quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Diálogo entre culturas exige construção política

"A construção coletiva e o espaço de trocas nem sempre são sinônimos de acordos e da falta de tensões. É uma atitude, uma disposição e não um resultado. Acontecem na sociedade em meio a  tensões, conflitos e jogos de poder", disse o coordenador acadêmico do Mutirão Latino Americano e Caribenho de Comunicação, Washington Uranga, na conferência principal deste sábado, dia 06.

Jaime C. Patias Washington Uranga durante conferência Desenvolvendo o tema "Comunicação no diálogo das culturas", o professor Uranga afirmou que convivemos com "perspectivas diferentes, em que cada um observa, interpreta e age a partir de sua identidade cultural. O diálogo entre culturas exige uma tarefa de construção política, uma relação entre atores que assegura direitos e constrói condições para o diálogo", esclareceu Uranga. Para ele, precisamos ter uma postura aberta à escuta sem renunciarmos à identidade e à defesa das próprias ideias.

De acordo com Uranga, é necessário pensar o indivíduo em sua subjetividade como parte da construção da cultura, não existindo diálogo quando ocorre qualquer tipo de exclusão ou de marginalização pelo outro. Para tanto, é necessário construir condições e lutar pela garantia dos direitos humanos, tornando-nos "responsáveis uns pelos outros", afirmou o jornalista fazendo o convite para que todos pensem em pequenas mudanças, de modo a caminhar e observar cada passo.

O professor citou tarefas que podem ser assumidas por todos a partir da perspectiva de direitos humanos, entre elas, criar e promover observatórios e auditorias de comunicação, influenciando na qualidade da comunicação, dos produtos culturais e para melhorar a agenda pública.

A conferência gerou participações provocativas da plateia, a exemplo da pergunta sobre como agir diante de situações em que é o próprio Estado quem desrespeita os direitos humanos. Uranga respondeu que o poder do Estado vem de um processo de delegação e quando há situação de opressão, "é uma tarefa política construir a liberdade, podendo ser pacífica ou não". O conferencista lembrou a existência de mártires na causa de militância política e cultural.

O Muticom teve início dia 03 e encerrará suas atividades no domingo, dia 7, em Porto Alegre, RS.

Fonte: Revista Missões - Cecília de Paiva

Mutirão aprova Carta de Porto Alegre

Somos comunicadores e comunicadoras solidários com nossos povos e integrados plenamente no seu caminhar. Partilhamos os sofrimentos, as crises, as alegrias e as esperanças de nossas irmãs e irmãos. Por esse motivo, e ainda em meio à atual crise civilizatória, que se expressa, entre outros fatores, na mundialização das economias e na livre circulação de mercadorias e capitais especulativos, nos atrevemos a refletir e sonhar, alimentando a utopia e a esperança.

Somos comunicadores e comunicadoras, pesquisadores, professores, jornalistas e estudantes da América Latina e do Caribe, reunidos em Porto Alegre (Brasil) de 3 a 7 de fevereiro de 2010, no Mutirão de Comunicação, no qual fomos convidados para analisar os “Processos de comunicação e cultura solidária”.

O Mutirão propiciou o intercâmbio de experiências, de saberes e de comunhão em Jesus Cristo entre comunicadores e comunicadoras com diferentes trajetórias pessoais, profissionais, políticas, religiosas, culturais, unidos no compromisso e na responsabilidade comum com os povos da região que lutam pela dignidade, pela justiça e na defesa de uma democracia que seja capaz de garantir a vigência de seus direitos econômicos, políticos, sociais e culturais.

Esta carta traduz nossos sonhos de futuro apoiados no compromisso político de concretizar uma utopia construída sobre a rica bagagem cultural e religiosa acumulada ao longo dos anos, que representa uma enorme riqueza de nossos povos e nossas culturas, especialmente indígenas, negros e migrantes, constituindo uma herança tantas vezes desprezada. Este rico legado, somado à vitalidade dos movimentos sociais, habilita o surgimento de atores que têm “direito a ter direito” e são os forjadores de nossa diversidade cultural.

Com Dom Helder Câmara dizemos que “quando sonhamos sozinhos , é apenas um sonho; quando sonhamos juntos é o começo de uma nova realidade” (Mensagem de Natal, 1992).

Por isso fazemos essa convocação para a ação que, sem abandonar um olhar analítico e crítico sobre a realidade política, social, cultural, religiosa e comunicacional, busca a construção de uma nova cidadania comunicativa que contribua à plena vigência dos direitos humanos e das condições de uma vida digna.

Partilhando as incertezas naturais de quem está envolvido no processo histórico e social e sem pretender esgotar as propostas, mas com a firmeza de nossas convicções, saberes, experiências, sensibilidade e paixão, e inspirados e inspiradas pelo Evangelho de Jesus, sonhamos com:

1. Uma cidadania comunicacional que, no marco dos processos políticos e culturais, permita a participação criativa e protagônica das pessoas como forma de eliminar a concentração de poder de qualquer tipo para, assim, construir e consolidar novas democracias. Cidadania que não se pode pensar somente em termos jurídicos, mas também como uma atitude e uma condição associadas à reivindicação de ser reconhecido, de ter arte e parte nas decisões que afetam a vida em suas múltiplas dimensões, porque não há democracia política sem democracia comunicacional.

2. Uma palavra liberada de todo tipo de opressão e discriminação, para que se apropriem dela também os jovens e as jovens, os mais pobres e pequenos, como germe de uma cultura solidária.

3. Políticas públicas de comunicação elaboradas a partir da ideia de que a comunicação é um direito humano e um serviço público e nas quais haja espaço tanto para a iniciativa privada comercial, como para os meios estatais, os meios públicos não-governamentais e os comunitários.

