial da Juventude”, disse dom Lorenzo Baldisseri, se referindo a peregrinação dos Símbolos por São Paulo, que, somente no Bote Fé, juntou, no Campo de Marta, na capital paulista, mais de 100 mil pessoas, segundo a arquidiocese local.

Falando sobre sua expectativa para a participação popular, dom Lorenzo afirmou que o evento superará todas as estimativas. “Eu creio que será um evento tão grande, que superará todas as expectativas. Se em Madri contou com a participação de dois milhões de pessoas, no Brasil será, certamente, quatro ou cinco milhões. Porque não é só o Brasil, com sua população imensa e proporção continental, mas haverá toda a mobilização da América Latina”.

Sobre a participação do papa Bento XVI, dom Lorenzo Baldisseri disse que a JMJ de 2013 será “um banho de espiritualidade”, e uma “benção da parte desta Jornada”, para com o povo do Brasil. “Com a presença do Santo Padre, o papa Bento XVI, estamos preparando aqui, sobretudo a arquidiocese do Rio de Janeiro, anfitriã oficial, um grande espetáculo que será um sucesso, dando um entusiasmo, não só aos jovens, que são os atores principais, mas também a todo o povo de Deus. Podemos dizer que a JMJ dará um impulso muito forte a evangelização do país”, finalizou o Secretário da Congregação para os Bispos, dom Lorenzo Baldisseri.

Fonte: CNBB

Braga, Capital Europeia da Juventude 2012

A Igreja estará presente neste acontecimento

Braga foi escolhida pelo Fórum Europeu da Juventude  para Capital Européia da Juventude em 2012 e a igreja estará presente neste acontecimento.

A cidade de Braga concorreu diretamente com duas cidades gregas - Iráclion, capital da Ilha de Creta; e Byron, situada próxima de Atenas - mas de fora ficaram outras 7 cidades que apresentaram a candidatura, entre as quais Málaga (Espanha), Sarajevo (Bósnia) e Roubaix (França).

Duas cidades portuguesas estarão no centro das atenções com iniciativas de âmbito europeu: Braga 2012: Capital Européia da Juventude e Guimarães: Capital Européia da Cultura.

A Igreja estará “presente nestes acontecimentos” e a “pastoral será orientada nesse sentido”, disse D. Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga.

O título de "Capital Europeia da Juventude" é atribuído a uma cidade européia por um período de um ano. Durante esse ano, a cidade terá oportunidade de apresentar um programa multi-facetado que destaque a riqueza, diversidade e características comuns da aproximação intergeracional européia bem como o empreendedorismo dos jovens no continente.

Entre os eventos a realizar destaca-se o fórum YWorld, evento de abertura da Capital Européia da Juventude 2012, que pretende dar a conhecer junto da comunidade local a vida dos jovens nos vários países do mundo. Objetivo: apontar soluções que promovam a integração, inclusão e proteção dos direitos humanos, assumindo corresponsabilidades nas políticas públicas.

De acordo com notícia da Rádio Vaticana, o arcebispo de Braga disse que vai escrever “uma mensagem de boas vindas aos jovens que passem pela cidade para que o ano “seja aproveitado convenientemente”. Escrita em inglês, espanhol e português, a mensagem vai ser divulgada “na próxima semana”. Segundo D. Jorge Ortiga, “é importante olhar para a juventude e vê-la com os seus problemas e os seus dramas” e “procurar responder à situação concreta dela”.

Nesse sentido, as próximas jornadas de teologia vão abordar a temática da pastoral juvenil e a diocese realizará, brevemente, um fórum da juventude “para pensar sobre os problemas desta e nos melhores contributos para um futuro melhor”, afirmou D. Ortiga.

Fonte: Maria Emilia Marega - Zenit

Trovador, um ponto de referência para as músicas católicas

Site espanhol chega aos dez milhões de visitantes

O site trovador.com chegou aos dez milhões de visitantes. O serviço de evangelização através da música, iniciado em maio de 2001, é uma iniciativa sustentada “por um grupo de pessoas chamadas a servir ao Senhor na arte e no serviço da evangelização, especialmente dentro da música cristã”, dizem os criadores. “Somos membros da Igreja católica. Estamos comprometidos com ela e realizamos diversas ações pastorais”, completam.

O Trovador nasceu no final de 1994 como uma produtora de música cristã católica. Começou trabalhando na produção de discos de grupos e de artistas cristãos do norte da Espanha. Em 1995, coordenou uma coletânea pela paz, iniciativa que pretendia mostrar o que os artistas cristãos estavam fazendo naquela época. O disco reuniu catorze solistas e grupos e cada um contribuiu com uma música para o trabalho.

Participaram no projeto Juanjo Elezkano, Alberto e Emilia, Alborada, Brotes de Olivo, Egunsentia, Flamiz, Jacobo, Javier F. Chento, Kairoi, Lluis Alba, Luis Alfredo, Marydma, Migueli e Nico.

Em 1996, os iniciadores do projeto criaram o portal Trovador, com o objetivo de cobrir as necessidades de formação, informação e divulgação da música cristã católica em espanhol, atingindo não só a Espanha, mas qualquer país de língua espanhola.

O site foi crescendo até se tornar um lugar de formação e de informação, que recebe, em média, cinco mil visitas por dia, de pessoas de mais de 120 países.

Mais de sessenta trabalhos discográficos já foram editados com o selo Trovador, em especial a partir do ano 2000. Pertencentes a diversos artistas, ou preparados para várias congregações religiosas, os discos contam com o trabalho do Trovador em todas as etapas do projeto, desde a composição, gravação, arranjos, edição e desenho gráfico até a edição final.

O projeto mais recente envolve a produção de programas em vídeo para a televisão, como a edição de shows em DVD e programas didáticos. O Trovador vai além de uma página de internet e de um selo discográfico: é uma comunidade de criadores, que oferece downloads gratuitos de alguns trabalhos e que possui também uma loja e uma rádio na internet.

Para saber mais: www.trovador.com

Fonte: Zenit

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A Igreja e a nova Evangelização

"A Igreja Católica não é um museu de arqueologia. Ela é como a antiga fonte do vilarejo que dá água às gerações do hoje, como a deu àquelas do passado”, Papa João XXIII. (13/12/1960).
 Em 2012 é o ano Jubilar: nele se celebram 50 anos da abertura do maior acontecimento na História da Igreja Católica do século XX, o Concílio Ecumênico Vaticano II, inaugurado em 11/10/1962 pelo Papa João XXIII e encerrado em 08/12/1965 pelo Papa Paulo VI.

