terça-feira, 10 de abril de 2012

Cimi pede intervenção da ONU para resolução de problemas indígenas no Brasil

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) solicitou à Organização das Nações Unidas (ONU) que intervenha junto ao governo brasileiro frente às graves violações de direitos humanos envolvendo os povos indígenas no país. A solicitação se deu por intermédio de duas denúncias: a violência no Mato Grosso do Sul, que entre 2003 e 2010 vitimou 250 Guarani-Kaiowá, e as mortes de indígenas no Vale do Javari, Amazonas, onde nos últimos dez anos 300 indígenas morreram vitimados por todos os tipos conhecidos de hepatite.

As denúncias e o pedido de intervenção foram feitos durante encontro na terça-feira, 3, com a Subsecretária Geral para Assuntos Humanitários da ONU, Valerie Amos. A audiência ocorreu na sede do Itamarati, no Rio de Janeiro, e contou com a participação de outras organizações dos movimentos sociais, entre elas a Fase, Médicos Sem Fronteiras, Care Brasil e Viva Rio.

“Disse para a subsecretária que a situação dos povos indígenas no Brasil é dramática, sobretudo nos últimos dez anos, e fatos não nos faltam para comprovar, conforme o apresentado a ela. O pedido do Cimi é que a subsecretária intervenha e solicite do Governo Federal respostas aos problemas indígenas”, explicou o assessor jurídico do Cimi, Adelar Cupsinski, representante da entidade na audiência.

Conforme o advogado, o Cimi deixou nítido para Valerie que a Constituição de 1988, no tocante aos direitos indígenas, ainda não foi cumprida e caminha para sofrer retrocessos, citando a aprovação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC), da Câmara Federal, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215, que visa tirar do Poder Executivo o processo administrativo de demarcação e homologação de terras indígenas, transferindo-o para o Congresso Nacional. “Deixamos claro para a subsecretária que isso é um grande retrocesso e afeta os direitos desses povos”, disse Adelar.

Um dos trechos do documento entregue pelo Cimi a representante da ONU diz que passados mais de 20 anos da promulgação da Constituição Federal, “somente 1/3 (um terço) das 1.046 (um mil e quarenta e seis) terras indígenas foram demarcadas. E está em curso, no Congresso Nacional, medidas que podem levar a um retrocesso das conquistas históricas destes povos”.

MS e Vale do Javari
 

O Cimi fez chegar à subsecretária Valerie um dossiê composto de um documento com as denúncias, o documentário ‘Javari’, realizado pelo Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (Norte do Amazonas e Roraima), bem como materiais da campanha dos povos do Vale do Javari por melhores condições de saúde, além do Relatório de Violências Contra os Povos Indígenas do Mato Grosso do Sul, produzido pelo Cimi Regional MS no ano passado. “A subsecretária recebeu o documento com muita atenção, demonstrou interesse e disse que daria os devidos encaminhamentos dentro daquilo que suas atribuições permitem”, relatou o advogado do Cimi.
 
De acordo com o documento, no Vale do Javari “tem crescido de forma alarmante o índice de contaminação por doenças como malária e hepatites (A, B, C e Delta), sobretudo do tipo “B”, que não tem cura. Inquérito sorológico realizado no Vale do Javari (Funasa/FMT-2008) com um universo de 2.660 indígenas de vários povos diferentes constatou que: 87,7% são portadores de hepatite tipo “A”; 68,9% são portadores de hepatite “B”; 17,8% são portadores dos tipos “B” e “D”; 5,3% são portadores do tipo “C”; Crianças na faixa de 0 a 14 anos são as maiores vítimas, em mais de 50% dos casos”.
 
No Mato Grosso do Sul, o assessor jurídico do Cimi salientou que a não demarcação de terras é o que mais tem gerado violações de direitos humanos contra os povos Terena e Guarani-Kaiowá, conforme trecho da denúncia entregue à subsecretária da ONU: “no estado encontra-se a segunda maior população indígena do país (aproximadamente 70 mil índios), com os piores índices de terras demarcadas pelo Estado brasileiro e com os maiores índices de violações de direitos humanos. Estes tristes recordes possuem estreita ligação com a sistemática omissão do Estado, principalmente por meio de seus representantes dos poderes Executivo e Judiciário, em cumprir e respeitar as determinações estipuladas no artigo 231 da Constituição Federal de 1988”.
 
Valerie, por sua vez, ressaltou que o papel da ONU não é substituir os governos, mas de assegurar respostas aos problemas humanitários. Não obstante, a subsecretária pediu mais cópias do dossiê entregue pelo Cimi para que ele seja encaminhado para outras subsecretarias da ONU. No entanto, não só a questão indígena foi tratada.
 
Outras organizações se posicionaram defendendo ser necessário discutir o modelo de desenvolvimento adotado pelo Governo brasileiro, que atinge direitos indígenas, quilombolas e das demais populações tradicionais. Ainda mais que tal modelo está sendo exportado para outros países da América Latina.
 
Fonte: CNBB
Local:Brasília (DF)    

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Anchietanum convida:


CNBB convoca para Vigília de Oração pela Vida


Na próxima quarta-feira, dia 11/04, o Supremo Tribunal Federal (STF) realiza o julgamento sobre a descriminalização do aborto de anencéfalos – casos em que o feto tem má formação no cérebro. A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou nesta Sexta-feira Santa, 06/04, uma carta a todos os bispos do país, convocando para uma Vigília de Oração pela Vida às vésperas do julgamento.