4. Uma sociedade civil mobilizada para incidir politicamente na busca de uma comunicação livre, socialmente responsável, justa e participativa.

5. Cidadãos, comunicadores e atores sociais preparados para manter e vigiar práticas comunicativas democráticas, participativas, inclusivas e apoiadas em uma nova perspectiva integral de direito à comunicação.

6. Movimentos sociais, organizações populares, igrejas e instituições que se apropriem e incorporem, nas suas práticas comunicativas, os cenários e os processos das tecnologias da informação e as novas linguagens a fim de ampliar seu horizonte comunicacional e contribuir para a eliminação da brecha informativa e digital.

7. Responsáveis da gestão do Estado capazes de levar adiante políticas públicas e estratégias de comunicação destinadas a assegurar o direito à comunicação, através de ações pertinentes e efetivas, que eliminem as diferenças e as desigualdades que hoje existem em matéria de produção, acesso e circulação de todo tipo de bens culturais.

8. Cristãos comprometidos e organizados que, a partir da sua fé, tenham uma presença ativa e transformadora no campo da comunicação, incorporando as novas tecnologias no espírito e nas linhas de ação dessa carta.

Sonhamos, enfim, com comunicadores e comunicadoras:

• cuja prática profissional seja marcada pela vivência de uma cultura solidária, por critérios éticos e por uma vida coerente com esses princípios;

• que se reconheçam, acima de tudo, servidores do direito dos cidadãos a receber e emitir informação e opinião; que não se subordinem aos interesses e às pressões do poder político ou econômico porque estão comprometidos com a cidadania comunicacional;

• que estejam junto aos empobrecidos e incorporem seu olhar;

• que impulsionem o diálogo para enfrentar as contradições, inevitáveis em qualquer sociedade, com o objetivo de alcançar a paz e a justiça;

• que não se preocupem somente em ser plurais, mas igualmente em valorizar as diferenças surgidas no caminho da busca da verdade;

• que suscitem solidariedade a partir dos processos de comunicação;

• que saibam escutar e estar atentos especialmente ao clamor que emerge do murmúrio dos silenciados e, assim, contribuir para a visibilidade dos invisíveis de hoje.
 
Fonte: Site Mutirão
Local:Porto Alegre (RS)

   
   

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

É urgente propor valores aos jovens, afirma Papa

Há necessidade de respostas novas e criativas aos problemas atuais, afirma

O Papa Bento XVI convidou os membros das Academias Pontifícias a oferecer respostas adequadas e criativas aos problemas apresentados pela cultura contemporânea, recorrendo sempre às “riquezas da tradição cristã”.

Em particular, é necessário “oferecer valores” às jovens gerações, em uma sociedade dominada pelo relativismo e subjetivismo.

O pontífice recebeu hoje, em audiência, os membros das Academias Pontifícias de S. Tomás de Aquino, de Teologia, de Arqueologia, da Imaculada, de Belas Artes, Cultorum martyrum, e a Academia Mariana, durante sua tradicional sessão pública anual.

Recordando que hoje se celebra, precisamente, a memória de S. Tomás de Aquino – a cujo pensamento está dedicada toda uma Academia –, Bento XVI convidou os membros e especialistas das Academias a “confiar na possibilidade da razão humana”, mantendo a fidelidade ao “depósito da fé” na hora de enfrentar as questões apresentadas pelo diálogo com as culturas.

“É necessário que as Academias Pontifícias sejam, hoje mais que nunca, instituições vitais e vivazes, capazes de perceber agudamente tanto as perguntas da sociedade e das culturas como as necessidades e expectativas da Igreja”, afirmou.

O objetivo do trabalho das Academias Pontifícias deve ser, explicou o Papa, “promover, com todas as energias e meios disponíveis, um autêntico humanismo cristão”.

“A cultura contemporânea, e mais ainda os próprios crentes, solicitam continuamente a reflexão e ação da Igreja nos vários âmbitos em que emergem novas problemáticas e que constituem também setores nos quais trabalhais.”

Estes setores são, explicou o Papa, “a busca filosófica e teológica; a reflexão sobre a figura da Virgem Maria; o estudo da história, dos monumentos, dos testemunhos recebidos em herança das primeiras gerações cristãs, a começar pelos mártires; o delicado e importante diálogo entre fé cristã e a criatividade artística”.

Neste sentido, convidou os acadêmicos a “oferecer uma contribuição qualificada, competente e apaixonada, para que toda a Igreja, e em particular a Santa Sé, possa dispor de ocasiões, de linguagens e de meios adequados para dialogar com as culturas contemporâneas”.

Com isso, a Igreja poderá responder “eficazmente às questões e aos desafios que a interpelam nos vários âmbitos do saber e da experiência humana”.

Jovens

Em particular, o Papa mostrou sua preocupação pelos jovens, cuja formação se vê afetada pela perda de valores nas sociedades ocidentais.

“Como afirmei muitas vezes, a cultura de hoje ressente-se profundamente, não só de uma visão dominada pelo relativismo e pelo subjetivismo, mas também de métodos e atitudes por vezes superficiais e até mesmo banais.”

Esta superficialidade prejudica “a seriedade da investigação e da reflexão e, portanto, também do diálogo, do confronto e da comunicação interpessoal”.

Portanto, o Papa afirma que é necessário “recriar as condições essenciais para uma real capacidade de aprofundamento no estudo e na investigação, para que se dialogue de modo racional e as pessoas se confrontem eficazmente sobre as diferentes problemáticas, na perspectiva de um crescimento comum e de uma formação que promova o homem na sua integralidade e completude”.

Esta “carência de pontos de referência ideais e morais” afeta “convivência civil e sobretudo a formação das gerações jovens”, advertiu.

