quinta-feira, 8 de março de 2012

Concluindo ciclo de catequeses sobre a oração de Jesus, Bento XVI evoca o silêncio, "elemento importante da sua relação com o Pai. O Papa preocupado com «graves sofrimentos» no Médio Oriente

Bento XVI manifestou hoje a sua preocupação perante os «graves sofrimentos» que estão a atingir as populações do Médio Oriente, deixando um “pensamento de oração” para esta região.

O Papa convidou os responsáveis eclesiais a “perseverar com esperança”, deixando uma saudação particular aos membros do Sínodo dos Arménios Católicos, atualmente reunido em Roma.

Bento XVI manifestou gratidão pela “fidelidade ao património” da tradição cristã manifestado pelos fiéis da Arménia “nas numerosas provações da história”.

Dos bispos arménios o Papa citou a fidelidade que os sustentou nas provações e auspiciou que saibam guiar com renovado empenho os seus fiéis.

A audiência pública desta quarta feira , de regresso à Praça de São Pedro num dia de sol, marcou o encerramento do ciclo de catequeses que Bento XVI dedicou à oração de Jesus desde 30 de novembro do último ano. Hoje o Papa aprofundou o conceito do silencio de Deus.
Sublinhou que “a escuta e o acolhimento da Palavra de Deus exigem o silêncio interior e exterior, afastando-nos de uma cultura barulhenta que não favorece o recolhimento”.
Nesse sentido, acrescentou, os católicos devem viver “momentos de silêncio” na sua oração pessoal e nas celebrações litúrgicas de cada comunidade, destacando a experiência do “silêncio de Deus” feito na vida quotidiana.

Bento XVI evocou a figura de Job, do Antigo Testamento, que, após ter “perdido tudo” e parecer abandonado, conservou “intacta” a sua fé e “descobriu o valor do silêncio”.
“Este silêncio, como acontece com Jesus, não é sinal de ausência. O cristão sabe que o Senhor está presente e escuta, mesma na escuridão da dor, da recusa e da solidão”, disse.
Estas as suas palavras em português: RealAudioMP3

"Queridos irmãos e irmãs,

Na conclusão da reflexão sobre alguns aspectos da oração de Jesus, é necessário tratar de um elemento importante da Sua relação com o Pai do Céu: o silêncio. Na Cruz vemos que o silêncio de Jesus é a sua última palavra ao Pai, mas vemos também como Deus fala através do silêncio. De fato, a dinâmica feita de palavra e silêncio, que caracteriza a oração de Jesus, manifesta-se também na nossa vida de oração em duas direções. Por um lado, nos ensina que a escuta e o acolhimento da Palavra de Deus exige o silêncio interior e exterior, afastando-nos de uma cultura barulhenta que não favorece o recolhimento. Por outro lado, há também o silêncio de Deus na nossa oração, que muitas vezes gera em nós a sensação de abandono. Mas, olhando para o exemplo de Cristo, sabemos que esse silêncio não é ausência: Deus está sempre presente e nos escuta. E, assim, podemos dizer que Jesus nos ensina a rezar, não só com a oração do Pai nosso, mas também com o exemplo da sua própria oração, indicando-nos que temos necessidade de momentos tranqüilos vividos na intimidade com Deus, para escutarmos e chegarmos à «raiz» que sustenta e alimenta a nossa vida."

Não faltou, como sempre, uma saudação aos diversos grupos de peregrinos lusófonos:

"Queridos peregrinos vindos do Brasil e de outros países de língua portuguesa: sede bem-vindos! Pedi sempre confiadamente ao Senhor de poder viver o caminho da vossa oração filial, aprendendo diariamente de Jesus como deveis dirigir-vos a Deus. E que as Suas bênçãos desçam sobre vós e vossas famílias."

Fonte: Rádio Vaticano

Mulher: agente de mudança

O mundo precisa de mulheres que ensinem aos homens como tratá-las com respeito.

Há muito, muito tempo atrás, o Senhor Deus criou o mundo e se alegrou, pois viu que tudo era bom. Criou o homem à Sua imagem e semelhança, mas percebeu que, mesmo assim, ele parecia não estar satisfeito. Então, o Senhor Deus que desde o início amou profundamente o homem, decidiu que não era bom ele ficar só, e quis que tivesse uma ajuda que lhe fosse adequada. Assim, o Senhor Deus tomou uma de suas costelas e fez a mulher, que colocou junto dele. O homem viu que a mulher era osso de seus ossos e carne de sua carne, motivo pelo qual ficou repleto de admiração (Gn 2, 18-23).

O fato de ter sido gerada através de uma costela de Adão erroneamente levou muitos a imaginarem a sujeição da mulher ao homem, quando na rea-lidade o Senhor quis dar a ele uma companhia similar, um par. Já ouvi dizer que se Deus desejasse que a mulher fosse submissa ao homem a teria constituído de uma parte de seus pés, assim como se desejasse que fosse superior a ele, teria usado parte de sua cabeça. Entendo que o Senhor Deus os vê como iguais, de mesma estatura e, portanto, moldou Eva a partir de uma costela de Adão. Tal, entretanto, passou a ser compreendido e aceito apenas de alguns anos para cá.

Instigada pelo tentador, Eva perde o paraíso e é apontada como pedra de tropeço, quando na realidade, tanto ela quanto Adão comem do fruto proibido com consentimento próprio; o que, por si só, revela mais semelhança que diferença entre ambos.

Ao longo dos anos a mulher assumiu diversas facetas, inclusive a de mãe do próprio Emanuel - Deus Conosco, que de tanto amar a criatura desejou compartilhar sua experiência humana.

