terça-feira, 21 de junho de 2011

Juventude Missionária do MA tem despertado para a universalidade missionária, aponta padre Marcelo Gualberto

Foi a vez de o Maranhão acolher o Encontro Estadual de Formação da Juventude Missionária (JM). Nos dias 17 a 19, o município de Bacabal sediou o evento no Centro Franciscano de Animação Missionária (Cefram) que contou com a participação 60 jovens, de cinco das 12 dioceses do Regional (Bacabal, São Luís, Brejo, Coroatá e Grajaú).

O objetivo do Encontro foi levar a Pontifícia Obra Propagação da Fé e Juventude Missionária ao conhecimento dos jovens, bem como articular sua implantação onde não há. O encontro foi assessorado pelo secretário nacional da Obra, padre Marcelo Gualberto.

“Os jovens do Maranhão estão animados. A JM no estado tem crescido muito, o que é um bom sinal. Uma coisa que pude perceber é que os jovens estão começando a criar esse sentido de universalidade missionária, pois eles têm consciência de que os grupos não devem ficar fechados em si, mas que deve ser voltado para o outro. Trata-se de um carisma próprio das Pontifícias Obras Missionárias está de fato se fixando naqueles que estão começando e é muito bom porque também é uma identidade, um carisma da JM”, destacou padre Gualberto.

Concorda com o secretário da JM, o jovem Paulo Renato, da diocese de Brejo. De acordo com ele, o carisma da Juventude Missionária tem por objetivo vivenciar a fé com os outros de maneira partilhada. "Atraiu-me na Juventude Missionária a abertura. Não é um grupo que se fecha em si, mas por meio dos outros vivencia o sentido universal, se alimenta e se torna uma fé vivenciada junto aos outros”, testemunhou o jovem.

O bispo de Bacabal, dom Armando Martin Gutierrez, acolhe a proposta da JM como atual e atraente para a juventude da atualidade. “É uma proposta bem concreta e atual para os jovens de nossa Igreja, hoje, principalmente no atual contexto da América Latina que procura vivenciar a Missão Continental”, sublinhou o bispo. Para ele, o descompromisso da juventude em viver mais o Evangelho e os ensinamentos de Cristo é em partes culpa da própria Igreja que não despertou em sua totalidade para projetos atraentes à juventude hoje.

“Os jovens ficam um pouco perdidos, mas é culpa nossa também que não temos proposta atraente e a JM vem dar uma resposta muito importante e atual”, disse. No Maranhão, ressaltou dom Armando, a Igreja está preocupada com o despertar da dimensão missionária. “Esses encontros, sobretudo da JM vem reforçar e animar esse desejo de viver o estado permanente de missão, sobretudo porque a juventude é a área mais carente para ser suscitada nesse sentido”. Há ainda, segundo ele, “uma discreta participação, mas temos melhorado com outras atividades missionárias como: Santas Missões Populares (SMP), Conselhos Missionários Regionais (Comires), e a observação da realidade da juventude que é muito carente”, concluiu o bispo de Bacabal.

Ainda no encontro houve bate-papo com os jovens, momento para que as dioceses se reunissem e se articularem para a agenda e encontros de fortalecimento da JM no Maranhão. Um arraial também organizado pelo Centro Franciscano Missionário possibilitou maior interação entre os participantes, bem como a partilha da cultura maranhense.

Fonte: POM

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Mesquitas, madrassas e igrejas não registradas serão proibidas a crianças e adolescentes

Deter a doutrinação do Islã radical de crianças e adolescentes: o objetivo da medida aprovada pela Câmara Baixa do Parlamento tadjique. Definida "lei sobre a responsabilidade dos pais", a lei, promovida pelo governo declara ilegal fazer as crianças participarem de lugares e assembléias de culto ou escolas religiosas não reconhecidas pelo Estado. O texto, para entrar em vigor, deve ser votado no Senado: fato que, segundo observadores, é uma formalidade para a grande maioria considerada pelo governo liderado pelo primeiro-ministro Okil Okilov. 

A lei prevê penas de até 12 anos de prisão para os fundadores de escolas religiosas não autorizados que doutrinam as crianças. Alguns líderes muçulmanos criticaram a lei, citando os princípios da liberdade religiosa, mas o governo explicou que "é uma medida necessária para evitar o radicalismo na sociedade". Alguns líderes cristãos expressaram dúvidas e insatisfação, definindo o texto como "bagunçado". "As igrejas e as organizações terão de pensar em como garantir o culto de toda a família, sem infligir a lei" nota num comunicado o grupo cristão evangélico "River of Life", que tem 2.500 fiéis. 

O texto estende o conceito de "responsabilidade parental" à educação e moralidade dos filhos, dizendo que é dever dos pais impedir que os jovens façam tatuagens, bebam álcool, fumem ou usem drogas, mas sem prever sanções para os pais. Recentemente, algumas ONGs locais relataram à Agência Fides que um número crescente de crianças tadjiques (especialmente os meninos de rua) são presas fáceis para os grupos extremistas islâmicos que as recrutam para transformá-las em "pequenos terroristas" (veja Fides 28/5/2011). No Tadjiquistão, segundo dados oficiais, cerca de 35% da população total (mais de 7 milhões de habitantes) é menor de 14 anos de idade e mais de 9.000 entre crianças e adolescentes vivem nas ruas. 