Neste sentido, afirmou que é necessário realizar “uma oferta ideal e prática de valores e de verdade, de fortes razões de vida e de esperança, que possa e deva interessar a todos, sobretudo aos jovens”.

Fonte: Zenit - Inma Álvarez
Local: Cidade do Vaticano

A Pastoral da Juventude participa do Fórum Social Mundial com a campanha contra o extermínio da juventude

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil publicou uma nota sobre a participação dos grupos católicos de jovens que participam da 10° edição do Forum Social Mundial (FSM), iniciado em 25 de janeiro. Este ano o Fórum se realiza de maneira decentralizada, em várias partes do mundo. 

No Brasil se realiza de modo paralelo em Porto Alegre (RS), o lugar de nascimento do FSM, em Salvador (BA). Muitas organizações estão presentes no evento que se conclui em 31 de janeiro, entre elas a Pastoral da Juventude do Brasil (que reúne equipes da Pastoral da Juventude, Pastoral da Juventude dos ambientes populares, Pastoral da Juventude Rural e Pastoral a Juventude dos Estudantes). O programa prevê seminários, envolvendo diferentes movimentos sociais e organizações da sociedade civil que participam do Fórum, e debates sobre a crise econômica que atingiu o mundo no ano passado.

A principal atividade da Pastoral da Juventude nesta 10ª edição consiste na difusão da Campanha Nacional contra a violência e a morte dos jovens. A campanha de fato é o centro de uma atividade de Pastoral para o período 2010-2011 e foi lançada em novembro do ano passado, durante o 7° Encontro Nacional do Movimento fé e política na cidade de Ipatinga (MG) (ver Fides de 7/12/2009), contando sobre o apoio de dezenas de organizações da sociedade civil, com o objetivo de mobilizar grupos de jovens em todo o país na luta pelos direitos e pela cidadania com o slogan: "jovens e marcha contra a violência".

O violento extermínio de jovens se tornou uma ferida na sociedade brasileira que a Igreja Católica se propôs a cicatrizar com a força do anúncio do Evangelho entre os mesmos jovens. Esta missão Eclésia, que se torna sempre mais partilhada, teve início no ano 2006. Em 2008, os grupos de Pastoral da Juventude participaram da Assembleia Nacional para propô-la como tarefa nacional. Em Ipatinga, no encontro nacional de Fé e Política a campanha foi apresentada oficialmente. Para 2011 está sendo organizando uma grande marcha com a participação de massa dos jovens convencidos a lutar contra este problema

Fonte: Fides
Local:Porto Alegre - RS

Panamá:12 mil jovens fazem encontro católico nacional

Após o encerramento do XXXI Encontro Nacional de Renovação Juvenil, realizado na Diocese de Chitré, no Panamá, fazem-se análises do evento que iniciou no último dia 21.

Segundo nota enviada à imprensa, a diocese agradece a Deus e a todas as pessoas, empresas e instituições que fizeram possível a realização deste encontro.

Ocorrido, como todos os anos, na pequena cidade de Monagrillo, no Panamá, o encontro deste ano teve como tema “A quem iremos? Só tu tens palavras de vida eterna”, como um chamado para uma caminhada trilhada somente por meio da verdade e da justiça.

Quem abriu o encontro foi o bispo da Diocese de Chitré, Dom Fernando Torres Durán, e, depois dO discurso inaugural houve um concerto musical de um grupo da República Dominicana.

Durante os quatro dias de encontro, estiveram envolvidos 100 sacerdotes e mais de 12 mil jovens do Panamá e de outras nações, como Rússia, Colômbia, Espanha e Chile.

O encontro terminou com uma grande Eucaristia celebrada pelo Nuncio Apostólico do Panamá, Dom Andrés Carrascosa Coso, que, em sua homilia saudou espacialmente o Santo Padre.

Como é tradição ao concluir, foi feito o anuncio da data do próximo ENRJ XXXII, que será entre os dias 3 a 6 de fevereiro de 2011 com o tema: "Estou sempre com você."
 
Fonte: Radio Vaticano
Local: Roma

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Arquidiocese de São Paulo abre 1° Congresso de Leigos

Com o tema "Cristãos leigos: discípulos e missionários de Jesus Cristo na cidade de São Paulo" e o lema "Vós sois o sal da terra... vós sois a luz do mundo", a arquidiocese de São Paulo iniciou na segunda-feira, 25, seu 1° Congresso de Leigos. 

O lançamento do Congresso aconteceu durante a cerimônia pelos 456 anos da capital paulista, em missa na Sé que também marcou a festa patronal da arquidiocese. A celebração foi presidida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo.

Cerca de 3.500 pessoas participaram da missa, que contou com a presença do vice-presidente, José Alencar, e do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

O Congresso Arquidiocesano de Leigos surgiu em 2007, quando a Assembleia das Igrejas do Regional Sul 1 da CNBB (São Paulo) propôs às dioceses a realização de eventos que procurassem articular e envolver mais os leigos na vida e na missão da Igreja.

Desde então, o laicato da arquidiocese de São Paulo vem promovendo uma série de reuniões para tornar possível a realização de um evento que pudesse responder a este chamado do Regional Sul 1 que, na verdade, ecoava a convocação da Conferência de Aparecida - para a retomada da consciência da condição de discípulos-missionários.

A convocação de todo o laicato de São Paulo para o Congresso, redigida pelo cardeal dom Odilo, foi lida durante a missa pelo secretário-executivo do vento, Edson Silva. O Congresso deverá ser realizado ao longo de todo o ano de 2010, em três diferentes âmbitos. Logo em seguida, a Comissão Central, recém constituída pela leitura da convocação, recebeu das mãos do cardeal o regulamento do Congresso.

Numa primeira etapa, todas as comunidades e paróquias, pastorais e movimentos, novas comunidades e organizações laicais deverão conhecer e estudar o texto base do Congresso, que será lançado no dia 13 de março. O documento será a referência teórica para a realização do Congresso e já deverá trazer algumas indicações práticas.

