quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

CNBB e a ação pastoral com a juventude

A CNBB tem uma longa e bonita história de opção afetiva e efetiva pelos jovens. Suas Diretrizes Gerais bem como seus Planos de Ação sempre trouxeram marcas positivas e desafiadoras com relação à evangelização da juventude. No início se apoiou em propostas como as Congregações Marianas e os Jovens Vicentinos. Depois incentivou a Ação Católica Especializada com as várias ramificações na área juvenil. Vieram, em seguida, os Movimentos de Encontro e a articulação das Pastorais da Juventude a partir dos grupos juvenis.

O Setor Juventude da CNBB, criado em 1983, vai ganhando visibilidade e força no cenário eclesial e se transforma, por decisão dos bispos e sua 49ª. Assembleia Geral de 2011, em Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude.  Responsável por acompanhar as Pastorais da Juventude e gerar espaços de unidade entre as diversas expressões juvenis, segundo as orientações do Documento 85 de 2007, a Comissão anima a pastoral juvenil no país. Recentemente organizou a Coordenação da Pastoral Juvenil que, contando com representantes de algumas expressões, busca caminhos de evangelização comum e a partir do princípio do protagonismo juvenil. A Equipe Jovem de Comunicação, principalmente através do site www.jovensconectados.org.br , tem prestado um precioso serviço de evangelização.

Dois textos da coleção Estudos da CNBB (nos 44 e 76) e um dos Documentos da CNBB (no 85) registram história, pedagogia, desafios, horizontes constantes para impulsionar o trabalho junto aos jovens. As duas Campanhas da Fraternidade (1972 e 2013) com seus textos-base e provocações, são sinais, também, deste olhar preferencial pelas novas gerações.  Ao solicitar ao papa a realização de uma Jornada Mundial da Juventude em terras brasileiras, os bispos manifestaram, mais uma vez, aos jovens do Brasil, o seu amor por eles e o desejo de favorecer-lhes caminhos novos para o alimento de sua vocação de discípulos missionários.
Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude
Dom Eduardo Pinheiro da Silva, SDB - Presidente
Dom Vilson Basso, SCJ
Dom Bernardino Marchió

Assessores
Pe. Carlos Sávio da Costa Ribeiro
Pe. Antônio Ramos do Prado, SDB

Fonte: CNBB

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Dom Leonardo Ulrich Steiner: Precisamos ser discípulos-missionários para o mundo”

O secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Ulrich Steiner, provocou os membros da Pontifícia Obra da Propagação da Fé a se esforçarem pelo discipulado missionário.

Ele deu início na manhã desta sexta-feira, 14, às atividades da 5ª Assembleia da Obra que reúne membros de todos os estados do país. Com o tema “Ide e fazei discípulos entre todas as nações (Mt 28, 19)” ele foi enfático quanto à mensagem do Evangelho.

“Precisamos ser discípulos-missionários para o mundo. Essa iniciativa é necessária e urgente por que somos anunciadores e nossa tarefa é ir por todo o mundo e anunciar a Boa Nova a toda criatura, conforme nos pede a Palavra de Deus”, exortou dom Leonardo. O prelado aprofundou sua reflexão em quatro pontos: espiritualidade, missionariedade, jovialidade e Deus que habita em luz inacessível (1 Tm 6, 16).

Antes de dar início às reflexões, dom Leonardo convocou os jovens a serem menos objetivos quanto às definições daquilo que queremos compreender. “Temos a tendência de definir as coisas com muita objetividade. É uma maneira que a maioria das pessoas adota e passa a ver o mundo. Somos motivados por aquilo que impacta, mas devemos também observar de outra forma, como exemplo, ler o mesmo livro várias vezes”, sublinhou.

De acordo com o secretário da CNBB, “precisamos estar mais abertos, ouvir mais e se deixar encontrar pelo outro. Falar de espírito é pensar num modo de espera, ou seja, não ir direto ao ponto”. Ele disse aos participantes da Assembleia que a espiritualidade (cuidar do espírito) “não é uma ciência de dominação, não é estudo do espírito, mas um modo próprio de existir”. E afirmou que é importante por que “é o espírito que cuida de nós”.

Dom Leonardo demonstrou algumas formas de deixar o espírito cuidar. “Devemos ter abertura da nossa parte, pois é o espírito de Deus que vem ao nosso encontro. Quando nos esquecemos disso vivemos de maneira alienada. Ao lermos a Bíblia, damos abertura ao espírito e criamos a possibilidade de mergulhar na profundidade de nossa existência”, refletiu.

Espiritualidade e Missão

A abertura é um modo de vida indispensável ao trabalho do missionário, segundo dom Leonardo. Ele disse que, “o Evangelho deve ser um horizonte e se queremos ser cristãos anunciadores, temos que nos ater a ouvir o mundo pelo espírito” e salientou que a missionariedade não é algo a ser acrescentado na vida do cristão, mas faz parte da sua vida. “A missionariedade trata-se de uma força que é dada ao missionário. Ele não é enviado por que quer ir, mas porque Deus o envia através do Evangelho e a pessoa vai pelo amor de Deus que é uma força que impulsiona para fora de nós mesmos”.

A alegria de ser discípulo-missionário é outro ponto que deve ser observado pelo missionário, comentou ainda dom Leonardo. Ele citou o Documento de Aparecida (DAp) para justificar essa questão. “Aqui está o desafio fundamental que afrontamos: mostrar a capacidade da Igreja para promover e formar discípulos e missionários que respondam à vocação recebida e comuniquem por toda parte, transbordando de gratidão e alegria, o dom do encontro com Jesus Cristo (n. 14)”.  Completou dizendo que “o envio não é imposto e que pelo rosto do missionário se sabe se ele é enviado ou não”.

A palavra jovialidade, explicou o bispo auxiliar de Brasília, “significa ter a força de Deus”, portanto, não deve ser confundida com qualidade da força biológica, mas “uma vitalidade que vem de Deus”. Com relação a Deus que habita em luz inacessível, dom Leonardo explicou que é a capacidade do cristão de deixar-se encontrar. “Inacessível é o modo como Deus veio até nós: Deus me toca, agora posso tocá-lo; Deus ama, agora posso amá-lo; Deus me deseja, agora posso deseja-lo. Falamos de inacessibilidade por que eu que fui tocado por ele”.

Dom Leonardo aprofundou esse último tema de sua orientação espiritual destacando que a inacessibilidade de Deus é próprio do Cristianismo, por que ele nos ama antes, se faz próximo de nós através da pequenez, do sofrimento, da cruz e se deixa tocar. “Deus é tão grande que mesmo suspenso numa cruz ele não enxerga mais o horizonte, mas continua a amar o Pai e entrega seu espírito a Deus”. O missionário, completou o bispo, “deve ser envolvido por esse mesmo amor e se doar completamente pela Missão”, completou.

