sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Uma Feira Missionária para explicar o DOMUND

Em preparação para o Dia Mundial das Missões (Domund) que se celebra neste mês, na Arquidiocese de Cochabamba se realiza a partir do dia 14 de outubro, a "Feira Missionária", promovida pelas Pontifícias Obras Missionárias desta jurisdição. O diretor diocesano das POM de Cochabamba, Pe. Marcelo Ramirez, informou a Agência Fides que a atividade será desenvolvida em três áreas da arquidiocese: Valle Alto Cliza, Auspicio na Plaza Colon e Valle Bajo Quillacollo. "O objetivo é explicar ao povo através de dinâmicas, músicas, orações e teatro o significado e o serviço prestado pelas Pontifícias Obras Missionárias", frisa Pe. Ramirez.
A Bolívia se prepara para o Dia Mundial das Missões com congressos missionários no âmbito regional a fim de estruturar melhor a sua representação para o Congresso Missionário Americano (CAM 4) e aprofundar a proposta da Conferência Episcopal Boliviana feita ao Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM): propor a Bolívia como sede do Congresso Missionário Americano (CAM 5) previsto para 2017.

Fonte: Agência Fides
Local: Cochabamba - Bolívia

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Mais de 140 projetos já contam com o apoio do Fundo Nacional de Solidariedade

Realizada no dia 27 de setembro, a terceira reunião do Conselho Gestor do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) aprovou mais 57 experiências de todo Brasil. Ao todo, 142 projetos sociais já contam com os recursos do Fundo, sendo 37 aprovados na primeira reunião e 48 na segunda.

Resultado do gesto concreto da Campanha da Fraternidade (CF), promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o FNS 2012 apoia projetos sociais em todo país, cujos trabalhos estejam relacionados com o tema da CF deste ano “Fraternidade e Saúde Pública”.

A próxima reunião do Conselho Gestor do FNS ocorre no dia 29 de novembro e a Cáritas Brasileira receberá projetos interessados em acessar o fundo até o dia 14 do mesmo mês.

Em 2011, o FNS apoiou 320 projetos nas áreas de formação e capacitação (115 projetos), mobilização para a conquista e efetivação dos direitos (76 projetos) e superação de vulnerabilidade econômica e geração de renda (129 projetos).

Conselho Gestor do Fundo Nacional de Solidariedade

Dom Leonardo Ulrich Steiner (Secretário Geral da CNBB);
Dom Guilherme Werlang (Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e a Paz);
Francisco Julho (Ecônomo da CNBB);
Maria Cristina dos Anjos (Diretora-Executiva da Cáritas Brasileira);
Padre Ari Antônio dos Reis (Assessor da Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e a Paz);
Padre Luiz Carlos Dias (Secretário Executivo da Campanha da Fraternidade e de Evangelização);
Padre Nelito Nonato Dornelas (Representante da Comissão do Mutirão para a Superação da Miséria e da Fome);
Padre Nélson Rosseli Filho (Representante dos Regionais da CNBB)

Fonte: CNBB

Videoconferência apresenta panorama da Jornada Mundial da Juventude

As cidades de Roma e do Rio de Janeiro estiveram unidas através de uma videoconferência, realizada nesta terça-feira, 2 de outubro, entre o Pontifício Conselho para Leigos (PCL) e o Comitê Organizador Local (COL) da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013.

“Tivemos uma visão panorâmica de todo esse gigantesco evento. Parabéns pelo que vocês já fizeram. Não esqueçam e que a Jornada não é somente uma obra humana, é o Espírito Santo quem a conduz. Essa é a nossa esperança e confiança. Coragem, amigos, nós estamos com vocês”, motivou o presidente do PCL, cardeal Stanislaw Rilko.

De Roma, participaram o padre Eric Jacquinet, responsável pela Seção Jovem do Vaticano, além de outros membros da comissão do Pontifício Conselho para Leigos. Na sede da arquidiocese estavam presentes o arcebispo do Rio de Janeiro e presidente do COL, dom Orani João Tempesta, os bispos auxiliares do Rio, os vigários episcopais e diretores do COL.

“Nós estamos trabalhando para servir bem à Igreja. Continuaremos confiando na providência e na graça de Deus, para que os jovens sejam discípulos de Cristo pelo mundo afora”, afirmou dom Orani.

Segundo o coordenador geral da JMJ Rio 2013, monsenhor Joel Portella Amado, a reunião faz parte de um processo de encontros contínuos necessários para a revisão de vários aspectos importantes para a realização da Jornada.

“Detalhamos o passo a passo dos Atos Centrais da Jornada: missa de abertura, boas vindas ao Papa, Via-Sacra, vigília e missa de envio. Confirmamos que estamos no caminho certo. Depois, tratamos de assuntos práticos, como a distribuição da alimentação, hospedagem para peregrinos, acolhimento dos bispos, vistos, ingresso no Brasil, credenciamento e tudo o que ainda precisa ser resolvido até o final do ano. Está na hora de executar o que já foi pensado e planejado, porque só temos nove meses até a Jornada”, enfatizou.

Em novembro, acontecerá a reunião com delegados internacionais da JMJ, com a presença do PCL e do COL. No encontro, os participantes poderão ver e avaliar todos os preparativos.

Fonte: CNBB

Aparecida se prepara para festa da Padroeira

O Santuário Nacional de Aparecida divulgou oficialmente terça-feira, 2, a programação da Festa da Padroeira 2012. Em coletiva de imprensa, o arcebispo de Aparecida (SP), cardeal Raymundo Damasceno Assis e o reitor do Santuário, padre Darci Nicioli, informaram que no fim de semana da festa, cerca de 300 mil pessoas são esperadas na Basílica.

"Com a mãe Aparecida acolhemos Jesus, nossa alegria" é o tema escolhido pela Igreja Católica para a celebração da festa deste ano. "O tema fala da proximidade de Deus conosco e por meio dele, queremos aproximar as pessoas, evangelizar as pessoas. Nosso Deus é um Deus próximo e que se fez ainda mais presente por meio de Jesus", disse dom Damasceno.

