quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Em viagem ao Benin, Bento XVI levará documento “O compromisso da África”

Na sexta-feira, 18, o papa Bento XVI realizará sua segunda viagem à África ao visitar o Benin, onde vai assinar e publicar a Exortação Apostólica da Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos de 2009.

A África nunca foi tão importante como é hoje para a Igreja Católica. Enquanto o número de católicos praticantes está em declínio nos países industrializados, no continente africano o número de católicos cresce vertiginosamente. Em 1900, eram 2 milhões. Hoje, já somam mais de 140 milhões.

Bento XVI levará consigo o documento ‘Africae Munus - O compromisso da África’, em uma versão em português. A Exortação Apostólica pós-sinodal, que será assinada sábado, 19, e entregue aos bispos africanos no domingo, é o documento final da 2ª Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos. O encontro se realizou de 4 a 25 de outubro de 2009 no Vaticano e teve como tema 'A Igreja na África a serviço da reconciliação, da justiça e da paz'.

Na cerimônia de entrega, em Cotonou, estarão presentes os 35 presidentes das Conferências Episcopais do continente e os sete responsáveis das Conferências regionais da Igreja Católica na África. No total, mais de 200 bispos e mil sacerdotes devem concelebrar com o pontífice.

O Benin celebra este ano 150 anos do início da evangelização e como afirmou o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, “a presença do papa será um encorajamento para o continente africano”.

Durante três dias, o papa encontrará a comunidade civil, política e eclesial do país. Mas o ponto alto da visita será no domingo, 20, no estádio da amizade de Cotonou, para a entrega da Exortação Apostólica pós-Sinodal.

A página oficial da Visita Apostólica ao Benin está em francês e pode ser acessada pelo seguinte endereço: papeaubenin.org 

Fonte: CNBB
Local: Rádio Vaticano

CNLB do Regional Sul 1 dá início à celebração do seu Jubileu de Prata

A Assembleia Geral dos Leigos, e o 1º Seminário para Evangelizadores da Juventude, realizados no Centro de Transformação e Vivência (CTV), na cidade de Bauru (SP), nos dias 11 a 13, deram início à celebração do Jubileu de Prata do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB) do Regional Sul 1 da CNBB.

A Assembleia teve por objetivo avaliar, refletir, projetar e encaminhar estratégias para a articulação dos Conselhos Diocesanos de Leigos e Leigas, como espaço da vocação laical, para uma presença mais eficaz como Igreja na vida do povo e da sociedade.
 
O tema: “À luz da memória, projetando a história do Conselho Diocesano”, foi ministrado pelo professor Edson Silva, que é presidente do Conselho de Leigos da arquidiocese de São Paulo. Foi dividido em três painéis: Avanços e Desafios da Caminhada – histórico sócio-eclesial e desafios atuais; As diretrizes do CNLB e Ação Evangelizadora – conjuntura eclesial em mudanças de épocas e diretrizes da Igreja 2011-2015; Planejamento e estratégia – o CNLB que temos e o CNLB que queremos. Após cada painel foram formados os grupos de debates, donde saíram propostas para as plenárias.
 
Paralelo à Assembleia foi realizado o 1º Seminário para Evangelizadores da Juventude, com o tema: “Vocação e Missão do Jovem Leigo sob a responsabilidade da Comissão de Regional para Juventude do CNLB Sul 1. Também foi dividido em três painéis: Os nossos desafios – o chão que nos instiga para a missão; A nossa identidade e missão – a missão dos batizados e renovação da Igreja; Os nossos compromissos – a CRJ  seus objetivos e projetos. Após cada painel foram formados os grupos de debates, donde saíram as propostas para as plenárias.
 
Durante os três dias, os trabalhos foram intercalados aos momentos de celebração. Na sexta-feira, 11, houve a Celebração Penitencial – “Do fundo do meu penar, clamo por ti”. No sábado aconteceu a oração da Manhã – “Vida e Missão neste Chão” e a noite a Celebração da palavra – “Testemunhas do Reino”. No domingo na Oração da Manhã – “Vinde, vede e anunciai” e o encerramento com a Celebração Eucarística de Instalação do Ano Jubilar, presidida pelos presbíteros das dioceses que participaram dos eventos.
 

Fonte: CNBBLocal:Bauru (SP)    

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Os jovens e a “Missão da juventude” no centro da próxima Assembleia do Episcopado

Terá início segunda-feira, 14 de novembro, a 102a Assembleia Plenária da Conferência Episcopal do Chile, que prossegue até sexta-feira, 18, em Punta di Tralca. Participarão do encontro os 32 Bispos atualmente titulares. Como habitualmente, os trabalhos serão abertos com a Santa Messa presidida pelo Núncio Apostólico, Dom Ivo Scapolo, que pela primeira vez, intervirá na Plenária. Segundo informa a nota enviada à Agência Fides, o tema principal desta assembleia serão os jovens, por ocasião da “Missão da Juventude” que a Igreja chilena quer empreender em 2012, no contexto da Missão Continental. Por este motivo, foram especialmente convidados 15 jovens, provenientes de vários campos de atuação na sociedade e de diversas regiões, com os quais os Bispos dialogarão sobre suas realidades, sua fé e seu papel na Igreja.
Durante a Assembleia, como o fazem tradicionalmente, os Bispos também analisarão a realidade nacional e eclesial e deverão examinar o trabalho das áreas pastorais e de outros organismos do Episcopado. Na circunstância, também será eleito o Secretário-geral, pois o atual – interino – é o Bispo de Valdivia, Dom Ignacio Ducasse, que substitui Dom Santiago Silva, Bispo auxiliar de Valparaíso, escolhido em maio como Secretário-geral do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM). Devem ser eleitos ainda os dois Bispos que participarão da XIII Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, prevista para outubro de 2012 em Roma, sobre a Nova Evangelização.

