quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Igreja Missionária Edificar a vida em Cristo

Em seu discurso, na manhã de 4 de outubro, aos prelados da Conferência Nacional de Bispos Católicos do Brasil – CNBB, da Região Norte 1 e Noroeste, em visita ad limina, o Papa Bento XVI assinalou que a Igreja Católica não trabalha para si mesmo, mas serve a Cristo e neste sentido convida todos os homens a edificarem sua vida nele.

Depois de elogiar os esforços dos bispos que, "carecendo frequentemente dos meios adequados, levam a Boa Nova de Jesus a todos os lugares da selva amazônica, conscientes de que Deus quer que todos os homens se salvem e cheguem a conhecer a verdade", o Papa disse que "Deus pode obter esta salvação por formas extraordinárias que só Ele conhece".

"Entretanto – explicou – se seu Filho veio, foi precisamente para nos mostrar com sua palavra e sua vida, os caminhos ordinários de salvação, e nos mandou transmitir esta revelação a outros com sua própria autoridade. Portanto, não podemos evitar este pensamento: os homens poderiam salvar-se por outras vias, graças à misericórdia de Deus, sem o anúncio do Evangelho. Mas acaso posso me salvar se, por negligência, temor, vergonha ou ideias errôneas, deixo de anunciá-lo?"

"Às vezes nos encontramos com esta objeção: impor uma verdade, embora seja a verdade do Evangelho, da salvação, pode ser uma violência à liberdade religiosa", assinalou o Papa citando a este propósito a resposta de Paulo VI: "É óbvio que, sem dúvida, seria um engano impor algo à consciência de nossos irmãos. Mas sugerir o conhecimento da verdade do Evangelho e a salvação em Jesus Cristo, com absoluta claridade e com todo o respeito pelas opções livres da consciência – e, portanto, sem pressões coercitivas, sem persuasões que carecem de honestidade –, longe de ser um ataque à liberdade religiosa, é uma homenagem a essa liberdade, que pode escolher um rumo que inclusive os não-crentes consideram nobre e edificante. Apresentar a Cristo e seu reino de forma respeitosa, mais que um direito, é um dever da evangelização."

"A chamada à missão não se dirige exclusivamente a um restrito grupo de membros da Igreja, mas é um imperativo dirigido a todos os batizados, um elemento essencial de sua vocação."

Neste contexto o Papa se referiu à V Conferência do Episcopado da América Latina e do Caribe, realizada em Aparecida, em 2007, entre cujos objetivos estava o de resgatar a dimensão missionária da Igreja, convocando uma Missão Continental.

"Os desafios do contexto atual poderiam conduzir a uma visão reducionista do conceito de missão. Esta não pode limitar-se a uma simples busca de novos modos para fazer a Igreja mais atrativa e capaz de vencer a competição com outros grupos religiosos ou ideologias relativistas."

"A Igreja não trabalha para si mesma: está ao serviço de Jesus Cristo, existe para fazer que a Boa Nova seja acessível a todas as pessoas. A Igreja é católica precisamente porque convida todos os seres humanos a experimentarem a vida nova em Cristo. A missão, portanto, não é mais que a consequência natural da essência mesma da Igreja, um serviço do ministério de unidade que Cristo quis levar adiante em seu Corpo crucificado", concluiu o Papa.


Fonte: O Lutador
Local:Cidade do Vaticano

Goethe-Institut São Paulo participa da Balada Literária em São Paulo

Lançamento do livro “Parte da Solução” de Ulrich Peltzer pela Estação Liberdade é seguido de balada alemã com o DJ Holger Beier

A Balada Literária, projeto de Marcelino Freire que reúne de forma descontraída escritores e artistas nacionais e internacionais em mesas de bar, de debate e palcos de diversos lugares da cidade, terá em sua 5ª edição a participação do Goethe-Institut São Paulo. O evento vai de 18 a 21 de novembro e tem entrada franca.

No Goethe-Institut São Paulo, a Balada será no dia 19 de novembro, sexta-feira, a partir das 20h30, com o lançamento do premiado livro Parte da Solução (Teil der Lösung) do escritor alemão Ulrich Peltzer pela Editora Estação Liberdade.

