sexta-feira, 22 de julho de 2011

Igreja deve aprender linguagem dos jovens

Dom Fisichella afirma que liberdade e ciência são dois valores dominantes

Para evangelizar os jovens, a Igreja precisa compreender sua cultura, na qual a liberdade e a ciência são valores dominantes, considera o arcebispo Rino Fisichella.

Segundo o presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, não se pode falar de Cristo aos jovens “sem falar da liberdade, pois o jovem de hoje a colocou em sua cultura, mas a liberdade tem de estar sempre em relação com a verdade, pois é a Verdade que produz a liberdade”.

Ao mesmo tempo, acrescenta, “não se pode falar de Deus aos jovens sem conhecer a cultura dos jovens de hoje, que é a científica. A cultura de hoje, seu conteúdo, está repleto de axiomas de ciência”.

O prelado italiano compartilhou sua análise da evangelização dos jovens ao participar, em 20 de julho, do curso de verão “Os jovens e a Igreja Católica”, organizado pela Universidade Rei João Carlos.

Esclareceu que a Igreja está “a favor da ciência, mas esta tem de estar a favor da humanidade e nunca contra ela”.

“Chegará o momento em que a própria ciência pedirá ajuda à teologia para conhecer mais amplamente os âmbitos da realidade e poder dar resposta à dor, à traição, à morte”, em definitiva, “às grandes perguntas, as perguntas de sentido”, afirmou Dom Fisichella, em uma conferência intitulada “Os jovens e Deus, os jovens e Jesus Cristo, os jovens e a vida eterna”.

O prelado destacou que “a interação ciência-vida pessoal-ética é necessária, não se pode viver sem ela”.

Como exemplo, Fisichella contou o caso do diretor do Projeto Genoma, Francis S. Collins, que se adentrou na linguagem de Deus, porque “a verdadeira ciência nos coloca às portas do transcendente”.

E concluiu afirmando que “se pode ser católico e cientista ao mesmo tempo. Viver o conhecimento científico não implica em ser ateu. O cientista tem seus limites, não pode afirmar a não-existência de Deus”.

Fonte: Zenit

quinta-feira, 21 de julho de 2011

PJ e movimentos sociais lançam Campanha Contra a Violência e o Extermínio de Jovens em Manaus

Na sexta-feira, 22, das 9h às 11h, as Pastorais da Juventude irão lançar na Escola Municipal Themístocles Gadelha, na zona leste de Manaus (AM) o Seminário Estadual da Campanha Nacional Contra a Violência e o Extermínio de Jovens.

A Campanha trata-se de uma ação articulada de diversas organizações para levar à sociedade o debate sobre as diversas formas de violência contra a juventude, especialmente o extermínio de milhares de jovens que está acontecendo no Brasil.

O Lançamento do Seminário em Manaus é uma realização das Pastorais da Juventude, com apoio de diversos Movimentos Sociais e Poder Público, e tem como objetivo denunciar a violência e mobilizar a sociedade no que se refere aos debates sobre extermínio de jovens, segurança pública, sistema carcerário, direitos humanos e outros tipos de violência, promovendo conscientização e desencadeando ações que possam mudar essa realidade de violência e morte.

 Fonte:  CNBB

Hong Kong: mais de 800 jovens na JMJ


Os jovens de Hong Kong, na China, estão se preparando para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que se realizará em Madri, na Espanha, de 16 a 21 de agosto próximo.

"Estabelecer uma profunda amizade com Cristo, encontrar a verdade, a coragem e a esperança Nele" – este é o espírito que anima mais de 800 jovens de Hong Kong e outras comunidades eclesiais.

Os jovens concluíram a terceira etapa do caminho para a juventude, realizado nos dias 16 e 17 deste mês e agora estão esperando o mandato oficial para a JMJ que será proferido no domingo, 31 do corrente, na capela do Cristo Rei.

"A JMJ é uma mensagem do Senhor e um convite do Papa" – ressalta numa nota enviada aos jovens o responsável pela delegação, Pe. Paolo Kam Po Wai.

A Diocese de Hong Kong propôs aos jovens algumas etapas para a preparação da JMJ: radicar-se em Cristo, construir-se em Cristo, fortalecer a fé e testemunhá-la.

A delegação de jovens partirá de Hong Kong em 5 de agosto e nos dias sucessivos estão previstos retiro, acolhimento e participação em várias atividades salesianas.
 

Fonte: Zenit

A voz do Imirim está no ar

Na próxima semana, a Rádio Comunitária Ágape FM 87,5, localizada no bairro do Imirim, Zona Norte (ZN) de São Paulo, completará um mês de nascimento. Foi lançada no dia 26 de junho último, sendo uma importante conquista para a região.

Tendo presente que foram pelo menos dez anos de idealização e concretização de um sonho, essa vitória contou com a mobilização da comunidade local, a qual contribuiu com mais de oito mil assinaturas, encaminhadas ao Governo Federal, através do Ministério das Comunicações (MC), para garantir o licenciamento da rádio e para que a mesma fosse colocada em ação.

Através da Associação Cultural Comunitária do Imirim (ACCI), do apoio da Pastoral da Comunicação da Paróquia Nossa Senhora de Fátima e, principalmente, de toda a comunidade, a rádio foi licenciada através do MC, da Secretaria de Serviços de Comunicação Eletrônica e da Coordenação de Radiodifusão Comunitária (CORAC), através do processo nº 53830.002200/98.

