quarta-feira, 8 de maio de 2013

Juventudes reafirmam luta contra a violência em Seminário Nacional

“Não à redução da maioridade penal e sim a favor da vida das juventudes”. Esse foi o grito dos mais de 150 participantes do Seminário Nacional da Campanha contra a Violência e Extermínio de Jovens ao encerrarem a atividade realizada no Colégio Marista de Taguatinga (DF) de 03 a 05 de maio.

“A Campanha já se estabeleceu, mas ela precisa ter uma continuidade. Agora temos um olhar de onde a gente está e para onde a gente vai”, afirmou a jovem Elisangela Hahn da arquidiocese de Curitiba (PR) ao avaliar a importância do evento. Para se estabelecer os caminhos para a campanha foram abordados seis temas centrais: juventude e extermínio; tráfico humano; violência e uso de drogas; a não redução da maioridade penal; juventude e violência e juventude, educação e trabalho.

Alessandra Miranda, assessora nacional de Direitos Humanos da Cáritas Brasileira, destacou os índices de extermínio de jovens no Brasil. “Os adolescentes e jovens têm o direito da ousadia de pensar em horizontes. Da importância de pensar na violência em todas as suas dimensões e que o extermínio de jovens aponta um índice de cenário de guerra no Brasil. Não podemos normatizar o genocídio da juventude empobrecida e negra nesse país. São pessoas, com histórias, famílias, sonhos. Precisamos com inteligência assumir que temos uma política de extermínio dos empobrecidos e agir para a superação dessa realidade.”

Não só a análise e o debate sobre os rumos da Campanha estiveram em pauta. A avaliação das ações já realizadas e das conquistas também esteve presente. O jovem Felipe Freitas, que coordena o projeto “Juventude Viva” do Governo Federal, afirmou que a Campanha contra a Violência e Extermínio de Jovens foi a principal ação para pautar o tema na sociedade e motivar a criação dessa e de outras políticas públicas.

A participação de representantes do poder público foi acompanhada de diálogos e conversas a respeito do posicionamento da Pastoral da Juventude contra a redução da maioridade penal. “Dizemos não por acreditar que a redução trata o efeito e não a causa. Além disso, o sistema prisional não reinsere ninguém na sociedade”, esclarece o jovem Gil Kairós do estado do Piauí. O posicionamento é partilhado pela Igreja do Brasil em nota já emitida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB.

A Campanha Nacional contra a Violência e Extermínio de Jovens teve início no ano de 2008 em uma ação articulada das Pastorais da Juventude do Brasil. O Seminário foi realizado pelo projeto “A Juventude Quer Viver” em parceria com toda a PJ e parceiros.

Fonte: CNBB

terça-feira, 7 de maio de 2013

Um bom cristão não se lamenta, enfrenta a dor com alegria em Cristo - Papa na missa desta manhã em Santa Marta

Um bom cristão não se lamenta, ma enfrenta a dor com alegria em Cristo, mesmo no meio de tribulações. Palavras do Papa Francisco na homilia da missa desta manhã em Santa Marta, missa concelebrada com os cardeais Ângelo Commastri e Jorge Mejía, e em que participou um outro grupo de trabalhadores da Fabrica de São Pedro.
O Papa prosseguiu a sua homilia pondo a tónica na alegria de Paulo e Sila, chamados a enfrentar a prisão e persecuções para transmitir o Evangelho. Estavam alegres – disse – porque seguiam Cristo no caminho da sua Paixão. Um caminho que o Senhor percorre com paciência… E esse é o caminho que Jesus ensina aos cristãos. Espírito de paciência, o que não quer dizer tristeza, não!

“Quer dizer suportar sobre os ombros o peso das dificuldades, o peso das contradições, das tribulações, suportar a vida de todos os dias. (…) Jesus suportou-as com paciência (…). Um processo de maturidade cristã, através do caminho da paciência. Um processo que não se faz de uma dia para outro, mas durante toda a vida para se chegar à maturidade cristã. É come o bom vinho”

O Papa recordou depois que muitos mártires sentiam-se felizes, como por exemplo os mártires de Nagazaki que se ajudavam mutuamente, “esperando o momento da morte”. Aliás, diz-se, em relação a alguns mártires – salientou o Papa – que iam ao patíbulo como se vai a uma festa de casamento. Esta atitude do suportar – acrescentou – é a atitude normal do cristão, mas não é uma atitude masoquista. Antes pelo contrário, é uma atitude que os põe “no caminho de Jesus”:

“Quando surgem dificuldades, chegam também muitas tentações. Por exemplo, a lamentação: “viste o que me aconteceu… uma lamentação. E um cristão que se lamenta em continuação deixa de ser um bom cristão: é o senhor ou a senhora das lamentações, não é? (…) silêncio no suportar, silencio paciente. Aquele silencio de Jesus que na sua paixão e morte não falou… apenas duas ou três palavras necessária… O silêncio da suportação da Cruz não é um silencio triste. É doloroso, por vezes muito doloroso, mas não é triste. O coração está em paz. Paulo e Sila, rezavam em paz. Tinha dores, chagas, mas suportavam em paz. Este caminho da suportação permite-nos aprofundar a paz cristã, torna-nos fortes em Jesus” .

