segunda-feira, 30 de setembro de 2013

CNBB divulga cartaz e subsídios da Campanha da Fraternidade 2014: “Fraternidade e Tráfico Humano”

Os subsídios da Campanha da Fraternidade 2014 já estão disponíveis nas Edições CNBB. São diversos materiais como o manual, texto base, via sacra, celebrações ecumênicas, folhetos quaresmais, CD e DVD, banner, cartaz, entre outros. Com o objetivo de trabalhar os conteúdos da campanha nas escolas, foram produzidos também subsídios de formação voltados aos jovens do ensino fundamental e médio, além de encontros catequéticos para crianças e adolescentes.

O cartaz da CF 2014, que se encontra disponível para download, traz o tema “Fraternidade e Tráfico Humano” e lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1). Os demais produtos podem ser adquiridos no site: www.edicoescnbb.org.br ou pelo telefone: (61) 2193.3001.

Entenda o significado do cartaz:

1-O cartaz da Campanha da Fraternidade quer refletir a crueldade do tráfico humano. As mãos acorrentadas e estendidas simbolizam a situação de dominação e exploração dos irmãos e irmãs traficados e o seu sentimento de impotência perante os traficantes. A mão que sustenta as correntes representa a força coercitiva do tráfico, que explora vítimas que estão distantes de sua terra, de sua família e de sua gente.

2-Essa situação rompe com o projeto de vida na liberdade e na paz e viola a dignidade e os direitos do ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus. A sombra na parte superior do cartaz expressa as violações do tráfico humano, que ferem a fraternidade e a solidariedade, que empobrecem e desumanizam a sociedade.

3-As correntes rompidas e envoltas em luz revigoram a vida sofrida das pessoas dominadas por esse crime e apontam para a esperança de libertação do tráfico humano. Essa esperança se nutre da entrega total de Jesus Cristo na cruz para vencer as situações de morte e conceder a liberdade a todos. “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1), especialmente os que sofrem com injustiças, como as presentes nas modalidades do tráfico humano, representadas pelas mãos na parte inferior.

4-A maioria das pessoas traficadas é pobre ou está em situação de grande vulnerabilidade. As redes criminosas do tráfico valem-se dessa condição, que facilita o aliciamento com enganosas promessas de vida mais digna. Uma vez nas mãos dos traficantes, mulheres, homens e crianças, adolescentes e jovens são explorados em atividades contra a própria vontade e por meios violentos. (Fonte: CF 2014).

Fonte: CNBB

Vaticano divulga tema do Dia Mundial das Comunicações Sociais 2014

Foi divulgado esta segunda-feira o tema do Dia Mundial das Comunicações Sociais 2014: “Comunicação a serviço de uma autêntica cultura do encontro”. A cultura do encontro é um assunto recorrente no magistério do Papa Francisco. Em várias ocasiões, inclusive no Brasil, o Pontífice insistiu neste tema. Em sua recente visita a Cagliari, no dia 22 deste mês, no encontro com os acadêmicos, o Papa afirmou: “Esta é uma proposta: cultura da vizinhança. O isolamento e o fechamento em si mesmo ou nos próprios interesses nunca são o caminho para voltar a dar esperança e operar uma renovação, mas é a proximidade, é a cultura do encontro. O isolamento, não; proximidade, sim.

Cultura do conflito, não; cultura do encontro, sim. A universidade é espaço privilegiado em que se promove, ensina e vive esta cultura do diálogo, que não nivela indiscriminadamente diferenças e pluralismos – este é um dos riscos da globalização – e muito menos os extrema, tornando-os motivo de conflito, mas abre ao confronto construtivo. Isto significa compreender e valorizar as riquezas do outro, considerando-o não com indiferença ou temor, mas como fator de crescimento. As dinâmicas que regulam as relações entre pessoas, grupos e nações não são muitas vezes de proximidade, de encontro, mas de conflito”.

O Dia Mundial das Comunicações Sociais, a única celebração mundial estabelecida pelo Concílio Vaticano II (Decr. Inter mirifica, 1963), está marcada na maioria dos países, por indicação do episcopado mundial, para o domingo precedente a Pentecostes (em 2014, dia 1º de junho).