O livro relata a história de amor entre uma ativista política e um jornalista investigativo. Através do casal e de suas respectivas modalidades de envolvimento político, Peltzer faz desfilar diante do leitor a superfície da vida urbana no século 21 e narra os movimentos individuais de busca, entre liberdade, acomodação e resistência. A obra também é um retrato irreverente e bem-humorado da nova Berlim.

Berlim, a nova Potsdamer Platz: em meio a um mundo vigiado por câmeras de segurança, a liberdade individual é uma ilusão permanentemente questionada. Christian Eich, jornalista que se mantém com os mais diversos “frilas”, além do romance que não termina, precisa de algo mais. Parte para investigar como estão hoje antigos membros da luta armada, no caso as Brigadas Vermelhas, que vivem no limbo entre legalidade e clandestinidade. Em efervescente triangulação Berlim-Itália-Paris, informações privilegiadas e um roteiro repleto de imprevistos o levam a um universo de várias graduações de militância, de ambos os lados da lei.

Surge uma figura especial no caminho que desloca Christian do sensual verão berlinense para a problemática Belleville, em Paris: Nelly, que contracenará com a própria Berlim. Faiscante e inescrutável, a metrópole alemã se destaca aqui como coprotagonista, com sua paisagem urbana em recomposição, mas ainda com fortes marcas de sua época de dualidade de regimes. Com Nelly a lhe turvar os sentidos, Christian mergulha num cenário de submundo, pelo qual talvez nunca deveria ter se interessado. A tensão sobe, a pressão é forte, e Christian precisa se decidir: ou você é parte do problema, ou você é parte da solução.

A contraposição entre relacionamentos pessoais e engajamentos políticos constitui uma emblemática reflexão sobre o radicalismo, para a qual a Berlim contemporânea oferece um cenário vibrante e multifacetado. Vem de imediato o paralelismo com o caso de Cesare Battisti, o ex-ativista italiano que buscou refúgio no Brasil

 Holger BeierApós bate-papo com a presença do autor e participação do jornalista Hélio Gurovitz, o Goethe-Institut se transformará numa verdadeira balada, com pista de dança comandada pelo DJ Holger Beier, produtor da festa Blind Date Berlin. Durante a noite serão sorteados diversos prêmios, entre eles um par de ingressos para os shows das bandas alemãs Tokio Hotel e Rammstein, ambos no Via Funchal, em São Paulo. Aperitivos e cerveja estarão à venda no Wunderbar.

Realização: Agô Produções, Livraria da Vila, Ato Cidadão

Apoio: Estação Liberdade, Goethe-Institut São Paulo, Frankfurter Buchmesse, Litrix.de

SERVIÇO


Goethe-Institut São Paulo na Balada Literária

Lançamento do livro Parte da Solução de Ulrich Peltzer e bate-papo com a presença do autor

Sexta-feira, 19 de novembro, a partir das 20h30

Goethe-Institut São Paulo

Rua Lisboa, 974 - Pinheiros

Entrada Franca

Mais informações: www.goethe.de/saopaulo

ou pelo telefone: 11 3296 7000
Saiba mais:

Ulrich Peltzer nasceu em Krefeld, Alemanha, em 1956. Estudou filosofia e psicologia em Berlim, onde vive desde 1975. A renúncia  a uma descrição realista e tradicional do mundo exterior é característica dos “romances de metrópole” do autor, cuja obra retrata seu posicionamento político diante dos acontecimentos por meio de seus protagonistas urbanos. Entre outras distinções, Peltzer recebeu o Prêmio Anna Seghers para escritores alemães (1997), o Prêmio da Lista dos Melhores Livros da emissora SWR (1999), o Prêmio de Literatura da Baixa Renânia (2001) e o Prêmio de Literatura de Bremen (2003).

Lugar de repórter ainda é na rua!

Lançamento do Livro: Entre meridianos e paralelos - a revista Mundo e Missão como instrumento de animação missionária na Igreja do Brasil

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Convite!

Homilia do Cardeal Ângelo Amato na missa de beatificação de Madre Bárbara Maix

(Traduzida e pronunciada por Dom Dadeus Grings, arcebispo de Porto Alegre, no dia 6.11.10)

Senhor Núncio Apostólico, Senhores Bispos, Autoridades civis e militares, Prezados padres e diáconos, Irmãs da Congregação do Imaculado Coração de Maria, Religiosos e Religiosas, prezados irmãos e irmãs em Cristo.