Fonte: Fúlvio Costa - POM

Desporto ao serviço do homem e não o homem ao serviço do desporto: Bento XVI recebendo Comité Olímpico Italiano

“Um desporto ao serviço do homem e não o homem ao serviço do desporto” foi a proposta feita pelo Papa ao receber, nesta segunda de manhã, no Vaticano, uma delegação do Comité Olímpico italiano, com os atletas que representaram a Itália nos Jogos Olímpicos de Londres.
Felicitando-os pelas vitórias alcançadas (28 medalhas, oito das quais de ouro), Bento XV observou que aos atletas se pede mais do que o simples competir e obter bons resultados.
“Toda e qualquer atividade desportiva, tanto a nível de amadores como de competição, exige lealdade, respeito pelo próprio corpo, sentido de solidariedade e altruísmo, mas também alegria, satisfação, festa.”
 
“O que pressupõe um caminho de autêntica maturação humana, feita de renúncias, de tenacidade, de paciência, e sobretudo de humildade, que não suscita aplausos, mas que é o segredo da vitória.
“Um desporto que queira ter pleno sentido para quem o pratica, deve estar sempre ao serviço da pessoa. O que é está em jogo não é apenas o respeito das regras, mas a visão do homem, do homem que pratica desporto e que, ao mesmo tempo, tem necessidade de educação, de espiritualidade e de valores transcendentes”.

“De fato – observou ainda o Papa - o desporto é um bem educativo e cultural capaz de revelar o homem a si mesmo e de o aproximar de uma compreensão do sentido profundo da sua vida”.

Bento XVI recordou que o Concílio Vaticano II se referiu expressamente ao desporto (na Constituição “Gaudium et Spes”, no quadro das relações entre a Igreja e o mundo contemporâneo), colocando-o no setor da cultura, isto é, no âmbito em que se sublinha a capacidade interpretativa da vida, da pessoa e das suas relações.
“O Concílio faz votos de que o desporto contribua para afinar o espírito do homem, consentindo às pessoas enriquecerem-se com o conhecimento recíproco, ajudando a manter o equilíbrio da personalidade e favorecendo relações fraternas entre os homens de todas as condições, nações e diferentes origens.
Numa palavra, uma cultura do desporto assente no primário da pessoa humana; um desporto ao serviço do homem e não o homem ao serviço do desporto”.

A Igreja – observou ainda o Papa – interessa-se pelo desporto, porque se preocupa com o homem, com o homem todo, e porque reconhece que a atividade desportiva incide na educação, na formação da pessoa, nas relações , na espiritualidade.
 
Aludindo ao Ano da Fé, Bento XVI considerou que a atividade desportiva pode educar a pessoa também na “competição” espiritual, levando a viver em cada dia no esforço de fazer triunfar o bel sobre o mal, a verdade sobre a mentira, o amor sobre o ódio, e tudo isto antes de mais para si mesmo. Também o mundo do desporto pode ser como que um moderno “Átrio dos gentios” – uma preciosa oportunidade de encontro aberto a todos, crentes e não crentes, para experimentar a alegria e também a dificuldade de se confrontar com pessoas diferentes por cultura, língua e orientação religiosa.

Fonte: Rádio Vaticano

Centenário de Evangelização de Koudougou: ocasião extraordinária para tomar

Cem anos atrás, em 1912, a Boa Nova chegou pela primeira vez à região compreendida entre a atual Diocese de Koudougou, em Burquina-Fasso, partindo da aldeia de Réo, na província de Sanguié, região centro-ocidental do país africano. A Diocese de Koudougou foi a terceira região a receber o anúncio do Evangelho em Burquina-Fasso, levado pelos Missionários da África, depois das Dioceses de Koupéla e de Uagadugu, e hoje, 15 de dezembro de 2012, a Igreja local, em festa, encerrou solenemente o Centenário de evangelização.

A concomitância com a celebração do Ano da Fé, do 50º aniversário da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II, e do Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização, “não é uma coincidência fortuita, mas providencial” – escreve o Card. Fernando Filoni, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos na mensagem enviada para a circunstância ao Bispo de Koudougou, Dom Joachim Ouédraogo. Com efeito, trata-se de “um kairos, um momento de graça, um apelo, um convite a toda a sua Igreja local a levar a sério o mandato missionário”.

Depois de citar a primeira Missa, celebrada em Réo em 12 de março de 1912, o Cardeal Filoni homenageou “os pioneiros da evangelização de sua região” e todos os que os sucederam, destacando que em 2001 foi celebrado o primeiro Centenário da evangelização de Burquina-Fasso. O Cardeal Bernardin Gantin, então Enviado especial do Beato Papa João Paulo II, em 21 de janeiro de 2001, durante a celebração conclusiva, disse: “Hoje, obviamente, não é um dia de fechamento, mas sim de um novo início... Este dia é como o dia de um novo envio aos nossos irmãos e irmãs que ainda não conhecem Jesus Cristo ou que o conhecem pouco, e a todos os outros”.

O Card. Filoni prossegue: “Fazendo minhas tais palavras, quero também dizer-lhes que o dia de hoje é realmente para vocês o dia de um envio em missão. Sua missão é evangelizar... Todos os homens têm o direito de conhecer Jesus Cristo e seu Evangelho, e a isso corresponde o dever dos cristãos, de todos os cristãos, de anunciar a Boa Nova. A celebração do Centenário seja para vocês uma ocasião extraordinária para serem mais conscientes deste dever”.

Fonte: Agência Fides
Local:Koudougou - Burquina-Fasso

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Deus "revela-se" perto de nós, no interior da nossa vida: Bento XVI, na audiência geral. Papa enviou o seu primeiro tweet

No final da audiência, o Papa enviou o seu primeiro 'tweet' sobre o tema da fé.
Eis as palavras pronunciadas pelo Papa em português: 

Queridos irmãos e irmãs,
A Revelação, a comunicação que Deus faz de si mesmo e do seu desígnio de benevolência e de amor, se insere no tempo e na história dos homens. A Sagrada Escritura ensina que Deus, desde o início, veio ao encontro do homem, chamando-o a uma íntima comunhão com Ele. E mesmo quando o homem se afastou d’Ele pela desobediência, Deus não cessou de oferecer ao homem a sua aliança: com Noé, depois do dilúvio; chamando Abraão a deixar a sua terra para tornar-se pai de uma multidão de povos; libertando o povo de Israel da escravidão do Egito e estabelecendo uma Aliança; guiando Israel por meio dos profetas, fazendo crescer a esperança de uma Nova Aliança destinada a todos os homens e que se realiza em Cristo, Aquele que ilumina e dá sentido pleno à história de Deus com a humanidade. De facto, estes são acontecimentos que não “passam” nem caem no esquecimento, mas se tornam memória, constituem a “história da salvação”. Assim, a fé é alimentada pela descoberta e a memória de Deus sempre fiel, que guia a história e constitui o fundamento seguro e estável sobre o qual podemos apoiar as nossas vidas.