Até maio, nesta primeira etapa, todas as 300 paróquias da arquidiocese de São Paulo deverão ter se envolvido no processo do Congresso. Esta é uma das etapas mais importantes do evento e a participação dos leigos, nas comunidades e paróquias, é fundamental. Um dos objetivos do Congresso é justamente oferecer para aqueles leigos que apenas frequentam as missas dominicais, sem engajamento pastoral, uma possibilidade de refletirem sobre a importância da participação mais ativa deles na missão evangelizadora da Igreja. Como tem repetido o cardeal dom Odilo nas reuniões de preparação para o Congresso, "lá onde a Igreja não pode estar presente de maneira institucional e organizada, são os leigos os responsáveis por tornar o Evangelho conhecido".

A segunda etapa deve acontecer nas seis regiões episcopais com a realização de oficinas temáticas nos meses de junho, julho e agosto. Essas oficinas serão oportunidade de mapear a atuação dos leigos nas diversas áreas da sociedade e da Igreja, a partir do que será proposto um projeto missionário para a Arquidiocese. As oficinas tratarão de abordar a vida e a missão dos leigos nos diferentes ‘mundos' da metrópole - como é o caso da saúde, da educação e da comunicação social, por exemplo.

Deverão ser realizadas mais de 60 oficinas regionais. Em cada uma delas, serão eleitas delegações de dez pessoas. Essas delegações comporão as oficinas arquidiocesanas, que serão realizadas nos meses de setembro e outubro. Esta é a terceira etapa. Nas oficinas, espera-se que os leigos possam sair com projetos de atuação naquelas áreas específicas.

Finalmente, em novembro, na data em que a Igreja no Brasil celebra o Dia do Leigo, na solenidade de Cristo Rei, 21, acontece, no ginásio do Ibirapuera, o encerramento do Congresso. Na parte da manha, a partir das 9h, os participantes do processo ao longo do ano deverão pensar e votar proposições que serão articuladas em um documento final. À tarde, acontece uma grande celebração eucarística marcando o encerramento do Congresso.

Fonte: CNBB

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Haiti: Selo Vaticano ajudará vítimas do terremoto

Mais uma iniciativa do Vaticano em favor das vítimas do terremoto: o Departamento Filatélico e Numismático informou ontem que a tiragem do selo especial dedicado aos 1500 anos do Santuário de Nossa Senhora das Graças, de 900 mil unidades, será parcialmente destinada à população haitiana.

O valor do selo será de 0,65 euro, mas a pessoa que o comprar pagará 20 centavos a mais, que serão destinados às vítimas do terremoto que causou milhares de mortos e deixou centenas de milhares de desabrigados no Haiti. O governo do Estado Vaticano estima que, se toda a edição for vendida, serão recolhidos cerca de 150.000€.

O Santuário ilustrado no selo é conhecido como a ‘Mentorella’, situa-se nas montanhas Prenestinas, na região do Lácio. Surgido no século IV, é conhecido como o local da conversão de Santo Eustáquio.

Em setembro de 1978, recém-eleito, em sua primeira saída oficial de Roma, João Paulo II visitou o Santuário. Durante o pontificado, costumava retornar, reservadamente, para cantar o Magnificat.

Seguindo o costume, Bento XVI visitou o Santuário e celebrou uma missa, 6 meses após sua eleição à Sé de Pedro.


Fonte: Rádio Vaticano
Local: Haiti

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Grande Porto Alegre pronta para o Fórum Social 10 Anos

O Fórum Social Mundial - FSM nasceu e alcançou todos os continentes. No ano em que completa dez anos, o evento realiza, entre os dias 25 e 29 de janeiro, uma intensa atividade comemorativa, na Grande Porto Alegre, Rio Grande do Sul, que vai se desdobrar em fóruns locais e regionais, em diversos países. As atividades do Fórum Social 10 Anos serão o começo das ações, que culminarão em 2011 no FSM de Dakar no Senegal, África, sendo este o próximo evento centralizado, à exemplo do que aconteceu em 2009 em Belém, no Pará.

Segundo o empresário Oded Grajew, um dos idealizadores do FSM, a ideia começou a ser gestada no ano 2000, quando foram feitos os primeiros contatos com personalidades brasileiras e estrangeiras sobre a realização de um grande foro mundial de debates sociais. Era o auge do neoliberalismo, defendido como modelo para levar o mundo à prosperidade. Ao concentrar as forças para concretizar o Fórum, em 2001, o grupo teve de enfrentar contrariedades, como a do então presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso, que chegou a comentar que se tratava de um bando de retrógados buscando voltar à era pré-industrial.

Em 2001, cerca de 20 mil pessoas se reuniam em Porto Alegre, na construção de "um outro mundo". A grande mídia ignorou o feito não dando espaço para mostrar a novidade. Surgia ali o FSM, que tinha como objetivo desfazer a dominação das regras econômica impostas pelos países mais ricos no Fórum Econômico Mundial de Davos (Suíça).

Com o passar dos anos, o FSM se firmou e conquistou espaço nacional e internacionalmente, com participação crescente de pessoas e multiplicação de Fóruns Regionais, Nacionais e Locais em diversas partes do mundo. Em 2009, nove anos após a primeira edição do FSM, Belém, no Pará (Brasil), recebeu 150.000 participantes. Uma demonstração de gente unida no propósito e pensamento de que um mundo melhor e mais justo é mesmo cada vez mais urgente.

O processo permanente do Fórum tornou-se um ótimo instrumento para que organizações e movimentos sociais busquem sua articulação e união diante da ideologia capitalista neoliberal em crise, mas que ainda domina inteiramente corações e mentes em todo o planeta. Contudo, há ainda muitas regiões do mundo, especialmente na África e Ásia, em que o processo Fórum ainda não chegou a ter uma presença significativa.