O Papa concluiu recordando os anciãos nas Casas de Repouso e que ao longo da sua vida suportaram muita coisa; conservam, no entanto, um olhar jovem. A isto – disse – nos convida o Senhor: a uma renovada juventude pascal no caminho do amor, da paciência, do suportar as tribulações e de nos suportar uns aos outros. E devemos fazê-lo com caridade e amor, com a renovada juventude pascal do espírito.

Fonte: Rádio Vaticano

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Papa chama de cabeçudos os que buscam uma vida eclesial pré-conciliar

Papa Francisco celebrou a missa nesta manhã, dia 16 de abril, pela intenção de Bento XVI que celebra os seus 86 anos. "O Concílio foi uma obra do Espírito Santo. Mas, nestes 50 anos do Concílio realizamos tudo o que foi decidido sob o impulso do Espírito Santo?

Quanto é que o Concílio ajudou a igreja a ser mais forte? Forma estas as perguntas que o papa expressou na sua homilia. O Concílio foi "obra do Espírito Santo, mas passados 50 anos podemos ver que nem todos deram "continuidade como membros da igreja" e encontramos alguns "cabeçudos" que procuram voltar atrás e "tornar o Espírito Santo prata da casa".

O papa partiu do texto da primeira leitura da missa tirada dos Atos dos Apóstolos onde Estevão denomina aqueles que o apedrejam de "cabeçudos" porque se opõem ao Espírito Santo e não reconhecem sua presença.

Na missa, o papa Francisco fez referência ao emérito Bento XVI, seu antecessor, "que o Senhor esteja com ele e o conforte com consolação em abundância. Depois, o papa lhe telefonou para dar-lhe as felicitações pelo seu aniversário, informa a Radio Vaticano.
Para explicar melhor o que significa ter cabeça dura, o papa citou outro texto dos atos quando se fala dos discípulos de Emaús: "cabeças duras e de coração duro para acreditar tudo aquilo que os profetas falaram!" E acrescenta dizendo que ainda hoje "entre nós se constata a resistência ao Espírito Santo".

"Para falar com toda clareza: o Espírito Santo nos incomoda, porque nos impulsiona, nos faz caminhar, empurra a igreja para ir mais adiante. E nós tomamos a atitude de Pedro na Transfiguração: "Ah! Como é bom ficarmos aqui, juntos!... aqui, nada nos incomoda.

Queremos que o Espírito Santo fique parado ... queremos ser donos do E. Santo. Por esse caminho não dá. Porque Ele é Deus, Ele é aquele vento que vai e vem e tu não sabes de onde nem para onde vai. Ele é a força de Deus, aquele que nos dá a consolação e a força para continuar. Mas, ir pra frente! Isto nos incomoda. A acomodação é coisa gostosa".

Hoje parece que estamos "todos muito contentes", mas isso "não é verdade". Para termos um exemplo peguemos novamente o Concílio: "O Concílio é uma obra maravilhosa do E. Santo. Pensai no papa João XXIII que mais se parece com um pároco bonzinho e no entanto ele foi obediente ao Espírito Santo e convocou o Concílio".

Do que o Concílio esperava, o que fizemos nestes 50 anos? Demos continuidade ao que se esperava? Não. Agora festejamos um aniversário, construímos um memorial, mas que Ele não nos incomode mais. Não queremos mudar as coisas. E mais ainda: há por aí vozes que se engrossam pregando o regresso (ao passado). A isto chamamos de "cabeças duras", isto significa querer encurralar o Espírito Santo, isto significa ser doidos e gente de coração duro". "Na nossa vida pessoal essas mesmas situações se repetem - diz o papa - quando o E. Santo nos empurra para seguir por uma estrada mais próxima do Evangelho e nós não queremos".


Para concluir ele disse: "é necessário não criar obstáculos ao E. Santo. É Ele que nos faz livres, mais próximos daquela liberdade de Jesus e própria dos filhos de Deus! Não coloquemos obstáculos ao E. Santo: esta é a graça que eu gostaria que todos pedissem ao E. Santo, aquele Espírito que vem até nós e nos faz caminhar na estrada da santidade, aquela santidade que caracteriza a igreja. Que Ele nos dê a graça da docilidade".

Fonte: www.asianews.org

“A Igreja precisa ir ao encontro dos pobres e ser pobre”, afirma cardeal Hummes

O arcebispo emérito de São Paulo, cardeal dom Cláudio Hummes, na coletiva de imprensa desta terça-feira, 16 de abril, explicou que os trabalhos da 51ª Assembleia Geral dos Bispos da CNBB em Aparecida (SP) vêm sendo realizados em clima de oração e na serenidade.

Além disso, o cardeal apontou que neste encontro dos bispos brasileiros, a Conferência "está enfrentando grandes desafios da vida da Igreja no Brasil".