Em geral, o anúncio do tema é divulgado no dia 29 de setembro, festa dos Arcanjos S. Miguel, S. Rafael e S. Gabriel, o qual foi designado Padroeiro dos radialistas. A Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial das Comunicações Sociais é publicada tradicionalmente em coincidência com a memória de S. Francisco de Sales, Padroeiro dos jornalistas (24 de janeiro), para permitir que as Conferências episcopais, os escritórios diocesanos e as organizações que se ocupam de comunicação social tenham tempo suficiente para preparar subsídios audiovisuais e outros materiais destinados às celebrações em nível nacional e local.

Fonte: CNBB

Abertas as inscrições para os Prêmios de Comunicação da CNBB

Estão abertas as inscrições para os “Prêmios de Comunicação da CNBB”, no período de 30 de setembro a 31 de dezembro de 2013. Os prêmios são promovidos pela Conferência dos Bispos por meio da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação. Serão escolhidos os melhores trabalhos produzidos entre 2012 e 2013, cujos objetivos coincidam com valores humanos, cristãos e éticos. A cerimônia de entrega dos prêmios acontecerá durante a 52ª Assembleia Geral dos Bispos, programada para o mês de maio de 2014, em Aparecida (SP).

São quatro categorias, sendo os prêmios Margarida de Prata para o cinema, Microfone de Prata para o rádio, Clara de Assis para a televisão e Dom Hélder Câmara para a imprensa. “Nesta longa trajetória, a CNBB vem trabalhando para que essas produções culturais estejam sustentadas nos valores humanos, éticos e cristãos. Desta forma, a Conferência busca estabelecer um diálogo com o mundo da comunicação, da cultura e da criação artística e, ao mesmo tempo, reconhecer e valorizar o trabalho desses profissionais”, destaca a assessora da Comissão para a Comunicação, Ir. Élide Fogolari.

Confira os regulamentos de cada prêmio e a ficha de inscrição no link: http://www.cnbb.org.br/premioscomunicacao/2014/

Conheça os prêmios

- 11º Prêmio Dom Hélder Câmara de Imprensa foi criado em 2002. Tem por objetivo premiar profissionais da mídia imprensa, cujas reportagens tragam em seu conteúdo valores humanos, sociais, políticos, cristãos e éticos, com vistas a construção da cidadania e a construção da cultura da paz.

- 8º Prêmio Clara de Assis para a Televisão foi criado em 2005. Tem por objetivo premiar programas televisivos nacionais, produzidos e exibidos por emissoras comerciais, educativas ou comunitárias brasileiras e que trazem em seu conteúdo valores humanos, sociais, políticos, cristãos e éticos.

- 44º Prêmio Margarida de Prata foi criado em 1967 pela Central Católica de Cinema, no âmbito do então Secretariado de Opinião Pública da CNBB. Tem por objetivo premiar as produções nacionais do cinema brasileiro, obras que apresentem em suas temáticas e artística valores humanos, éticos e espirituais.

- 22º Prêmio Microfone de Prata foi criado em 1989. Tem como objetivo principal incentivar e apoiar a produção e a qualidade de programas radiofônicos não só religiosos, evangelizadores, mas também de promoção humana, reconhecendo o valor do que já se faz e buscando aperfeiçoar.

Reconhecimento

Completando 46 anos, o prêmio Margarida de Prata é um dos mais antigos. Foi criado em 1967 e já premiou mais de 100 filmes brasileiros entre longas e curtas-metragens e menções especiais. Ir. Élide Fogolari lembra que esse prêmio surgiu no período da Ditadura Militar no Brasil, para um contraposição contra a restrição do Governo sobre as produções culturais. A premiação é reconhecida pelos cineastas e produtores nacionais.

Foram premiados cineastas como Walter Salles por Central do Brasil, Terra estrangeira e Abril despedaçado; Silvio Tendler por Os anos JK, Jango, Castro Alves- Retrato do poeta e Utopia e barbárie, Josué de Castro, cidadão do mundo; Roberto Farias por Pra frente Brasi; Leon Hirszmann por São Bernardo, Eles não usam black-tie e Imagens do inconsciente; João Moreira Salles por Nelson Freire, entre muitos outros.

Fonte: CNBB

Jovens Conectados fazem planejamento das atividades para 2014

A equipe “Jovens Conectados”, formada por voluntários  responsáveis pelos canais de comunicação da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, se reuniu em Brasília (DF), entre os dias 27 e 29 de setembro. “Foi o momento de pensarmos a nossa atuação após a Jornada Mundial da Juventude (JMJ)”, explica o assessor da Comissão, padre Carlos Sávio Ribeiro .