Submissão e transformação

Sabemos que a mulher foi discriminada por muito tempo. Não tinha voz. Não tinha vez. Vivia sujeita ao poderio do homem que a tiranizava, perdendo assim a liberdade e, muitas vezes, a autonomia sobre seu próprio corpo, sendo abundantes os registros históricos de venda de mulheres, como se fossem mercadorias.

A despeito dos avanços na consolidação dos direitos da mulher, ainda existe grande desigualdade em comparação com o homem, principalmente no acesso à educação e empregos com alta remuneração, além da violência física e psicológica a que a mulher está sujeita diuturnamente.

Em pleno século XXI, ainda assistimos estarrecidos a inúmeros atos de violência que afetam a vida de milhares de mulheres, causando-lhes prejuízos por vezes irreversíveis do ponto de vista físico, mental e emocional. Tal situação motivou a promulgação da lei que ficou conhecida como "Maria da Penha", em setembro de 2006, e que se destina a punir mais severamente os agressores dos delitos domésticos, assegurando à mulher uma assistência mais eficiente e a salvaguarda de seus direitos. Interessante notar que a mulher, vítima de preconceito e violência durante tantos anos, é quem foi destinada a parir e educar o homem. Assim, tal sugere que ela vem perpetuando o olhar distorcido sobre si mesma, ficando refém de sua própria criação. Isso precisa mudar!

O mundo precisa de mulheres cientes de seu valor, sensíveis, humanas, perseverantes, dispostas e amorosas. Agentes de mudança. Mulheres que ensinem aos homens como tratá-las com carinho e respeito.

Publicado na revista Missões, N. 02 - Março 2012.

Fonte: Maria Regina Canhos Vicentin - Revista Missões
* Maria Regina Canhos Vicentin - psicóloga e escritora. Autora de Estações da Vida entre outros - www.mariaregina.com.br

quarta-feira, 7 de março de 2012

Bote Fé: a juventude brasileira abraça a Cruz e o Ícone de Maria

Santa Sé solicita donativos para as comunidades da Terra Santa

O prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, solicitou o apoio de toda a Igreja Católica para evitar a fuga dos fiéis da Terra Santa perante a “violência” e a “opressão”.
“A emigração de cristãos tem-se agravado pela falta de paz, que tenta empobrecer a esperança, transformando-se no medo de estar sozinho perante um futuro que parece não existir a não ser com o abandono da própria pátria”, assinala o cardeal Leonardo Sandri, numa carta enviada aos bispos de todo o mundo.

Este responsável apela à chamada ‘Coleta em favor da Terra Santa’, uma iniciativa anual que remonta ao século XV, feita habitualmente nas celebrações de sexta-feira Santa, embora cada comunidade possa escolher outra ocasião.
“Dirijo um cordial convite a todas as comunidades eclesiais para que estejam do lado dos cristãos de Jerusalém, Israel e Palestina, como dos países circundantes, Jordânia, Síria, Líbano, Chipre, Egito, que juntos compõem aquela Terra abençoada”, escreve o cardeal argentino.
A missiva sublinha os “sofrimentos de todo o Médio Oriente”: “Para os discípulos de Cristo as hostilidades são o pão quotidiano que alimenta a fé e que, por vezes, fazem ressoar o eco do martírio em toda a sua atualidade”.
Nesse sentido, são recordadas em particular as situações de violência na Síria e os apelos do Papa ao diálogo e à defesa das populações.
A Congregação para as Igrejas Orientais lembra ainda aos bispos “o constante pedido” de Bento XVI para que “a missão da Igreja nos Lugares Santos seja generosamente sustentada”.
O organismo da Santa Sé publica um documento informativo, que ilustra as obras realizadas pela Custódia da Terra Santa em “escolas, programas de saúde, necessidades habitacionais, locais para encontros e tudo o que a generosidade da Igreja tem sabido suscitar”.
Em causa, assinala-se, está um “um louvável serviço social” que “abate as divisões e as discriminações para inaugurar um renovado diálogo ecuménico e a cooperação inter-religiosa”.
“Quanta fé que encontramos nos jovens, desejosos de testemunhar as bem-aventuranças, amando os próprios países no compromisso pela justiça e pela mediante a não-violência evangélica”, observa o cardeal Sandri.
O membro da Cúria Romana apela às “peregrinações” dos católicos, como forma de “ajuda concreta” e sinal de “fraternidade” para com as comunidades que vivem na terra natal de Jesus.

Fonte: Rádio Vaticano

Cardeal Hummes: "Evangelizar com sustentabilidade"

A pastoral com a população indígena, o desafio das seitas e a promoção do apostolado laical são apenas alguns dos desafios enfrentados pela Igreja no Brasil na região da Amazônia. Mas o desafio mais importante é a pastoral num território imenso, às vezes impenetrável, de milhares de pequenas aldeias. Uma das maiores dificuldades é a pastoral com a população indígena.

Encarregada desta missão é a Comissão Episcopal para a Amazônia, criada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, e confiada ao Cardeal Cláudio Hummes, prefeito emérito da Congregação para o Clero.

Entrevistado pelo Programa Brasileiro, Dom Cláudio relevou a importância da preservação da identidade cultural, da defesa das terras reservadas às tribos e do respeito aos seus direitos humanos. Para ele, o fundamental é evangelizar, sim, mas com sustentabilidade e, sobretudo, respeito pelos povos nativos.