Sobre o tema central da Assembleia que, este ano trata de "Comunidade de comunidades: uma nova paróquia", dom Cláudio Hummes acredita que as reflexões estão em unidade com o momento da Igreja no país. Para o cardeal o objetivo é "renovar as paróquias para que elas se tornem, verdadeiramente, missionárias e se abram para a missão e a evangelização". Por outro lado, o arcebispo chamou a atenção para o fato de que não basta, apenas, constituir novas comunidades, é necessária a presença de animadores e pessoas comprometidas para coordenarem esses grupos que estão nascendo.

"À medida que as pessoas acolhem a mensagem da Igreja, vão formando, assim, as novas comunidades. O Papa Francisco vem destacando a importância da proximidade com os fieis, num sentido de voltar para a casa com o cheiro das ovelhas", ressaltou dom Cláudio. Em se tratando da missão da Igreja no Brasil, o cardeal tomou, como exemplo, as atividades de evangelização na Amazônia que apresentam desafios, como a distância, o isolamento das comunidades e falta de padres e missionários. Porém, "a Igreja da Amazônia nos dá muitas alegrias. Lá os padres precisam suar a camisa. São missionários que voltam felizes para a casa depois de um dia de muito trabalho", disse dom Cláudio.

"A proposta que está sendo estudada é, justamente, sair das periferias e ali tornar presente a Igreja. Não apenas com a celebração de missas, mas uma presença permanente através de pequenas comunidades", explicou. As reflexões da Assembleia Geral estão convergindo, de acordo com o cardeal, na perspectiva de que a prioridade de evangelização "é as regiões mais pobres e de paróquias que têm suas periferias". Neste contexto, "a Igreja precisa ir ao encontro dos pobres e ser pobre em qualquer lugar e dar o exemplo", apontou o cardeal. Dom Cláudio lembrou que os bispos reunidos na Assembleia Geral enviaram mensagem ao Papa Francisco onde relataram os andamentos dos trabalhos e também emitiram uma saudação ao Sumo Pontífice no aguardo de sua viagem ao Brasil, no mês de julho, para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no Rio de Janeiro.

Fonte: CNBB

Dom Francesco Biasin: “O ecumenismo tem como centro a pessoa, a mensagem, o testemunho e, sobretudo, o testemunho da paixão, morte e ressurreição do Senhor”

O bispo de Barra do Piraí – Volta Redonda (RJ) e Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso, dom Francesco Biasin participou da coletiva de imprensa da 51ª Assembleia Geral dos Bispos, da terça-feira, 16 de abril.

Dom Francesco explicou aos jornalistas que o ecumenismo é o movimento de diálogo e intercâmbio entre as igrejas cristãs. Ele lembrou que o ecumenismo nasceu no mundo protestante, em 1910, com o propósito de proclamar Jesus Cristo e promover a união no testemunho de Jesus como o Senhor.

“O ecumenismo tem como centro a pessoa, a mensagem, o testemunho e, sobretudo, o testemunho da paixão, morte e ressurreição do Senhor”, disse dom Francesco.

O bispo ressaltou que o diálogo inter-religioso é o diálogo entre religiões diferentes. E explicou que a origem do diálogo inter-religioso é bíblica. “São apresentados fatos no Antigo Testamento que Israel se encontra com expoentes de outra religião. Desde Abraão que se encontrou com o sacerdote Melquisedeque, era o sacerdote do Deus vivo, mas não pertencia a raça de Israel e ele acolheu Abraão, o abençoou e, Abraão ofereceu a sua oferenda e lá houve um encontro entre expressões religiosas diferentes”, lembrou.

Questionado sobre como promover o ecumenismo, dom Francesco respondeu que “o caminho será bonito na medida em que cada Igreja e cada tradição religiosa cristã apresentar o melhor de si para que haja uma unidade pluriforme e reconciliada. Onde várias expressões da vida de fé colocadas em comum e, doadas a todas às Igrejas, possam expressar a riqueza e a variedade dos dons que Deus fez surgir através das divisões do passado”.

No final do 7º dia da Assembleia foi realizado o tradicional Culto Ecumênico da CNBB que contou com as presenças da Igreja Evangélica de Confissão Luterana, Igreja Presbiteriana Unida, Igreja Episcopal Luterana do Brasil e da Comunidade Pentecostal Carisma. O culto foi presidido pelo Primaz do Brasil da Igreja Anglicana, dom Maurício Andrade que fez uma reflexão a partir das leituras bíblicas. “Isso é o sinal de que as Igrejas que possuem sensibilidade ecumênica querem manter o espírito ecumênico, o diálogo, o intercâmbio, a oferta de dons, além da troca de riquezas”, apontou dom Fracesco.