Seu estúdio de locução tem o nome de Valeriano Paitoni e o Estúdio Técnico, de Orlando Reis que faleceu há pouco e que foi parte na construção desse sonho, conhecido por suas músicas sertanejas. Para José Henrique Ramos Monfré, presidente da ACCI, “este é um sonho de toda uma equipe e de toda uma comunidade que lutou para colocar a rádio no ar”.

Projeto comunitário


De acordo com informações do MC, através de seu site (www.mc.gov.br), “Rádio Comunitária é um tipo especial de emissora de rádio FM, de alcance limitado a, no máximo, 1 km a partir de sua antena transmissora, criada para proporcionar informação, cultura, entretenimento e lazer a pequenas comunidades”.

Nesse sentido, para o padre Valeriano Paitoni imc, a Rádio Ágape servirá para “que a comunidade possa se expressar de acordo com a sua cultura e possa colocar as suas esperanças. Esse é um instrumento a mais para denunciar as injustiças, fiscalizar os nossos políticos e criar mais comunhão entre esses elementos e as pessoas do bairro”, afirma.

Luciano Garcia, diretor da ACCI, ressalta que esse é o início de um projeto comunitário que espera avançar na democratização da comunicação, com o uso de rádioweb, jornal do bairro e, ainda, TV Web. Tudo isso, visando um maior diálogo entre a comunidade e um maior alcance das informações.

Futuro

Essa conquista é um desejo de comunicação popular, distante dos grandes meios de comunicação que não dialogam com as realidades locais, sobre os problemas sociais sentidos na pele da comunidade.

Uma Rádio Comunitária “deve divulgar a cultura, o convívio social e eventos locais; noticiar os acontecimentos comunitários e de utilidade pública; promover atividades educacionais e outras para a melhoria das condições de vida da população”, afirma o MC.

Para o jovem Diógenes Diniz, a rádio precisa ser uma referência para a comunidade local e para o Brasil. “Vejo um sonho se concretizando para a comunidade falar e ser ouvida. Espero que a rádio provoque as pessoas, para saírem de suas casas e se tornarem instrumentos de transformação”.

Nesse momento de alegria, mas também de despedida de padre Valeriano Paitoni, que viveu 19 anos na comunidade e que participou dessa luta, suas palavras ficam gravadas: “Convido o povo do Imirim a permanecer de cabeça erguida, na luta por seus direitos, expressos na Constituição Federal. Não tenham medo de ninguém que não queira deixar a sua voz falar”.

Fonte: Vanessa Ramos - CIMI

terça-feira, 19 de julho de 2011

Craques do futebol participarão da JMJ

Encerramento popular da Jornada: Espanha x Mundo

Uma partida de futebol beneficente entre craques históricos de um dos esportes mais populares do mundo encerrará a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Madri. Emilio Butragueño, Fran, Donato e Rubén de la Red gravaram vídeos convidando os jovens a participar deste evento festivo de clausura esportiva da JMJ. Alguns jogadores ativos se uniram à iniciativa, como Julio Baptista e Mario Suárez.

Mais de 20 estrelas do futebol espanhol – informaram na última sexta-feira os organizadores da JMJ – enfrentarão uma seleção internacional, no próximo dia 21 de agosto, no estádio Vicente Calderón de Madri, na partida beneficente “¡Gracias!”, como festa de despedida popular da JMJ. O evento conta com o apoio da Fundação Atlético de Madri.

A seleção de jogadores espanhóis se vestirá de vermelho e dela farão parte Fernando Hierro, Rubén De la Red, Butragueño, Luis Milla, Fernando Sanz, Fran, Celades, Diego Tristán, Toni Muñoz, Santi Denia, Kiko Narváez, Ricardo Gallego, “Lobo” Carrasco, entre outros.

Do time internacional, que se vestirá de branco, participarão grandes figuras históricas do futebol, como Davor Suker, Paulo Futre, Hristo Stoichkov, Milinko Pantic, Celestini, Craioveanu, Naybet e N’Kono.

Um peregrino espanhol e outro de fora da Espanha terão a oportunidade de ser capitães de cada um dos times, como um membro a mais.

Durante o intervalo, 10 peregrinos de diversos países sairão ao campo representando suas cores, para cobrar um pênalti. Diante deles estarão goleiros titulares dos dois times. Estes peregrinos serão selecionados dentro dos grupos que adquiriram um maior número de entradas. Um deles será australiano.

Este evento esportivo internacional, que reúne jogadores de quase todos os países do mundo, está aberto não somente a jovens da JMJ, mas a todas aquelas pessoas que quiserem desfrutar de um acontecimento único. As arquibancadas já começaram a encher-se.

Até agora, já confirmaram sua assistência mais de 3 mil jovens australianos, que alegrarão todo o primeiro anfiteatro do Fondo Sur.

Há cerca de 450 mil inscritos na JMJ, procedentes de mais de 175 países. Por isso, prevê-se que as arquibancadas estarão repletas de cores, de milhares de pessoas dos 5 continentes, que viverão algo inesquecível, já que há mais surpresas preparadas além da partida, segundo explicam os organizadores da JMJ.

As entradas têm preços que variam de 5 a 10 euros. Podem ser compradas pela internet em www.servicaixa.com (seção “Deportes”). O dinheiro arrecadado será destinado ao financiamento da JMJ e a um projeto solidário conjunto com a Fundação Atlético de Madri.

Para informação adicional sobre a partida e reservas de grupos, é preciso dirigir-se a gracias@jmj2011madrid.com.

Foram criados eventos específicos de “¡Gracias!”, no Tuenti e no Facebook, este último traduzido a 21 idiomas. Além disso, existe um perfil no Twitter, que informa também sobre esta festa de despedida da JMJ Madri 2011: http://es-es.facebook.com/event.php?eid=171989192863394; http://twitter.com/#!/madrid11_thx.

