terça-feira, 8 de novembro de 2011

Paquistão:duas mulheres em defesa dos direitos das minorias

Passado um ano da condenação à morte de Asia Bibi – a mulher cristã condenada no Paquistão por blasfêmia em 8 de novembro de 2010 – outras duas mulheres no país asiático assumiram hoje a liderança na defesa dos direitos das minorias religiosas e da promoção da harmonia inter-religiosa. Trata-se – refere a agência Fides – de Christine Amjad-Ali, cristã e de Shehrbano Taseer muçulmana, unidas na mesma missão.

Teóloga, Christine Amjad-Ali é a nova diretora do “Christian Study Centre”, famoso Centro de estudos ecumênico de Rawalpindi. Ao seu lado, trabalha outra mulher cristã, Romana Bashir, que comprometida em várias atividades e programas está encontrando líderes muçulmanos, autóctones e da sociedade civil para desenvolver uma cultura de diálogo voltada ao bem comum.

Já Shehrbano Taseer é filha do governador do Pumjab, Salman Taseer, assassinado por ter defendido Ásia Bibi e por ter criticado a lei sobre a blasfêmia. A mulher, que assumiu a herança paterna, está conduzindo uma campanha de promoção pela tolerância no Paquistão. Apesar das ameaças de morte. Taseer fala publicamente contra as leis discriminatórias que atingem as minorias religiosas e criticou abertamente todos aqueles que glorificam o assassino de seu pai.

Taseer é uma jornalista da edição paquistanesa de “Newsweek” e, apesar dos riscos para a sua incolumidade e para a segurança da sua família, ela combate para promover a liberdade, a dignidade, a justiça e a equidade. A tradição de grande compromisso feminino pelos direitos humanos no Paquistão é testemunhada também por Sherry Rehman, parlamentar muçulmana do Partido Popular Paquistão, e presidente do “Jinnah Institute” de Karachi, organismo que promove a legalidade e o Estado de direito.

O Centro publicou nos meses passados um detalhado relatório intitulado “A questão de fé”, no qual fala de “cristãos perseguidos e minorias sob assédio” e uma nota na qual afirma que Asia Bibi foi condenada à morte por um tribunal “condicionado pelos extremistas islâmicos” e “sem advogado de defesa”.
 
Fonte: Rádio Vaticano
Local:Rawalpindi

Dom Azcona homenageado pelo Movimento Humanos Direitos

Na quinta-feira, 10 de novembro, no Rio de janeiro, o Movimento Humanos Direitos faz homenagem a Dom José Luís Azcona Hermoso, bispo de Marajó, no Pará. Ele receberá o prêmio João Canuto 2011. Na ocasião também serão lançados dois livros do Pe. Ricardo Rezende sobre a luta no combate ao trabalho escravo no país.

Confira os dados do evento e os homenageados:

Data: 10/11/2011.

Local: UFRJ/Praia Vermelha - Rio de Janeiro - Auditório Leme Lopes - IPUB/UFRJ

Entrada pelos fundos: Av. Venceslau Brás, 71

17:00 - Lançamento dos livros:

1. Trabalho escravo contemporâneio: um debate transdisciplinar. Organizadores: Ricardo Rezende Figueira, Adonia Antunes Prado e Horácio Antunes de Sant'Ana Júnior. Rio de Janeiro: Ed. Mauad, 2011. (http://www.libre.org.br/titulo_view.asp?ID=11904) ;

2. Olhares sobre a escravidão contemporânea. Novas contribuições críticas". Ricardo Rezende Figueira e Adonia Antunes Prado, organizadores. Editora UFMT, 2011.

18:00 - Início da solenidade da entrega do Prêmio João Canuto.

Serão oito contemplados com o PRÊMIO JOÃO CANUTO 2011:

Aline Sasahara, cineasta paulista formada pela ECA, produtora e diretora de de diversos documentário, inclusive de “Salve, Santo Antonio”, que se tornou uma ferramenta importante à disposição das famílias atingidas pela explosão de uma fábrica clandestina de fogos de artifício em Santo Antônio de Jesus (BA). O documentário auxiliou para que o Governo Brasileiro reconhecesse sua culpa e se dispusesse a negociar amigavelmente com o Movimento 11 de dezembro, formado pelos familiares dos moradores atingidos pela tragédia;

Associação Mineira do Ministério Público (AMMP-MG), entidade de classe dos promotores e procuradores de Justiça do Estado de Minas Gerais. Nestes poucos mais de cinquenta anos de existência, a Associação Mineira do Ministério Público destacou-se pela iniciativa e vanguarda e tornou-se modelo a todas entidades de classe congêneres do país, seja pelas gestões implantadas, pela estrutura humana e física disponível ou pelos benefícios oferecidos aos associados;

Cacá Diegues (RJ), cineasta, responsável pelo filme 5X Favela – Agora Por Nós Mesmos, ao lado de Celso Athayde e Renata Magalhães. Ajudou a fundar a CUFA. É um pensador da liberdade humana.

Débora Noal e Médicos Sem Fronteiras (SE),uma organização internacional não-governamental sem fins lucrativos que leva ajuda médica e humanitária a situações de emergência, em casos como conflitos armados, catástrofes naturais, epidemias, fome e exclusão social. É a maior organização não governamental de ajuda humanitária do mundo na área da saúde. Está presente no Brasil desde 1991. Dedica-se à vigilância epidemiológica e ao diagnóstico da doença de Chagas, assim como ao acesso universal ao tratamento de AIDS e formação de pessoal nas áreas de especialidade da organização;

Dom José Luís Azcona (PA) tem denunciado a violação dos direitos humanos contra mulheres, adolescentes e crianças no arquipélago da ilha do Marajó, no norte do Pará, e o tráfico humano. Como bispo acompanhante da Comissão Justiça e Paz da CNBB Norte 2, Dom Azcona fez denúncias sobre a situação alarmante de exploração sexual na região e cobra do poder público providências. Pela sua atuação, é ameaçado de morte.

José Carlos Medeiros Nunes (RJ), o padre Quinha, nasceu em Petrópolis, sacerdote diocesano, é incentivador do Grupo Assistencial SOS Vida e da Pastoral da Aids na diocese de Petrópolis e fundador da Associação Oficina de Jesus. Atua em favor dos menos favorecidos - doentes, encarcerados e dependentes químicos. Fundou a Associação para cuidar dos dependentes de álcool e drogas e a Associação e fundou uma entidade de reciclagem, que gera renda para sustentar o acolhimento dos recuperados. Dá-lhes trabalho, visando a sua reinserção na sociedade.