Fonte: CNBB

No mundo existem entre 5 e 8 milhões de crianças trabalhadoras: Dia Mundial contra a Escravidão Infantil

Como todo ano, em 16 de abril celebra-se o Dia Mundial contra a Escravidão Infantil. A data foi instituída em 1995, após o assassinato de um menino paquistanês de 12 anos que havia denunciado os abusos sofridos desde 4 anos, quando seu pai o vendeu para pagar uma dívida. O fenômeno das crianças trabalhadoras, escravizadas, exploradas e vendidas é comum em muitos países do sul do mundo, assim como na Europa, onde milhares de menores são obrigados a se prostituir ou a mendigar. São de 5 a 8 milhões as pequenas vítimas. Em 27 países europeus, segundo dados recentes da Eurostat, difundidos pela responsável dos Direitos da Infância da Save The Children, entre 2008 e 2010, foram identificadas 23.632 vítimas do tráfico, embora sejam muitas mais e frequentemente usadas para cometer crimes. Na Grã-Bretanha, muitas crianças exploradas na mendicância são vistas em um bairro e sucessivamente em outro. Na Espanha, são obrigadas a prostituir-se. Além da exploração sexual, as condições em que estes menores trabalham, igualmente graves, comportam riscos para sua saúde física e emotiva. Exemplo destas situações são os pequenos explorados nas minas de carvão no Brasil, os que rompem pedras no Benim, os menores usados na extração de diamantes na Serra Leoa ou do metal coltã na República Democrática do Congo, além dos meninos-soldados nos países em conflito, dos explorados sexualmente, ou dos que são comprados para trabalhos domésticos. No Haiti, mais de 300 mil destes, pobres e de zonas rurais, são vendidos por suas famílias com a esperança de uma vida melhor, mas na realidade, têm um fim diferente. Em Camboja, muitos agricultores os vendem para pagar dívidas, mas as vítimas são revendidas como mão de obra ou para serem abusadas sexualmente.

Fonte: Agência Fides
Local: Roma

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Em Missa Solene, episcopado brasileiro reza pelos bispos eméritos

Os bispos do Brasil participaram na manhã desta sexta-feira, 12 de abril, da Celebração Eucarística, às7h30, no Altar Central, do Santuário Nacional.

A celebração deste terceiro dia da 51ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi em Ação de Graças pelos bispos eméritos da Igreja no Brasil.

A missa foi presidida pelo cardeal dom Geraldo Magela Agnelo, arcebispo emérito da arquidiocese de São Salvador da Bahia.

Em sua homilia, dom Geraldo Magela destacou o questionamento de Jesus para Filipe: ‘Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?’

Jesus disso para colocá-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer. O Cardeal ressaltou que esta passagem lembra a pergunta de Moisés a Javé. “De fato, Jesus põe a disposição a sua intervenção”, afirmou.

Aos fiéis presentes no Santuário Nacional, dom Geraldo explicou que Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os e fez o mesmo com os peixes. Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: ‘Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca’.

“A nossa pequena obra vem multiplicada. O pão que Jesus oferece é sinal de eternidade. Deve-se a fé, a olhar o Pai através de Jesus. Na economia da salvação tudo tem valor. Reconhecemos em Jesus, o Messias. Como este pão partido e recolhido tornou-se uma coisa só, assim se recolha a tua Igreja nos confins da Terra”, acrescentou.

Finalizando sua reflexão, dom Geraldo Magela Agnelo pediu a intercessão de Nossa Senhora Aparecida pelos bispos eméritos. “Te agradecemos Pai por habitar em nossos corações e pela nossa fé. Pedimos de modo particular pela nossa Igreja que vem da fraternidade. Que Maria, mãe de Jesus e nossa mãe esteja sempre conosco”, concluiu.

Fonte: CNBB

Bispos estudam texto do Diretório de Comunicação para a Igreja no Brasil

Durante a tarde desta quinta-feira, 11 de abril, os bispos que participam da 51ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida (SP) realizaram, em grupos, um estudo sobre o texto do Diretório de Comunicação para a Igreja no Brasil. Antes, acompanharam uma exposição do conteúdo do documento, coordenada pela Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação.

O presidente da Comissão, dom Dimas Lara Barbosa, acompanhado dos assessores e especialistas que colaboraram na elaboração do Diretório, recordou o processo de construção do mesmo. “Este texto vem sendo trabalhado há muito tempo, inicialmente como texto de estudos. A partir da experiência com o texto do Diretório italiano, recebemos contribuições que vieram de todo o Brasil, e podemos dizer que o texto que temos agora é praticamente novo”, explicou.

Dom Dimas enfatizou que, se aprovado, a Igreja no Brasil será a segunda no mundo a ter um diretório como este, que será importante para a articulação das diferentes iniciativas existentes neste campo. Com dez capítulos, o diretório trata das mudanças e práticas culturais com o avanço da tecnologia e também dos desafios da ação pastoral da Igreja no campo da comunicação.

Os bispos realizam estudos em grupos durante a segunda sessão da tarde desta quinta-feira, e deverão voltar ao tema nos próximos dias desta Assembleia Geral.

Outros trabalhos

Também durante esta tarde, foi apresentado ao episcopado o relatório da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada. O bispo auxiliar da Arquidiocese de Aparecida, dom Darci José Nicioli, apresentou uma comunicação sobre o projeto da celebração dos 300 anos da devoção a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.

