sexta-feira, 5 de agosto de 2011

México: infância na criminalidade

Pelo menos 30 mil menores foram recrutados por esquadrões de traficantes para serem usados no transporte da droga e no sequestro de migrantes clandestinos.

A denúncia é da ONG “Rede pelos direitos humanos da infância”, no âmbito do debate surgido depois da sentença de três anos de prisão ao jovem de 14 anos que confessou, entre outros crimes, ter degolado quatro pessoas.

O jornal 'La Jornada' especifica que segundo o bispo de Saltillo, no norte do país, Dom Raul Vera, muitos destes jovens são recrutados também como ‘falcões’, ou seja, sentinelas, para informar seus chefes sobre a movimentação da polícia.

Por lei, menores de 14 anos podem ser condenados a uma pena máxima de três anos.
 

Fonte: Rádio Vaticano
Local:Cidade do México    

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Agenda Cultural - Teatro


Agenda Cultural


3º Encontro da Pastoral Universitária em Colatina

Já está tudo pronto para o 3º Encontro Diocesano da Pastoral Universitária, que acontece nos dias 27 e 28 de agosto, em Santa Teresa (ES). As inscrições estão abertas e devem ser feitas nas paróquias ou faculdades localizadas dentro da diocese de Colatina (ES).

O tema central de debate será “Universitários preocupados com a vida no planeta”, em sintonia com a Campanha da Fraternidade 2011. O objetivo do evento é reunir acadêmicos para promover um momento de integração e reflexão sobre a importância da preservação do meio ambiente.

“Este é um campo de ação evangelizadora que merece de todos nós uma atenção especial. A universidade é o lugar das decisões vocacionais e temos necessidade urgente de novas lideranças verdadeiramente iluminadas pela fé e que se insiram no mundo com a força renovadora de Cristo”, afirma o bispo de Colatina, dom Décio Sossai Zandonade, que estará no encontro.

A programação inclui uma palestra com o professor e biólogo Walter Có. Haverá ainda painel para troca de experiências entre as equipes da Pastoral Universitária, momentos culturais e de espiritualidade, lual e visita ao Museu Mello Leitão.

A Casa de Retiro da paróquia de Santa Teresa está aberta para receber os participantes desse evento. Para fazer sua reserva, entre em contato pelo telefone (27) 3259-1031 ou pelo e-mail casafratello@hotmail.com Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.


Fonte: CNBB

Mês das Missões 2011

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Diocese de Novo Hamburgo envia grupo de 29 jovens para JMJ de Madri

A diocese de Novo Hamburgo (RS) realizou no último domingo, 31, o envio do grupo de 29 jovens que participarão da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que tem início no próximo dia 16 e segue até o dia 21, em Madri, Espanha. O envio aconteceu na catedral basílica São Luiz Gonzaga e foi presidida pelo bispo diocesano, dom Zeno Hastenteufel.

Durante sua homilia, dom Zeno refletiu a meditação proposta pelo papa Bento XVI, para o evento: "estes jovens vão para que diretamente Dele busquem o alimento, a fim de encontrar suas vocações e partilhá-las com o mundo, tal como o Evangelho deste final de semana nos inspira". Para o bispo, a importante missão confiada pelo pastor não se resume apenas à viagem, mas num plano de ação concreto em movimento posterior à viagem, para que “não morra a experiência e a fé vivenciados em Madri”.

A juventude da diocese de Novo Hamburgo marcou presença no evento pela primeira vez em 2005, quando foi realizado em Colônia, Alemanha. Nesta edição, os jovens de Novo Hamburgo partem para Madri no dia 13. Dom Zeno também acompanhará o grupo.

As jornadas se caracterizam por demonstrar a força que o jovem assume na Igreja. Foi projetada para ser a celebração da juventude, com a devida partilha de vivências, projeção de metas e, também, a própria descoberta da amizade.

Fonte: CNBB

Água para todos, menos para o Xingu

Em 27/07/2011 foi publicado no Diário Oficial da União o Decreto nº7535, instituindo o Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Água, denominado "Água Para Todos".

Dentre suas diretrizes estão a "priorização da população em situação de extrema pobreza" e o "fomento à implementação de infraestrutura e equipamentos de captação, reservação, tratamento e distribuição de água, oriunda de corpos d'água, poços ou nascentes e otimização de seu uso". Tudo isso articulado com os órgãos responsáveis pela segurança alimentar e nutricional e pela saúde e meio ambiente, dentre outros.