Queridos peregrinos de língua portuguesa, sede bem-vindos! Possa a preparação para o Natal, neste tempo do Advento, vos recordar que Deus vem ao encontro de cada ser humano. Meditai a Palavra de Deus, precioso alimento da vossa fé, para assim resplandecer nas vossas vidas a luz de Cristo que iluminou a gruta de Belém. Que Ele vos abençoe!

Fonte: Rádio Vaticano

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Símbolos da JMJ em peregrinação pelo Paraguai

No dia 30 de novembro, às 7h20, os ícones da Jornada Mundial da Juventude saíram de Porto Alegre (RS) e partiram em direção a Assunção, no Paraguai. Chegando ao aeroporto de Assunção, os Símbolos foram direto para a Nunciatura Apostólica do Paraguai. Após um momento de oração, os ícones seguiram sua programação: Visita ao Centro de Emergência médica, celebração e encontro com a juventude universitária na Faculdade Federal de Economia. Nesse mesmo local houve a celebração da Missa e vigília.

No dia 1º de dezembro os Símbolos visitam o hospital de câncer da cidade de Aregua. Em seguida foram até o Centro Educativo Integral de menor de Panchito Lópes. Depois uma multidão seguiu em caminha até o centro de reabilitação para jovens. No final da visita os ícones foram entregues a juventude que seguiram em peregrinação ao Santuário de Caacupé. No final, o Núncio Apostólico de Assunção celebrou uma missa para mais de oito mil jovens.

A meia noite do dia 3 de dezembro, a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora foram entregues à diocese de Conceição onde aconteceu a caminhada com os jovens e em seguida a Santa Missa na Catedral de San Bias. Às 10h, os Ícones partiram para a região dos campos da diocese de Coronel Oviedo, onde aconteceu uma celebração. Os foram levados ainda para a diocese de Villarrica, em Gral Garay. Ali aconteceu uma celebração e procissão com os jovens. Às 17h, os ícones foram levados à Penitenciária máxima da cidade de Coronel Oviedo, onde houve uma celebração e os presos, em um campo de futebol, puderam tocar e rezar diante dos Símbolos. Vários presos em voz alta agradeceram a igreja por ter se lembrado deles. "Dalí, os Símbolos partiram para a Catedral do Rosário onde o bispo com os jovens esperavam para iniciar a celebração eucarística. A noite toda foi marcada por uma linda vigília. A zero hora os ícones partiram para a região Norte do país", destacou o coordenador da peregrinação dos Ícones da JMJ pela CNBB, padre Antônio Ramos do Prado.

Os ícones chegaram à cidade de Yvy Ja'u, onde havia um palco enorme ao lado da capela da Virgem Caacupê. Após a celebração de acolhida os ícones acompanhando por mais de 200 pessoas partiram em direção a penitenciaria. Ali houve visita as celas dos presos e em seguida uma celebração da palavra com comunhão para os presos. Aqui havia uma pastoral carcerária muito bem preparada. Metade dos presos dessa cadeia é brasileiro. Após a comunhão dirigi uma palavra de estimulo e, em seguida, a benção de Nossa Senhora Aparecida. Às 11h os ícones visitaram os doentes do Hospital Regional e os padres ministraram a unção dos enfermos. Em seguida parte para a praça central onde os jovens com apresentação artística agradeceram a Deus pela presença dos ícones na sua cidade. Às 19h, missa campal para 12 mil pessoas, sendo maioria jovem. Após a missa todos tocaram na Cruz enquanto se cantava. Depois da missa parte uma carreata em direção à cidade de Horqueta, onde os jovens acolheram os ícones com alegria e cantos animados.

Após viajar 400 km, os Símbolos chegaram ao Chaco do Paraguay, no centro diocesano missionário. Ali após a procissão dos ícones com os Jovens houve a Santa Missa. Em seguida partiu para visitar um hospital das missões. Logo depois os Ícones partiram para a escola Pa'i Puku e depois de um momento de oração segue viagem para a Diocese de Benjamim. Passando pela capela Imaculada Conceição a Cruz chega até a catedral onde aconteceu a missa e a vigília com os jovens. Logo depois visita o hospital, centro policial e em seguida realiza a via sacra.

No dia 6 de dezembro os ícones chegaram até a Nunciatura onde houve uma celebração com o Núncio e dali os Símbolos partiram para o aeroporto com destino ao Uruguai.



Fonte: CNBB

O Bispo copta católico Kyrillos: depois de amanhã o encontro dos bispos católicos com o Patriarca Tawadros; os cristãos votarão no referendo segundo sua consciência

Foi adiado para depois de amanhã o encontro programado para hoje entre uma delegação de bispos católicos egípcios e o Patriarca copta ortodoxo Tawadros II. O adiamento foi confirmado à Agência Fides pelo Bispo de Assiut, Kyrillos William, Vigário Patriarcal dos coptas católicos. "Na ocasião", acrescenta à Fides Anba Kyrillos "nos consultaremos também para chegar a acordo sobre uma linha comum ante ao referendo constitucional, que se aproxima. " O bispo copta católico enfatiza que mesmo diante dos últimos desenvolvimentos da crise egípcia os líderes das Igrejas cristãs buscaram uma posição unitária: "Os líderes das Igrejas católicas" conta à Fides Anba Kyrillos "foram contatados e convidados um a um para participar da cerimônia da entrega do projeto de Constituição ao Presidente Morsi. Nós consultamos com os nossos irmãos coptas ortodoxos e protestantes, e decidimos não ir. A mesma coisa aconteceu quando o Presidente Morsi convocou as Igrejas para intervir no diálogo com as partes sociais e as oposições. Diante do referendo, ouviremos o que dirá o Papa Tawadros. E esperamos para ver o que acontece ainda hoje, com as manifestações contemporâneas organizadas por opositores e partidários da nova Constituição".
Segundo o Bispo de Assiut, o emprego da nova Constituição não reflete o desejo de todos os egípcios, mas apenas a perspectiva hegemônica de um partido: "Diante deste cenário, alguns dizem que é preciso boicotar o referendo e quem diz é que preciso participara e votar não. Avaliaremos as razões de uns e de outros. Orientaremos as consciências, mas suponho que, como Igreja, não daremos aos nossos fiéis indicações prescritivas sobre o que fazer".