Marcos Palmeira (RJ), ator, sua ligação com o campo vem desde a infância e, hoje, além de um exemplar fazendeiro de alimentos orgânicos - sua propriedade é referência no Brasil, em agricultura orgânica e sustentável -, o ator é produtor de documentários indígenas.

Mary Lúcia Xavier Cohen(PA), advogada, integra a Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, a Comissão Estadual de Erradicação ao Trabalho Escravo e Comissão Justiça e Paz e da CNBB Norte 2. Tem se destacado na defesa intransigente dos direitos humanos da população mais desfavorecida no estado paraense.


Fonte:CNBB

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Símbolos da JMJ vão onde os jovens sofrem

O Beato João Paulo II entregou a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora aos jovens para que eles os levem ao mundo todo anunciando o Evangelho. No Brasil, multidões têm ido ao encontro dos dois Símbolos da Jornada Mundial da Juventude nas  catedrais, nos colégios e nas ruas. No trajeto que começou no dia 18 de setembro de 2011, em São Paulo, e que prosseguirá pelo Brasil por quase dois anos, até a JMJ Rio2013, a Cruz e o Ícone também visitaram locais de sofrimento e de esperança como presídios, a Cracolândia e casas de recuperação de dependentes químicos. Em cada um desses locais, a presença da Cruz foi a certeza de que Cristo caminha junto da juventude que sofre.

Segundo o Catecismo, Cristo deu um novo sentido ao sofrimento com sua morte na cruz para “configurar-nos com Ele e unir-nos à sua paixão redentora." (Catecismo da Igreja Católica, 1505). Esses locais de peregrinação, ao serem recordados, reafirmam em nós a necessidade de buscar um mundo com maior solidariedade e fraternidade em especial para a juventude, grande vitima da violência no Brasil.

Na Favela e na Cracolândia

Em uma procissão com a oração do rosário, jovens percorreram em 19 de setembro, um dia após a chegada oficial da Cruz e do Ícone no Brasil, as ruas do centro de São Paulo.

Durante a procissão, a Cruz Peregrina entrou na Favela do Moinho, na capital paulista. Os jovens tiveram que passar debaixo de uma ponte e atravessar a linha férrea com a Cruz para entrar na comunidade carente. Enquanto passavam entre os inúmeros barracos da favela, com velas acesas, a juventude entoava o hino da JMJ de 2000, “Emmanuel”.

“Esta música expressa o que estamos vivendo aqui neste momento. É o Emanuel, o Deus Conosco que vem ao encontro dos mais sofredores”, afirmou, emocionado, dom Tarcísio Scaramussa, bispo auxiliar de São Paulo e referencial do Setor Juventude Arquidiocesano, que acompanhou toda a caminhada. Dom Tarcísio convidou os moradores da favela a se aproximarem e tocarem a Cruz.

Depois de deixar a Comunidade do Moinho, a Cruz seguiu para uma das regiões mais precárias da cidade, a chamada Cracolândia. O símbolo da JMJ passou por uma rua tomada por centenas de usuários de crack espalhados pelas calçadas. Enquanto um dos jovens conduzia um momento de oração, ouviu-se do meio dos usuários alguém que disse: “Jesus morreu na cruz por mim”. Apesar de visivelmente alterados pelo efeito da droga, alguns acompanharam a oração do quinto mistério doloroso do rosário, chegando a recitar a “Ave-Maria”. Em seguida, abriram espaço para que a Cruz continuasse sua caminhada.

O vigário episcopal para a Pastoral do Povo da Rua da arquidiocese de São Paulo, padre Julio Lancellotti, afirmou que a peregrinação da Cruz pelas ruas da cidade de São Paulo deve ser um sinal de compromisso da Igreja para com os que sofrem. “É a Cruz indo ao encontro dos crucificados, é a vida indo ao encontro da morte. É o amor indo ao encontro da dor”, disse.

Lixão

Na cidade de Itaquaquecetuba, diocese de Mogi das Cruzes, os Símbolos foram levados a um aterro sanitário, ao redor do qual vivem várias famílias em situação de grande pobreza.

Dores juvenis

No dia 26 de setembro, durante a peregrinação dos símbolos da Jornada pela cidade de Cubatão, que faz parte da diocese de Santos, os jovens apresentaram uma peça teatral, em que foram mostradas algumas das cruzes que a juventude carrega: violência, fome, desemprego, drogas, intolerância.

Comunidade terapêutica

A Cruz e o Ícone foram levados no dia 7 de outubro em carreata para uma missa até a comunidade terapêutica Mãe da Vida, em Itapeva (sul do estado de São Paulo), que cuida de homens e mulheres em processo de recuperação de dependência química.  O padre, durante a homilia, lembrou aos presentes que somente com a ajuda de Deus é que conseguimos suportar nossas cruzes. A Cruz e o Ícone de Maria, juntamente com visitantes e religiosos proporcionaram aos internos momentos inesquecíveis de muita alegria e um auxílio valioso nesse processo que estão vivendo.

“Estive preso e vieste me visitar” Mt 25, 36

CruzRibeiraoPretoEm 21 de outubro, duas penitenciárias em Serra Azul, na arquidiocese de Ribeirão Preto (norte de São Paulo) receberam a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora. Em um trabalho conjunto entre a Pastoral Carcerária e o Setor Juventude, os símbolos da JMJ e o Evangelho de Cristo chegaram aos detentos, como forma de garantir que os direitos humanos e dignidade humana sejam garantidos no sistema prisional. O Complexo de Detenção Provisória de Suzano, na diocese de Mogi das Cruzes, também já o havia recebido em 25 de setembro.

No dia 28 de outubro, os internos da Fundação Casa Dom Hélder Câmara, em Franca, também receberam a visita dos Símbolos da JMJ. Durante a visita, eles rezaram, carregaram a Cruz e o Ícone e apresentaram uma peça teatral sobre a luta contra as drogas e a violência.

“Quando eles não estiverem mais na Fundação, queremos encontrá-los na Jornada no Rio de Janeiro”, comentou o padre Ovídio de Andrade, coordenador da Pastoral do Menor.


Fonte: Jovens Conectados

Dom Giovani Mol pede o protagonismo dos jovens no mundo contemporâneo

O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Educação e a Cultura da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, que também é reitor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas), falou aos mais de 80 participantes do 2º Encontro Mineiro-Capixaba de Universitários Cristãos, sobre o papel do Setor Universidades da CNBB e da Pastoral Universitária no estado.