No dia 12 de outubro são esperados 150 mil fieis e além do feriado da Padroeira a Igreja, a data marcará também o início do Ano da Fé: "No mundo inteiro, a celebração de abertura é no dia 11, mas para nós, no Brasil, o início será no feriado da Padroeira. Por meio desse evento, a Igreja busca fortalecer o espírito missionário, evangelizador. Vamos buscar aqueles que precisam renovar sua fé", ressaltou o cardeal.

A programação da festa começa nesta quarta-feira e terá vários eventos, como cicletaço, carreata, charretaço e procissões. Os destaques são os shows de Renato Teixeira e Sérgio Reis, no dia 12 de outubro. A festa se encerra no dia 14 de outubro.

Além das atrações da festa, o Santuário Nacional divulgou também a construção de um teleférico na cidade de Aparecida, que ligará o pátio da Basílica com o Morro do Cruzeiro.

De acordo com o padre Darci Nicioli, reitor do Santuário, o objetivo é incrementar a visitação do público à Aparecida. "Isso será mais um atrativo para a cidade e para as famílias que nos visitam. Nós queremos criar uma grande estrutura para que essas pessoas se sintam à vontade na casa da mãe".

Fonte: CNBB

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Saudação ao novo bispo de São José dos Pinhais

A Nunciatura Apostólica no Brasil comunicou que o Santo Padre, o papa Bento XVI, nomeou para a diocese vacante de São José dos Pinhais (PR), dom Francisco Carlos Bach, que até o momento servia à Igreja como bispo de Toledo (PR).

Dom Francisco sucede, agora, a dom Ladislau Biernaski, falecido em fevereiro deste ano. É enviado a um povo que, com carinho, aguarda sua chegada. Dom Francisco leva consigo para esse novo pastoreio o tempo forte que esteve à frente do rebanho na diocese de Toledo, onde esteve por 6 anos. Atualmente, faz parte da presidência do regional Sul 2 da CNBB no qual também é o representante da Pastoral da Saúde.

Seu inspirador lema episcopal foi retirado do momento solene e redentor do calvário contado por São Lucas quando Jesus realiza sua entrega total e confiante nas mãos do Pai (Lc 23,46): “In manus tuas” (em tuas mãos). Um compromisso! Uma atitude de constante renovação. Uma extraordinária expressão de obediência e de fidelidade. Desejamos que sua nova missão receba os reflexos desse propósito santo e seu ministério seja frutuoso.

Saudamos, com alegria, a dom Francisco e ao povo de Deus que vive na diocese de São José de Pinhais ao mesmo tempo em que agradecemos a esse nosso Irmão pelo trabalho pastoral feito em favor da Igreja Particular de Toledo, à qual dirigimos nosso abraço fraterno.


Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo auxiliar de Brasília
Secretário geral da CNBB

Fonte: CNBB
Local: Brasília (DF)    

A Faculdade São Bento convida para a Abertura do Ano da Fé

Dias 10 e 11 de Outubro de 2012

Programação:

Tema do dia 10:

Reflexões do Primaz do Brasil sobre os 50 anos do Concílio Vaticano II.
 

Palestrante: Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ
(Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil).

Temas do dia 11:

O dom e o desafio da paz beneditina.
Palestrante: Madre Vera Lúcia Parreiras Horta, OSB
(Abadessa do Moteiro do Salvador)

Local: Basílica do Mosteiro de São Bento

Horario: 15h

Realização: Faculdade de São Bento
Apoio: Mosteiro de São Bento
Informações: 71 33224746 / www.saobento.org


Fonte: Edson Andrade
Local:São Paulo (SP)    

Arquidiocese de Palmas/TO abre Mês Missionário

Nesta segunda-feira, 01, a Arquidiocese de Palmas celebrou no Centro de Evangelização Casa de Maria Rainha da Paz a abertura do Mês Missionário. A celebração foi presidida pelo arcebispo Dom Pedro Brito Guimarães, e reuniu sacerdotes, religiosos, membros de Comunidades de Vida e Movimentos, além dos organismos que trabalham com missão na Arquidiocese, especialmente a Infância e Juventude Missionária.

"A missão é a glória de Deus, e a glória de Deus é uma Igreja missionária", afirmou Dom Pedro em sua homilia. Aclamado com aplausos, levou o povo a abrir-se ao que ele chamou de "espírito missionário". "Missão se faz com as mãos para partilhar, missão se faz com o coração para amar, missão de faz com os pés para caminhar, missão se faz com os joelhos para rezar", enfatizou o prelado.

O Mês Missionário

O grande dever da comunidade católica, em outubro, é viver um mês missionário pautado pela motivação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil: "Brasil Missionário, partilha tua fé". "A proposta de vida deste mês é cuidar das crianças e abraçar o homem sofrido, a partir do nome da santa que celebramos: do Menino Jesus, da manjedoura, das crianças abandonadas, do nascituro; e da Sagrada Face, o rosto de Jesus que podemos ver pelo homem como o Jó da leitura de hoje (cf. Jó 1, 6-22) sofrido, que necessita ser consolado", refletiu Dom Pedro a partir da Liturgia e da celebração do dia de Santa Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, padroeira da missão.

Em uma celebração repleta de significados, os fieis saíram com diversos compromissos missionários, como fazer a Novena Missionária em suas paróquias com o modelo oferecido pelas Pontifícias Obras Missionárias; usar a fé e razão nas eleições do próximo domingo, 07; e participar da abertura do Ano da Fé, no dia 10 de outubro, também na Casa de Maria.Ainda, Dom Pedro convidou os presentes a abrir-se ao espírito missionário, participando da II Caravana Missionária Arquidiocesana, que acontecerá entre os dias 16 e 23 de dezembro nas cidades de Santa Teresa e Lagoa do Tocantins.

Fonte: http://www.arquidiocesedepalmas.org.br

Assembleia do Comire Noroeste reflete sobre missão no mundo secularizado e pluricultural

O Regional Noroeste da CNBB (Acre, sul do Amazonas e Rondônia) realizou nos dias 28 a 30 de setembro, a 10ª Assembleia do Conselho Missionário Regional (Comire) que teve como tema "O trabalho missionário na Amazônia em vista da mudança de época" e contou com a presença de seis das sete dioceses do Regional e um grupo de 40 pessoas.