Segundo Anba Kyrillos, a escolha de não fornecer prescrições vinculativas de voto será seguida também pelos líderes da Igreja copta ortodoxa, e corresponde a uma nova versão da relação entre hierarquias e fiéis diante da política: "Os nossos irmãos coptas ortodoxos aprenderam das lições do passado. O Papa Tawadros recebeu das autoridades políticas o pedido para envolver a Igreja copta no apoio ao diálogo nacional. O Patriarca respondeu que a Igreja é uma instituição religiosa e que o diálogo político cabe aos grupos políticos e sociais. Vejo uma apreciável descontinuidade com o passado. O predecessor Papa Shenouda, tinha seu carisma de líder também político, que vimos em seus confrontos com os presidentes egípcios, mas isso levou também no plano político uma certa dependência dos fiéis da hierarquia, que falava em nome deles. Com a revolução de 25 de janeiro, os cristãos coptas também descobriram ser protagonistas das escolhas políticas e não executores das indicações da hierarquia. Nós devemos servir os fiéis orientando à verdade, reconhecendo que na política os cristãos são cidadãos como o outros e são maduros para cumprir na liberdade suas escolhas, seguindo sua consciência formada e advertida".

Fonte: Agência Fides
Local: Cairo - Egito

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Entidades divulgam nota de solidariedade a dom Pedro Casaldáliga

15 entidades e organizações da sociedade civil, incluindo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT), divulgaram uma nota de solidariedade ao bispo prelado emérito de São Félix do Araguaia (MT), dom Pedro Casaldáliga.

A nota se refere a desocupação das terras indígenas Marãiwatsèdè  Xavante, após mais de 20 anos de invasão por fazendeiros, posseiros e pequenos produtores.

Segundo a nota, as entidades querem externar sua mais irrestrita solidariedade a dom Pedro. “Desde o momento em que pisou este chão do Araguaia e mais precisamente, desde a hora em que foi sagrado bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia, sua ação sempre se pautou na defesa dos interesses dos mais pobres, os povos indígenas, os posseiros e os peões. Todos sabem que Dom Pedro e a Prelazia sempre deram apoio a todas as ocupações de terra pelos posseiros e sem terra e como estas ocupações foram o suporte que possibilitou a criação da maior parte dos municípios da região”.

Ainda segundo as entidades que assinam a nota, a área reservada aos Xavante foi toda ocupada por fazendeiros, políticos e comerciantes. Muitos pequenos foram incentivados e apoiados a ocupar algumas pequenas áreas para dar cobertura aos grandes. “O governo da República, porém estava agindo e logo, em 1993, declarou a área como Terra Indígena que foi demarcada e, em 1998 homologada pelo presidente FHC. Só agora é que a justiça está reconhecendo de maneira definitiva o direito maior dos índios. O que D. Pedro sempre pediu, em relação a esta terra, foi que os pequenos que entraram enganados, fossem assentados em outras terras da Reforma Agrária. Mas o que se vê é que, ontem como hoje, os pequenos continuam sendo massa de manobra nas mãos dos grandes e dos políticos na tentativa de não se garantir aos povos indígenas um direito que lhes é reconhecido pela Constituição Brasileira”.

Para o bispo de São Félix, dom Adriano Ciocca, “estamos vivendo um momento de muita apreensão e tensão em nossa Prelazia por causa da retirada dos ocupantes não-indígenas das terras de Marãiwatsèdè. Sabemos que está havendo muito sofrimento, sobretudo, dos mais pobres, por causa desta retirada determinada pela justiça. Queremos lembrar que nós, bispos e agentes de pastoral, desde o início desta ocupação alertamos e sempre continuamos alertando para a possibilidade do atual desfecho por se tratar de terras cujo direito é garantido ao povo Xavante pela Constituição Federal de nosso país. Lamentamos que pessoas humildes tenham se deixado levar pelas promessas de políticos e demais pessoas interessadas apenas em tirar proveito desta terra historicamente pertencente ao povo Xavante e que estão acostumadas a usar o povo para garantir os seus interesses. Repudiamos todas as ameaças que nosso bispo emérito Pedro vem sofrendo, bem como membros do povo Xavante. Alertamos para o fato de que nenhuma violência poderá reverter a decisão tomada pela justiça e que o atos criminosos só aumentarão o sofrimento de mais pessoas e suas consequências deverão cair também sobre as cabeças de quem os praticar”, disse dom Adriano Ciocca em nota divulgada ao povo de São Félix.

Leia abaixo a nota das entidades:

Nota de solidariedade a Dom Pedro Casaldáliga


Ao se aproximar a desintrusão da Terra Indígena Marãiwatsèdè, após mais de 20 anos de invasão, quando os não indígenas estão para ser retirados desta área, multiplicam-se as manifestações de fazendeiros, políticos e dos próprios meios de comunicação contra a ação da justiça.

Neste momento de desespero, uma das pessoas mais visadas pelos invasores e pelos que os defendem é Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito de São Félix do Araguaia, a quem estão querendo, irresponsável e inescrupulosamente, imputar a responsabilidade pela demarcação da área Xavante nas terras do Posto da Mata.

As entidades que assinam esta nota querem externar sua mais irrestrita solidariedade a Dom Pedro. Desde o momento em que pisou este chão do Araguaia e mais precisamente, desde a hora em que foi sagrado bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia, sua ação sempre se pautou na defesa dos interesses dos mais pobres, os povos indígenas, os posseiros e os peões. Todos sabem que Dom Pedro e a Prelazia sempre deram apoio a todas as ocupações de terra pelos posseiros e sem terra e como estas ocupações foram o suporte que possibilitou a criação da maior parte dos municípios da região.

Em relação à terra indígena Marãiwatsèdè, dos Xavante, os primeiros moradores da região nas décadas de 1930, 40 e 50 são testemunhas da presença dos indígenas na região e como eles perambulavam por toda ela.  Foi com a chegada das empresas agropecuárias, na década de 1960, com apoio do governo militar, que a Suiá Missu se estabeleceu nas proximidades de uma das aldeias e até mesmo conseguiu o apoio do Serviço de Proteção ao Índio para se ver livre  da presença dos indígenas. A imprensa nacional noticiou a retirada de 289 xavante da região os quais foram transportados em aviões da FAB, em 1966, para a aldeia de São Marcos, no município de Barra do Garças.

Em 1992, a AGIP, empresa italiana que tinha comprado a Suiá Missu das mãos da família Ometto, quis se desfazer destas terras. Por ocasião da ECO-92, sob pressão inclusive internacional, a empresa destinou 165.000 hectares para os Xavante que, durante todo este tempo, sonhavam em voltar à terra de onde tinham sido arrancados. Imediatamente  fazendeiros e políticos da região fizeram uma grande campanha para ocupar a área que fora reservada aos Xavante, precisamente para impedir que os mesmos retornassem. Já no dia 20 de junho de 1992, algumas áreas tinham sido ocupadas e foi feita uma reunião no Posto da Mata, da qual participaram políticos de São Félix do Araguaia e de Alto Boa Vista e também havia repórteres. A reunião foi toda gravada.