Alguns convites:

Julio Baptista: http://www.youtube.com/watch?v=LIIg6c4_ntE&feature=related
Donato: http://www.youtube.com/watch?v=HChg-Q5CiRU.

Fonte: Zenit

4º Encontro Estadual de Formação para a Juventude Missionária aconteceu em São Paulo

Durante o encontro foi destacado o que é a JM, a Propagação da Fé e o perfil do jovem missionário

A cidade de Guarulhos-SP sediou nos dias 15 a 18, na Casa de Oração Regina Protman, o 4º Encontro Estadual de Formação para a Juventude Missionária do Regional Sul 1 (São Paulo). A formação reuniu 26 jovens das dioceses de Guarulhos; Ribeirão Preto; Caraguatatuba; Santo André; Santo Amaro; Presidente Prudente e São José do Rio Preto.

O encontro teve por objetivo fazer conhecer a Juventude Missionária e articular sua implantação. O secretário nacional da Pontifícia Obra da Propagação da Fé e Juventude Missionária, padre Marcelo Gualberto, apresentou o que a JM, a Propagação da Fé, o perfil e identidade do jovem missionário. O encontro teve a coordenação do coordenador Regional da JM, Tiago Scalco, que pertence à JM de Regente Feijó, diocese de Presidente Prudente (SP).

Durante o encontro houve um momento no Lar de Idosos mantido pelas Irmãs de Santa Catarina, que abriga 64 idosos. “A alegria deles até nos dá mais força para nossa missão”, disse a jovem Priscila, de Guarulhos que participou do encontro.

Como desafio os jovens missionários têm a tarefa de divulgar a JM nas outras dioceses do estado de São Paulo e assim criar uma consciência missionária na juventude.

Fonte: POM - Mundo e Missão

Jovens missionários falam sobre expectativas a pouco menos de um mês para a Jornada Mundial da Juventude

A pouco menos de um mês (11 de agosto), oito jovens da Juventude Missionária (JM) do Brasil e dois padres, Marcelo Gualberto, secretário nacional da Pontifícia Obra da Propagação da Fé e Juventude Missionária; e Jonatas Marcos da Silva, do Pontifício Instituto Missões Exteriores, partirão de São Paulo (SP), com destino a Madri, Espanha. Eles participarão da Jornada Mundial da Juventude (JMJ-2011), “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé”, que acontecerá de 16 a 21 de agosto e deverá reunir cerca de 2 milhões jovens de 182 países. Até o momento há 440 mil inscritos.

Trata-se do encontro mundial do papa com a Juventude, evento internacional celebrado a cada três anos, desde o Domingo de Ramos de 1986, quando foi instituído pelo beato João Paulo II, antecessor de Bento XVI.

Para falar sobre as expectativas para o evento, a Assessoria de Imprensa das Pontifícias Obras Missionárias (POM) entrevistou cinco jovens da Juventude Missionária, que discorreram sobre o que os impulsionaram participar do evento, sonhos e experiências que irão passar nas cidades-sedes da Jornada: Madri, Sevilha, Cidade Real, Valência, Granada e Coria Cacere.

Tiago Geraldini Scalco, 24 anos, coordenador estadual da Juventude Missionária e membro da Comissão Executiva do Conselho Missionário do Regional Sul 1 (São Paulo), disse que a JMJ será um momento impar em sua vida. Apostou na comunhão dos jovens do mundo inteiro como um dos momentos mais emocionantes do evento.

“Será a realização de um sonho. Sempre acompanhei, desde que ingressei na JM, as jornadas da juventude. Acredito que o contato com os jovens de tantos outros países, a troca de experiências, e ouvir o papa, certamente serão os momentos mais importantes do evento”, antecipou Tiago.

Para o jovem, a JMJ tem o perfil da Juventude Missionária: ir ao encontro, participar, conhecer a cultura do outro. “O perfil missionário da JMJ tem tudo a ver com a JM, por isso, iremos presenciar um evento que tem a cara e o jeito de ser da Juventude Missionária”, completou.

“A JMJ será mais um momento de amadurecimento da fé e de fortalecimento da caminhada que já percorro desde quando ingressei na Infância Missionária, aos 8 anos. Esse será um grande evento que buscarei escutar e ‘saborear’ como novas experiências, junto a jovens dos cinco continentes”. A afirmação é da coordenadora da JM no Regional Nordeste 1 da CNBB (Ceará), Sara Guerra.

A jovem apontou a pré-jornada, que acontecerá de 11 a 15 de agosto, nas dioceses, como o momento mais atraente da JMJ, porque possibilita a realização de “missões e contato com variados carismas juvenis”, sublinhou Guerra. “Sei que é o sonho de muitos jovens e fico mais feliz e entusiasmada por saber que represento um grande seguimento juvenil da Igreja Católica, a Juventude Missionária. É uma super-responsabilidade, mas, não pretendo parar na jornada. Quando retornar tem muito trabalho pela frente”, completou a cearense.

Da mesma forma que Sara, o coordenador diocesano da JM em São Miguel Paulista (SP), Rodrigo Piatezzi, 25 anos, que irá participar da pré-jornada em Valência, vai para a Jornada Mundial da Juventude já pensando no trabalho que poderá desenvolver no Brasil a partir da experiência na Espanha.

“Será uma grande experiência que vai nos fortalecer e nos dar ainda mais experiência para desenvolver os trabalhos na base”, disse. Piatezzi destacou os momentos que ele acredita que serão os mais importantes no evento. “Conhecer a realidade da Igreja da Espanha a partir da pré-jornada, partilhar experiências com os jovens e a grande vigília com o papa com certeza serão os pontos altos da Jornada”, pontuou.