O encontro formativo teve o objetivo de analisar a realidade da Amazônia, à luz do 3º Congresso Missionário Nacional que aconteceu no último mês de julho, em Palmas (TO). Os participantes refletiram sobre como viver a Missão em uma mudança de época num mundo pluricultural e secularizado.

Durante a Assembleia, as dioceses presentes apresentaram suas realidades: ação missionária, surgimento dos Conselhos Missionários, crescimento da Infância e Adolescência Missionária (IAM) e os desafios econômicos, humanos, as distâncias geográficas das dioceses, bem como a falta de missionários e missionárias.

O assessor da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para a Missão Continental, padre Sidnei Dornelas, orientou a formação. Ele ajudou a compreender a proposta do Documento de Aparecida (DAp) na missão continental e permanente e refletiu sobre os rumos da Igreja no quadriênio 2011-2015.

"É importante destacar que a Igreja é indispensavelmente missionária. Não se trata, portanto, de conceber a atitude missionária ao lado de outros serviços ou atividades, mas de dar a tudo que se faz um sentido missionário, que todos os batizados efetivamente se reconhecem como missionários. Assim a Igreja no Brasil reforça seu compromisso com a Missão Continental", disse à Assembleia o assessor.

Na partilha das reflexões, trabalhos em grupos e plenária veio à tona as diferentes realidades desta região amazônica, bem como os desafios e compromissos assumidos no Encontro de Santarém, destacando o fenômeno da urbanização, as migrações, a formação e o inchaço das grandes cidades, a partir da construção das hidrelétricas, o tráfico, a violência, a prostituição, as drogas. Um ponto de destaque foi refletir sobre como esses problemas afetam as culturas tradicionais; indígenas, quilombolas, ribeirinhas, rurais e as realidades urbanas.

No sábado aconteceu a "Noite de Testemunhos" de missionários brasileiros além-fronteiras, Irmã Oneide Ferri, Serva do Espírito Santo, partilhou sua experiência de sete anos no Timor Leste. Logo após os participantes continuaram assistindo em vídeo os depoimentos do padre Wellington Alves, no Sudão; da Missionária Leiga Teone Santos para o Norte de Moçambique e da missionária leiga Lúcia de Fátima Cardoso em Brasília. Foi recordado que o Brasil sempre recebeu missionários de outros continentes e que é preciso ser uma igreja ad gentes, em espírito de missão e partilha.

O diretor nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM), padre Camilo Pauletti, este presente no domingo pela manhã e falou sobre o mês Missionário de outubro, cujo tema é "Brasil missionário, partilha tua fé" que este ano está em sintonia com o Congresso Missionário Americano 4 e o Congresso Latino-Americano 9 (CAM4/ COMLA9). O sacerdote expôs todo o material do mês missionário e respondeu às dúvidas do grupo. Anunciou o Ano da IAM em 2013-2014, em comemoração aos 170 anos da Obra no mundo. Foram dadas ainda sugestões de como trabalhar com o material. Por fim disse que as POM estão à disposição do serviço da animação missionária na Igreja do Brasil.

Ao final do encontro foram dados alguns encaminhamentos, tais como: fortalecimento dos Conselhos; visita do Conselho Missionário Regional às dioceses com formação e animação missionária; uma maior articulação de todo o trabalho da Ação Missionária deste Regional; organizar para 2014 o 1⁰ Congresso Missionário Regional.

Fonte: POM

No mês missionário, o Chile vive também a "Missão jovem"

O Chile vive este ano o mês missionário de outubro de modo particularmente intenso com a realização da "Missão jovem". "Nós queremos viver este momento enriquecendo a nossa esperança e caridade, porque é justamente o amor de Cristo que enche os nossos corações e nos impulsiona a evangelizar. Hoje como ontem, Ele nos envia pelos caminhos do mundo para proclamar o seu Evangelho a todos os povos da terra (cfr Mt 28, 19)": este é o convite das Pontifícias Obras Missionárias (POM) do Chile.

A nota enviada à Agência Fides prossegue: "Neste mês missionário, o slogan nos recorda que a fé se reforça doando-a. Além disso, este ano o mês será marcado ainda pelo início do Ano da Fé, que é um convite a recordar que a fé cresce quando é vivida como experiência de um amor que se recebe e é comunicada como experiência de graça e de alegria".

"O momento chave será a celebração do Dia Mundial das Missões no domingo, 21 de outubro - prossegue a nota - em que nos uniremos numa oração especial, mas também num gesto concreto de caridade. A coleta desse dia, em todas as nossas igrejas e capelas, será completamente destinada para o trabalho missionário da Igreja em todo o mundo. É a fé que se transforma em caridade que permite às Pontifícias Obras Missionárias, instrumento para a cooperação na missão universal da Igreja no mundo, de continuar a apoiar o anúncio do Evangelho através de inúmeros projetos de ajuda ao próximo, de justiça pelos pobres, de possibilidade de instrução e de cuidados médicos em áreas remotas, tentando lutar contra a pobreza, para a reabilitação dos marginalizados e para apoiar o desenvolvimento dos povos."

Fonte: Agência Fides

Vaticano: "Bibliographia Missionaria": publicado o volume de 2011

A Biblioteca da Pontifícia Universidade Urbaniana publicou o LXXV volume da "Bibliografia Missionária" relativa ao ano 2011. A obra, única em seu gênero, oferece uma rica documentação de livros e artigos relativos ao mundo missionário em seus vários aspectos históricos e contemporâneos: ordens religiosas, congregações missionárias, territórios de missão, metodologia missionária, diálogo inter-religioso, ecumenismo, novos movimentos religiosos... Anualmente, apresenta um quadro exaustivo de cerca de 4.000-5.000 assinalações sobre o que foi publicado sobre as missões em mais de 800 periódicos do mundo inteiro. Cada volume ainda apresenta 30/40 críticas literárias preparadas por especialistas em ciências missiológicas.