Em agosto de 2008, por ocasião do primeiro julgamento do caso, a CNBB publicou uma nota que explicita a sua posição. “A vida deve ser acolhida como dom e compromisso, mesmo que seu percurso natural seja, presumivelmente, breve. (...)Todos têm direito à vida. Nenhuma legislação jamais poderá tornar lícito um ato que é intrinsecamente ilícito. Portanto, diante da ética que proíbe a eliminação de um ser humano inocente, não se pode aceitar exceções. Os fetos anencefálicos não são descartáveis.  O aborto de feto com anencefalia é uma pena de morte decretada contra um ser humano frágil e indefeso. A Igreja, seguindo a lei natural e fiel aos ensinamentos de Jesus Cristo, que veio “para que todos tenham vida e vida em abundância” (Jo 10,10), insistentemente, pede,  que a vida seja respeitada e que se promovam políticas públicas voltadas para a eficaz prevenção dos males relativos à anencefalia e se dê o devido apoio às famílias que convivem com esta realidade”.

A seguir, a íntegra da carta da presidência da CNBB, bem como o texto completo da nota sobre o assunto.
Brasília, 06 de abril de 2012
P - Nº 0328/12

Exmos. e Revmos. Srs.
Cardeais, Arcebispos e Bispos
Em própria sede
ASSUNTO: Vigília de Oração pela Vida, às vésperas do dia 11/04/12, quarta feira.
DGAE/2011-2015: Igreja a serviço da vida plena para todos (nn. 65-72)
“Para que TODOS tenham vida” (Jo 10,10).
CF 2008: “Escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19).
CF 2012: “Que a saúde se difunda sobre a terra” (Eclo 38,8).

Irmãos no Episcopado,

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil jamais deixou de se manifestar como voz autorizada do episcopado brasileiro sobre temas em discussão na sociedade, especialmente para iluminá-la com a luz da fé em Jesus Cristo Ressuscitado, “Caminho, Verdade e Vida”.
Reafirmando a NOTA DA CNBB (P – 0706/08, de 21 de agosto de 2008) SOBRE ABORTO DE FETO “ANENCEFÁLICO” REFERENTE À ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL Nº 54 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a presidência solicita aos irmãos no episcopado:

    Promoverem, em suas arqui/dioceses, uma VIGÍLIA DE ORAÇÃO PELA VIDA, às vésperas do julgamento pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a possibilidade legal do “aborto de fetos com meroanencefalia (meros = parte), comumente denominados anencefálicos” (CNBB, nota P-0706/08).

Informa-se que a data do julgamento da ADPF Nº 54/2004 será DIA 11 DE ABRIL DE 2012, quarta feira da 1ª Semana da Páscoa, em sessão extraordinária, a partir das 09 horas.

Com renovada estima em Jesus Cristo, nosso Mestre Vencedor da morte, agradecemos aos irmãos de ministério em favor dos mais frágeis e indefesos,
Cardeal Raymundo Damasceno Assis          Dom José Belisário da Silva          Dom Leonardo Steiner
Arcebispo de Aparecida                               Arcebispo de São Luiz               Bispo Auxiliar de Brasília
Presidente da CNBB                                  Vice Presidente da CNBB                 Secretário Geral da CNBB

Nota da CNBB sobre Aborto de Feto “Anencefálico”

Referente à Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 54 do Supremo Tribunal Federal

O Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, em reunião ordinária, vem manifestar-se sobre a Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF n° 54/2004), em andamento no Supremo Tribunal Federal, que tem por objetivo legalizar o aborto de fetos com meroanencefalia (meros = parte), comumente denominados “anencefálicos”, que não têm em maior ou menor grau, as partes superiores do encéfalo e que erroneamente, têm sido interpretados como não possuindo todo o encéfalo, situação que seria totalmente incompatível com a vida, até mesmo pela incapacidade de respirar. Tais circunstâncias, todavia, não diminuem a dignidade da vida humana em gestação.

Recordamos que no dia 1° de agosto de 2008, no interior do Estado de São Paulo, faleceu, com um ano e oito meses, a menina Marcela de Jesus Galante Ferreira, diagnosticada com anencefalia. Quando Marcela ainda estava viva, sua pediatra afirmou: “a menina é muito ativa, distingue a sua mãe e chora quando não está em seus braços.” Marcela é um exemplo claro de que uma criança, mesmo com tão malformação, é um ser humano, e como tal, merecedor de atenção e respeito. Embora a Anencefalia esteja no rol das doenças congênitas letais, cursando com baixo tempo de vida, os fetos portadores destas afecções devem ter seus direitos respeitados.

Entendemos que os princípios da “inviolabilidade do direito à vida”, da “dignidade da pessoa humana” e da promoção do bem de todos, sem qualquer forma de discriminação, (cf. art. 5°, caput; 1°, III e 3°, IV, da Constituição Federal) referem-se também aos fetos anencefálicos. Quando a vida não é respeitada todos os outros direitos são menosprezados. Uma “sociedade livre, justa e solidária” (art. 3°, I, da Constituição Federal) não se constrói com violências contra doentes e indefesos. As pretensões de desqualificação da pessoa humana ferem sua dignidade intrínseca e inviolável.

A vida deve ser acolhida como dom e compromisso, mesmo que seu percurso natural seja, presumivelmente, breve. Há uma enorme diferença ética, moral e espiritual entre a morte natural e a morte provocada. Aplica-se aqui, o mandamento: “Não matarás” (Ex 20,13).

Todos têm direito à vida. Nenhuma legislação jamais poderá tornar lícito um ato que é intrinsecamente ilícito. Portanto, diante da ética que proíbe a eliminação de um ser humano inocente, não se pode aceitar exceções. Os fetos anencefálicos não são descartáveis.  O aborto de feto com anencefalia é uma pena de morte decretada contra um ser humano frágil e indefeso.

A Igreja, seguindo a lei natural e fiel aos ensinamentos de Jesus Cristo, que veio “para que todos tenham vida e vida em abundância” (Jo 10,10), insistentemente, pede,  que a vida seja respeitada e que se promovam políticas públicas voltadas para a eficaz prevenção dos males relativos à anencefalia e se dê o devido apoio às famílias que convivem com esta realidade.

Com toda convicção reafirmamos que a vida humana é sagrada e possui dignidade inviolável. Fazendo, ainda, ecoar a Palavra de Deus que serviu de lema para a Campanha da Fraternidade, deste ano, repetimos: “Escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19).