Dom Giovani Mol detalhou o seu trabalho junto a Comissão, sua dinâmica de trabalho, e ressaltou como “importantíssimo” a atuação da assessora do Setor Universidades da CNBB, irmã Maria Eugênia Lloris Aguado, que há 5 anos busca, em todo o Brasil, reanimar a Pastoral Universitária e a implantação do Setor Universidades em localidades sem atuação “protagonista” dos universitários.

molguimaraesfapam2Segundo dom Giovani Mol, o jovem deve ser protagonista do mundo contemporâneo e falou sobre atenção que a Igreja está dando aos jovens. Dom Mol refletiu sobre a Jornada Mundial da Juventude, em 2013, no Rio de Janeiro, e sobre o Congresso Mundial de Educação Católica, que será em Belo Horizonte, também em 2013.

apresentacoesfapam“Queremos quatro a cinco mil pessoas, de todos os cinco continentes, interagindo com pessoas da Ásia, Europa, imaginem. Se o nosso conhecimento é grande, ele se alargará ainda mais. Vale a pena ser cristão, vale a pena seguir Jesus. Vamos nos preparar para que seja o maior evento antes da Jornada Mundial da Juventude”, disse o presidente da Comissão da CNBB, dom Giovani Mol Guimarães.

Neste momento alguns jovens selecionados estão apresentando os trabalhos que desenvolvem em diversas áreas mostrando o protagonismo no mercado de trabalho.


Fonte: CNBB

Doutor Luciano Costa mostra o protagonismo dos jovens que mudaram a cara do Brasil

“Jovens universitários cristãos, protagonista de mudanças”, foi o título da palestra da tarde de ontem, 5, do professor da Universidade Estadual da Bahia (UNEB), doutor Luciano Costa. Ele apresentou aos participantes do 2º Encontro Mineiro-Capixaba de Universitários Católicos, que acontece na cidade de Pará de Minas (MG), no campus da FAPAM, como os jovens do passado protagonizaram mudanças significativas da cultura brasileira.

“O que é o espírito jovem?”, questionou o professor. Utilizando-se de frases retiradas de clássicos da literatura brasileira e da Música Popular Brasileira (MPB), Luciano Costa mostrou o protagonismo dos jovens em várias épocas da história brasileira. “Devemos ser abertos ao novo, viver o tempo como permanentemente amanhã”, disse.

O professor também destacou a juventude como sujeito de mudanças no Brasil contemporâneo. Luciano fez um balanço histórico, como na Semana de Arte Moderna; Bossa Nova; Cinema Novo; os Centros Populares de Cultura da União Nacional de Estudantes e o Teatro Opinião, de Augusto Boal; Tropicalismo; Partidos Políticos e os movimentos: Diretas Já e Os Caras Pintadas.

O doutor também destacou que a Igreja neste tempo provocava uma ruptura nos seus paradigmas com o Concílio Vaticano II, que segundo o professor, a juventude católica assumiu [CV II] como delas e foi um importante documento de transformação e mudança do pensamento vigente na época.

Missa

parocafapamA missa da manhã de hoje, 6, foi celebrada pelo monsenhor Paulo Pereira, pároco da paróquia Nossa Senhora da Piedade, em Pará de Minas (MG), que fez a reflexão do Evangelho segundo Mateus. “Bem-aventurados os são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus! Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disseram todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”.


Fonte: CNBB

Vozes pela Igualdade

Questões de raça e etnia são temas da programação

Vozes pela igualdade


A programação gratuita contará com debate, curso, exposição e visita monitorada ao Museu Afro-Brasil

O projeto Vozes pela Igualdade neste mês da Consciência Negra, no  Ano Internacional dos e das Afrodescendentes, estabelecido pelas Nações Unidas, tem o objetivo de contribuir para o fim da violência de gênero e raça e para a construção da igualdade e do fim da discriminação, por meio do estímulo à observação, à pesquisa e à reflexão sobre a cobertura jornalística dessa temática. O projeto é uma parceria entre o  Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (COJIRA), apoiada pelo CELACC-ECA/USP e outros parceiros.

A programação começa no dia 07 de novembro (segunda) com o debate “Imprensa Negra – Raízes” que terá como foco os jornais O Mulato ou Homem de Cor, Brasileiro Pardo, O Cabrito e o Lafuente, pasquins negros antirracistas publicados no Rio de Janeiro durante o período regencial (1833). Os debatedores serão os historiadores Célia Maria Marinho de Azevedo e Rodrigo Camargo de Godoi e mediação estará a cargo do jornalista Flávio Carrança, coordenador da Cojira.  Para o debate NÃO há necessidade de inscrição. É só comparecer ao Auditório Vladimir Herzog, Rua Rego Freitas, 530 – Sobreloja (sede do Sindicato), a partir das 19h00. 

O curso “Vozes pela Igualdade” acontecerá nos dias 09 (quarta) e 10 (quinta), das 19h00 às 22h00, também no Auditório do Sindicato e terá como docente Dennis de Oliveira, jornalista profissional, doutor em Ciências da Comunicação, professor do curso de Jornalismo da ECA/USP, coordenador do CELACC (Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação) e membro do NEINB (Núcleo de Pesquisas e Estudos Interdisciplinares sobre o Negro Brasileiro) da USP. Autor de “Globalização e Racismo no Brasil” (2000) e “Comunicação, Cultura e Violência” (2009).

No programa: dia  09 - As relações étnicas no Brasil e o impacto no tratamento do afrodescendente na mídia: as raízes do preconceito, discriminação e racismo no Brasil e suas particularidades, em especial o formato de racismo articulado com comportamentos aparentemente de tolerância. Os impactos do racismo na pirâmide social brasileira. Lugares permitidos e lugares proibidos à visibilidade afrodescendente. O racismo institucional como freio a plena implementação das políticas de combate ao racismo. Os meios de comunicação de massa e a imagem do negro no Brasil.

Dia 10 – Entrevista com uma liderança do movimento negro brasileiro

A atividade consiste de uma Oficina monitorada pelo professor Dennis de Oliveira. O material apurado será a base para a produção de conteúdo jornalístico.

 As inscrições para o curso começam em 03 de novembro (quinta) e se encerram no dia 08 (terça) e serão aceitas SOMENTE por e-mail.  As vagas são limitadas às 50 primeiras inscrições, destinadas aos jornalistas sindicalizados (prioritariamente), não sindicalizados e estudantes de Jornalismo a partir do 6º. Semestre. O curso é exclusivo para jornalistas e estudantes de Jornalismo. 