O volume é em inglês, enquanto as citações de livros e artigos estão em sua língua original: inglês, francês, alemão, holandês, italiano, português, espanhol, polonês e escandinavo. Bibliographia Missionária foi fundada em 1925 por pe. Johannes Rommerskirchen, OMI, e a publicação foi suspensa somente durante a Segunda Guerra Mundial. Nestes 76 anos, registrou uma significativa evolução e foram introduzidas mudanças substanciais em seu conteúdo e estrutura, passando de 80 páginas do primeiro volume para 571 do último. Desde 1978 Bibliographia Missionária está unida à biblioteca da Pontifícia Universidade Urbaniana. O atual responsável é pe. Marek Rostrowski, OMI, bibliotecário.
O volume LXXV, último publicado, relativo ao ano 2011, assinala 4.160 artigos, teses e publicações sobre 23 temas, como: teologia da missão, história da missão, estado atual e futuro da missão, institutos missionários, diálogo ecumênico e missão, religiões, missão e ateísmo, missão e cultura, situação da missão nos diversos continentes: Europa, Ásia, África, América Latina, Estados Unidos e Canadá, Austrália e Oceania. O Apêndice, apresenta a lista dos 75 volumes de Bibliografia Missionária publicados, com as principais referências, e a crítica de 40 livros de caráter missionário. Dois amplos índices completam o volume: autores e pessoas, temas - e a lista das revistas consultadas.
Para mais informações: Urbaniana University Press. Via Urbano VIII, 16 - 00120 - Città del Vaticano. Email:uupdir@urbaniana.edu

Fonte: Agência Fides

Tem selos?


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Expo Missionária é inaugurada em São Paulo

 Nesse domingo, dia 30, foi inaugurada na Catedral da Sé, em São Paulo, a Expo Missionária 2012. Durante o mês de outubro, em comemoração ao mês Missionário e ao Dia Mundial das Missões,  institutos e organismos Missionários mostram ao público os seus carismas através de uma Exposição aberta ao público. A cada ano a expo aborda uma temática diferente: em 2010, o tema foi "Missão e Partilha".

Em 2011, o tema foi “Missão e Ecologia”, em sintonia com a Campanha Missionária-2011 e com o tema da Campanha da Fraternidade-2011, “Fraternidade e a Vida no Planeta”. Ao longo da exposição, o visitante pode conhecer as problemáticas sobre o tema abordado, personagens importantes nesse contexto. A exposição apresentou trinta painéis destacando pessoas que atuam em favor da ecologia e algumas que deram a vida por esta causa, entre elas: a doutora Zilda Arns, Chico Mendes, padre Josimo Moraes Tavares, Irmã Adelaide Molinari, Irmã Dorothy Stang e Margarida Alves. O trabalho destacou também lideranças como dom Erwin Kraütler, dom Luiz Flávio Cappio, Roberto Malvezzi e uma reportagem sobre os desafios missionários nos cinco continentes.

Este ano, o tema será: "BRASIL MISSIONÁRIO, PARTILHA TUA FÉ" - "Como o Pai me enviou assim eu vos envio", em sintonia com a Campanha Missionária 2012. Os organizadores darão espaço ao diálogo inter-religioso.  2012 é particularmente significativo, pois é marcado por grandes eventos: o 3º Congresso Missionário Nacional, que será realizado em Palmas-TO , de 12 a 15 de julho, com o tema: “Discipulado Missionário, do Brasil para o Mundo,  à luz do Concílio Vaticano II”, e como lema: “Como o Pai me enviou,  também eu vos envio” (Jo 20,21); o segundo evento será o Ano da Fé e o terceiro, o Sínodo sobre a Nova Evangelização.

Os Institutos e Congregações participantes são: Pime, Missionárias da Imaculada, Missionários/as Xaverianos/as, Missionários/as da Consolata, Combonianos, Guanellianos e Missionárias de Maryknoll.

A realização da Expo Missionária conta com o apoio da Arquidiocese de São Paulo, e é realizada durante todo o mês de outubro. No dia 21 de outubro, Dia Mundial das Missões, às 11hs será celebrada a Missa Missionária, na Catedral.

Essa é uma oportunidade para dar visibilidade ao trabalho missionário realizado pelos organizadores, a serviço da Igreja local à luz da mística de Aparecida: " Missão Continental: tempo de urgente saída em todas as direções para proclamar que o mal e a morte não tem a última palavra" (DAp.548).

Diversos Institutos Religiosos e Congregações reúnem-se e expões seus carismas através de  banners em grande formato. As instalações da Catedral da Sé sediam a exposição durante o mês de outubro, consciderado o mês das missões.

Fonte: Editora Mundo e Missão - Pime Brasil

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

1º de Outubro - Santa Teresinha do Menino Jesus

A vida da Santa Teresinha do Menino Jesus marca na História da Igreja uma nova forma de entregar-se à religiosidade. No lugar do medo do "Deus duro e vingador", ela coloca o amor puro e total a Jesus, amor puro, infantil e total, como deixaria registrado nos livros "Infância Espiritual" e "História de uma alma".

Teresinha na França, em 02 de janeiro de 1873. Foi batizada com o nome de Maria Francisca. Nasceu numa família muito religiosa. Aos quinze anos conseguiu permissão para entrar no o Carmelo, em Lisieux, concedida especial e pessoalmente pelo Papa Leão XIII.

Sua obra não frutificou pela ação evangelizadora ou atividade caritativa, mas sim em oração, sacrifícios, provações, penitências e imolações, santificando o seu cotidiano enquanto carmelita.

Teresinha teve seus últimos anos consumidos pela terrível tuberculose que, no entanto, não venceu sua paciência com os desígnios do Supremo. Morreu em primeiro de outubro de 1897 com vinte e quatro anos, depois de prometer uma chuva de rosas sobre a Terra quando expirasse. Essa chuva ainda cai sobre nós, em forma de uma quantidade incalculável de graças e milagres alcançados através de sua intervenção em favor de seus devotos.

O papa Pio XI a chamou de "Padroeira especial de todos os missionários, homens e mulheres, e das missões existentes em todo o universo”.