O presidente da Comissão, dom Eduardo Pinheiro, participou de boa parte do evento, durante o qual os participantes avaliaram a caminhada do grupo, especialmente na preparação e realização da Jornada. O grupo integra 25 jovens de todo o país, mas há um grande número de colaboradores que realizam o trabalho, comunicando-se por meio das redes sociais.

Mas o plano agora é de expansão, sobretudo agora com o lançamento de uma rede nacional de comunicadores e representantes em cada diocese. O ponto de partida será o seminário que a Comissão para a Juventude promoverá no mês de dezembro próximo e que propõe a revitalização da pastoral juvenil no Brasil.

“Neste seminário, vamos reunir representantes de todas as dioceses do país para avaliar a preparação e realização da JMJ, bem como  traçar os rumos para a evangelização da juventude”, explica padre Sávio. A equipe de comunicadores, dividida nos setores de rádio, televisão, marketing, jornalismo, redes sociais e tecnologia da informação, está comprometida a dar visibilidade e suporte a este planejamento. “O grupo dos Jovens Conectados é quem comunica, de forma estratégica e jovial, todas essas ações”.

O carro chefe do grupo é o site www.jovensconectados.org.br Porém, deve ser iniciado em breve um trabalho efetivo também na televisão. “Temos muitos jovens no Brasil que atuam nesta área e creio que podemos então produzir algo diferente e de qualidade. Ano que vem pretendemos avançar nessa iniciativa, com veiculação pelas TV’s católicas”, revela o assessor.

Apesar do contato através das redes sociais, o grupo Jovens Conectados se encontra duas vezes por ano. Em 2014, no primeiro semestre, o desejo é reunir a equipe em alguma cidade da Amazônia, aproveitando para realizar uma breve missão nas comunidades. No segundo semestre, o grupo deverá se encontrar na região sul do país.

Fonte: CNBB

Diálogo e oração pela paz, na Síria e no Médio Oriente: Papa aos participantes no Encontro Internacional pela paz, promovido pela Comunidade de Santo Egídio

“Continuemos a rezar pela paz no mundo, na Síria, no Médio Oriente, em tantos países do mundo”: o apelo do Papa Francisco, ao receber esta manhã no Vaticano uns trezentos dos participantes no Encontro internacional pela Paz, promovido pela Comunidade de Santo Egídio CSE). O Santo Padre agradeceu à Comunidade e ao seu fundador, Andrea Riccardi (foto), por terem seguido com tenacidade a estrada traçada pelo Beato João Paulo II, no histórico encontro de Assis, em 1986, com os líderes religiosos convocados para rezar pela paz: “não uns contra os outros, mas uns ao lado dos outros”.
 
“Precisamente nestes meses, sentimos que o mundo tem necessidade do espírito que animou aquele histórico encontro… Não podemos resignar-nos perante o sofrimento de povos inteiros, reféns da guerra, da miséria, da exploração”.
 
“Não podemos assistir indiferentes e impotentes – prosseguiu o Papa – ao drama de crianças, famílias, idosos, atingidos pela violência. Não podemos deixar que o terrorismo encadeie o coração de uns poucos violentos para semear em tantos sofrimento e morte”.
 
“De modo especial dizemos com força, todos, continuamente, que não pode haver qualquer justificação religiosas para a violência, qualquer que seja a forma em que se manifesta”.
 
O Papa Francisco sublinhou ainda que “a paz é responsabilidade de todos” e que “um líder religiosos 
é sempre homem de paz”.
 
“Cada um de nós está chamado a ser um artesão da paz, unindo e não dividindo, extinguindo o ódio e não o conservando, abrindo as vias do diálogo sem erguer novos muros! Dialogar, encontrar-nos para instaurar no mundo a cultura do diálogo, a cultura do encontro”.

Para tal, é indispensável também a oração. “Diálogo e oração crescem ou definham conjuntamente. A relação do homem com Deus é a escola e o alimento do diálogo com os homens”. “Continuemos a rezar pela paz no mundo, na Síria, no Médio Oriente, em tantos países do mundo” – pediu o Papa Francisco, concluindo com o convite a um momento final de silêncio de todos os presentes, na presença de Deus, como voto recíproco de paz.
 
Segundo declarou o presidente da CSE, Marco Impaliazzo, este encontro internacional reveste-se de grande importância precisamente “em função da crise síria e daquela mais ampla no Médio Oriente”. O título do evento, “A coragem da esperança” foi escolhido a pensar na “falta de esperança” que atinge o povo sírio e “tantas” outras “parte do mundo”.