Dom Geraldo Lyrio Rocha - Arcebispo de Mariana - Presidente da CNBB
Dom Luiz Soares Vieira Arcebispo de Manaus – Vice Presidente da CNBB
Dom Dimas Lara Barbosa - Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro - Secretário Geral da CNBB

Fonte: CNBB

Jovens do Fórum Universitário 2012 na audiência geral com o papa

4.000 universitários estiveram em Roma para o encontro anual- UNIV

 O papa Bento XVI recebeu em audiência nesta quarta, junto com outros milhares de peregrinos, os 4.000 universitários que participam em Roma no Fórum UNIV 2012.

O papa recordou aos universitários "o que foi escrito por São Josemaría Escrivá: tudo o que se faz por amor ganha beleza e se engrandece". E acrescentou: "Queridos amigos, vocês vieram a Roma para viver uma experiência de fé durante a Semana Santa; uma experiência de amizade e de enriquecimento espiritual. Convido vocês a dedicar estes dias ao aprofundamento no conhecimento de Jesus, respondendo ao chamado de amor que Ele dirige a cada um".

Depois da audiência, vários participantes do fórum universitário cumprimentaram Bento XVI. O professor alemão Stefan Mückl, presidente do UNIV 2012, entregou ao santo padre uma carta dos estudantes em que eles expressam "sincero agradecimento pela recente viagem pastoral a Cuba e ao México".

"As bandeiras de tantos países latino-americanos que hoje ondulam na Praça de São Pedro são uma mostra tangível da nossa gratidão: obrigado por se aproximar dos povos do continente americano! Obrigado por transmitir coragem e otimismo às pessoas da nossa geração! Obrigado pela juventude de espírito que o leva a empreender viagens como este, para tornar a Pessoa de Cristo mais próxima de nós! Somos milhares os jovens reunidos ao seu redor e, poderíamos dizer, ficamos surpresos ao ver que não somos poucos, que podemos contar com a ajuda de muitos coetâneos e com o incentivo deste pai em comum, que é o papa. Começamos na sua companhia a nos preparar espiritualmente para o próximo encontro latino-americano: a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro".

O UNIV 2012

O UNIV, todo ano, reúne em Roma milhares de universitários de todo o mundo. A edição 2012, que é a número 45, reflete sobre "A força da beleza" e conta com a presença de expoentes como o músico Ennio Morricone, o artista japonês Etsuro Sotu, que trabalha há anos nas obras da Basílica da Sagrada Família de Barcelona, e o escritor e teólogo americano Scott Hahn.

Os encontros UNIV nasceram em 1968, inspirados por São Josemaría Escrivá, fundador do Opus Dei. São coordenados pelo Instituto para a Cooperação Universitária, da Itália. Outras informações sobre o Fórum UNIV e sobre os temas das 44 edições precedentes estão disponíveis no site www.univforum.org. A prelatura do Opus Dei organiza atividades de formação cristã que acompanham o programa do congresso.

Fonte: Zenit

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Dioceses do Maranhão recebem os Símbolos da JMJ

Os Símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) chegaram à diocese de Caxias do Norte (MA) por volta das 23h do dia 31 de março. Iniciou-se na cidade de Timon uma grande peregrinação da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora. As celebrações e as vigílias da noite foram marcadas por orações e testemunhos.

No dia 1° de abril, a juventude e o povo de Deus, somando oito mil pessoas das quatro paróquias da cidade, tomaram conta das ruas e caminharam em procissão para a celebração de Domingo de Ramos. Os jovens da Fazenda da Paz (instituição de recuperação de dependentes químicos) carregaram a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora no percurso pelo qual milhares de pessoas passaram para rezar.

Na tarde do mesmo dia, o momento que tomou conta do coração das pessoas foi a entrada dos Símbolos na cadeia de Timon, onde os 250 presos puderam tocá-los e rezar diante deles, dando um testemunho de fé e agradecendo à Igreja por ter preocupado com eles.

Em seguida a Cruz e o Ícone, acompanhados de 200 carros, partiram em carreata para a cidade de Caxias. Os Símbolos foram acolhidos por milhares de pessoas com seus altares nas portas e janelas das casas. O parque da cidade foi tomado por uma multidão de 15 mil pessoas que caminharam três quilômetros até chegar à Praça da Catedral, onde mais 20 mil pessoas esperavam. Lá, dom Vilson Basso, bispo de Caxias e referencial da juventude no Regional Nordeste 5 (Maranhão), celebrou a missa.

A 5h da manhã do dia 2 de abril, os Símbolos continuaram peregrinando pela cidade. Carregados pelos jovens voluntários, eles foram até o Batalhão do Exército de Caxias e até a Polícia Militar. Vinte jovens do Exército e mais dez da policia militar carregaram a Cruz e o Ícone até a Praça da Catedral, onde 20 mil estudantes os esperavam para rezar e fazer sua procissão. Para poder acolher a Cruz, foi decretado feriado municipal.

Durante a caminhada com os estudantes, dom Vilson pedia para parar o trio elétrico diante de hospitais, creches, repartições publicas, do comércio, do centro cultural, e ia abençoando cada um desses lugares, deixando uma mensagem de amor e paz. Na tarde do mesmo, dia os Símbolos passaram pela cadeia de Caxias e, em seguida, se encontraram com os universitários, num momento em que a oração e o testemunho tomaram conta dos jovens e professores. A noite começou a vigília na Catedral, onde muitos jovens testemunharam a sua fé.

Na terça, 3 de abril, por volta de 4h da madrugada, começou a missa de envio e milhares de pessoas se despediram da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora.