A festa de todos os Santos, celebrada hoje na Igreja no Brasil, é a data litúrgica mais propícia para a beatificação da Irmã Maria Bárbara da Santíssima Trindade. Nossa bem-aventurada faz parte, de fato, daquele número incalculável de batizados de toda nação, raça, povo e língua, que – como proclama a liturgia da Palavra de hoje – se encontram diante do trono do Cordeiro, vestidos de brancas vestes (Ap 7,9). Trata-se do cortejo dos santos, homens e mulheres, que passaram pela grande tribulação e lavaram suas vestes, tornando-as brancas com o sangue do Cordeiro (Ap 7,9). Madre Bárbara Maix, de fato, viveu plenamente as bem-aventuranças evangélicas dos pobres em espírito, dos mansos, dos misericordiosos, dos promotores da paz, dos perseguidos por amor à justiça (Mt 5,1-11). Subiu ao monte santo do Senhor com mãos inocentes e coração puro (Sal 24,3-4).

O ensinamento da liturgia de hoje apresenta muito bem o retrato espiritual de nossa Beata. Ouvimos, no início da Santa Missa, uma breve biografia dela. Foi uma missionária, proveniente da Áustria. Pretendia ir para a América do Norte. Mas não zarpava nenhum navio de Hamburgo para a América do Norte. Após trinta dias de espera infrutífera, percebendo nisto um sinal da Providência, com algumas companheiras embarcou num navio para o Brasil. O Brasil tornou-se assim sua terra prometida, sua segunda pátria, acolhedora e generosa. Madre Bárbara tornou-se brasileira com os brasileiros; fundou a Congregação das Filhas do Coração Imaculado de Maria e morreu em odor de santidade no dia 17 de março de 1873

Por que a memória de Madre Bárbara manteve-se por tanto tempo no coração de tantos fieis, não se desfazendo como um sonho pela manhã? A resposta é simples. Sua figura não desapareceu na neblina do esquecimento porque falou a língua evangélica da caridade, a única língua da fraternidade humana, a língua universal de Jesus, que atravessa os séculos, sem nunca perder sua eficácia. Madre Bárbara amou muito: amou e serviu os pobres; amou e educou os pequenos; amou e perdoou suas filhas espirituais.

A caridade é como o ouro. O tempo não só não o corroi, mas ainda aumenta seu esplendor e seu valor. Como esta bendita terra brasileira conhece a pujança da natureza, assim também conheceu o vigor do amor oblativo de Madre Maix. Porto Alegre não é propriamente um paraíso, mas teve a graça de admirar o espetáculo da caridade de Madre Bárbara, um espetáculo que é o prelúdio das alegrias do céu.

Podemos perguntar-nos ainda: como Bárbara Maix conseguiu viver o heroísmo das virtudes cristãs? Sua santidade – eis a resposta – é fruto de uma fé profunda, de uma grande esperança e de uma caridade sem limites. Ele foi educada pela palavra e pela graça de Jesus, nosso divino mestre. Os testemunhos são unânimes em afirmar que ela vivia aos pés do Salvador. Estava em contínua e humilde oração, diante do tabernáculo. Por isso, uma sua irmã a compara a um “girassol”: seu rosto estava sempre voltado para Deus, para o céu. Para ser santo – dizia a mística alemã Matilde de Hackeborn - é necessário estar perto de Jesus: “Ele, de verdade, é a própria santidade que santifica todas as coisas”.

Se em Viena nossa Beata se ocupava com as empregadas domésticas e com as jovens desempregadas, no Brasil abre escolas e institutos para crianças órfãs e abandonadas. Dedica-se à educação das jovens e dá atenção à assistência aos doentes durante epidemias e conflitos. Funda por isso uma congregação feminina para ampliar este seu apostolado de caridade.

Quero destacar, de modo particular, duas virtudes que promanam da caridade de Madre Bárbara e que ela praticou em grau heróico no seu apostolado de fazer o bem: a confiança em Deus e a bondade materna.

Em sua missão de caridade, Madre Bárbara teve que enfrentar muitos obstáculos: incompreensões externas, divisões internas, humilhações incríveis. Tudo, porém, foi superado por sua grande confiança na divina Providência. Certo dia disse às suas filhas de Porto Alegre: “Minhas caríssimas, tende ainda um pouco de paciência e, antes que vos apercebais, Deus encontrará as estradas e os meios. Deixemo-lo agir tranquilamente”.