 AGGIORNAMENTO, isto é, atualização, foi à palavra-chave e fundamental do Concílio. O Papa João XXIII sabia da necessidade de “AGGIORNARE LA CHIESA”, isto é, “atualizar e renovar a Santa Madre Igreja”. No Concílio tudo estava conectado: A Era Primaveril, Novo Pentecostes e Abissais Caminhos de Renovação...

 Durante a celebração Eucarística presidida para participantes do encontro “Novos Evangelizadores para a Nova Evangelização – A Palavra de Deus cresce e se multiplica”, realizado pelo Pontifício Conselho para Nova Evangelização, no dia 16 de outubro de 2011, o Papa Bento XVI anunciou o Ano da Fé.
“Queridos irmãos e irmãs, vocês são os protagonistas da Nova Evangelização que a Igreja iniciou e leva avante, não sem dificuldade, mas com o mesmo entusiasmo dos primeiros cristãos”, afirmou Bento XVI.
Tudo na Igreja de Cristo pela sarça do Espírito Santo é novo, renovado, avivado e reavivado. O AGGIORNAMENTO está fundamentado na misericórdia de Deus que se renovam todas as manhãs (Lm 3,22.23). E no seu amor zeloso que realiza todas as coisas (Is 9,6).
A sarça arde em todo o nosso ser pelo amor de Deus que foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo (Rm 5,5).
Para o coração que arde de amor e da Palavra de Cristo (Lc 24,32), tudo é novo, sempre renovado para Nova Evangelização.

EM CRISTO TUDO É NOVO

Tudo que é novo começo com Jesus. Ele é o fundamento da Boa Nova e da Igreja (Ef 2,20.21).
1. Só ele é a Nova e Eterna Aliança (Mt 26,28).
2. Só ele pode conceber o novo nascimento (Jo 3,1-13; 10,28.30).
3. Só em Cristo somos novas criaturas e tudo se faz novo (2 Cor 5,17).
4. Só em Cristo somos pedras vivas (1 Pd 2,5).
5. Só em Cristo receberemos uma pedrinha branca com novo nome (Ap 2,17).
6. Só Jesus faz novas todas às coisas (Ap 21.5).
Em Cristo somos revestidos do novo e que se renova para o conhecimento segundo a imagem do Criador (Cl 3,10).
Tudo na Igreja é novo e se renova para Nova Evangelização. Vejamos:
• A Sagrada Escritura a Sagrada Tradição e o Sagrado Magistério.
• O Pastoral Concílio Vaticano II.
• O Catecismo da Igreja Católica.
• Movimentos Carismáticos.
• Movimentos Eclesiais Paroquiais.
• Fraternidades Sacerdotais.
• Novas Comunidades de Vida e Aliança.
• A Mídia Católica.
• A Música Católica.
• Documento de Aparecida.
• Os Mártires Contemporâneos.
• Beato João Paulo II.
• O Ano da Fé.

TRÊS MULHERES

 Três grandes e santas mulheres no século XX viveram o Novo Pentecostes e deixaram para nós um legado em prol da Nova Evangelização. São elas:
1. Elena Guerra. Vida e obra na propagação das maravilhas renovadas do Espírito Santo. É considerada a Apóstola do Espírito Santo. Fundadora da Congregação Oblatas do Espírito Santo.
2. Marthe Robin. Vida e obra na mística Eucarística. Viveu mais 50 anos se alimentando somente da Eucaristia. Fundou a Casa de Retiros Foyer de Charité.
3. Madre Teresa de Calcutá. Vida e obra na caridade pela causa dos mais pobres. Fundadora da Congregação Missionárias da Caridade.
O Papa João Paulo II, na encíclica Redemptaris Missio, nº 42, escreve de forma magistral: “O homem contemporâneo acredita mais nas testemunhas do que nos mestres, mais na experiência do que na doutrina, mais na vida e nos fatos do que nas teorias”.
É na experiência do poder do Espírito Santo que recebemos a capacitação para testemunhar as maravilhas do Reino de Deus. Somos despertados de forma abissal para proclamar com tudo o que temos e o que somos a libertação em nome de Jesus de Nazaré.
Não vivemos de teatros, de encenação, de personagem televisiva, da virtualidade infernal, de Folia de Reis e da intectualidade meramente humana, vivemos sim, da profunda fornalha da experiência contínua de Pentecostes.
 
CONCLUSÃO

A obra do Espírito Santo na Igreja é não deixar jamais o fogo pentecostal se apagar.
Por graça do Senhor Jesus, pelo amor do bom Deus e pela comunhão do Espírito Santo, somos brasas vivas, fogo incendiário e holocausto até a volta de Jesus Cristo.
Na Igreja de Cristo tudo é aceso. A sarça queima sem fim. É o combustão que parte sempre de Novos Pentecostes. A obra do Paráclito é criativa, sábia, renovada, profunda, salutar e consistente.
As labaredas provindas dos dons são graças, virtudes de uma nova vida em Cristo. Tal vida é a luz que testemunha num mundo escuro de cultura de morte a vida abundante.
Com as ferramentas do Espírito Santo, somos capazes de enfrentar novos desafios e com ardor realizar a tarefa da Nova Evangelização.
A partir de Pentecostes, a Igreja torna-se forno, o Espírito Santo é o fogo e nós somos bem cozidos como alimento para saciar a fome da humanidade.

Pe. Inácio José do Vale
Professor de História da Igreja
Especialista em Ciência Social da Religião
Pregador de Retiros Espirituais
E-mail: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com
E-mail: pe.inacio.jose@hotmail.com
 
Fonte: Pe. Inácio José do Vale - CatólicaNet
Local: Volta Redonda

Testemunho Missionário - O rosto campesino paraguaio

Luane Lira, da JM de Alagoas e João Guilherme de Melo, da JM do Paraná estão, desde o dia 06 de janeiro, representando o Brasil nas Missões de Verão, organizada pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) do Paraguai. É de lá que eles nos enviam esse lindo testemunho missionário...
Luane, Linda (sec. nacional das POM no Paraguay) e João Guilherme

Desde que chegamos, eu e Luane estamos experimentando o sabor rico que tem a missão além-fronteiras. Um sabor de espiritualidade, muita partilha e aprendizado; aqui no interior do Paraguai, um encontro profundo com o Cristo de rosto campesino, que fala guarani e castelhano.