Segundo os observadores, no Tadjiquistão (95% da população muçulmana) o extremismo islâmico está sendo reorganizado: o Vale Rasht, área remota do Tadjiquistão oriental, é um reduto de grupos radicais.


Fonte: Agência Fides
Local: Duchambe - Tadjiquistão

sexta-feira, 17 de junho de 2011

A Pastoral Juvenil em Pequim

Para reforçar e coordenar melhor as atividades de evangelização, respondendo assim às exigências suscitadas pelo Ano da Evangelização dos Leigos promovido pela diocese, a Catedral de Pequim, dedicada ao Santíssimo Salvador (a chamada "Bei Tang"), deu vida a um Centro de Evangelização. De acordo com informações recolhidas pela agência Fides, essa nova estrutura de coordenação da evangelização compreende o grupo de catecismo, o grupo pré-batismal, o grupo pós-batismal, o coral de jovens, a Associação Católica de Jovens, o grupo de partilha da Sagrada Escritura para os jovens. Todos se encontram aos domingos à tarde ou na noite dos sábados, de acordo com as necessidades de trabalho dos membros.

Além disso, cada componente do Centro tem o seu site ou seu blog, para ampliar a comunicação e para unir em particular, os jovens, usando sua linguagem. O grupo de partilha da Sagrada Escritura para os jovens, fundado em abril de 2002, teve um grande sucesso na evangelização da juventude. Hoje é um dos grupos mais envolvidos na pastoral da catedral.
 

Fonte: Rádio Vaticano
Local:Pequim



   

O convite a promover a unidade entre o bispo e o seu clero, no discurso de Bento XVI a um grupo de bispos indianos

Santidade, amizade e harmonia entre o bispos e os seus padres como exemplo para que os fiéis vivam no novo mandamento do amor.

Esta foi a solicitação do Papa durante o encontro com um grupo de bispos da India que nestes dias efectuam a sua visita ad limina. Bento XVI chamou também a atenção dos bispos para as suas responsabilidades de ensinar, santificar e governar as igrejas locais. E encorajou os prelados indianos a continuarem a estar ao serviço da unidade, e guiados pelo exemplo a conduzirem o povo de que são pastores, para uma cada vez mais profunda comunhão, fraternidade e paz.

O Papa observou que os laços de amor fraterno e preocupação uns pelos outros, entre bispos e padres tornam-se a base para superar qualquer tensão que possa surgir e promoverão as condições mais propicias para o serviço ao povo de Deus, edificando-o espiritualmente e levando-o a conhecer o próprio valor e a assumir a própria dignidade de povo de Deus.

Bento XVI recomendou também aos bispos indianos que assegurem uma sólida formação humana, espiritual e teológica aos padres e religiosos.

"O contributo de todos os religiosos na missão da Igreja, o seu papel como protagonistas na evangelização através da oração, educação, saúde, caridade e outros formas de apostolado, irão fortalecer toda a comunidade eclesial, além de enriquecer a sociedade em geral" – frisou ainda Bento XVI no seu discurso aos bispos indianos.

O Papa manifestou a estima da Igreja inteira por todas as mulheres religiosas na Índia, que dão testemunho da santidade, vitalidade e esperança da Igreja indiana. "Elas oferecem as suas orações e realizam várias boas obras, muitas vezes escondidas, mas de grande valor para a construção do Reino de Deus" – disse ainda Bento XVI, convidando os bispos indianos a incentivarem as vocações religiosas e a doação das jovens a essa vida de amor a Deus e ao serviço dos irmãos.

Fonte: Rádio Vaticano

Células-tronco terão impacto cultural e social

Santa Sé promove um congresso sobre a biossociedade

Graças aos progressos científicos com as células-tronco adultas (stam cells), em um futuro próximo, prevê-se que a vida das pessoas poderá se prolongar notavelmente. O que isso suporá para os jovens, idosos, mas também para as pessoas hoje consideradas de meia-idade? Esta questão traz consequências políticas, sociais e principalmente antropológicas e culturais.

Para buscar respostas a tais interrogantes, o Conselho Pontifício para a Cultura convocou, de 9 a 11 de novembro, um congresso internacional com o título: “Células-tronco adultas: a ciência e o futuro do homem e da cultura”. O evento foi apresentado hoje na Sala de Imprensa do Vaticano.

Estiveram presentes na coletiva o cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura; o sacerdote Tomasz Trafny, diretor do departamento “Ciência e Fé” do mesmo Conselho; e a Dra. Robin L. Smith, presidente da empresa farmacêutica norte-americana NeoStem Inc, moderados pelo Pe. Federico Lombardi.