Fonte: Agência Fides
Local: Santiago - Chile

Pontifícia Comissão para a América Latina promove Jornada de estudo sobre a Nova Evangelização no continente

A Pontifícia Comissão para a América Latina (CAL) organizou para esta sexta-feira, no Vaticano, uma Jornada de Estudo sobre a Nova Evangelização na América Latina, em vista do Sínodo sobre este tema convocado pelo Papa Bento XVI.

O Magistério de Bento XVI, especialmente durante sua viagem apostólica ao Brasil, assim como o documento conclusivo de Aparecida, serão os guias para este trabalho.

A Jornada tem início com a introdução do Prefeito da Congregação para os Bispos e Presidente da CAL, Card. Marc Ouellet. A seguir, toma a palavra o Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Salvatore Fisichella, que falará sobre "A Nova Evangelização à luz do Magistério Pontifício com especial referência à América Latina".

O Secretário da CAL, Dr. Guzmán Carriquiry, abordará em sua conferência "A Nova Evangelização nas atuais circunstâncias da América Latina hoje: desafios e prioridades". Por fim, será a vez do Secretário-Geral do CELAM, Dom Santiago Silva, que falará sobre "A Missão Continental como realização da Nova Evangelização: contribuições e propostas para a próxima Assemblea Sinodal".

Depois de realizar esta Jornada de Estudo, a contribuição que será elaborada pela CAL será enviada ao Secretariado do Sínodo dos Bispos, aos Episcopados da América Latina e ao Conselho Episcopal Latino-americano e Caribenho.

Fonte: Rádio Vaticano
Local:Cidade do Vaticano

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

MPF vai recorrer ao STF pelo direito dos índios serem consultados em Belo Monte

Julgamento terminou ontem (9/11) com voto de desempate da desembargadora Maria do Carmo Cardoso, que negou o direito dos indígenas à Consulta Prévia

O Ministério Público Federal vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal pelo direito dos povos indígenas de serem consultados em empreendimentos que afetem diretamente sua sobrevivência, como é o caso da usina de Belo Monte, autorizada pelo Congresso Nacional sem ouvir os índios. Em julgamento hoje no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, a desembargadora Maria do Carmo Cardoso desempatou a questão a favor do governo: "pouco importa se a consulta é feita antes ou após a autorização", disse.

A desembargadora foi a última de três juízes a se manifestarem sobre o processo que defende consulta prévia para aprovação de Belo Monte, iniciado em 2006 pelo MPF no Pará. Em seu voto, afirmou que as consultas são um "privilégio" dos povos indígenas, porque em outras obras do mesmo tipo as comunidades afetadas "não seriam ouvidas". A interpretação de Cardoso tomou 15 minutos da sessão de hoje, 9 de novembro, da 5ª Turma do TRF1 e acompanha o voto do desembargador Fagundes de Deus, que também havia votado a favor do governo federal na sessão da semana passada.

Ambos têm entendimento oposto ao da relatora Selene Almeida, que na primeira sessão do julgamento, ainda em outubro, num voto de mais de 2 horas, sustentou que a Constituição brasileira e a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho prevêem como direito fundamental dos povos indígenas as consultas prévias, livres e informadas em projetos e obras que lhes afetem diretamente.

"Apenas quando a consulta prévia concede as comunidades interessadas a real oportunidade de manifestar sua vontade e influir na tomada de decisão, é válida. O diálogo deve servir para que as populações tradicionais participem das decisões que de fato tenham a ver com o seu desenvolvimento", disse Selene Almeida.

"Sugerir que a consulta pode ser feita após a autorização é tão desrespeitoso que chega a ser absurdo. Temos convicção de que esse não é o sentido do artigo 231 e da Convenção 169. A consulta não tem nada de privilégio, é uma questão de sobrevivência dos povos indígenas assegurada pela Constituição Federal, da qual não pode se afastar o Judiciário"", diz o procurador-chefe do MPF no Pará, Ubiratan Cazetta.

"Nos causou surpresa porque o resultado desse julgamento é contrário ao que o próprio TRF1 tinha decidido, no mesmo processo (em exame liminar) no ano de 2006. Agora só resta o Supremo Tribunal Federal para nos dizer se a Constituição é válida ou não no Brasil", acrescentou o procurador da República Felício Pontes Jr, um dos autores da ação que pedia a observância do direito de consulta.

Todos os estudos sobre Belo Monte, inclusive os oficiais, apontam para a mesma conclusão: haverá mudança drástica na cadeia alimentar e econômica das populações indígenas afetadas pela usina. A mudança de vida vai ser provocada por vários fatores, como aumento da pressão fundiária e desmatamento no entorno, meios de navegação e recursos hídricos comprometidos ou suprimidos, atividades econômicas - pesca, caça e coleta afetadas, estímulo à migração indígena (da terra indígena para núcleos urbanos), aumento da vulnerabilidade da organização social, aumento das doenças infectocontagiosas e zoonoses.

Depois que o acórdão for publicado pelo TRF1, o MPF tem 15 dias para recorrer ao Supremo por meio de um Recurso Extraordinário. O processo tramita no TRF1 com o número 2006.39.00.000711-8

Fonte: MPF PA - www.ecodebate.com.br

Sobre o caso de pe. Tentorio a Igreja tem “paciência e confiança”

“Nosso comportamento de base é a paciência. Uma Força Especial, encarregada de elucidar o homicídio de pe. Fausto Tentorio, está fazendo o seu trabalho e aguardamos os resultados do inquérito. Temos confiança e esperança que a verdade possa emergir e justiça seja feita, mesmo se em Mindanao temos muitos casos de homicídios impunes, inclusive de padres”: é o que declara à Agência Fides Dom Romulo De La Cruz, Bispo de Kidapawan, a diocese em que atuava pe. Fausto Tentorio, o missionário PIME assassinado em 17 de outubro em Arakan.
O Bispo informa à Fides que nos próximos dias se encontrará com os advogados da “Comissão nacional para os Direitos Humanos” que – afirma – “espero possam nos fornecer uma ajuda válida para enfrentar as questões mais espinhosas relativas à pastoral na diocese, inclusive os que se referem à vida dos tribais, que padre Tentorio defendia”. A obra do missionário, portanto, não será esquecida, frisa Dom De La Cruz, sublinhando que o seu sacrifício também “despertou um movimento que, nas comunidades cristãs e na sociedade civil, promove valores como a não-violência e a justiça em Mindanao”.
De modo especial, o Fórum “Justiça para padre Pops” (como era chamado pe. Fausto) levou à atenção da opinião pública o problema da longa série de homicídios extrajudiciais, a maioria impunes, de ativistas de direitos humanos, jornalistas, magistrados, advogados, sindicalistas e religiosos registrados nas Filipinas. No último ano, sob o governo de Benigno Aquino, houve pelo menos 60. Em oito anos de governo de Gloria Arroyo, foram constatadas 1.118 vítimas de execuções sumarias.