Pe. Walter SVD, diretor das POM do Paraguai, nos disse em formação antes mesmo de sair de assunção: “nós não vamos lá para ensinar e nem falar muito. Vamos para escutar, estar junto!”. Segundo Pe. Walter, a missão aqui tem o objetivo de ser uma missão de apoio ao trabalho já realizado pelos padres. Como ele disse: “uma missão de encontro de pessoas de fé (encontro profético), cuja atitude de base é: a escuta do outro (a)”. Uma missão de ir ao encontro das famílias e saber como estão; dar importância a essas pessoas, pois sentem com o tempo as dificuldades da vida, lhes falta sentido de viver, abandonadas.

Eu e Luane estivemos presentes em duas capelas diferentes até esse momento, estamos separados, mas juntos em oração e às vezes por celular. A Paróquia que está nos recebendo é a de são Blas, cidade de Guajaybi, que tem 40 mil habitantes, e fica no estado de São Pedro. Aqui quem está atendendo a paróquia são os missionários verbitas. Ela tem 60 capelas que são atendidas por dois padres: Pe. Rodrigo e Pe. Martin, ambos da Indonésia. Os dois sabem falar castelhano e um pouco de guarani.

Uma gente muitíssimo pobre e humilde. É interessante e muito bonito notar que eles tem traços indígenas; traços dos antigos guaranis que viveram aqui desde sempre, mesmo antes da chegada dos espanhóis em 1550. Por isso, aqui todos falam o guarani e cerca de 70% falam castelhano; as pessoas de mais idade falam muito pouco o castelhano. Percebe-se que 60% das pessoas sabem ler e escrever, mas não lhes faltam sabedoria e discernimento em suas ações e no seu dia-a-dia.

Em sua grande maioria, cada pessoa tem seu pedacinho de terra onde pode cultivar mandioca, milho, poroto (feijão), amendoim, batata e soja. Tudo muito artesanal. Um dia eu pedi a mãe da casa onde eu estava que pudesse fazer “Chipas”, que são como que biscoitos grandes, feitos de farinha de milho, amido e manteiga, que tem por dentro aparência de pão de queijo depois de ir para assar no forno de barro que fica no quintal. É comum ter no quintal frutas. A maioria também ao que parece tem as suas galinhas, porcos e vacas, andando pelo quintal ou em algumas casas andando por dentro mesmo. Quem tem um pouquinho mais de condição obviamente tem um maior numero desses animais. Todas as pessoas têm a sua garrafa térmica e cunha de tereré. E onde chegamos às pessoas fazem questão que nos sentemos para conversar e tomar tereré. O calor é de uns 40 graus mais ou menos, e desde novembro não chove; coincidentemente e por graça de Deus desde ontem está chovendo, e essa gente precisa muito da chuva, porque se não chove, não tem como cultivar, não tem trabalho, não tem comida na mesa.  Eles disseram que foram os missionários que trouxeram a chuva. É uma gente que não tem mais nada que a sua família, sua casa, sua terra, seus animais e o mais importante: seus sonhos e sua fé. 

As casas são na maioria de madeira; e os banheiros pra fora de casa; ou seja, necessidades ao ar livre, e a gente não faz cerimonia, não tem formalidades. Divertido. As comunidades são sempre na beira da estrada e das “Calles” que são estradas de terra a entrar pelo interior. Parece o interiorzão do nosso Brasil.


Existem muitos jovens por aqui. É um fato que a maioria dos jovens tem uma moto e infelizmente andam sem capacete. Pelo que nos contam as pessoas, muitos jovens morrem vitimas de acidentes de moto. A maioria vai à escola, porém logo desanimam no ensino médio e abandonam a escola na metade do curso. Pelas visitas nas casas percebemos que muitos jovens foram para trabalhar em Assunção, a capital, Ciudad del Leste, fronteira com Foz do Iguaçu; e/ou estão na Argentina, Brasil e na Espanha; a razão disso: a metade deles não encontra trabalho por aqui. Ficamos surpresos pela participação deles nas atividades que organizamos nas capelas. Em muitos jovens percebe-se a inquietude com relação ao futuro e a esperança de algo melhor para suas vidas.

Querem muito criar um grupo para se reunir e nós lhes expusemos a proposta da JUVENTUDE MISSIONÁRIA (JM). Foi positivo. Há também a problemática dos jovens líderes de movimentos na Igreja, que deixam seus trabalhos na comunidade paroquial porque têm que estudar em faculdades de outras cidades muito longe de suas capelas, o que atrapalha todo o trabalho da comunidade.

Das comunidades pobres onde estivemos as crianças que tem 10 anos, por exemplo, parecem ter uns seis ou sete anos; são magras, mas são ao menos robustas. Quase todas vão à escola. Todas elas falam guarani, poucas falam e entendem castelhano. Parece-nos que aos sete ou oito anos já entendem bem o castelhano.  Eles respondem bem aos convites de vir participar das atividades que nós organizamos. Estão contentes de estarmos aqui e às vezes nos perguntam quando é que vamos voltar. Todos ficaram muito animados com a proposta de começar a INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA MISSIONÁRIA (IAM). Eles gostaram muito da dinâmica, dos passos e do carisma; ou seja, querem muito ser “Niños Misioneros”. 


Também estamos ensinando as crianças alguns traços da IAM do Brasil como o grito de guerra, que veio do Ceará e agora vai ao mundo, claro que não esquecemos de ensinar a saudação da IAM e todas as crianças não se cansam de repetir: “De todos los niños del mundo, siempre amigos!”

As famílias são muito unidas e trabalhadoras. Desde cedo se aprende o valor do trabalho e a necessidade de dar duro todo dia para poder sobreviver. Famílias muito humildes e com valores riquíssimos. Quando chegamos a Assunção víamos propagandas pela cidade pedindo às pessoas que tivessem em conta o valor do perdão; onde é que se vê isso? E depois com a dinâmica de tomar tereré, isto é, partilhar todos do mesmo copo com erva-mate e agua gelada. Servir ao outro. Isso é realmente muito bonito.

Essa gente é muito bonita. Gente de fé, gente de Deus. São extremamente acolhedores e hospitaleiros. Oferecem-nos a comer de tudo, e cá entre nós JM: cada comida boa! Não sei Luane, mas eu gostei demais! Gostam muito do Brasil, e nos tem como que a irmãos de sangue, somos muito valorizados por aqui. Bem se vê que encontramos muitas marcas de alimentos do Brasil e aqui, por sorte nossa, até TV em português se vê, muitos jovens sabem palavras e expressões em português. É divertido.