"Levar o nome da JM para o mundo”
 
Fabiano Alves de Souza, 24 anos, coordenador da JM no Regional Sul 2 (Espírito Santo) que ficará em Sevilha, de 11 a 15, na pré-jornada, disse que não teve uma preparação específica para ir à JMJ. Revelou, no entanto, que a vida da JM nas bases foi a melhor preparação para o evento.

"A melhor formação é aquela vivida na vida da JM nas bases”, afirmou. Durante o evento, segundo ele, terá a oportunidade única de “levar o nome da JM para o mundo” ao mesmo tempo em que ressaltou que “a experiência adquirida com outros carismas, o encontro com o papa e o contato com múltiplas culturas, que proporcionará um aprendizado que levará para a vida toda e para os membros da Juventude Missionária no Brasil”, garantiu.

A jovem mais experiente do grupo, a mineira de Ipatinga, Érica Júlia Ventura, 28 anos, vê no “sair e ir ao “encontro” as atividades fundamentais que ligam JMJ e Juventude Missionária. Durante o evento, “milhões de jovens saem de suas casas e encontram-se em um local até então desconhecido e que durante dias se torna nossa casa, nossa família, isso é missão. Também a presença do papa e a alegria de todos participantes e do país que recebe a JMJ”.

Participará ainda da JMJ em Madri, em nome da Juventude Missionária do Brasil, João Guilherme de Mello, da diocese de Ponta Grossa (PR); e Thais Helena Tarter e Angelica Bonomini, de Brusque (SC). Foram inscritos para o evento 13 mil brasileiros. Na última semana, a organização do evento divulgou a lista dos dez países com maior número de inscritos. O Brasil está entre os seis primeiros.


Fonte: POM - Brasil

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Sob as lonas pretas, mais uma criança Guarani Mbya morre sem ter vivido em sua terra

Finda a tarde do dia 13 de julho de 2011, RS- 040, Km 60, município de Capivari. Os Guarani Mbya, que vivem às margens daquela rodovia, recebem o corpo sem vida de Amilta, de apenas quatro anos de idade. A pequena Mbya não resistiu a uma pneumonia e faleceu às 11 horas da manhã do dia 12.

Os pais de Amilta, Rafael e Yolanda, não tendo uma Opy (casa de reza) para realizar os rituais sagrados do povo, levaram o corpo da filha para ser velado em um barraco improvisado, coberto com lona preta. Lá passaram toda a noite. O frio e a chuva foram companhias permanentes. As lonas, em estado precário, deixavam passar o vento e alguns pingos de chuva.


Não havia no acampamento velas e nem pety (fumo) para o petynguá (cachimbo) que são fundamentais em rituais fúnebres. Na manhã do dia 14, um carro funerário deveria fazer o translado do corpo da menina para a aldeia da Estiva, área do povo Guarani, com apenas sete hectares, que apesar de diminuta possui um cemitério.

Mas como fazer o enterro se os rituais não foram realizados? A comunidade decidiu que o enterro somente aconteceria no dia seguinte. Através da doação de pessoas solidárias, o fumo e as velas foram levados até o acampamento e a comunidade pôde iniciar os rituais para a pequena Amilta.

 Vivem no acampamento Capivari, à beira da rodovia, 10 famílias do povo Guarani Mbya. Não dispõem de água potável, energia elétrica, muito menos saneamento básico. Raramente recebem visita de equipes de saúde da Sesai (Secretaria Especial de Atenção à Saúde Indígena). Alegam falta de recursos e de combustível para prestar atendimento à comunidade. O acampamento situa-se a menos de 80 Km de Porto Alegre (capital do estado onde está localizada a sede da Sesai). Apesar da facilidade de acesso e geograficamente bem localizada, a comunidade é totalmente esquecido pelos órgãos de assistência.

O cacique da comunidade, Sr. Augusto, mora em Capivari há mais de 25 anos e afirma que a Funai conhece a história do acampamento e tem conhecimento das reivindicações da comunidade, mas nunca fez nada, além de promessas. Com uma fisionomia abatida, disse não acreditar mais nos juruá (brancos), porque eles apenas lançam as palavras, mas não cumprem com aquilo que prometem.

 A terra reivindicada já foi, por diversas vezes, objeto de estudos de antropólogos que comprovaram a tradicionalidade da ocupação Guarani na região. A Funai, ciente destes estudos, nunca realizou os encaminhamentos devidos, porque do outro lado da cerca está situada uma grande fazenda onde se cria gado e se cultiva arroz. Com essa atitude, os representantes do órgão indigenista continuam a manter na indigência as famílias Guarani.

 No Brasil, há décadas se denuncia a realidade de abandono dos povos indígenas e se reivindica urgência nas demarcações de terra, para assegurar, assim, a saúde, a dignidade, a sobrevivência destas populações. Mas apenas quando a situação se agrava, beirando o caos, é que o Poder Público se volta para as comunidades afetadas, com apenas medidas emergenciais que nunca se estabelecem como verdadeiras políticas duradouras em defesa da vida dos povos indígenas. Não há uma atuação planejada e contínua, capaz de dar solução aos graves problemas enfrentados pelos indígenas que vivem nos mais diversos estados brasileiros.