Fonte: Agência Fides
Local: Kidapawan - Filipinas

Regional Centro-Oeste da CNBB se prepara para a peregrinação da Cruz e Ícone da JMJ

Na quarta-feira, 9 de novembro, na sede do Regional Centro Oeste da CNBB, Pe. Carlos Sávio e Pe. Toninho, da Comissão Episcopal para a Juventude, falaram aos bispos e aos coordenadores do Setor Juventude do Regional Centro Oeste, sobre a Peregrinação da Cruz da Jornada Mundial da Juventude no Brasil, apresentando sugestões e esclarecendo dúvidas dos presentes acerca da visita da Cruz em nosso Regional em 2013.

Segundo informações do portal "jovens conectados" da Comissão Episcopal Pastoral da Juventude, os dois símbolos máximos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) estão peregrinando pelo Brasil. Serão meses num itinerário que percorrerá todo o país e também passará pelos vizinhos do Cone Sul.

Ao longo desse trajeto, os jovens terão a oportunidade de reavivar a fé e de sentir o gostinho do que será a JMJ 2013, que acontecerá no Rio de Janeiro. A Cruz da JMJ e o Ícone de Maria chegam ao Brasil no dia 18 de setembro e foram recebidos em São Paulo com uma grande festa, o ‘Bote Fé’.  A partir daí iniciaram a peregrinação, que será concluída no Rio de Janeiro.

A ideia é que os dois símbolos passem por todos os 17 regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Estão também previstas 19 grandes festas nas capitais brasileiras, todas com o nome ‘Bote Fé’.

Fonte: CNBB
 

Pastoral Afro-brasileira da CNBB prepara o Congresso das Entidades Negras Católicas

Com o tema “A Pastoral Afro-brasileira e os desafios do século XXI”, a Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e da Paz, da CNBB, e a Pastoral Afro-Brasileira, promovem o Congresso das Entidades Negras Católicas, de 9 a 12 de fevereiro de 2012, em Londrina (PR). O evento tem a parceria do Instituto Mariama (IMA) e o GRENI/CRB/Nacional.

Segundo o assessor da Pastoral Afro-brasileira, padre Jurandyr Azevedo de Araújo, o objetivo do encontro será “refletir a ação social e eclesial dos afro-brasileiros no período pós-Vaticano; favorecer o maior conhecimento dos desafios do século XXI à luz do Vaticano II; compreender a importância da espiritualidade litúrgica na missão do agente de pastoral afro-brasileiro; refletir a incidência das demandas dos afro-brasileiros nos programas de Estado; resgatar a memória de personalidades afro-brasileiros importantes na história e na Igreja do Brasil”, destacou.
 
O Congresso das Entidades Negras Católicas, acontece a cada três anos e tem um tema de referência e estudo. “Num contexto de mudança de época, queremos aprofundar as linhas mestras da missão da pastoral afro-brasileira em comunhão com as comemorações dos 50 anos do Concílio Vaticano II. Queremos assumir desafio de intensificar a ação comprometida com os negros e negras que permanecem a margem da sociedade em situação de vulnerabilidade social. Compreender a importância da espiritualidade litúrgica e a opção feita pelo Concílio Vaticano II por uma liturgia - caminho espiritual que alimenta a vida cristã - para que as nossas celebrações sejam, cada vez mais, ação inculturada da Igreja. O VII Congresso se constitui um momento de encontro das entidades que agregam os negros católicos na perspectiva da formação, troca de experiências entre as lideranças e celebração da caminhada”, afirma a carta convite enviada aos Regionais da CNBB.
 
O Congresso é destinado aos bispos e os bispos da Pastoral Afro-brasileira; para 10 líderes da Pastoral Afro-brasileira de cada Regional da CNBB, indicados pelos agentes referenciais em cada Regional; professores de escolas de formação, membros das Pastorais da CNBB, membros das entidades parceiras e convidados pelas entidades promotoras.
 
A pastoral Afro-brasileira pede que cada participante estude o texto-base publicado. “É recomendável que seja feito no seu respectivo grupo este estudo para trazer uma contribuição mais ampliada”, destacou o padre Jurandyr.
 
As inscrições poderão ser feitas até o dia 20 de janeiro de 2012 e deverão ser feitas exclusivamente por meio da pessoa referencial em cada estado e/ou Regional.
 

Fonte: CNBB
Local:Brasília    

Comina discute 3º Congresso Missionário Nacional

A equipe do Conselho Missionário Nacional (Comina) se reuniu na tarde desta quarta-feira, 9, na sede nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM) em Brasília para refletir sobre a organização do 3º Congresso Missionário Nacional que acontecerá nos dias 12 a 15 de julho, em Palmas (TO).

Já foi elaborado o tema, lema, cartaz e distribuídas as responsabilidades do Congresso, porém, tudo deverá ainda ser aprovado nos dias 11 a 13, próximos, na Assembleia do Comina, que será realizada na sede das POM e contará com a participação dos coordenadores dos Conselhos Missionários Regionais (Comires) de todos os Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) mais a equipe executiva.
 
Logo após a Assembleia serão apresentados oficialmente o cartaz e todo o desempenho e as propostas do 3º Congresso Missionário Nacional.
 