Eu escrevo esse essa mensagem a vocês muito emocionado e contente; e faço minhas palavras as da Luane também, que esta muito contente. Estamos bem gente! Estamos vivos! Contentes da vida! As vezes quando eu e Luane vamos conversar não conseguimos falar as frases inteiras em português, sempre começamos a falar espanhol sem perceber, e ai caímos na risada; e já estamos falando português parecido, mesmo ela dizendo com seu sotaque a la “nordestina” e eu com meu “Leite quente”, já nem dá mais pra diferenciar.

Essa gente nos quer tão bem que nos quer emprestados para as POM do Paraguai por um tempo. Isso depende de nosso chefe, não é Pe. Marcelo? O fato é que aprender guarani é a coisa que eu e Luane estamos encontrando de mais complicado; aprender guarani é pra lá de difícil. Porém o mais legal é que os jovens, crianças e adultos nos querem ensinar a falar, e ficam felizes quando falamos a língua deles.

Queremos muito que possamos seguir com essa experiência por muito outros anos. Bem, pedimos a Deus que sim antes de nossos próprios desejos, mas eu estou seguro que sim. Sentir as dores deles, rir das mesmas piadas, chorar das mesmas tristezas, sonhar junto, olhar o mesmo horizonte.  Seguimos aqui até o domingo, dia 15/01, onde ao final da missão voltamos pra Assunção e depois pra casa, levando conosco muita coisa a contar pra todos.

Luane conta o quanto é emocionante pensar na nossa trajetória missionária desde a IAM até a JM e poder compartilhar essa experiência com o povo paraguaio, ser sinal de esperança no meio deles. E quando nós fazemos o convite às crianças daqui, nos recordamos do convite que nos fizeram, quando bem pequenos, aí no Brasil, e hoje estamos aqui, pela primeira vez, fazendo uma experiência missionária além-fronteiras pela JM.

Só podemos dizer ao fim que: É uma experiência belíssima e profunda de poder enxergar a Jesus, Maria e José com o rosto campesino paraguaio.

Fonte: Juventude Missionária - João Guilherme de Melo - Coordenador da JM do Paraná

Os jovens buscam novidade :uma alternativa para as férias

O testemunho de jovens que encontraram a Deus e se divertem

Os jovens do Brasil e do mundo buscam alternativas para um bom divertimento. A Comunidade Católica Shalom vai ao encontro dessa necessidade e oferece uma opção particular para o período das férias.

Saindo do conforto de suas casas para dormir em barracões com colchonetes ou em barracas, dividindo o espaço com muitas pessoas, a princípio desconhecidas, muitos jovens procuram algo novo para suas férias. Uma aventura!

Talvez muitos não saibam que a novidade que procuram está mais perto do que imaginam, está dentro de si: é o próprio Deus, o Amor!

Como ação evangelizadora eficaz, o Projeto Juventude para Jesus da Comunidade Católica Shalom propõe um acampamento, conhecido como ACAMP`S para jovens de13 a29 anos. O evento teve sua primeira edição em 1989 e espalhou-se por várias cidades do Brasil e em diversos países como Uruguai, Itália e França.

“Nascida no meio dos jovens a Comunidade Católica Shalom tem para com eles carinho e dedicação especiais”, afirma os Estatutos da Associação Privada Internacional de Fieis que surgiu em 1980 quando seu fundador Moysés Azevedo, ofereceu ao então papa João Paulo II sua vida em favor da evangelização dos jovens em 9 de julho de 1980.

Na rotina do acampamento, depois de um bom café da manhã, os jovens participam de um agradável momento de fraternidade e oração, onde começam a se conhecer mais, fazem novas amizades e, entre elas, vai lhes sendo apresentado o grande amigo: Jesus!

Para isso, os jovens contam com cursos de aprofundamento da fé, seminário de vida no Espírito Santo, gincanas, práticas esportivas, confissões e muito mais.

O ponto central dos dias de Acampamento são os atos litúrgicos da Santa Missa e da Adoração ao Santíssimo Sacramento, celebrados de modo mistagógicos de formas a conduzir o participante à compreensão aprofundada do mistério.

No período da noite, as bandas de música cristã, fazem a animação, além de apresentações artísticas de dança e teatro.

A cada ano o Acampamento recebe um tema que orienta as atividades. Este ano, na cidade de Fortaleza, o ACAMP´S, que já acontece há 22 anos, tem como tema “Vida melhor não há”.

Mais de 50 mil jovens já participaram do Evento e nas últimas edições, foi registrada uma média de 1.200 participantes, somente na cidade de Fortaleza.

O Acamp´s de Natal, no Rio Grande do Norte, espera receber mil jovens. Na última edição o evento contou com a participação de 800.

Já o Acamp´s do Rio de Janeiro aguarda 300 jovens e acontecerá no Faraó do Alto. O encontro na cidade maravilhosa terá o mesmo tema da Jornada Mundial da Juventude que acontecerá em 2013, “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”.

Os jovens inscritos contarão com uma superestrutura especialmente preparada. Além dos barracões de acampamento, terão também lanchonetes, stands, capela e uma excelente área de lazer com piscinas, quadras de esportes e equipamentos de práticas esportivas. Tudo com total segurança para a melhor comodidade dos participantes e para garantir a alegria e o espírito de aventura.

O Acampamento acontece de norte a sul do Brasil, no mês de janeiro e especificamente nas seguintes cidades: Aracajú, Fortaleza, Curitiba, Macapá, Maceió, Natal,Rio de Janeiro, Salvador, São Luis, Santo Amaro e Sobral.

As inscrições para o Acampamento de Jovens Shalom podem ser feitas no site do Projeto Juventude (www.comshalom.org/juventude) ou nos centros de evangelização da Comunidade Shalom.

Vejam o que os próprios jovens dizem sobre o ACAMP´s

"A primeira vez que fui para o ACAMP`S eu tinha 14 anos. Na época não sabia bem o que era realmente o ACAMPS, mas como todo jovem fui atraído por ser um acampamento diferente, com lazer, teatro, apresentações... e o melhor me veio como surpresa, um encontro que não esperava, mas que iria mudar a minha vida por completo, uma experiência pessoal com Deus. Esse foi o maior presente para as minhas férias."
                                                        Marcelo Firmeza Siqueira, 20 anos, estudante de administração.