"Dia 25 vou estar em São Gabriel da Cachoeira, bem no norte do Amazonas, visitando a diocese, porque eles vão inaugurar uma fazenda da esperança, para os dependentes de álcool entre os índios, que é um problema muito grande naquela região, infelizmente. Também quero visitar outras dioceses da área, mas, sobretudo na Assembleia Geral da CNBB, que será depois da Páscoa, já convocamos os Bispos da Amazônia, teremos uma grande reunião com a Comissão, para primeiramente ouvi-los. O que esperam desta Comissão? Começaremos a abordar assuntos específicos porque a Amazônia, como todos sabem, é uma região muito particular, tem particularidades que não se deveriam ser destruídas. O risco é que se trate a Amazônia como qualquer outra parte do Brasil ou do mundo".

"Como levar o desenvolvimento à Amazônia? O desenvolvimento deve preservar, ser oferecido aos índios, e não imposto. No entanto, eles têm direito a que se lhes ofereça o desenvolvimento moderno, na medida e no ritmo em que o quiserem; sem lhes impor, e menos ainda destruir, mas que eles assimilem e façam seu desenvolvimento a partir daquilo que é oferecido pela comunidade mundial e brasileira em termos de progressos econômicos, científicos e técnicos. Eles devem ser sujeitos desta história".

"Quanto à Igreja, é a mesma coisa: como a Igreja vai se inculturar na região?. Existem aqueles que defendem o direito dos índios, importantíssimos, e outros que defendem a evangelização direta, mas as duas coisas são as duas pernas com que se deve andar. Não se pode caminhar com uma perna só, seria prejudicial para os próprios índios. A Igreja de fato, se torna cada vez mais consciente, e eles também. Estas são as coisas que devemos trabalhar e ajudar".

Fonte: Rádio Vaticano

Os caminhos da Jornada Mundial da Juventude no Brasil

Que a Jornada Mundial da Juventude será em 2013, de 23 a 28 de julho, na cidade do Rio de Janeiro, já não é novidade para muita gente. O que muitos não sabem é que ela não se limita apenas a estes dias. Logo depois do anúncio oficial feito pelo papa Bento XVI para realização da Jornada no Rio, todo o país, de forma especial a Igreja no Brasil e as 276 dioceses, nos seus 17 Regionais, já estavam trabalhando.

O Projeto “Bote Fé”, por exemplo, que tem como carro chefe a peregrinação dos símbolos da JMJ (Cruz e o Ícone de Nossa Senhora), se realiza no território brasileiro, levando aos jovens o clima que envolve este que é o maior encontro do Bento XVI com a juventude católica de todo o mundo.

E para pensar, projetar e organizar todas as atividades precedentes à JMJ Rio 2013, a Comissão Episcopal Pastoral da Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, com a representação dos 17 padres referenciais do Setor Juventude, se reúne a cada dois meses para debater a JMJ e a Semana Missionária. A Semana, também conhecida como Pré-Jornada ou Dias nas Dioceses, são os dias que efetivamente preparam, de forma mais intensa, os jovens brasileiros e estrangeiros, em diversos lugares do país, para os dias da Jornada.

Na última reunião dos referenciais, foi tratado o subsídio, que será enviado a todas as dioceses com as diretrizes que vão reger os meses em preparação à JMJ, trabalhando temas específicos ligados diretamente à juventude no caráter de espiritualidade e gestos concretos.

Um dos pontos centrais da reunião foi a necessidade de formar e instruir as dioceses que acolherão peregrinos estrangeiros e a definição a programação base para toda a Semana Missionária, que ocorrerá simultaneamente em todo o Brasil.

Um dos participantes da reunião foi o represente do Comitê Organizador Local (COL) do Rio de Janeiro, padre Jefferson Gonçalves de Araújo, que abordou a logística e programação da Jornada, a fim de situar toda a equipe do andamento e preparativos de cada atividade que será realizada com os jovens na presença de Bento XVI.

Ao longo de todo o ano outras, reuniões serão realizadas, para ajustar o trabalho, a fim de que a Comissão da CNBB, juntamente com o COL no Rio de Janeiro, possam realizar em conjunto este encontro, que será um marco para a história da Igreja no país. Sonho de João Paulo II, que se atualiza aqui. Um presente para o Brasil, maior país cristão-católico e de maior expressividade de fé de todo o mundo.

Muito sol, calor e uma paisagem de tirar o fôlego. Foi neste belo cenário que 110 mil jovens acolheram neste final de semana a Cruz da Jornada Mundial da Juventude e o ícone de Nossa Senhora, no aterro da Praia de Iracema, em Fortaleza (CE). Após sair da Capela de São Pedro, milhares de fieis acompanharam a chegada dos Símbolos com muita emoção, ao som do famoso hino “Emmanuel”, da Jornada Mundial de 2000, em Roma. A cerimônia foi conduzida pelo fundador da Comunidade Shalom, Moysés Azevedo, e cantores da comunidade. “Jesus Cristo, ontem, hoje e sempre”: foi o que os fiéis repetiam à medida que os ícones passavam ao longo da praia. E, ao chegar ao palco, jovens dos diversos movimentos, pastorais e novas comunidades da Arquidiocese de Fortaleza receberam a Cruz e o ícone e rezaram diante dos símbolos.

A celebração Eucarística foi presidida pelo arcebispo de Fortaleza, dom José Antônio, e concelebrada por diversos sacerdotes da arquidiocese. A partir da Liturgia deste sábado, 3, dom José Antônio, afirmou que o amor não é um sentimento ou uma paixão, mas é dar a vida até o fim. “Com Jesus que morreu na cruz, aprendemos o que é o amor”, complementou. O arcebispo ainda reforçou a necessidade do testemunho cristão e que este deve ser concretizado a partir “de algo experimentado e vivido”.