Fonte: CNBB
Local: Brasília (BR)    

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Novena pela Paz homenageia meios de comunicação

Tem início na quinta-feira, 10, em Juazeiro (BA) a Novena pela Paz. As nove noites de oração em preparação à 5ª Caminhada pela Paz trazem reflexões sobre como as famílias podem combater as drogas. A primeira celebração é na paróquia Santa Teresinha, no bairro Piranga, com início às 19h30. Os meios de comunicação são os convidados de honra desta noite.

Para tratar sobre o enfrentamento das drogas na família, as Missas contam com a presença da Polícia Militar. “Militares especializados no tema estarão conosco a cada noite, ajudando pais e mães a descobrir caminhos de diálogo com os filhos sobre drogas e violência. Haverá palestras sobre o assunto”, informou padre José Filipe, coordenador da novena e da Caminhada pela Paz.

A novena segue até o dia 18 de novembro, sempre no mesmo horário. “Passaremos pelos principais bairros de Juazeiro e também pelo distrito de Carnaíba do Sertão. É a primeira vez que a novena vai ao interior da cidade... Nossa convocação é para que todo juazeirense possa se comprometer no combate às drogas e participe da 5ª Caminhada pela Paz, no dia 19”, disse José Filipe.

A 5ª Caminhada pela Paz, com o tema “Paz sim, drogas e violência não!”, tem a presença do padre cantor Robson de Oliveira, do Santuário Pai Eterno. O evento começa às 17h da Orla Nova, com missa transmitida para todo o Brasil pela Rede Vida de televisão. Logo após, o público sai em caminhada, finalizando com show da banda católica de humor Doidin de Deus – DDD.


Fonte: CNBB

Julgamento do STF não pode frustrar expectativa do Brasil sobre Ficha Limpa, segundo OAB

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, afirmou há pouco que a sociedade brasileira espera que o Supremo Tribunal Federal não frustre as expectativas do Brasil, no julgamento que fará amanhã (09) da ação da OAB que requer a declaração de constitucionalidade da lei da Ficha Limpa. A afirmação foi feita após ele ter se reunido em audiência com o ministro Luiz Fux, relator da Ação de Declaração de Constitucionalidade (ADC nº 30) proposta pela entidade dos advogados.

"A expectativa da sociedade brasileira neste momento é muito grande, e viemos expressar ao ministro o sentimento de que é necessário mudar os costumes políticos neste País, pois não podemos mais conviver com esse nível de corrupção, com essa farsa hoje existente em que se usa o cargo público para interesses privados", disse Ophir, que fará sustentação em defesa da ADC amanhã no julgamento, que começa às 14h. Pelo Conselho Federal da OAB participou da audiência também o secretário-geral da entidade, Marcus Vinicius Furtado Coêlho.

"Portanto, é necessário que um diploma como esse da Ficha Limpa, que requer uma nova lógica e um novo paradigma para a sociedade brasileira, seja aprovado. Iremos manifestar isso da Tribuna do STF amanhã e esperamos que, sinceramente, o Supremo não frustre as expectativas do Brasil", salientou o presidente nacional da OAB à saída da reunião. Ophir Cavalcante compareceu à audiência com o ministro Luiz Fux acompanhado dos representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Marcelo Lavenère Machado e Carlos Moura; do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Jovita José Rosa, e do Movimento Brasil contra a Corrupção, Rodrigo Montezuma.

O ministro Fux informou aos representantes das entidades que a ADC da Ficha Limpa será o primeiro item da pauta de julgamento do STF amanhã. Ele disse que sua expectativa é de que haverá quórum e que a ação será julgada na ocasião, "pelo que alguns ministros já exteriorizaram". Mas disse não poder prever ou antecipar o resultado do julgamento, afirmando todavia que "ele vai mostrar que o STF está atento às preocupações de todos os segmentos da sociedade". Ophir e os demais representantes de entidades ressaltaram ao ministro-relator a importância de um resultado que garanta a segurança jurídica para as próximas eleições e que não frustrem cerca de 2 milhões de eleitores que assinaram o projeto de iniciativa popular que resultou na Lei da Ficha Limpa



Fonte: CNBB

Comipa em ação! Mês de outubro, mês missionário.


A Igreja este mês de outubro, nos desperta para a realidade missionária, não somente com um mês missionário no ano, mas a missão o ano todo, realizada por todos nós batizados em Cristo, chamados ao discipulado e convocados e enviados em missão.

Nossa paróquia este mês de outubro, fez com que despertasse o ardor missionário em cada família em cada pessoa, para uma missão em estado permanente.

No dia 17 de outubro, visitamos nossas famílias, com mais de 40 missionários (as) espalhados pelas ruas de nossa paróquia, sentindo a realidade que cada família vive em seu contexto.

Estamos fazendo com que a própria pastoral seja também missionária, fazendo o retorno de nossas visitas com as necessidades pastorais apresentadas pelos nossos missionários.

No dia 23 realizamos a “Caminhada pela Vida”, onde foram feitas denúncias contra violência doméstica e pedofilia, com quatro paradas que apresentaram em forma de teatro e testemunho, o aborto, jovens meio as drogas, violência contra mulher e pedofilia, com mais de 1200 participantes, autoridades e médicos.

Nos dias 24 e 26, primeira formação e conscientização missionária, assessor Pe. Hector Elias, colombiano religioso da Congregação Consolata, atualmente trabalha na paróquia São Manoel em São Manoel, próximo a Botucatu.

Onde nos apresentou seu testemunho e experiência missionária vivida por ele, trabalhou baseado no doc. de Aparecida, enfocando a urgência missionária a partir da paróquia para além fronteiras (adgentes).

Pe. Hector nos apresentou seis metas entre o caminho missionário da paróquia:

1- Encontro

2- Conversão

3- Discípulo

4- Comunidade

5- Missão

6- Reino

Terminamos na quarta-feira dia 26 com a missa missionária, com testemunhos missionários vividos na cidade de Iguazu – Paraguai pelo Pe. Hector e o Rogério do Comipa, apresentação dos continentes e suas realidades, e no final da missa homenageamos o Pe. Hector, pela sua experiência de vida missionária que trouxe até nossa paróquia, pois a distância não impede um missionário de levar o amor de Deus além-fronteiras.