O interesse do Conselho Pontifício para a Cultura não é, portanto, particularmente de índole técnica, mas visa a explorar o impacto cultural da medicina regenerativa a médio e longo prazo.

Quem esclareceu este aspecto foi o Pe. Trafny, recordando que, segundo as previsões atuais, “nas próximas décadas, a medicina regenerativa terá um papel não somente relativo às patologias degenerativas”, mas também na potencialidade da medicina e na “percepção do ser humano no vasto contexto cultural, sujeito a fortes mudanças”.

Portanto, apresentam-se “muitas perguntas existenciais que requerem uma maior reflexão e compreensão”.

A parceria com a NeoStem Inc, portanto, baseia-se “na coincidência em valores éticos que estão no centro da proteção da vida humana em cada uma de suas etapas, e no impacto cultural que podem ter as novas descobertas científicas no campo da medicina regenerativa”.

Particularmente hoje, “não se dá por descontado que uma empresa biofarmacêutica tenha uma forte sensibilidade com relação à proteção da vida em sua totalidade, além de um interesse de pesquisa cultural”.

A conferência internacional conta com o apoio de outros dois dicastérios da Santa Sé: o Conselho Pontifício para a Pastoral no Campo da Saúde e a Academia Pontifícia para a Vida, sem excluir contribuições específicas da Academia Pontifícia para a Ciência.

A cúpula de novembro terá um caráter divulgador de alto perfil, sem por isso excluir os que não têm uma preparação específica médico-científica. Buscar-se-á, portanto, conferencistas capazes de empregar uma linguagem adequada, segundo explicou o Pe. Trafny.

Sobre as células-tronco adultas, serão ilustradas as aplicações clínicas que em alguns casos já trazem notáveis benefícios para os pacientes, assim como os desafios futuros do homem.

Os convidados são: bispos, embaixadores da Santa Sé, ministros da Saúde de diversos países, meios de comunicação, entre outros.

Dom Ravasi quis distinguir também que existe “uma diferença importante entre técnica e ciência”, visto que a primeira dá dados, instrumentos, enquanto que a ciência utiliza os dados produzidos em um contexto muito mais vasto, justamente o científico, e portanto conectado também ao cultural.

O fato de que o Vaticano colabore junto a uma entidade farmacêutica norte-americana não significa que queira desafiar a administração Obama e suas políticas de saúde, como sugeriu um jornalista, mas que quer aprofundar em um problema de índole científico-cultural, tendo em conta “que muitas companhias biofarmacêuticas centram-se no lucro e não estão interessadas em indagar se haverá também algum resultado no plano cultural”.

Depois da conferência de imprensa, em declarações a ZENIT, o Pe. Trafny disse que “se tentará enfrentar esta pesquisa específica sobre as células-tronco adultas, contextualizá-la, fazer entender que não é um protocolo investigativo tipicamente científico que fica circunscrito no âmbito de um laboratório, mas que criará aplicações clínicas e que terá um impacto social e cultural muito amplo nas próximas décadas”.

As perguntas lançadas pelo diretor do departamento “Ciência e Fé” são: “Como será a cultura existente dentro de dez ou vinte anos? Como veremos o homem quando o desenvolvimento científico for tão avançado que entrará na profundidade dos mecanismos biológicos?”.

Mas também “Como se haverá de dar assistência às pessoas que chegam ou talvez vivam mais de 100 anos, como assisti-las e dar-lhes sustentabilidade? Assim como outras incógnitas: se a sociedade for demasiado velha, qual será o balanço e relação entre jovens, bebês, adultos e anciãos? Estas serão – disse – as perguntas que hoje temos de nos fazer para poder respondê-las”.

Ele afirmou que a Igreja “não é contra a pesquisa científica que desejamos sustentar. Entretanto, queremos que os bispos, pastores, agentes pastorais não tenham medo dessas descobertas científicas, de modo que eles possam responder às perguntas que lhes serão feitas. Porque aparecerão perguntas de tipo existencialista, antropológico, e é bom explorá-las bem agora”.

O alargar-se da vida poderá alterar o próprio conceito da morte? “É claro – respondeu o diretor de “Ciência e Fé” – que as células-tronco servirão para reparar um tecido danificado de um órgão, mas a ideia de imortalidade é ficção científica. Ninguém é capaz de afirmar que a pluripotencialidade das células garantirá a imortalidade, ainda que esse pudesse ser o desejo de algum cientista. Mas não estamos preocupados com essa visão”.


Fonte:Zenit

Conferência internacional debate luta pela paz e soberania dos povos

Será realizada a partir de hoje e de amanhã, dia 18, na cidade brasileira de São Paulo, a Conferência Internacional "A integração latino-americana e a luta pela paz”, organizada pelo Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz). O evento se inscreve no marco da campanha "América Latina é de Paz — Fora Bases Militares Estrangeiras”, lançada em 2009.