Não há como deixar de notar a enorme incoerência, mesclada com pitadas de demagogia e sadismo, por parte do Governo Federal.

Ao mesmo tempo em que edita uma medida de vital importância para qualquer ser humano, o acesso à água potável, reconhecido em julho/2010 pela Assembléia Geral da ONU como um direito universal, Dilma, Lobão e companhia, continuam com a insanidade de construir Belo Monte.

Quando se fala em hidrelétrica, a correlação natural que qualquer cidadão faz é com inundação, causando o deslocamento de famílias e a perda de biodiversidade, com a morte de vários espécimes animais e vegetais. O projeto de barramento do Xingu consegue a proeza de juntar duas catástrofes ambientais: o alagamento de 500 km², parte deles com floresta nativa, e o ressecamento de 100 km de um dos maiores rios do mundo.

O discurso do Governo Federal e do consórcio Norte Energia - NESA é tão cínico que afirma que "nenhuma área indígena será inundada, o que garantirá a permanência das comunidades indígenas em suas terras".

A afirmação não é totalmente mentirosa, pois, de fato a inundação para a formação do lago da UHE Belo Monte não atingirá terras indígenas, a princípio. O cinismo está no fato de, tanto a NESA, quanto o governo Dilma, incluindo o presidente do IBAMA, saberem que o problema (um deles) para as Terras Indígenas Paquiçamba e Arara da Volta Grande será a redução de 80% do volume de água do rio Xingu, no trecho em que passa no meio das duas áreas indígenas.

Assim, a permanência dos índios em suas terras está ameaçada, não pelo aumento na quantidade de água, mas por sua falta. Além de cínico é um discurso sádico, pois sabem, também, que os peixes do Xingu representam 80% da fonte de proteína das comunidades nativas.

Dilma, Curt Trennenpohl, Edson Lobão, o governador Jatene, NESA e demais defensores de Belo Monte estão autorizando medidas que, se não forem evitadas, serão responsáveis pelo extermínio das últimas populações indígenas da região de Altamira, contribuindo com a invasão de suas terras, assassinatos, perda da identidade cultural, desnutrição e danos irreparáveis na saúde e bem estar das aldeias.

E o governo brasileiro vem falar de "acesso universal à água", "segurança alimentar e nutricional", "saúde e meio ambiente"? Qual o objetivo? Fazer "média" com a ONU e a OEA? Faça-me o favor, Dona Dilma...

O programa deveria ser rebatizado: "Água Para Todos, Menos Para a Volta Grande do Xingu". Soaria menos hipócrita.

Fonte: Mauricio Santos Matos, servidor público estadual, membro do Comitê Metropolitano Xingu Vivo Para Sempre - www.ecodebate.com.br

O Arsenal da esperança convida:


De meio ambiente, ética e etiqueta.

“... a crise é terminal porque todos nós, mas particularmente o capitalismo, encostamos nos limites da Terra. Ocupamos depredando todo o planeta, desfazendo seu sutil equilíbrio e exaurindo excessivamente seus bens e serviços a ponto de ele não conseguir, sozinho, repor o que lhe foi seqüestrado” (Leonardo Boff, 30/06/11)

 

Estamos diante de uma crise ambiental real. O mundo inteiro se conscientiza e se mobiliza em defesa da sobrevivência planetária. A diferença está entre os que pregam a ética e os que pregam a etiqueta como formas de colaborar com a sobrevida do planeta, entre quem se dispõe a promover mudanças na organização econômica e social e entre aqueles que buscam compensar o planeta com “atitudes politicamente corretas”. O que muda é se assumimos compromissos a partir das nossas ações humanas no planeta ou se estamos preocupados somente com o status social que recomenda “dosar” e qualificar nosso consumo como mais sustentável.

            O fundamento das diferenças acima descritas está alicerçado em conceitos bem distintos, historicamente construídos pelo ser humano a partir de suas relações com a natureza e com o mundo: o conceito de sustentabilidade e o conceito de interdependência. "Sustentável" provém do latim sustentare (sustentar; defender; favorecer, apoiar; conservar, cuidar). Já interdependência “ é um conceito que rege as relações entre os indivíduos onde um único indivíduo é capaz de, através de seus atos, causar efeitos positivos e/ou negativos em toda a sociedade. Ao mesmo tempo, esse mesmo indivíduo, por sua vez, é influenciado pelo todo. Com isso, é possível dizer que todas as pessoas e coisas que rodeiam a vida dos seres humanos estão interligadas e afetam a vida de todos de forma significativa”.(Wikipedia)

Arriscamos afirmar que o conceito de sustentabilidade nasceu no Ocidente, enquanto o conceito de interdependência nasceu no mundo oriental. Que o conceito sustentabilidade está associado à necessidade de compensar o já destruído; que o conceito interdependência está associado a um modo de vida e de relação entre os indivíduos e os seres vivos. Que a tentativa de transformar ética em etiqueta nada mais é do que apequenar a responsabilidade que o ser humano tem diante do “clamor” e do sofrimento do planeta.