Isso é Igreja em estado permanente de missão.

Doc. 94 nº 30 “Quem se apaixona por Jesus Cristo deve igualmente transbordar Jesus Cristo, no testemunho e no anúncio explícito de sua pessoa e mensagem. A Igreja é indispensavelmente missionária. Existe para anunciar, por gestos e palavras, a pessoa e a mensagem de Jesus Cristo”.

Todos somos, chamados ao discipulado e enviados a ser missionários a partir de Jesus Cristo.

 Fonte: Rogério coordenador: Comidi, Comipa  - Paróquia Nossa Senhora Aparecida

Parque dos Pinheiros – Álvares Machado

Diocese de Presidente Prudente – SP


 

Irmãs ICM promoveram Seminário Estadual sobre o Tráfico de Pessoas

Em um evento inédito, o Rio Grande do Sul debateu o problema do Tráfico de Pessoas durante seminário estadual realizado nos dias 04 e 05 de novembro, no Colégio Bom Conselho, em Porto Alegre. Com o  tema: “Tráfico de Seres Humanos: Um grito, um clamor, um crime” e lema: "Erradicar pela solidariedade na defesa e promoção da vida", o encontro reuniu cerca de 150 participantes.

 Promovido pela Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, integrantes da “Rede Um grito Pela Vida”, o I Seminário Estadual sobre o Tráfico de Seres Humanos abriu, em Porto Alegre, as comemorações do primeiro aniversário de beatificação da Bem-Aventurada Bárbara Maix, fundadora da Congregação, com data festejada no dia 06 de novembro.

Momentos de mística, painéis, conferências e debates movimentaram os dois dias de encontro, e lançou um alerta aos participantes para as alarmantes estatísticas do Tráfico de Pessoas em todo o mundo: 12,5 milhões de vítimas e um lucro de 3,6 bilhões para a economia do crime organizado. No Brasil, estimativas do Tráfico Internacional revelam que há 75 mil brasileiras que são exploradas sexualmente na Europa.

 Irmãs ICM:

Combate ao Tráfico Humano remete a ação da Bem-Aventurada Bárbara Maix


 O I Seminário Estadual sobre o Tráfico de Seres Humanos teve abertura oficial com a mensagem da Diretora Geral da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria / Sociedade Educação e Caridade, Irmã Marlise Hendges.

Na mensagem de abertura, Irmã Marlise agradeceu a presença dos participantes, destacando que somente pessoas de sentimentos nobres e que são comprometidas com a vida, se interessam e procuram discutir temas como o TSH para fazer florescer uma nova humanidade: “Temos consciência de que a pessoa é prioridade. Assim é que começa o Reino dos céus aqui na terra”, enfatizou.

A Diretora Geral explicou que a Congregação não escolheu por acaso a linha missionária de contribuir para a Erradicação do Tráfico de Pessoas.  Essa ação tem sua origem nos primórdios da Congregação, com a Bem-Aventurada Bárbara Maix: “Na última Assembléia Capitular da Congregação, assumimos manter-nos atentas à raiz fundacional e aos sujeitos emergentes, em fidelidade ao Projeto de Vida Religiosa Consagrada de Bárbara Maix e decidimos, entre outros aspectos, lutar pelos direitos humanos das crianças, adolescentes e mulheres, sobretudo, das vítimas do tráfico humano. Além disto, definimos investir na capacitação de Irmãs para atuarem em prol da erradicação deste mal que vitima milhares de pessoas diariamente”.

Irmã Marlise acresceu ainda: “Na raiz fundacional encontramos Bárbara Maix, em 1842, assistindo a dramática situação das moças desempregadas, em Viena. Estas, por falta de pensões adequadas, onde pudessem achar hospedagem e abrigo contra a sedução, acabavam na prostituição. Pessoa de profunda fé, dotada de grande espírito humanitário, preocupada com a realidade social e religiosa, Bárbara decidiu fundar a Congregação para prestar ajuda, assistência, abrigo e educação às jovens naquela realidade”, e disse mais: “Hoje, certamente Bárbara abraçaria esta causa”.

Em nome do Estado do Rio Grande do Sul, a Diretora do Departamento de Justiça da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Estado, Rúbia Abs da Cruz, saudou a Congregação pela realização do evento destacando a iniciativa e a intersetorialidade para o combate ao TSH: “Eventos como este seminário são importantes para a prevenção que faz e pela busca de estratégias para solução deste problema”, afirmou.

Crianças e adolescentes, da Obra Social Instituto São Benedito, do bairro Belém Velho coreografaram e encenaram o Hino da Rede Um grito pela Vida, composição de Irmã Miria Koling, que retrata de forma o orante e poética o drama das vítimas do tráfico humano e o trabalho Escravo, sensibilizando os/as participantes para a reflexão do tema.
Painéis, Conferência e debates:

Rio Grande do Sul e suas poucas ações de combate ao Tráfico de Pessoas
Ação pioneira no Estado, o Seminário revelou um dado preocupante: No Rio Grande do Sul, as ações de combate ao Tráfico de Seres Humanos são insuficientes. Na verdade, quase tão invisíveis quanto a prática criminosa de TSH. Ações isoladas de órgãos e departamento de Estado ou mesmo ONG’s não produzem efeito significativo frente a organização das redes do crime.

Primeira conferencista do evento, Irmã Eurides Alves de Oliveira, Socióloga, Conselheira Geral do Setor Pastoral e Ação Social ICM e Coordenadora da Rede Um Grito Pela Vida, pela Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB Nacional), apresentou um panorama geral sobre o Tráfico Humano: questões sociais, conceitos, finalidades e perfil das vítimas: “Pensar o Tráfico de Seres Humano, é pensar numa realidade complexa e multidimensional. É pensar em violação de direitos humanos, em violência e exploração sexual, sexismo, machismo, moralismos, preconceitos culturais, abuso de poder, desigualdades sociais, pobreza e vulnerabilidades sociais. È falar de um sistema que gera e mercantiliza as vítimas, o sistema capitalista, hoje globalizado, regido pela lógica do mercado” disse.