Em quatro mesas de discussões, palestrantes do Brasil, Cuba, Venezuela, Vietnã, Argentina, Peru, Colômbia, Porto Rico, Honduras, Palestina e Síria debaterão junto aos participantes como fortalecer a cultura de paz em um mundo militarizado, analisando as ameaças à paz no Atlântico Sul, a política dos Estados Unidos na América Latina e como os povos resistem às agressões militaristas.

"Discutir desafios e obstáculos que pairam contra a soberania dos povos, promovidos pelos Estados Unidos e os países europeus que compõem a Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte], são o nosso foco, buscando construir a América Latina como um continente de paz”, explica a presidente do Cebrapaz, Socorro Gomes.

Como exemplos de ataques militaristas, Socorro, que participa da mesa de abertura da conferência, cita o recente Golpe de Estado de Honduras, ocorrido em 2009, e atentados contra a soberania da Venezuela, Bolívia e Equador. O militarismo também atinge a Líbia, Síria, Irã e Paquistão.

Ela afirma que o atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não representou uma ruptura com a gestão anterior, de George Bush, e segue promovendo guerras.

"Com Obama, em essência, nada mudou na política imperialista de agressão aos povos. Ele continua espalhando terror na América Latina e no restante do mundo. Assumiu a guerra de Bush e faz outras. Agora tenta redesenhar o Oriente Médio, colocando no poder governos submissos aos EUA”, esclareceu.

De acordo com a presidente, a potência comandada por Obama mantém mais de 800 bases militares em todo o planeta. Apenas no Japão, um país pequeno, são 130 bases estadunidenses. Na América Latina há dezenas – dez somente na Colômbia e outras em Honduras e Panamá.

Para superar o militarismo, Socorro aponta a luta pela soberania dos povos que, no caso da América Latina, se liga à integração do continente, fortalecendo os países. "A paz pressupõe soberania dos povos e respeito, ela é indissociável da luta contra a invasão, pelo desmantelamento da Otan, pela destruição das armas de destruição em massa, e essa luta é ligada à denúncia dos promotores da guerra”, enfatizou.

Ela assinalou ainda que a implantação de bases militares tem motivação financeira. "O que eles querem é saquear nossos recursos, porque o interesse com as bases militares é controlar a diversidade biológica e a riqueza energética, como o petróleo do pré-sal”, explicou.

Apesar da forte presença do militarismo, há resistências, que serão apresentadas durante a conferência como troca de experiências. "Israel aplica uma política genocida e de colonato. O povo palestino é tão sofrido, é um povo que não tem direito à terra, ao território. E continuam resistindo. Também os povos do Iraque resistem. Na América Latina, os povos reagiram à ideia de fazer daqui o quintal dos EUA”, citou.

A Conferência Internacional "A integração latino-americana e a luta pela paz” ocorrerá no Hotel San Raphael, que fica no Largo do Arouche, 150, São Paulo. Para se inscrever no evento, acesse o link http://cebrapaz.org.br/site/ficha.html.

Fonte: Adital - Adital - Camila Queiroz

Juventude indígena em situação de risco

A violência relacionada com os povos indígenas no Brasil é um tema recorrente nos estudos e avaliações sobre a situação dos direitos humanos no país. A academia também tem abordado o assunto a partir de diferentes perspectivas, especialmente, as ciências sociais e a saúde pública.

São formas de violência contra os povos indígenas, entre outras, a violência física, a violência psicológica, a violência sexual, a espoliação patrimonial, a dominação política e a violência institucional.

De todas as situações de violência multifacetada vivida pelos indígenas no país, a mais dramática é sem sombra de dúvidas a dos Guarani no estado do Mato Grosso do Sul.

O estudo, Mapa da Violência 2011 – Os Jovens do Brasil, realizado com o apoio do Ministério da Justiça e lançado em fevereiro passado, embora não focado especificamente nos povos indígenas, dá uma contribuição importante para o debate sobre a situação desses em relação à questão da violência e suas causas.

No tocante a morte por suicídio, o estudo encontrou índices exageradamente elevados em um conjunto municípios, que têm um fato em comum: a totalidade ou a maior parte dos suicídios aconteceram nas populações indígenas, principalmente entre os jovens.

Em 2008, dos 17 suicídios que aconteceram em Amambai (MS), 15 foram de indígenas, sendo 9 suicídios juvenis. Em Dourados, também no Mato Grosso do Sul, foram registrados nesse ano 25 suicídios, sendo 13 de indígenas, dos quais 8 de jovens.

No estado do Amazonas, se destaca o município de São Gabriel da Cachoeira, onde em 2008 aconteceram 9 suicídios, todos de pessoas identificadas como indígenas, das quais 7 situados na faixa etária jovem. Tabatinga vem na sequência com 14 suicídios, sendo 9 indígenas, dos quais 5 juvenis.

Em 2009, foram registrados casos de suicídios indígenas em 12 das 27 UFs. Dessas, quatro se destacam com mais de um caso: Mato Grosso do Sul, com 54; Amazonas, com 27; Roraima, com 9; e São Paulo, com 2.

Mato Grosso do Sul e Amazonas juntas concentraram 81% do total nacional de suicídios indígenas registrados.