“A cruz de Jesus nos faz viver de modo novo: com ela aprendemos a servir e não somente a ser servido”, declarou dom José Antônio, ao concluir seu discurso e recordar que o corpo de Jesus não está mais na cruz, mas Ele está vivo e caminha conosco sempre. O primeiro artista a se apresentar no Bote Fé foi o cearense Zé Vicente, que levantou os jovens com músicas como "Pelos caminhos da América".

Entretanto, com o objetivo de contribuir com a formação de jovens profissionais de comunicação, a partir de valores cristãos, as Comissões para a Juventude e da Comunicação, da CNBB, promoverão de 18 a 20 de maio, em Brasília (DF), o Seminário Nacional para Jovens Comunicadores.

O evento acontecerá em Brasília e as inscrições poderão ser feitas de 15 de março a 15 de abril, no site: www.jovensconectados.org.br. As vagas são limitadas.

Com o tema “Jovens católicos: comunicação que transforma vidas”, o encontro contará com uma programação diversificada: debates com profissionais de comunicação, bispos e sacerdotes, além de atividades musicais, teatro, painéis e rodas de conversa.

Além do Seminário para Jovens Comunicadores, outros dois estão marcados para este ano: o Seminário Nacional de Juventude e Bioética (de 13 a 15 de julho) e o de Juventude e Missão (de 28 a 29 de setembro). O primeiro tem a finalidade de aproximar jovens envolvidos em questões bioéticas, para refletir, à luz da fé e razão, sobre valores e princípios éticos. Já o segundo, tem o objetivo de impulsionar a juventude para a missão permanente de profetas e agentes de transformação social.

Fonte: Jovens Conectados - CNBB

segunda-feira, 5 de março de 2012

Lançado o material para o 3º Congresso Missionário Nacional

O Conselho Missionário Nacional - Comina, e as Pontifícias Obras Missionárias - POM, realizou na manhã deste sábado, 3, durante a Assembleia que acontece em Brasília - DF, uma coletiva de Imprensa para lançar o material preparatório para o 3º Congresso Missionário Nacional - 3º CMN, que acontecerá de 12 a 16 de julho de 2012, em Palmas -TO e terá como tema "Discípulo missionário: do Brasil para um Mundo secularizado e pluricultural, à luz do vaticano II".

Na Coletiva foram apresentados aos meios de comunicação e aos participantes da Assembleia o Instrumento de Trabalho, o Cartaz, a Logomarca e o Site que reúne todas as informações sobre o 3º CMN. Participaram da coletiva dom Sérgio Braschi, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Missionária da CNBB e do Comina e bispo de Ponta Grossa - PR; padre Camilo Pauletti, diretor Nacional das Pontifícias Obras Missionárias - POM e padre José Altevir da Silva, assessor nacional da Comissão para a Ação Missionária da CNBB e secretário executivo do Comina.

Padre Jaime C. Patias, assessor de imprensa do Congresso, disse da importância do envolvimento dos meios de comunicação católicos na cobertura do evento em Palmas -TO. "Os meios fazem com que todo o Brasil participe deste momento. Nesse sentido, missão e comunicação tem tudo a ver: é colocar esse espírito missionário em movimento". Destacou ainda que todos os meios católicos são convidados a participar do Congresso e que haverá uma estrutura montada em vista do trabalho da Imprensa, no evento.

Dom Sérgio Braschi expôs as motivações para a realização do 3º CMN: "É a terceira vez que o Brasil se reúne em Congresso missionário, o primeiro aconteceu em Belo Horizonte (2005), o segundo em Aparecida (2008) e agora em Palmas -TO, para tornar mais fácil a participação de regiões como Norte e Nordeste. O tema está ligado ao 4º Congresso Americano Missionário - CAM 4 e 9º Congresso Missionário Latino-Americano - Comla 9, que acontecerá em 2013, na Venezuela. "Temos no tema três palavras importantes: ‘discípulo-missionário', ‘do' e ‘para'. Do' Brasil ‘para' o mundo secularizado o que compreende uma dinâmica de sair em missão, de olhar para fora, para um mundo marcado pela secularização e sobretudo, para essa grande diversidade cultural e à luz do Concílio Vaticano II, que comemora 50 anos do seu início', concluiu o bispo presidente do Comina.

Sobre o instrumento de trabalho lançado durante a Assembleia, padre Camilo Pauletti relatou que ele vem em auxílio aos grupos, aos regionais, coordenações e delegados que participarão do Congresso. "O texto-base serve de instrumento de trabalho para a preparação do Congresso. O documento contém as motivações para o Congresso, os objetivos, a programação, a organização e três textos de reflexão de autoria do Irmão Nery, padre Paulo Suess e padre Estevão Raschietti", acrescentou.

Padre José Altevir explicou que o Cartaz do 3º CMN, foi produzido a partir do Cartaz do CAM 4 - Comla 9. A arte e os símbolos lembram que a missão deve acontecer no mundo e para toda a humanidade. "Num mundo globalizado os conflitos têm uma dimensão que ultrapassa a região e o país. A missão é sem fronteiras", explicou.
A Logomarca traz esferas nas cores vermelha, amarelo, azul e verde que indicam a diversidade cultural do Brasil. No centro do mapa formado, precisamente da capital mais nova do Brasil, Palmas, Tocantins, erradia uma cruz que simboliza o local do 3º CMN.