Segundo o padre Toninho Ramos, assessor nacional da Juventude, o calor humano foi contagiante. “Passei 24h rezando com os jovens e seguindo os Ícones da JMJ. Na Procissão de Ramos, num calor de 35 graus, Nosso Senhor Jesus tocava profundamente o coração daquelas oito mil pessoas que caminhavam incansavelmente seguindo os Símbolos da JMJ em Timon. Como se não bastasse, a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora foram levados pelos jovens para dentro da cadeia, e ao ver tantos jovens na prisão meu coração sangrou. Os jovens presos pediam a Deus que os tirasse daquela cadeia e mesmo com uma dor muito grande, perguntei ao jovem Rafael pelo buraco da grade da prisão, qual era a esperança dele. Resposta dele foi: ‘Deus é mais e ele vai me tirar daqui e vou começar uma vida nova’. Nesse momento chorei, porque sei que nas cadeias do Brasil a maioria dos presos são jovens e, assim como esses presos de Caxias do Norte, também milhares de jovens sonham e gritam por liberdade”, enfatizou o padre Toninho.

Fonte: CNBB

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O Arsenal da Esperança convida:


Faltam menos de 100 dias para o início do Congresso Missionário Nacional

Ontem, 3 de abril, marcou exatamente os 100 dias para o 3º Congresso Missionário Nacional, evento que vai acontecer em Palmas (TO) entre os dias 12 e 15 de julho, e deverá reunir 600 pessoas de todas as partes do país, com o tema "Discipulado missionário: do Brasil para um mundo secularizado e pluricultural, à luz do Vaticano II" e lema "Como o Pai me enviou, assim eu vos envio (Jo 20, 21).

Realizado pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) e demais forças missionárias da Igreja Católica no Brasil: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB); Conselho Missionário Nacional (Comina) e Centro Cultural Missionário (CCM), o 3º CMN tem por objetivo preparar as lideranças missionárias para o 4º Congresso Americano Missionário (CAM 4) e o 9º Congresso Missionário Latino-Americano (Comla 9), que serão realizados simultaneamente em Maracaibo, Venezuela, em 2013.

Outra reflexão importante e central durante o evento brasileiro será o mundo secular e pluricultural em que vivemos hoje e qual o papel da dimensão missionária nessa nova realidade. Segundo o presidente da Sociedade dos Catequetas Latino-americanos, irmão Israel José Nery, é preciso rever práticas enquanto Igreja essencialmente missionária. "Diante da realidade do mundo em mudança é preciso, sem dúvida, rever em profundidade o significado de missão e de evangelização e, consequentemente, de discípulo missionário", disse Nery que contribui para a reflexão acerca do tema para o Instrumento de Trabalho do evento.

O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB, dom Sérgio Arthur Braschi, lembra os 100 últimos dias antes do 3º CMN e destaca a sua importância para a Igreja no Brasil. "O 3º CMN é de suma importância para a nossa Igreja e, nesses últimos 100 dias antes de sua realização, quero dizer que ele se insere nas preocupações da Igreja como forma de transmissão da fé para as novas gerações de famílias e novas comunidades desse nosso mundo secular e pluricultural".

Já o arcebispo de Palmas (TO), dom Pedro Brito Guimarães, presidente de honra do evento, deixa sua mensagem nesses últimos 100 dias, lembrando-se dos preparativos que ainda há pela frente. "Estamos em contagem regressiva para este grande evento que será um divisor de águas para a Igreja no Brasil, portanto, Conselhos Missionários Regionais, Conselhos Missionários Diocesanos, paróquias, congregações, associações, vamos nos organizar para os últimos preparativos deste Congresso. Ele, sem dúvida será um encontro para fortalecer questões que precisam ser evidenciadas na Igreja no Brasil", destacou.

Durante os quatro dias de Congresso serão ainda abordados temas como o discipulado no Brasil e no mundo; as contribuições do Concílio Vaticano II para a dimensão missionária, 50 anos após a sua realização e, o discipulado missionário ad gentes (além-fronteiras) no Brasil e no mundo.

Fonte: CNBB

Comissão da CNBB divulga nota sobre situação do Povo de Rua

A Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz da CNBB divulgou na manhã desta quarta-feira, 04/04, uma nota relativa aos dados da violência contra a população de rua em todo o país. O levantamento foi obtido pelo Centro de Defesa e Proteção dos Direitos Humanos para a População de Rua e Catadores de Material Reciclável (CDDH), uma parceria da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, CNBB e Ministério Público do Estado de Minas Gerais.

Os dados revelam que o índice de violência contra o Povo de Rua está crescendo a cada mês. Em todo o Brasil, nos últimos 12 meses, foram 165 mortes e 35 tentativas de homicídio, além de 66 lesões corporais contra moradores de rua. Apenas na cidade de Maceió (AL) foram 8 assassinatos.
 
“Preocupa-nos a não implementação de políticas públicas em benefício desta população, deixando-a ainda mais vulnerável”, afirma Dom Guilherme Werlang, presidente da Comissão e que assina a nota. Ele também chama a atenção para a missão maior de toda a sociedade, que é “a proteção e o cuidado com o nossos irmãos mais fragilizados para que tenham vida em plenitude no tempo que Deus permitir”.
 
“Há uma situação de higienização e de extermínio dessa população. Estão assumindo a postura da violência física, tentativa de homicídio, o que culmina com assassinatos, com características de crueldade mesmo, como é o caso mesmo de atear fogo nas pessoas ou jogar pedras”, relata a irmã Cristina Bove, da Pastoral do Povo de Rua.
 
A religiosa afirma que os autores deste tipo de violência são múltiplos, e que sinaliza a falta de resposta da sociedade para a questão. “A população em geral discrimina, pois não quer viver perto de moradores de rua. Recentemente, a imprensa noticiou que no Distrito Federal comerciantes pagaram 100 reais para matar moradores de rua”, conta Cristina, que também faz um alerta. “Há informações de grupos com características neonazistas, que estão provocando estas mutilações e mortes, além de denúncias de extermínios feitos por setores da área pública”.
 