Reflexão
 
A vida de Santa Teresinha do Menino Jesus expressa, de um lado, uma meiguice, uma candidez, um respeito à natureza e às pessoas que a cercavam, mas, por outro lado, fica explícito que a mesma tinha uma têmpera, uma força interior. Santa Terezinha do Menino Jesus veio para demonstrar que o lugar comum: ponto de ônibus, a queixa de um parente, os desencontros no ambiente profissional, tudo isto podem ser transformados em momentos alegres para Deus.

Oração

Santa Teresinha, a vós recorremos em nossas trevas. Alcançai para nós, para a nossa pátria, as luzes do Divino Espírito Santo, para que todo o nosso íntimo seja luz e claridade, para que recebamos sempre os raios benéficos e esplêndidos de quem se apresentava ao mundo como a Luz celeste. Amém.

Fonte: http://www.a12.com

Fazemos parte da nobre missão da Igreja

O mês de outubro como mês missionário toma novas perspectivas no contexto atual. A compreensão de missão sofreu mutações , ultrapassou a visão de que era uma ação específica de sacerdotes, religiosos que se dirigiam às terras estrangeiras para anunciar o "verdadeiro Deus". Hoje, a missão se tornou um compromisso imperativo do batismo. É a passagem de uma fé intimista para uma fé madura, capaz de dar testemunho e de ir ao encontro dos que estão à margem da sociedade e da Igreja. "Nisto reconhecerão todos que sois meus discípulos." (Jo 13,35)

Em muitas de nossas comunidades não se precisa partir do nada para a evangelização. Têm-se uma tradição religiosa, mas é preciso partir do novo, do evento novo: Jesus Cristo. É preciso se encantar e transmitir o encanto a partir de Jesus, Deus encarnado.

O tema da Jornada Mundial da Juventude "Ide e fazei discípulos entre todas as nações!" (cf. Mt 28,19) tem um caráter eminentemente missionário e o interessante é perceber que esta capacidade criativa missionária não está se centrando apenas no aspecto racional e reflexivo. O grande impulso está no r e-pensar as posturas da Igreja frente aos desafios. Não se pode desperdiçar e anular as possibilidades de se falar de Deus em meio a um tempo que busca apagá-lo de nossas memórias e corações. É tempo de despertar para este novo kairós na Igreja!

O grande risco que se corre é acostumarmos de ser chamado missionário. Não se pode contentarmos em ser individualista e hedonista, a somente contemplarmos seus próprios feitos, méritos e capacidades. Aos poucos, sem perceber, essa atitude vai turvando a visão ante ao outro e ante à Deus, impedindo-nos de sermos audacioso e corajoso na vivência prática do Reino de Deus.

É preciso superararmos as estruturas "normais" de evangelização para chegar à verdade do anúncio crístico, que se utiliza de muitas formas e maneiras para fazer-se conhecido como Caminho, Verdade e Vida. É preciso se espelhar em Jesus... É preciso ir aonde Ele iria... É preciso anunciar como Ele anunciaria. É preciso que sejamos também missionários dentro de no ssas possibilidades, comprometendo-se com o Reino de Deus e com o nosso semelhante na alegria, na generosidade, no ardor de anunciar o Reino de Deus, que gera paz, verdade e amor. A plenitude dessa realidade não advém dos méritos de quem anuncia, mas do Espírito Santo que age, põe na boca as palavras, que predispõe almas e corações para a escuta da Boa nova. "Ide, portanto, e fazei que em todas as nações se tornem discípulos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando a observar tudo o que vos ordenei. E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos!" (Mt 28, 19-20)

Iluminadoras são as palavras de Paulo VI: " O mundo que, apesar dos inumeráveis sinais de rejeição de Deus, paradoxalmente procura entretanto por caminhos insuspeitados e que dele sente bem dolorosamente a necessidade, o mundo reclama evangelizadores que lhe falem de um Deus que eles conheçam e lhes seja familiar como se eles vissem o invisível (cf. Hb 11,27) . O mundo reclama e espera de nós simplicidade de vida, espírito de oração, caridade para com todos, especialmente para com os pequeninos e os pobres, obediência e humildade, desapego de nós mesmo e renúncia. Sem esta marca de santidade, dificilmente a nossa palavra fará a sua caminhada até atingir o coração do homem dos nossos tempos; ela corre o risco de permanecer vã e infecunda." (Evangelii Nuntiadi, 76)

Somente dessa forma, é que poderemos ser contribuidores na nobre missão da Igreja de desvelar ao mundo o encanto, o ideal e o projeto de Jesus. É preciso tornar-se caminhante na vida eclesial e assumir a nossa vocação missionária com convicção e certeza de que gastando a vida alcança-se a recompensa do Dono da Vinha, Deus.

Fonte: Geraldo Trindade - seminarista na Arquidiocese de Mariana - Blog: http://www.pensarparalelo.blogspot.com

Seminário Nacional destaca a participação da juventude na Missão



O Seminário Nacional Juventude e Missão, que reuniu nos dias 28 a 30 de setembro, no Colégio Maria Auxiliadora em Brasília, mais de 200 jovens de vários segmentos da juventude no Brasil, encerrou suas atividades com um convite para uma maior participação da juventude na ação evangelizadora da Igreja.

O tema proposto para refletir e orar, “alegria de ser jovem, discípulos-missionários de Cristo”, colocou em relevo a importância da comunidade de vida e missão.
Coube ao Irmão Nery, provincial dos Irmãos Lassalistas no Chile, fazer uma síntese das principais ideias e atividades. Para o religioso, “a realidade do mundo em mudança civilizacional conforma a mentalidade, as convicções, atitudes e comportamento das novas gerações. Há novos desafios e oportunidades para a missão da Igreja, especialmente para os jovens que respondem sim ao Senhor e se colocam à disposição da evangelização pelo testemunho, pela presença e pela ação organizada”, sublinhou.

A partilha dos trabalhos de grupo ressaltou aspectos significativos da Missão no olhar da juventude, tais como: a necessidade de conversão e a alimentação constante da vida de fé, um maior entrosamento entre os vários segmentos da juventude, não confundir a Missão com assistencialismo, as experiências missionárias partilhadas estimulam a vocação e a missão, entre outros.