Dom Jaime Kohl, membro da Comissão para a Missão Continental, bispo de Osório - RS, ressaltou que o Congresso, "vem ajudar a Igreja a passar de uma pastoral de mera conservação para uma dimensão estritamente missionária. A América Latina está em estado permanente de missão que é uma forma de criar essa sensibilidade do compromisso missionário para todos os batizados", disse. "O slogan discípulo-missionário traduz a compreensão que a Igreja tem de si, de seus fiéis no dia de hoje e que é compromisso de todo cristão tornar conhecido o Cristo e uma forma muito simples de partilhar a própria fé através do próprio testemunho de vida, divulgando o Reino de Deus".

O responsável pela organização do Congresso em Palmas, Padre Fábio Gleiser Veira, disse que a arquidiocese entrou num clima de expectativa e de alegria por sediar este evento. Afirmou ainda que "o Congresso acontecerá no Colégio Marista e a infraestrutura já está organizada com salas de imprensa, secretaria, doze equipes de trabalho (saúde, transporte, alimentação), dentre outros serviços. A chegada da cruz da JMJ - Rio 2013, na arquidiocese nos ajudará a preparar espiritualmente para o congresso. A nossa expectativa é que possamos ter uma visão ampla da Igreja do Brasil, em sua diversidade e que ele desperte a vida dos fiéis em Palmas para a missão".

Sobre como o Congresso pode atualizar o Documento de Aparecida e o lugar da Vida Religiosa Consagrada na Igreja, o teólogo padre Paulo Suess lembrou que, "Aparecida fala da conversão pastoral, que quer dizer conversão missionária no sentido do Concílio Vaticano II, onde pastoral e missionariedade coincidem. Aparecida dá umas dicas, inclusive para a Vida Religiosa: Ser Casa dos pobres, ser "Samaritana", ou seja, a Igreja que serve, que entende esse serviço a partir do samaritano que era proibido de entrar no templo, mas que fez aquilo que era importante para conseguir a vida eterna. Aparecida propõe ainda uma Igreja "advogada dos pobres". A Igreja não é tutora dos pobres, não é juíza, ela toma partido, é advogada dos pobres. Vamos converter o mundo nos colocando ao lado dos pobres", sublinhou.

Outras notícias da Assembleia do Comina:
Conselho Missionário Nacional realiza Assembleia e prepara Congresso

Paulo Suess fala sobre os desafios da Missão num mundo secularizado

A Assembleia do Comina encerrou seus trabalhos neste domingo, dia 04. Dom Sérgio agradeceu a participação de todos e, de maneira especial, o padre José Altevir que deixa o cargo de assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Missionária da CNBB, para assumir a direção da Congregação dos missionários Espiritanos no Brasil.

Fonte: Rosinha Martins - Assessoria de imprensa CRB

Bento XVI a paroquianos de Roma: superar o "analfabetismo religioso"

Após uma semana de retiro quaresmal, sem audiências e compromissos públicos, o Papa Bento XVI deixou o Vaticano na manhã deste domingo para visitar a Paróquia São João Batista de La Salle al Torrino, na periferia sul de Roma.

Trata-se de uma paróquia jovem, com cerca de 12 mil habitantes, composta por 85% de jovens casais com filhos em idade escolar. De fato, milhares de crianças acolheram calorosamente seu Bispo, que fez questão de cumprimentar pessoalmente inúmeras delas posicionadas na praça diante da igreja, onde foi celebrada a Santa Missa.

A Igreja também é jovem, pois foi erigida no Jubileu do Ano 2000 e consagrada em 2009. Sua posição geográfica, no ponto mais alto do bairro, notou o Pontífice na sua homilia, é significativa, porque indica que também nós precisamos subir no monte da transfiguração para receber a luz de Deus, para que seu Rosto ilumine o nosso rosto. "É na oração pessoal e comunitária que nós encontramos o Senhor não como uma ideia, como uma proposta moral, mas como uma Pessoa que quer entrar em relação conosco, que quer ser amigo e renovar a nossa vida para torná-la como a sua."

Mas este encontro não é somente um fato pessoal: "Esta igreja posicionada no ponto mais alto do bairro lhes recorda que o Evangelho deve ser comunicado, anunciado a todos. Não esperem que outros venham trazer-lhes mensagens diferentes, que não conduzem à verdadeira vida, mas sejam vocês mesmos missionários de Cristo aos irmãos lá onde vivem, estudam ou somente transcorrem o tempo livre".

A fé, recordou o Pontífice, deve ser vivida em comunhão, e a paróquia é o local no qual se aprende a viver a própria fé em meio aos outros. "Desejo encorajá-los para que cresça a corresponsabilidade pastoral, numa perspectiva de autêntica comunhão entre todas as realidades presentes, que são chamadas a caminhar juntas. Que o próximo Ano da Fé seja uma ocasião propícia também para esta paróquia, para fazer crescer e consolidar a experiência da catequese sobre as grandes verdades da fé cristã, e superar o 'analfabetismo religioso' que é um dos maiores problemas de hoje."

O Papa recordou o papel da família e de toda a comunidade cristã de educar à fé, citando em especial o ensinamento de São João Batista de La Salle. "Em especial, queridas famílias, vocês são o ambiente de vida em que se movem os primeiros passos da fé; sejam comunidades em que se aprende a conhecer e a amar sempre mais o Senhor, comunidades que se enriquecem reciprocamente para viver uma fé realmente adulta."

Por fim, Bento XVI confiou à Virgem Maria o nosso caminho quaresmal, como o de toda a Igreja, para que nos ajude a sermos discípulos fiéis de Cristo, cristãos maduros, para poder participar com Ela da plenitude da alegria pascal.