Acampamentos indígenas à beira de BRs

É cada vez mais evidente, no sul do país, a realidade de abandono e de omissão do Poder Público, e a situação das comunidades agrava-se a cada ano. A imagem de famílias indígenas acampadas à beira de rodovias já se tornou comum, e parece não surpreender.  Vale ressaltar que existem no Rio Grande do Sul gerações inteiras de Guarani que não conheceram outra realidade a não ser a vida em acampamentos “provisórios”. Registra-se, por exemplo, a existência de acampamentos que já existem há três décadas, sem que a Funai e os órgãos responsáveis tomem providências para resolver definitivamente o problema: a efetiva demarcação das terras tradicionais reivindicadas por este povo.

A situação vivida pelos Guarani no estado do Rio Grande do Sul, assemelha-se à passagem bíblica da luta de Davi contra Golias. De um lado, um povo indígena que tem o direito, assegurado no texto constitucional, de viver em suas terras, cuja tradicionalidade é incontestável e, de outro, os supostos “proprietários” dessas mesmas terras, representantes de um poder econômico privilegiado, o do agronegócio. Neste contexto, a posição do Poder Público tem sido a de proteger os interesses daqueles que são considerados “produtivos” e desejáveis para o desenvolvimento do estado e do país.

E a estratégia principal, colocada em curso há décadas, tem sido o descaso para com as reivindicações indígenas, a morosidade nos procedimentos de identificação e de demarcação de terras, a substituição de políticas de atenção à vida por ações emergências e assistencialistas. O que se verifica, nestas circunstâncias, é que o texto constitucional e os direitos nele resguardados ficam reféns de jogos de poder político e de interesses que ecoam nas esferas decisórias do governo federal.

O resultado disso é a inaceitável morte de crianças como Amilta, uma entre tantas outras vidas ceifadas prematuramente, uma entre tantas outras vítimas da omissão do Estado, da inoperância da Funai e do desrespeito aos direitos indígenas.

As responsabilidades e a omissão em números

A responsabilidade pelo luto vivido pelas famílias Guarani que choram a morte de Amilta, e pela violência cotidiana imposta a este povo, é do governo federal – na figura de sua representante maior, a presidenta Dilma Rousseff e do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que responde pelo ministério ao qual a Fundação Nacional do Índio está subordinada. Não há, por parte do governo, qualquer manifestação de compromisso concreto com os Guarani e nem qualquer tipo de ação que possa solucionar os graves problemas vividos no seu dia a dia. Aliás, o que se verifica é um injustificável descuido para com a causa indígena, e um exemplo concreto e incontestável são os dados da execução do Orçamento Geral da União relativos ao ano de 2011.

Orçamento Indigenista – 2011

R$ 785 milhões disponíveis.Em todo o primeiro semestre do ano foram liquidados apenas 25% deste total.

Examinando os dados disponíveis no portal do Senado Federal, pode-se verificar que não procede a alegação de falta de recursos para a demarcação das terras indígenas, uma vez que o Congresso Nacional autorizou a utilização de mais de R$ 21 milhões, dos quais o governo gastou menos de 28% até o momento. Sem falar em itens diretamente implicados com a proteção e promoção da saúde indígena, nos quais também se verifica uma execução orçamentária incompatível com o previsto. Na ação Proteção Social dos Povos Indígenas, o governo aplicou até o momento apenas 11,4% do montante autorizado; no item Estruturação de Unidades de Saúde foram aplicados irrisórios 0,14% dos recursos disponíveis; no item Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Indígenas, os recursos utilizados não chegam a 1% do previsto (0,82%); no item Promoção, Vigilância, Proteção e Recuperação da Saúde Indígena, somente 9,84% foram liquidados e, pior ainda, no item Saneamento Básico, nenhum centavo foi gasto até o momento.

Mais uma vez a objetividade dos dados quantitativos – que mostram o contingenciamento dos já escassos recursos destinados aos povos indígenas, não deixam margem a dúvidas: o governo coloca em curso uma política indigenista deficitária, que não parece ser resultado da incompetência de quem realiza a gestão, e sim resultado de uma intencional e deliberada política de privilegiar setores antiindígenas, especialmente aqueles ligados a obras desenvolvimentistas. 

A cruel realidade vivida pelos Guarani, no Rio Grande do Sul, está diretamente relacionada à não demarcação de seus territórios, agravada pelo fato de que sequer dispõem de pequenas porções de terra, como ocorre com povos de outras regiões do Brasil. Os Guarani são submetidos à desumana condição de acampados, tornando-se vítimas de doenças, com alto índice de mortalidade infantil, como também sofrem ameaças e violências diversas.

 Os acampamentos, as lonas, a falta de água potável, a falta de saneamento básico, a falta de vontade política e de coragem para garantir os direitos destes povos, marcam a atuação do governo brasileiro. Só podemos caracterizar este quadro, como uma prática de genocídio.

 Amilta morreu sem ter pisado sua terra. As terras do povo Guarani e de outros povos indígenas país afora, estão delimitadas por cercas, espaço de vida para o gado, para plantações de transgênicos, para plantações de cana-açúcar que enriquecem alguns poucos “heróis nacionais”.

Em seus quatro anos, a pequena Mbya experimentou a escassez de alimentos, o frio das noites debaixo de lonas pretas, pisou a terra fria e úmida da beira da estrada, muitas vezes alagada pelas chuvas. Isso foi o que esteve ao seu alcance, em sua curta vida. Que a morte dessa pequena Kuñai (menina) Guarani não seja apenas mais um número, na estatística da mortalidade infantil indígena. Que em memória dela, e de tantas outras crianças, sejam levados adiante os procedimentos de demarcação que podem assegurar uma terra mãe acolhedora para resguardar a vida deste Grande Povo!