Padre Estevão Raschietti comentou as respostas vindas dos grupos de partilha e sintetizou a reflexão em nove pontos: "1) Batismo e missão: ninguém nasce missionário, nos tornarmos missionários; 2) Discipulado e missão: encontro com Jesus e formação; 3) Conversão pessoal e missão representada por cinco saídas: das estruturas, pessoas, relações, práticas e fronteiras; 4) O dom da vida, a consagração, a generosidade: a vida se alcança na medida em que é doada aos outros; 5) Ser e fazer missão: articular bem a essência com a prática; 7) Missão como mandato: nós somos enviados por alguém, não vamos por conta ou porque queremos; 8) Missão como chamado à conversão: vamos para anunciar o Evangelho e chamar todos os povos à conversão, uma prática de vida necessária para a nossa salvação; 9) Nossa Senhora como modelo: diante de todos os títulos que damos, ela se apresenta como a “serva” do Senhor". Para ir ao encontro do outro, padre Estevão convidou os jovens a aprenderem uma nova língua.

Na opinião de Thiesco Crisóstomo, secretário nacional da Pastoral da Juventude (PJ), a iniciativa do Seminário foi muito positiva, pois reuniu diversas experiências na Igreja. “Está sendo muito interessante vivenciar, porém, algumas dessas experiências deveriam ter tido mais espaço na partilha. Nisso podemos melhorar”, avaliou. “Contudo, serviu para contatar outras iniciativas que trabalham mais diretamente com a missão, como a Juventude Missionária e os Salesianos. Mesmo reunindo essa diversidade, ainda ficamos muito fechados nos nossos grupos sem muita interação. A PJ também precisa se abrir para as outras organizações. Persiste certo preconceito, um olhar diferente para quem tem uma espiritualidade mais aberta e libertadora”, ressaltou.

Segundo Claudiane Matos, representante da Juventude Missionária (JM) de Araguaína – TO, “a Igreja é rica em carismas e expressões missionárias e o Seminário reuniu essas forças para fazer com que a Igreja seja cada vez mais jovem e missionária. Estamos em formação, mas também fazendo uma experiência de partilha para conhecer as necessidades dos outros. A JM tem um papel fundamental por que comunga de forma muito profunda esse espírito de Missão”, salientou.

Dom Eduardo Pinheiro da Silva, responsável pelo Setor Juventude da CNBB, agradeceu os organizadores do Seminário e as famílias que acolheram os jovens. Pediu também para comunicar a experiência. “Aqui ouvimos alguns relatos sobre a ação missionária dos jovens, mas existem muitas outras iniciativas pelo Brasil. Precisamos agradecer a Deus e comunicar mais. Isso faz um bem enorme, até por que, muitos não acreditam que a juventude é capaz de fazer opções radicais. Agora é para assumir mais ainda esse compromisso da Missão e fazer com que este Seminário repercuta lá na nossa realidade”.

Dom Eduardo Pinheiro da Silva

Padre Carlos Sávio da Costa Ribeiro, assessor nacional da Comissão para a Juventude da CNBB apresentou o que está sendo pensado para a Semana Missionária que antecede a JMJ Rio 2013. "Estamos nos organizando para que a JMJ não seja apenas um evento, mas um processo antes e depois. Essa é a missão de todos", afirmou. "Queremos uma programação coesa em sintonia com as propostas da Igreja na América Latina e no Brasil". O objetivo da Semana Missionária é proporcionar aos jovens uma experiência de fé para aprofundar o seu encontro pessoal com Cristo.

Para dar continuidade ao processo iniciado com o Seminário, uma das propostas aprovadas é a realização, em 2014, de um “Seminário – Missão” na Amazônia em parceria com a Comissão para a Amazônia da CNBB.


Uma celebração eucarística realizada no Santuário Dom Bosco e presidida por dom Leonardo Ulrich Steiner, secretário geral da CNBB, encerrou as atividades. “Estamos felizes por vocês terem vindo. O Dia da Bíblia recorda o que somos. Como é extraordinário podermos ouvir. Mas não somos somente seres que ouvem, somos também palavra por que estabelecemos relações entre nós. Ao colocar no centro a Bíblia nos comprometemos com a Palavra, uma Palavra amorosa”, disse o bispo na sua homilia. Entre outros comentários dom Leonardo destacou um versículo do livro dos Números: “Quem dera que todo o povo do Senhor fosse profeta, e que o Senhor lhe concedesse o seu espírito” (Nm 11, 29). Em seguida completou: “Deus nos fez profetas pelo batismo. Vamos sair deste Seminário com uma disposição de realmente sermos os missionários de Jesus”.

Fonte: Jaime Carlos Patias - POM
 
A Missão na prática: conheça o testemunho de seis missionários brasileiros

Quatro testemunhos levaram os jovens a aplaudir de pé seis missionários que contaram suas experiências realizadas no Brasil e no exterior. Eles partiram de Mary Ferreira e Fábio Aparecido, da Nova Comunidade Aliança de Misericórdia; de Cristiane Barbosa, que fez a experiência da Missão Fidesco, ONG criada em 1981 pela Comunidade Emanuel que hoje conta com 80 voluntários de 30 países; do casal Tadeu e Luci, do Movimento Regnum Christi; e do jovem Rafael que fez uma experiência no México com o povo Maia.

Confira abaixo os testemunhos:

Tadeu e Luci

Nós tivemos uma experiência de três meses no México. Participamos do projeto “Evangelizadores de Tempo Completo”, desenvolvido em várias regiões do mundo.  Nosso objetivo era trazer esse projeto para o Brasil, para a diocese de Itaguaí (RJ). Nesse período vivemos naquele país para conhecer o projeto e fazer missões permanentes. Nos surpreendeu muito a religiosidade do povo mexicano. Às 5h da manhã todos levantavam para ter um dia intenso de missões com as famílias. Participamos de uma reforma de um templo lá. Tivemos a experiência de conhecer famílias que retornaram para a Igreja depois de muito tempo distante. Esse projeto se desenvolve na cidade por dois ou três anos e tem o objetivo de capacitar as lideranças para que elas possam levar trabalho missionário às pastorais. Foi uma experiência que conseguimos trazer para o Brasil, mas ainda é um projeto caro, pois as famílias são tiradas de seus trabalhos, e deve haver um salário para sustentar suas famílias. Não conseguimos levar o projeto adiante, mas ele se realiza em todo o mundo.
A partir dessa experiência, deixamos a mensagem para aqueles que ainda não conseguiram sair, deixar o seu espaço, o seu conforto, que seja para onde for, não tenha medo. Vá porque vale a pena.