De acordo com a religiosa, a situação é mais grave nas capitais e nas cidades com mais de 300 mil habitantes e tem causas múltiplas. “O nosso sistema econômico gera uma mão de obra excedente. Este povo, sem trabalho, acaba caindo na situação de rua”, afirma Cristina, que lembra a necessidade de uma política nacional para o tema. “Temos que partir do pressuposto de que as pessoas não querem ficar na rua, e por isso, precisam ter acesso aos equipamentos e serviços que possam ser oferecidos. E claro, que não sejam somente serviços assistencialistas. Precisamos de políticas estruturantes, com respeito a trabalho e habitação”, concluiu a religiosa.
 

Fonte: CNBB
Local: Brasília (DF)

Tribo indígena recebe selo de Denominação de Origem para o guaraná que produz

A tribo indígena brasileira Sateré-Mawé, que produz refrigerante de guaraná segundo técnicas artesanais e com matéria-prima retirada da floresta amazônica, terá a atribuição do selo Denominação de Origem ao seu produto. E assim, o guaraná produzido e exportado pela tribo Sateré-Mawé da Amazônia é o terceiro produto do país a receber esse selo, que garante o reconhecimento da origem geográfica do produto e de um “know how” tradicional da tribo.

A notícia cruzou as fronteiras, como o guaraná, que é de exportação, e está sendo debatida na Europa. Na edição desta quarta-feira, o jornal francês La Croix, afirma que a planta warana, popularmente conhecida no Brasil como guaraná, vai se tornar um símbolo da vitória dos índios Sateré-Mawé no mundo do agro-negócio assim que o governo brasileiro atribuir o selo de Denominação de Origem ao produto. Esse gesto, segundo o periódico, vai representar um reconhecimento, por parte do governo brasileiro, do papel desta comunidade na conservação do patrimônio genético da planta.

A matéria foi comentada também pela Rádio França Internacional, que traz um histórico da bebida à base de guaraná. Ela se desenvolveu a partir dos anos 30, quando os grandes produtores se interessaram pelas virtudes energéticas, ao mesmo tempo em que o governo buscava a criação de uma bebida tipicamente nacional.
Hoje, 70% da produção está concentrada nos estados da Bahia e Mato Grosso, sendo o mercado dominado pela Ambev.

Os índios Sateré-Mawé mantém seu modo de fabricação artesanal, ou seja, recolhem as plantas e selecionam-nas à mão, cozinhando-as durante seis dias em um forno de argila. Esse produto é exportado para a França e para a Itália.

As seis toneladas de warana vendidas para os europeus rendem por ano cerca mais de 740 mil reais à comunidade, o que tem favorecido o desenvolvimento da tribo que tem atualmente 11 mil habitantes.
 

Fonte: Rádio Vaticano
Local: Paris

terça-feira, 3 de abril de 2012

Uma novidade na JMJ Rio2013: Semana Missionária

Iniciados os trabalhos da JMJ Rio2013, uma das primeiras necessidades que verificamos como comissão junto ao Pontifício Conselho para os Leigos, era que, em todo trabalho que tivéssemos até a Jornada Mundial da Juventude, deixássemos diversos tipos de legados e que os frutos desse evento favorecessem a Igreja espalhada por todo o mundo, carinhosamente a todo o Brasil, a Arquidiocese do Rio de Janeiro e a própria sociedade em um todo.

Com esta responsabilidade, iniciamos uma grande preparação nacional à JMJ Rio2013 quando os sinais da JMJ (a Cruz e o ícone de Nossa Senhora) chegaram ao Brasil, vindos diretamente de Madri.

Esta grande maratona brasileira iniciada no dia 18 de setembro de 2011 durará quase dois anos até que estes sinais da Jornada Mundial da Juventude cheguem ao Rio de Janeiro. A data já está marcada: dia 6 de julho de 2013 quando a Cruz e o ícone finalmente chegarão à cidade maravilhosa. Até essa data muitos trabalhos devem dar prosseguimento.

Uma grande mobilização nacional tem acontecido. Muito se deve à comissão formada pela CNBB para a JMJ Rio2013 e o trabalho dos “jovens conectados” (www.jovensconectados.com.br) que reforçam o setor juventude nacional e acompanham este ambiente de comunhão, onde as mais de 50 expressões juvenis espalhadas pelo Brasil se unem num objetivo único: viver o discipulado de Jesus Cristo.

Diante desta estrutura formada nas dioceses, a peregrinação dos sinais JMJ pelo país tem ganhado uma grande repercussão nas mídias sociais e favorecido um fortalecimento das comunidades. Não falo apenas da realidade juvenil, mas da Igreja no Brasil.

Por onde os sinais passam, vemos um rastro de testemunhos emocionados e de experiências positivas. O próprio Pontifício Conselho para os Leigos, onde fica o Comitê Central no Vaticano, está surpreso da maneira como isso tem gerado repercussão em cada estado do país. Nunca na história das jornadas a Cruz e do Ícone de Nossa Senhora foram conduzidos por tantos jovens num país, chegando hoje a mais de um milhão deles. Temos que salientar que ainda não chegamos à metade do percurso a ser cumprido.

Na semana anterior à JMJ Rio2013 chegaremos a um momento especial: a Semana Missionária. Anteriormente esse período era chamado de “Dias nas Dioceses” ou de “Pré-Jornada”, mas durante a visita do Cardeal Rylko - presidente do Pontifício Conselho para os Leigos - ao Rio de Janeiro em fevereiro de 2012, ele concordou que esta semana tenha um forte caráter missionário, seguindo a linha do Documento de Aparecida. Deseja-se assim, deixar como legado para as demais jornadas, este momento que move o jovem a um discipulado missionário.

A data para a Semana Missionária para os jovens estrangeiros acontecerá de 17 a 20 de julho de 2013. Após esta data, os estrangeiros e todos os brasileiros, estarão se deslocando para a cidade do Rio.