 

Fonte: Rádio Vaticano

sexta-feira, 2 de março de 2012

Pontifício Conselho para os Leigos conclui hoje visita ao Rio

Termina nesta sexta-feira, dia 2, a visita da delegação do Pontifício Conselho para os Leigos (PCL) à Arquidiocese do Rio de Janeiro, em vista dos preparativos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que será realizada na cidade em 2013. A comitiva, liderada pelo cardeal Stanislaw Rylko, visitou os principais pontos da cidade que deve ser integrados à programação do evento.

O Comitê Organizador Local, presidido pelo arcebispo do Rio dom Orani João Tempesta, e o PCL estudam oito locais da cidade para os principais atos da JMJ, que devem ser definidos até o mês de julho deste ano. Entre estes locais está o Aterro do Flamengo, onde o papa João Paulo II presidiu a missa de encerramento do Encontro Mundial das Famílias, em 1997.

Na quinta-feira, 1ºde março, aniversário da cidade, o cardeal Rylko presidiu a missa no Santuário Cristo Redentor, no Corcovado. Concelebraram a eucaristia o arcebispo do Rio, os bispos auxiliares dom Paulo Cézar e dom Antônio Augusto Dias e o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, dom Eduardo Pinheiro.

Na homilia, o cardeal Rylko fez uma avaliação da visita, que começou no dia 27 de fevereiro: "Nestes dias tivemos a oportunidade de trabalhar com o Comitê Organizador da JMJ. Ficamos muito impressionados com o trabalho do COL, com a sua generosidade, com seu empenho e profissionalismo. Parabéns. Ficamos também tocados pela ótima colaboração existente entre o Comitê e a CNBB, assim como com as autoridades civis. Tudo isso nos faz ter ótimas expectativas quanto ao bom êxito da JMJ Rio2013.

Queremos manifestar a todos vocês em nome do Santo Padre a nossa profunda gratidão".

(Com informações do site www.rio2013.com)

Fonte: CNBB

Mulheres indígenas da América Latina reclamam o direito à terra

As mulheres indígenas trabalham a terra, cuidam dos animais, semeiam e fazem a colheita, são responsáveis pela comercialização de seus produtos e, ao mesmo tempo, cuidam e educam seus filhos. Contudo, em muitos países possuem menos de 2% da terra e enfrentam grandes dificuldades ao tentar obter um título de propriedade.

Quem afirma é Otília Lux de Cotí, diretora executiva do Fórum Internacional de Mulheres Indígenas (FIMI), num encontro na sede das Nações Unidas, esta semana, sobre o direito à terra das mulheres rurais.

Cotí explicou a filosofia por detrás da relação que a mulher indígena tem com a terra.

“Nós, como povo indígena, não estamos à margem, estamos sempre articulados com o cosmos, com a Mãe Natureza. Obviamente, para nós a Terra é a Mãe de onde vem a vida, e por ser doadora da Vida, devemos protegê-la. Se não fizermos isso, não haverá mais vida”.

Essa forma de ver a Terra é muito distinta daquela moderna e ocidental que a considera um “bem de propriedade”. Entretanto, Otília Lux diz que em alguns países da América Latina já é possível encontrar um equilíbrio entre essas duas visões.

“Na Bolívia, por exemplo, já existe uma lei que reconhece a “propriedade coletiva” das terras que pertencem aos povos indígenas. E é nesse ponto que as mulheres indígenas da Bolívia querem ter reconhecido o direito de serem co-proprietárias da terra. Na Nicarágua, o Estado também reconheceu a propriedade coletiva – co-propriedade de homens e mulheres – nas terras do povo Miskito. Esses são grandes avanços para reduzir a lacuna na questão do acesso e titularidade das terras”.

Estes são dois exemplos bem sucedidos que podem servir de exemplo para outros países do continente.

“Sou guatemalteca e no meu país estamos lutando por uma lei que se chama “Desenvolvimento Rural Integral” na qual pedimos que a mulheres tenham acesso à titularidade da terra e que seja reconhecido o caráter coletivo das terras indígenas na Guatemala. Elaborar esta proposta não foi fácil, tivemos muito trabalho mas não foi aprovada. Por isso, fazemos um apelo aos Estados e aos governos já que o sistema de posse de terra não é o mesmo que levanta em nível oficial os nossos povos porque temos um sistema de co-propriedade. E neste sistema, o nosso território não se deteriora. Todos têm que tomar decisões. Todos têm que aprovar ou desaprovar. Se são nossas terras, temos o direito de ser consultados”.

Cotí solicitou às Nações Unidas que recomendem aos Estados que contemplem em suas legislações o sistema de posse coletiva dos povos indígenas.
 

Fonte: Rádio Vaticano
Local: Nova Iorque
   

quinta-feira, 1 de março de 2012

Locais da JMJ-Rio2013 serão escolhidos até julho

Penúltimo dia da visita da delegação do Pontifício Conselho para os Leigos ao Rio de Janeiro, em vista da realização da Jornada Mundial da Juventude de 2013.

Na quarta-feira, o Presidente do Pontifício Conselho, Cardeal Stanislaw Rylko, e sua comitiva visitaram o Centro de Operações da Prefeitura (COR). "Estamos muito bem impressionados com essa tecnologia de informação de alto nível. Isso nos faz esperar que em julho de 2013 a organização da cidade do Rio possa funcionar perfeitamente", declarou o Cardeal.

O presidente do Comitê Organizador Local (COL) da JMJ-Rio2013 e arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, acompanhou a visita da delegação do Pontifício Conselho ao COR.

O secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos, Carlos Roberto Osório, apresentou ao grupo as instalações do Centro de Operações e um breve planejamento da preparação do Rio de Janeiro. Osório explicou que todos os possíveis locais de encontros para a JMJ Rio2013 já estão mapeados.