As falas deixam mais do que claro que a invasão da área era  exatamente para impedir a volta dos  Xavante. “Se a população achou por bem tomar conta dessa terra em vez de dá-la para os índios, nós temos que dar esse respaldo para o povo” (José Antônio de Almeida – Bau, prefeito de São Félix do Araguaia).  “A finalidade dessa reunião é tentarmos organizar mais os posseiros que estão dentro da área... Se for colocar índio no seu habitat natural, tem que mandar índio lá para Jacareacanga, ou Amazonas, ou Pará...” (Osmar Kalil – Mazim, candidato a prefeito do Alto Boa Vista). “Nós ajudamos até todos os posseiros daqui serem localizados... Chegou a um ponto, ou nós ou eles (os Xavante) porque nós temos o direito... Dizer que aqui tem muito índio? Aqueles que estão preocupados com os índios que tem que assentar. Tem um monte de país que não tem índio. Pode levar a metade... Na Itália tem índio? Não, não tem! Leva! Leva pra lá! Carrega pra lá! Agora, não vem jogar em nós, não... ( Filemon Costa Limoeiro, à época funcionário do Fórum de São Félix do Araguaia)

A área reservada aos Xavante foi toda ocupada por fazendeiros, políticos e comerciantes. Muitos pequenos foram incentivados e apoiados a ocupar algumas pequenas áreas para dar cobertura aos grandes. O governo da República, porém estava agindo e logo,  em 1993, declarou a área como Terra Indígena que foi demarcada e, em 1998 homologada pelo presidente FHC.  Só agora é que a justiça está reconhecendo de maneira definitiva o direito maior dos índios.  O que D. Pedro sempre pediu, em relação a esta terra, foi que os pequenos que entraram enganados, fossem assentados em outras terras da Reformas Agrária. Mas o que se vê é que, ontem como hoje, os pequenos continuam sendo massa de manobra nas mãos dos grandes e dos políticos na tentativa de não se garantir aos povos indígenas um direito que lhes é reconhecido pela Constituição Brasileira.

Mais uma vez, queremos manifestar nossa solidariedade a Dom Pedro e denunciar mais esta mentira de parte daqueles que tentam eximir-se da sua responsabilidade sobre a situação de sofrimento, tensão e ameaça de violência que eles mesmos criaram, jogando esta responsabilidade sobre os ombros de nosso bispo emérito.

5 de dezembro de 2012

Conselho Indigenista Missionário – CIMI - Brasilia
Comissão Pastoral da Terra – CPT - Goiânia
Escritório de Direitos Humanos da Prelazia de São Félix do Araguaia – São Félix do Araguaia
Associação de Educação e Assistência Social Nossa Senhora da Assunção – ANSA – São Félix do Araguaia
Instituto Humana Raça Fêmina – Inhurafe – São Félix do Araguaia
Associação Terra Viva – Porto Alegre do Norte
Associação Alvorada – Vila Rica
Associação de Artesanato Arte Nossa – São Félix do Araguaia
Grupo de Pesquisa Movimentos Sociais e Educação - GPMSE - Cuiabá
Associação Brasileira de Homeopatia Popular – ABHP - Cuiabá
Fórum de Direitos Humanos e da Terra de Mato Grosso - FDHT - Cuiabá
Centro Burnier Fé e Justiça – CBFJ - Cuiabá
Fórum Matogrossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento – FORMAD - Cuiabá
Instituto Caracol – ICARACOL - Cuiabá
Rede de Educação Ambiental de Mato Grosso – REMTEA - Cuiabá

Fonte: CNBB

Obra Infância e Adolescência Missionária define calendário de atividades para 2013

Os coordenadores estaduais da Infância e Adolescência Missionária (IAM), de todo o país, reunidos em Assembleia Nacional, na sede das POM em Brasília (DF), planejaram o calendário de atividades para o trabalho nos estados e regionais. Entre os eventos programados destaca-se a Jornada Nacional da IAM que abrirá o Ano da Obra no Brasil, no dia 26 de maio de 2013, com atividades previstas para acontecer ao mesmo tempo em todas as dioceses.

O secretário nacional da IAM, padre André Luiz de Negreiros trouxe propostas em base a experiências de Jornadas Nacionais realizadas em países do Cone Sul e destacou algumas atividades para ajudar a vivenciar o evento que marca os 170 anos da fundação da Obra. A partir de 2013, a Jornada Nacional passa a acontecer todos os anos no último domingo do mês de maio quando serão recolhidos os tradicionais cofrinhos com as ofertas, fruto do sacrifício das crianças e adolescentes. A cada ano, as atenções se voltam para um continente começando, em 2013, pela América.

Após analisar várias propostas vindas dos grupos de trabalho a Assembleia escolheu como tema para a Jornada Nacional de 2013: "IAM da América a serviço da Missão"; e lema: "Vocês são meus amigos" (Jo 15,14a).

Na manhã deste domingo, 09, os coordenadores definiram junto ao secretário nacional, o calendário de atividades (encontros de formação nos vários níveis, congressos, assembleias e eventos) a serem realizadas nos regionais e estados ao longo de 2013. Grande parte dessas atividades contará com a assessoria do padre André Luiz de Negreiros.

"O trabalho com a IAM termina o ano com a sensação de dever cumprido. As atividades em todo o Brasil foram intensas, mas a caminhada é gratificante", disse padre André ao agradecer a dedicação dos coordenadores(as) estaduais no crescimento da Obra.

O diretor nacional das POM, padre Camilo Pauletti, destacou a importância da IAM para a Igreja. "As POM têm muito a agradecer pelo trabalho da IAM que são a menina dos olhos na animação missionária da Igreja no Brasil. A CNBB reconhece a sua importância. Precisamos seguir apostando nas crianças e adolescentes para intensificar a caminhada. Deus está nos abençoando", afirmou.

Na avaliação os participantes destacaram a boa organização na condução da Assembleia, a presença de representantes de todos os estados do Brasil, do diretor e secretários das quatro Obras Pontifícias, bem como da secretária da IAM da Argentina, Irmã Marcela Davies. Na ocasião, foram feitas ainda sugestões para melhor o andamento da próxima Assembleia marcada para o mês de dezembro de 2013.

Um momento de oração com o Envio encerrou, no final da manhã deste domingo, 9, os trabalhos da Assembleia.

Fonte: Jaime C. Patias - POM

Bento XVI: "Que o natal não seja só uma festa exterior"

Durante o ângelus deste domingo, 9 de dezembro, papa Bento XVI centrou-se nas virtudes de São João Batista. O Santo Padre apareceu ao meio dia na janela do seu escritório no Palácio Apostólico e cumprimentou os peregrinos e os fieis reunidos na Praça de São Pedro.

O texto foi publicado pela agência ZENIT:

Queridos irmãos e irmãs!