Para os organizadores, o desafio é o de conseguir que prevaleça a visão de conjunto e de longo prazo, apesar da extrema urgência da mudança. Muitas vezes a angústia por resultados palpáveis leva a tomar caminhos que podem se bloquear mais adiante. A experiência dos dez anos de caminhada, no entanto, fortalece e continuidade do processo.

FSM no Mundo
I Fórum Social de Economia Solidária e I Feira Mundial de Economia Solidária.
Local: Santa Maria e Canos (Grande Porto Alegre), de 22 a 24 (Santa Maria) e 25 a 29 (Canoas).

6º Fórum Mundial de Juízes
Local: Porto Alegre, RS, de 22 a 24 janeiro.

Fórum Social Mundial da Serra Gaúcha
Local: Bento Gonçalves, RS, de 22 a 24 de janeiro

Acampamento Internacional da Juventude 10 Anos - Os Movimentos em Movimento
Local: Lomba Grande - Novo Hamburgo, RS, de 23 a 29 de janeiro.

Fórum Social Tóquio - "Get together, Talk, and Go! - Another World is Possible!"
Local: Tókyo Korean YMCA, dia 24

Fórum Social 10 Anos Grande Porto Alegre - Seminário 10 Anos Fórum Social Mundial
Local: Grande Porto Alegre, RS, de 25 a 29 de jeneiro

Direito e justiça - Fórum Mundial de Teologia e Libertação. Seminário de Preparação Rumo a Dakar, Senegal.
Local: São Leopoldo, RS, de 26 a 28 de janeiro

2º Fórum Social Local do Atlântico
Local: Kpomassé, Benin, de 28 a 31 de janeiro

Fórum Social Mundial Madri 2010
Local: Madri, Espanha, de 28 a 31 de janeiro.

Fórum Social Tcheco
Local: Prague, Brno, Usti nad Laben, República Tcheca, de 29 a 30 de janeiro.

Fórum Social Temático da Bahia
Local: Salvador, de 29 a 31 de janeiro

5º Feira Livre de Stuttgart - Grande Festival - Plataforma da Sociedade Civil
Local: Stuttgart, Alemanha, de 29 a 31 de janeiro

Fórum Social Catalão
Local: Barcelona, Catalunha, Espanha, de 30 a 31 de janeiro

Fórum Social Expandido das Periferias
Local: Loteamento Dunas, Pelotas - RS de 3 a 6 de fevereiro.

Fonte: Revista Missões

Pastoriais da Juventude participamdo Fórum Social Mundial

A 10ª edição do Fórum Social Mundial (FSM) evento voltado para as questões sociais e contra qualquer tipo de domínio capitalista e neoliberal, teve início hoje, 25. Este ano, o Fórum acontece de maneira descentralizada, em várias partes do mundo. No Brasil, a programação acontece paralelamente em Porto Alegre (RS), onde nasceu o FSM e em Salvador (BA).

Muitas organizações participarão do evento até o próximo dia 31, entre elas, as Pastorais da Juventude do Brasil [Pastoral da Juventude, Pastoral da Juventude do Meio Popular, Pastoral da juventude Rural e Pastoral da Juventude Estudantil].

A programação inclui seminário temáticos, envolvendo movimentos sociais e várias organizações da sociedade civil, com avaliações sobre a década do Fórum e discussões sobre a crise econômica que abateu todo o mundo no ano passado.

A principal atividade das Pastorais da Juventude nessa 10ª edição do evento será a divulgação da Campanha Nacional contra a violência e o extermínio da juventude. A Campanha é o “carro-chefe” da atuação das Pastorais para o período 2010-2011 e foi lançada em novembro do ano passado, durante o 7º Encontro Nacional do Movimento de Fé e Política, na cidade de Ipatinga (MG), com o apoio de dezenas de organizações da sociedade civil, tendo o objetivo de mobilizar grupos de jovens em todo o país na luta por direitos e por cidadania a partir do slogan: Juventude em marcha, contra a violência.

PJ no FSM

Segundo os Coordenadores da Campanha, durante o Fórum Social Mundial 2010 serão desenvolvidas duas oficinas de divulgação e construção de agendas unificadas de luta: em São Leopoldo (RS), no dia 26; em Porto Alegre (RS), no dia 28, das 14h às 18h; e, em Salvador, no dia 30 de janeiro, das 9h às 12h.

Em São Leopoldo, as atividades começam no dia 26, à tarde, onde estão previstas oficinas, rodas de conversa, apresentações de capoeira, e, às 18h uma mesa sobre Juventude e Violência com Helena Abramo e Hilário Dick.

Em Porto Alegre, a programação continua, no dia 28, entre as 14h e 18h, com espetáculos teatrais, show de voz e violão, apresentação de Hip Hop, bem como depoimentos e exposição de experiências de combate à violência no país. Na capital baiana, a programação contará com exposição de fotos e realização de discussões sobre juventude, violência e segurança pública e será realizada no dia 30, a partir das 9h, no tradicional Passeio Público, próximo ao Tetro Vila Velha.

Na construção dessas atividades são parceiros a ONG Trilha Cidadã, PROAME - Centro de Defesa Bertholdo Weber, Movimento de Trabalhadores Desempregados, Rede Maristas, ANCED (Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente), Secretaria Especial de Direitos Humanos, Prefeitura de São Leopoldo e o Conselho de Juventude do Estado da Bahia.