O grupo conheceu a Sala de Crise para ver de perto todo o trabalho realizado por mais de 70 controladores que monitoraram a cidade do centro de operações e as fontes de informação que abastecem esse quartel general do município.

"O COR tem três objetivos: operar a cidade no seu dia a dia, atender a cidade em momentos de crises e emergências e planejar e executar grandes eventos. A JMJ é um dos grandes eventos que o Rio vai receber, então, desde já, na fase de planejamento, o COR está congregando todas as informações, montando e executando esse planejamento e, em seguida, vai coordenar a entrega. Ele é um ponto central para o sucesso do evento, já que durante a realização da JMJ será o cérebro de funcionamento operacional da cidade", destacou o secretário Osório.

Para o Cardeal Rylko, as preocupações para a JMJ Rio2013 são as de todas as Jornadas, porque estas sempre representam um grande desafio, seja no campo logístico, seja no campo pastoral.
Logo após a visita ao COR, a comitiva seguiu para a Catedral de São Sebastião. Cardeal Rylko conheceu as dependências do templo e o museu que fica no subsolo da Catedral.

Estão sendo avaliados aproximadamente oito locais para os atos centrais e especiais da JMJ, que serão escolhidos até julho deste ano.

Depois da Catedral, os membros do PCL estiveram no Aterro do Flamengo, mas precisamente no Monumento aos Pracinhas, que já recebeu a visita do Papa João Paulo II, quando esteve no Rio.
 

Fonte: Rádio Vaticano
Local:Rio de Janeiro    

Comina lança material do 3º Congresso Missionário Nacional

Neste fim de semana, dias 2 a 4 de março, representantes das forças missionárias da Igreja Católica no Brasil estarão reunidas na sede nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM), em Brasília (DF), para a 29ª Assembleia do Conselho Missionário Nacional (Comina), organismo cuja finalidade é a animação, a formação, a organização e a cooperação missionária além-fronteiras das igrejas locais.

O principal objetivo do evento é a preparação do 3º Congresso Missionário Nacional (3º CMN) que reunirá nos dias 12 a 15 de julho, em Palmas (TO), cerca de 600 pessoas de todas as regiões do Brasil. O 3º CMN terá como tema "Discipulado missionário: do Brasil para um mundo secularizado e pluricultural à luz do Vaticano II". Segundo o diretor nacional das POM, padre Camilo Pauletti, durante a Assembleia do Comina serão apresentados alguns materiais do 3º CMN, entre eles, o site, onde serão publicadas todas as informações e documentos oficiais do Congresso; o Instrumento de Trabalho, que é o Texto-Base do Congresso, além do cartaz e a logomarca.

Congressos Missionários do Brasil

A caminhada dos Congressos Missionários Nacionais chega à sua terceira etapa. São pensados e realizados em preparação aos Congressos Americano e Latino-Americano (CAM/Comla) que deverão ocorrer pela quarta e nova vez respectivamente, em 2013, em Maracaibo, Venezuela. "Os CMN propõem-se como forte momento de reflexão, animação e articulação em torno da natureza missionária da Igreja e de suas tarefas evangelizadoras prioritárias no mundo de hoje, com enfoque na missão ad gentes (além-fronteiras)", comenta o secretário executivo do Centro Cultural Missionário (CCM), padre Estêvão Raschietti.

O 1º Congresso Missionário Nacional aconteceu em Belo Horizonte (MG) em julho de 2003, em preparação ao CAM2/Comla7, na Guatemala, e discutiu o tema "Igreja no Brasil, tua vida é missão". O 2º CMN, por sua vez, foi realizado em Aparecida (SP), em maio de 2008, com o tema "Do Brasil dos batizados ao Brasil de discípulos-missionários sem fronteiras". Esta etapa seguiu as orientações da 5ª Conferência Episcopal da América Latina e Caribe, que aconteceu no ano anterior, de convocar as Igrejas do continente para assumir e operacionalizar a missão.

Assembleia do Comina

A Assembleia do Comina, que acontece a cada dois anos, é um momento de cultivar o conhecimento das diferentes realidades dos Conselhos Missionários Regionais (Comires), dos organismos e das instituições vinculadas ao Comina. "Iremos nesses três dias de encontro aprofundar o tema da identidade do Comina e dos Comires, proporcionar o aprofundamento de conteúdos da missiologia, avaliar a caminhada do Comina e projetar seu futuro, enfim, ajudar na caminhada missionária da Igreja no Brasil", comentou o presidente do Comina, dom Sérgio Arthur Braschi.

Participam da Assembleia os bispos e assessores responsáveis da dimensão missionária da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); o diretor e os secretários das Pontifícias Obras Missionárias (POM) e o secretário executivo do Centro Cultural Missionário (CCM), a presidente da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e da Pastoral dos Brasileiros no Exterior (PBE); os coordenadores dos Conselhos Missionários Regionais (Comires) e os representantes de institutos, associações e imprensa missionários.

Fonte: POM

CNBB promove Seminário de Jovens Comunicadores

Com o objetivo de contribuir com a formação de jovens profissionais de Comunicação, a partir de valores cristãos, as Comissões Episcopais Pastorais da Juventude e da Comunicação, ambas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), promovem, de 18 a 20 de maio, em Brasília (DF), o Seminário Nacional para Jovens Comunicadores.

O evento acontecerá no auditório do Colégio Maria Auxiliadora e as inscrições poderão ser feitas de 15 de março a 15 de abril, no site dos Jovens Conectados: www.jovensconectados.org.br. As vagas são limitadas.