A primeira vez que eu participei foi em 98, na verdade fui apenas visitar os meus 2 irmãos que estavam participando e achei meio loucura aquele lugar, meio sinistro, digo em estrutura, barracas, banheiros.Até ai tudo bem porque eu tava lá apenas de visita. No ano seguinte eu fui para participar e foi maravilhoso, uma experiência ótima, apesar de todas as "mazelas" do lugar.

De 2000 em diante eu já estava mais engajado no projeto juventude, e fui para servir, nas duas primeiras vezes estava na equipe de lazer, na organização das atividades que são realizadas na parte da manhã ( volei, futebol, piscina, lancha, jet ski, gincanas etc)

Nos demais anos eu já estava engajado no ministério de música da comunidade Shalom, e servia tocando bateria, e foi assim por mais 9 ou 10 Acamp's, pois a partir de 1999, salvo engano, o Acamp's passou a ter 2 edições anuais.

"Servir era uma forma de retribuir tudo aquilo que eu já havia experimentado, e poder ajudar de alguma forma para que outras pessoas também pudesse sentir e viver o que eu havia sentido e vivido, para mim era uma grande motivação, e o ambiente do Acamp's é muito bom. As pessoas são muito felizes, é muito bom estar ali com todos! É uma grande experiência!" 
                                                                                                   Ricardo Mattos,27 anos, publicitário.
 
“Ja participei do acampamento Shalom várias vezes, e depois também servi, algumas vezes na limpeza, outras na organização, outras nas relações pessoais. Servi os jovens no acampamento Shalom é renovar a própria fé vendo Deus agir de forma tão real na vida de cada jovem. Podemos perceber a transformação dos corações e das vidas com o passar de cada dia do evento. Realmente, todos saímos transformados com tamanha força do amor de Deus. Já participei também de um Acampamento de Verão organizado pela Comunidade Shalom na Itália. Tínhamos a manhã de louvor, oração e pregação e a tarde de lazer, a noite eram momentos de fraternidade com algumas festas”.                                                                             Maíra Frate Capistrano, 29 anos, psicóloga.

"O momento que eu mais esperava era o louvor e adoração da manhã porque todos os jovens se reuniam pra louvar a Deus cantando e dançando. Era uma festa, todos muito alegres, mas uma alegria diferente daquela que se encontra nas festas mundanas,  pois é uma alegria que não passa. Depois vinha a adoração, o momento de estar aos pés do Senhor e deixar que Ele transformasse as nossas vidas, quantos milagres eu pude testemunhar na minha própria vida e na vida dos outros jovens."          
                                                                                                    Verena Almeida,25 anos, publicitária.

"O momento que mais me diverti foram os das Dinâmicas. E quando dei mais risadas foi nas horas de convivências em Almoços e jantares, era cada um só comédia. Antes de fazer o Acamp`s já tinha convidados os meus amigos, que diziam que eram ateus e que acreditavam nas coisas reais e não foram, depois que fiz o Acamp´s partilhei com eles o que aconteceu comigo, o que senti, daí eu estando em Recife e eles no Rio foram agora para o Acamp´s do Rio. Hoje sou realmente feliz e busco viver a minha juventude da melhor forma possível, sem vícios, sem ídolos e sem apegos mundanos."  
                                                     Thais Silva da Anunciação, 23 anos, 3° Sargento da Aeronáutica.



Fonte: Maria Emília Marega - Zenit

Publicação reúne os principais Projetos da Pastoral da Juventude no Brasil

Nesta sexta-feira (13), a programação do 10º Encontro Nacional da Pastoral da Juventude (10º ENPJ), que acontece em Maringá -PR, desde o dia 08 de janeiro, com a participação de mais de 600 jovens, focou sua atenção nos Projetos Nacionais. O Encontro segue a conhecida metodologia do Ver, Julgar e Agir.

Padre Wander Torres, membro da Comissão Nacional de Assessores da PJ, destacou três ideias chaves na caminhada dos grupos juvenis: a) a Identidade, que revela tudo o que somos e temos como pessoa humana e cristã; b) a Organização em vista do serviço. "Juventude organizada jamais será pisada"; c) a Ação, que contém em si a Identidade e a Organização. A ação se concretiza em seis Projetos Nacionais já em andamento, mas que se encontra em contínua avaliação e reformulação.

Citando o saudoso dom Luciano de Almeida, padre Wander destacou que "todo o cristão faz parte de um Sindicato, o Sindicato dos Lavadores e Lavadoras de Pé". Por isso, quem quer ser PJoteiro precisa gostar de lavar pés".

O Secretário Nacional da PJ, Thiesco Crisóstomo de Oliveira, apresentou os seis Projetos que abrangem toda a Pastoral Juvenil no Brasil. Segundo Thiesco, eles são espaços de construção de saberes coletivos e reafirmam a identidade da juventude. Os Projetos podem ser assim sintetizados:

1.Caminhos de Esperança, em torno da formação de lideranças e assessores; 2. Mística e Construção, focado na identidade; 3. A Juventude quer Viver, que contempla a Campanha Contra a Violência e o Extermínio de Jovens; 4. Teias da Comunicação que cria uma rede entre os jovens do Brasil; 5. Projeto "Ajuri", palavra indígena que significa "concelebração". Esse visa o fortalecimento das culturas e defesa da vida da juventude inserida nas comunidades tradicionais, ribeirinhas, quilombolas, indígenas e rurais; 6. Projeto Tecendo Relações, na área da afetividade e sexualidade.

Os Projetos se encontram sistematizados numa publicação intitulada "Somos Igreja Jovem. Pastoral da Juventude: um jeito de ser e fazer", que reúne também a história, a espiritualidade e orientações metodológicas para o trabalho da PJ. O livro, editado em parceria com a Editora FTD, a Adveniat e a rede Marista, foi lançado e distribuído entre os participantes, no final da manhã e servirá de subsídio para a concretização dos mesmos nas diversas realidades do país.

Na sequência, munidos desse subsídio, os jovens trabalharam em mini plenárias e comunidades onde, orientados por assessores, discutiram e deram contribuições para enriquecer a construção dos Projetos.
À noite, uma Celebração dos Mártires fez memória de figuras como dom Oscar Romero, Frei Tito, Margarida Alves, Zumbi do Palmares, Chicão, Marçal Guarani, Galdino, Padre Ezequiel, Padre João Burnier, Padre Josimo Tavares, Santo Dias, Chico Mendes, Irmã Dorothy Stang, entre outros.