Estimativas realizadas a partir de dados de população da Funai e do número de suicídios indígenas registrados pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, a taxa nacional de suicídios indígenas chegaria a 20 para cada 100 mil indivíduos (quatro vezes a média nacional).

Nos dois estados onde foram registrados 81% dos suicídios indígenas, as taxas de suicídio adquirem proporções trágicas: o Amazonas apresenta uma taxa de 32,2 suicídios por cada 100 mil indígenas (seis vezes a média nacional); e o Mato Grosso do Sul uma taxa de 166 suicídios por cada 100 mil indígenas (mais de 34 vezes a média nacional).

Tomando especificamente a população indígena jovem, as taxas alcançaram a esfera do absurdo, sem comparação no contexto internacional: 101 suicídios para 100 mil indígenas no Amazonas; e 446 para igual valor no estado do Mato Grosso do Sul.

Desta foram, entendemos ser necessário e urgente uma rápida revisão das políticas e ações implementadas, especialmente no Mato Grosso do Sul, onde ao longo dos últimos oito anos foi aportada parcela significativa de recursos federal, estadual e de agencias do Sistema Nações Unidas, entre outros.

Não basta distribuição de cestas básicas. Enquanto o direito a terra não estiver solucionado, especialmente no Cone Sul do MS, onde estão os municípios com maior concentração indígena e onde a violência alcança índices alarmantes, dificilmente o quadro de violência ai registrado será diferente nos próximos quatro anos.


Fonte: Adital - Ricardo Verdum - Doutor em Antropologia Social pela Universidade de Brasília (UnB). Assessor do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc)

Jovens da Resistência Popular realizam ato pelo Dia do Estudante

Ontem, quinta-feira (16), Honduras celebrou o Dia do Estudante. Mais do que de comemoração, a data é de luta para as frentes estudantis, organizadas na Frente Nacional de Resistência Popular (FNRP), no Bloco Popular e no Movimento Político Morazán Vive. Uma grande mobilização sairá de vários pontos da capital,Tegucigalpa,para terminar em um ato político na Praça Central da cidade.

A proposta do movimento é demonstrar o grau de organização que alcançou as juventudes do país. A conjuntura de Honduras é de instabilidade, depois do golpe de Estado de 28 de junho de 2009, que depôs o presidente Manuel Zelaya. A partir do golpe, formou-se uma grande resistência nacional de luta por um país mais justo e igualitário. Os estudantes querem destacar o papel exercido pelos jovens nessa realidade e reivindicar seus direitos à educação.

No ato, as juventudes apresentarão um comunicado, no qual expressarão sua posição ante o atual momento político do país. Essa postura será a seguida na Assembleia Nacional Extraordinária da Frente Nacional de Resistência Popular do próximo dia 26 de junho.

Atualmente, depois do retorno do ex-presidente Zelaya (no último 28 de maio) a Honduras, a FNRP recolhe assinaturas parapedir sua inscrição ante o Tribunal Supremo Eleitoral e participar democraticamente dos processos políticos eleitorais de Honduras. O objetivo é que o poder seja retomado pela resistência.

Ao fim do ato político, os jovens se mobilizarão até a PraçaLa Mercedem um gesto de apoio solidário aos professores que estão em greve de fome, em protesto pela ilegal suspensão deles das atividades de trabalho. Eles foram suspensos por participar de um protesto pela melhoria da educação no país. Os professores exigem a reintegração trabalhista, e também o compromisso do regime de Porfirio Lobo para solucionar a atual crise educativa.

Fonte: Adital - Camila Maciel

Dia do Migrante

Este domingo, por anteceder ao dia vinte de junho, é o Dia Nacional do Migrante, segundo o calendário pastoral da CNBB.

Isto significa que a Igreja faz questão de colocar a realidade migratória no contexto do domingo, dia destinado à celebração do mistério cristão. Colocado o domingo como referência, fica fácil ampliá-la para uma semana, como de fato se tornou tradição do Serviço Pastoral dos Migrantes, incumbido pela CNBB para acompanhar de perto os problemas vividos pelos migrantes em nosso país, nos diversos contextos em que se encontram. Em cada ano, precedendo o dia 20 de junho, se realiza a "Semana do Migrante”.

Quando a celebração é de um dia só, a data se limita a ser uma efeméride vazia, como existe dia para tudo no calendário da ONU! Mas quando se propõe uma semana, é para encarar a realidade com mais atenção, entender o que ela nos diz, e tomar as providências que ela nos sugere.

Que a realidade migratória é complexa se comprova pelo fato da própria bíblia ter assumido um paradigma migratório como sujeito representativo da humanidade. Seja individualmente, na pessoa de Abraão. "Meu pai era um arameu errante”, diz o livro do Deuteronômio (26,5). Seja coletivamente, na experiência do povo de Israel, que forjou sua identidade nacional na experiência da penosa e longa migração através do deserto, saindo da escravidão do Egito, em busca de sua libertação humana e espiritual.