Com o tema “Jovens católicos: comunicação que transforma vidas”, o encontro contará com uma programação diversificada: atividades musicais, teatro, painéis, rodas de conversa, além de palestras com profissionais de Comunicação, bispos e padres.

Além do Seminário de Jovens Comunicadores, outros dois seminários estão marcados para este ano: o Seminário Nacional de Juventude e Bioética (de 13 a 15 de julho) e o de Juventude e Missão (de 28 a 29 de setembro). O primeiro tem a finalidade de aproximar jovens envolvidos em questões bioéticas, para refletir, à luz da fé e razão, sobre valores e princípios éticos. Já o segundo, tem o objetivo de impulsionar a juventude para a missão permanente de profetas e agentes de transformação social.

Fonte: CNBB - Jovens Conectados

Missão: os desafios de um missionário brasileiro em Moçambique

Moçambique. África! País distante, porém cada vez mais ligado ao Brasil. A língua nos aproxima, sim, é verdade. Contudo, a diferença cultural é um dos grandes desafios para os missionários no país.

Irmão Roberto Carlos Ramos, 30 anos, é catarinense, professor, La Sallista, Irmão das Escolas Cristãs. Chegou em Moçambique em 2007 onde, desde então, trabalha numa missão da Igreja Católica na Arquidiocese de Beira, mais especificamente na comunidade de Mangunde.

Um dos principais focos da Missão em Moçambique é a educação: são cerca de 800 internos, mais de 1.400 pessoas que recebem auxílio para o tratamento com antirretrovirais além de uma escola com 2.130 alunos. Irmão Roberto explica porquê os ex-alunos também assumem uma grande responsabilidade na Missão.

“Nós estamos dedicando a eles a confiança de formar outros professores e, aos poucos, há essa multiplicação a partir destes líderes que foram formando novas lideranças. Portanto, o projeto e a Missão são muito significativos. É preciso ter muita paciência, muita calma porque é uma cultura totalmente diferente, uma língua tribal muito falada que, às vezes, complica um pouco a comunicação. Mas estou muito realizado e feliz com o trabalho realizado aqui em Moçambique”.

A Missão se concentra na província de Safala onde duas ameaças à saúde são constantes: o HIV e a malária.

“Eu tive malária duas vezes: a primeira seguida de anemia aguda. Como aqui em Safala cerca de 25% da população é portadora do HIV, os médicos desaconselham transfusões de sangue então vivi um momento bastante delicado. Somente depois de três meses o organismo volta ao normal. Nós, estrangeiros, não somos habituados. Os nativos têm malária e logo ficam bons. A malária já fez muitas vítimas entre missionários: recentemente uma irmã brasileira e um padre jesuíta. É uma doença perigosa”.

Os desafios da Missão em Moçambique não param por aí: a guerra terminou mas as consequências ainda são sentidas.

“Muitas minas ainda não foram desativadas”.

Fonte: Rádio Vaticano
Local:Cidade do Vaticano    

Juventude e Saúde Alimentar é tema de Semana da Cidadania 2012

A Semana da Cidadania (SdC) 2012 escolheu o tema "Juventude e Saúde Alimentar", e o lema "É preciso ter certeza do que se põe na mesa". Conforme alerta a Campanha da Fraternidade deste ano, saúde tem a ver com plenitude, harmonia entre corpo e espírito, entre pessoa e ambiente, entre personalidade e responsabilidade, integridade física e espiritual, paz, alimentação, educação, trabalho, remuneração, promoção da mulher, da criança, da ecologia, do meio ambiente, igualdade, solidariedade, justiça, democracia, participação cidadã, qualidade de vida, defesa da vida, prosperidade (CF nº 15).

A Semana da Cidadania 2012 acontece entre os dias 14 e 21 de abril e para abordar o tema propõe três eixos de reflexão: saúde, agricultura e direitos que ajudam a alargar a discussão tendo como pano de fundo a ideia do cultivo do Bem Viver. O objetivo é pensar nas pessoas, no cuidado com o corpo, com uma vida saudável, que passa pelo consumo de alimentos adequados. Pensar também nos modelos de produção de alimentos, nas práticas que geram saúde para as pessoas e para o planeta e nas práticas que geram doença e morte. Tudo isso para garantir o direito à saúde e à segurança alimentar a todos/as, com acesso igualitário e adequado, com qualidade e segurança.

Segundo Joaquim Alberto Andrade Silva, membro da Equipe de Assessores da Pastoral da Juventude, para iluminar as discussões, a Semana da Cidadania escolheu o texto bíblico do Evangelho segundo João (Jo 6, 27). "Nesta passagem, somos convidados a renovar nossa fé em Jesus, o ‘alimento que permanece' e que nos faz viver. Nossa busca é encontrá-lo no cotidiano, em nossa Nazaré, alimentarmo-nos da sua Palavra e da sua vida. Buscar vida plena, encontrando na prática e na vida d´Ele, referência para vivermos nossa própria vida", explica o assessor.

Em breve, o subsídio também estará disponível para todos os grupos de jovens do país.

Link para download do cartaz em alta resolução:


A Semana da Cidadania é organizada pela Pastoral da Juventude, Pastoral da Juventude Estudantil, Pastoral da Juventude do Meio Popular, Pastoral da Juventude Rural, o Anchietanum - Centro de Juventude e a Rede Brasileira de Centros e Institutos de Juventude.

Os organizadores esperam que o as reflexões ajudem a cultivar também nos hábitos alimentares e na relação com os/as outros e com o mundo, o Bem-Viver tendo em vista a defesa da vida e a construção da Civilização do Amor.

Fonte: Joaquim Alberto Andrade Silva - PJ / Revista Missões