Fonte: Brasil

Cimi repudia Criação de Comissão Especial Sobre PEC 215/00

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi), organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos (CNBB), publicou na quinta-feira, dia 11 de abril, uma declaração contra o Ato do presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que criou a “Comissão Especial destinada a apreciar e proferir parecer à Proposta de Emenda à Constituição nº 215-A, de 2000, do Sr. Almir Sá, que ‘acrescenta o inciso XVIII ao art. 49; modifica o § 4º e acrescenta o § 8º ambos no art. 231, da Constituição Federal’”.

Leia o texto do Cimi:

O Cimi manifesta profunda indignação e repudia com veemência o Ato do presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), publicado neste dia 11 de abril de 2013, que criou a “Comissão Especial destinada a apreciar e proferir parecer à Proposta de Emenda à Constituição nº 215-A, de 2000, do Sr. Almir Sá, que ‘acrescenta o inciso XVIII ao art. 49; modifica o § 4º e acrescenta o § 8º ambos no art. 231, da Constituição Federal’”.

A PEC 215/00  inclui dentre as competências exclusivas do Congresso Nacional a aprovação de demarcação das terras tradicionalmente ocupadas pelos índios, a titulação de terras quilombolas, a criação de unidades de conservação ambiental e a ratificação das demarcações de terras indígenas já homologadas; estabelecendo que os critérios e procedimentos de demarcação serão regulamentados por lei.

O Ato do presidente da Câmara constitui-se num atentado à memória dos deputados Constituintes, ataca de forma vil e covarde os direitos que os povos indígenas conquistaram a custo de muito sangue e atende os interesses privados de uma minoria latifundiária historicamente privilegiada em nosso país.

O Cimi se solidariza com os povos indígenas do Brasil em mais este momento difícil em suas vidas e externa confiança na inquebrantável capacidade de resistência e superação que os povos tem demonstrado nestes cinco séculos de colonização do país.

Brasília, DF, 11 de abril de 2013

Conselho Indigenista Missionário

"A interpretação da Sagrada Escritura deve ser sempre autenticada pela tradição da Igreja" - Papa Francisco à Pontifícia Comissão Bíblica

Durante esta manhã o Santo Padre recebeu em audiência a Pontificia Comissão Bíblica. No seu discurso o Papa Francisco realçou a escolha do tema da reunião desta Comissão: "A inspiração e a verdade da Bíblia", um tema que o Santo Padre considerou não ser apenas relativo a cada um individualmente mas a toda a Igreja, visto que a vida e a missão da igreja se fundem sobre Palavra de Deus. E a Palavra de Deus precede e excede a Bíblia, pois a nossa fé - diz o Papa - não se baseia apenas e só num livro mas numa pessoa, Jesus Cristo. Precisamente porque o horizonte da Palavra divina abraça e estende-se para além da Escritura, para a compreender adequadamente é necessária a constante presença do Espírito Santo que nos leva a toda a verdade. Assim, o Santo Padre afirma que:

"O Concílio Vaticano II reiterou com grande clareza na sua Constituição Dogmática Dei Verbum que tudo quanto concerne ao modo de interpretar a Escritura está submetido em última instância ao juízo da Igreja, a qual assume o divino mandato e ministério de conservar e interpretar a palavra de Deus."

E o Papa Francisco concretizando na realidade do serviço dos presentes afirma dizendo que:

"...o esegéta deve estar atento a perceber a Palavra de Deus presente nos textos bíblicos colocando-os no interior da própria fé da Igreja. A interpretação da Sagrada Escritura não pode ser apenas um esforço científico individual, mas deve ser sempre confrontada, inserida e autenticada pela tradição da Igreja."

Fonte: Rádio Vaticano

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Dom Giovanni D’ Aniello preside missa da 51ª Assembleia Geral

A Santa Missa desta quinta-feira (11), da 51ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi em Ação de Graças pelos bispos nomeados desde a última Assembleia Geral realizada em 2012.

A Celebração Eucarística, que reuniu todos os Bispos do Brasil diante do Altar de Nossa Senhora Aparecida, foi presidida pelo Núncio Apostólico, dom Giovanni D’ Aniello.

Por ocasião de sua Assembleia Geral, a CNBB alimenta em seus momentos orantes a vida e o ministério dos seus membros e faz a oração de Ação de Graças pela nomeação de novos bispos, a oração de gratidão pelo ministério dos bispos eméritos e a oração em sufrágio dos bispos falecidos.

Em sua homilia, dom Giovanni D’ Aniello saudou os bispos presentes na assembleia, em especial, aos bispos nomeados no último ano.

Dom Giovanni pediu aos bispos que estejam sempre na busca pela mudança, tornando o Cristo o centro da própria vida. “Assumir a Cristo como critério de salvação. A fé é dada aos que obedecem e Jesus é aquele que vem, do alto e do céu. Está acima de todas as criaturas e todas as coisas. O mistério pascal nos leva a plenitude”, afirmou.

Núncio Apostólico ressaltou que algo novo, profundamente novo, aconteceu durante a ressureição. “Obedecer não é mais submeter-se. É um processo de crescimento. A liturgia de hoje nos diz que é preciso caminhar com Cristo. Confessar e santificarmos com Ele”.