Destaque ainda para a inclusão de um “tema novo” no debate, o “terrorismo religioso”, assunto que foi proposto pelo Papa para refletir sobre a forma como os crentes olham para a violência motivada pela religião e que atitudes tomam face a esta problemática.

O encontro internacional, que se prolonga até 1 de outubro, tem lugar no auditório da Via da Conciliação, perto do Vaticano.

Fonte: Rádio Vaticano

A paz e a alegria e não a organização, é que são sinal da presença de Deus na Igreja – o Papa Francisco na Missa em Santa Marta

Uma organização ou programação perfeitas não são sinal da presença de Deus, mas sim a paz e a alegria. Isto é o essencial da homilia do Papa Francisco esta manhã em Santa Marta.
Os discípulos eram entusiastas e faziam programações sobre quem era o maior e discutiam entre si. Mas, Jesus, descentrou-lhes as ideias dirigindo-se para as crianças dizendo que os mais pequenos são... os maiores. Ao mesmo tempo, numa das leituras do dia de hoje do Profeta Zacarias, fala-se dos sinais da presença de Deus que, disse o Santo Padre, são os velhos e as crianças que são o futuro de um povo. E nem uns nem outros são descartáveis. Mas, os discípulos não compreendiam estes sinais e estavam mais preocupados com a eficácia da organização...

“Eu percebo que os discípulos queriam eficácia, queriam que a Igreja caminhasse sem problemas e esta pode ser uma tentação para a Igreja: a Igreja do funcionalismo! A Igreja bem organizada! Tudo certinho, mas sem memória e sem promessa! Esta Igreja assim não vai bem: será uma Igreja de luta pelo poder, será a Igreja dos ciúmes entre os batizados e tantas outras coisas que existem quando não há memória nem promessa.”

Assim a vitalidade da Igreja não vem dos documentos e reuniões para planificar e fazer bem as coisas, estas são realidades necessárias – diz o Papa Francisco – mas não são sinal da presença de Deus...

“O sinal da presença de Deus é este, assim disse o Senhor: Velhos e velhas estarão sentados nas praças de Jerusalém, cada um com o seu cajado para sua longevidade. E as praças da cidade estarão cheias de meninos e meninas que jogarão nas praças. Jogo faz-nos pensar em alegria: é a alegria do Senhor. E estes anciãos, sentados com o seu cajado na mão, tranquilos, fazem-nos pensar na paz. Paz e alegria: este é o ar da Igreja.” 

Fonte: Rádio Vaticano

João XXIII e João Paulo II serão canonizados conjuntamente a 27 de abril de 2014, II domingo da Páscoa, domingo da Divina Misericórdia

O Papa Francisco presidiu esta manhã, às 10 horas, no Vaticano, a um Consistório ordinário público com os cardeais presentes em Roma (foto) , para aprovar as causas de canonização de João Paulo II e João XXIII, estabelecendo que tal tenha lugar a 27 de abril de 2014. Trata-se do segundo domingo do tempo pascal, Domingo da Divina Misericórdia, celebração instituída por João Paulo II e na véspera da qual ele próprio faleceu, em 2005.

João Paulo II foi proclamado beato por Bento XVI a 1 de maio de 2011, na Praça de São Pedro. A Igreja celebra a memória litúrgica de João Paulo II a 22 de outubro, data do início de pontificado de Karol Wojtyla, em 1978, pouco depois de ter sido eleito Papa. João XXIII foi declarado beato pelo Papa João Paulo II, a 3 de setembro de 2000. A sua celebração litúrgica tem lugar a 11 de Outubro, data da abertura do Concílio Vaticano II, por ele convocado. O último Consistório público ordinário tinha tido lugar a 11 de fevereiro passado. Foi nessa ocasião que Bento XVI anunciou a sua renúncia ao pontificado.
 
Fonte: Rádio Vaticano

Congresso Maranhense tratou da Animação Bíblica na missão da Igreja

Refletir a Palavra na vida e missão do regional Nordeste V da CNBB foi proposta do I Congresso Maranhense de Animação Bíblica da Vida e da Pastoral, realizado de 27 a 29 de setembro. Cerca de 500 participantes, entre animadores, agentes de pastorais, grupos e movimentos partilharam experiências das atividades desenvolvidas nas dioceses e receberam formação. O evento que teve como tema “A palavra de Deus na Animação da Vida e da Pastoral” e lema “Palavra de Deus viva e eficaz” (Hb 4,12).