A realidade migratória acaba expressando a problemática humana, que perdura ao longo da história.

Entre tantas facetas do problema migratório, sempre inquietou uma contradição que perdura e se acentua cada vez mais. No mundo globalizado de hoje, o sistema econômico mundial faz questão de defender, e de exigir, a absoluta liberdade de migração dos capitais, enquanto forja obstáculos cada vez maiores para impedir a migração dos trabalhadores.

Não é nenhuma indiscrição perguntar por que. Pois se temos o dever de dar a razão de nossas esperanças, como São Pedro nos anima a fazer, temos também o direito de saber as razões de nossas desgraças.

Olhando a grande facilidade que tem hoje o capital, sobretudo o financeiro, de buscar as aplicações que mais lhe garantam dividendos, seja onde for, em qualquer bolsa de valores ou em qualquer banco do mundo, compreendemos que ele se move na busca do lucro maior que ele pode auferir. Assim, a grande migração de capitais especulativos, tem a cândida e evidente razão do lucro, que os move e direciona.

Ao passo que a tenaz, e cada vez mais sofisticada política de coibir os fluxos migratórios humanos, se entende a partir do objetivo de impedir que mais pessoas venham auferir as vantagens do sistema econômico globalizado.

Assim, no topo da globalização, encontramos a mesma tensão das origens do capitalismo: quanto menos se remunera o trabalho, mais dividendos sobram para o capital. Estamos ainda no mesmo mundo.

Com uma diferença a ser advertida com seriedade. Tempos atrás os prejudicados eram os trabalhadores, considerados singularmente. Agora os prejudicados podem ser os países. Pois com a mesma facilidade com que vêm, os capitais podem sair de um determinado país, quando eles não têm vais vantagens de lá permanecer. Este cenário começa a se desenhar quando se verifica uma forte tendência à desnacionalização da indústria, e também da agricultura, e em estágio mais grave quando se acentua o processo de desindustrialização de um determinado país.

É muito conveniente que o Governo comece a fazer as contas, para verificar a quantas anda nossa dependência externa, e em que medida se acentua o processo de desindustrialização do Brasil.

Assim, os migrantes continuam cumprindo sua saga, mas também seu indispensável serviço de alerta sobre os rumos da humanidade. Eles continuam testemunhando que o mundo ainda não entrou nos eixos da fraternidade.


Fonte: Adital - dom Demétrio Valentini -Bispo de Jales (SP) e Presidente da Cáritas Brasileira

Mais de 2 mil crianças no Congresso da Infância Missionária de Czestochowa

 "Não tenhais medo de ser santos": esta expressão do Beato João Paulo II foi o tema do II Congresso da Infância Missionária da Arquidiocese de Czestochowa, realizado em 14 de junho no Santuário de Nossa Senhora do Rosário, em Myszków Mrzyglód (veja Fides 26/05/2011), que contou com a participação de mais de duas mil crianças e jovens missionários que fazem parte da Infância Missionária. Segundo informações recebidas pela Agência Fides, o Congresso contou com a presença de todos os líderes da Pontifícias Obras Missionárias da Arquidiocese, junto com o Diretor Diocesano, Pe. Jacek Gancarek, e Pe. Bogdan Michalski, secretário nacional da Pontifícia Obra para a Propagação da Fé e da Pontifícia Obra de São Pedro Apóstolo.

A missa de ação de graças pela beatificação de João Paulo II foi presidida pelo Arcebispo de Czestochowa, Dom Stanislaw Nowak. Concelebraram sacerdotes missionários no Equador, Camarões, Oceania e Papua Nova Guiné. A liturgia foi animada pelo grupo musical "Promyczki dobra" ("Raios de bondade"). Em sua homilia, Dom Nowak disse que "os missionários têm um papel importante na proclamação do Evangelho, e muitas vezes também oferecem suas vidas pelo Evangelho de Cristo". O arcebispo pediu às crianças para que rezem sempre pelos missionários, porque "com as suas orações vocês se tornam pequenos missionários". 

Durante o Congresso foi apresentada a catequese missionária sobre o tema "Com João Paulo II aprendemos a ser santos", e foi inaugurada uma exposição dedicada às missões da Igreja. O primeiro Congresso Infância Missionária da Arquidiocese de Czestochowa realizou-se em 1999.

Fonte: Agência Fides
Local: Czestochowa - Polônia

Coletiva de imprensa hoje com a Presidência da CNBB

A Presidência da CNBB recebe a imprensa hoje, às 11, para uma coletiva. Os bispos apresentarão aos jornalistas duas notas emitidas pelo Conselho Permanente da entidade, reunido desde quarta-feira, 15, em Brasília. Falarão, ainda, de outros assuntos discutidos pelos bispos.

A primeira nota apresenta a posição da CNBB sobre o novo Código Florestal, em tramitação no Senado Federal. A segunda nota condena a violência e os assassinatos ocorridos na última semana no norte do país.