No tempo do Advento a liturgia enfatiza, de modo  particular, duas figuras que preparam a vinda do Messias: a Virgem Maria e João Batista. Hoje São Lucas nos apresenta este último, e o faz com características diferentes dos outros Evangelistas. "Todos os quatro Evangelhos colocam no início do ministério de Jesus a figura de João Batista e apresentam-no como o seu precursor. São Lucas colocou antes a conexão entre as duas figuras e as suas respectivas missões [...] Já na concepção e no nascimento, Jesus e João colocaram-se em relação entre si” (A infância de Jesus, 23).

Essa configuração ajuda a entender que João, enquanto filho de Zacarias e Isabel, ambos de famílias sacerdotais, não é apenas o último dos profetas, mas representa também todo o sacerdócio da Antiga Aliança e por isso prepara os homens ao culto espiritual da Nova Aliança, inaugurado por Jesus (cf. ibid. 27-28). Lucas também afasta qualquer leitura mítica que às vezes é feita dos Evangelhos e coloca historicamente a vida do Batista: "No décimo quinto ano do império de Tibério César, quando Pôncio Pilatos era governador [...] enquanto eram sumos sacerdotes Anás e Caifás” (Lc 3, 1-2). Dentro deste quadro histórico reside o verdadeiro grande evento, o nascimento de Cristo, que seus contemporâneos não vão perceber. Para Deus os grandes homens da história formam o pano de fundo para os pequenos!

João Batista se define como a “voz que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas" (Lc 3, 4). A voz proclama a palavra, mas, neste caso, a Palavra de Deus precede, enquanto que é ela mesma que desce sobre João, Filho de Zacarias, no deserto (cf. Lc 3, 2). Ele, então, desempenha um grande papel, mas sempre em relação a Cristo. Santo Agostinho comenta: "João é a voz. Do Senhor ao contrário se diz: "No princípio era o Verbo" (João 1, 1).

João é a voz que passa, Cristo é o Verbo eterno, que existia no princípio. Se tiras a voz da palavra, o que é que resta? Um som fraco. A voz sem palavra atinge o ouvido, mas não edifica o coração” (Sermão 293, 3).

Nosso objetivo é dar hoje ouvido à essa voz para conceder espaço e acolhida no coração à Jesus, Palavra que nos salva. Neste Tempo de Advento, preparemo-nos para ver, com os olhos da fé, na humilde Gruta de Belém, a salvação de Deus (cf. Lc 3, 6). Na sociedade dos consumos, em que se busca a alegria nas coisas, o Batista nos ensina a viver de uma forma essencial, para que o Natal seja vivido não só como uma festa exterior, mas como a festa do Filho de Deus que veio para trazer aos homens a paz, a vida e a alegria verdadeira.

À materna intercessão de Maria, Virgem do Advento, confiamos o nosso caminho de encontro com o Senhor que vem, para estarmos prontos para acolher, no coração e em toda a vida, o Emanuel, o Deus-conosco.

Fonte: CNBB
Local: Cidade do Vaticano

Conselho Missionário Regional de Mato Grosso do Sul realiza sua Assembleia Anual

Com a presença de representantes das sete dioceses do Mato Grosso do Sul, que compõem o Regional Oeste 1 da CNBB, 18 participantes realizaram a Assembleia anual do Conselho Missionário Regional, nos dias 07 a 09 de dezembro, na sede do Instituto de Teologia da arquidiocese de Campo Grande. Todas as atividades de assessoria foram desenvolvidas pelos assessores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, irmã Dirce Gomes da Silva, assessora da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial e padre Sidnei Marco Dornelas, assessor da Comissão Episcopal para a Missão Continental.

Após ouvir a experiências da caminhada Missionária das dioceses presentes, padre Sidnei iniciou as reflexões, partindo da apresentação da memória do 3º Congresso Nacional Missionário. No centro do debate esteve a realidade atual da Igreja, com os desafios da “mudança de época” e as propostas de Aparecida, que ganharam forma no projeto da Missão Continental.

Tendo como pano de fundo as perspectivas de ação das urgências das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil, se realizou um diálogo sobre como, na prática, colocar as Igrejas Locais do Regional em estado permanente de missão.

Assim, dentre as grandes frentes missionárias destacadas estão a expansão do agro-negócio, o êxodo rural, as muitas questões ligadas às fronteiras. Foram lembrados desafios da missão frente à realidade indígena, nos seus territórios, em meio às suas carências e conflitos, mas também nas cidades. Foi ressaltado que Campo Grande possui a segunda maior população indígena urbana do país.

Apesar das dificuldades de organização e estruturação, existe em todas as Dioceses um grande esforço pela setorização das Paróquias, pelas iniciativas de missão popular e pastoral da visitação, e criação de pequenas comunidades.

Irmã Dirce Gomes da Silva partindo das DGAE apresentou a organização Missionária da Igreja do Brasil, e refletindo o objetivo Geral da Ação Evangelizadora, mostrando a partir de Cristo por onde os Conselhos Missionários COMIRE, COMIDI E COMIPAS podem seguir o caminho, de uma verdadeira animação Missionária. Além disso, respondeu muitos questionamentos e esclareceu dúvidas sobre a organização, estruturas e funcionamentos dos diversos Conselhos Missionários.

Na avaliação final, os participantes expressaram sua alegria pela presença e o testemunho dos assessores da CNBB, destacaram como positivo a partilha de experiência, o renovado ardor missionário  e o reafirmar a missão. Todavia, sentiram a falta de mais participantes.

Fonte: CNBB

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Cimi contra extermínio dos povos indígenas

Com o objetivo de denunciar o genocídio, assassinatos e a violência, o Cimi lança o documento Povos Indígenas: aqueles que devem viver - Manifesto Contra os Decretos de Extermínio. O manifesto foi apresentado durante audiência na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados nesta terça-feira, 4. Na ocasião, a Associação dos Juízes pela Democracia (AJD) e o Cimi entregaram manifesto subscrito por mais de 20 mil pessoas que aderiram à campanha Eu Apoio a Causa Indígena.

“Se durante a ditadura militar a resistência dos Waimiri Atroari ante a construção da rodovia transamazônica, na década de 1970, foi reprimida com bombas, metralhadoras e até armas químicas, hoje tal premissa genocida segue em curso na busca por uma identidade nacional desenvolvimentista, homogênea, sem a presença das comunidades em seus territórios tradicionais. Um exemplo é a construção de megaprojetos (estradas, hidrelétricas e projetos de mineração), que por onde passam deixam rastros de destruição e morte”, lê-se no site do Cimi.

O extermínio contra os indígenas continua através do confinamento dos povos e comunidades em terras insuficientes, da morosidade do governo na condução dos processos de demarcação das terras de povos que vivem em acampamentos provisórios, com o descaso na área da saúde e educação. Segue ainda na omissão do poder público diante das agressões cotidianas sofridas pelos povos, além da invasão do território tradicional por madeireiros, fazendeiros, narcotraficantes. A violência sistemática é cometida contra como um decreto de extermínio que nunca foi revogado pelas forças anti-indígenas.