Os interessados deverão encaminhar para  cursos@sjsp.org.br os dados: nome completo, formação (curso, faculdade e ano que se formou), MTb, telefones para contato e empresa/instituição onde trabalha e função. Para os estudantes: qual a faculdade e o período que está cursando e telefones para contato.  

No domingo, 13 de novembro, das 14h00 as 17h00 será a vez da VISITA MONITORADA  ao Museu Afro Brasil. Todos os inscritos no curso estarão automaticamente credenciados para a visita. Os que tiverem interesse na visita e não puderem participar do curso, devem entrar em contato com o Departamento de Cursos do Sindicato.

A programação finaliza com a Exposição Imprensa Negra, em parceria com o mandato do Deputado José Cândido (PT/SP), no Hall Monumental da Assembléia Legislativa de São Paulo, de 21 a 25 de novembro. A abertura ocorrerá no dia 21 (segunda), às 15 horas.

Para mais informações entre em contato com o Departamento de Cursos do Sindicato, tel. (11) 3217 6299  ramal 6233, de segunda à sexta, das 9h00 às 18h00.

Programação:

07 de novembro (segunda) – debate “A Imprensa Negra – Raízes”, das 19h00 às 22h00 no Auditório Vladimir Herzog, Rua Rego Freitas, 530 – Sobreloja (sede do Sindicato dos Jornalistas) – próximo ao metrô República

09 (quarta) e 10 (quinta) –
Curso Vozes pela Igualdade, das 19h00 às 22h00.

Local: Auditório Vladimir Herzog, Rua Rego Freitas, 530 – Sobreloja (sede do Sindicato), próximo ao metrô República. O curso será certificado.  

13 (domingo) –
visita monitorada ao Museu Afro Brasil, das 14h00 às 17h00 (www.museuafrobrasil.org.br)

Local: Avenida Pedro Álvares Cabral, s/no. – Parque Ibirapuera – Portão 10 – São Paulo / SP

O encontro será ás 13h30 na recepção do Museu.

21 (segunda) – Lançamento do livro “Cruz e Sousa”, de Paola Prandini, às 19h00, na Livraria Martins Fontes, Avenida Paulista, 509 -  próximo à estação Brigadeiro do metrô

21 (segunda) a 25 (sexta) – Exposição “Imprensa Negra”

Local: Hall Monumental da Assembléia Legislativa de São Paulo – Avenida Pedro Álvares Cabral, 201 – Ibirapuera – São Paulo / SP . A exposição é aberta ao público em geral
 Fonte: Sindicato dos Jornalistas de São Paulo - SP

2ª Conferência Nacional de Juventude: etapa de Consulta aos Povos e Comunidades Tradicionais

Hoje e amanhã 7 e 8 de novembro, jovens de povos e comunidades tradicionais se encontrarão em Brasília (Distrito Federal) para a Consulta Nacional aos Povos e Comunidades Tradicionais. O evento ocorrerá no Auditório do Anexo I do Palácio do Planalto e é uma das etapas eletivas para 2ª Conferência Nacional de Juventude, que será realizada entre os dias 9 e 12 de dezembro, também na capital federal.

Na ocasião da Consulta, serão eleitos/as 60 jovens que representarão os povos e as comunidades tradicionais na Conferência Nacional. A ideia é que a Consulta seja um espaço que garanta voz aos grupos que têm dificuldade de acesso a políticas públicas e aos processos tradicionais de participação.

De acordo com Rodrigo Amaral, secretário-executivo do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), a Consulta reunirá 70 jovens de diversos movimentos nacionais de povos e comunidades tradicionais para discutir políticas públicas voltadas para esse segmento. "O objetivo é ter um olhar focado nessas comunidades e povos para a elaboração de políticas públicas”, afirma.

O secretário-executivo do Conjuve revela que as discussões da Consulta serão centradas no Plano Nacional de Juventude com foco nas necessidades dos jovens desses grupos. "As políticas são universais, para todos os jovens, mas também é importante destacar que esses jovens têm demandas específicas. Então a ideia é discutir o Plano para ele atender a diversidade dessa juventude”, comenta.

Dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) revelam que cerca de 5 milhões de brasileiros e brasileiras integram povos e comunidades tradicionais, ocupando um quarto do território do país. Segundo informações do sítio eletrônico da Conferência, representam essa população: quilombolas, indígenas, ribeirinhos, caboclos, ciganos, pantaneiros, mestiços, comunidades de terreiros, faxinais (grupos que plantam mate e criam porcos no Paraná), pomeranos (etnia europeia que vive no Espírito Santo), entre outros.

Conferências Estaduais

Além da Consulta aos Povos e Comunidades Tradicionais, o calendário para a 2ª Conferência Nacional de Juventude segue com as conferências estaduais. Rodrigo Amaral, secretário-executivo do Conjuve, está no Ceará para participar da etapa final da II Conferência Estadual de Juventude.

O evento ocorre de hoje (4) a domingo (6) no Hotel Vila Galé, em Fortaleza, com o objetivo de avaliar as políticas de juventude realizadas no estado. "600 delegados participam dessa Conferência que é o momento final para consolidar as demandas da juventude cearense para levar para a Conferência Nacional”, afirma.

De acordo com Rodrigo, também realizam Conferências Estaduais neste fim de semana: Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe.

Mais informações em: www.conferencia.juventude.gov.br

Fonte: Karol Assunção - Adital

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Em Salvador, jovens Religiosos refletem sobre a maturação espiritual

"Onde não há paixão, há vícios", Annette Havenne.

Terminou neste domingo, 30 de outubro, a terceira etapa de formação para preparação dos votos perpétuos organizada pela Conferencia dos Religiosos do Brasil - CRB, regional Bahia-Sergipe. A formação que contou com religiosos/as de várias congregações aconteceu no Mosteiro de Salvador das monjas beneditinas, localizado no bairro de Alto de Coutos, no subúrbio da capital baiana.

O tema da formação desta etapa refletiu sobre a maturação espiritual no seguimento de Jesus e teve a assessoria da Irmã Annette Havenne, ISM. "Um dos aspectos que ajuda no processo de maturação espiritual no seguimento de Jesus é perceber com qual imagem de Deus nos relacionamos", afirmou Irmã Annette. Tomando como base o livro de Carlos Dominguez Morano, "Crer depois de Freud", a assessora destacou pontos que falam sobre a representação infantil que muitos religiosos têm de Deus, comparando com o Deus de Jesus Cristo. Para ela, "o Deus da criança é contemplado e buscado como um seio bom que responde aos desejos pessoais; é Deus providência - mágico, encarregado de proteger os sujeitos de todo mal", explicou. "Já o Deus de Jesus Cristo é aquele que tem vontade distinta do ser humano embora respeite a sua realidade e liberdade; Ele o acompanha, mas não lhe dá tudo.