A ética diante da vida e do planeta inscreve-se no compromisso com a vida no seu conjunto, seja ela a própria vida da gente e a vida dos demais seres vivos. A ética do cuidado, proposta por Boff, está embasada em quatro princípios fundamentais: o amor universal e incondicional, o cuidado, a solidariedade universal e a capacidade e a vontade de perdoar. Estes princípios ensejam mudança de posturas e comportamentos do ser humano com relação à natureza e o mundo, tornando o mundo mais do que sustentável: interdependente; onde os seres vivos possam ser considerados na relação de um para com o outro sem juízos de valor ou de importância.

A mudança que devemos fazer implica em re-significar a relação conosco mesmos, com a natureza e com o mundo. O exercício de reciclar algo que descartamos é pedagógico, uma vez que nos faz repensar a nossa existência diante dos demais seres vivos. Como escreveu Leonardo Boff, ao falar de ethos, palavra que dá origem à ética: “Na casa cada coisa tem seu lugar e os que nela habitam devem ordenar seus comportamentos para que todos possam se sentir bem. Hoje a casa não é apenas a casa individual de cada pessoa, é também a cidade, o estado e o planeta Terra como casa comum. Sejamos, pois, responsáveis pela vida que compartilhamos juntos. Se não há compromisso com a vida, só há etiqueta.

Fonte: Nei Alberto Pies, professor e ativista de direitos humanos.


Duo Dentello-James, um intercâmbio musical


terça-feira, 2 de agosto de 2011

Juventude vai participar de vigília JMJ/Madri, na arquidiocese do Rio

A arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ) vai realizar no próximo dia 20, a Vigília JMJ Madri/Rio. O evento acontecerá a partir das 22h, no Maracanãzinho, zona Norte do Rio. O encontro tem por objetivo reunir a juventude para integrar as pessoas que não tiveram a oportunidade de ir para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Madri, que será realizada nos dias 16 a 21 de agosto.

A programação incluirá diversas atrações, como apresentações artísticas, testemunhos e momentos de louvor, que serão conduzidos por cantores e ministérios católicos.

Os principais momentos serão: a celebração eucarística e a adoração ao Santíssimo Sacramento. Na Santa Missa, os participantes terão a oportunidade de assistir, simultaneamente, a homilia do papa Bento XVI, que será transmitida ‘ao vivo’, diretamente da Espanha.

Os portões do ginásio serão abertos às 20h e a vigília acontecerá até às 6h do dia 21 de agosto. Em breve, cada secretaria paroquial receberá os ingressos para que possa repassar aos jovens paroquianos que se inscreverem.

Fonte: CNBB

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Perigo para os jovens, a pobreza de amor

Mensagem do Papa no quinto centenário dos padres somascos

Faltando alguns dias para a Jornada Mundial da Juventude de Madri, Bento XVI encorajou os jovens a abandonar algumas pobrezas que os assolam, começando pela falta de amor.

"É necessário – ressalta o Papa em uma carta – que o crescimento das novas gerações seja alimentado não só por noções culturais e técnicas, mas sobretudo pelo amor, que supera o individualismo e o egoísmo, e permite prestar atenção às necessidades de todo irmão e irmã.”

Por esta razão, o Santo Padre chama a "se preocupar com toda pobreza de nossos jovens, moral, física, existencial e, acima de tudo, a pobreza de amor, a raiz de todo problema sério humano".

Este é o conselho que o pontífice deixa na carta enviada ao superior geral dos religiosos somascos, com ocasião do Ano Jubilar convocado pela Ordem no quinto centenário da libertação milagrosa de seu fundador, São Jerônimo Emiliani (1486-1537), da prisão.

A carta apresenta o exemplo do jovem soldado Jerônimo, cuja vida mudou na noite de 27 de setembro de 1511, depois de ter sido feito prisioneiro na guerra entre a República de Veneza e os Estados da Liga de Cambrai.