Aos novos bispos, dom Giovanni D’ Aniello pediu a doação pessoal que deve acompanhar o ministério apostólico e empenho em suas iniciativas.

Dom Giovanni Felicitou os bispos lembrando do ministério apostólico que traz alegrias,  esperanças e também dificuldades. “Saibam que não estão sozinhos, Estão unidos ao Papa e todos os membros do colégio episcopal do Brasil e do mundo inteiro”, afirmou.

Citando o Papa Francisco, dom Giovanni afirmou que cada ministério deve ter a vontade de servir o Evangelho ajudando a Igreja a contemplar Cristo, para que os fiéis possam encontrar o caminho, a verdade e a vida, tornando – os homens novos. “Confio à proteção de Nossa Senhora Aparecida os nossos trabalhos nesses dias de assembleia, para que possamos também testemunhar a fé autêntica. Asseguro-lhes as minhas orações”, finalizou o Núncio Apostólico.

Fonte: CNBB

terça-feira, 9 de abril de 2013

Pastoral universitária na Europa: bispos querem "reabrir questão de Deus"

Relação entre ciência e fé no meio académico dominou encontro em Paris, promovido pelo Conselho das Conferências Episcopais da Europa.
Responsáveis do setor da pastoral universitária católica de toda a Europa concluíram este domingo um encontro de três dias em Paris, onde debateram soluções para uma maior aproximação entre a ciência e a fé.
De acordo com o Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), entidade organizadora do evento, atualmente aquelas duas áreas "ainda são encaradas como se fizessem parte de dois blocos irreconciliáveis", mas esta "separação não corresponde à verdade".

"O verdadeiro problema reside na distinção entre fé e razão, entre a fé e a visão que cada pessoa tem da verdade", pois "frequentemente atribui-se valor científico a algo que não é ciência", salienta o organismo católico, que reuniu na capital francesa cerca de 40 pessoas de 22 países, entre bispos, delegados pastorais e representantes de associações e de movimentos nacionais.

Sob a coordenação do presidente da secção do CCEE para a "Catequese, Escola e Universidade", o bispo polaco Marek Jedraszewski, e com o apoio de diversos peritos, o grupo de reflexão chegou à conclusão de que "é necessário promover a aproximação entre as diversas disciplinas do pensamento humano e a própria religião".
A universidade deve ser "um local de confrontação, de troca de opiniões e de reflexão, um lugar que permita alargar os horizontes e reabrir a questão de Deus", sustenta o comunicado da CCEE, que considera essencial mostrar as estudantes "o quanto a crença em Deus e uma vida de fé pode ser intelectualmente respeitável e entusiasmante".

"A ciência é um caminho possível para o encontro pessoal com Deus, e a fé não depende de uma equação, de um algoritmo ou de uma fórmula científica", afirma o texto final do encontro, que critica a tentação de transformar a "pessoa apenas numa soma de elementos físicos".
Os responsáveis pela pastoral universitária do Velho Continente lamentam que "o diálogo na esfera académica" fique muitas vezes a meio caminho devido a um "ateísmo agressivo", que "bloqueia qualquer forma" de abordagem.

Aqueles agentes alertam para a importância de recusar "extremismos", tanto por parte dos que reclamam a primazia da ciência sobre a crença como também pelos que apoiam a "visão criacionista do mundo".
"É necessário falar corretamente sobre a história do relacionamento entre a ciência e a Igreja", e cortar com uma "visão simplista e por vezes distorcida" também responsável pela "ideia de uma Igreja obscura", sublinha o CCEE.

Segundo os responsáveis pela pastoral universitária na Europa, enquanto "ao longo da história alguns governos tentaram alimentar uma percepção do mundo baseada numa visão científica limitada e específica da realidade, o catolicismo teve sempre como objetivo conciliar todos os elementos da verdade de modo a revelar a verdade absoluta, que é Jesus Cristo".

Neste âmbito, o diretor do Centro de Ciência e Religião Ian Ramsey, da Universidade de Oxford, de Inglaterra, frei Pinsent, recordou "o número elevado de cientistas cristãos que ao longo dos séculos contribuíram para a análise científica da verdade".
Agência Ecclesia

Fonte: JCP - Ecclesia

Pastorais da Juventude lançam cartaz e subsídio para a Semana da Cidadania 2013

A Semana da Cidadania (SdC) ocorre todos os anos, desde 1996 durante os dias 14 a 21 de abril e enfatiza a dimensão sociopolítica como parte do processo de formação integral promovido pelas Pastorais da Juventude do Brasil (PJ, PJE, PJMP e PJR), juntamente com os Centros e Institutos de Juventude, sendo uma de suas três Atividades Permanentes e atividade oficial da Igreja no Brasil.

É uma ação do discipulado missionário de milhares de grupos de jovens e militantes organizados como Igreja nas comunidades, nas escolas, nos meios populares e nas comunidades rurais. É o exercício do anúncio evangélico de vida plena; anúncio engajado na realidade concreta dos sujeitos jovens, comprometido com a reparação das injustiças e com a construção da igualdade social, como sinais do Reino de Deus.