No segundo dia o grupo se debruçou sobre a formação integral. Sobre essa questão, a assessora destacou quatro arquétipos básicos a serem trabalhados para melhor integrar nossa vida. São eles: autenticidade no encontro comigo, significância no encontro com Deus, transparência no encontro com os outros e solidariedade no encontro com o cosmo.

No final do encontro, os participantes mostraram-se entusiasmados em assumir a proposta e o projeto de Jesus na formação permanente. Alguns emitirão os votos Religiosos solene no final deste ano e no início de 2012.

Fonte:Ledineia, Delvair e Michael - membros do grupo Perpinter, CRB, região Bahia-Sergipe.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Símbolos da Jornada Mundial da Juventude já peregrinam por Minas Gerais

Barretos
As montanhas de Minas Gerais, com seu povo hospitaleiro e repleto de religiosidade, recebem, neste mês de novembro, a Cruz dos Jovens e o Ícone de Nossa Senhora. Esta será a primeira etapa da peregrinação dos dois Símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) pelo Regional Leste 2 da CNBB (Espírito Santo e Minas Gerais), com um itinerário que inclui 21 das 32 dioceses, começando por Teófilo Otoni, em 1° de novembro, e indo até São João del Rei, em 29 de novembro.

A Cruz e o Ícone de Nossa Senhora chegaram a Minas Gerais no dia 31 de outubro e atravessaram boa parte do estado, vindos da diocese de Barretos (SP), até chegar a Teófilo Otoni (MG), no dia 1°. Serão percorridos o nordeste e o norte do estado. No dia 15 de novembro, a viagem por Minas Gerais fará uma breve pausa: os símbolos irão para Aparecida (SP), onde participarão da Romaria Nacional da Juventude. Mas já no dia seguinte estarão de volta às alterosas, mais exatamente em Sete Lagoas. No dia 19, Belo Horizonte promoverá grande festa para receber os Símbolos, no mesmo dia em que será abençoada a pedra fundamental da nova Catedral de Cristo Rei. Em dezembro, o itinerário prossegue no Regional Nordeste 3 da CNBB, que inclui Bahia e Sergipe.

Em março de 2013, antes de seguir para o Rio de Janeiro, a Cruz dos Jovens e o Ícone voltarão ao Regional Leste 2. Dessa vez, serão visitadas as dioceses do Sul de Minas, do Triângulo Mineiro e do estado do Espírito Santo.

A Cruz dos Jovens peregrina pelo mundo desde 1984. Naquele ano, ela foi entregue, pelo Papa João Paulo II, aos jovens que participavam de um encontro em Roma, com a incumbência de que eles a levassem por todos os lugares, como sinal de evangelização. Em 2003, uma réplica do Ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani, também dada pelo pontífice polonês, juntou-se a essa peregrinação. Desde o começo, a Cruz e o Ícone tornaram-se os principais símbolos da Jornada Mundial da Juventude, percorrendo os países que sediam o evento.

O trajeto no Brasil começou em 18 de setembro, em São Paulo. Até julho de 2013, quando acontece a próxima JMJ, no Rio de Janeiro, os Símbolos passarão por todos os estados do país, e também visitarão a Argentina, o Chile, o Paraguai e o Uruguai. A peregrinação está sendo organizada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Fonte: CNBB

A missão é serviço

Neste final de semana celebramos o Dia Nacional da Juventude! É uma ótima ocasião para darmos alguns passos para a motivação e participação na Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá aqui no Rio de Janeiro. Estamos também encerrando o mês das Missões, com a firme convicção de estarmos permanentemente em missão. A Palavra de Deus deste 31º Domingo do Tempo Comum ilumina nossas vidas para vermos, tanto como missionários como também como sede da JMJ, aqueles que agem como servidores – é uma missão, é um serviço, a que todos somos chamados a prestar, tanto à Igreja como à Sociedade.

Quando lemos os Evangelhos, ainda ficamos surpresos diante da acolhida que as multidões reservam para Jesus. Havia dias em que o Mestre não tinha um momento de paz: as pessoas vinham de toda parte para ouvir sua palavra. Os testemunhos dos Evangelhos dizem unanimemente que era principalmente a sua palavra que encantava as multidões, e as pessoas aproximavam-se Dele principalmente para ouvi-Lo.

Jesus anunciava de maneira nova aquilo que já estava inspirado e colocado por escrito na Bíblia. Basta pensar no Evangelho do domingo passado, quando Jesus responde à pergunta sobre o maior mandamento ao citar as palavras da lei judaica: “Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração!” (cf. Mt 22,27; Deuteronômio 6,5). Parece que as multidões estavam cansadas de muitas palavras que ouviam nas sinagogas todos os sábados e, ao invés disso, vieram até Jesus porque Ele "os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas" (Mateus 7, 29). Precisamente esta última referência revela o segredo de Jesus – Ele falou "como quem tem autoridade". Havia uma autoridade em seus discursos novos e inesperados, que os escribas e fariseus não possuíam. O último fato – como o próprio Jesus diz no Evangelho deste domingo (Mt 23,1-12) – "dizem e não fazem; atam fardos pesados ​​e os põem aos ombros dos homens, mas eles não querem movê-los com um dedo". E eles perderam a sua autoridade, porque só falam "para serem vistos pelos homens", sem realmente acreditar no que diziam. É uma dura palavra que ressoa até hoje em nossos ouvidos e nos questiona profundamente.

Esta é uma crítica muito dura que Jesus dirige ainda hoje a todos nós, pois Jesus nos exorta para não criticarmos os outros, mas para examinarmos a nós mesmos: de fato continua seu discurso dizendo "você" e não "eles" ("não sejais chamados Rabi! E não sejais chamado de mestres" - Mt 23,8.10).

Da mesma forma que aconteceu naquela época aos escribas e fariseus, mas não aconteceu com Jesus, Ele falava com autoridade porque Ele dizia e fazia. Estamos lendo a confirmação do Evangelho deste domingo, quando Ele recomenda aos seus discípulos para ser servos uns dos outros: "o maior entre vós será vosso servo" (Mateus 23, 11). Todos sabemos que Jesus, num gesto de doação, lava os pés dos seus discípulos, e, com esse gesto, resume o serviço de doação que tantas vezes Ele recomendou e que Ele vai cumprir depois de algumas horas na cruz.