Expressões desta confiança eram as palavras de bênção e as jaculatórias de fazer tudo para a glória de Deus. Desta confiança promanava seu zelo pela salvação do próximo, sobretudo das jovens pobres, moralmente frágeis e marginalizadas.

Esta confiança era alimentada pelo amor a Jesus Eucarístico e por uma especialíssima devoção ao Coração de Maria. As testemunhas relatam que, ainda em tenra idade, Bárbara teve uma aparição de Jesus Menino, que lhe ordenou: “Funda a Congregação de Minha Mãe”. Numa carta nossa Beata escreve: “Façamos do Coração de Maria um receptáculo para colocar nele todas as dores, as aflições e fadigas, como esmola ao Santo Padre, uma vez que não temos dinheiro para lhe dar”.

Desta grande fé brotava a comunhão com a Igreja e a obediência incondicional a seus Pastores. No tempo em que viveu em Porto Alegre manteve profundas relações com o Bispo, convidando-o sempre para as celebrações de vestição e de emissão dos votos de suas professas.

Às suas Irmãs dizia: “Somos cristãs e a Igreja é nossa Mãe. Comportemo-nos como legítimas filhas da Igreja em todas as circunstâncias(...) A Santa Igreja e seus Ministros são nossos observadores e notam como nos comportamos neste contexto de prova, para ver se conseguimos sair desta fornalha como ouro puro, como ramos ou como chumbo... Ofereçamos tudo o que sofremos em prol da vitória da Igreja e do Papa Pio IX”.

Para crescer neste espírito de fé ela se servia dos instrumentos clássicos da espiritualidade cristã: pureza de coração, através dos sacramentos e da união aos Corações de Jesus e de Maria; fidelidade à graça, através da obediência às Regras e às sãs tradições da Congregação (clausura, hábito, recolhimento, trabalho); cuidado da vida interior, através da oração, da meditação, do silêncio, das frequentes e prolongadas visitas a Jesus Sacramentado; abertura à voz do Espírito Santo, que fala ao coração e que é o mestre interior de nossa existência; a interiorização da Palavra de Deus, como alimento de vida santa; fuga do pecado e espírito de mortificação e de reparação; Missa quotidiana.

O tabernáculo era o centro de sua vida. Nas Constituições de 1852 inseriu o preceito da adoração perpétua em comunidade, com as irmãs, que se revezavam dia e noite. A finalidade, de fato, da Congregação é “a verdadeira santificação e perfeição de todos os seus membros... que consiste em regular e modelar toda a vida de acordo com o Divino Modelo, Jesus Cristo nosso Salvador”.

Deste seu coração puro e confiante brotava a caridade heróica para com o próximo, caridade modelada pela cordialidade e pela bondade para com as coirmãs, e de respeito, atenção e delicadeza para com as crianças e os pobres. Basta citar alguns exemplos, entre tantos outros. Quando Madre Bárbara foi convidada a ocupar-se com a educação das crianças expostas na Casa da Roda – isto é, das crianças abandonadas – ela mesma preparou o enxoval para as primeiras quarenta crianças. Fê-lo trabalhando dia e noite, sob a luz de uma vela.

Também seu método educativo levava a marca da caridade. Numa carta de 1866 escreve a uma sua coirmã: “Não quero que grites com as crianças. Matilde – uma educanda – mudou muito. Assim também Genésia, Guilhermina e Belarmina tornaram-se melhores. Quem as conhece pode atestá-lo. Certamente ainda não se poderão canonizar”.

A Madre exercitava, com heroísmo, o ministério da misericórdia, da compreensão, da reconciliação e do perdão. Por isso não enviou para Roma uma carta de arrependimento da Irmã Jacinta da Ressurreição, porque não queria que esta coirmã passasse pela vergonha de ter-se revoltada contra a Superiora Geral. Com um manto de graça, cobria a sua congregação com a bênção do perdão.