Alguns exemplos concretos podem ser apresentados, como é o caso do povo Xavante de Marãiwatsédé, no Mato Grosso, em luta pela extrusão do seu território invadido por fazendeiros. Também dos Guarani Kaiowá e Terena do Mato Grosso do Sul, expropriados de suas terras pelo agronegócio, vivendo em situações desumanas. No mesmo estado, os Kadiwéu tiveram suas terras demarcadas há mais de 100 anos e correm o risco de serem novamente expulsos.

Chamam também a nossa atenção as dezenas de acampamentos à beira de rodovias, espalhados na região sul do país, nos quais os povos Guarani e Kaingang enfrentam baixas temperaturas e o perigo dos atropelamentos. No Maranhão, os Awá-Guajá sofrem as mais diversas pressões, com destaque para assassinatos e invasões de terras homologadas.

Embora seja consenso a importância da pluralidade étnica e cultural, por outro lado não existem políticas concretas em defesa do modo de viver dos indígenas, em pese tais povos tenham seus direitos resguardados pela Constituição Federal. Após quase 40 anos (1974) da publicação do documento Y-Juca-Pirama: O índio aquele que deve morrer - que denunciou a política genocida do governo brasileiro e gerou impacto junto à opinião pública nacional e internacional, durante os anos da ditadura - muita das ameaças aos povos indígenas denunciadas pelo Cimi naquela ocasião ainda persistem.

O Cimi publica esse segundo manifesto no intuito de concretizar a profecia anunciada pelo Y- juca Pirama: “Chegou o momento de anunciar, na esperança, que aquele que deveria morrer é aquele que deve viver”.

O sumário do manifesto ainda traz um bloco de artigos sobre o projeto de vida dos povos indígenas, os principais documentos indígenas dos últimos 40 anos e a republicação do Y Juca Pirama, lançado em 1974. Como anexo, as terras e povos indígenas afetados pelos grandes empreendimentos.

Fonte: CNBB

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Curso e verão XXVI


Dom Orani presidirá lançamento do livro do Papa Bento XVI no Rio

Nesta quinta-feira, 6 de dezembro, às 19h, no auditório do Edifício João Paulo II na cidade do Rio de Janeiro

Nesta quinta-feira, 6 de dezembro, às 19h, no auditório do Edifício João Paulo II, na Glória, o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, presidirá o lançamento da edição portuguesa do último livro da trilogia "Jesus de Nazaré", escrita pelo Papa Bento XVI sobre a infância de Jesus.

Esta será a primeira atividade da Cátedra Ratzinger, da PUC-Rio, criada no último dia 9 de novembro, durante o encerramento do 2º Simpósio sobre o Pensamento de Joseph Ratzinger.

No lançamento, os livros serão vendidos pela Editora Planeta, que tem os direitos para o Brasil.

O livro “A Infância de Jesus” — publicação lançada oficialmente em âmbito internacional no dia 20 de novembro, no Vaticano — está sendo traduzido em 20 idiomas, incluindo português para o Brasil, e publicado em 72 países, saindo simultaneamente em 50 desses, com uma tiragem inicial de um milhão de cópias.

De acordo com informações da assessoria de imprensa da arquidiocese, no lançamento no Brasil, o bispo auxiliar Dom Paulo Cezar Costa será o coordenador da mesa de expositores, composta pelo padre Mário França de Miranda (coordenador da Cátedra Ratzinger, PUC-Rio), pelo padre Leonardo Agostini (professor da PUC-Rio), por Luiz Paulo Horta (presidente do Centro Dom Vital) e por Maria Clara Bingemer (teóloga e professora da PUC-Rio).

Considerações


“Bento XVI escreve com uma simplicidade tão grande, com tantos componentes poéticos, que parece que você está ouvindo uma história”, afirmou Luiz Paulo Horta, que fez um paralelo com os volumes anteriores: “O primeiro se referia à pregação de Jesus. O segundo é muito profundo, trata da paixão, morte e ressurreição. Agora vem esse terceiro, que o Papa diz ser o prólogo. Ele volta ao começo, fazendo uma ordem curiosa mas com um desfecho maravilhoso”.

De acordo com o padre Agostini, a dinâmica que Ratzinger quer imprimir ao livro é sintetizada no título do primeiro capítulo, que traz a pergunta: “De onde és Tu?”.

“A pergunta pela origem de Jesus, feita por Pilatos, é racional, mas é, ao mesmo tempo, a indagação mais acentuada de uma pessoa que se vê confrontada com Jesus de Nazaré, pois deseja conhecer a respeito do seu ser e da sua missão. É a pergunta que continua inquietando a história da humanidade desde o nascimento de Jesus. A pergunta pelo ‘De onde és Tu?’ tem a ver com a profunda questão existencial do ser humano: ‘Quem sou eu?’ ”, explicou.

Ao longo da obra, Bento XVI passeia por passagens bíblicas explicando que os relatos evangélicos abordam acontecimentos históricos que foram “teologicamente interpretados pela comunidade judaico-cristã”. Para Agostini, o Papa aplica na obra o princípio de que “a Bíblia se explica com a Bíblia”.

“Não se percebe uma metodologia exegética específica aplicada aos textos, mas se verifica uma clara opção metodológica: apresentar o conteúdo dos textos, deixando que a própria Sagrada Escritura ofereça os elementos necessários para a sua interpretação”, afirmou Agostini, acrescentando que o Sumo Pontífice não se limita a citar passagens: “Mais do que falar sobre a Bíblia, Bento XVI sabe escutar o que a Bíblia tem a lhe dizer e a dizer para toda a Igreja, Corpo Místico do Verbo Encarnado, Jesus de Nazaré. Com isso, ele oferece ao seu interlocutor a possibilidade de ‘visitar’ e ‘conhecer’ numerosos textos do Antigo e do Novo Testamento”.

Já Luiz Paulo Horta aponta como grande trunfo de Joseph Raztinger a capacidade de apresentar um livro de “leitura agradabilíssima” sem perder o rigor científico e teológico.

“Ele mostra que o nascimento de Jesus não é um mito, é algo muito bem ancorado na realidade. O Papa faz um paralelo muito bonito entre as cenas da infância e o Sermão da Montanha. O Cristo pobre, na simplicidade do presépio, é aquele que depois vai dizer: ‘bem-aventurados os pobres’ ”, disse Luiz Paulo Horta.

O acadêmico falou ainda sobre a tentativa de se criar polêmica em relação ao trecho do livro que fala da ausência de animais em torno da manjedoura onde nasceu Jesus.

“Os jornais deram muito destaque por ele ter falado da ausência de bois e burros no presépio. O Papa realmente mostra que isso não está nos textos e apresenta como um elemento mais teológico do que científico”, esclareceu o acadêmico, rechaçando a possibilidade de que a obra cause qualquer impacto nas tradições natalinas.