A proposta na semana missionária para os jovens peregrinos estrangeiros é que, chegando ao Brasil, vivam intensamente a realidade local, em união com toda a Igreja do Brasil. Durante este tempo, todas as dioceses seguirão uma programação comum sobre três pilares: espiritualidade, solidariedade missionária e cultura. Isto vale também para as dioceses que não terão a presença de jovens estrangeiros.

Há todo um esforço para preparar bem esta Semana Missionária com os próprios fiéis da diocese: envolvimento na formação de grupos de voluntários, acolhida dos peregrinos, entre outros aspectos que são demandados para estes dias.

Unamo-nos em nossas orações para que além dos que virão de outros países para a Semana Missionária, todo o Brasil experimente um novo tempo onde o jovem se lança na aventura de ser discípulo de Jesus.

 

Fonte: JMJ-2013 - Padre Jefferson Gonçalves, diretor do Setor de Pré-Jornada

Pastoral da Juventude Rural na Bahia realiza encontro de formação e discute 5ª Semana Social Brasileira

O Centro de Formação Flor do Mandacarú na cidade de Monte Santo - BA, acolheu entre os dias 30 de março e 01 de abril, um encontro de formação da Pastoral da Juventude Rural - PJR da região de Bonfim e Serrinha. Estiveram presente 55 jovens representando 8 municípios (Araci, Antônio Gonçalves, Cansanção, Monte Santo, Queimadas, Retirolândia, Valente e Santa Luz).

A PJR é um serviço pastoral voltado aos jovens e das jovens do campo. Tem como missão: Evangelizar e conscientizar a juventude camponesa, especialmente as jovens e os jovem empobrecidos, e formar militantes cristãos, discípulos missionários de Jesus Cristo, para contribuir na transformação da sociedade, assumindo a construção do Projeto Popular do Campo, articulando com a sociedade a lutar pela vida do Planeta Terra.

A PJR é uma organização nacional, presente em 20 estados, articulada com as demais Pastorais da Juventude, na Pastoral da Juventude do Brasil. Na Bahia a PJR está presente nas Dioceses de Alagoinhas, Bonfim, Paulo Afonso, Serrinha, Juazeiro, Feira de Santana e Teixeira de Freitas e Caravelas.

Durante o encontro mereceu destaque o estudo da 5ª Semana Social Brasileira que tem como tema: "Estado para que e para quem?" Segundo Daniela Moraes da Coordenação da PJR, "esse é um momento oportuno para a juventude camponesa aprofundar sobre o Estado que queremos. De fato, o Estado brasileiro está a serviço das grandes empresas transnacionais e das elites". Opinião compartilhada pelos demais militantes da PJR presentes no encontro. De acordo com Vandeson Santos da Coordenação Estadual "além de discutir o Estado, temos de organizar a classe trabalhadora para poder de fato construir um Estado que queremos".

Os representantes dos municípios aproveitaram o encontro também para discutir temas ligados a vida da PJR, como a articulação de novos munícipios, a formação e a articulação para o III Congresso Nacional da PJR.


Fonte: Gilmar Andrade - Revista Missões

A JMJ 2013 do Rio de Janeiro "tem como objetivo o crescimento da fé dos jovens do mundo pela missão"

"Esta Jornada Mundial da Juventude (JMJ) do Rio 2013 si situa no contexto da Missão Continental tão querida pelos Bispos do CELAM em Aparecida em 2007. Em nível de Igreja universal, a JMJ está também ligada ao Sínodo dos Bispos, em outubro de 2012, sobre a Nova Evangelização: "Ide e fazei discípulos todos as nações" (cf. Mt 28,19) é o tema para Rio 2013. Além disso, a JMJ se realizará no Ano da fé. O Beato João Paulo II dizia que "a fé se fortalece doando-a!" (Redemptoris missio, 2). Assim, a JMJ tem como objetivo o crescimento da fé dos jovens do mundo para a missão". São as palavras proferidas pelo Cardeal Stanislaw Rylko, Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, durante a coletiva de imprensa esta manhã sobre a preparação do XXVIII Jornada Mundial da Juventude que se realizará no Rio de Janeiro, Brasil, de 23 a 28 de julho 2013.

"Sabemos que depois de 25 anos da JMJ em Buenos Aires, a América Latina terá a oportunidade de revitalizar o entusiasmo missionário entre os jovens e reforçar a opção preferencial pelos jovens de nosso continente a partir da célebre Conferência de Puebla" - disse na coletiva de imprensa Dom Orani João Tempesta, O. Cist, Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro. Nos últimos anos percebemos, no Brasil, o crescimento da economia e uma conseqüente diminuição das diferenças sociais. A JMJ será uma oportunidade para oferecer um crescimento em relação aos valores cristãos, de solidariedade, justiça, esperança e coragem para as próximas gerações".

Dom Eduardo Pinheiro da Silva, S.D.B, Bispo Auxiliar de Campo Grande, Presidente da Comissão Episcopal para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, sublinhou a "longa e rica experiência de trabalhar junto com os jovens", especialmente a partir dos anos 50 e 60, e o grande compromisso da Igreja brasileira pela pastoral juvenil. "A Conferência Nacional dos Bispos criou no ano passado, uma comissão especial para a Jornada Mundial da Juventude, com o objetivo de organizar a peregrinação da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora do país e preparar a Semana Missionária que se realizará nos dias antes da JMJ, em todas as dioceses", sublinhou o Bispo, lembrando que a JMJ 2013 no Rio" é o maior evento juvenil da Igreja Católica".


Fonte: Agência Fides
Local: Cidade do Vaticano

Despertar com mais ardor o compromisso missionário: todas as comunidades preparam o Terceiro Congresso Missionário Nacional

 A atividade principal que empenha as Pontifícias Obras Missionárias no Brasil neste período é a preparação do Terceiro Congresso Missionário Nacional, com o tema: "Discipulado missionário do Brasil para um mundo secularizado e pluricultural, à luz do Vaticano II", que se realizará de 12 a 15 de julho em Palmas (TO). "É um evento que quer animar a dimensão missionária de nossa Igreja. Estamos em preparação dos Congressos Missionários: Americano e Latino Americano (CAM 4 - COMLA 9), que acontece em 2013 na Venezuela" – consta na nota assinada pelo Diretor Nacional das POM no Brasil, padre Camilo Pauletti, enviada à Agência Fides.