Depois de sua santa morte, nossa Beata derramou uma chuva de graças sobre os fieis que invocavam sua intercessão. Entre estas graças está a cura milagrosa de uma criança, Onorino Ecker, de quatro anos de idade, acontecida em julho de 1944, na Arquidiocese de Porto Alegre. A mãe da criança deixara sobre o fogo uma panela para esquentar água, presa por uma corrente. A criança, brincando, agarrou-se à corrente, derramando a água fervente sobre seu corpo e caindo sobre as brasas. O pequeno Onorino ficou todo uma chaga. Chegou ao Hospital após quatro horas, em estado de coma, em gravíssimo perigo de vida. Iniciou-se a oração e a invocação da intercessão da Serva de Deus. Depois de sete dias, improvisamente, o piá se acorda e, depois de cerca de quinze dias de internação recebe alta do hospital, completamente curado, sem cicatrizes marcantes nem complicações de infecções. Trata-se de um sinal do céu para confirmar a santidade de Madre Bárbara Maix.

Hoje Beata Bárbara Maix lembra a todos nós o empenho da santidade. Também nós somos chamados a ser testemunhas de Cristo, ouvir sua palavra de verdade e alimentar-nos de seu pão de vida. Suas filhas espirituais, acima de tudo, são chamadas a seguir as pegadas de sua Santa Fundadora. Também elas devem tornar-se “girassóis”, que tem sempre seu olhar voltado àquele sol de caridade e de bondade que é Jesus Cristo.

A virgem Maria acompanhe todos nós com sua proteção materna na subida do monte da santidade. Se Bárbara Maix conseguiu, por que não tentaremos também nós?

Agradecemos cordialmente ao Santo Padre o Papa Bento XVI o dom desta solene beatificação, que glorifica a Igreja no Brasil com o resplendor da santidade.

Amém.

Fonte: CNBB

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Dom Eugênio Sales: 90 anos a serviço da Igreja no Brasil

Hoje segunda-feira, 8 de novembro, o arcebispo emérito do Rio de Janeiro (RJ), cardeal Eugênio de Araújo Sales, completa 90 anos de idade. A data está sendo lembrada em várias regiões do país, por ser dom Eugênio uma figura emblemática na Igreja no Brasil.
Há mais de 30 anos no Rio de Janeiro, sendo arcebispo entre 1971 e 2001, dom Eugênio dedicou seu trabalho de modo a contemplar as inúmeras pastorais da Igreja, bem como a sociedade menos favorecida. Entre seus feitos, está a questão social. No Rio, ele criou a Pastoral Penal, da Saúde, do Trabalhador, além das pastorais das Domésticas e do Menor.
Com a Pastoral das Favelas, dom Eugênio foi fundamental para impedir a remoção de moradores da Favela do Vidigal.
   
 Em artigo publicado no site da CNBB, o arcebispo do Rio, dom Orani João Tempesta, afirma que dom Eugênio não fez apenas discursos em defesa dos pobres. "Na prática, no dia a dia, no socorro de suas necessidades e na sua colaboração profissional, ou seja, a sua promoção. O cardeal Sales, silenciosamente, como ele gosta de dizer, protegeu os presos políticos, ajudou-os materialmente e foi sua voz [...]", diz um trecho do texto.

Para o arcebispo de Mariana (MG) e presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, os 90 anos de dom Eugênio devem ser "bastante comemorados pela preciosa vida que levou o cardeal". Sobre a longa atuação do cardeal na arquidiocese de Natal (RN), Salvador (BA) e Rio de Janeiro, ele aponta que a principal característica de dom Eugênio é a fidelidade. "Muitos aspectos fazem lembrar a figura de dom Eugênio, mas, sem dúvida, aquela que mais o caracteriza é a fidelidade ao ministério episcopal, pelo vasto trabalho que desempenhou até hoje", sublinhou o presidente da CNBB.

Dom Orani destaca a preocupação com o clero como uma das marcas do cardeal Sales. Ele "renovou o Seminário São José, incentivando as vocações, ordenando muitos presbíteros (215 durante o seu episcopado) e dando assistência especial, por si ou por seus bispos auxiliares, aos padres de sua arquidiocese". A Campanha da Fraternidade foi outro marco da Igreja no Brasil, que teve dom Eugênio como guia, conforme mencionou dom Orani.

Na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, o cardeal foi secretário do Regional Nordeste 3 (Bahia e Sergipe), membro do Conselho Permanente e presidente do Secretariado de Opinião Pública da entidade, hoje assessoria de imprensa.