Irmã Eurides destacou em sua explanação que o TSH como rede do crime organizado, se caracteriza pelo recrutamento das vítimas de seu lugar de origem, por meio de ameaça, engano, sendo estas, submetidas à exploração e cárcere privado. Ocorre para fins de exploração sexual, trabalho escravo e venda de órgãos. As vítimas preferenciais são mulheres e crianças com faixa etária de 14 a 18 anos e de 24 a 39. Sobre a realidade brasileira, A Pesquisa Nacional sobre Tráfico de mulheres, crianças e adolescentes (PESTRAF/2002) aponta a existência de 241 rotas nacionais e internacionais, sendo 110 rotas de tráfico interno (78 interestaduais e 32 intermunicipais) e 131 externas.

A socióloga sinalizou como dificuldades e desafios para o Enfrentamento do Tráfico de pessoas: a clandestinidade do tráfico Humano, o silêncio social, a ausência de processos, a falta de capacitação e aplicação de políticas públicas e das leis de repressão: “A nossa tarefa é tecer redes para um combate eficaz”  destacou a Irmã.

 Dr. Domingos Sávio Dresch da Silveira, Procurador Regional da Republica e Ouvidor Nacional da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República,  classificou o TSH como um tema ‘invisível e perverso’. Através desta prática criminosa, as pessoas são ‘coisificadas’ e por isso, o Estado deve agir mais fortemente, a exemplo de outras áreas de atuação: “O Estado que é tão forte para proteger a propriedade, é fraco para proteger as pessoas e combater esse tipo de situação”, enfatizou.

Dr. Domingos Dresch relembrou o aperfeiçoamento dos tratados que protegem os direitos das pessoas. Desde o Tratado de Paris que proibiu o comércio de negros, de proteção das mulheres na Europa até a Convenção de Palermo, na Itália no ano 2000, que trata a todos como seres humanos dotados de direitos, dignidade e liberdade. Para o ouvidor, é necessário aperfeiçoar as leis do código penal para uma eficaz repressão ao TSH: “As regras do código penal mudaram, mas cabeça de quem faz as leis não. Eles (legisladores) tem a imagem de escravos com correntes nos pés. A repressão deve ocorrer sem pesos distintos para estabelecer as punições e penas iguais”, disse.
O Ouvidor Nacional da Secretaria de Direitos Humanos declarou ainda a importância da sociedade civil na reflexão sobre o tema para exigir ações e políticas públicas favoráveis ao combate ao TSH: “Sobre as questões referentes aos direitos humanos, nós temos um lado só: o da vida” finalizou.

Ainda na tarde do primeiro dia, o painel “O Enfrentamento ao Tráfico de Seres Humanos – realidade, possibilidades e desafios”, trouxe para o debate representantes do Estado do Rio Grande do Sul para discorrer sobre como esta realidade está sendo enfrentada. Participaram, A Yara Stockmanns, da Secretara de Políticas para as Mulheres; a Drª. Rubia Abs da Cruz, da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos; a Assistente Social Silvana Koller, do Departamento de Assistência Social da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social e visão jurídica e acadêmica  do professor e advogado Dr. Roque Soares Reckziegel da Faculdade Dom Bosco. Pelas explanações feitas, a política de combate ao Tráfico Humano no Estado ainda é um ‘tema novo’ e pouco assumido pelo Estado.  As ações implantadas são tímidas, dispersas e pouco conectadas. Há uma alusão indireta, quando se trata do abuso e exploração de meninas e mulheres. Sabe-se que na realidade o tráfico existe, mas não se tem banco de dados e nem um plano de enfrentamento.

O primeiro dia encerrou-se  com a conferência: O Tráfico de Seres Humanos para fins de Exploração Sexual no Rio Grande do Sul, ministrado pela Professora e Pesquisadora Dra. Jacqueline Oliveira Silva.  A pesquisadora coordenou única pesquisa sobre TSH no Estado em 2005. As fontes da pesquisa foram: inquéritos policiais instaurados entre 1996 e 2004; Notícias veiculadas pela mídia impressa no estado entre 1996 e 2004; Dados obtidos através de questionários preenchidos por Organizações Governamentais (OG’s) e Organizações Não Governamentais (ONGs) durante a realização da II Jornada Estadual contra a Exploração Sexual e documentos oficiais sobre TSH no Brasil

A Professora Jacqueline destacou que em 49 municípios foram evidenciadas ocorrências de TSH para fins de Exploração sexual. Não diferente das demais realidades do País, as vítimas preferenciais são mulheres, crianças e adolescentes.
A pesquisadora enfatizou que as regiões da serra gaúcha e fronteira do estado foram identificadas como rota de Tráfico Humano: “Os aliciadores vinculam-se a atividades profissionais que favorecem o comércio sexual, entre eles estão os “motoristas de táxi”,  “donos (as) de casas noturnas”, “agências de turismo” e “trabalhadores do sexo”. No caso de Caxias do Sul houve claramente uma rede de aliciadores configurando conforme indica a Policia Federal, uma quadrilha especializada, com ramificações na região e no Brasil, em direção à península ibérica”, afirmou.
Discorrendo sobre as causas, citou a ausência de políticas públicas de combate como a mais grave. Segundo a professora Jacqueline “Os Órgãos Governamentais e ONGs das cidades pesquisadas, em sua maioria não realizam ações de enfrentamento ao Tráfico de Seres Humanos”. E concluiu afirmando, ser o tráfico de Seres Humanos, sim, uma realidade presente no Rio Grande do Sul, a ser enfrentada conjuntamente pelo Estado e Sociedade civil de forma mais efetiva.