Depois de fazer um voto de mudança de vida para a Virgem, recuperou a liberdade de uma forma inexplicável.

"Impelido por vicissitudes familiares – ele tinha se tornado guardião de todos os seus sobrinhos que ficaram órfãos –, Jerônimo amadureceu a ideia de que os jovens, especialmente os mais necessitados, não podem ser abandonados, mas que, para crescer, precisam de um requisito essencial: o amor”, explicou o Papa.

"Nele, o amor supera a sagacidade, e dado que era um amor que surgia da própria caridade de Deus, estava cheio de paciência e compreensão: atento, terno e disposto ao sacrifício, como o amor de uma mãe", escreve o bispo de Roma.

Os religiosos somascos, fundados por São Jerônimo como “companhia dos servos e dos pobres" até o ano de 1534, assumem o nome da cidade italiana onde nasceu e morreu seu fundador, Somasca. Eles se dedicam, em particular, à educação cristã da juventude.

Os Somascos contam com 463 religiosos, dos quais 338 são sacerdotes, espalhados pela Europa, América e Ásia.


Fonte: Zenit

Semana do Estudante 2011 reflete “Juventude Negra e Indígena”

Com o tema “Juventude Negra e Indígena”, acontece entre os dias 8 e 14 de agosto, a Semana do Estudante 2011. O evento, que acontece anualmente desde 2003, é promovido pelas Pastorais da Juventude do Brasil (Pastoral da Juventude Estudantil, Pastoral da Juventude do Meio Popular, Pastoral da Juventude Rural).

De acordo com o subsídio do evento, “a Semana tem por objetivos provocar movimentos e oportunizar que os jovens se preparem para viver com maior envolvimento esta data”. O subsídio propõe a realização de três encontros e uma celebração. O texto traz algumas dicas de como preparar a Semana, para que os jovens discutam as temáticas propostas acerca do mundo juvenil, bem como rezem e cantem a juventude que existe em cada um.

Todos os anos a Semana do Estudante põe em evidência uma realidade e discute seus diferentes aspectos. As discussões sempre ressaltam os direitos da juventude estudantil, procurando, desse modo, dar visibilidade à juventude por meio de suas diferentes experiências.

“Este ano, a Semana do Estudante traz como tema as Juventudes Negras e Indígenas, nos convidando a refletir sobre estas juventudes como comunidades de resistência. Resistência que pode ser percebida na ação de muitos jovens negros e indígenas que não se deixam influenciar pelas diferentes vozes sociais que gritam em seus ouvidos, através da televisão, das revistas, das músicas, das roupas, dos sapatos, numa tentativa de distanciá-los da preservação de sua cultura”, direciona outro trecho do subsídio.

Fonte: CNBB

Ambientalistas reclamam de falta de participação em discussões sobre Lei da Mineração

O avanço nas discussões e no processo de promulgação da Lei de Mineração em Honduras levou a Aliança Cívica pela Democracia (ACD), juntamente com outras organizações ambientais, a elaborar uma carta aberta à sociedade nacional e centro-americana sobre a situação. A entidade denunciou que os movimentos ambientalistas e sociais foram "excluídos” dos debates sobre tal Lei.

No documento, divulgado no último sábado (23), as organizações apontaram que a Comissão de Mineração do Congresso Nacional – presidida pelo deputado Donaldo Reyes Avelar – não cumpriu com os acordos de discutir o projeto de Lei juntamente com as entidades sociais.

"Suspeitamos que os acordos, que nos governos anteriores já havíamos entrado em consenso sobre o tema das consultas vinculantes, antes de aprovar qualquer projeto; a eliminação de figura de expropriação forçosa; os treze artigos inconstitucionais; a proibição total da Mineração metálica a céu aberto e o uso de substâncias tóxicas como o cianureto, não estão sendo considerados na justa dimensão que temos demandado”, comentaram.

Na carta, as entidades ainda solicitaram "a eliminação dos escudos fiscais e propomos que paguem 43% de seus respectivos impostos, segundo acordos entrados em consenso com as empresas mineiras, mais 5% da taxa de seguridade; assim como a ampliação das áreas excluídas da atividade mineira em Honduras”.