Em entrevista ao site da arquidiocese do Rio de Janeiro, o aniversariante fez questão de dizer que "Eu fui apenas um instrumento de Deus", ao responder pergunta sobre o seu ministério como arcebispo do Rio.

Na tarde de quarta-feira, 3, ele recebeu do papa Bento XVI uma carta de felicitações pelo seu 90º aniversário natalício. Dom Orani João Tempesta, fez pessoalmente a entrega do texto.

"Desejo fazer dessa festa ponto de continuidade das atividades existentes no Rio de Janeiro", concluiu dom Eugênio sobre a data.

A missa de Ação de Graças pelos 90 anos do cardeal dom Eugênio Sales será neste sábado, 6, com missa presidida por dom Orani, na catedral, às 9h, e presença de vários bispos do Brasil, religiosos, padres, e da comunidade em geral.

Fonte: CNBB

1º Encontro de Aprofundamento da IAM e JM do Ceará

Está sendo realizado na Diocese de Crato, o 1º Encontro de Aprofundamento da IAM e JM do Ceará. O encontro iniciou na tarde de sexta-feira, dia 05 de novembro, com uma acolhida feita pela equipe local com os adolescentes e jovens missionários.

Na manhã deste sábado, Monsenhor Daniel Lagni, Diretor das Pontifícias Obras Missionárias (POM) no Brasil, assessorou o encontro apresentando os pilares da evangelização - diálogo, testemunho, serviço e anúncio -. Trabalhou também o projeto da Missão Continental, que, segundo ele, “não é só no continente, mas além da sua casa, romper as fronteiras...”, que é tarefa de cada batizado, discípulo missionário de Jesus.

Ainda nesta manhã, Ir. Augusta, do Piauí, apresentou o Projeto Missionário Além-Fronteiras Brasil-Moçambique. Segundo Ir. Augusta: “Queremos ser gestos de comunhão das Igrejas do Maranhão e Piauí com a Diocese de Lichinga, em Moçambique”.

O encontro segue até a tarde deste domingo. Você pode acompanhar o encontro pelo blog da JM do Ceará: http://missaoradical.blogspot.com/ ou pelo twitter @jmfortaleza.

Fonte: Juventude Missionária

Missa na Sé marca Dia Nacional da Juventude

"Milhares de jovens participaram da comemoração do Dia Nacional da Juventude (DNJ) 2010 na Arquidiocese de São Paulo. No início da tarde deste domino, 7, houve uma concentração no Pátio do Colégio, com a animação de grupos musicais. Os jovens foram acolhidos com uma reflexão artística sobre  o tema do DNJ deste ano, "Celebrando a memória e festejando a história", que destaca os 25 anos de realização do dia dedicado à juventude no Brasil, além do lema, "Juventude - Muita reza, muita luta, muita festa, em marcha contra a violência", referindo-se à violência e ao extermínio de jovens no país.

Em seguida, os jovens marcharam em direção à praça da Sé, onde foi celebrada uma missa campal, presidida pelo arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Pedro Scherer, e concelebrada por bispos auxiliares e padres.

Na homilia, dom Odilo que o evento era oportunidade de todos clamarem pelo fim de todo tipo de violência contra o ser humano, sobretudo contra os jovens. Ele destacou que a juventude é o "rosto jovem da Igreja" e, por isso deve ser acolhida incentivada a participar cada vez mais da vida eclesial.

O cardeal também destacou que em agosto de 2011 acontece a Jornada Mundial da Juventude, em Madri, Espanha, com a presença do papa Bento 16. Ele incentivou os jovens da Arquidiocese para que participem dos encontros preparatórios da jornada, bem como a enviarem representantes das comunidades e movimentos da Arquidiocese para o evento. Ele também lembrou que também lembrou que a próxima Jornada Mundial da Juventude será realizada no Brasil (falta apenas confirmar se será em (2010 ou 2014).

Dom Tarcísio Scaramussa, bispo auxiliar na Região Sé e referencial para o Setor Juventude, organizador do DNJ na Arquidiocese, encorajou os jovens a se comprometerem com a missão evangelizadora na cidade de São Paulo. No final da missa, dom Odilo e os demais bispos abençoaram e enviaram os jovens em missão.