O Congresso teve a participação de conferencistas, entres eles o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, padre Décio José Walker, que falou da “Animação Bíblica da pastoral em um mundo em mudança” e da secretária executiva do regional nordeste 5, Irmã Martha Bispo, que desenvolveu o tema “A Palavra de Deus Viva e Eficaz” (HB 4,12). Participaram do Congresso, os bispos dom Franco Cutter, da diocese de Grajaú e referencial da Catequese no regional NE 5 e dom Enemésio Lazzaris, bispo de Balsas (MA).

Fonte: CNBB

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Animadores do Pime realizam encontro em São Paulo

Entre os dias 25 e 27 de setembro, na casa regional do Pime, em São Paulo aconteceu o encontro dos animadores missionários do Pime e da Missionárias da Imaculada.  O acompanhamento vocacional , a animação missionária como centro das atividades do instituto, e os meios de comunicação social a serviço da missão, foram os assuntos discutidos, para uma Igreja cada vez mais missionária, aberta a todas as culturas, povos e nações. Um meio importante para formar uma mentalidade aberta e intercultural são os impressos, a revista Mundo e Missão, os jornais Missão Jovem e O Transcendente. Este último é um jornal pedagógico para o ensino Religioso e foi considerado um meio excelente para formar os jovens aos valores da experiência religiosa no pluralismo, no diálogo, com uma grande abertura ao outro, visto não como concorrente mas como elemento enriquecedor.
Confira algumas fotos:




quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Papa se reunirá com líderes religiosos para debater a paz na Síria e no mundo

Iniciativa está incluída na agenda de um encontro internacional organizado pela Comunidade de Santo Egídio CSE

O Papa irá se encontrar no dia 30 de setembro, no Vaticano, com os participantes do 27.º Encontro Internacional Homens pela Paz, que terá como tema "A coragem da esperança".

De acordo com o serviço informativo da Santa Sé, Francisco vai receber em audiência uma comitiva composta por alguns dos mais altos responsáveis "cristãos, hebreus, islâmicos e hindus".

A iniciativa promovida pela Comunidade de Santo Egídio (CSE) começa dia 20 de setembro e conta com a presença de perto de 400 especialistas vindos de 60 países.

Para o presidente da CSE, Marco Impaliazzo, este encontro internacional reveste-se de grande importância "em função da crise síria e daquela mais ampla no Médio Oriente".

O título do evento, "A coragem da esperança" foi escolhido a pensar na "falta de esperança" que atinge o povo sírio e "tantas" outras "parte do mundo".

A organização espera dar mais eco ao apelo que o Papa Francisco fez, no âmbito da atual conjuntura mundial ensombrada pela guerra, para que as pessoas "não deixem que lhes roubem a esperança".

Além dos representantes religiosos, a iniciativa vai congregar alguns dos "expoentes" máximos "da vida política e cultural europeia e mundial", e terá em agenda temas como o conflito na Síria e no Médio Oriente, a pobreza, o fenómeno da imigração versus integração, o diálogo inter-religioso, a violência contra a mulher e o martírio na realidade de hoje.

Destaque ainda para a inclusão de um "tema novo" no debate, o "terrorismo religioso", assunto que foi proposto pelo Papa para refletir sobre a forma como os crentes olham para a violência motivada pela religião e que atitudes tomam face a esta problemática.

O encontro internacional, que vai prolongar-se até 1 de outubro no auditório da Via da Conciliação, perto do Vaticano, conta já com cerca de 5 mil pessoas inscritas, provenientes dos mais diversos pontos da Europa, mas a Comunidade de Santo Egídio espera chegar pelo menos aos 15 mil participantes.

Fonte: Agência Ecclesia

Mongólia: A Igreja mais jovem do mundo rumo ao Dia Mundial das Missões 2013

Muitos não estão conscientes dos grandes progressos feitos até hoje pela Igreja Católica na Mongólia, a mais jovem do mundo criada acerca de 20 anos atrás depois da queda do comunismo. O Apelo da Catholic Mission Australia para o Dia Mundial das Missões que se celebra em 20 de outubro próximo, se concentrará nesta igreja jovem. Catholic Mission apoiou a Igreja Católica na Mongólia desde o início e contribuiu para a construção da primeira igreja no país três anos depois da chegada de Dom Wens Padilla, Prefeito Apostólico e primeiro Bispo da Igreja na Mongólia.