As celebrações, orações e festas com sotaques, músicas, danças e comidas típicas de cada região revelam a cara pluricultural da Juventude brasileira. As atividades encerram neste sábado (14) com uma celebração Eucarística, seguida de uma Marcha Contra a Violência e o Extermínio de Jovens que percorrerá as ruas de Maringá.

Fonte: Jaime C. Patias - Revista Missões

III Fórum de Midia Livre mobiliza a comunicação rumo a Porto Alegre

Dias 27 e 28 de Janeiro, a Casa de Cultura Mário Quintana, espaço acolhedor do centro da cidade de Porto Alegre, que ja foi moradia do poeta gaúcho que deu nome ao lugar, atrairá jornalistas, blogueiros/as, desenvolvedores e usuários de Software Livre e ativistas da comunicação para fazerem juntos o III Fórum de Mídia Livre.

O ambiente será particularmente propício nesses dias. O Fórum compartilhará espaço com o evento "Conexões Globais", dedicado a oficinas e práticas de comunicação com uso de internet, e que falará por meio de painéis e webconferências com indignados e indignadas que mundo afora estão utilizando as redes para mudar regimes, contestar políticas autoritárias e defender direitos e democracia direta.

O Fórum de Midia Livre introduzirá nesse ambiente o debate conceitual e político e as propostas para uma comunicação radicalmente democrática. É a terceira edição promovida pela comunicação brasileira e exibe uma pauta que vai bem longe de um debate corporativo entre pequenos meios. É estratégica. Acena para o direito à comunicação como estruturante dos debates. Para as políticas públicas como condicionantes da regulação, acesso e democratização da mídia. E para a apropriação tecnológica como um dos horizontes imediatos do movimento e também ferramenta de mobilização.

Participarão organizações chave do movimento de comunicação brasileiro como Intervozes, Centro de Estudos da Midia Alternativa Barão de Itararé e FNDC - Fórum Nacional pela Democratização da Mídia, movimento Blog Prog (blogosfera progressista), publicações como Revista Fórum e Viração, coletivos desenvolvedores de plataformas em software livre (ver artigo), pontos de cultura como Pontão Ganesha de Cultura Digital e Pontão Eco, e iniciativas de comunicação compartilhada como a Rede Viração. Imersão Latina, Coletivo Soylocoporti, além da própria Ciranda e do site WSFTV. entre outros coletivos.

Mesmo brasileiro, o Fórum de Mídia Livre mostra claramente que internacionalizou seus diálogos. Terá presenças vindas da primavera árabe, para uma ponte com o I Fórum de Mídia Livre no mundo afro-árabe, programado para este primeiro semestre ainda e que será apresentado por Mohamed Legthas, do portal Ejoussour, do Marrocos, ao lado de mídias que atuam na ou sobre a Palestina Ocupada, um estado de Apartheid em pelo séculos XXI.

Os debates terão contribuições de palestrantes da América Latina, que avança em políticas democratizadoras do setor e enfrenta enorme bombardeio dos grandes meios de comunicação. E será também o passo inicial de 2012 rumo ao II Fórum Mundial de Mídia Livre, que ocorrerá em junho deste ano, inserida no calendário da Cúpula dos Povos para a Rio + 20.

A programação geral do III Fórum de Mídia Livre pode ser conferida no site do FML.

Fonte: III Fórum de Mídia Livre -  Rita Freire

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Exercícios Espirituais de carnaval para jovens


Santa Sé partilha decisão da FAO de priorizar a África

No Chifre da África, persiste a emergência humanitária. Segundo dados da ONU, milhões de pessoas na Etiópia, Quênia, Somália e Djibuti foram atingidas pela pior seca das últimas décadas.

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva, anunciou que irá visitar a região no final deste mês de janeiro. Em sua primeira coletiva de imprensa, na semana passada, Graziano afirmou que a África constituirá a prioridade do seu mandato.

Uma posição que é partilhada pelo Observador Permanente da Santa Sé na FAO, Dom Luigi Travaglino, entrevistado pelo Programa Brasileiro:

"No seu discurso ao corpo diplomático credenciado junto à Santa Sé, o Papa destacou as exigências da África e a urgência de ajudar esses países. Existem, sem dúvida alguma, situações muito críticas no Chifre da África, onde pelo menos 18 milhões de pessoas estão passando fome. Creio que estamos em sintonia com o Dr. Graziano no que diz respeito à prioridade de ajudar a África, seja porque há muito sofrimento, seja porque é tão rica de recursos naturais e humanos que devem ser valorizados."

Mons. Travaglino recordou os projetos da Santa Sé na região, "que não espera a crise chegar".

"Há anos, a Fundação para o Sahel trabalha diretamente nesses países. Quando fui Núncio na Gâmbia, fui testemunha dessa presença discreta, mas eficaz da Santa Sé nos países que são beneficiários dessa fundação."

Como Observador Permanente na FAO e também no Programa Mundial de Alimentos (PAM), o trabalho Santa Sé é acompanhar e participar de encontros e reuniões que se realizam não somente em Roma, sede da FAO, mas em várias partes do mundo. Um compromisso que complementa o trabalho que a Igreja sempre desempenhou para combater a miséria:

"Também nós colocamos em primeiro lugar a superação e a eliminação da fome. A contribuição de várias Caritas nacionais e a Caritas Internacional segue este princípio. E sobre isso, o ano de 2012 se abriu com dados encorajadores, ou seja, a produção de alimentos é suficiente, o que falta são os meios para distribui-los de maneira digna."
 
Fonte: Rádio Vaticano
Local: Cidade do Vaticano

Anchietanum - Jesuítas convida:


“A experiência da missão é a concretude do Reino”

A programação do 10º Encontro Nacional da Pastoral da Juventude (ENPJ) proporcionou no dia de ontem (10) momentos de intensa missionariedade. Enviados com a benção do arcebispo de Maringá, dom Anuar Battisti, os jovens foram encaminhados em grupos para 12 paróquias, onde realizaram visitas às famílias. Pelos relatos, a atividade superou as expectativas.

Na Paróquia Santa Joaquina de Vedruna, os participantes foram recepcionados pelo padre Ivaldir Camaroti dos Reis, religiosas, famílias e jovens da comunidade. Os participantes percorreram várias comunidades da paróquia e ainda visitaram o Hospital do Câncer, uma escola rural, um albergue, e outras instituições próximas.

Rafael Francisco, seminarista e delegado no encontro pela Arquidiocese de Maringá, classificou a missão como extraordinária. "Senti a presença de Deus no irmão simples, pobre e oprimido. Renovou a minha fé e me fez crescer espiritualmente". O jovem, que pertence a esta paróquia, afirma que esse diferencial não foi negativo para o bom desenvolvimento da missão. "Eu sabia de toda programação, mas não conhecia aquela comunidade. Para mim, foi providência divina".