A Semana da Cidadania constitui parte de nosso compromisso apostólico de anunciar e construir vida plena. É um espaço para a convocação de novos grupos de jovens e para despertar para a vida comunitária e é nossa oportunidade, como jovens, de compor a história da construção dos nossos direitos.

Com a proposta de lutar pela vida da juventude e enfatizar a necessidade deste diálogo, é que neste ano de 2013 a Semana da Cidadania abordará a temática "Juventude: vidas pela vida"inspirada pelo lema "Pastorais da Juventude contra a redução da maioridade penal".

A defesa da vida da juventude sempre foi pauta dos trabalhos e ações desenvolvidas pelas Pastorais da Juventude, por isso, neste ano em que a Campanha da Fraternidade trabalhou como tema: Fraternidade e Juventude queremos evidenciar ainda mais a defesa da vida, dizendo não à redução da maioridade penal, por entendermos que esta mudança na lei permitirá que mais vidas sejam comprometidas em sua formação integral.

A sociedade, por conta do aumento da participação de adolescentes e jovens em delitos e crimes noticiados diariamente acaba por acreditar que esta proposta responderá a este problema social. Porém, entendemos que somente com a efetivação das políticas públicas, melhorias no acesso à educação, à saúde, ao emprego, ao lazer, etc, permitirão a mudança tão sonhada nos índices de criminalidade que envolve a juventude. Seguindo ao Cristo Jovem, que não temeu os doutores da Lei, também nós, jovens das Pastorais da Juventude, não tememos em dizer que somos contra a redução da maioridade penal.

Materiais

Para fazer download dos materiais da Semana da Cidadania, basta acesso aos links abaixo:

- Subsídio: http://migre.me/dZBGW

- Cartaz: http://migre.me/dZBJy

- Banner: http://migre.me/dZBKw

Atividades Permanentes 2013

Todos os anos as Pastorais da Juventude realizam três Atividades Permanentes, que são parte de sua ação no cuidado com a vida da juventude, ao modo de Jesus de Nazaré, e do processo de formação integral que desenvolvem com os/as sujeitos jovens. A Semana da Cidadania (SdC), a Semana do Estudante (SdE) e o Dia Nacional da Juventude (DNJ)são realizadas como um processo, por isso são organizadas a partir do planejamento das ações das Pastorais no ano e têm os/as jovens como protagonistas. Sendo que a partir de 2011, o DNJ é realizado em parceria com as diversas expressões de juventude da Igreja do Brasil.

São realizadas em sintonia com a Campanha da Fraternidade, com o Documento 85 da CNBB - Evangelização da Juventude e com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil.

Para o triênio 2012-2014 as Atividades Permanentes terão como eixo norteador a expressão: A defesa da vida na construção da Civilização do Amor. Dialogando também com a Campanha Nacional contra a violência e o extermínio de jovens e com o Projeto de Revitalização da Pastoral Juvenil na América Latina.

Em 2013, ano que a Igreja celebra os 50 anos de abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II e o Ano da Fé e ainda no Brasil teremos um ano voltado para a temática juvenil, com a realização da Campanha da Fraternidade sobre juventude e a JMJ no Brasil, sendo assim não nos faltam razões para caminhar juntos.

Dentro da ação pastoral com jovens no Brasil e na América Latina o caminho nos direciona para o lugar bíblico de Betânia, lugar de acolhimento e compromisso com o Reino e é com esta certeza que procuramos nas Atividades Permanentes deste ano várias formas de estar com Jesus, de caminhar com Ele na construção do Reino. Neste caso, encontrar e caminhar com Ele é também encontrar com a comunidade, com o grupo, com a família, com a cultura, com a religião, com as dores do povo, do planeta, com as lutas, as conquistas e os sonhos dos/as jovens.

Fonte:Pastoral da Juventude - www.pj.org.br

Arquidiocese de Brasília envia duas leigas para Missão em Roraima

Mais duas leigas missionárias de Brasília (DF) viajaram para Roraima pelo projeto Igrejas-Irmãs. São elas, Maria das Graças Dias, da Paróquia N. S. do Carmo, de Taguatinga e Maria José de Castro, da Vila Planalto. A cerimônia do envio foi realizada neste domingo, dia 07, na cidade de Taguatinga, entorno de Brasília, com a presença de amigos, familiares e paroquianos.

A partida destas missionárias para a paróquia São José de Caracaraí (RR) faz parte do projeto Igrejas-Irmãs entre a Arquidiocese de Brasília e a diocese de Roraima. A paróquia corresponde a dois municípios: o de Cacracaraí com 47.000 Km² e o de Iracema com 14.000Km². Lá já atuam os padres Fabrício Araújo dos Santos e Tiago Pereira Paz, além de três leigas, Edileuza da Conceição Souza, Maria Goreti Alves Pessoa e Meromelina Gonzaga de Souza. As novas missionárias vão atuar na área administrativa e na evangelização popular, com visitas a famílias e encontros de bíblia.