Rafael, 22 anos
Em julho fiz missões entre o povo Maia, no México, a 300 km de Cancun. Fiquei um mês. Foi uma experiência diferente porque era um lugar que não tem locais apropriados para cuidar da higiene pessoal e que a figura de muitos deuses está bastante presente. Esse era o foco de trabalho. Conforme passou o tempo nós sentimos que eles têm uma necessidade grande de Deus. Percebi que as suas vidas começaram a mudar com a nossa presença. Entendemos depois que o problema deles era a falta de Deus. É um povoado com as famílias completamente desestruturadas, com muitos casos de incesto. Foi motivo de alegria tanto para os missionários como para o povoado o tempo que passamos ali. Esse trabalho mudou minha vida. Hoje eu presto mais atenção nas pessoas que estão ao meu lado. Sou mais humano por causa das missões.
Cristiane Barbosa - Fidesco
 
Tive uma experiência com Cristo em Salvador (BA) na paróquia Nossa Senhora dos Alagados. Eu sempre vivi lá e encontrei Cristo presente em minha vida desde muito jovem, mas também fui muito marcada pela pobreza. Nessa paróquia nós recebemos muitos missionários da Fidesco. Eles vão para lá para fazer projetos conosco, estar presente, participar das pastorais, e eu pude partilhar com eles várias experiências. Eu me perguntava: como a pobreza é tão interessante para essas pessoas? Por que elas vêm aqui para deixar um, dois anos de sua vida para partilhar com os mais pobres? Que interesse eles têm de partilhar com os mais pobres? Foi aí que eu despertei para ser missionária. Mas eu não tinha meios, nem estudo, nem formação para ser missionária. Mas eu comecei na minha comunidade com um projeto social de alimentação e espaço de estudo para crianças. Depois, de 2009 a 2011 fui para o Peru trabalhar com pessoas portadoras do vírus HIV. Lá encontrei uma realidade muito dura e de preconceito que marcou muito a minha vida. Hoje me sinto mais humana em me relacionar com o próximo e posso dizer que vale a pena. Se vocês têm esse desejo no coração, não tenha medo, não se questione muito, vá.

Mary Ferreira e Fábio Aparecido, da Nova Comunidade Aliança de Misericórdia

Mary

Nós fizemos a experiência de morar um ano nas ruas da cidade do Rio de Janeiro. Queríamos experimentar como viviam os irmãos moradores de rua. Para nós foi uma experiência única. O Rio eu só conhecia pela televisão. Morar naquelas ruas, no calor, foi um desafio. O Fábio já morava lá e nos conduziu. Quando lá chegamos não sabíamos onde encontrar papelão para ser nosso colchão e ele nos direcionava em tudo. Muitos achavam que eu não ia dar conta. Mas o interessante é que eles (os moradores de rua) cuidavam de nós. Lembro que quando chegamos um dia a noite eles nos perguntaram se tínhamos o que comer e logo eles nos prepararam a quentinha para nos alimentar. Era difícil se alimentar, cuidar da higiene. Para a mulher é mais difícil. Os homens ainda conseguiam tomar banho na rua. Eu passava de quatro dias sem tomar banho. Vivemos tudo aquilo que eles viviam e eu pude perceber que eles são muito humanos.
 

Fábio

Fizemos essa experiência com o propósito de viver a Palavra de Deus com eles. Não procurávamos a nossa comunidade de origem. Não procurávamos paróquias para anos apoiar em nosso serviço, na missão. A gente queria anunciar o Evangelho puro sem dizer eu sou missionário. Por isso foi uma experiência profunda para nós, porque falar com os irmãos, acolhê-los era muito profundo. Lembramos que havia crianças que dormiam perto de nós e queriam ficar a noite inteira do nosso lado. Na verdade eles nos acolheram e depois começaram a nos seguir. A gente rezava, partilhava a Palavra de Deus juntos e aqueles que sentiam a necessidade de sair daquela vida, a gente procurava junto com eles comunidades que podiam acolhê-los. Foi um rico processo de conversão.

Fonte: Fúlvio Costa - POM

Jovens estudam os campos de Missão na Igreja

Os mais de 200 jovens reunidos no Centro Educacional Maria Auxiliadora (CEMA) em Brasília – DF, para o Seminário Nacional sobre Juventude e Missão, foram desafiados a assumir atitudes que levam à missão além-fronteiras. A proposta foi feita, na tarde deste sábado, 29, pelo padre Estêvão Raschietti, SX, diretor do Centro Cultural Missionário (CCM) ao apresentar os campos da Missão na Igreja.

O missiólogo explicou que a Igreja se encontra hoje numa situação de dispersão diante de um mundo globalizado, secularizado e pluricultural. Nesse contexto, a Igreja é enviada “em todas as partes e em todas as situações, portanto a todos os povos e não apenas a alguns”. Em seguida, colocou em evidência três situações na ação evangelizadora da Igreja: o cuidado pastoral, junto aos cristãos; a nova evangelização, junto aos cristãos culturais e a missão Ad Gentes, junto aos não cristãos. Para cada um dessas situações, padre Estevão indicou uma imagem bíblica que pode servir de inspiração: o pastor, o semeador e o pescador, respectivamente.

O assessor recordou ainda que, o Concílio Vaticano II deu vida a um novo consenso em torno da missão Ad Gentes, que aponta para uma noção global de missão. Ao falar de missão, segundo padre Estêvão, “devemos ter presente: o fundamento, os campos, os atores, os objetivos, os caminhos, os meios e as tarefas”.

O Documento de Aparecida (2007) aponta para algumas tarefas essenciais que expressam o engajamento com a missão contextual (ad intra) junto ao compromisso com a dimensão universal (ad extra). Temos a dimensão da Missão em cinco perspectivas: “a missão aos corações, na comunidade local, missão continental, missão as gentes e missão Universal”.