Política e Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Seres Humanos no Brasil

Oficinas sobre a Rede de Enfrentamento ao Tráfico de Seres Humanos no Estado do RS

 A manhã do segundo dia foi dedicada à explanação da Política e Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Seres Humanos no Brasil. Irmã Eurides Alves de Oliveira relatou o processo de elaboração e sua aprovação em 26 de outubro de 2006, por meio do Decreto nº 5.948, as Diretrizes de gerais e específicas, os princípios norteadores e as ações. A socióloga enfatizou a importância deste documento que deu origem ao Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (PNTP), cuja, sua segunda edição está em fase de elaboração, numa construção participativa tanto dos órgãos governamentais com da Sociedade civil. Salientou ainda que tanto a Política como o Plano apregoa a necessidade núcleos e/ou comitês nos estados, e que esta deve ser uma meta deste seminário, nos mobilizar e reivindicar isso junto ao Governo do Estado.

Esta conferência serviu de base para os trabalhos as oficinas para discussão e elaboração de propostas para o II Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e para a criação de uma Rede de enfrentamento estadual. Divididos em três grupos foram debatidos os eixos: Prevenção; Assistência às vítimas; repressão e responsabilização dos autores.

 Das sugestões elencadas, destaca-se: a necessidade de ampliar uso das tecnologias com foco na prevenção, maior sensibilização da sociedade, apoio aos grupos de jovens e o fortalecimento de parcerias com o poder público, parceria com os meios de comunicação, fortalecer as redes de cuidados, promover campanhas de informação e prevenção durante os eventos da Copa 2014; continuar o processo de mobilização em prol de uma campanha da fraternidade sobre o Tema em 2014;  colocar o TSH no currículo escolar, realização de plenárias jovens nas escolas e comunidades, continuar articulando as secretarias da Justiça, das Mulheres e da Assistência social no processo, potencializando as iniciativas nesta direção e uma representação junto ao Ministério Público requerendo sua atuação e comprometimento com a causa do Tráfico de pessoas.

 Encaminhamentos

 Todas as apresentações feitas no I Seminário Estadual serão disponibilizados em um relatório, acrescido das sugestões e debates realizados nos dois dias do evento. O documento, fruto do seminário, estará disponível em um prazo de 15 dias pelo site: www.icm-sec.org.br. A síntese do seminário também será levada para a Câmara Municipal e a Assembléia Legislativa, e ao Ministério Público do Rio Grande do Sul.

 Irmã Eurides Alves de Oliveira, afirmou que o Seminário estadual atingiu seus objetivos de sensibilizar e socializar informações sobre o Tráfico de Seres Humanos; capacitar multiplicadores, multiplicadoras para ações educativas de prevenção e também de conhecer e discutir a aplicação da Política de enfrentamento em nível de Estado do Rio Grande do Sul e para continuidade. Enfatizou também que o maior desdobramento que se espera é a criação de Rede de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas no Estado do Rio Grande do Sul: “Convidamos a Vida Religiosa aqui presente, as entidades e as pessoas que desejarem apoiar a causa, assumir o desafio de lutar pela erradicação  deste silencioso e perverso crime, que junte-se a nós!”.
A religiosa ICM agradeceu aos apoiadores/as do evento e finalizou dizendo: “Alargamos horizontes e a semente plantada deve germinar”, e concluiu com o envio bíblico do texto de EX 3,1-7, adaptado para os nossos dias, pelo Frei Xavier Plassat da Comissão pastoral da Terra:
 E Javé Deus disse:
“Eu vi muito bem a miséria do meu povo que está nas fazendas,

nas lavouras e  nas carvoarias, na região de cá e na região de lá,

na terra do meio, e de norte a sul deste país...
Eu vi muito bem a miséria do meu povo trabalhador, trabalhadora

migrante, traficado, vendido, descartado, humilhado, desaparecido.

Nas rodovias, nos canaviais, nos prostíbulos, nos canteiros de obras,

nas oficinas clandestinas, nos porões da cidade,

seguindo seu sonho de uma vida farta;

nas barragens, nas carvoarias, no Brás ou nos resorts,

Na região de cá e na região de lá,

e na terra do meio, e de norte a sul deste vasto mundo...

Ouvi o seu clamor contra seus opressores,

e conheço os seus sofrimentos.

Por isso, desci para libertá-lo do poder dos seus escravizadores,

seus aliciadores e seus gatos mentirosos

 E para fazê-lo subir dessa terra para uma terra fértil e espaçosa,

Terra onde corre leite e mel,

onde há justiça, liberdade e dignidade,

O território dos lavradores, peões, sem-terra, boia-fria

O chão das mulheres e dos homens livres...

O clamor dos filhos e das filhas da terra deste continente chegou até mim,

E eu estou vendo a opressão com que os atormentam.
Por isso vá!  Eu lhe chamei aqui por seu nome e agora envio você

Para tirar da escravidão o meu povo,

Os filhos e filhas da terra daqui e de lá

Vá, seja feliz na tua caminhada,

Caminhe e entre na terra que lhe preparei, servidor, servidora  fiel,

e que não haja mais escravo , nem escrava  no teu meio!

Amém!

I Seminário Estadual sobre Tráfico de Seres Humanos


Realização:
Irmãs do Imaculado Coração de Maria
Colégio Bom Conselho

Patrocínio:
Caixa Econômica Federal
Governo Federal
Apoio:
Rede Um Grito Pela Vida – CRB Nacional

Instituto de Desenvolvimento Sustentável – IDEST

Faculdade Dom Bosco

Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres do RS

Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do RS

Fórum Não-Governamental da Assistência Social

Cooperativa Piá

Fonte: Magnus Regis

Pastorais da Juventude prepararam Atividades Permanentes dos próximos anos

Entre os dias 4 a 6 de novembro, mais de trinta jovens e assessores/as das Pastorais da Juventude e da Rede Brasileira de Centros e Institutos de Juventude estiveram reunidos/as por ocasião do Seminário Nacional de Preparação das Atividades Permanentes das PJs.

O Seminário foi um tempo de avaliação e discernimento da missão das Pastorais da Juventude, por meio das Atividades Permanentes. Foi também uma oportunidade de reflexão sobre a conjuntura atual, que implica em desafios e oportunidades para a atuação das PJs nos próximos anos.