Durante sua chegada, o país habitado por pastores nômades, não tinha a mínima consciência do cristianismo e estava nas mãos do alcoolismo, abuso doméstico, serviço sociais públicos muito precários e pobreza extrema. Hoje, em todo o país, com menos de 3 milhões de habitantes, existem 6 igrejas católicas. Durante os meses de setembro e novembro de 2013, as paróquias em toda a Austrália p artilharão, além do correio de campanhas na internet, a viagem de fé de Dom Padilla. Num comunicado enviado à Agência Fides por Martin Teulan, Diretor Nacional de Catholic Mission, ele evidencia o apreço para com os progressos da Igreja na Mongólia, cuja maior parte dos adeptos não vem de famílias católicas e nunca tinha ouvido falar de Jesus.

Além disso, Teulan explicou que uma dos desafios principais desafios para a Igreja Católica na Mongólia é o fato de que não existem padres e freiras locais. Os primeiros seminaristas do país estudaram na Coréia, e a Igreja confia nos catequistas locais pelos materiais didáticos e modalidades para inculturar o Evangelho na vida cotidiana do povo da Mongólia. Catholic Mission apoia a formação e o trabalho dos catequistas e seminaristas, além de muitos projetos de desenvolvimento comunitário para aqueles que vivem na pobreza. "Acredito que a história do Bispo Padilla e do impacto incrível da Igreja Católica na Mongólia será de grande inspiração para os Católicos de toda a Austrália", concluiu Diretor Nacional. Dentre as iniciativas de Catholic Mission em favor da Igreja na Mongólia, o DVD intitulado "Edificarei a mina Igreja".

Assista ao DVD "Edificarei a mina Igreja" com a participação dos missionários e missionárias da Consolata na Mongólia.

Fonte: Agência Fides

Para amar o inimigo, contemplar a paixão de Jesus e a doçura de Maria: Papa Francisco, em Santa Marta, nesta quinta-feira

A humanidade sofredora de Jesus e a doçura de Maria são os dois pólos a que os cristãos devem atender para conseguir viver o que nos pede o Evangelho. Esta a principal mensagem da meditação matinal do Papa Francisco na missa na Casa de Santa Marta. Rui Saraiva…

O Evangelho é exigente e pede-nos coisas fortes: capacidade de perdoar, magnanimidade, amor pelos inimigos... Segundo o Papa Francisco há só uma maneira para o conseguir fazer: “contemplar a Paixão e a humanidade de Jesus e imitar o comportamento da Mãe, de quem a Igreja festeja hoje o seu “Santo Nome”. Antigamente chamava-se mesmo “Festa do Doce Nome de Maria”. E foi de doçura que o Papa Francisco falou:

“Temos necessidade de doçura, hoje, da Nossa Senhora, para compreender estas coisas que Jesus nos pede, não é? Porque este é um elenco nada fácil de viver. Ama os inimigos, façam o bem, dá-te sem esperares nada...”Também S. Paulo na Carta aos Colossenses da liturgia deste dia, convida os cristãos a revestirem-se de sentimentos de ternura, de bondade, de humildade, de mansidão. E a propósito o Papa Francisco comentou que a nossa pergunta é imediata: Mas como é que eu faço isto? Como é que me preparo para fazer isto? O Santo Padre deu também a resposta: “Nós não podemos fazer isto; só com ajuda de uma graça conseguiremos.” E segundo o Papa esta graça passa por um caminho muito concreto que se chama Jesus:“Pensar apenas em Jesus. Se o nosso coração, se a nossa mente está com Jesus, o triunfador, aquele que venceu a morte, o pecado, o demónio, tudo, podemos fazer isto que nos pede o próprio Jesus e que nos pode o Apóstolo Paulo: a mansidão, a humildade, a bondade, a ternura, a magnanimidade. Se não olharmos para Jesus se não estamos com Jesus não podemos fazer isto. É uma graça: é a graça que vem da contemplação de Jesus.”

“Pensar no seu silêncio: este será o teu esforço. Ele fará o resto. Ele fará tudo aquilo que falta. Mas deves fazer aquilo: esconder a tua vida em Deus com Jesus. Isto faz-se com a contemplação da humanidade de Jesus, a sua humanidade sofredora. Não há outro caminho. É o único caminho. Para ser bons cristãos, contempla a humanidade de Jesus e a humanidade sofredora. Para dar testemunho, para perdoar, contempla Jesus sofredor. Para não odiar o próximo contempla Jesus sofredor. Esconde a tua vida com Cristo em Deus: este é o conselho que nos dá o Apóstolo. É o conselho para tornarmo-nos humildes, mansos e bons, magnânimos e com ternura.”