Gislaine Lara Bussolo, da organização das visitas missionárias, afirma que a atividade foi um sucesso. "Foi muito além do que a gente esperava. Sentimos a presença de Deus no outro. A comunidade colaborou muito", revela a jovem que diz ter se surpreendido com tamanho entrosamento entre a comunidade e os missionários.

A Irmã Maria Lusitânia de Sousa, religiosa que auxiliou na organização da missão na paróquia, revela que a emoção desse encontro dos jovens com a comunidade teve início na missa de abertura do 10º ENPJ, celebrada no último domingo (8), na Catedral de Maringá. "Foi um momento muito rico. A juventude transmite uma energia jovem muito positiva". Esse sentimento se assemelha ao que Rosangela Francisco sentiu ao receber os delegados. "Me senti feliz e orgulhosa por estar contribuindo com a missão e estar mostrando um pouco sobre a nossa realidade", disse.

Por trás deste dia memorável, havia uma equipe que planejava e idealizava a missão há algum tempo. Entre reuniões, contatos com as paróquias e encaminhamentos, a equipe mostrou-se satisfeita com o resultado. "No geral, foi ótimo. Trouxe força! O pessoal recarregou as energias. Se eu pudesse resumir o dia em uma palavra, seria amadurecimento", destaca Kelly Regina Moreira Garcia.

A volta para o seminário não foi menos animada que a ida. Mesmo com o cansaço de um dia inteiro de caminhada acompanhado de um sol que elevou a temperatura, o trajeto contou com muita música e animação por parte daqueles que voltaram mais dispostos e motivados. A emoção era visível nos olhos da juventude que encerrava as atividades do dia depois de uma exausta e inesquecível experiência, afinal, como Pe. Ivaldir bem disse, "de um encontro, nunca saímos o mesmo, sempre deixamos algo, ganhamos e conquistamos outros".

Melhor que tentar descrever em palavras o misto de sensações deste dia, é o testemunho de Luis Duarte Vieira, integrante da coordenação nacional que, com lágrimas nos olhos, tentou definir o que estava sentindo. "A experiência da missão é a concretude do Reino que na juventude cantando, sonhando e fazendo ciranda espalha a utopia e loucura do amor. Não há como duvidar do Reino. Que a gente nunca esqueça o caminho que fizemos e o que nos trouxe até aqui".


Fonte: Equipe de comunicação PJ - www.pj.org.br/enpj

Encontro Nacional da Pastoral da Juventude revisita o Concílio Vaticano II

"É tempo de recuperar fios de memórias que leve de novo a juventude a ser sujeita de projetos" (Pe. Vilson Groh).

O 4º dia do 10º Encontro Nacional da Pastoral da Juventude - ENPJ, que acontece desde o dia 8 de janeiro na cidade de Maringá, PR, focou sua atenção, nesta quarta-feira (11), nos 50 anos do Concílio Vaticano II convocado pelo Papa João XXIII e realizado entre os anos 1962 e 1965.

Dom Sinésio Bohn, bispo emérito de Santa Cruz do Sul, RS, que viveu em Roma todo o tempo do Concílio, lembrou que na época a Igreja andava um tanto cansada, teólogos queriam mais vitalidade, todos pediam uma renovação. Na Comissão Episcopal de Pastoral da CNBB, dom Sinésio foi o bispo responsável pelos setores do Ecumenismo, do Diálogo Interreligioso e da Pastoral da Juventude durante os anos de 1983 a 1990. De 1992 a 1995 foi também o Presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC).

O bispo destacou alguns frutos do Concílio para o setor da juventude como a criação dos movimentos jovens, a organização dos assessores, o Congresso Latino Americano de Jovens, o Dia Nacional da Juventude. "Era um tempo de imensa criatividade e os jovens estavam ansiosos para falar. Foi um tempo necessário depois da morte da Ação Católica quando os jovens não tinham mais espaço nem voz na Igreja", lembrou. Dom Sinésio foi também assessor da Pastoral Operária que criou muitas lideranças políticas e sindicais como o ministro Gilberto Carvalho, o ex-presidente Lula e o senador Paulo Paim, entre outros. Para ele "é preciso dar atenção aos jovens e investir neles, senão a Igreja vai acabar inútil como o sal que não salga, cheia de gente velha sem esperança".

Maicon Malacarne, recém ordenado padre e assessor da PJ da diocese de Erechim, RS, relatou sua experiência como alguém que nasceu 25 anos após a realização do Concílio. O padre fez sua partilha utilizando três imagens: uma janela aberta para o mundo, imagem da Igreja que se abre para a realidade e respira novos ares; um menino representando a esperança, a exemplo de Jesus que nasce; e um olhar novo. A seguir, padre Maicon convidou os jovens a ajudá-lo olhar a realidade e destacou três características do Concílio. 1) o "aggiornamento" - renovação; 2) Igreja Povo de Deus, como categoria central; e 3) a dimensão dos sinais dos tempos à luz da Palavra.

Na terceira exposição, padre Vilson Groh, que atua na periferia da Grande Florianópolis, idealizador do Projeto Travessia dedicado a resgatar jovens do tráfico, fez uma explanação histórica e traçou um paralelo entre a realização do Concílio e os documentos das Conferências Latino-americanas e caribenhas de Medellin (1968), Puebla (1979), Santo Domingo (1992) e Aparecida (2007).

Padre Vilson é filho de operário das fábricas de Busque, SC. "Vivi a geração de Puebla e dos movimentos da clandestinidade, (anos 60 e 70) e pós-clandistinidade dos anos 80. É justamente nesse contexto que o Concílio Vaticano II se tornou concreto no Documento de Medellin, na formação das CEBs que vivem luzes e sombras", explicou.

Recordou também o que significou a Ação Católica enquanto luta e compromisso de tornar o Reino de Deus uma perspectiva de vida. "Depois veio a dimensão de sombra, nos anos 60, com o golpe militar e que reacende nos anos 70 com o Documento de Puebla na opção preferencial pela juventude e pelos empobrecidos. São documentos que precisamos ter como livros de cabeceiras para entender os sinais dos tempos e como Deus se manifesta nas luzes e sombras em nosso contiente e nossa Igreja", sublinhou padre Vilson.