“Acreditar na Missão é acreditar que temos algo importante para dizer ao coração do outro. Na JMJ Rio 2013, vocês acolherão jovens de todo o mundo. Não se esqueçam, porém, que Missão é sair e essa tarefa é para a juventude”, argumentou. Padre Estêvão pediu cuidado com o uso da categoria “afastados” para indicar os que já não frequentam nossos espaços. “Não sei se foram eles que se afastaram da Igreja ou a Igreja que se afastou deles”, alertou.

Em sentido progressivo, “a Missão universal deve começar com pequenas atitudes para abrir a comunidade ao mundo inteiro. Começa com a pessoa, passa pela comunidade, o bairro e vai além de todas as fronteiras”, arrematou.

O assessor concluiu convidando os jovens a refletirem sobre quais campos deveríamos escolher e quais tarefas assumir para impulsionar uma efetiva renovação missionária de nossas comunidades. Na sequência os participantes se reuniram em grupos de partilha e reflexão. A recitação do Terço Missionário e uma vigília na Catedral Metropolitana de Brasília encerram as atividades do dia.

Fonte: Jaime Carlos Patias - POM

Os desafios de evangelizar a juventude no Brasil

 

“A realidade da juventude do Brasil”. Com este tema foram abertas as atividades do Seminário Nacional Juventude e Missão, na manhã deste sábado, 29, no Colégio Maria Auxiliadora, em Brasília. A Mesa de Debate foi composta por Paulo Mansan, do Conselho Nacional de Juventude e da Pastoral da Juventude Rural (PJR) e padre Robério Camilo, coordenador da Pastoral da Sobriedade da arquidiocese de Natal (RN). Moderou o debate Maciel Cover, da equipe de coordenação do Seminário Nacional.

O ponto de partida foi constatar o crescimento da juventude no Brasil e evidenciar que essa mesma população envelhece rapidamente. Nossos jovens, relatou, padre Robério, “são ameaçados em nosso país pelo consumismo, pelo extermínio e por outros problemas sociais que se agravam também em todo o mundo. “O consumismo chega e apresentar sonhos que são passageiros. Os jovens também são envolvidos pela cultura do medo, da morte, do extermínio. Eles também estão sem emprego e com suas famílias desajustadas”, pontuou o sacerdote.

A pergunta central da mesa foi “Como Igreja, como podemos evangelizar essa juventude?”. Padre Robério mencionou o Documento de Aparecida (DAp) como proposta de Igreja discípula-missionária. “O DAp deixa claro que precisamos conhecer Jesus Cristo que é o nosso grande tesouro; que devemos nos empolgar por ele para podermos anunciar com coragem, entusiasmo, fé”. Segundo o sacerdote, não há fórmula pronta para evangelizar, mas o ponto chave para que o trabalho missionário dê certo é apresentar Jesus Cristo aos jovens, como “o caminho, a verdade e a vida”.

Paulo Mansan, componente da mesa, disse que o desafio da Igreja está no âmbito social. “Dos 53 milhões de jovens brasileiros, 20 estão em situação de pobreza, sendo que ganham 124 reais por mês. Diante desse cenário, nós, enquanto Igreja, somos chamados olhar para esses jovens, evangelizá-los com uma proposta que contempla a sua realidade”, disse.

Ainda de acordo com padre Robério, os jovens presentes no Seminário Nacional Juventude e Missão, são os protagonistas da proposta de levar e testemunhar o Evangelho. “Os jovens presentes aqui são formadores de opinião. Eles trabalham nas bases, nos estados e estão em permanente contato com os jovens em diversas realidades. Neste seminário estamos bombeando o sangue do Evangelho, para que estes mesmos jovens possam animar os que estão desanimados e dá entusiasmo aos que estão sem entusiasmo. Com certeza ao saírem daqui estarão mais empolgados e eu quero que seja para evangelizar não só para a Jornada Mundial da Juventude de 2013. Temos a tendência de incentivar uma Igreja de eventos. Quando o evento passa o que se faz? O grande evento é Jesus Cristo que tem que estar presente constantemente em nossos eventos.

O Seminário Nacional Juventude e Missão é um dos eventos que preparam para a Jornada Mundial da Juventude 2013 (JMJ Rio 2013).

E tudo isso é o evangelho que nos propõe a ação evangelizadora. Nós temos jovens que nos procuram, que não procuram, que estão dentro dos nossos espaços e aqueles que devemos ir onde eles estão.

Não existe fórmula porque as realidades são diversas. O que existe é uma proposta de apresentar Jesus Cristo. Pode ser na Amazônia, no sul ou no norte, evangelizar como diz o objetivo da CNBB é apresentar Jesus Cristo como caminho, verdade e vida e como proposta de mudança para toda faixa-etária. A Igreja tem que se voltar para isso. E o Documento de Aparecida está atenta a isso. Que precisa-se trazer todos de volta a escola e transformar a Igreja na escola do discipulado. Tem que trazer até porque quem participa da catequese inicial se não se envolve numa pastoral ou movimento nunca mais recebe outra coisa. Permanece naquilo.

A pessoa evoluiu fisicamente, economicamente, humanamente, mas a fé continua de criança. Os ventos fortes da sociedade contrária à proposta do Evangelho, quando chega, derruba aquela pessoa. Temos que ter as razões da fé.

Os jovens aqui no Seminário Nacional são os protagonistas dessa ação porque são coordenadores em seus estados. Eles são formadores de opinião. Esse seminário é importante porque aqui a gente acende o estopim no coração de cada um. Estamos bombeando o sangue do evangelho, animando os que estão desanimados, dando entusiasmo aos que estão sem entusiasmo. Com certeza ao saírem daqui estarão mais empolgados e eu quero que seja para evangelizar não só para a Jornada Mundial da Juventude. Temos a tendência de incentivar uma Igreja de eventos. Quando o evento passa o que se vai fazer? O grande evento é Jesus Cristo que tem que estar presente constantemente em nossos eventos.

Fonte: Fúlvio Costa   - POM