Fonte: Roberto Antonio Liebgott - Vice-Presidente do Cimi e integrante da Equipe Porto Alegre
Local: Porto Alegre - RS

Missões do Paraguai na Jornada Mundial da Juventude

Exposição na paróquia de São Francisco de Borja de Madri

 A Companhia de Jesus e a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) trabalham juntas há meses em uma exposição sobre as Missões (ou Reduções) Jesuíticas do Paraguai. A mostra fala do passado e do presente, de como os jesuítas foram e são “enviados às fronteiras, sob o Pontífice Romano”.

As Missões Jesuíticas do Paraguai (1609-1769) foram assentamentos de índios guaranis promovidos pelos padres da Companhia de Jesus nas terras conquistadas por Portugal e Espanha, com o desejo de proteger sua identidade de pessoas e de vassalos da coroa.

Os povos indígenas que viviam de acordo com seu antigo costume, nos montes, em pequenos grupos, muito distantes entre si, reuniram-se por iniciativa dos jesuítas para formar assentamentos de cerca de cinco mil índios cada um.

As Missões eram verdadeiros povos “civilizados” que tinham organizada sua subsistência (agricultura, criação de gado, confecção de vestidos), organização social (prefeitura, corregedor, prefeitos, juízes) e cultural (educação, arquitetura, escultura, música, ciência), bem como sua espiritualidade (esses povos, considerados pelos conquistadores como selvagens, receberam a fé por meio dos missionários).

As Missões não foram originárias dos jesuítas, mas dos franciscanos. O que os jesuítas ofereceram foi uma especial sensibilidade com relação a muitos aspectos da cultura guarani, que trabalharam por defender e perpetuar e que se tornaram um eixo da concepção das Reduções.

As Missões têm um contexto complexo que, no percurso da exposição, se contempla com mais detalhe. Têm a ver com a encomenda, sistema colonizador que, com frequência, podia ser uma escravidão encoberta; e têm a ver com o forte desejo evangelizador de missionários e colaboradores que, no exercício da sua missão, nem sempre acertaram em respeitar a identidade guarani, mas sim em defender sua liberdade e dignidade, pois em muitas ocasiões as Reduções foram a única via de protegê-las.

Chegaram a existir trinta Missões dos povos guaranis, que se estenderam entre os rios Paraná e Uruguai, em um vasto território, que compreendia regiões que hoje fazem parte do Paraguai e também da Argentina (Corrientes, Misiones, Entre Ríos e parte das províncias de Chaco e Formosa); do Sul e Sudoeste do Brasil (Rio Grande, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul); do Sudeste da Bolívia e do Uruguai. Esta exposição, ainda que se refira a todas elas, se detém mais nas situadas no atual território paraguaio.

A Exposição

Há vários meses, a Companhia de Jesus e a JMJ estão trabalhando nesta exposição, que será uma das grandes mostras oferecidas aos jovens que estiverem em Madri em agosto.

Intitulada “As Missões Jesuíticas do Paraguai, uma aventura fascinante que perdura no tempo”, explicará como a paixão por transmitir a Boa Notícia de Jesus, que impulsionou os missionários jesuítas dos séculos XVII-XVIII, continua viva hoje na Companhia de Jesus e em toda a Igreja.

Os jesuítas foram e são enviados às fronteiras, “sob o Pontífice Romano”, como foram recentemente chamados por Bento XVI, em sua última Congregação Geral (2008). As Missões são consideradas um momento apaixonante do impulso missionário que gerou quase 160 anos (1609-1769) de uma fecunda evangelização entre o povo guarani.

A paróquia jesuíta de São Francisco de Borja sediará esta bela exposição. A origem da mostra deve ser buscada na organizada pelo Pe. Aldo Trento, da Fraternidade de São Carlos Borromeu e missionário no Paraguai, em Rimini (2009, Itália), organizado por Comunhão e Libertação. O cardeal arcebispo de Madri, Antonio María Rouco Varela, presente em Rimimi e admirado pela força testemunhal da mostra, desejou trazê-la para a JMJ.

Acolhe alguns elementos da Mostra de Rimini, mas a Companhia de Jesus assumiu grande parte da organização, introduzindo muitas novidades: nova disposição física, novos painéis e uma presença intensa jesuítica, tanto entre os guaranis (Paraguai), como entre os chiquitos e moxos (atual Bolívia).

Contaram com a ajuda dos jesuítas do Paraguai e da Embaixada do Paraguai em Madri. Seu desenvolvimento não teria sido possível tampouco sem o patrocínio da Fundação Endesa, que promove a pesquisa, cooperação para o desenvolvimento econômico-social e a defesa do meio ambiente, a iluminação de monumentos do patrimônio histórico-artístico e atividades culturais nas áreas em que desempenha sua atividade internacional, especialmente na América Latina.

O comissário da exposição, por parte da JMJ, é Faustino Giménez Arnau, e o diretor, pela Companhia, é o Pe. Enrique Climent SJ.

Fonte: Zenit

sexta-feira, 15 de julho de 2011

JMJ: presença da música das Missões Jesuíticas

Conferência multimídia de Luis Szarán, um dos maiores especialistas

A música das Reduções Jesuíticas da América, uma das maiores conquistas da missão jesuítica no “Novo Mundo”, será objeto de uma conferência de um dos maiores especialistas no tema, Luis Szarán, no contexto da exposição sobre “As Reduções Jesuíticas do Paraguai: uma aventura fascinante que perdura no tempo”. Esta iniciativa faz parte da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Madri.