Fonte: Rádio Vaticano

Importância do diálogo intercultural e inter-religioso sublinhada nos colóquios com a Primeira-ministra tailandesa. As outras audiências do Papa

O Santo Padre recebeu nesta quinta-feira de manhã em audiência a primeira-ministra da Tailândia, Senhora Yingluck Shinawatra, juntamente com o Ministro da Defesa e séquito. Como sempre nestas circunstâncias, após o encontro com o Santo Padre, se seguiu um outro colóquio com o Secretário de Estado, cardeal Tarcísio Bertone, que se encontrava acompanhado de D. Dominique Mamberti, Secretário para as Relações com os Estados.
“No decurso dos colóquios – refere o comunicado oficial – foram evocadas as boas relações entre a Tailândia e a Santa Sé, assim como o entendimento e a cooperação entre a Igreja e o Estado, particularmente no campo educativo e social. Além disso, foram passadas em resenha alguns temas da actualidade internacional e da situação política no continente asiático, com particular referência à importância do diálogo intercultural e inter-religioso para a promoção dos direitos humanos, da paz e da justiça naquela região”.

Para além das referidas autoridades tailandesas, o Papa Francisco recebeu nesta quinta-feira, 12 de Setembro, em audiências sucessivas:

- O cardeal Manuel Monteiro de Castro, Penitenciário-Mor;
- o cardeal Mauro Piacenza, Prefeito da Congregação para o Clero;
- o Secretário Geral da Organização dos Estados Americanos, José Miguel Insulza, com a esposa e séquito;
- o arcebispo de Florença, cardeal Giuseppe Betori;
- e finalmente o Embaixador de Cuba, Eduardo Delgado Bermudez, em visita de despedida.


Fonte: Rádio Vaticano

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Centro Astalli - Papa apela à solidariedade e convida a dedicar conventos vazios ao acolhimento dos refugiados

O Papa Francisco chegou ao refeitório do Centro Astalli no horário em que todos os dias existe uma fila de cerca de 400 pessoas que esperam para fazer uma refeição quente. O Santo Padre saudou os refugiados e falou com alguns deles. Depois dirigiu-se à Igreja do Jesus, onde se encontra o túmulo do Padre Pedro Arrupe que em 1981, fundou o Serviço dos Jesuítas para os Refugiados. O Papa Francisco foi acolhido pelos refugiados assistidos pelo Centro Astalli e ouviu alguns testemunhos. Agradecendo o acolhimento que lhe fizeram disse-lhes que cada um deles “tem uma história que nos fala de dramas de guerra, de conflitos, muitas vezes ligados às políticas internacionais. Mas cada um de vós transporta consigo – sobretudo – uma riqueza humana e religiosa, uma riqueza a ser acolhida, não para ter medo. Muitos de vós são muçulmanos e de outras religiões, vêm de diversos países, de situações diferentes. Não devemos ter medo das diferenças.” E proferiu a palavra certa…
“Solidariedade, esta palavra que faz medo ao mundo desenvolvido. Tentam não dizê-la. Solidariedade é quase um palavrão para eles. Mas é a nossa palavra! Servir significa reconhecer e acolher os pedidos de justiça, de esperança e tentar juntos os caminhos e os percursos concretos de libertação.”
“O acolhimento abre janelas para o futuro” - disse o Papa Francisco que ressaltou “o quanto é bonito” que junto com os jesuítas existam homens e mulheres cristãos, não-crentes e pessoas de outras religiões que trabalham pelo bem comum. “Para nós cristãos isto é a expressão do amor do Pai em Cristo Jesus” – apontou ainda o Santo Padre.
O Papa resumiu então, em três palavras o programa de trabalho dos jesuítas e dos seus colaboradores: servir, acompanhar e defender. E concretizou.
Ao explicar o significado da palavra servir, o Papa disse que significa acolher a pessoa que chega com atenção, curvando-se sobre quem tem necessidade, estendendo-lhe a mão, sem cálculismos, sem temor, com ternura e compreensão, como Jesus inclinou-se e lavou os pés dos apóstolos.
Acompanhar, segundo o Papa Francisco, significa não apenas dar o pão mas ajudar a caminhar aquele que procura ajuda. “ A misericórdia verdadeira aquela que Deus nos dá e nos ensina, pede a justiça, pede que o pobre encontre o caminho para não ser como tal. Pede – e pede a nós Igreja, a nós cidade de Roma e às Instituições – que ninguém deva mais ter necessidade de uma refeição, de um alojamento por sorte, de um serviço de assistência legal, para ter reconhecido o próprio direito a viver e a trabalhar e a ser pessoa em plenitude. Isto é integração” – referiu ainda o Santo Padre.
Quanto ao terceiro conceito – defender – o Papa Francisco considerou que “é importante que o acolhimento do pobre, a promoção da justiça, não seja confiado somente a ‘especialistas’, mas seja uma atenção de toda a pastoral, da formação dos futuros sacerdotes e religiosos, do compromisso normal de todas as paróquias, movimentos e agregações eclesiais. E neste particular dirigiu-se diretamente aos institutos religiosos:
“Caríssimos religiosos e religiosas, os conventos vazios não servem à Igreja para transformar-lhes em albergues e ganhar algum dinheiro. Os conventos vazios não são nossos, são para a carne de Cristo que são os refugiados. O Senhor chama a viver com maior coragem e generosidade o acolhimento nas comunidades e conventos vazios. Certamente que não algo de simples é preciso critério, responsabilidade e preciso também coragem”.
O convite do Santo Padre é o de “superar as tentações da mundanidade espiritual para estarmos próximos dos últimos”. Temos necessidade de comunidades solidárias que vivam o amor de modo concreto – afirmou o Papa Francisco.