Fonte: CNBB 
Local: Porto Alegre - RS

“Surpreenderam-me a alegria e o entusiasmo das pessoas por sua fé”: um jovem americano, depois de uma experiência missionária no Sudão

De 9 a 23 de janeiro, três jovens dos Estados Unidos estiveram na diocese de Torit, no Sul do Sudão, para colaborar com as atividades missionárias paroquiais e participar do retiro eucarístico para jovens, intitulado “Pão de Vida” nas cidades periféricas de Nimule e Loa.

A experiência missionária foi organizada por Fr. Herald J. Brock, CFR, que atualmente é missionário na diocese de Torit, onde a Igreja está dedicando esforços na reconstrução, em meio a uma pobreza extrema, causada por 20 anos de devastações consequentes da guerra civil.

Como explica o sacerdote em uma nota enviada à Agência Fides, os jovens chegaram a Campala, em Uganda, no dia 9 de janeiro, e depois de uma parada no Santuário dos Mártires ugandeses, prosseguiram a viagem para o Sudão. Nas cidades de Nimule e Loa, no Sudão, Fr. Herald celebrou a Santa Missa, à qual se seguiu a exposição do Santíssimo Sacramento, enquanto os jovens da equipe missionária se preocupavam em coordenar as atividades, a oração e o canto. Um grupo de 125 jovens ugandeses participou do retiro eucarístico, e uma noite, havia de 700 a 800 pessoas à espera da projeção de um filme sobre os mártires ugandeses.

Um dos três jovens americanos, Mario Dance, falou de suas impressões, depois desta experiência missionária: “O aspecto que mais me impressionou foi o entusiasmo e a alegria pela fé das pessoas que encontrei. Muitas pessoas nos Estados Unidos são fortemente tentadas em abandonar sua fé quando se encontram diante de provações, dificuldades ou tragédias. Aqui, as pessoas convivem todos os momentos com dificuldades e tragédias, e são muito mais ricas de alegria e fé em relação àqueles que, nos Estados Unidos, possuem todo bem material”.

O jovem missionário acredita que isto se deva à compreensão da cruz, “assim, a sua fé parece, ao mesmo tempo, mais simples e mais profunda”, e considera que esta experiência aprofundou a sua paixão pela missão, confirmando o chamado à vida missionária.


Fonte: Agência Fides 
Local: Sudão - África

2ª reunião do Conselho Especial para a África, do Sínodo dos Bispos

 “A reconciliação continua sendo um desafio para a Igreja na África”, afirma o comunicado da 2ª reunião do Conselho Especial para a África, do Sínodo dos Bispos, realizada nestes dias no Vaticano.

A Igreja, afirma a nota, deve ser “reconhecida em si mesma para tornar-se crível em sua pregação e em sua ação social”.

Quem inaugurou os trabalhos foi o secretário-geral do Sínodo dos Bispos, Dom Nikola Eterović, que se centrou em alguns temas relevantes para a vida da Igreja na África, como a paz e a justiça, a proteção da criação e a desertificação das áreas cultiváveis.

Durante os encontros, sublinhou-se que a teologia não deve ser transformada em política, “levando, no entanto, a teologia diretamente ao ministério pastoral concreto”.

No diálogo inter-religioso, acrescenta o comunicado, os presentes no encontro “afirmaram que estão tentando estabelecer vínculos de entendimento e colaboração, sobretudo com o Islã, que é a religião mais difundida no continente”.

O desejo manifestado é de que “os grupos fundamentalistas sejam cada vez mais desautorizados e marginalizados pelos representantes oficiais do Islã”.

O Conselho se empenhou no estudo das Proposições da 2ª Assembleia para a África, do Sínodo dos Bispos (4-25 de outubro de 2009), visando a “um esquema de reflexão” que possa servir de base para a composição da exortação apostólica pós-sinodal, que corresponderá ao Santo Padre.

“Em todo caso – afirma a nota –, o texto final deverá manter um justo equilíbrio entre uma perspectiva teológico-espiritual e uma adequação à realidade pastoral e social”.
A próxima reunião do Conselho será realizada nos dias 27 e 28 de abril.

Fonte: Zenit 
Local: Roma

Condolências de Bento XVI às vítimas do terremoto do Haiti

Cartas à conferência episcopal e ao presidente Preval


 O Papa Bento XVI enviou uma carta pessoal ao presidente da Conferência Episcopal do Haiti, Dom Louis Kébreau, arcebispo de Cabo Haitiano, na qual mostra sua dor e proximidade às vítimas do terremoto.

Em sua carta, datada de 16 de janeiro e divulgada no sábado 23, o pontífice expressou sua “grande tristeza” pelo ocorrido, assim como sua “proximidade espiritual e fervente oração por todas as pessoas afetadas por este desastre”.

Ele se referiu especialmente à morte do arcebispo de Porto Príncipe, Dom Serge Miot, que “compartilhou o destino de muitos dos seus fiéis, incluindo sacerdotes, pessoas consagradas e seminaristas”.

Por outro lado, Bento XVI celebrou a “rápida mobilização da comunidade internacional, unanimemente comovida pela difícil situação dos haitianos”, e assegurou que “toda a Igreja, através das suas instituições, não deixará de ajudar no serviço de emergência e de reconstrução das regiões devastadas do país”.

“Nestas horas de escuridão, invoco Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, para que Ela se mostre como Mãe de ternura e saiba dirigir os corações, para que a solidariedade abra passagem em meio ao isolamento.”

A mensagem foi divulgada no sábado, coincidindo com o emotivo funeral de Dom Miot, celebrado sob um toldo improvisado na praça da catedral, já que esta foi completamente destruída.

A cerimônia recordou também os mais de 100 mil mortos no terremoto, muitos dos quais não poderão receber uma sepultura digna, e nela estiveram presentes o presidente, René Preval, as autoridades civis do país e o arcebispo de Nova York, Dom Thimoty Dolan, entre outros.