A música teve um papel fundamental nas Missões Jesuíticas do Paraguai, pela especial sensibilidade e habilidade dos índios guaranis com relação a esta arte. Desde o começo, os jesuítas aproveitaram o valor evangelizador da música e do canto e os converteram em pilares da educação e da formação cristã dos índios.

Por este motivo, a música terá também um papel especial na mostra da JMJ, de 28 de julho a 9 de setembro, na igreja do Sagrado Coração de Madri.

Luis Szarán (http://www.luisszaran.org/) é diretor de orquestra, compositor e pesquisador musical. Dirige a Orquestra Sinfônica da cidade de Asunción (OSCA), no Paraguai, e a Orquestra de Câmara Philomusica de Asunción. É considerado o principal pesquisador da música das Reduções guaranis, a quem se deve o resgate e a revalorização de inúmeras peças musicais das Missões.

Em 15 de agosto, na apresentação oficial da exposição sobre as Reduções Jesuíticas na JMJ, ele dará uma conferência sobre a música nestas missões. O maestro paraguaio chega a Madri com uma orquestra de jovens de “Sonidos de la Tierra” (http://www.sonidosdelatierra.org.py/), um programa de inserção juvenil. Esta orquestra dará um concerto durante e depois da sua conferência.

O maior compositor da música interpretada nas Reduções foi o jesuíta italiano Domenico Zipoli (1688-1726) que, curiosamente, jamais pisou nas Reduções, pois morreu muito jovem em Córdoba (Argentina), em 1726. Seu estilo é típico da época, com o emprego do contraponto e diversos instrumentos típicos da música barroca. Uma das suas peças mais famosas é a “Missa de Santo Inácio”, interpretada ainda hoje em muitas Reduções no dia da festa do santo, em 31 de julho.

No dia 27 de julho, durante a inauguração da exposição, será oferecido um concerto desta Missa, a cargo deMatritum Cantat Coro y Orquesta, da Universidade Pontifícia Comillas, na igreja de São Francisco de Borja de Madri.

A música nas Reduções


Cada Redução teve seu coral e seus maestros de música, que tocavam vários instrumentos, como harpa, órgão, trompas, trompetas, fagotes e maracas. A música e o canto acompanhavam cada momento do dia: a Missa, a catequese, o trabalho no campo, a vida nos lares e a oração.

A fama das partituras e dos músicos guaranis foi conhecida não somente nas principais cidades da América do Sul, mas também na Europa, chegando aos ouvidos do Papa Bento XIV.

A liturgia da Missa nessas igrejas foi certamente muito rica, levando em consideração a grande variedade de arranjos polifônicos do Ordinário da Missa, que permite afirmar que, nas funções litúrgicas das Reduções, se empregava com certa preferência um coral polifônico e uma orquestra, como ocorre com a “Missa de Santo Inácio”, de Zipoli.

Fonte: Zenit

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O coração de uma garota de treze anos "abraça a missão"

 "Abraçar as missões com um pequeno coração" é o título do livro elaborado e impresso pela Pontifícia Obra da Infância Missionária na Polônia, que reúne poemas escritos por Paulina Walczyk (1990-2003), uma jovem garota que morreu aos 13 anos, rm 21 de março de 2003, que fazia parte da Infância Missionária. Apesar de estar muito doente, Paulina fazia parte da Pontifícia Obra da Infância Missionária e da Adoção Espiritual para as crianças ainda não nascidas, e foi também uma animadora missionária. Os poemas de Paulina Walczyk são dedicados à vida, a Deus, ao Ano Litúrgico, aos Santos (como São Maximiliano Kolbe, Santa Bernadete Soubirous), para as missões, os missionários, os pais. "Para todos os leitores os poemas da jovem Paulina Walczyk podem ser uma inspiração a amar com todo meu coração o trabalho missionário da Igreja", escreve ele na introdução Pe. Tomasz Atlas, Diretor Nacional das Pontifícias Obras Missionárias da Polônia. As ilustrações para a antologia foram preparadas pelas crianças do Grupo Missionário da escola primária Szczytno.

Fonte: Agência Fides
Local: Varsóvia - Polônia

Juventude Missionária de Madri é enviada para Burundi, África

Na noite da última terça-feira, 5, às 20h30, (15h30 horário de Brasília) um grupo de jovens recebem a cruz de envio missionário, em Madri, na Espanha. Trata-se de 17 jovens universitários e profissionais que passarão quase dois meses em Burundi, África, ajudando a levantar uma escola para crianças sem recursos.

Um dos jovens, organizador da experiência missionária, Inácio Amorós, deu início ao projeto há cinco anos, quando ainda tinha 20 anos de idade. Segundo ele, o projeto é fundamental para o crescimento cristão dos jovens.

O delegado episcopal para as missões na arquidiocese de Madri se encontra com os jovens e impõe a cruz em sinal de envio da Igreja Arquidiocesana de Madri para o cumprimento da importante tarefa na vida da Igreja que é ajudar os missionários em seu trabalho, tornando Cristo presente na África, nos lugares mais remotos e esquecidos.

Fonte: POM

terça-feira, 12 de julho de 2011

JMJ: o mundo em uma cidade

Embaixadores de 50 países colaboram com o evento
Os organizadores da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Madri tiveram sua terceira reunião formativa com representantes de mais 50 embaixadas acreditadas na capital. Transmitiram-lhes informação em primeira mão sobre os últimos detalhes da JMJ, a pouco mais de um mês da sua realização.

Representantes do Brasil, Cabo Verde, Croácia, Noruega, Gana, Islândia, Haiti e Tailândia, entre outros, assistiram a uma sessão informativa com os organizadores para contribuir para o melhor desenvolvimento da JMJ.