Fonte: Rádio Vaticano



Somos todos iguais na Fé – disse o Papa Francisco na audiência geral, em que afirmou a maternidade da Igreja

Foi uma Praça de São Pedro repleta de dezenas de milhares de peregrinos que acolheu nesta manhã o Papa Francisco para a audiência geral desta quarta-feira. Nesta o Santo Padre retomou as catequeses sobre a Igreja neste Ano da Fé. Começou por dizer que de entre as imagens que o Concílio Vaticano II escolheu para nos fazer perceber melhor a natureza da Igreja está aquela da Mãe: a Igreja é nossa Mãe na Fé. É esta uma das imagens mais usadas pelos Pais da Igreja nos primeiros séculos e, segundo o Papa Francisco, talvez possa ser útil também para nós. E, assim,o Santo Padre partiu da realidade da maternidade e perguntou: “o que faz uma mãe?”

“Em primeiro lugar, uma mãe gera a vida. Assim também faz a Igreja, que no batismo nos gera como filhos de Deus, nos gera na fé.” Ensina-nos a dizer “eu creio”, porque um cristão não é uma ilha e não é gerado em “laboratório”, pois a fé é um dom de Deus que nos é dado na Igreja e através da Igreja. E a Igreja dá-nos a vida na Fé no Batismo.

Foi neste momento que o Papa Francisco se dirigiu à multidão, perguntando quantos cristãos se lembravam da data do Batismo, recordando que esta é a data em que a “Igreja nos gerou”. E deu “uma tarefa” aos fiéis presentes, que, ao voltarem para casa, procurassem saber a data do próprio Batismo, para recordá-la no coração e festejá-la.

Além de dar a vida, uma mãe também nutre os seus filhos, dá-lhes educação e corrige-os. “Uma boa mãe ajuda os filhos a saírem de si mesmos, a não permanecerem comodamente sob as asas maternas, como uma ninhada de pintainhos sob as asas da galinha.”

“A Igreja, como boa mãe, faz a mesma coisa: acompanha o nosso crescimento, transmitindo a Palavra de Deus e administrando os sacramentos. Nutre-nos com a Eucaristia, oferece-nos o perdão de Deus e ampara-nos nos momentos de doença.”

Por último, o Papa Francisco lembrou que, ainda que a Igreja forme os cristãos, Ela também é formada por eles. “Ela não é diferente de nós mesmos, mas é vista como a totalidade dos fiéis: eu, tu, ele, nós somos parte da Igreja. “Às vezes – diz o Papa Francisco - , ouço: acredito em Deus, mas não na Igreja. Não acredito naquele padre. Mas a Igreja não são só os padres.”

Desta forma, o Papa Francisco reforçou a ideia da Igreja que somos: Todos iguais através do batismo! Desta forma, alguém que diz acreditar em Deus mas não acredita na Igreja... não acredita em si próprio, porque todos somos Igreja.

Dirigindo-se aos grupos presentes na Praça, o Papa saudou também os de língua portuguesa, de modo especial os brasileiros das Dioceses de Piracicaba, Serrinha e Colatina que se fizeram acompanhar pelos seus Bispos.

Fonte: Rádio Vaticano