Para o assessor é preciso entender a importância do conceito "Igreja Povo de Deus", para saber o que é "Igreja Comunhão", destaque no Documento de Santo Domingo. Ao comentar sobre o Documento de Aparecida, padre Vilson lembrou que este reafirma a Juventude, o laicato, as CEBs, a opção pelos pobres e traz a beleza que é ser discípulo missionário. "Seguir Jesus implica em seguir as suas causas, as bandeiras de Jesus e também olhar para Nazaré e para a Galileia. Significa olhar para a juventude que está sendo assassinada neste país. De 2006 a 2013 nós vamos perder 37.560 jovens assassinados. Eu vivo há 30 anos nas áreas de periferias da grande Florianópolis. No ano de 2000 fiz 80 funerais de morte violenta. A partir desse situação produzida por um sistema que mata a nossa juventude começamos a desencadear um movimento de desarmamanto.

Aqui gostaria de dizer o que significa olhar o Vaticano II como luzes e sombras. O que essa juventude invisível nas periferias das grandes capitais diz para a Igreja. Não é tempo de triunfalismo, de saudosismo. É tempo de recuperar fios de memórias que leve denovo a juventude a ser sujeita de projetos, de controle social, de relacionar fé com a questão pública, fé com as questões políticas e sociais. Não podemos viver num país com os olhos fechados achando que não vivemos uma guerra civil".

"Qual é o grito?" perguntou padre Vilson, e respondeu: "é o grito do jovem cruscificado. Precisamos recuperar essa realidade da juventude para a formação de políticas públicas. Mergulhar nessa realidade é o meu encantamento, porque a causa dos empobrecisdos é a causa de Deus, é a causa de Jesus, a causa dos empobrecidos que agente tem de adentrar para pensar projetos alternativos. Não podemos ficar apenas lendo a bíblia e se encontrando mas dar razões à nossa esperança gerando projetos reais para a juventude".

Com essa motivação, padre Vilson liderou, em Florianópolis, a cração de projetos de formação de jovens universitários e de desarmamento de quadrilhas. O assessor mostou um video sobre jovens que deixaram o narco-tráfico e criaram o movimento "Um novo caminho". Em seguida, conclamou os jovens a se inserirem na realidade, a estudar muito e a serem articuladores de processos de transformação.

O Encontro acontece no Centro de Formação Bom Pastor, anexo ao Seminário Arquidiocesano e conta com a participação de mais de 600 jovens entre coordenadores, líderes e assessores dos 17 regionais. O encerramento será na tarde deste sábado (14) com uma Marcha Contra a Violência e o Extermínio de Jovens que percorrerá as ruas de Maringá.

Fonte:  Jaime C. Patias - Revista Missões

Inicia o Voluntariado Jovem no Anchietanum

Neste domingo, 08 de janeiro, a equipe do Anchietanum, juntamente com seus colaboradores/as, receberam com alegria, os participantes do Voluntariado Jovem 2012.  Vindos/as das cidades de Cascavel – PR, Santa Rita do Sapucaí – MG, Rio de Janeiro – RJ e São Paulo – SP, os jovens farão a experiência de estar a serviço em centros de acolhida e projetos de material reciclável, que atuam com pessoas em situação de rua. A atividade acontece entre os dias 10 a 20 de janeiro.

Já na segunda-feira, 09 de janeiro, tivemos uma manhã intensa de reflexão e provocação a cerca da proposta do Voluntariado e dos lugares onde iremos trabalhar, provocando-nos pensar e rezar sobre nossas disposições internas e externas neste tempo de amar e servir dentro destas realidades.

No período da tarde, convidamos o grupo para fazer um passeio pela cidade. Como dizia o poeta, nesta “paulicéiadesvairada”, há uma mistura de belezas e complexidades que torna São Paulo, uma das cidades mais paradoxais do mundo. Do alto do edifício do Banespa, os jovens voluntários/as tiveram a oportunidade de contemplar importantes pontos turísticos e avenidas da cidade. A visão panorâmica deslumbra, mas também inquieta. Como diz a canção: "alguma coisa acontece no meu coração..."

 Sem perder tempo, caminhamos pelo centro, atravessando o Vale do Anhangabaú, seguindo pelo largo São Francisco, até a Catedral da Sé. Foi assim que se deu nossa “ocupação” dos espaços da cidade no primeiro dia de Voluntariado Jovem. Sem saber ao certo o que os espera nas obras e projetos onde irão irão trabalhar, os participantes foram enviados em missão durante a eucaristia. Ao celebrar, Pe. Alexandre dizia: “Que nestes dias, vocês possam ser presença significativa na vida das pessoas que conhecerem, sigam o que Jesus disse aos discípulos, vão e vejam”.

O desafio do Voluntariado Jovem começa nesta terça-feira. Desejamos aos jovens uma rica e intensa experiência de vida, conscientização, esperança, amor e serviço!


Fonte: Anchietanum

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Governo reconhece a importância das ações da Pastoral da Juventude

O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, enviou uma carta aos participantes do 10º Encontro Nacional da Pastoral da Juventude (ENPJ), na qual reconhece a importância das ações desenvolvidas pela Pastoral da Juventude (PJ). De acordo com o ministro, “têm especial relevância as ações da PJ, em conjunto com outras pastorais, contra a violência de que são vítimas os jovens negros em nosso país”.

Em sua carta, o ministro destaca o trabalho da PJ realizado há três décadas, bem como a luta em favor da juventude brasileira. O ministro parabenizou a Pastoral da Juventude pela participação na articulação da 2ª Conferência Nacional de Juventude realizada em dezembro do ano passado, em Brasília.

“Envio os meus votos de que esse Encontro Nacional da PJ seja espaço profícuo, onde se fortaleçam as vossas convicções em defesa da vida da juventude e de um Brasil livre das injustiças e das misérias”, concluiu o ministro.

Marcha contra a violência

O 10º ENPJ teve início no último domingo, 8, em Maringá (PR), e conta com a presença de mais de 600 jovens representando as dioceses brasileiras. A programação segue até o dia 15 com palestras, trabalhos em grupo e celebrações. Hoje, 11, as assessorias são sobre os temas Concílio Vaticano II e Projeto de Revitalização da Pastoral Juvenil Latino Americana.

No sábado, 14, após a celebração de encerramento, os participantes do encontro farão uma marcha da Campanha Nacional Contra a Violência e o Extermínio de Jovens. A concentração será a partir das 17:30h no estacionamento do estádio Willie Davis, no centro de Maringá.

Fonte: CNBB