No desejo de fidelidade ao seguimento de Jesus Cristo, a reflexão dos/as jovens e assessores/as foi iluminada pela Palavra de Deus, já em clima de celebração dos 50 anos do Concílio Vaticano II, e orientada pelas das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2011-2015. Para pensar o caminho das Atividades Permanentes, também foram iluminadores a Campanha da Fraternidade 2012, o caminho de preparação da Jornada Mundial da Juventude em 2013, o Projeto de Revitalização da Pastoral Juvenil e o documento do CELAM “Civilização do Amor – Projeto e Missão”.

No Seminário, marcado por momentos de oração, de estudo, de debate e construção coletiva, definiu-se o eixo central das Atividades Permanentes das PJs para os próximos três anos, os temas, lemas, iluminações bíblicas e eixos centrais de cada uma das APs. O eixo rezado e assumido para as Atividades Permanentes dos próximos anos (2012, 2013 e 2014) é: A defesa da vida na construção da Civilização do Amor. Este eixo está inspirado na missão das Pastorais da Juventude no Brasil e no continente e dialoga com o desafio da Igreja no Brasil e na América Latina nos próximos anos no que diz respeito à evangelização da juventude.  A defesa da vida é o aspecto  central da ação evangelizadora das PJs e ao se realizar, aproxima de nós a Civilização do Amor, antecipando os sinais  do Reino, que só pode acontecer se a vida for prioridade e abundante. No caminho refletido e assumido para as Atividades Permanentes, definiu-se a temática, o lema e a iluminação bíblica da Semana da Cidadania e da Semana do Estudante, uma vez que o Dia Nacional da Juventude foi assumido pela Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB e já teve seu tema definido.

Confira abaixo, os temas, os lemas e as iluminações bíblicas das Atividades Permanentes das PJs para o ano de 2012:

Semana da Cidadania

a 21 de abril de 2012

Tema: Juventude e saúde alimentar

Lema: É preciso ter certeza do que se põe na mesa

Referencial Bíblico: Ap 22, 2 e Jo 6, 27

Semana do Estudante
06 a 12 de agosto de 2012

Tema: Semana do Estudante - 10 anos sonhando e construindo a civilização do amor
Lema: No caminho da história, a opção por uma educação libertadora
Referencial Bíblico: Lucas 24, 13-35

Dia Nacional da Juventude

Tema: Juventude e Vida

Lema: Que vida vale a pena ser vivida?

Referencial Bíblico: Jo 10, 10

As Atividades Permanentes das PJs são realizadas em parceria com a Rede Brasileira de Centros e Institutos de Juventude que contribuem com a elaboração dos subsídios e com a sua realização em várias partes do país. Participando do Seminário, por meio do Centro de Juventude Anchietanum, do Instituto Paulista de Juventude, do Instituto de Pastoral da Juventude – Leste 2 e dos Centros Maristas de Juventude, a Rede Brasileira reafirmou seu compromisso com o serviço às Pastorais da Juventude, por meio da parceria na construção das Atividades Permanentes e da assessoria.

Além de definir tema e lema das Atividades, as Pastorais da Juventude e a Rede definiram as responsabilidades referentes aos materiais do ano que vem e identificaram os principais desafios para a sua realização. Dentre os desafios identificados está a questão do financiamento, para garantir a impressão e distribuição dos materiais.

Diante dos muitos desafios internos e externos para a realização da missão das Pastorais da Juventude e das oportunidades que motivam a teimosia do seguimento, elas reafirmaram sua fidelidade e ousadia no seguimento de Jesus Cristo e na colaboração com a realização de seu Projeto, no cuidado com a vida dos/as jovens e dos/as pobres.

Fonte: CNBB

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Paquistão:duas mulheres em defesa dos direitos das minorias

Passado um ano da condenação à morte de Asia Bibi – a mulher cristã condenada no Paquistão por blasfêmia em 8 de novembro de 2010 – outras duas mulheres no país asiático assumiram hoje a liderança na defesa dos direitos das minorias religiosas e da promoção da harmonia inter-religiosa. Trata-se – refere a agência Fides – de Christine Amjad-Ali, cristã e de Shehrbano Taseer muçulmana, unidas na mesma missão.

Teóloga, Christine Amjad-Ali é a nova diretora do “Christian Study Centre”, famoso Centro de estudos ecumênico de Rawalpindi. Ao seu lado, trabalha outra mulher cristã, Romana Bashir, que comprometida em várias atividades e programas está encontrando líderes muçulmanos, autóctones e da sociedade civil para desenvolver uma cultura de diálogo voltada ao bem comum.

Já Shehrbano Taseer é filha do governador do Pumjab, Salman Taseer, assassinado por ter defendido Ásia Bibi e por ter criticado a lei sobre a blasfêmia. A mulher, que assumiu a herança paterna, está conduzindo uma campanha de promoção pela tolerância no Paquistão. Apesar das ameaças de morte. Taseer fala publicamente contra as leis discriminatórias que atingem as minorias religiosas e criticou abertamente todos aqueles que glorificam o assassino de seu pai.

Taseer é uma jornalista da edição paquistanesa de “Newsweek” e, apesar dos riscos para a sua incolumidade e para a segurança da sua família, ela combate para promover a liberdade, a dignidade, a justiça e a equidade. A tradição de grande compromisso feminino pelos direitos humanos no Paquistão é testemunhada também por Sherry Rehman, parlamentar muçulmana do Partido Popular Paquistão, e presidente do “Jinnah Institute” de Karachi, organismo que promove a legalidade e o Estado de direito.

O Centro publicou nos meses passados um detalhado relatório intitulado “A questão de fé”, no qual fala de “cristãos perseguidos e minorias sob assédio” e uma nota na qual afirma que Asia Bibi foi condenada à morte por um tribunal “condicionado pelos extremistas islâmicos” e “sem advogado de defesa”.
 
Fonte: Rádio Vaticano
Local:Rawalpindi