Carta ao presidente

Também no dia 16 de janeiro, o Papa dirigiu uma carta ao presidente do país, René Preval, na qual lhe manifestou suas condolências por esta catástrofe.

O Papa ofereceu suas orações por “todos os que morreram no terremoto e suas famílias, que, em alguns casos, não podem dar uma sepultura digna aos seus entes queridos”.

Também pediu neste momento “espírito de solidariedade” e “que se mantenha a calma nas ruas”, para que os feridos possam ser socorridos.

Mostrou também sua estima pelo “compromisso de todos aqueles que, haitianos e estrangeiros, às vezes arriscando suas vidas, fazem todo o possível para encontrar e resgatar os sobreviventes”.
O Papa finalizou sua carta assegurando que a Igreja Católica, “através das suas instituições, muito além da viva comoção destes dias, permanecerá junto aos afetados por este desastre e, na medida das suas forças, os ajudará em prol de um futuro melhor”.


Fonte: Zenit
Local: Cidade do Vaticano

Juventude do Rio Grande do Sul inicia acampamento com debate político

A juventude de diferentes movimentos sociais do estado do Rio Grande do Sul saíram em marcha na abertura do 1º Fórum Social de Economia Solidária, na sexta-feira, 22, em Santa Maria (RS). Aproximadamente 400 jovens dos movimentos da Via Campesina iniciaram um encontro regional também com propostas políticas para o ano que inicia.

No primeiro momento de discussão, as dificuldades mais abordadas pelos jovens do campo foram acesso à escola, êxodo rural, exclusão digital e falta de estrutura na saúde. Já a juventude da cidade falou de preconceito e criminalização da pobreza. A luta contra o consumismo e a precariedade da educação são bandeiras comuns entre todos. Os participantes do acampamento contaram também com a apresentação de uma mística sobre opressões raciais, de gênero e de trabalho.

O Encontro da Juventude do Campo e da Cidade é resultado de um processo de mobilização e debates regionais que estão em andamento desde o ano passado, e pretende ser um marco na organização da juventude do meio popular de todo o estado. O acampamento ocorre paralelo ao Fórum de Economia Solidária, um dos eventos descentralizados do 10° Fórum Social Mundial.


Fonte: CNBB
Local: Porto Alegre

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Pastoral da Juventude Estudantil (PJE) elege sua nova coordenação nacional.

 A Pastoral da Juventude Estudantil (PJE) elegeu sua nova coordenação nacional. A eleição aconteceu durante o Seminário Nacional da PJE, realizada entre os dias 14 e 17, em Guararema (SP). 

O encontro refletiu o porquê  e o como ser militante na Pastoral da Juventude Estudantil, a partir do tema “Pós Médio e Militância na PJE”. O evento aconteceu na Escola Nacional Florestan Fernandes, administrada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e contou com aproximadamente 50 participantes entre jovens e assessores vindos de diversas regiões do Brasil.

O Regional Leste 2 (Espírito Santo e Minas Gerais) da CNBB foi representado pelos municípios de Sete Lagoas, Belo Horizonte, Betim e Viçosa. De acordo com os participantes, o 9º Seminário Nacional de Militantes da PJE é de extrema importância para o Regional, pelo fato do mesmo estar em processo de reconstrução, sendo assim, a primeira atividade nacional dos novos secretários e da coordenação.

Durante o seminário foi discutida a urgência de um novo modelo educacional, libertador e profético capazes de despertar nos jovens o desejo de mudanças sociais, e que possibilite a todos a serem protagonistas da história no seio estudantil.

Ainda durante o encontro, houve partilha de experiências, momento de renovação de esperanças que propiciou ânimo para a continuidade do caminho de trabalhos da Pastoral.

Nova coordenação nacional
 

A conclusão dos trabalhos se deu com a eleição da nova Coordenação Nacional da PJE. São eles: Monique Benevent, 19 anos, de Recife (PE), militante da PJE há 7anos, estudante de pedagogia. Ela é a nova secretária. Para a articuladora Nacional foi eleita Tábata Silveira; ex-secretária nacional, 20 anos jovem de Porto Alegre (RS), militante da PJE há 7 anos (ocupará este espaço até a Assembleia Nacional da Pastoral da Juventude Estudantil (ANPJE) em 2011. Assessores: Maurício Perondi, atual assessor e reeleito para continuar neste serviço, jovem de Porto Alegre (RS) - (Ficará na assessoria até a realização da ANPJE em 2011).

Fonte: CNBB

Via sacra dos missionários no Haiti

As Pontifícias Obras Missionárias (POM), a agência Fides e outros organismos religiosos comunicaram a situação dos missionários que moram no Haiti. Algumas congregações sofreram perda de vidas humanas, ainda que a maioria só teve danos materiais.

O sacerdote jesuíta Ramiro Pàmpols comunicou às POM: "Por enquanto, estamos submersos em uma espécie de caos e beco sem saída. Veremos como vamos nos refazer nos próximos dias. O Senhor ama especialmente os pobres e tenho certeza de que Ele nos acompanha, ainda no mistério do mal e da dor".

A Congregação do Espírito Santo, via e-mail, recebeu notícias de que parte do colégio de São Marcial e a capela foram destruídos pelo terremoto: "Não sabemos se houve perdas de vidas humanas entre os haitianos ou dos nossos missionários que trabalham lá".

Também os franciscanos, através do ministro provincial da América Central, comunicam: "Todos eles - 16 irmãos distribuídos em 3 fraternidades - estão vivos. Uma das casas ficou muito danificada e precisará ser reconstruída. Os irmãos precisam da nossa solidariedade para garantir ajuda sanitária à população no dispensário em que trabalham".