Durante a reunião, os bispos elegeram os membros que farão parte das 12 Comissões Episcopais Pastorais cujos presidentes foram eleitos na Assembleia Geral da CNBB, há um mês. O Conselho escolheu também bispos para outras Comissões da CNBB e  tomou conhecimento dos nomes dos assessores para o quadriênio 2011-2015.

O Conselho Permanente é composto pela Presidência da CNBB, pelos presidentes das 12 Comissões Pastorais e pelos representantes dos 17 Regionais da CNBB, num total de 31 bispos. O Conselho se reúne, ordinariamente, três vezes ao ano. A próxima reunião será em outubro.

Hoje, pela manhã, houve missa presidida pelo secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner. Esta é a primeira reunião do novo Conselho, eleito para um mandato de quatro anos.

Fonte: CNBB

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Santa Sé pede ações concretas em defesa das mulheres

A violência contra a mulher continua a ser um grave problema em muitos países do mundo, e, para mudar esta situação, um dos melhores instrumentos é a educação. A reflexão foi apresentada pelo observador permanente da Santa Sé, dom Silvano Tomasi, na 17ª Sessão do Conselho para os Direitos Humanos da ONU, que em andamento em Genebra, na sessão dedicada à mulher.

Entre as várias agressões, citou-se o estupro como arma de guerra, o tráfico de meninas, os abusos contra empregadas domésticas, os sequestros e conversões forçadas, casamentos e abortos obrigados.

Dom Tomasi recordou palavras do papa Bento XVI: “mesmo que a violência seja mais frequente onde há pobreza e instabilidade social, devemos reconhecer que alguns sistemas legais e tradições ainda a toleram: Em alguns lugares e culturas, elas são discriminadas ou subestimadas só por serem mulheres”.

“Diante de fenômenos graves e persistentes, os cristãos têm um compromisso cada vez mais urgente em promover uma cultura que reconheça a dignidade que pertence às mulheres, na lei e na realidade concreta”, disse o representante da Santa Sé.

Para prevenir esse tipo de violência, dom Tomasi sugeriu a instauração de melhorias no nível de vida e o acesso à educação. Neste sentido, recordou o ensinamento da Igreja sobre a “igualdade de dignidade na unidade de homem e mulher, na arraigada e profunda diversidade entre o masculino e o feminino, em sua vocação à reciprocidade e à complementariedade, à colaboração e à comunhão”.

“Minha delegação considera que é possível melhorar a situação das mulheres e lutar contra o flagelo da violência, construir uma igualdade criativa e um respeito mútuo que previnam todo recurso à violência”, concluiu o observador.

Segundo pesquisa realizada pela instituição internacional de apoio às mulheres, Thomson Reuters Foundation, o Afeganistão é o lugar mais perigoso para uma mulher no mundo. De acordo com dados da pesquisa, divulgada ontem, 15, além do Afeganistão, os outros quatro países que mais desrespeitam as mulheres são: Congo (mais de 400 mil são violentadas no país a cada ano), Paquistão (onde, por questões culturais e religiosas, são recorrentes as “punições” às mulheres por “crimes de honra”), pela Índia (com números alarmantes de tráfico de mulheres) e pela Somália (com uma série de ameaça, como alta mortalidade durante a gravidez, estupros e mutilação feminina).


Fonte: CNBB

CNBB promove o 8º Encontro Nacional de Arquitetura e Arte Sacra

A cidade de Recife (PE) acolherá o 8º Encontro Nacional de Arquitetura e Arte Sacra, nos dias 17 a 20 de agosto. O evento é promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia, Setor Arte Sacra, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Segundo os organizadores do evento, os Encontros Nacionais de Arquitetura e Arte Sacra destinam-se a todos os envolvidos em reformas e construções de igrejas que desejam aprofundar a relação entre liturgia, arquitetura e arte.

O tema central do encontro é “O sagrado e o mistério”, que será trabalhado pelo Teólogo e professor do Centro de Estudos Superiores da Companhia de Jesus (MG), padre João Batista Libânio. Haverá também palestras sobre “A fonte batismal”, com o professor da Universidade Católica de Pernambuco (PE), padre Jacques Trudel; “Arquitetura religiosa em Portugal”, com o arquiteto e professor da Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa, Bernardo Pizarro Miranda e “O espaço sagrado na poesia brasileira”, com o Filósofo e professor da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Luciano Costa Santos.

O interessado em apresentar seus trabalhos no 8º Encontro Nacional de Arquitetura e Arte Sacra terá a oportunidade de fazê-lo numa mostra organizada paralela ao evento. Esses trabalhos devem ser impressos em banners, em formato e layouts definidos pela organização do Encontro. Para saber como participar acesse o site do Encontro, no endereço www.espacoliturgico2011.wordpress.com.

Caso deseje participar da mostra mande um e-mail para Maria Inês, no e-mail: arq.mariaines@gmail.com Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. até o dia 15 de julho.

Fonte: CNBB

Juventude será o tema da Campanha da Fraternidade de 2013!