Representante brasileira


“É um texto de rara beleza e grande profundidade, que une magnificamente o rigor intelectual e a incontestável erudição, da qual se sabe ser portador Bento XVI de um estilo refinado e cheio de espiritualidade. Teve grande repercussão não apenas em Roma como também no mundo inteiro”, afirmou a professora de teologia da PUC-Rio, Maria Clara Bingermer, que participou da coletiva de imprensa do lançamento internacional da publicação do Pontífice “A Infância de Jesus”, que aconteceu dia 20 de novembro, no Vaticano.

 “O Papa oferece à Igreja um livro que é uma verdadeira meditação teológica.  Ninguém poderá lê-lo sem entrar no ritmo de oração que o atravessa do início ao fim e que convida a contemplar o mistério de Jesus de Nazaré, filho de Maria e filho de Deus, salvador e redentor do mundo. O tempo litúrgico do Advento, em preparação para a festa de Natal, será grandemente enriquecido com a sua leitura”, garantiu a teóloga.

“Na sala de imprensa havia uma quantidade enorme de jornalistas e fotógrafos de vários periódicos e órgãos de comunicação, não apenas católicos.  E os jornais laicos como o “Corriere della Sera” e mesmo o “La Reppublica” foram unânimes em dar destaque ao fato.  A fala do Cardeal Ravasi (presidente do Pontifício Conselho para a Cultura) foi excelente, mostrando a intenção do Papa de alcançar não apenas as pessoas de fé, mas também aquelas que se encontram afastadas. Terminou citando Jean Paul Sartre, mostrando que mesmo um ateu pode escrever páginas belas sobre a encarnação de Jesus, mostrando que esse é um evento teologal ao qual ninguém pode ficar indiferente”, disse Maria Clara.


Meditação guiada pela fé

Em seu livro, o Papa destaca que o cristianismo, seguindo a tradição do judaísmo, utiliza muitos símbolos para transmitir uma verdade de fé. Bento XVI destaca que, apesar da presença de animais no momento do nascimento de Jesus não estar relatada na Sagrada Escritura (Lc 2,6-7), “a meditação guiada pela fé, lendo o Antigo e o Novo Testamento, preencheu rapidamente esta lacuna”, como afirma o livro de Isaías (1,3): “O boi conhece seu dono e o burro a manjedoura de seu mestre; Israel não conhece, meu povo não compreende”.

A professora Maria Clara destacou a reflexão do Papa que diz que “no surpreendente elo entre Is 1,3; Hab 3,2; Ex 25. 18-20 e a manjedoura, aparecem os dois animais como representação da humanidade, sem inteligência, que diante do Menino Deus, diante da humilde aparição de Deus no estábulo, chega ao conhecimento e, na pobreza deste nascimento, recebe a epifania que aprende agora a ver tudo.

“A iconografia cristã já cultivou desde cedo este tema.  Nenhuma representação do presépio renunciará ao boi ou ao burro. Como fica evidente por estas citações, o Papa não tem a menor intenção de mudar o que quer que seja no presépio”, afirmou a teóloga.

O livro

Com 176 páginas, o livro, aborda a infância de Jesus, sendo dividido em quatro capítulos, nos quais o arco histórico começa na sua genealogia e termina na separação e reencontro com os pais, em Jerusalém.

“Espero que o pequeno livro, não obstante os seus limites, possa ajudar muitas pessoas no seu caminho rumo a e com Jesus”, sublinha Bento XVI.

O primeiro capítulo da obra é dedicado à ascendência de Jesus, narrada nos evangelhos de Mateus e Lucas, diferentes entre si mas com o mesmo significado teológico: o aparecimento na História e a sua origem verdadeira, que marcam um novo início na história do mundo.

O anúncio do nascimento de João Batista e de Jesus ocupa a segunda parte, na qual Bento XVI sublinha que Deus, “de certa maneira, fez-se dependente” da humanidade porque se sujeitou ao “‘sim’, não forçado, de uma pessoa humana”, Maria, que aceitou ser mãe.

O contexto histórico do nascimento de Jesus, sob o Império Romano, e o estudo dos elementos que compõem as suas narrativas nos Evangelhos, como a pobreza e o presépio, constituem temas abordados na terceira parte.

No quarto e último capítulo, Bento XVI apresenta a perspectiva sobre os sábios que viram a estrela e a seguiram até ao local do nascimento de Jesus, a que a tradição cristã dá o nome de reis magos, e a fuga de Jesus, Maria e José para o Egito, devido à perseguição da autoridade judaica.

O epílogo acompanha o relato do último episódio da infância, narrado no Evangelho segundo São Lucas, quando na peregrinação pascal a Jerusalém, Jesus, então com 12 anos, se afasta de Maria e de José para entrar no templo, onde discutiu com os doutores.

O Edifício João Paulo II fica na Rua Benjamin Constant, 23, na Glória, Rio de Janeiro.

Fonte: Carlos Moioli - Zenit

Jornada Mundial da Juventude mostra a ‘cara’ pelo Brasil

Para melhor divulgar a Jornada Mundial da Juventude, o Comitê Organizador Local (COL) lançou em novembro busdoors com o convite para a participação do evento da juventude católica com o papa Bento XVI em 2013.

Ônibus do Rio de Janeiro, Fortaleza, Belo Horizonte e Salvador já circulam com a propaganda. E, além deles, algumas estações do metrô de São Paulo também apresentam o banner de divulgação da JMJ.

Os jovens Helson Neres e Cintya Raquel disseram que ficaram muito felizes ao ver o banner em Fortaleza. E para Danila Souza foi uma grata surpresa ver a JMJ no metrô de São Paulo. “Até tirei uma foto para mostrar para os meus amigos. Achei super chique”, contou na fanpage da Jornada.

Mais pessoas entusiasmadas com a foto do busdoor também deixaram seus comentários pedindo para ver a campanha em seus Estados: “Traz para Vitória, ES!!!”, pede Gabi Rossi. Mensagens de apoio também foram postadas, como a de Maria Elisabeth Prado, “Que grande iniciativa, sejam muito abençoados por evangelizar através dessa campanha publicitária!”. Os banners circularão nos ônibus até a próxima semana, dia 9 de dezembro.

Além disso, a Jornada Mundial da Juventude também fechou parceria com a rede Kinoplex de cinemas. De 30 de novembro a 6 de dezembro o comercial da JMJ será exibido nas salas de cinema Kinoplex do Rio de Janeiro.  A mídia está sendo veiculada em 23 salas em todas as sessões. O comercial pode ser visto nos cinemas Iguaçu Top, Iguatemi, Kinoplex Leblon, Roxy, São Luiz e Via Parque.

O UNICIRCO Marcos Frota, montado no Parque Municipal da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, é outro parceiro na divulgação da campanha apresentando o comercial antes da abertura do show.

Fonte: http://www.rio2013.com/