As organizações aproveitaram o documento para afirmar que não reconhecem os acordos promovidos entre empresários, deputados e "pseudo” representações ambientalistas e esclarecer à sociedade que as organizações ambientalistas não deixaram as discussões, mas foram excluídas do processo de diálogo. "Esta atitude de parte dos parlamentares demonstra a opacidade a que recorrem os políticos para entregar de bandeja o patrimônio de nossa riqueza natural”, consideraram.

A Lei Geral de Mineração hondurenha foi aprovada em 1999. Em 2007, a Suprema Corte de Justiça declarou 13 artigos da Lei inconstitucionais, dentre eles o que tratava da exoneração de pagamento de impostos das mineiras e a não necessidade de avaliação de impacto ambiental prévio para outorgar a concessão. Desde então, a Lei segue no país apenas parcialmente vigente. Notícias dão conta de que 123 empresas esperam atualmente a aprovação de licenças para a exploração mineira no país.


Fonte: Adital - Karol Assunção

Com 44% da força eleitoral, a juventude se mobiliza para eleger presidente

44% dos votantes nas eleições presidenciais da Guatemala são jovens, de acordo com o número de inscritos no padrão eleitoral. Para promover a participação juvenil e divulgar a importância do voto consciente, a Fundação para a Juventude (Fundaju), como parte do projeto Guatejovem, realiza a campanha "Seu Voto é Poder”. Os guatemaltecos escolherão seus máximos representantes no dia 11 de setembro deste ano.

A Campanha destaca a necessidade de que os eleitores observem o compromisso dos candidatos com os grupos sociais excluídos, com o desenvolvimento da infância e da juventude, com a defesa da classe trabalhadora, entre outras questões. Além disso, se ressalta a necessidade de investigar o passado e o presente dos candidatos à presidência. Finalmente, para exercer um voto responsável se deve levar em conta se o candidato tem ou não uma proposta de desenvolvimento equitativo para o país.

Para difundir estas ideias, Fundaju realiza oficinas com jovens nas províncias e desenvolve uma campanha publicitária em ônibus, redes sociais e meios de comunicação. Em um segundo momento, "Seu Voto é Poder” convocará os jovens a votar apenas nos partidos que tenham programas concretos e que demonstrem com segurança que realizarão estes planos.

Outro grupo juvenil da Guatemala que se organiza para promover o voto dos jovens é a Agência Nacional da Juventude (ANJ). Os dirigentes da ANJ apresentaram um documento aos setores de juventude dos partidos políticos, onde reivindicam a criação de uma Secretaria da Juventude. Para as organizações e coletivos que fazem parte da Agenda, a proposta pretende garantir políticas para o desenvolvimento integral dos jovens.

De acordo com o documento apresentado pelos jovens da ANJ, cerca de seis mil jovens vivem nas ruas do país. Em relação à exploração sexual, 12 mil convivem com esta realidade e sete a cada dez jovens sofrem violência familiar ou sexual. Nesse sentido, a juventude organizada avalia que os governantes devem considerar em seus programas ações específicas para os jovens.

Por parte do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE), com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, outra campanha estará em cena. Um projeto publicitário incentivará o voto dos jovens que votam pela primeira vez para que haja uma maior participação nas urnas.

Eleições na Guatemala

No dia 11 de setembro, 7,3 milhões de guatemaltecos, que estão inscritos no cadastro eleitoral, irão eleger um presidente e um vice-presidente, 333 prefeitos, além de 158 deputados para o Congresso e 20 para o Parlamento Centro-americano.

Entre os candidatos, encontra-se a ex-primeira dama Sandra Torres, que representa a coalizão formada pelo partido do governo, Unidade Nacional da Esperança (UNE) e pela Grande Aliança Nacional (Gana). Outra candidata é a Rigoberta Menchú, indígena e Prêmio Nobel da Paz de 1992, que representará o partido Movimento Winag.

Além das candidatas, disputam a presidência o general reformado Otto Pérez Molina, do Partido Patriota (PP), Eduardo Suger (CREO), Harold Caballeros (Viva e Encontro por Guatemala), Juan Guitérrez (PAN), Mario Estrada (UCN), Manuel Baldizón (Líder), Patricia de Arzú (Partido Unionista), Adela de Torrebiarte (ADN) e Alejandro Giammattei (Casa).

Para participar da Campanha "Seu voto é poder”:

http://www.facebook.com/pages/GUATEJOVEN-TU-VOTO-ES-PODER/118862478199163?sk=wall&filter=12

Com informações de Elecciones Noticias, Prensa Libre e Fundaju.

Fonte: Adital - Camila Maciel