De fato, Jesus disse e fez: ele falou com autoridade porque acreditava profundamente no que dizia e diz para nós até hoje. Ainda ressoa em meus ouvidos as palavras do Servo de Deus, o Papa Paulo VI, quando escreveu sobre a evangelização: “os homens de hoje escutam muito mais as testemunhas que os mestres, e se escutam os mestres é porque são testemunhas”. Aí está o grande segredo de todo trabalho e toda pregação, seja nas igrejas, seja nas praças, seja pelos meios de comunicaçao e até mídias sociais: ser testemunha daquilo que se fala. O segredo da missão evangelizadora está na pessoa que atua! Por isso o texto do evangelho deste domingo nos questiona profundamente e nos exorta a dar passos concretos na direção de uma vida coerente e transparente. E este é o milagre: que possamos renovar e devolver um sentido de coerência para as muitas palavras que trocamos e pregamos todos os dias.

Eu sou daqueles que dizem e não fazem? A palavra de Deus queima os lábios se é mal pronunciada, mas ela queima também se é pronuncida e não é vivida. Realmente, o que anuncio é porque as palavras são eco de um fogo de vida no Espírito Santo que arde dentro de mim? Precisamos ouvir o Senhor, para depois, vivendo com alegria a Boa Nova, anunciar aos irmãos e irmãs.

Podemos perceber no Evangelho algumas situações que esvaziam nossas vidas e que deveriam ser mudadas em nosso dia a dia. Uma situação é a hipocrisia: digo e não faço. A incoerência de vida diante do que falamos sem vivenciarmos com simplicidade e coerência a Palavra de Deus. Outra situação é a vaidade: tudo fazem para serem admirados. O objetivo é conseguir fama e nada mais. Não é um serviço ao Reino de Deus. A vaidade torna o interior vazio. Ainda uma outra situação: o gosto do poder: impõem cargas pesadas a todos. O Evangelho oferece alguns caminhos de mudança: em vez de aparecer, agir secretamente; a simplicidade ao invés da duplicidade, o serviço ao invés do poder. O maior mandamento, diz Jesus, é "Amarás" e na liturgia de hoje acrescenta: o maior entre vós será vosso servo.

Ao celebrarmos, concomitantemente, o Dia Nacional da Juventude, é bom lembrar que a juventudade dá muito valor à autenticidade evangélica. A juventude quer líderes que tenham coerência na pregação e na ação. Notamos isso pelos movimentos que espoucam por todos os cantos do mundo e também em nosso país, exigindo coerência e transparência.

Aquele que é o Senhor e Salvador de todos escolheu o caminho do servo: está aos pés de todos, é o servidor que lava os pés dos discípulos. Aquele que é Deus conosco cinge uma toalha e quer curar todas as feridas da terra. Servo sem igual! E se deve haver uma hierarquia na Igreja, será invertida em relação às normas da sociedade sobre a terra: “vocês são todos irmãos”. E, em seguida, inverteu novamente, por Cristo, que se tornou irmão, mas depois se tornou o último dos irmãos. Jesus muda a raiz do poder. Nosso Senhor Jesus Cristo revela que todo homem é capaz de poder, se ele é capaz do serviço.

Todos nós que buscamos entender a sociedade hodierna e encontramos caminhos para uma convivência pacífica entre os povos temos na Palavra deste domingo um bom caminho a seguir: Serviço. Este é o nome secreto da civilização do amor, porque este é o estilo que Deus escolheu.

Fonte: Dom Orani João Tempesta - arcebispo do Rio de Janeiro.

Entidades preocupadas com denúncias de irregularidades em convênios com o Governo

Preocupado com as denúncias sobre irregularidades em convênios firmados entre ministérios e entidades sem fins lucrativos, o Comitê Facilitador da Plataforma por um Novo Marco Regulatório para as Organizações da Sociedade Civil, conjunto de organismos sem fins lucrativos na qual a Cáritas Brasileira faz parte, divulgou uma nota pública à presidente da República, Dilma Rousseff, pedindo agilidade nas investigações e punição aos culpados, sem que isso acarrete prejuízo do serviço e pagamento de instituições que nada tem a ver com as denuncias.

Segundo a nota, as entidades que fazem parte do Comitê acompanham com preocupação as denúncias “principalmente porque a maneira como tais fatos vêm sendo tratados por setores de gestão pública e pela mídia comprometem a imagem pública de uma infinidade de organizações que prestam regularmente serviços públicos e fazem com que a opinião pública julgue sem critérios e se volte contra todas as organizações, entre elas as que têm prestado relevantes serviços à democracia deste país”.

O maior temor, de acordo com o Comitê, é que a maioria das organizações sem fins lucrativos sejam penalizadas injustamente. “Se o governo entende que é necessário organizar uma força tarefa para avaliar a qualidade dos convênios em vigência, poderia fazê-lo sem que fosse necessária a suspensão de repasses, o que pode causar graves problemas àquelas entidades que estão cumprindo regularmente suas obrigações”.

Leia a íntegra da nota:

Carta Aberta à Presidenta da República Dilma Rousseff

Excelentíssima Senhora Presidenta,

As entidades que firmam esta carta compõem o Comitê Facilitador da Plataforma por um Novo Marco Regulatório para as Organizações da Sociedade Civil, cuja agenda foi apresentada a Vossa Excelência em 2010, quanto ainda candidata, e à qual respondeu por meio de Carta às Organizações da Sociedade Civil.  Nesse documento, em que reconheceu a legitimidade de nossas propostas, Vossa Excelência afirmou que o governo deveria pautar-se por “uma relação democrática, respeitosa e transparente com as organizações da sociedade civil, compreendendo seu papel fundamental na construção, gestão, execução e controle social das políticas públicas”. Declarou que “a Plataforma ... nos propõe uma relação jurídica mais adequada entre o Estado e as OSCs, reconhecendo que, para cumprirem suas funções, as entidades devem ser fortalecidas sem que isso signifique reduzir a responsabilidade governamental, em um ambiente regulatório estável e sadio”. Finalmente, comprometeu-se a “constituir um Grupo de Trabalho, composto por representações das OSCs e do governo ... com o objetivo de elaborar, com a maior brevidade possível, no prazo máximo de um ano, uma proposta de legislação que atenda de forma ampla e responsável, as necessidades de aperfeiçoamento que se impõem, para seguirmos avançando em consonância com o projeto de desenvolvimento para o Brasil, o combate à desigualdade social e o interesse público” (http://plataformaosc.org.br/dilma/respostadilma.pdf).