Fraternidade e Juventude. Este será o tema da Campanha da Fraternidade de 2013. A escolha foi feita hoje, 15, pelo Conselho Episcopal Pastoral, que está reunido desde ontem na sede da CNBB.

O tema foi proposto pelo Setor Juventude da CNBB, que recolheu cerca de 300 mil assinaturas junto aos jovens do Brasil. O lema será escolhido na próxima reunião do Consep.

O Setor da Mobilidade Humana da CNBB apresentou e defendeu o tema do tráfico de pessoa humana e o trabalho escravo. Outros temas foram apresentados, mas não receberam votos.

Esta será a segunda Campanha da Fraternidade sobre a Juventude. A primeira foi realizada em 1992 com o lema “Juventude, caminho aberto”.

A escolha dos temas da Campanha da Fraternidade é feita com antecedência de dois anos.

Fonte: CNBB

Jovens Missionários, anunciadores da esperança

Um mês já se passou da Beatificação de João Paulo II, mas gostaria de rever com vocês algumas palavras que como missionário da juventude nos convida a refletir.

Hoje penetra no inconsciente coletivo da juventude uma incerteza na esperança, ainda mais quando vemos realidades juvenis trágicas, o assassino em realengo no Rio é aí uma ponta do aiceberg, muitos jovens sem esperança por vários motivos perdem a vida ou tira de outros.

Em 1985 João Paulo II nos convida a ter esperança em nossa juventude.

“Estai sempre prontos para uma resposta vitoriosa a todo aquele que vos perguntar acerca da esperança que vos anima.”

São estes os votos que faço, pensando em vós, jovens, desde o início do ano corrente. Este ano de 1985 foi proclamado pela Organização das Nações Unidas o Ano Internacional da Juventude; e este fato reveste-se de múltiplo significado antes de tudo para vós mesmos; mas igualmente para todas as gerações, para toda a sociedade. (...)

Dado que o homem é o caminho fundamental da Igreja, caminho da sua vida e experiência quotidianas, assim se compreende bem por que é que a mesma Igreja atribui uma importância especial ao período da juventude; trata-se de uma etapa-chave na vida de todos os homens. Vós, jovens, encarnais precisamente esta juventude: sois a juventude das nações e das sociedades, a juventude de todas as famílias e da humanidade inteira; vós sois também a juventude da Igreja. Todos, temos o olhar voltado na vossa direção, uma vez que todos nós, em certo sentido, nos tornamos continuamente jovens, graças a vós. E por isso a juventude não é somente coisa própria vossa, propriedade pessoal ou de uma geração: Ela faz parte do conjunto daquele espaço que cada um dos homens percorre no itinerário da sua vida e, ao mesmo tempo, é um bem especial de todos. É um bem da própria humanidade.

Em vós está a esperança, uma vez que vós pertenceis ao futuro, como o futuro a vós pertence. Com efeito, a esperança está sempre ligada ao futuro, é o anelo pelos “bens vindouros”. Como virtude cristã ela anda unida à expectativa daqueles bens eternos que Deus prometeu ao homem em Jesus Cristo. E simultaneamente esta esperança, como virtude a um tempo cristã e humana, é expectativa dos bens que o homem tornará realidade, utilizando os talentos que lhe foram dados pela Providência.

É neste sentido que a vós, jovens, pertence o futuro, como pertenceu, alguma vez, à geração dos adultos e exatamente juntos com eles se tornou atualidade. Desta atualidade, das suas múltiplas formas e da sua configuração, em primeiro lugar são responsáveis os adultos. A vós cabe a responsabilidade daquilo que um dia se tornará atual juntamente convosco e que, agora, ainda é futuro.

Quando dizemos que o futuro vos pertence, nós pensamos com categorias da transitoriedade própria do homem, cuja vida é sempre uma passagem no sentido futuro. Quando dizemos que o futuro depende de vós, pensamos com categorias éticas, segundo as exigências da responsabilidade moral, que nos impõe atribuir ao homem como pessoa – e às comunidades e sociedades que são compostas de pessoas – o valor fundamental dos atos, dos projetos, das iniciativas e das intenções humanas.

Esta dimensão é também a dimensão característica da esperança cristã e humana. E é segundo esta dimensão que o primeiro e principal voto, que a Igreja pela minha boca vos dirige, a vós jovens, no decorrer do Ano dedicado à Juventude é este: “estai sempre prontos para uma resposta vitoriosa a todo aquele que vos pergunta acerca da esperança que vos anima.” (Introdução da Carta apostólica do papa João Paulo II aos jovens e às jovens por ocasião do Ano Internacional da Juventude)

Portanto, peçamos a intercessão do Beato João Paulo II por toda nossa juventude e de modo especial a juventude missionária, para que o seu diferencial possa realmente ser o anúncio da esperança a outros jovens, aos jovens que estão na margem da sociedade fazendo-os acreditar que é possível viver uma juventude sadia, assim estaremos sendo solidários como missionários que somos.

Pe. Marcelo Gualberto
Secretário Nacional da Obra da Propagação da Fé

Fonte:  Revista Missões - Junho/2011