“Às vésperas deste encontro, agradeço-lhes pela colaboração. Seu papel é indiscutível neste evento, de caráter marcadamente internacional”, destacou Dom César Franco, coordenador geral da JMJ.

Já há mais de 440 mil inscritos na JMJ, de 182 países. Os 10 países com maior número de inscritos são: Itália, Espanha, França, Estados Unidos, Alemanha, Brasil, Portugal, México, Polônia e Argentina. Do continente africano, os países com mais jovens inscritos são África do Sul e Nigéria; da Ásia, Filipinas; e da Oceania, Austrália.

A internacionalidade da JMJ também se reflete no site oficial do evento, traduzido a 13 idiomas, e nos perfis oficiais no Facebook, que estão disponíveis em 13 línguas.

Segurança e hospedagem

Francisco Morales, responsável pela segurança da JMJ, sublinhou que “há uma colaboração muito estreita entre as administrações públicas e a JMJ, seguindo em todo momento suas diretrizes para ordenar o fluxo de peregrinos nos grandes atos e com um plano de autoproteção”.

Todos os peregrinos inscritos terão um seguro que cobrirá a atenção médica e a repatriação, se necessário. Morales destacou que “a organização tem uma especial preocupação pela segurança, sobretudo pela dos jovens”.

No aeroporto, haverá 10 pontos de informação para atender os peregrinos. As mochilas dos participantes serão distribuídas nos lugares de hospedagem e em IFEMA, para os que não tenham solicitado alojamento.

Além disso, disporão, como parte da sua inscrição, de abono de transporte para os dias do evento, vales-refeição e passe do peregrino, que lhes dará acesso aos principais atos da JMJ, às atividades culturais e entrada aos museus estatais e ao Patrimônio Nacional.

O mundo em uma cidade

Nos atos da JMJ, será muito palpável que este encontro tem sede em Madri, mas sobretudo é um encontro dos jovens do mundo inteiro.

O ato de boas-vindas a Bento XVI será na Porta de Alcalá e cinco jovens – um de cada continente – passarão por cada um dos arcos deste monumento.

Na via sacra, com 14 passos processionais de renomados escultores de toda a Espanha, o Papa estará acompanhado pela cruz da JMJ, que será levada por grupos de jovens de 14 países, com diferentes tipos de sofrimento por catástrofes naturais, fome ou doença.

E jovens de cada um dos continentes exporão a Bento XVI, durante a vigília de oração, suas dúvidas e inquietudes.

Fonte: Zenit

Paróquia no Tocantins realiza encontro com o tema: "Juventude Missionaria, Operação Jesus Cristo, eu Apoio"

Aconteceu nesse dia 02 de julho, na Lagoa da Confusão, Paroquia Nossa Senhora da Abadia- Prelazia de Cristalandia/TO o Encontro Paroquial da Juventude Missionaria, que tinha como tema "Juventude Missionaria, Operação Jesus Cristo, eu Apoio".

Pela manhã ouve momentos de oração refletindo sobre o Evangelho de Emaús e à tarde visitas à duas comunidades da Paroquia.

Fonte: Juventude missionária - Ulaine - Tocantins

Participe das atividades do Mutirão Brasileiro de Comunicação

No domingo, 10, foram encerradas as inscrições pelo site http://www.muticom.com para o 7º Mutirão Brasileiro de Comunicação que vai acontecer no Rio de Janeiro de 17 a 22 de julho. Mas quem não se inscreveu ainda terá a chance de participar. Durante o evento, nos dias 17 e 18, os interessados poderão fazer a inscrição, pessoalmente, no estande de credenciamento. Será mantida a taxa de R$ 80 e a escolha das oficinas ficará condicionada às vagas disponíveis.

As manhãs do Muticom serão dedicadas aos painéis temáticos, nos quais vão ser discutidos os caminhos e desafios da comunicação tanto na Igreja, quanto no mundo. Nesses painéis, está confirmada a presença do presidente do Conselho Pontifício de Comunicação Social, dom Claudio Maria Celli; do cineasta Cacá Diegues, do diretor da Central Globo de Comunicação, Luiz Erlanger; do jornalista e apresentador da Globo News, André Trigueiro; entre outros convidados.

À tarde, os inscritos poderão participar das oficinas técnicas, gerenciais ou pastorais, ministradas por professores da PUC-Rio e de instituições de todo o Brasil. Serão aulas práticas, com conteúdos pensados para melhorar a comunicação nas comunidades, em diferentes mídias. Além das oficinas, os Grupos de Trabalho serão espaços para discussões teóricas relacionadas à comunicação na Igreja.

E como oração e ação caminham juntas, as atividades do Muticom incluem Oração da Manhã, Angelus e Missa com Vésperas, além da Adoração ao Santíssimo Sacramento ao longo de todos os dias. A programação litúrgica será realizada na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, no próprio Campus da PUC-Rio.

Durante todo o evento, os participantes poderão visitar a Feira da Comunicação, com estandes de diferentes instituições. Na feira, no anfiteatro e em outros espaços do campus, diferentes atividades culturais acontecerão ao longo dos dias, com apresentações de artistas católicos e de MPB. O destaque desta edição do Muticom é a participação do cantor Jorge Vercillo e da Bateria da Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis.

Outro ponto alto do Muticom será a entrega dos prêmios da CNBB, transmitida ao vivo pela Rede Vida de Televisão. O evento terá a participação do padre Fábio de Melo, que irá entregar o prêmio Clara de Assis de Televisão e deve apresentar uma de suas músicas.

Fonte: CNBB