O Coordenador do Conselho Missionário Regional (COMIRE) de Brasília, padre Jomelito Ferreira de Melo, ao presidir a cerimônia do envio, destacou o grau de doação e desprendimento das missionárias, “pois aqui deixam o trabalho e a família para se dedicarem inteiramente na evangelização no interior de Roraima. Elas atenderam ao chamado de Cristo que pediu a pregação do Evangelho até os confins do mundo”.

Já a coordenadora do Conselho Missionário Diocesano (COMIDI) de Brasília, Dea Duarte Queiroz, revelou que esta é a segunda vez que as duas missionárias vão trabalhar em Roraima. A primeira, foi em 2007 - 2010, dentro do Projeto inicial de ajuda missionária. Agora, vão ficar à disposição da Igreja, por mais dois anos, deixando a vida profissional, o trabalho, os amigos e família. Maria José de Castro é funcionária do Ministério da Agricultura. Solicitou e ganhou uma licença para dedicar-se por dois anos, gratuitamente. E Maria das Graças Dias é aposentada. Ambas são líderes da ação missionária em Brasília e constituem um exemplo de ardor missionário.

Para o bispo de Roraima, dom Roque Paloschi, o projeto Igrejas-Irmãs é uma grande bênção para a Igreja no Brasil, particularmente para a Amazônia, uma região que foi sempre muito confiada aos Institutos e congregações. “Agora chegou o momento de a Igreja no Brasil olhar para a Amazônia com uma responsabilidade maior no envio de missionários”. Na avaliação do bispo, a experiência de colaboração da arquidiocese de Brasília com a diocese de Roraima “tem sido um caminho de fecundidade, com os problemas inerentes a todo o tipo de ação. Por outro lado, isso tem ajudado a criar um vínculo de proximidade entre as nossas igrejas”.

Dom Roque destaca ainda a presença dos leigos e leigas no projeto, que segundo ele, “dão um colorido diferenciado para a Missão. Isso ajuda a superar a ideia de que a Missão é somente para padres e religiosas esquecendo de que, toda a Igreja ou é missionária ou ela deixa de ser Igreja. Avaliamos positivamente essa experiência rica e somos gratos à Arquidiocese de Brasília e a todos os missionários e missionárias que tem atuado nessa missão”, ressalta dom Roque.

Fonte: Camilo Simon - POM

Pastoral da Juventude da diocese de Criciúma inicia nova turma da EDEJU

A Pastoral da Juventude (PJ) da diocese de Criciúma (SC) dá início nesta sexta-feira, 05 de abril, à sétima turma da Escola Diocesana de Evangelização da Juventude “Padre Ludgero Buss”, (EDEJU).

A primeira etapa de formação acontecerá na Casa de Encontros da Congregação de São José (Josefinos de Murialdo), em Balneário Arroio do Silva, e será assessorada pelas psicólogas Heverlin Cirimbeli Giassi e Diomara Fernandes Réus. Ainda na sexta-feira, às 20h30, acontecerá a missa de abertura, presidida pelo bispo dom Jacinto Inacio Flach.

diocese de criciumaCom o objetivo de capacitar jovens que assumam a missão de evangelizar, em especial a juventude em suas comunidades, a EDEJU é realizada em cinco etapas, em finais de semana alternados durante o ano. “Espera-se que os jovens, ao final da escola, sintam-se animados e preparados para articular grupos de jovens e participar da vida da comunidade, contribuindo para a construção da ‘Civilização do Amor’, com seu jeito de ser, crer e viver”, ressalta o coordenador da PJ, Marcos Tramontin Serafim.

Segundo Serafim, a EDEJU tem proporcionado fundamental espaço de formação, espiritualidade e cultivo para os jovens que atuam nas diferentes realidades da diocese de Criciúma, fortalecendo lideranças nos grupos de base e preparando os jovens para assumirem serviços de coordenação em seus espaços de atuação, sejam comunitários ou paroquiais.

A sétima turma da EDEJU contará com a participação de cerca de 30 jovens das paróquias da diocese de Criciúma e terá em sua programação:

1ª Etapa
Juventude e Dimensão Pessoal
Data: 05 a 07 de abril de 2013
Local: Casa dos Josefinos de Murialdo, Balneário Arroio do Silva

2ª Etapa
Igreja, Comunidade e Grupo
Data: 17 a 19 de maio de 2013
Local: Paróquia São Paulo Apóstolo, Michel, Criciúma

3ª Etapa
Identidade, Missão e História da PJ
Data: 21 a 23 de junho de 2013
Local: Paróquia Sagrado Coração de Jesus, Forquilhinha

4ª Etapa
Juventude e Espiritualidade Cristã
Data: 27 a 29 de setembro de 2013
Local: Paróquia São Marcos, Nova Veneza

5ª Etapa
Juventude e Sociedade
Data: 08 a 10 de novembro de 2013
Local: Casa dos Josefinos de Murialdo, Balneário Arroio do Silva

Fonte: Pastoral da Juventude