Neste ano, o Papa convoca o Sínodo dos Bispos, o ano da Fé e a comemoração dos 50 anos do Concílio Vaticano II. “São motivos que nos levam a despertar com mais ardor o nosso compromisso missionário. Queremos fazer uma caminhada que envolva todas as forças das nossas comunidades. Por isto, vamos divulgar o nosso Congresso Missionário Nacional, entrar em sintonia e em comunhão” – lê-se na nota.

Aqueles que puderem conheçam o Instrumento de Trabalho no site: www.pom.org.br/congresso; lá podem baixar. Ele contém reflexões preciosas que nos convocam a recuperar a memória dos documentos que nos remetem à missão.

O Documento de trabalho pode ser baixado do site das POM no Brasil, e contém reflexões importantes que convidam a reler os documentos ligados à missão.
“É importante apoiar os Conselhos Missionários em vários níveis, os grupos de crianças e adolescentes Missionários, a Juventude Missionária, as missões populares, os grupos de animação missionária e os encontros do pré-Congresso, como também congressos, seminários e encontros de preparação ao Congresso Missionário Nacional” – conclui a nota das POM.


Fonte:Agência Fides
Local: Brasil

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Comissão Organizadora da JMJ RIO2013 e Pontifício Conselho debatem andamento de projetos

Teve início na manhã de ontem, 29, em Rocca di Papa, nas proximidades de Roma, um encontro promovido pelo Pontifício Conselho para os Leigos com os agentes da Pastoral da Juventude de todo o mundo. Um encontro de reflexão sobre as Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) em preparação para o evento no Rio de Janeiro, em 2013. O encontro, que se encerra no dia 1º de abril, reúne delegados de 98 países, e os comitês organizadores da JMJ Madri 2011 e Rio 2013. Os trabalhos iniciaram com a saudação do presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, cardeal Stanislaw Rylko.

Nas suas palavras, o cardeal Rylko falou sobre o programa de trabalhos do encontro durante o qual serão recordados “os inesquecíveis momentos da JMJ de Madri 2011”. Na capital espanhola, mais de um milhão de jovens, provenientes de várias partes do globo, deu um testemunho de fé que impressionou o mundo. “Os jovens reunidos na Praça de Cibeles e em Quatro Vientos gritaram um decidido ‘sim’. A fé é possível também hoje, ou melhor, é a aventura mais bonita que possa ocorrer na vida. Foi uma verdadeira epifania de uma Igreja jovem, cheia de alegria e impulso missionário”, disse o cardeal Rylko.

Mas a grande peregrinação dos jovens nas pegadas do Sucessor de Pedro continua. Por isso hoje será a vez do JMJ Rio 2013. Após 25 anos, isto é, depois de Buenos Aires, na Argentina, em 1987, a JMJ retorna à América Latina. O arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, juntamente com o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, dom Eduardo Pinheiro da Silva e o assessor da mesma Comissão, padre Carlos Sávio, apresentarão os trabalhos até agora realizados para a JMJ do próximo ano.

“Há uma colaboração exemplar entre a arquidiocese do Rio e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), fator esse muito importante, porque não podemos esquecer de que o Brasil é um país gigante, um continente. E coordenar a pastoral em todo o país não é fácil”, destacou o presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, cardeal Stanislaw Rylko.

O cardeal citou ainda as autoridades civis brasileiras, recordando a colaboração das mesmas de modo eficaz neste caminho de preparação.

Dom Stanislaw Rylko destacou a peregrinação dos Símbolos da JMJ que peregrinam pelo Brasil.

Amanhã, dia 31, será dedicado à reflexão sobre o tema “Formar os jovens: uma missão prioritária da Igreja”.

Fonte: CNBB

Domingo de Ramos, dia da decisão: Papa aos jovens, na praça de São Pedro, na celebração de Ramos, dia mundial da juventude

Bento XVI preside na Praça de S. Pedro a celebração litúrgica do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, Depois da bênção dos ramos de palmeira e oliveira, teve lugar a procissão até ao altar, onde decorre a Santa Missa da Paixão do Senhor.

O domingo de Ramos, com que a Igreja inicia a Semana Santa, contém um convite a encarar toda a humanidade, na diversidade das suas culturas e civilizações com o olhar de Deus, de Cristo - um olhar de bênção, de amor – sublinhou o Papa, na homilia. Bento XVI começou por evocar a subida de Jesus a Jerusalém, com um numeroso grupo de peregrinos. Pelo caminho, a cura do cego de nascença, suscita nas pessoas um sobressalto, entusiasmo, a esperança de que Deus esteja para cumprir a promessa feita a David de estabelecer o reino messiânico. Um entusiasmo que se contagia aos próprios discípulos de Jesus, quando este toma lugar sobre um jumentinho para entrar na cidade santa. As palavras do Salmo 118, que a multidão proclama, gritando, constitui verdadeira proclamação messiânica: “Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito seja o reino que vem, o reino do nosso pai David! Hosana no mais alto dos céus”.

“Esta aclamação festiva, transmitida pelos quatro evangelistas (observou o Papa), é um brado de bênção, um hino de exultação: exprime a convicção unânime de que, em Jesus, Deus visitou o seu povo e que o Messias ansiado finalmente chegou”. “Mas qual é o conteúdo, o sentido mais profundo deste grito de júbilo? A resposta é-nos dada pela Escritura no seu conjunto, quando nos lembra que no Messias se cumpre a promessa da bênção de Deus, a promessa feita por Deus originariamente a Abraão, o pai de todos os crentes: «Farei de ti um grande povo e te abençoarei (...). Em ti serão abençoadas todas as famílias da terra!»