Fonte: Arquidiocese de São Paulo - Setor da Juventude

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Arquidiocese de Campinas promove Curso de Extensão em Música Litúrgica

A partir do dia 9 de dezembro, estarão abertas as inscrições para a próxima turma do Curso de Extensão em Música Litúrgica da arquidiocese de Campinas (CEMULC).

Criado em 2007 pela Comissão Arquidiocesana e Liturgia de Campinas, Setor de Música Litúrgica, com a aprovação do arcebispo Dom Bruno Gamberini, a primeira turma do CEMULC concluiu a formação básica em 2009. Já passaram pelo curso mais de 1000 alunos incluindo leigos, seminaristas, sacerdotes e religiosos.
O curso

O CEMULC é um curso de formação litúrgico-musical teórica e prática, cujo objetivo principal é preparar os agentes de pastoral para que possam, em suas paróquias e comunidades, desempenhar o seu ministério em conformidade com os princípios teológicos, litúrgicos, pastorais, musicais e estéticos que justificam a Música Litúrgica.

Mais informações sobre o CEMULC, veja o folder clicando aqui ou envie um e-mail para cemulc@yahoo.com.br

Fonte: CNBB

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Setor Juventude prepara ida de jovens brasileiros à JMJ

Uma equipe de quatro pessoas foi enviada à Espanha pelo Setor Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para conhecer as dioceses que acolherão a delegação oficial do Setor na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no próximo ano. 

Formada pelo assessor do Setor, padre Carlos Sávio Ribeiro, e pelos jovens Janaína César, Maristela Ciarrochi e Tiago Miranda, a equipe chegou à Espanha na semana passada, dia 26, acompanhada da assessora do Setor Universidades da CNBB, Irmã Eugênia Lloris, que é espanhola.  “Esse momento [da visita] é importante para conhecermos as diferentes realidades em cada diocese que nos acolherá, com suas características e modos de vivenciar a fé, preparando o encontro com o Santo Padre”, disse padre Sávio.  A equipe já esteve nas dioceses de Valência, Madri, Ávila, Ciudad Real e Cáceres.

O grupo visitou também o comitê central da organização da JMJ em Madri para acertar a acolhida da delegação brasileira, que também será formada por bispos, padres, religiosos e leigos. Antes de voltar ao Brasil no próximo dia 7, o grupo irá às dioceses Sevilha e Granada.  A Jornada Mundial da Juventude, que é o encontro dos jovens com o papa, será em Madri de 16 a 21 de agosto de 2011. A delegação brasileira será composta por dois jovens de cada uma das 273 dioceses brasileiras, escolhidos pelo próprio bispo diocesano, e pelos coordenadores nacionais de outras organizações que trabalham com jovens.   Última 

Fonte: CNBB 
Local: Espanha

Dia Nacional da Juventude completa 25 anos

A juventude paulistana está próxima de realizar uma dupla comemoração. Além de 2010 ser declarado como Ano Internacional da Juventude pela ONU, o dia 7 de novembro ficará marcado pela celebração de 25 anos do Dia Nacional da Juventude, que acontecerá das 13h às 18h no centro da cidade.

 Organizada na Arquidiocese de São Paulo pelo Setor Juventude, a data tem como tema “DNJ 25 anos: celebrando a memória e transformando a história” e lema “Juventude: muita reza, muita luta, muita festa, em marcha contra a violência”.  O tema é definido pelo Setor de Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
 
Entre as atividades previstas estão reflexão do tema, marcha contra a violência e o extermínio de jovens, partindo do Páteo do Colégio em direção à Catedral da Sé, apresentações musicais e celebração eucarística presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer.

 A temática do DNJ chama a atenção para a importância de celebrar a memória, mas ao mesmo tempo transformar a história, a partir do diálogo com os jovens e da construção de espaços de reflexão e participação a respeito da realidade da juventude, sob a luz do Evangelho e com foco, a exemplo de 2009 , na discussão sobre uma cultura de paz e a violência contra os jovens.
 
Tendo os jovens como protagonistas, o DNJ é construído conjuntamente com padres, religiosos e leigos, sendo um momento forte de celebração de fé, de sentido da presença dos jovens na Igreja e visibilidade da mensagem cristã à cidade. 

Participe da celebração do Dia Nacional da Juventude! Organize seu grupo!

 
Para mais informações: www.setorjuventude.org.br