No entanto, um sacerdote argentino da Ordem Franciscana que trabalhava como missionário no Haiti há dois anos está entre os desaparecidos pelo terremoto, segundo informou seu irmão a uma emissora local. A família de Antonio Mancuello, de 57 anos, não soube nada dele desde que o desastre ocorreu, segundo explicou seu irmão Martín ao canal de notícias argentino C5N.

Os Xaverianos, que têm vários centros no Haiti, informaram que nenhum dos seus irmãos faleceu no terremoto, mas alguns dos edifícios sofreram danos. No mosteiro beneditino de Morne Saint-Benoît também não houve falecidos e o edifício aguentou o terremoto.

O sacerdote salesiano Attilio Stra, um dos sobreviventes, indicou via e-mail que os mais de 200 alunos (algumas fontes falam de 500) do destruído Colégio de Dom Bosco, em Porto Príncipe, "devem ser considerados como mortos, junto a outros da equipe leiga". A sala de imprensa dos salesianos informou que o padre Stra disse que o terremoto "acabou com a obra de São João Bosco de Porto Príncipe e com as pequenas escolas do padre Bonhem confiadas aos salesianos".

Os salesianos informaram também que no dia 15 de janeiro celebraram o funeral de dois estudantes de filosofia, Atsime Wilfrid e Vibrun Valsaint, mortos com a destruição do Instituto São Francisco de Sales, em Fleuriot-Tabarre, Porto Príncipe.

A agência Fides recebeu a notícias de que "os 5 seminaristas camilianos voltaram à nossa casa, estão bem e já estão trabalhando no nosso hospital", segundo informou o superior da comunidade camiliana de Porto Príncipe, Pe. Crescenzo Mazzella.

Segundo afirma o Pe. Joaquín Paulo Cipriano, todas as crianças que frequentam a escola camiliana estão vivas e a estrutura resistiu aos movimentos.

A cúria geral dos jesuítas enviou a Fides a carta do Pe. François Kawas, delegado do padre provincial. Em conjunto, as casas e obras dos jesuítas foram atingidas menos que as demais e todos os religiosos sobreviveram e estão bem, exceto o Pe. Dérino Sainfariste, ferido durante a queda de um edifício.

Os Missionários Oblatos de Maria Imaculada contam com cerca de 130 membros - dos quais 2 são bispos -, a maioria composta por haitianos. A casa provincial ficou seriamente danificada e a nova construção desabou. O centro de teologia foi destruído, mas os estudantes e formadores se salvaram. Um dos estudantes que estava no Centro de Estudos para Religiosos, Cifor, participando de uma conferência, faleceu quando o edifício caiu; trata-se de Weedy Alexis, de 28 anos.

A Congregação das Missionárias da Imaculada Conceição (MIC), presentes no Haiti com 49 religiosas, sofreu muito. Sor Louise Denis, superiora general, declarou a Fides: "Consegui falar com nossas irmãs um dia depois do terremoto e, graças a Deus, estão todas bem. Infelizmente, os danos aos edifícios são enormes. As irmãs estão acampando fora, por medo de um desmoronamento".

As Filhas de Maria Auxiliadora (FMA) contam com 6 comunidades, algumas das quais sofreram sérios danos. Uma jovem religiosa está ferida em um hospital.

Segundo as informações enviadas a Fides pelo Pe. Alfio, da secretaria provincial dos Missionários Monfortinos, 9 seminaristas morreram e se teme pelo destino de um sacerdote, o Pe. Jean Baptiste. Ele provavelmente foi esmagado por blocos de cimento da casa de acolhida de Baussan, que desmoronou enquanto ele tentava sair.

Os 9 seminaristas, 8 teólogos e outros seminaristas que chegaram recentemente ao Peru participavam de uma conferência no CIFOR (Instituto de estudos para religiosos e religiosas), quando a estrutura desmoronou sobre o ônibus que ocupavam quando estavam para deixar o local. Foram esmagados pelas lajes de concreto e foi impossível interferir.

Três religiosas da Congregação das Filhas da Sabedoria, da família Monfortina, morreram na casa que ocupavam, que desmoronou com o terremoto: irmã Marie-Flore de St Cyrille, irmã Marguerite du Calvaire e irmã Christine-Marie de Monfort (francesas, em missão há mais de 40 anos). As três foram sepultadas em 15 de janeiro. Outras três irmãs permanecem sob os escombros da mesma casa, e há poucas possibilidades de que venham a ser encontradas com vida.

O padre Joseph P. Dorcey, secretário-geral da Congregação dos Redentoristas, enviou à agencia Fides um comunicado. Segundo informou o Pe. Mario Boies, superior provincial, "nenhum redentorista morreu no terremoto. Todos estão vivos. Um redentorista está levemente ferido. Outro perdeu a mãe e uma irmã. A igreja de São Geraldo, de Porto Príncipe, foi reduzida a escombros. A parte nova da casa dos estudantes foi destruída e os estudantes estão acampados no jardim. Sua reconstrução custará cerca de 2 milhões de dólares".

O secretário-geral dos padres dominicanos, acompanhado pelo padre Manuel Rivero, vigário do Haiti, contatou Fides recentemente. Disse que no país trabalham 7 dominicanos e todos estão vivos. A Família Dominicana conta também com a presença das Irmãs de Caridade Dominicanas da Apresentação da Santíssima Virgem, que têm 2 casas no Haiti. Uma das irmãs ficou ferida, mas as demais conseguiram se salvar do terremoto, que destruiu completamente uma de suas casas.

O padre Manuel Rivero contou que, no dia 15 de janeiro, conseguiram resgatar dos escombros o corpo de um dos estudantes da escola administrada pelos dominicanos e transportá-lo a pé, porque as ruas estão completamente bloqueadas. Muitos outros sobreviventes foram acolhidos na casa das Irmãs de Cluny, que resistiu ao terremoto.

Fonte: Zenit

Local: Haiti