Trata-se de uma promessa que Israel mantivera sempre viva na oração, especialmente na oração dos Salmos. Aquele que a multidão aclama como o Bendito é, ao mesmo tempo, Aquele em quem será abençoada a humanidade inteira.

“À luz de Cristo, a humanidade reconhece-se profundamente unida e, de certo modo, envolvida pelo manto da bênção divina, uma bênção que tudo permeia, tudo sustenta, tudo redime, tudo santifica. E aqui podemos descobrir uma primeira grande incumbência que nos chega da festa de hoje: o convite a adotar a visão reta sobre a humanidade inteira, sobre os povos que formam o mundo, sobre suas diversas culturas e civilizações. A visão que o crente recebe de Cristo é um olhar de bênção: um olhar sapiencial e amoroso, capaz de captar a beleza do mundo e condoer-se da sua fragilidade. Nesta visão, manifesta-se o próprio olhar de Deus sobre os homens que Ele ama e sobre a criação, obra das suas mãos”..
Como se lê no Livro da Sabedoria: «De todos tens compaixão, (Senhor), porque tudo podes, e fechas os olhos aos pecados dos mortais, para que se arrependam. Sim, amas tudo o que existe e não desprezas nada do que fizeste; (...) a todostratas com bondade, porque tudo é teu, Senhor amigo da vida».

Mas que pensavam realmente aqueles que aclamam Cristo como Rei de Israel? Tinham a sua própria ideia do Messias, do modo como devia agir o Rei prometido pelos profetas e há muito esperado… Logo poucos dias depois, em vez de aclamar Jesus, a multidão gritará: «Crucifica-O!», e os próprios discípulos ficam mudos e confusos. Na realidade, a maioria ficara desapontada com o modo escolhido por Jesus para Se apresentar como Messias e Rei de Israel. É precisamente aqui que se situa o ponto fulcral da festa de hoje, mesmo para nós. “Para nós, quem é Jesus de Nazaré? Que idéia temos do Messias, que idéia temos de Deus? Esta é uma questão crucial, que não podemos evitar, até porque, precisamente nesta semana, somos chamados a seguir o nosso Rei que escolhe a cruz como trono; somos chamados a seguir um Messias que não nos garante uma felicidade terrena fácil, mas a felicidade do céu, a bem-aventurança de Deus.” Também nós temos que nos interrogar: Quais são as nossas reais expectativas? Quais são os desejos mais profundos que nos animam a celebrar o Domingo de Ramos e a iniciar a Semana Santa?

“Queridos jovens, aqui reunidos! Em todos os lugares da terra onde a Igreja está presente, este Dia é especialmente dedicado a vós. Por isso, vos saúdo com muito carinho! Que o Domingo de Ramos possa ser para vós o dia da decisão: a decisão de acolher o Senhor e segui-Lo até ao fim, a decisão de fazer da sua Páscoa de morte e ressurreição o sentido da vossa vida de cristãos. Tal é a decisão que leva à verdadeira alegria.”

Evocando o tema deste Dia Mundial da Juventude - a exortação paulina «Alegrai-vos sempre no Senhor», Bento XVI recordou o exemplo de “Santa Clara de Assis, que há oitocentos anos – exatamente no domingo de Ramos –, movida pelo exemplo de São Francisco e dos seus primeiros companheiros, deixou a casa paterna para se consagrar totalmente ao Senhor: com dezoito anos, teve a coragem da fé e do amor para se decidir por Cristo, encontrando n’Ele a alegria e a paz.”

São particularmente dois – sublinhou o Papa – os sentimentos que nos hão-de animar nestes dias – louvor e gratidão: “o louvor, como fizeram aqueles que acolheram Jesus em Jerusalém com o seu «Hosana»; e a gratidão, porque, nesta Semana Santa, o Senhor Jesus renovará o dom maior que se possa imaginar: dar-nos-á a sua vida, o seu corpo e o seu sangue, o seu amor.”

Para corresponder a tão grande dom, temos que estender aos pés de Jesus a nossa própria vida. Como diziam os Padres da Igreja, dos primeiros séculos: como as pessoas estendiam os mantos no caminho por onde Jesus subia e entrava em Jerusalém, havemos de estender também nós a nossa própria vida, as nossas pessoas, em atitude de gratidão e de adoração”.

No final da celebração eucarística, era quase meio-dia, antes da recitação do Angelus e da bênção final, Bento XVI dirigiu saudações aos presentes na praça de São Pedro e a quantos o seguiam através da rádio e da televisão, com destaque para os muitos milhares de jovens, de Roma e não só. Uma referência expressa reservou-a o Papa ao Comité organizador da JMJ de Madrid, no ano passado, e o da próxima, do Rio de Janeiro, assim como aos delegados dos diversos países que participaram nos últimos dias, nos arredores de Roma, ao Encontro Internacional sobre as Jornadas Mundiais da Juventude, promovido pelo Conselho Pontifício para os Leigos.

Esta a saudação em português:

“Quero agora dirigir a minha saudação amiga aos jovens e demais peregrinos de língua portuguesa, que participam nesta celebração do Domingo de Ramos. De modo particular, saúdo o Arcebispo Dom Orani Tempesta, o Governador e o Prefeito do Rio de Janeiro e demais autoridades e membros do comitê responsável pela organização da próxima Jornada Mundial da Juventude, no ano que vem. Nos trabalhos preparatórios da mesma, procurai viver segundo o convite que hoje nos foi feito: «Alegrai-vos sempre no Senhor». Deste modo, o espírito alegre e acolhedor, conatural aos brasileiros, será sublimado pela alegria que nasce da união com Cristo, o Único Redentor. Assim, podereis de braços abertos – como a Estátua do Cristo que domina a paisagem carioca - receber os jovens que virão de todos os cantos do mundo para a vossa cidade. A todos desejo uma feliz e santa Páscoa!”


Fonte: Rádio Vaticano
Local: Cidade do Vaticano