Assim como a Excelentíssima Senhora, acompanhamos com preocupação as denúncias sobre irregularidades em convênios firmados entre ministérios e entidades sem fins lucrativos, principalmente porque a maneira como tais fatos vêm sendo tratados por setores de gestão pública e pela mídia comprometem a imagem pública de uma infinidade de organizações que prestam regularmente serviços públicos e fazem com que a opinião pública julgue sem critérios e se volte contra todas as organizações, entre elas as que têm prestado relevantes serviços à democracia deste país.

O Decreto Presidencial n. 7.568, de 16 de setembro de 2011, a nosso ver, acerta em procurar estabelecer critérios legítimos para balizar decisões quanto ao estabelecimento de convênios com organizações da sociedade civil. Saudamos também o fato de que o Decreto institui Grupo de Trabalho composto por representantes de governo e da sociedade civil, destinado a reformular a legislação aplicada às Organizações da Sociedade Civil, cumprindo compromisso de campanha da Senhora Presidenta. Com grandes expectativas, estamos cooperando com a Secretaria Geral da Presidência da República para a realização de seminário internacional nos próximos dias 9 a 11 de novembro, em Brasília, quando será instalado o GT em reunião inaugural.

Nesse contexto de união construtiva de esforços, nos surpreenderam notícias veiculadas pela mídia de que o governo federal estaria preparando novo decreto suspendendo  todos os repasses para organizações não governamentais, a fim de proceder em determinado tempo a sua avaliação e cancelamento daqueles considerados irregulares. Tememos que a maioria das organizações sem fins lucrativos sejam penalizadas injustamente. Se o governo entende que é necessário organizar uma força tarefa para avaliar a qualidade dos convênios em vigência, poderia fazê-lo sem que fosse necessária a suspensão de repasses, o que pode causar graves problemas àquelas entidades que estão cumprindo regularmente suas obrigações.

Segundo o Portal da Transparência de 2010, das 232,5 bilhões de transferências voluntárias do governo federal, 5,4 bilhões destinaram-se a entidades sem fins lucrativos de todos os tipos, incluídos partidos políticos, fundações de universidades e o Instituto Butantã, por exemplo. Foram 100 mil entidades beneficiadas, 96% delas por transferências de menos de 100 mil reais. Se juntarmos todas as denúncias contra ONGs publicadas na imprensa nos últimos 24 meses, as entidades citadas não passariam de 30, o que nos leva crer que além de desnecessária, a suspensão generalizada de repasses poderia constituir medida arbitrária e de legalidade questionável, que criminaliza a sociedade civil organizada.

Esperamos realizar nosso seminário e instituir nosso GT em um contexto de confiança na esfera pública ampliada e nas suas instituições. Esteja certa, Senhora Presidenta, do nosso incondicional apoio no combate à corrupção e na busca por instrumentos adequados para a concertação de esforços do Estado e sociedade civil pela construção de um Brasil mais justo e democrático.

Em 28 de outubro de 2011, assinam esta carta as seguintes entidades membros do Comitê Facilitador da Plataforma por um Novo Marco Regulatório para as Organizações da Sociedade Civil.

Respeitosamente,

Associação Brasileira de ONGs (ABONG)
Cáritas Brasileira
Conselho Latino-Americano de Igrejas  (CLAI) – Regional Brasil
Fundação Grupo Esquel do Brasil
Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE)
Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)
Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST)
União Nacional de Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária UNICAFES

Fonte: Revista Missões

Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social debate ações para os próximos três anos

O Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social está com seus parceiros e colaboradores em Brasília, desde ontem, 31, planejando seus projetos para os anos de 2012 a 2014. Além disso, estão avaliando os projetos desenvolvidos desde o ano passado. A Reunião Ampliada do Fórum acontece no Centro Cultural Missionário (CCM), e recebe 30 parceiros, representantes dos regionais, além do seu bispo referencial, dom Pedro Luiz Stringhini.

Segundo dom Stringhini, o Fórum Mudanças Climáticas tem atuado de maneira a pressionar os governantes sobre o avanço das mudanças climáticas no país, além de apoiar a parcela da sociedade já atingida por esses fenômenos, que são intensificados pela ação humana.

“O Fórum serve para reflexão de diversos organismos da sociedade civil. Dialoga com o Governo e com o povo. O Fórum, por sua natureza, tem um posicionamento crítico, pois o Governo é atrelado a setores diversos, grandes empresários, de todos os ramos, gente interessada em assuntos particulares. Nós estamos interessados no bem do planeta e na preservação das matas e florestas, na boa aplicação dos recursos e na imediata ação contra as mudanças do clima”, afirmou dom Pedro Stringhini.

O Fórum Mudanças Climáticas faz parte da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e da Paz, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Para o assessor da Comissão, padre Ari Antônio dos Reis, o Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social pode ser classificado por três palavras: Atenta, “pois o Fórum é atento aos movimentos climáticos globais, que já estão a tempos atingindo o nosso planeta”; Diálogo, “porque dialoga com os impactados e atingidos por atividades proporcionadas pelas mudanças climáticas, que estão modificando suas vidas”, e por fim, Enfrenta, “já que é uma das poucas instâncias que lutam, enfrentam e batem de frente com todas as esferas de governo buscando a reversão dessas mudanças que estão ocorrendo”, afirmou o padre Ari.

Código Florestal

Segundo o bispo referencial do Fórum, dom Pedro Stringhini, o Fórum e seus parceiros estão atentos ao movimento de mudança do texto do novo Código Florestal que está em debate no Senado Federal.

“Estamos de olho e pretendemos ajudar, como especialistas em mudanças climáticas. O Fórum olha com perplexidade e lamenta que as sugestões da CNBB tenham sido rejeitadas pelo Congresso na modificação do texto do novo Código Florestal. O Fórum quer ser um instrumento de auxílio neste processo de mudança, como está sendo a Campanha da Fraternidade desde ano que trata justamente do meio ambiente, com o tema Fraternidade e a Vida no Planeta. Então o Fórum está disposto a contribuir com a CNBB para que haja mais pressão para a modificação deste texto”, ressaltou dom Stringhini.

Fonte: CNBB

Lançado subsídio de preparação ao 10º Encontro Nacional da Pastoral da Juventude

Já se encontra disponível para download no site da Pastoral da Juventude www.pj.org.br/enpj o subsídio do 10º Encontro Nacional da Pastoral da Juventude (ENPJ), que será realizado de 8 a 15 de janeiro de 2012, em Maringá (PR). O material, que tem roteiros de ofícios, encontros e reuniões é destinado a grupos de jovens de todo o Brasil.

O roteiro da celebração propõe a construção e o envio de um retalho de pano com os sonhos dos jovens. Durante o 10º ENPJ os retalhos serão unidos formando uma grande colcha, simbolizando os sonhos da juventude brasileira.

O subsídio foi desenvolvido a partir da reflexão do tema, “Somos Igreja Jovem”, do lema, “Na ciranda da vida, a nossa missão é amar sem medida”, e da iluminação bíblica, “Ele, tendo amado os seus, amou-os até o fim” (Jo 13, 1).

Pela primeira vez no sul

Realizado a cada três anos, o Encontro Nacional é um momento em que a Pastoral da Juventude se reúne para refletir, partilhar e celebrar a vida e a caminhada dos grupos de jovens.

É a primeira vez que o encontro será realizado na região sul do país. A previsão é reunir cerca de 600 jovens de todo Brasil, representando a juventude das dioceses onde existe Pastoral da Juventude articulada.

Fonte: CNBB

Lançado concurso para letra do hino da Campanha da Fraternidade de 2013

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está lançando o concurso para a letra do hino da Campanha da Fraternidade de 2013. O hino será escolhido em duas etapas: na primeira, será feita a escolha da letra, com prazo de entrega das composições até dia 11 de dezembro de 2011; na segunda etapa, será feito o concurso para a música, até março de 2012.

A Campanha da Fraternidade de 2013 tem como tema: “Fraternidade e juventude”, e o lema: “Eis-me aqui, envia-me!” (Is 6,8).

“A CNBB solicita a colaboração de todos os poetas para a criação de um texto belo e profundo, que reflita a realidade da juventude, sua espiritualidade, seus anseios, suas lutas e esperanças”, salientou o assessor da CNBB para a Música Litúrgica, padre José Carlos Sala.

O Objetivo Geral da CF 2013 diz que “refletir sobre a realidade das juventudes no contexto da atual cultura midiática, para compreender seu impacto na vida dos jovens à luz do evangelho, acolhendo-os como sujeitos e, com eles, construir relações e estruturas que promovam a Vida”.

Fonte: CNBB

Encontro Nacional de Fé e Política discute superação da violência e do extermínio de jovens

"Quando a gente fala de extermínio da juventude, amplia a discussão da violência para questões que muitas vezes a própria organização juvenil não quer discutir. Falar de extermínio é algo duro, não é fácil de abordar", afirmou Thiesco Crisóstomo de Oliveira, 25, Secretário Nacional da Pastoral da Juventude - PJ, durante Plenária Temática que discutiu a Superação da Criminalização da Juventude, no 8º Encontro Nacional Fé e Política, ocorrido nos dias 29 e 30 de outubro em Embu das Artes, São Paulo.

O risco de um jovem negro ser vítima de homicídio no País é 130% maior que o de um jovem branco, segundo o Mapa da Violência - Anatomia dos Homicídios no Brasil, estudo que compreende o período de 1997 a 2007, divulgado em 2010, com base nos dados do Ministério da Saúde. Nos últimos cinco anos, o número de mortes por assassinato entre a população jovem branca apresentou uma redução significativa de 31,6% enquanto que entre negros houve um aumento de 5,3% das mortes no período.

Em entrevista à revista Missões, Thiesco Crisóstomo, natural de Marabá no Pará, e estudante de Ciências Sociais na Universidade Federal de Belém avalia os rumos da Campanha Nacional contra a Violência e o Extermínio de Jovens.

Quais são as ações da Campanha e que impacto isso teve para mudar essa realidade de morte?

A Campanha lançada em 2009 nasceu da reflexão da 15ª Assembleia Nacional das Pastorais da Juventude do Brasil (ocorrida em maio de 2008). No primeiro momento ela teve o seu impacto. Em 2010 foram realizados seminários e audiências Públicas em diversos estados do país. No momento estamos com trabalhos nas dioceses aproveitando o Dia Nacional da Juventude - DNJ (celebrado todos os anos no último domingo de outubro) para aprofundar a Campanha em todo o Brasil. No próximo fim de semana (05 e 06 de novembro) nos reuniremos com as pastorais e organizações parceiras, em Belo Horizonte para um Seminário de avaliação e programação da Campanha para 2012.

A Campanha é contra o extermínio de jovens em geral. Ela aborda também outros problemas relacionados a essa questão, como por exemplo, o da violência contra a mulher?
Este ano, as atividades como a Semana da Cidadania, a Semana do Estudante e o Dia Nacional da Juventude, foram pensadas a partir dos agentes de transformação. Jaime C. Patias Plenária Temática sobre superação da criminalização da juventude Na Semana da Cidadania, por exemplo, nós trabalhamos a questão da terra com os camponeses. Na Semana do Estudante trabalhamos a luta dos povos indígenas e quilombolas e no DNJ nós focamos mais a questão da mulher (com o tema: Juventude e Protagonismo Feminino) para discutir o que está por de trás da violência contra a mulher, fortalecer as redes onde elas atuam contando com os movimentos das mulheres. O objetivo é dar uma atenção especial ao protagonismo da mulher sem esquecer a violência que elas sofrem, mas é muito mais no sentido de fortalecer as ações proféticas do que ficar somente nas denúncias. Queremos destacar o profetismo, a mulher como agente de transformação da sociedade.

Existem várias Pastorais da Juventude e movimentos juvenis. A Campanha conseguiu o envolvimento de todos?

Nas Pastorais da Juventude tivemos a adesão total, inclusive a coordenação é feita coletivamente através duma colegiado. Com relação às outras organizações juvenis das igrejas, especialmente da católica, temos tido certa dificuldade justamente pela visão de mundo e por questões de caráter ideológico. Porque quando a gente fala de extermínio da juventude, amplia a discussão da violência para questões que muitas vezes a própria organização juvenil não quer discutir. Falar de extermínio é algo duro, não é fácil de abordar. Fica parecendo que existe um grupo que está matando jovens por que quer. Sabemos que é isso mesmo que acontece, mas por conta de questões ideológicas temos tido dificuldades de compreensão, mas isso não é em todo o Brasil. No sul, por exemplo, mesmo com certos modelos de Igreja, temos conseguido a adesão. É interessante que, apesar desses problemas no interior da Igreja, a sociedade manifestou um interesse muito grande. Tivemos o apoio de órgãos do governo, organizações civis, alguns meios de comunicação, movimentos populares e estudantis.

E a União Nacional dos Estudantes - UNE, está junto nessa luta?

Está, mas não é em todos os espaços. A receptividade vem muito mais das Federações Estudantis do que de fato da própria UNE como um todo.

Fonte: Jaime C. Patias - Revista Missões